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Animais ameaçados de extinção

O possível reaparecimento do tigre-da-tasmânia

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Depois de 90 anos considerados extintos, uma esperança surge para a comunidade científica. Podem existir tigres-da-tasmania (Thylacinus cynocephalus) vivos!

 Pra quem não faz ideia do que estamos falando, vamos com uma breve introdução.

 

Tigre-da-tasmânia: Austrália cogita existência de marsupial declarado extinto

Tigre-da-tasmânia (Thylacinus cynocephalus). Foto: Internet

 

Quem são os tigres-da-tasmânia?

Nativo da Austrália, os tigres-da-Tasmânia, ou lobos-da-tasmânia eram, ou são, com as últimas notícias, conhecidos como “o maior marsupial carnívoro dos tempos modernos”. Pertencem à mesma infraclasse de mamíferos que os gambás e os cangurus, última espécie do gênero, Thylacinus (tilacino). Sua aparência é bastante peculiar, lembrando uma mistura entre cães, cangurus e tigres. Sua pelagem varia entre marrom-amarelado e cinza, mas sempre com listas escuras. 

 

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tigres-da-tasmania (Thylacinus cynocephalus). Foto: Internet

 

Porque o tigre-da-tasmânia supostamente foi extinto?

Os principais motivos da, até então acreditada extinção da espécie, foram doenças, a invasão do homem ao seu habitat natural e a intensa caça com recompensas de exemplares da espécie. Até então, o último registro em imagem do “tigre” data de 1932.

 

Tigre-da-tasmânia, declarado extinto em 1936, no museu de Austrália

Tigre-da-tasmânia (Thylacinus cynocephalus), declarado extinto em 1936. Foto: Museu de Austrália.

 

Boas notícias? Novos estudos e registros sugerem que alguns exemplares vivos de tigres-da-tasmânia podem ter sido encontrados na Austrália.

Em um vídeo emocionante, o presidente do Thylacine Awareness Group of Australia (Grupo de Conscientização sobre ‘tigre-da-Tasmânia’ da Austrália ou, em sigla, TAGOA), Neil Waters, relatou, no dia 22/02, que viu um tigre-da-tasmânia. Confira o vídeo na íntegra aqui. 

“Eu posso dizer que têm três animais. Nós, eu e a comunidade, acreditamos que na primeira imagem temos a mãe. Na segunda imagem, sabemos que é um filhote pois é muito pequeno. E a terceira imagem é o pai”, contou Neil. Neil ainda conta que deixou as imagens com Nick Mooney, do Museu e Galeria de Arte da Tasmânia, em Hobart, para serem analisadas por especialistas, mas diz estar esperançoso.

 

O Tigre da Tasmânia pode não estar extinto

Tigre-da-tasmânia (Thylacinus cynocephalus). Foto: Internet

 

O vídeo foi divulgado nesta segunda-feira (01/03), porém as imagens são de baixa qualidade, e não convenceram sobre a veracidade do fato. Você pode ver as imagens clicando aqui

 

Essa possível re-aparição do tigre-da-tasmânia não é a primeira vez

Entre 1910 e 2019 mais de 1200 pessoas afirmaram ter visto o tigre-da-tasmânia. Esses dados foram analisados pelo ecologista de mamíferos, Barry Brook, que trabalha na Universidade da Tasmânia. Barry e colegas de trabalho criaram uma Base de Dados de registros do tigre-da-tasmânia, a Tasmanian Thylacine Sighting Records Database

Em 2018, ciclistas reportaram às autoridades australianas que se depararam com um animal de aparência bem diferente. Em 2019, outras pessoas também relataram ter avistado o mesmo animal e, após pesquisarem na internet, acreditaram ser um tigre-da-tasmânia.

 

A misteriosa espécie que segue 'reaparecendo' após ser extinta - BBC News Brasil

Tigre-da-tasmânia (Thylacinus cynocephalus). Foto: BBC

 

Apesar de ainda não comprovado cientificamente, continuamos na torcida para que realmente ainda existam vivos exemplares de espécies e contar com a ciência para lutar para que os tigres-da-tasmânia vençam a extinção.

Dia mundial do Pangolim

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Hoje é o dia mundial do pangolim? Quer conhecer mais sobre essa criaturinha? Vem com a gente!

O pangolim, também conhecido como “tamanduá escamoso” é um mamífero bem diferentão que vive na Ásia e África. A caraterística mais marcante desse bicho é que o seu corpo é recoberto de escamas muito características. Esse segundo nome, tamanduá escamoso, também se deve ao fato de que eles, assim como os tamanduás, utilizam suas longas e pegajosas línguas para se alimentar, principalmente, de cupins e formigas.

Reino: Animalia
FIlo: Chordata
Classe: Mammalia

Ordem: Pholidoa

Família: Manidae

Foto: wildfor.life

 

As diferentes espécies de pangolim

São conhecidas 8 espécies diferentes de pangolins.  Todas as oito espécies são protegidas por leis nos locais onde são encontradas.

 

Conheça as espécies existentes de pangolim

As espécies existentes de pangolim. Fonte: Brasil escola

 

Características

Os pangolins variam de 1,6 kg até 33 kg, e sua coloração vai do castanho amarelado até o marrom-escuro. Apresentam corpo recoberto por escamas sobrepostas de queratina que crescem durante toda a vida do animal. Quando o animal nasce, as escamas são flexíveis e possuem coloração mais clara. São os únicos mamíferos verdadeiramente escamosos do mundo.

A parte inferior do pangolim não apresenta escamas. Possuem cabeça cônica, língua longa e pegajosa e não possuem dentes. Sua visão não é muito desenvolvida sendo o olfato apurado o seu melhor guia.

 

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Foto: wildfor.life

 

Hábitos

Os pangolins são animais com maior atividade durante a noite, passando os dias enrolados no ninho. São animais solitários costumam ser  bastante especialistas quanto a sua alimentação. Isso quer dizer que tem preferência por um tipo bem específico de alimentos: os insetos. Eles destroem os ninhos utilizando suas garras para capturar suas presas.

Para se defender, além de se enrolar, podem também utilizar suas caudas afiadas. 

 

Foto: Super interessante

Reprodução

A maturidade sexual dos pangolins é atingida por volta dos dois anos. A gestação varia de acordo com a espécie, podendo variar de 70 a 139 dias. Os filhotes são amamentados nos primeiros quatro meses, mas já podem começar a comer formigas e cupins logo no primeiro mês de vida.

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Foto: Elyane e Cedric Jacquet

 

Principais ameaças 

Uma das principais ameaças que o pangolim vem sofrendo é a destruição de habitat. Além disso, sua carne e escamas são utilizadas na fabricação de medicamentos, fazendo com que eles sejam um grande alvo de caças.

Vamos dar destaque a um triste fato: O pangolim é o animal mais traficado do mundo. Suas escamas são comercializadas como afrodisíacas.

 

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Comercialização de escamas de pangolim. Foto: National Geographic

 

Qual o próximo bicho que vocês querem conhecer? Deixem aqui nos comentários!

Ficha animal: Mico-leão-dourado

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Um pequeno primata de beleza estonteante. Com seus pelos de cor vibrante, variando de dourado a vermelho-dourado, esse bichinho já chamou atenção de muita gente! Tanta gente, que acabou quase sendo extinto. 

Conheça o mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia), o mascote da conservação da biodiversidade.

Parque para o mico-leão-dourado

Mico-Leão-Dourado (Leontopithecus rosalia). Foto: Isto É dinheiro

 

Classificação 

Reino: Animalia

Filo: Chordata

Classe: Mammalia

Ordem: Primates

Família: Callitrichidae

Gênero: Leontopithecus

Espécie:  Leontopithecus rosalia

 

Ocorrência

O mico-leão-dourado, Leontopithecus rosalia, é uma espécie endêmica da Mata Atlântica do Rio de Janeiro e Espírito Santo, sendo que atualmente se encontra extinto na região do Espírito Santo.

 

Mapa de ocorrência do mico-leão- dourado. Imagem: wikipedia

 

Características

Sem dúvidas a característica que mais se destaca nos micos-leões-dourados é a pelagem densa em tons de dourado a  vermelho-dourado. Não existe diferenciação de cor e tamanho entre machos e fêmeas. Possuem caudas compridas que permitem que se locomovam com muita destreza pela vegetação arborícola. 

O comprimento médio dos indivíduos é de 587 mm com o  peso de 500g a 700g, sendo os maiores do seu gênero.

 

Mico-Leão-Dourado (Leontopithecus rosalia). Foto: O eco

 

Quais são os hábitos da espécie?

Os mico-leão-dourado são considerados animais onívoros, ou seja, comem de tudo um pouco. Sua alimentação varia desde frutos, animais invertebrados à até pequenos vertebrados. Eles podem se alimentar de mais de 60 espécies de plantas e sabe a melhor parte? Eles eliminam as sementes dos frutos que comem inteirinhas nas fezes, sendo ótimos jardineiros de nossas florestas.  Além disso, também controlam a população de aves  Fazem ou não fazem um ótimo serviço ecossistêmico? 

 

Reprodução

O mico-leão-dourado vive cerca de oito anos e pode se reproduzir uma ou duas vezes por ano. Quando nascem os filhotes, tanto o pai quanto a mãe ajudam na criação.

 

A história do mico-leão-dourado, um dos símbolos da complexa relação entre homens e natureza | Blog da Amélia Gonzalez | G1

Mico-Leão-Dourado (Leontopithecus rosalia). Foto: G1

 

Conservação

Acreditem, a existência desses primatas a muito pouco tempo esteve por um triz. 

Quando os europeus chegaram ao Brasil, se depararam com uma fauna exuberante  e se encantaram com tanta beleza. 

O mico-leão-dourado foi um dos animais fortemente traficados pelos europeus quando eles chegaram ao Brasil. Eles ficaram tão encantados com a beleza do animal que o levaram para a Europa para o ter como animal de estimação. 

Ah, mais isso foi antes, né? Hoje em dia as pessoas já sabem que isso é errado? Ai que você se engana. Até hoje, os poucos indivíduos que ainda restam, ainda são perseguidos por traficantes para a venda para pessoas que ¨amam muito os animais¨. Amor estranho esse, é? Que priva a liberdade de um ser vivo, causando até a extinção da espécie?

A destruição da Mata Atlântica também é um grande problema enfrentado pelo mico-leão-dourado . Com a perda do seu habitat natural, hoje eles estão confinados em fragmentos de matas em apenas oito cidades do Rio de Janeiro.

A população de micos-leão-dourados chegou a se restringir a apenas 200 animais ao todo, sendo considerados  “criticamente ameaçado” de extinção

Graças aos esforços de muitos pesquisadores, que se dedicaram a salvar essa espécie da extinção, a população dos micos-leões-dourados teve um aumento considerável.  Atualmente, a espécie passou a ser classificada como “ameaçada” de extinção e estima-se que existam  menos 2,5 mil indivíduos na natureza.

Por toda a sua importância ecológica, os micos-leão-dourados tem sido utilizados como espécie determinante para a preservação da Mata Atlântica, principalmente no Estado do Rio de Janeiro.

 

Vencemos uma batalha pela conservação, mas a luta ainda é árdua. Enquanto tiverem pessoas destruindo nossa fauna, estaremos a postos!

 

Ficha animal: Bicudo (Sporophila maximiliani)

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Já ouviu falar dos bicudos? 

São pequenos passarinhos extremamente ameaçados de extinção mas que tem despertado a atenção de uma galera da conservação. 

 

Há mais de 50 anos não eram vistas espécies de bicudo nativas no Brasil e há mais de 80 anos não eram vistas em MG — Foto: Alice Lopes/Acervo Pessoal

Bicudo Macho. Imagem: Alice Lopes.

 

Características

Também conhecido como bicudo-do-norte (SP), bicudo-preto e bicudo-verdadeiro, o bicudo (Sporophila maximiliani) é um passeriforme pequeno da família Thraupidae ( entre 14,5 e 16,5 centímetros de comprimento). 

Os machos adultos apresentam coloração preta, com uma mancha branca na parte externa das asas. As fêmeas e os filhotes apresentam coloração parda, em tons de castanho. Os jovens machos começam a adquirir a plumagem de adulto por volta dos 12 meses de idade.

Seu bico, que dá nome à espécie é bastante robusto, sendo facilmente diferenciado dos demais  sporophilas devido a sua grande proporção em relação a cabeça.

 

Confira algumas informações sobre os bicudos, aves da família de sanhaçus e saíras — Foto: Arte/TG; Ilustração/Tomas Sigrist

 

Canto

O canto dos bicudos lembra o som de uma flauta e ocorrem variações regionais e individuais. Apesar de serem praticamente inexistentes na  natureza, em cativeiro são bastante abundantes sendo muito apreciados em campeonatos de canto. 

 

Bicudo macho. Imagem: Criadouro São Miguel.

 

Hábitos

Pouquíssimo se sabe sobre seus hábitos em vida livre. Além de serem naturalmente muito raros, são considerados já extinto em várias regiões onde ocorria.

Acredita-se pelos poucos estudos que existem e basicamente por relatos populares que a espécie habita pastos alagados, veredas com arbustos, bordas de capões de mata, brejos, beiras de rios e lagos, aparentemente em locais próximos à água.

São animais territorialistas, sendo encontrados em pares que defendem seus territórios contra invasores. 

 

A ave fêmea dos bicudos se difere por apresentar tons pardos, se opondo ao preto forte dos machos — Foto: Alice Lopes/Acervo Pessoal

Bicudo fêmea. Imagem: Alice Lopes

 

Reprodução

A estação reprodutiva vai de outubro a março, podendo um casal ter até três ninhadas no período. Cada postura varia de 2 a 3 ovos e o período de incubação vai de 13 a 15 dias. 

 

Alimentação 

Sua dieta se assemelha com os demais sporophilas, sendo composta por capim-navalha (Hypolytrum pungens), navalha-de-macaco (Hypolytrum schraerianum) ou a tiririca (Cyperus rotundus). 

Distribuição geográfica 

Os bicudos, originalmente eram encontrados no Amapá, leste e sudeste do Pará, Maranhão e Rondônia e, localmente, no Nordeste e Centro-oeste do País, de Alagoas ao Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo, estendendo-se para oeste até Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso. Encontrado localmente também da Nicarágua ao Panamá e em todos os demais países amazônicos, com exceção do Suriname.

 

Municípios onde os observadores do WikiAves registraram ocorrências da espécie bicudo (Sporophila maximiliani).

 

 

Principais ameaças 

Por serem bastante apreciados por humanos os bicudos sofreram uma grande pressão de captura e hoje são já são considerados extintos em alguns estados como Rio de Janeiro e São Paulo.

Acredita-se também que os animais possam sofrer com envenenamento por agrotóxico devido a sua eventual alimentação em plantações de arroz.

 

Projetos desenvolvidos

Buscando alterar o seu crítico estado de conservação, pesquisadores de aves realizam importantes pesquisas e buscas pela espécie.

Após quase 3 anos de busca, em fevereiro de 2020, pesquisadores do WAITA Instituto de Pesquisa e Conservação encontram uma pequena população de Bicudos no leste de Minas Gerais e os vem monitorando desde então. 

Haviam mais de 80 anos que a ave não era encontrada em Minas e o reencontro trouxe esperança.

“Renova nossas energias e esperanças de vê-lo repovoando o Estado. Esse registro possibilitará diversos estudos comportamentais sobre habitat, alimentação e reprodução, que são praticamente inexistentes e serão fundamentais para subsidiar um futuro programa de reintrodução”. Alice Lopes, bióloga do WAITA.

Ficha animal: Lobo-guará (Chrysocyon brachyurus)

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O lobo-guará é o maior canídeo da América do Sul. Sua família inclui os cães, lobos e raposas.

Seu nome científico (Chrysocyon brachyurus) significa cachorro vermelho de cauda curta. O próprio nome popular, Guará, de origem tupi-guarani, remete ao seu tom avermelhado de pelagem.

 

Lobo-Guará

Lobo-guará. Foto: todamateria.com

 

Características

Grande parte da pelagem dos lobos-guarás é laranja-avermelhada. Suas pernas são pretas e longas, a garganta e a ponta da cauda são brancas e a crina preta. Possuem excelente olfato e audição. As orelhas bem compridas, desproporcionais ao tamanho da cabeça, amplificam os sons e ajudam a localizar as presas.

É um animal alto e esguio, com os maiores machos alcançando até um metro de altura nos ombros e máximo de 40 kg e podem viver de 12 a 15 anos.

 

Entre carros e plantações, lobo-guará luta para sobreviver no que resta do Cerrado | National Geographic

Lobo-guará. Foto: Adriano Gamarini

 

Onde ocorrem

É um animal típico do Cerrado. 

Além do Brasil, pode ser encontrado em regiões da Argentina, Bolívia, Paraguai, Peru e Uruguai.

 

Distribuição geográfica do lobo guará

Ocorrência do lobo-guará. Fonte: todamateria.com

 

Hábitos

Ao contrários de outras espécies de lobo que vivem em matilha, o lobo-guará é um animal de hábito solitário. É avistado, normalmente, em grandes campos nos fins de tardes e durante as noites.

São animais tímidos, preferindo manter distância de populações humanas, mas devido a degradação do hábitat que vivem, acabam se aproximando de centros urbanos em busca de alimentos.

 

Alimentação

O lobo-guará é um animal onívoro, podendo se alimentar tanto de plantas, quanto de animais. Suas presas variam desde roedores, tatus, aves, lagartos, cobras, artrópodes e vários frutos. Um dos principais alimentos do lobo-guará é a lobeira (Solanum lycocarpum), uma fruta é típica do Cerrado. Ao se alimentar da lobeira, o lobo-guará ajuda a dispersar as sementes da frutinha em suas fezes.

 

Lobo-Guará - Que Bicho é Esse?

lobo-guará se alimentando. Foto: Bichos curiosos

 

Reprodução

Por ser um animal solitário, os encontros entre macho e fêmeas ocorrem apenas em períodos reprodutivos, entre abril e junho. Os nascimentos dos filhotes ocorrem entre junho e setembro e a gestação dura de 56 a 67 dias.

Em cada ninhada podem nascer de um a sete filhotes, que nessa fase possuem a pelagem escura. Eles permanecem em todas escavadas pelas mãe por cerca de sete semanas. 

 

Lobo-Guará

Filhote de lobo-guará. Foto: todamateria.com

 

Ameaças

Mundialmente reconhecidos como ameaçados de extinção, os lobos vem sofrendo bastante com ações humanas.

O desmatamento é um dos principais problemas enfrentados pela espécie,  reduzindo sua área de vida e forçando-os a migrar para outros locais, principalmente em busca de alimento. 

Por estarmos expandindo cada vez mais as cidades, e invadindo o espaço natural da espécie, os lobos podem ocasionalmente predar animais domésticos (como galinhas e patos), causando uma série de conflitos com humanos, que podem levar até ao abate do indivíduo. Devido ao desconhecimento da população, acabam sendo visto como grandes e perigoso predadores. 

Pelo fato de ter uma área de vida grande (que pode chegar a mais de 100 km²) o lobo frequentemente cruza estradas, somado ao fato de que os lobos podem se alimentar de carcaças de animais na beiras das estradas, é muito comum o atropelamento desses animais.  

Atropelamento-Lobo-guara

Lobo-guará atropelado. Foto: FUNBIO

 

Os lobos-guarás são realmente animais incríveis, não são? Então vamos ajudar a preservá-los!

 

Texto por: Fernanda Sá

 

 

 

Toxinas naturais podem ter causado a morte de centenas de elefantes em Botsuana

By | Animais ameaçados de extinção, Desastre Ambiental | No Comments

Desde março de 2020, mais de de 350 carcaças de elefantes foram encontradas no delta do Okavango, em Botsuana – sul da África. As causas das mortes foram um grande mistério, gerando um mar de discussão na comunidade científica. O principal intuito de tanta investigação é evitar mais mortes ainda e que estas saiam do controle sem nenhuma causa definida.

No início, algumas hipóteses foram levantadas, como caça predatória, envenenamento natural por Anthrax, e até mesmo o surgimento de uma nova doença. Amostras de materiais biológicos dos animais mortos foram analisadas e, embora os resultados não sejam 100% conclusivos, parece que o verdadeiro vilão foi identificado. 

Morte de elefantes em Botsuana segue cercada de mistérios. Foto: Divulgação/BBC

 

Toxinas naturais encontradas na água

 

Diversos exames foram, e ainda estão sendo realizados em laboratórios de diversos países e, com base no resultado de alguns testes, pesquisadores descobriram que a causa dessas mortes provavelmente está associado a toxinas naturais presentes na água. 

O chefe do Departamento de Vida Selvagem e Parques Nacionais, Cyril Taolo, em entrevista com a G1 explicou que algumas bactérias podem produzir veneno naturalmente, principalmente em água estagnada e que, apesar de não terem estabelecido uma conclusão sobre a causa das mortes, os resultados preliminares apontam para as toxinas naturais.

Envenenamento e o surgimento de uma nova doença são possibilidades em análise. Foto: Divulgação/BBC

 

 

Dificuldades impostas pela pandemia

 

As fatalidades em Botsuana estão sendo observadas desde março, mas por conta do Coronavírus e suas limitações, o diagnóstico exato está demorando mais do que o previsto para ser concluído. 

Alguns testes importantes para fechar o veredito ainda não obtiveram resultados e para se chegar a uma conclusão realmente assertiva, é necessário analisar todos os resultados, eliminando todas as possíveis causas. 

Elefantes mortos em Botsuana.. Foto: Divulgação/BBC

 

Dia Internacional do Tigre: a importância da próxima década

By | Animais ameaçados de extinção, Conservação, Eventos de Conservação, GreenBond, Marketing na Conservação, Meio Ambiente, Projetos de conservação | No Comments

Onde você se vê em 10 anos? Essa é uma pergunta que muitos consideram difícil e que a maioria de nós já precisou responder. Sejam lá quais forem seus planos para a próxima década, sua resposta, a minha e a de todos seres vivos começará com o mesmo primeiro passo: estar vivo. Pode parecer fácil para nós, seres humanos, estarmos vivos pela próxima década, mas, para um animal que corre alto risco de extinção, estar vivo nos próximos 10 anos pode ser um verdadeiro milagre. E hoje, 29/07/2020, no Dia Internacional do Tigre, alertamos sobre a necessidade de preservação e conservação da espécie para que as próximas décadas se tornem realidade.

 

Tigre-de-Bengala (Panthera tigris tigris) | Foto: Basotxerri

 

“Você vai ouvir o meu rugido!”

 

O tigre (Panthera tigris) faz parte da família dos Felídeos, que tem como características o focinho curto, cabeça arredondada, além de serem mamíferos carnívoros. Tendo uma distribuição variada pelo continente asiático, possuem habitats naturais como bosques, florestas úmidas e estepes geladas, o que proporcionou ao animal se desenvolver em 9 subespécies. Infelizmente, 3 delas encontram-se extintas e as outras 6 correm sério risco de extinção.


Tigre Siberiano (Panthera tigris altaica) – A maior das subespécies dos tigres possui machos chegando a 3m de comprimento e pesando cerca de 300kg. Já as fêmeas possuem 2,6m e pesam entre 100kg e 160kg. Tem pelos de coloração amarelo claro com linhas mais espaçadas, num tom mais próximo ao marrom e com cabeça e abdômen esbranquiçados.

 

Tigre-Siberiano (Panthera tigris altaica) | Foto: Chrumps

 

Tigre-do-sul-da-China (Panthera tigris amoyensis) – Contam com machos medindo aproximadamente 2,5m e pesando cerca de 150kg; e fêmeas com 2,3m e 110kg. Possuem uma coloração mais amarelada que a do tigre siberiano e conta com linhas dorsais mais próximas.

 

Tigre-do-sul-da-China (Panthera tigris amoyensis) | Foto: J. Patrick Fischer

 

Tigre-de-Bengala (Panthera tigris tigris) – O segunda maior subespécie, é uma das populações de grande felinos mais ameaçadas de extinção no planeta. Possui duas variedades de coloração, conhecidas popularmente como tigre branco e tigre dourado. Os machos medem cerca de 2,9m e pesam 220kg, já as fêmeas medem 2,5m e pesam 140kg.

 

Tigre-de-Bengala (Panthera tigris tigris) | Foto: Stephenekka

 

Tigre-da-Indochina (Panthera tigris corbetti) – Menores que os tigres-de-bengala, essa subespécie encontra-se extinta na China mas ainda possui populações na Tailândia, Mianmar, Vietnã, Camboja e em Laos. Os machos possuem 2,7m e pesam cerca de 180kg, enquanto as fêmeas têm aproximadamente 2,4m e pesam 115kg.

 

Tigre-da-Indochina (Panthera tigris corbetti) | Foto: Avda

 

Tigre-de-Sumatra (Panthera tigris sumatrae) – Sua população é a que possui a pelagem com coloração mais escura entre todas, além de possuir riscas duplicadas em tons de preto. É a menor das subespécies vivas, com os machos medindo 2,4m e pesando 120kg e as fêmeas com 2,2m e 90kg.

 

Tigre-de-Sumatra (Panthera tigris sumatrae) | Foto: Daderot

 

Tigre-Malaio (Panthera tigris jacksoni) – Esta subespécie fazia parte da classificação Tigre-da-Indochina até 2004, quando estudos do investigador Stephen J. O’Brien identificaram que os Tigres-Malaios possuíam diferenciação genética o suficiente para serem considerados uma subespécie. Seu nome científico é uma homenagem a Peter Jackson, um cineasta neozelandês que defendeu ativamente a preservação dos tigres por mais de 40 anos. Esse fato causou certo descontentamento em autoridades e instituições locais que preferiam que o nome científico honrasse seu local de origem, visto que o animal é ícone nacional da Malásia.

 

Tigre-Malaio (Panthera tigris jacksoni) | Foto: Hans Stieglitz

 

† Tigre-de-Bali (Panthera tigris balica) – Naturais de ilha de Bali, na Indonésia, foram caçados até serem extintos em 1937, pois os moradores acreditavam que eles representavam o “mal”. A subespécie era frequentemente comparada à suçuaranas e leopardos devido ao seu tamanho pequeno e ao seu peso – metade dos Tigres-Siberianos.

 

Tigre-de-Bali (Panthera tigris balicai) | Foto: Hary Atwell

 

† Tigre-de-Java (Panthera tigris sondaica) –  Extinto na década de 1970, como resultado de destruição de seu habitat natural na ilha indonésia de Java e da caça desenfreada, existem provas limitadas de sua existência. Entre elas: poucas fotos, uma impressão de sua pata descoberta em 1997, assim como pelos e fezes encontrados em 2004.

 

Tigre-de-Javai (Panthera tigris sondaica) | Foto: F. W. Bond

 

† Tigre-do-Cáspio ou Tigre-Persa (Panthera tigris virgata) – A mais ocidental das subespécies de tigres foi provavelmente extinta também na década de 1970. Muito utilizada no Coliseu de Roma, foi alvo de perseguições em diversos países, principalmente na Rússia czarista: por conta de programas de colonização, acreditava não haver mais espaço para o tigre.

 

Tigre-do-Cáspioi (Panthera tigris virgata) | Foto: Autor desconhecido

 

Maior felino do mundo, o tigre é um dos mais letais caçadores do reino animal! Seu nome vem do iraniano e significa “flecha”, por ter como principais características a agilidade, o silêncio e a atuação certeira. Possui olfato, audição e visão apuradas. Podemos destacar, inclusive, sua visão noturna, que os permite terem uma grande vantagem contra suas presas. Além do mais, possuem um corpo musculoso que o proporciona uma força capaz de abater presas de até 900kg!

 

Tigre-de-Bengala (Panthera tigris tigris) | Foto: Marvin Gerrald

 

Sua alimentação é variada, caçando de gatos selvagens a porcos, veados, antílopes, ursos e bovinos. O felino é capaz de consumir até 18kg de carne de uma única vez e 45kg por dia, o que o permite ficar alguns dias sem se alimentar. Por ser um predador silencioso, mesmo sendo bem ativo durante a manhã, prefere a noite para realizar suas caçadas, principalmente para se proteger contra os caçadores e se camuflar ainda mais no ambiente.
As patas acolchoadas com unhas retráteis os permitem rastejar silenciosamente até suas presas. Suas garras longas e encurvadas os permitem, além de subir em árvores, arrastar suas caças por grandes distâncias.

Diferentemente de outros felinos, os tigres, assim como as onças-pintadas, são ótimos nadadores e gostam de se banhar, seja para brincar e se refrescar quando filhotes; seja para caçar e cruzar lagos e rios quando adultos.
Sua língua apresenta papilas afiadas e espinhosas que rasgam peles, penas e carne ao lambê-las por várias vezes. Seus fortes rugidos podem causar calafrios e paralisar qualquer animal que os ouve, inclusive, seres humanos!
Por ser um animal solitário, é muito raro encontrar agrupamentos de tigres, com exceção das fêmeas e de seus filhotes. Porém, quando se encontram em uma caçada,  dividem suas presas, e quando em grupo, deixam que as fêmeas e os filhotes se alimentem primeiro. As listras de seu corpo funcionam como impressões digitais humanas e nenhum tigre tem listras iguais aos outros, o que os torna únicos. Fêmeas dão à luz de 1 a 5 filhotes e são as responsáveis por criar suas proles, se encontrando com os machos apenas para a reprodução. 

 

A ferocidade do animal humano

 

Presente em mitos, lendas, religiões, filmes, literaturas e outras diversas representações culturais, o tigre é um dos animais que mais desperta o interesse nos seres humanos desde os tempos antigos. Símbolo nacional de países como Índia, Bangladesh, Malásia e Coreia do Sul, mascote de diversas equipes esportivas e empresas ao redor do mundo – até mesmo de marca de cereais de café da manhã, rs – o tigre pode não ser mais uma figura presente nas vidas das gerações futuras. O felino é essencial para a manutenção de um ecossistema saudável. No entanto, a espécie tem sido vítima do mais feroz e implacável predador de nosso planeta: o ser humano.

Através dos séculos e das regiões, os tigres sofrem com a maior ameaça à sua espécie, a caça e o contrabando. Por ter a pele, as garras, dentes e os ossos muito visados para usos comerciais e medicinais em alguns países asiáticos, as populações de tigres selvagens vem diminuindo drasticamente a ponto de que, hoje, todas as subespécies de tigres correm altos riscos de extinção. Segundo estimativas da WWF e da Global Tiger Forum realizadas em 2016, com uma queda de 97% de toda a população desde o início do século XX, existem cerca de 4.000 indivíduos selvagens sobreviventes da espécie. Em locais como Bali e Java, suas respectivas subespécies encontram-se extintas graças a caça praticada de maneira implacável. Ainda assim, existem outras causas diretas e indiretas que tem contribuído para o desaparecimento dos tigres. 

A agricultura, a colonização e a expansão urbana também têm sido duras com os animais. Isso porque reduziram drasticamente para apenas 7% seus habitats naturais, o que prejudica diretamente sua sobrevivência e por consequência, sua reprodução. O desmatamento das grandes florestas asiáticas em busca de madeira ou para serem transformadas em campos agrícolas, bem como o aquecimento global também são fatores prejudiciais à preservação da espécie, pois afetam diretamente seu habitat natural.

 

Tigre-Siberiano (Panthera tigris altaica) | Foto: S. Taheri

 

Dez anos podem ser o que separam a espécie de seu fim, caso a sociedade continue em um ritmo irrefreável de destruição da natureza. Há dez anos, em 29/07/2010, na região de São Petersburgo, na Rússia, foi criado o Dia Internacional do Tigre, com o plano de que esta data servisse para reiterar a importância da conservação da espécie e da preservação da fauna e da flora que os abrigam e alimentam.

Desde então, muitas fundações e projetos têm se esforçado na implementações de medidas que visam reduzir os efeitos prejudiciais das ações humanas que afetam os tigres, suas presas e seus habitat. A WWF também tem liderado uma campanha global para tentar, até o ano de 2022 (ano do tigre), dobrar o número de tigres selvagens e garantir a proteção a longo prazo da espécie.

Nos próximos dez anos será necessário continuar lutando, juntos, com olhos de tigre, pela conservação da fauna. Devemos manter a esperança de que um dia possamos reverter a sua ameaça de extinção, proporcionando a oportunidade desse animal raro e fascinante dar novamente o primeiro e mais importante passo rumo a uma nova década, repletos de vida.

 

Texto escrito por Lucas de Araújo

Ficha animal: Anta (Tapirus terrestris)

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A anta-brasileira ou simplesmente anta (Tapirus terrestris), também conhecida por tapir, é um mamífero da família Tapiridae e gênero Tapirus. Ocorre desde o sul da Venezuela até o norte da Argentina, em áreas abertas ou florestas próximas a cursos d’água, com abundância de palmeiras.

 

Foto: internet

 

Seus predadores são grandes felinos como a onça-pintada (Panthera onca) e a onça-parda (Puma concolor).

É o maior mamífero terrestre do Brasil e o segundo da América do Sul, com até 300 kg de peso e 242 cm de comprimento. Se diferencia das outras espécies do gênero Tapirus por possuir uma crista sagital (proeminência ao longo da linha média no topo do crânio) e uma crina. Apresenta uma probóscide (apêndice alongado que se localiza na cabeça de algumas espécies de animais), que é usada para coletar alimento. É o último animal da megafauna na Amazônia e possui uma dieta frugívora. Além disso, possui importante papel ecológico na dispersão de sementes, principalmente de palmeiras.

 

Foto de Geoff Gallice/Wikimedia commons

 

Jardineira das florestas

 

É considerada a jardineira de nossas florestas por ser uma excelente dispersora de sementes, contribuindo desta forma para a formação e manutenção da biodiversidade dos biomas brasileiros onde vive (Amazônia, Pantanal, Cerrado e Mata Atlântica).

 

Espécies

 

Atualmente, existem cinco espécies de antas conhecidas, sendo que 3 delas não ocorrem no Brasil: a anta-da-montanha (Andes), a anta-centro-americana (América Central) e a anta-malaia (Indonésia) – que estão ameaçadas de extinção, de acordo com a lista vermelha da IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza). No Brasil, existem a anta pretinha e a anta brasileira (também chamada de anta-sul-americana), que é considerada vulnerável.

 

Foto: internet

 

Reprodução

 

Tem reprodução lenta, com uma gestação que pode durar mais de 400 dias e pare apenas um filhote por vez, que pesa entre 3,2 e 5,8 kg. Podem viver até 35 anos de idade.

Um fato curioso é que a fêmea entra no cio a cada 50 a 80 dias e ele dura cerca de dois dias. O nascimento de filhotes ocorre a cada 15 meses, em cativeiro.

 

Ameaças de extinção

 

O animal consta como “vulnerável” de acordo com a IUCN. No entanto, a situação é crítica em alguns lugares pontuais, como na Argentina, nos llanos da Colômbia e da Venezuela. 

A espécie possui a maior distribuição geográfica entre os tapirídeos, ocorrendo em mais de 10 000 000 km². Mas, infelizmente, já se extinguiu em 14% de sua ocorrência original. Dados populacionais são insuficientes, mas presume-se que a anta esteja com suas populações em constante declínio.

 

Foto: site IUCN

 

A situação no Pantanal é relativamente melhor do que em outros biomas brasileiros, sendo classificada como “quase ameaçada”, dado que em breve, a anta pode estar ameaçada nos ecossistemas pantaneiros, visto o avanço das pastagens exóticas e doenças advindas de animais domésticos.

 

Projetos de conservação

 

Pesquisadora e especialista em antas Patrícia Medici criou o maior banco de dados sobre a espécie em todo o mundo! Agraciada com os principais prêmios de conservação da biodiversidade do mundo, Medici percorre o Pantanal e outros biomas brasileiros há mais de 30 anos para monitorar o comportamento do maior mamífero terrestre da América do Sul.

Patrícia está conectada ao Pantanal. Assim como essa região é o paraíso para a anta, é para pesquisadora também. “É um lugar que para mim funciona como um recarregador de baterias, um laboratório a céu aberto. Aqui somos capazes de coletar algumas pecinhas do quebra-cabeça de informações que jamais conseguiríamos coletar em outro lugar. E é a esperança de que, se todo o resto der errado, aqui temos um porto seguro para esse bicho”, diz a pesquisadora, que cresceu na Mata Atlântica e desde criança teve contato intenso com a natureza.

 

Foto de João Marcos Rosa

 

Assim como muitos desconhecem, a Anta é um animal muito importante para a flora. É essencial para a formação e manutenção da biodiversidade dos biomas em que vive! Além disso, um fato curioso é que o termo ‘anta’ não é um xingamento: estudos recentes mostraram que a espécie tem uma quantidade imensa de neurônios, confirmando que ela é um animal extremamente inteligente!

Dia Internacional da Vida Selvagem: Sustentando toda a vida na Terra

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Hoje, 03 de março, é comemorado o Dia Internacional da Vida Selvagem. O dia foi criado pela ONU, em 2013, com o objetivo de celebrar a fauna e a flora, além de alertar sobre importância em conservar as espécies selvagens do mundo. O Brasil é o país com a maior biodiversidade do mundo, sendo o Pantanal um dos grandes refúgios desta vida toda.

Foto de Diego Rugno

 

 

Fragilidade da vida selvagem

 

Certamente a vida selvagem não é abundante como anos atrás. Fatores como caça ilegal, desmatamento, aquecimento global, poluição de rios e mares, entre outros, influenciam na negativamente na vida animal. Mas o que estamos fazendo para mudar esse futuro?

Estudos recentes sugerem que os prováveis índices de extinção, atualmente, sejam de 100 à 1.000 extinções por 10.000 espécies em 100 anos, o que é muito elevado. Isso leva a crer que nós estamos mesmo à beira da sexta extinção em massa.

O relatório do Planeta Vivo (Living Planet Report – LPR), divulgado no segundo semestre de 2016, aponta que, em média, a abundância das espécies de vertebrados diminuiu 58% desde 1970 e, se as atuais tendências continuarem, até 2020 esse declínio chegará a 67%. Mesmo quando as metas projetadas pelas Nações Unidas são de acabar com a perda da biodiversidade até 2020.

Foto de Diego Rugno

 

Atitudes para virar o jogo

 

Tanto atividades individuais, quanto apoiar alguma organização ou ação sustentável, são muito bem-vindas! 

Evitar o uso de materiais que demoram muito para dissipar/extinguir ou que sejam mais difíceis de reutilizar ou reciclar, é também um jeito de fazer a sua parte, como por exemplo: canudos de papel. 

Jogar lixo na rua? Jamais! Lembre-se, agora você é uma nova pessoa e quer proteger o meio ambiente e os animais! Segurar o lixo até uma lixeira não mata ninguém, não é mesmo?

Importante também conhecer sobre os animais e não matá-los, mesmo que seja um intruso em sua residência. Essa busca de conhecimento é fundamental para entender, por exemplo, que os gambás são ótimos controladores de pragas, como escorpiões, baratas, entre outros insetos.

Dirigir com cuidado nas estradas para não matar os animais é também um diferencial e uma atitude essencial.

Foto de Gustavo Figueiroa/Irara atropelada

 

Apoiar instituições, organizações ou uma pequena ação que ajuda o meio ambiente e a vida animal é simples, fácil e rápido!

Foto de Diego Rugno

 

Eventos no Brasil e no mundo

 

Nesse dia tão especial, vão acontecer alguns eventos no Brasil e no mundo todo! No próprio site oficial da Wild Life Day, é possível encontrar o mais próximo de você. No Brasil, acontecerão nos estados: Bahia, Goiás, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo.

  • Na Bahia, no ICMBio e ACTP, em Patamunté;
  • Em Goiás, no Instituto Jurumi, que fica em Brasília;
  • Em Minas Gerais, no Centro de Conservação dos saguis-da-serra, em Viçosa;
  • No Espírito Santo, no Acqua Sub, em Guarapari;
  • No Rio de Janeiro, no Parque Nacional da Tijuca, na própria capital;
  • Em São Paulo, no Parque Zoológico Municipal de Bauru, em Bauru e Zoológico de São Paulo, na capital.

Foto de Diego Rugno

 

Nós apoiamos esse tipo de evento a favor da vida selvagem e do meio ambiente. Para saber mais sobre nossos trabalhos e clientes, é só acessar nosso site!

Radar anti-caça salva rinocerontes na África do Sul

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Meerkat: Tecnologia de vigilância a favor da conservação

 

O Parque Nacional Kruger, que fica na África do Sul, o maior parque nacional do país, e um dos maiores do mundo, mostrou que é possível usar tecnologia a favor da conservação. O chamado ‘Meerkat’ (Suricato, em português) está agindo para proteger os rinocerontes da região e o melhor de tudo: movido a energia solar!

 

Código Postal Meerkat/Foto CNN

 

Esse mix de câmeras e sensores estão ajudando a proteger os rinocerontes e outros animais de caçadores furtivos. O aparelho é inteligente a ponto de conseguir distinguir entre movimento humano e animal e até inclui um sensor infravermelho, para detectar caçadores noturnos e alertar os guardas florestais sobre sua presença. Esse sistema é conhecido como “Código Postal Meerkat”, tem quase um metro e meio de altura. É capaz de acionar a equipe de segurança com muito mais rapidez, que vão até o local de helicóptero. Desde que a Meerkat foi introduzida, as atividades de caça reduziram em 95%!

 

Foto CNN/Rinocerontes no Parque Nacional Kruger

 

Um pouco sobre os rinocerontes

 

Existem 5 espécies de rinocerontes no mundo, mas na África do Sul, apenas o rinoceronte-branco (Ceratotherium-simum) e o rinoceronte-negro (Diceros-bicornis) ocorrem. Por fazer parte do “Big Five” animais do safári, é um grande atrativo para os turistas, junto com os búfalos, elefantes, leões e leopardos.

Segundo Tumelo Matjekane, da Peace Parks Foundation, uma organização que trabalha para conectar áreas de conservação no sul da África, os parques são um grande gerador de receita para a África do Sul. “Eles atraem turistas de todo o mundo. Se não formos capazes de conservar isso, essas pessoas não virão aqui e o impacto disso nos meios de subsistência, nas comunidades ao redor dos parques e em nossa economia não é mensurável”, ressaltou  Matjekane.

Atualmente, o rinoceronte-branco é considerado como quase ameaçado, ou ‘Near threatened’ (NT) e o rinoceronte-negro como criticamente em perigo, ou Critically Endangered (CR), segundo a IUCN.

 

Rinoceronte-branco – Foto de H. Zell/Wikimedia Commons

 

Rinoceronte-negro – Foto de Yathin S Krishnappa/Wikimedia Commons

 

O problema da caça

 

Infelizmente, em alguns países asiáticos, os chifres dos rinocerontes são erroneamente considerados como medicamentos alternativos para tratamento de doenças. Para acompanhar esse mercado e atender à demanda, os rinocerontes estão sendo dizimados dos locais onde eles ainda existem, criando um cenário de guerra entre caçadores e guarda-parques. 

De acordo com os Parques Nacionais da África do Sul, 421 rinocerontes foram mortos em Kruger em 2018. Uma pesquisa de 2016 descobriu que havia entre 7.000 e 8.000 rinocerontes em Kruger, mas o vasto tamanho do parque torna difícil mantê-los seguros.

Segundo Mark McGill, diretor de tecnologia dos Parques Nacionais da África do Sul: Kruger é aproximadamente do tamanho do país de Gales. É difícil encontrar uma pessoa lá fora e prendê-la.

Contudo, acreditamos que toda tecnologia que seja a favor da conservação é muito bem vinda. Tal atitude do parque é um exemplo para muitos outros no mundo, incentivando na utilização de tecnologias como estas e outras.