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Animais ameaçados de extinção

Toxinas naturais podem ter causado a morte de centenas de elefantes em Botsuana

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Desde março de 2020, mais de de 350 carcaças de elefantes foram encontradas no delta do Okavango, em Botsuana – sul da África. As causas das mortes foram um grande mistério, gerando um mar de discussão na comunidade científica. O principal intuito de tanta investigação é evitar mais mortes ainda e que estas saiam do controle sem nenhuma causa definida.

No início, algumas hipóteses foram levantadas, como caça predatória, envenenamento natural por Anthrax, e até mesmo o surgimento de uma nova doença. Amostras de materiais biológicos dos animais mortos foram analisadas e, embora os resultados não sejam 100% conclusivos, parece que o verdadeiro vilão foi identificado. 

Morte de elefantes em Botsuana segue cercada de mistérios. Foto: Divulgação/BBC

 

Toxinas naturais encontradas na água

 

Diversos exames foram, e ainda estão sendo realizados em laboratórios de diversos países e, com base no resultado de alguns testes, pesquisadores descobriram que a causa dessas mortes provavelmente está associado a toxinas naturais presentes na água. 

O chefe do Departamento de Vida Selvagem e Parques Nacionais, Cyril Taolo, em entrevista com a G1 explicou que algumas bactérias podem produzir veneno naturalmente, principalmente em água estagnada e que, apesar de não terem estabelecido uma conclusão sobre a causa das mortes, os resultados preliminares apontam para as toxinas naturais.

Envenenamento e o surgimento de uma nova doença são possibilidades em análise. Foto: Divulgação/BBC

 

 

Dificuldades impostas pela pandemia

 

As fatalidades em Botsuana estão sendo observadas desde março, mas por conta do Coronavírus e suas limitações, o diagnóstico exato está demorando mais do que o previsto para ser concluído. 

Alguns testes importantes para fechar o veredito ainda não obtiveram resultados e para se chegar a uma conclusão realmente assertiva, é necessário analisar todos os resultados, eliminando todas as possíveis causas. 

Elefantes mortos em Botsuana.. Foto: Divulgação/BBC

 

Dia Internacional do Tigre: a importância da próxima década

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Onde você se vê em 10 anos? Essa é uma pergunta que muitos consideram difícil e que a maioria de nós já precisou responder. Sejam lá quais forem seus planos para a próxima década, sua resposta, a minha e a de todos seres vivos começará com o mesmo primeiro passo: estar vivo. Pode parecer fácil para nós, seres humanos, estarmos vivos pela próxima década, mas, para um animal que corre alto risco de extinção, estar vivo nos próximos 10 anos pode ser um verdadeiro milagre. E hoje, 29/07/2020, no Dia Internacional do Tigre, alertamos sobre a necessidade de preservação e conservação da espécie para que as próximas décadas se tornem realidade.

 

Tigre-de-Bengala (Panthera tigris tigris) | Foto: Basotxerri

 

“Você vai ouvir o meu rugido!”

 

O tigre (Panthera tigris) faz parte da família dos Felídeos, que tem como características o focinho curto, cabeça arredondada, além de serem mamíferos carnívoros. Tendo uma distribuição variada pelo continente asiático, possuem habitats naturais como bosques, florestas úmidas e estepes geladas, o que proporcionou ao animal se desenvolver em 9 subespécies. Infelizmente, 3 delas encontram-se extintas e as outras 6 correm sério risco de extinção.


Tigre Siberiano (Panthera tigris altaica) – A maior das subespécies dos tigres possui machos chegando a 3m de comprimento e pesando cerca de 300kg. Já as fêmeas possuem 2,6m e pesam entre 100kg e 160kg. Tem pelos de coloração amarelo claro com linhas mais espaçadas, num tom mais próximo ao marrom e com cabeça e abdômen esbranquiçados.

 

Tigre-Siberiano (Panthera tigris altaica) | Foto: Chrumps

 

Tigre-do-sul-da-China (Panthera tigris amoyensis) – Contam com machos medindo aproximadamente 2,5m e pesando cerca de 150kg; e fêmeas com 2,3m e 110kg. Possuem uma coloração mais amarelada que a do tigre siberiano e conta com linhas dorsais mais próximas.

 

Tigre-do-sul-da-China (Panthera tigris amoyensis) | Foto: J. Patrick Fischer

 

Tigre-de-Bengala (Panthera tigris tigris) – O segunda maior subespécie, é uma das populações de grande felinos mais ameaçadas de extinção no planeta. Possui duas variedades de coloração, conhecidas popularmente como tigre branco e tigre dourado. Os machos medem cerca de 2,9m e pesam 220kg, já as fêmeas medem 2,5m e pesam 140kg.

 

Tigre-de-Bengala (Panthera tigris tigris) | Foto: Stephenekka

 

Tigre-da-Indochina (Panthera tigris corbetti) – Menores que os tigres-de-bengala, essa subespécie encontra-se extinta na China mas ainda possui populações na Tailândia, Mianmar, Vietnã, Camboja e em Laos. Os machos possuem 2,7m e pesam cerca de 180kg, enquanto as fêmeas têm aproximadamente 2,4m e pesam 115kg.

 

Tigre-da-Indochina (Panthera tigris corbetti) | Foto: Avda

 

Tigre-de-Sumatra (Panthera tigris sumatrae) – Sua população é a que possui a pelagem com coloração mais escura entre todas, além de possuir riscas duplicadas em tons de preto. É a menor das subespécies vivas, com os machos medindo 2,4m e pesando 120kg e as fêmeas com 2,2m e 90kg.

 

Tigre-de-Sumatra (Panthera tigris sumatrae) | Foto: Daderot

 

Tigre-Malaio (Panthera tigris jacksoni) – Esta subespécie fazia parte da classificação Tigre-da-Indochina até 2004, quando estudos do investigador Stephen J. O’Brien identificaram que os Tigres-Malaios possuíam diferenciação genética o suficiente para serem considerados uma subespécie. Seu nome científico é uma homenagem a Peter Jackson, um cineasta neozelandês que defendeu ativamente a preservação dos tigres por mais de 40 anos. Esse fato causou certo descontentamento em autoridades e instituições locais que preferiam que o nome científico honrasse seu local de origem, visto que o animal é ícone nacional da Malásia.

 

Tigre-Malaio (Panthera tigris jacksoni) | Foto: Hans Stieglitz

 

† Tigre-de-Bali (Panthera tigris balica) – Naturais de ilha de Bali, na Indonésia, foram caçados até serem extintos em 1937, pois os moradores acreditavam que eles representavam o “mal”. A subespécie era frequentemente comparada à suçuaranas e leopardos devido ao seu tamanho pequeno e ao seu peso – metade dos Tigres-Siberianos.

 

Tigre-de-Bali (Panthera tigris balicai) | Foto: Hary Atwell

 

† Tigre-de-Java (Panthera tigris sondaica) –  Extinto na década de 1970, como resultado de destruição de seu habitat natural na ilha indonésia de Java e da caça desenfreada, existem provas limitadas de sua existência. Entre elas: poucas fotos, uma impressão de sua pata descoberta em 1997, assim como pelos e fezes encontrados em 2004.

 

Tigre-de-Javai (Panthera tigris sondaica) | Foto: F. W. Bond

 

† Tigre-do-Cáspio ou Tigre-Persa (Panthera tigris virgata) – A mais ocidental das subespécies de tigres foi provavelmente extinta também na década de 1970. Muito utilizada no Coliseu de Roma, foi alvo de perseguições em diversos países, principalmente na Rússia czarista: por conta de programas de colonização, acreditava não haver mais espaço para o tigre.

 

Tigre-do-Cáspioi (Panthera tigris virgata) | Foto: Autor desconhecido

 

Maior felino do mundo, o tigre é um dos mais letais caçadores do reino animal! Seu nome vem do iraniano e significa “flecha”, por ter como principais características a agilidade, o silêncio e a atuação certeira. Possui olfato, audição e visão apuradas. Podemos destacar, inclusive, sua visão noturna, que os permite terem uma grande vantagem contra suas presas. Além do mais, possuem um corpo musculoso que o proporciona uma força capaz de abater presas de até 900kg!

 

Tigre-de-Bengala (Panthera tigris tigris) | Foto: Marvin Gerrald

 

Sua alimentação é variada, caçando de gatos selvagens a porcos, veados, antílopes, ursos e bovinos. O felino é capaz de consumir até 18kg de carne de uma única vez e 45kg por dia, o que o permite ficar alguns dias sem se alimentar. Por ser um predador silencioso, mesmo sendo bem ativo durante a manhã, prefere a noite para realizar suas caçadas, principalmente para se proteger contra os caçadores e se camuflar ainda mais no ambiente.
As patas acolchoadas com unhas retráteis os permitem rastejar silenciosamente até suas presas. Suas garras longas e encurvadas os permitem, além de subir em árvores, arrastar suas caças por grandes distâncias.

Diferentemente de outros felinos, os tigres, assim como as onças-pintadas, são ótimos nadadores e gostam de se banhar, seja para brincar e se refrescar quando filhotes; seja para caçar e cruzar lagos e rios quando adultos.
Sua língua apresenta papilas afiadas e espinhosas que rasgam peles, penas e carne ao lambê-las por várias vezes. Seus fortes rugidos podem causar calafrios e paralisar qualquer animal que os ouve, inclusive, seres humanos!
Por ser um animal solitário, é muito raro encontrar agrupamentos de tigres, com exceção das fêmeas e de seus filhotes. Porém, quando se encontram em uma caçada,  dividem suas presas, e quando em grupo, deixam que as fêmeas e os filhotes se alimentem primeiro. As listras de seu corpo funcionam como impressões digitais humanas e nenhum tigre tem listras iguais aos outros, o que os torna únicos. Fêmeas dão à luz de 1 a 5 filhotes e são as responsáveis por criar suas proles, se encontrando com os machos apenas para a reprodução. 

 

A ferocidade do animal humano

 

Presente em mitos, lendas, religiões, filmes, literaturas e outras diversas representações culturais, o tigre é um dos animais que mais desperta o interesse nos seres humanos desde os tempos antigos. Símbolo nacional de países como Índia, Bangladesh, Malásia e Coreia do Sul, mascote de diversas equipes esportivas e empresas ao redor do mundo – até mesmo de marca de cereais de café da manhã, rs – o tigre pode não ser mais uma figura presente nas vidas das gerações futuras. O felino é essencial para a manutenção de um ecossistema saudável. No entanto, a espécie tem sido vítima do mais feroz e implacável predador de nosso planeta: o ser humano.

Através dos séculos e das regiões, os tigres sofrem com a maior ameaça à sua espécie, a caça e o contrabando. Por ter a pele, as garras, dentes e os ossos muito visados para usos comerciais e medicinais em alguns países asiáticos, as populações de tigres selvagens vem diminuindo drasticamente a ponto de que, hoje, todas as subespécies de tigres correm altos riscos de extinção. Segundo estimativas da WWF e da Global Tiger Forum realizadas em 2016, com uma queda de 97% de toda a população desde o início do século XX, existem cerca de 4.000 indivíduos selvagens sobreviventes da espécie. Em locais como Bali e Java, suas respectivas subespécies encontram-se extintas graças a caça praticada de maneira implacável. Ainda assim, existem outras causas diretas e indiretas que tem contribuído para o desaparecimento dos tigres. 

A agricultura, a colonização e a expansão urbana também têm sido duras com os animais. Isso porque reduziram drasticamente para apenas 7% seus habitats naturais, o que prejudica diretamente sua sobrevivência e por consequência, sua reprodução. O desmatamento das grandes florestas asiáticas em busca de madeira ou para serem transformadas em campos agrícolas, bem como o aquecimento global também são fatores prejudiciais à preservação da espécie, pois afetam diretamente seu habitat natural.

 

Tigre-Siberiano (Panthera tigris altaica) | Foto: S. Taheri

 

Dez anos podem ser o que separam a espécie de seu fim, caso a sociedade continue em um ritmo irrefreável de destruição da natureza. Há dez anos, em 29/07/2010, na região de São Petersburgo, na Rússia, foi criado o Dia Internacional do Tigre, com o plano de que esta data servisse para reiterar a importância da conservação da espécie e da preservação da fauna e da flora que os abrigam e alimentam.

Desde então, muitas fundações e projetos têm se esforçado na implementações de medidas que visam reduzir os efeitos prejudiciais das ações humanas que afetam os tigres, suas presas e seus habitat. A WWF também tem liderado uma campanha global para tentar, até o ano de 2022 (ano do tigre), dobrar o número de tigres selvagens e garantir a proteção a longo prazo da espécie.

Nos próximos dez anos será necessário continuar lutando, juntos, com olhos de tigre, pela conservação da fauna. Devemos manter a esperança de que um dia possamos reverter a sua ameaça de extinção, proporcionando a oportunidade desse animal raro e fascinante dar novamente o primeiro e mais importante passo rumo a uma nova década, repletos de vida.

 

Texto escrito por Lucas de Araújo

Ficha animal: Anta (Tapirus terrestris)

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A anta-brasileira ou simplesmente anta (Tapirus terrestris), também conhecida por tapir, é um mamífero da família Tapiridae e gênero Tapirus. Ocorre desde o sul da Venezuela até o norte da Argentina, em áreas abertas ou florestas próximas a cursos d’água, com abundância de palmeiras.

 

Foto: internet

 

Seus predadores são grandes felinos como a onça-pintada (Panthera onca) e a onça-parda (Puma concolor).

É o maior mamífero terrestre do Brasil e o segundo da América do Sul, com até 300 kg de peso e 242 cm de comprimento. Se diferencia das outras espécies do gênero Tapirus por possuir uma crista sagital (proeminência ao longo da linha média no topo do crânio) e uma crina. Apresenta uma probóscide (apêndice alongado que se localiza na cabeça de algumas espécies de animais), que é usada para coletar alimento. É o último animal da megafauna na Amazônia e possui uma dieta frugívora. Além disso, possui importante papel ecológico na dispersão de sementes, principalmente de palmeiras.

 

Foto de Geoff Gallice/Wikimedia commons

 

Jardineira das florestas

 

É considerada a jardineira de nossas florestas por ser uma excelente dispersora de sementes, contribuindo desta forma para a formação e manutenção da biodiversidade dos biomas brasileiros onde vive (Amazônia, Pantanal, Cerrado e Mata Atlântica).

 

Espécies

 

Atualmente, existem cinco espécies de antas conhecidas, sendo que 3 delas não ocorrem no Brasil: a anta-da-montanha (Andes), a anta-centro-americana (América Central) e a anta-malaia (Indonésia) – que estão ameaçadas de extinção, de acordo com a lista vermelha da IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza). No Brasil, existem a anta pretinha e a anta brasileira (também chamada de anta-sul-americana), que é considerada vulnerável.

 

Foto: internet

 

Reprodução

 

Tem reprodução lenta, com uma gestação que pode durar mais de 400 dias e pare apenas um filhote por vez, que pesa entre 3,2 e 5,8 kg. Podem viver até 35 anos de idade.

Um fato curioso é que a fêmea entra no cio a cada 50 a 80 dias e ele dura cerca de dois dias. O nascimento de filhotes ocorre a cada 15 meses, em cativeiro.

 

Ameaças de extinção

 

O animal consta como “vulnerável” de acordo com a IUCN. No entanto, a situação é crítica em alguns lugares pontuais, como na Argentina, nos llanos da Colômbia e da Venezuela. 

A espécie possui a maior distribuição geográfica entre os tapirídeos, ocorrendo em mais de 10 000 000 km². Mas, infelizmente, já se extinguiu em 14% de sua ocorrência original. Dados populacionais são insuficientes, mas presume-se que a anta esteja com suas populações em constante declínio.

 

Foto: site IUCN

 

A situação no Pantanal é relativamente melhor do que em outros biomas brasileiros, sendo classificada como “quase ameaçada”, dado que em breve, a anta pode estar ameaçada nos ecossistemas pantaneiros, visto o avanço das pastagens exóticas e doenças advindas de animais domésticos.

 

Projetos de conservação

 

Pesquisadora e especialista em antas Patrícia Medici criou o maior banco de dados sobre a espécie em todo o mundo! Agraciada com os principais prêmios de conservação da biodiversidade do mundo, Medici percorre o Pantanal e outros biomas brasileiros há mais de 30 anos para monitorar o comportamento do maior mamífero terrestre da América do Sul.

Patrícia está conectada ao Pantanal. Assim como essa região é o paraíso para a anta, é para pesquisadora também. “É um lugar que para mim funciona como um recarregador de baterias, um laboratório a céu aberto. Aqui somos capazes de coletar algumas pecinhas do quebra-cabeça de informações que jamais conseguiríamos coletar em outro lugar. E é a esperança de que, se todo o resto der errado, aqui temos um porto seguro para esse bicho”, diz a pesquisadora, que cresceu na Mata Atlântica e desde criança teve contato intenso com a natureza.

 

Foto de João Marcos Rosa

 

Assim como muitos desconhecem, a Anta é um animal muito importante para a flora. É essencial para a formação e manutenção da biodiversidade dos biomas em que vive! Além disso, um fato curioso é que o termo ‘anta’ não é um xingamento: estudos recentes mostraram que a espécie tem uma quantidade imensa de neurônios, confirmando que ela é um animal extremamente inteligente!

Dia Internacional da Vida Selvagem: Sustentando toda a vida na Terra

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Hoje, 03 de março, é comemorado o Dia Internacional da Vida Selvagem. O dia foi criado pela ONU, em 2013, com o objetivo de celebrar a fauna e a flora, além de alertar sobre importância em conservar as espécies selvagens do mundo. O Brasil é o país com a maior biodiversidade do mundo, sendo o Pantanal um dos grandes refúgios desta vida toda.

Foto de Diego Rugno

 

 

Fragilidade da vida selvagem

 

Certamente a vida selvagem não é abundante como anos atrás. Fatores como caça ilegal, desmatamento, aquecimento global, poluição de rios e mares, entre outros, influenciam na negativamente na vida animal. Mas o que estamos fazendo para mudar esse futuro?

Estudos recentes sugerem que os prováveis índices de extinção, atualmente, sejam de 100 à 1.000 extinções por 10.000 espécies em 100 anos, o que é muito elevado. Isso leva a crer que nós estamos mesmo à beira da sexta extinção em massa.

O relatório do Planeta Vivo (Living Planet Report – LPR), divulgado no segundo semestre de 2016, aponta que, em média, a abundância das espécies de vertebrados diminuiu 58% desde 1970 e, se as atuais tendências continuarem, até 2020 esse declínio chegará a 67%. Mesmo quando as metas projetadas pelas Nações Unidas são de acabar com a perda da biodiversidade até 2020.

Foto de Diego Rugno

 

Atitudes para virar o jogo

 

Tanto atividades individuais, quanto apoiar alguma organização ou ação sustentável, são muito bem-vindas! 

Evitar o uso de materiais que demoram muito para dissipar/extinguir ou que sejam mais difíceis de reutilizar ou reciclar, é também um jeito de fazer a sua parte, como por exemplo: canudos de papel. 

Jogar lixo na rua? Jamais! Lembre-se, agora você é uma nova pessoa e quer proteger o meio ambiente e os animais! Segurar o lixo até uma lixeira não mata ninguém, não é mesmo?

Importante também conhecer sobre os animais e não matá-los, mesmo que seja um intruso em sua residência. Essa busca de conhecimento é fundamental para entender, por exemplo, que os gambás são ótimos controladores de pragas, como escorpiões, baratas, entre outros insetos.

Dirigir com cuidado nas estradas para não matar os animais é também um diferencial e uma atitude essencial.

Foto de Gustavo Figueiroa/Irara atropelada

 

Apoiar instituições, organizações ou uma pequena ação que ajuda o meio ambiente e a vida animal é simples, fácil e rápido!

Foto de Diego Rugno

 

Eventos no Brasil e no mundo

 

Nesse dia tão especial, vão acontecer alguns eventos no Brasil e no mundo todo! No próprio site oficial da Wild Life Day, é possível encontrar o mais próximo de você. No Brasil, acontecerão nos estados: Bahia, Goiás, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo.

  • Na Bahia, no ICMBio e ACTP, em Patamunté;
  • Em Goiás, no Instituto Jurumi, que fica em Brasília;
  • Em Minas Gerais, no Centro de Conservação dos saguis-da-serra, em Viçosa;
  • No Espírito Santo, no Acqua Sub, em Guarapari;
  • No Rio de Janeiro, no Parque Nacional da Tijuca, na própria capital;
  • Em São Paulo, no Parque Zoológico Municipal de Bauru, em Bauru e Zoológico de São Paulo, na capital.

Foto de Diego Rugno

 

Nós apoiamos esse tipo de evento a favor da vida selvagem e do meio ambiente. Para saber mais sobre nossos trabalhos e clientes, é só acessar nosso site!

Radar anti-caça salva rinocerontes na África do Sul

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Meerkat: Tecnologia de vigilância a favor da conservação

 

O Parque Nacional Kruger, que fica na África do Sul, o maior parque nacional do país, e um dos maiores do mundo, mostrou que é possível usar tecnologia a favor da conservação. O chamado ‘Meerkat’ (Suricato, em português) está agindo para proteger os rinocerontes da região e o melhor de tudo: movido a energia solar!

 

Código Postal Meerkat/Foto CNN

 

Esse mix de câmeras e sensores estão ajudando a proteger os rinocerontes e outros animais de caçadores furtivos. O aparelho é inteligente a ponto de conseguir distinguir entre movimento humano e animal e até inclui um sensor infravermelho, para detectar caçadores noturnos e alertar os guardas florestais sobre sua presença. Esse sistema é conhecido como “Código Postal Meerkat”, tem quase um metro e meio de altura. É capaz de acionar a equipe de segurança com muito mais rapidez, que vão até o local de helicóptero. Desde que a Meerkat foi introduzida, as atividades de caça reduziram em 95%!

 

Foto CNN/Rinocerontes no Parque Nacional Kruger

 

Um pouco sobre os rinocerontes

 

Existem 5 espécies de rinocerontes no mundo, mas na África do Sul, apenas o rinoceronte-branco (Ceratotherium-simum) e o rinoceronte-negro (Diceros-bicornis) ocorrem. Por fazer parte do “Big Five” animais do safári, é um grande atrativo para os turistas, junto com os búfalos, elefantes, leões e leopardos.

Segundo Tumelo Matjekane, da Peace Parks Foundation, uma organização que trabalha para conectar áreas de conservação no sul da África, os parques são um grande gerador de receita para a África do Sul. “Eles atraem turistas de todo o mundo. Se não formos capazes de conservar isso, essas pessoas não virão aqui e o impacto disso nos meios de subsistência, nas comunidades ao redor dos parques e em nossa economia não é mensurável”, ressaltou  Matjekane.

Atualmente, o rinoceronte-branco é considerado como quase ameaçado, ou ‘Near threatened’ (NT) e o rinoceronte-negro como criticamente em perigo, ou Critically Endangered (CR), segundo a IUCN.

 

Rinoceronte-branco – Foto de H. Zell/Wikimedia Commons

 

Rinoceronte-negro – Foto de Yathin S Krishnappa/Wikimedia Commons

 

O problema da caça

 

Infelizmente, em alguns países asiáticos, os chifres dos rinocerontes são erroneamente considerados como medicamentos alternativos para tratamento de doenças. Para acompanhar esse mercado e atender à demanda, os rinocerontes estão sendo dizimados dos locais onde eles ainda existem, criando um cenário de guerra entre caçadores e guarda-parques. 

De acordo com os Parques Nacionais da África do Sul, 421 rinocerontes foram mortos em Kruger em 2018. Uma pesquisa de 2016 descobriu que havia entre 7.000 e 8.000 rinocerontes em Kruger, mas o vasto tamanho do parque torna difícil mantê-los seguros.

Segundo Mark McGill, diretor de tecnologia dos Parques Nacionais da África do Sul: Kruger é aproximadamente do tamanho do país de Gales. É difícil encontrar uma pessoa lá fora e prendê-la.

Contudo, acreditamos que toda tecnologia que seja a favor da conservação é muito bem vinda. Tal atitude do parque é um exemplo para muitos outros no mundo, incentivando na utilização de tecnologias como estas e outras.

FICHA ANIMAL: lobo-guará

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Parente dos lobos selvagens e dos cachorros domésticos, o lobo-guará (Chrysocyon brachyurus) é o maior canídeo da América do Sul, podendo atingir até um metro de altura e impressionantes 30 quilos! O animal é típico do Cerrado e, além de ocorrer no Brasil, também podem ser encontrados em territórios argentinos, bolivianos, paraguaios, peruanos e uruguaios. 

Extremamente esguio e considerado até mesmo elegante, o animal também é conhecido como lobo-de-crina, lobo-vermelho, aguará, aguaraçu e jaguaperi, todos nomes atrelados a sua bela pelagem laranja-avermelhada. Na natureza, vive aproximadamente 15 anos.

 

HÁBITOS 

Apesar do porte imponente e da alcunha de “lobo”, essa espécie é mais tímida, solitária e praticamente inofensiva, preferindo manter distância de populações humanas. É avistado normalmente circulando por grandes campos nos fins de tardes e durante as noites.

Logo-guará vivendo de forma solitária. (Foto: Creative Commons)

 

ALIMENTAÇÃO 

O lobo-guará usa suas presas para se alimentar de pequenos animais, como roedores, tatus e perdizes, além de frutos típicos do Cerrado, como o araticum e a lobeira (Solanum lycocarpum). 

 

REPRODUÇÃO 

A cada gestação, que dura pouco mais de dois meses, nascem em média dois filhotes. O Guará costuma dar à luz no mês de junho e, quando nascem os filhotes, a fêmea não sai da toca e é alimentada pelo macho. Os filhotinhos nascem pretos, com a ponta da cauda branca. 

Filhotes de lobo-guará vistos na Fazenda Trijunção. (Fotos: Valquiria Cabral)

 

AMEAÇAS DE EXTINÇÃO 

No Brasil, o lobo-guará aparece na lista de animais ameaçados de extinção do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), com estado de conservação vulnerável. Isso porque, segundo estudiosos, há uma grande possibilidade do animal estar extinto em 100 anos! Mas, de acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN), o animal está na red list de animais quase ameaçados de extinção. 

(Foto: Edu Fragoso/Fazenda Trijunção)

 

ONÇAFARI E SEU ESFORÇO NA CONSERVAÇÃO DO LOBO-GUARÁ 

Além de trabalhar com a conservação de onças-pintadas, o Onçafari também realiza um incrível trabalho com os lobos-guarás. Os esforços de proteção do animal acontecem na Fazenda Trijunção, no Cerrado e na Fazenda Paineiras, na Mata Atlântica. Lá, equipes especializadas monitoram e estudam esses incríveis canídeos. 

No caso da Fazenda Trijunção, os resultados do trabalho já pode ser vivenciado por meio do ecoturismo, onde é possível avistar lobos 100% selvagens, no seu habitat natural. 

Lobo flagrado na Fazenda Trijunção. (Foto: Edu Fragoso)

Por que as abelhas são tão importantes para o planeta?

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As abelhas nos oferecem muito mais do que o doce do mel, elas atuam em um importante fenômeno ecológico: a polinização. Portanto, colocá-las sob ameaça, como estamos fazendo hoje, é colocar em risco a nossa própria sobrevivência. 

Infelizmente, as abelhas estão desaparecendo do planeta – algumas espécies correm risco de extinção global! O cenário é tão grave que organizações como a ONU já alertam para os perigos de escassez de alimentos por conta da mortalidade em massa dos insetos polinizadores. E, quando pensamos no contexto nacional, a previsão é igualmente preocupante, pois prevê-se que a população de abelhas e outros polinizadores possam diminuir em 13% até 2050, segundo análise da Universidade de São Paulo! 

 

(Foto: Creative Commons)

 

PEQUENOS GRANDES AGENTES AMBIENTAIS 

Além de polinizar frutas e legumes consumidos por nós diariamente, como tomate, berinjela, café e cacau, as abelhas também contribuem fortemente na manutenção das florestas. Se elas forem extintas, a reprodução de plantas silvestres ficará comprometida, visto que mais de 90% das espécies de vegetação tropical com flores e cerca de 78% das espécies de zonas temperadas dependem da polinização desses insetos.

 

(Foto: Creative Commons)

 

QUAIS SÃO AS PRINCIPAIS AMEAÇAS ÀS ABELHAS? 

A extinção de agentes polinizadores é um dos mais graves desastres globais emergentes. A tragédia impacta diretamente a quantidade e a qualidade dos alimentos produzidos, em um mundo já desarranjado quando se trata de comida na mesa.

Desmatamento, poluição e mudanças climáticas são algumas das ameaças já conhecidas, não só para as abelhas, mas para a fauna como um todo. No entanto, você sabia que os agrotóxicos também são grandes vilões para os insetos polinizadores? O glifosato, por exemplo, pode afetar o comportamento das abelhas, alterando sua sensibilidade por açúcar e habilidade de navegação, o que prejudica sua busca por alimentos e retorno à colônia.

 

É POSSÍVEL TER VIDA HUMANA SEM OS AGENTES POLINIZADORES? 

Assim como Einstein já dizia, “Se as abelhas desaparecerem da face da Terra, a humanidade terá apenas mais quatro anos de existência. Sem abelhas não há polinização, não há reprodução da flora, sem flora não há animais, sem animais, não haverá raça humana”.

É difícil afirmar que a vida humana não existiria sem as abelhas, mas que a diminuição da espécie impactaria profundamente na existência de vida, isso com certeza. As abelhas estão totalmente inseridas no nosso dia a dia, mesmo que de forma muito sutil. Dois terços, aproximadamente, de alimentos ingeridos são produzidos pela ajuda da polinização das abelhas. 

Esses pequenos insetos são pequenos no tamanho, mas de uma importância gigante para o planeta. Sem as abelhas, o mel acabaria e junto dele os produtos agrícolas. Além do mais, também afetaria a produção de animais para consumo, que sofreria grandes perdas, já que são herbívoros. Enfim, a vida selvagem em um geral sofreria sem elas, já que a vegetação seria reduzida de modo excessivo, e assim a acabaria a existência do planeta como um todo. 

 

(Foto: Creative Commons)

FICHA ANIMAL: mico-leão-dourado

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Símbolo da fauna nativa, o mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia) é um primata endêmico aqui do Brasil, ou seja, só nós temos a sorte de abrigar uma espécie com tamanha grandeza para a biodiversidade. Ele ocorre exclusivamente na Mata Atlântica, mais especificamente no estado do Rio de Janeiro. 

O bicho chama atenção pela “juba” e pêlos com cores fortes, que variam do laranja ao vermelho-dourado. E, assim como outros micos e saguis da família Callitrichidae, seu pequeno porte, traços delicados e agilidade para se locomover, fazem do mico-leão-dourado um dos animais mais simpáticos e queridos da nossa fauna. 

Mico-leão-dourado, espécie endêmica do Brasil. (Foto: Creative Commons)

HÁBITOS 

O mico-leão-dourado vive cerca de oito anos. Mantém hábitos diurnos e costuma ser extremamente ativo durante as primeiras horas do dia. À noite, gosta de dormir em ocos de árvores ou emaranhados de cipós e bromélias.

ALIMENTAÇÃO 

São animais onívoros, ou seja, se alimentam de frutos, invertebrados e pequenos vertebrados na estação chuvosa; e de néctar, na estação seca. 

Alguns estudos mostram que o mico-leão-dourado come mais de 60 espécies de plantas e, depois de digeri-las, auxilia na dispersão de sementes pelo ambiente, o que traz para si uma grande responsabilidade no equilíbrio da natureza.

REPRODUÇÃO 

Os animais costumam se reproduzir uma ou duas vezes por ano e os períodos de reprodução vão de setembro a novembro; e de janeiro a março. 

Não há diferenciação de cor e/ou tamanho entre machos e fêmeas e, quando nascem os filhotes, que geralmente são gêmeos, tanto o pai quanto a mãe ajudam na criação. 

AMEAÇAS DE EXTINÇÃO 

Desde os anos 1970, o mico-leão-dourado é um dos símbolos da luta pela conservação da biodiversidade. Isso porque o animal está há muito tempo ameaçado de extinção! 

A destruição da Mata Atlântica, causada pela intensa ocupação da zona costeira no estado, acompanhada de extração de madeira e atividades agropecuárias, quase dizimou toda a população de micos. Pois, apesar de serem pequenos (cerca de 60 cm), os primatas necessitam de bastante espaço para sobreviver. Eles convivem em grupos de cerca de 8 indivíduos, podendo chegar a 14, e cada grupo ocupa em média 110 hectares. 

Graças a inúmeros esforços na conservação e reprodução dessa espécie, a população passou de 146 indivíduos há 25 anos, para mais de 3.200 indivíduos em liberdade atualmente, mas ainda há muito trabalho a ser feito. 

Ameaçado de extinção há décadas, o mico-leão-dourado virou símbolo da conservação de fauna brasileira.
(Foto: Creative Commons)

ASSOCIAÇÃO MICO-LEÃO-DOURADO 

Atualmente, a Associação Mico-Leão-Dourado faz um trabalho magnífico na conservação da espécie. 

Com o objetivo de atingir, até o ano de 2025, uma população mínima viável de pelo menos 2.000 micos-leões-dourados vivendo livremente em cada 25.000 hectares de florestas protegidas e conectadas, o projeto une cientistas, educadores, gestores públicos, conservacionistas e as comunidades locais para cuidar não apenas da própria espécie, mas proteger e aumentar a área de Mata Atlântica, a fim de oferecer um habitat de qualidade aos animais. 

A Associação Mico-Leão-Dourado une esforços para proteger os pequenos primatas.
(Foto: Andreia F. Martins)

 

Fontes: WWF, SOS Mata Atlântica

Resgate de animais silvestres dobra na cidade de São Paulo

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Tem aumentado o volume de animais silvestres resgatados nos ambientes das grandes cidades. Pelo menos é o que apontam os números da cidade de São Paulo nos últimos anos, influenciados por alguns fatores que ajudam a entender como viver nos centros urbanos é também se relacionar com a conservação.

Milhares de aves foram resgatas em São Paulo – Foto: Cecioka CC

Nos últimos cinco anos, a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente atendeu 29 mil animais silvestres a partir de diferentes motivos, como tráfico de animais, acidentes ou mesmo telefonemas de moradores. E o número dobrou nesse período: saltou de pouco mais de 4 mil em 2014 para 8,5 mil em 2018.

O levantamento, divulgado pela Folha de S. Paulo, aponta que o avanço dos animais no perímetro urbano se deu pelas obras de infraestrutura (principalmente o Rodoanel), o tráfico de animais pela internet e a popularização do serviço municipal de resgate de animais após o surto de febre amarela em 2017-18.

A reportagem conta a história, por exemplo, de um imenso jabuti encontrado no baú de um caminhão. Resgatado, ele foi para um centro de manejo e conservação onde vive com mais de 700 animais.

Um inspetor conta também que investigou casos em que as pessoas trocavam carros por pássaros de até R$150 mil. Há ainda a história de uma píton-burmesa de mais de dois metros que foi encontrada com mais de 200 animais na casa de um criador clandestino – trata-se de uma das cinco maiores espécies de cobras do mundo.

Enfim, exemplos que mostram que, mesmo morando nas grandes metrópoles, a atenção à conservação da fauna é permanente. Todos estão sujeitos a estar próximos de casos como os citados.

A volta da ararinha-azul!

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Ótima notícia para os defensores da fauna brasileira: a espécie ararinha-azul (Cyanopsitta spixii), que estava extinta desde 2000, volta para seu bioma da caatinga! Após um acordo firmado entre o Instituto brasileiro Chico Mendes da Biodiversidade (ICMBio) e a organização não-governamental alemã Association for the Conservation of Threatend Parrots (ACTP), cerca de 50 exemplares da ave devem chegar ao Brasil, repatriadas da Alemanha.

Ararinha-azul, que estava extinta da natureza no Brasil desde 2000. (Foto: Milano/Divulgação)

 

SOBRE A ARARINHA-AZUL

Espécie rara, a ararinha-azul foi descoberta no início do século 19 pelo naturalista alemão Johann Baptist von Spix, e era encontrada exclusivamente na região da caatinga brasileira. Devido principalmente à caça e coleta ilegal, a espécie foi considerada oficialmente extinta na natureza em outubro de 2000, quando desapareceu o último exemplar. Até hoje não foi possível descobrir se a última ave morreu ou foi capturada por caçadores.

Desde que foi classificada como Criticamente em Perigo (CR) e possivelmente Extinta na Natureza (EW), as poucas aves que restaram foram usadas para reproduzir a espécie em cativeiro. Segundo o analista ambiental Hugo Vercilo, do ICMBio, existem 166 exemplares vivendo em coleções particulares. Além dos 13 no Brasil, há 147 na Alemanha, dois na Bélgica e quatro em Singapura, países que participam do Programa de Reintrodução da Ararinha-Azul.

 

CONSERVAÇÃO DAS NOVAS HABITANTES NO BRASIL

Os indivíduos, que devem chegar em novembro, serão levados ao Refúgio de Vida Silvestre da Ararinha-Azul, unidade de conservação fixada em Curaçá, na Bahia. O local já tem um histórico positivo, pois era o habitat natural da espécie antes de entrar em extinção.

Após o período de adaptação no viveiro, as ararinhas serão soltas na natureza, selando um acontecimento único e grandioso. Os responsáveis pelo  Projeto de Reintrodução da Ararinha-Azul já almejavam essa conquista há anos e, com o auxílio de parceiros no Brasil e exterior, conseguiram alcançar, beneficiando consideravelmente os interesses de preservação da nossa biodiversidade.

 

Fonte: ICMBio