Category

Mudanças Climáticas

5 de setembro: Dia da Amazônia

By | amazonia, Conservação, Datas comemorativas, Desastre Ambiental, Meio Ambiente, Mudanças Climáticas | No Comments

A Amazônia é um dos biomas mais valiosos de toda a humanidade abrigando a maior reserva natural do planeta. Possui cerca de sete milhões de quilômetros quadrados, sendo cinco milhões e meio de florestas. Abrange nove países (Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Paraguai, Peru, Suriname e Venezuela), sendo que o território brasileiro guarda 60 % da floresta. 26% da sua área protegida também se encontra aqui.

Bioma Amazônico. Fonte: BBC

Biodiversidade 

Devido a sua grande variedade de ecossistemas, com características únicas e peculiares, a Amazônia é refúgio para cerca de 40 mil espécies vegetais, 427 espécies de mamíferos, 1.294 de aves, 378 de répteis, 400 de anfíbios e 3 mil de peixes de água doce, além das mais de 100 mil espécies de invertebrados. O bioma Amazônico possui cerca de 30% das espécies existentes no planeta, sendo o mais biodiverso de todos os biomas. Muitas dessas espécies são endêmicas da região e outras muitas se encontram ameaçadas de extinção.

Foto: conexaoplaneta

Rios voadores

A Amazônia é fundamental para o equilíbrio ambiental e climático do planeta e a conservação dos recursos hídricos. Os cursos d’água dos rios da Amazônia são grandiosos e fundamentais para a manutenção da vida silvestre, e não é somente a local, não.

A floresta ocupa uma área de aproximadamente 6,7 milhões de quilômetros quadrados — Foto: Arquivo TG

Cerca de 17 bilhões de litros de água da Bacia Hidrográfica Amazônica vão para os oceanos e, aproximadamente, 500 litros de água são produzidos diariamente por cada uma das árvores da floresta e lançados para atmosfera, formando os rios voadores, responsáveis pelas chuvas das regiões Centro-Oeste e Sudeste do Brasil.

Os  rios voadores são imensos volumes de vapor de água com cerca de três quilômetros de altura, algumas centenas de largura e milhares de extensão. Eles não podem ser vistos, por estarem em forma de vapor d’água, mas tem uma importantíssima função na regulação do clima. 

Fotografia aérea de uma pequena parte da Amazônia brasileira próxima a Manaus, Amazonas Imagem editada e redimensionada de Neil Palmer

Ameaças 

A Amazônia tem uma inegável importância ambiental para o nosso planeta.  São habitat de inúmeras espécies, fonte de matérias-primas alimentares, florestais, medicinais e minerais, regulam o clima dentre inúmeras outras contribuições.  Mesmo sabendo disso tudo, esse bioma tão rico tem sido constantemente ameaçada por inúmeras atividades humanas:

  • Extração de madeira
  • Mineração
  • Agricultura
  • Obras de infraestrutura
  • Queimadas
  • Desmatamento
  • Pecuária predatória

Vamos dar uma atenção maior neste momento ao desmatamento que bateu recordes no primeiro semestre de 2020. 

Árvores caídas em área desmatada da Amazônia em Itaituba, no Pará — Foto: Ricardo Moraes/Reuters/Arquivo

Desmatamento na Amazônia dispara mais em 2020

No primeiro semestre de 2020, dados do sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), indicaram alerta de devastação em 3.069,57 km² da Amazônia, aumento de 25% em comparação ao primeiro semestre de 2019. Em agosto do mesmo ano, o Inpe apresentou novos dados, indicando uma aumento de 34% no desmatamento nos últimos 12 meses.

Os dados indicam que o crime ambiental continua ocorrendo, mesmo no período em que o país enfrenta uma pandemia ocasionada pelo coronavírus.

Devido a esses dados assustadores, o Brasil vem enfrentando pressão do mundo inteiro para que os índices de desmatamento diminuam e, apesar do governo federal afirmar que o Brasil está buscando diminuir esse índice, os números mostram  um aumento na tendência de desmate. 

“Enquanto o Planalto se esforça para tentar enganar o mundo de que preserva a Amazônia, a realidade dos números revela a verdade: o governo Bolsonaro está destruindo a maior floresta tropical do planeta. Sob Bolsonaro, vivemos o pior momento da agenda ambiental de nosso país”, afirma Márcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima, que reúne 26 instituições.

 

Hoje, mais do que comemorar toda a vida que esse bioma carrega, deixamos um convite para refletirmos sobre o rumo que estamos tomando. A Amazônia é nossa! é nosso dever cuidar e cobrar de nossos governantes medidas sérias de proteção aos nossos biomas.

 

Estudo aponta que humanidade entrará em um ¨colapso irreversível” em 40 anos.

By | Aquecimento Global, Desastre Ambiental, Mudanças Climáticas | No Comments

O fim da humanidade está próximo! Parece frase sensacionalista que encontramos pintadas em muros mas, infelizmente, não é. 

Um artigo publicado pela Nature, uma das mais conceituadas revistas científicas do mundo, tem incomodado a comunidade científica.
O estudo em questão é o ¨Deforestation and world population sustainability: a quantitative analysis¨ (Desmatamento e sustentabilidade da população mundial: uma análise quantitativa, em tradução livre), produzido pelos pesquisadores Mauro Bologna e  Gerardo Aquino. Ele faz uma análise quantitativa da sustentabilidade do atual crescimento da população mundial em relação ao processo de desmatamento, do ponto de vista estatístico. Os autores afirmam que se a humanidade mantiver o ritmo atual, a civilização pode caminhar para o “colapso irreversível” numa questão de décadas. 

Para tornar a situação mais preocupante,  inúmeros renomados cientistas comentaram sobre o quão impecável e completo é o estudo.

 

 

O que o estudo levou em consideração? 

Se existe um problema inegável, cheio de evidências e comprovações científicas, é o desmatamento das florestas do nosso planeta. Dos 60 milhões de km² de florestas que existiam, menos de 40 milhões de km² ainda estão de pé.

Mauro Bologna e  Gerardo Aquino, autores do artigo, afirmam que apesar do aquecimento global ser preocupante, jamais sentiremos seus maiores impactos pois, a chance dos nossos ecossistemas colapsarem antes, é maior. 

Grandes florestas, como a Amazônia, já estão bem perto de atingir um limiar de destruição irreversível, tornando o ecossistema incapaz de se auto sustentar. Isso resultará no seu completo desaparecimento. Situações como essa não são novidades e já aconteceram em outros locais do planeta. A retirada da cobertura original em alguns ecossistemas foi tão grande que a paisagem foi totalmente transformada em desertos.

 

Desmatamento da Amazonia. Foto: Paulo Whitaker/Reuters

 

Modelos matemáticos complexos foram desenvolvidos pelos autores do artigo a fim de mensurar os problemas que estamos causando.

Para as análises, foram levados em conta diversos fatores: 

  • A taxa de crescimento populacional humana, 
  • A taxa de criação e destruição de unidades de conservação ao redor do mundo, 
  • Variações da demanda por madeira,
  • Áreas de pasto ou agrícolas,
  • Previsões de mudanças na taxa de desmatamento
  • Prováveis avanços tecnológicos que poderiam interferir positivamente nesse cenário.

Modelo adotado por Mauro Bologna e Gerardo Aquino.

 

Após diversas análises, utilizando diferentes cenários possíveis, os resultados foram preocupantes.

Caso o ritmo de destruição das florestas se mantenha como atualmente, perderíamos todas as árvores da Terra em apenas 100 ou 200 anos, mas os efeitos dessa catástrofe, obviamente, serão sentidos muito antes da última árvore ser cortada.

Modelos desse tipo já foram utilizados anteriormente para analisar o  ecocídio (extinção da civilização local pela destruição ambiental que elas mesmas causaram) que ocorreu na Ilha de Páscoa e os cientistas afirmam que o que está ocorrendo no planeta é assustadoramente similar.

Mauro Bologna e  Gerardo Aquino ainda citaram em seu artigo o “Paradoxo de Fermi”, que questiona nossa falta de conhecimento de civilizações extraterrestres. Estatisticamente, bilhões de civilizações existem em planetas a nossa volta, apesar de nunca termos encontrado  nenhuma delas. De um ponto de vista teórico, as civilizações podem ser tão complexas que poderiam colonizar grande parte de suas galáxias, mas na prática, isso nunca foi observado por nós. Aí entra “Paradoxo de Fermi”. Ele hipotetiza que pode existir alguma barreira que impeça que essas civilizações atinjam essa complexidade, como, por exemplo, o esgotamento dos recursos de seu planeta natal, resultado em sua própria extinção. Desse modo poderíamos inferir que os outros moradores do universo não são encontrados porque quase todos podem já estar mortos. 

 

Apelidada de “o grande filtro”, essa barreira pode impedir que as civilizações alcancem uma escala interplanetária. Enquanto nossa espécie ultrapassou várias barreiras no passado, não conseguiremos ultrapassar o grande filtro (em vermelho) pois, segundo os autores, esgotaremos nosso planeta antes – Créditos na imagem

 

A que conclusão os autores chegaram?

Com base nas taxas atuais de consumo de recursos e na melhor estimativa de crescimento da taxa tecnológica, o estudo aponta que, a humanidade tem uma probabilidade de menos de 10% de sobreviver sem enfrentar um colapso catastrófico. Isso na perspectiva mais otimista e em um prazo máximo de 40 anos

Isso resultaria na completa aniquilação da humanidade pela destruição massiva das florestas do planeta e, consequentemente, em um colapso sistêmico dos principais ecossistemas. As secas extremas ocasionadas pelo fim das florestas impossibilitariam a produção da comida e isso seria o fim da humanidade.

Esse mesmo cenário também explicaria o Paradoxo de Fermi, uma vez que civilizações tendem a se autodestruir antes de expandir para outros planetas.

 

Já podemos no preparar para o pior?

A situação é extremamente preocupante sim, e, apesar de cenários estatísticos serem extremamente teóricos, os modelos testados neste artigo foram extremamente embasados e completos, além de muito elogiados por outros cientistas, indicando que essas previsões podem estar certas. 

Se não mudarmos drasticamente a nossa forma de consumo nossa civilização irá acabar  muito em breve.

Para nossa infelicidade, a hora da mudança é AGORA e, mesmo como todas as evidências e provas científicas, nem todas as pessoas e governantes estão dispostas a elas.

Dia Nacional do Controle da Poluição Industrial

By | Aquecimento Global, Desastre Ambiental, Mudanças Climáticas | No Comments

Em 14 de agosto, é comemorado mundialmente  o “Dia do Controle a Poluição Industrial”. 

Neste dia, o mundo inteiro se propõe a refletir sobre os efeitos nocivos da poluição atmosférica decorrente das indústrias e fábricas e, principalmente, sobre as ações que podem ser tomadas para diminuir essa emissão.

As indústrias, devido às suas inúmeras atividades, são o segmento de maior contribuição à dispersão de poluentes no ar, água e solo, causando inúmeros danos ao meio ambiente.

Por muito tempo acreditou-se que a poluição industrial era um problema local. Ou seja, cada cidade ou país que tome suas decisões e que lide com sua ¨bagunça¨. Ledo engano de quem pensa assim. A poluição industrial, assim como a tecnologia, também se globalizou, cruzando fronteiras geográficas e afetando diretamente a vida de toda a população mundial. 

Para entender melhor, é só pensar por um instante em um exemplo simples. Um poluente lançado por uma indústria em São Paulo, afeta a qualidade do ar da própria cidade, das cidades vizinhas e até de outros países. Além disso, pode contaminar o solo que produz alimentos para exportação, águas de rios afetando os pescados e contribui com o aumento do efeito estufa. 

O problema está longe de pequeno e pontual.

Poluição industrial. Foto: allgasbrasil

 

A diminuição da poluição mundial devido ao COVID-19 

 

O mundo inteiro está em luto pelas vidas perdidas pela pandemia, mas o meio ambiente que respirou aliviado. 

A diminuição das atividades industriais, circulação de carros e atividades gerais ao nível global, levou a uma grande queda de emissões de poluentes, podendo conferir ao ano de 2020 a maior queda já registrada por ano

Longe de ser um motivo de comemoração é importante refletirmos fortemente sobre como estamos destruindo diariamente nosso planeta e principalmente, sobre como já vivemos em uma crise ambiental a anos.

Mesmo com essa alta taxa de redução em 2020,  ainda estamos muito longe da redução necessária que precisa acontecer para evitar mudanças climáticas perigosas

A situação é perigosa e os líderes mundiais não agirem rapidamente, enfrentar outras crises futuras somadas a essa que já vivemos será muito mais difícil e poderá ser mortal para a humanidade. 

 

Dados de satélite mostrando as emissões de dióxido de nitrogênio sobre o norte da Itália em 7 de março (esquerda) e 8 de fevereiro (direita). Imagem: Sam Gassó

 

Medidas de combate a poluição

Como podemos então combater a poluição?

Já vimos que a poluição não respeita fronteiras e, desse modo, as ações de combate a mesma devem ser mundiais. Primeiramente, é fundamental o desenvolvimento de estudos apontem soluções e alternativas para a mitigação da emissão de poluentes pelas indústrias. Os resultados de tais pesquisas devem fundamentar planos de ações a nível global. A criação de políticas públicas globais, nacionais e regionais que visem a redução da poluição e o aumento da fiscalização por parte do governo é o ponto chave.

Também se faz necessário um fortalecimento das relações entre empresas, ONGs, órgãos ambientais e governo para discutir este problema e  criar metas e o comprometimento da organização na redução significativa de poluentes, apresentando os menores índices possíveis.

Mas e nós? Sabemos que podemos reduzir a emissão de poluentes no dia, mas não podemos fazer nada maior Podemos e devemos.  Escolher bem os nossos governantes, prestando atenção em suas pautas ambientais, e cobrar dos eleitos uma postura mais justa com o meio ambiente já é um ótimo primeiro passo, não acham. Talvez até o mais importante.

O meio ambiente agradece! 

Poluição do ar mata 6,5 milhões de pessoas por ano. Foto: PEXELS

Durante a quarentena, animais selvagens voltam a ocupar espaços antes tomados por humanos

By | Conservação, Educação ambiental, GreenBond, Marketing na Conservação, Meio Ambiente, Mudanças Climáticas | No Comments

Com o surto da pandemia do COVID-19, muitos países decretaram isolamento social, fazendo com que milhões de pessoas deixassem de circular em locais públicos. Porém, o pode ser ruim para uns, é o oposto para outros. Você acredita que esse isolamento de nós humanos está trazendo benefícios para a natureza?

Foto de Stefan-elbe

 

Diante de tantos acontecimentos negativos, percebemos algo animador: a natureza está respondendo de uma forma positiva ao caos!

O isolamento e a redução da quantidade de pessoas nas cidades permitiu que a vida selvagem voltasse a ocupar os espaços antes tomados por multidões, mesmo que de forma tímida. Selecionamos alguns exemplos de como a fauna tem ocupado espaços antes tomados por nós, confira abaixo:

Vida selvagem volta a ativa na Inglaterra

Toupeiras, estão aparecendo com maior frequência em trilhas que antes ficavam lotadas de pessoas. A calmaria acaba liberando a vida selvagem para novos locais em busca de comida e para ocupar território!

Toupeira/Wikimedia Commons

 

Jake Fiennes, gerente de conservação da reserva natural nacional de Holkham, disse que sua equipe estava empolgada em registrar o que está acontecendo na praia de Norfolk/Inglaterra:

“Temos um número anual de visitantes superior a um milhão e, de repente, no pico da época de reprodução, eles não estarão aqui. A natureza está apenas dizendo: ‘Ahhh, agora é tudo para nós mesmos’”.

Com o isolamento, os funcionários da reserva notaram mais gaviões, furões e veados nas trilhas, que antes eram cheias de visitantes:

“O maior impacto que poderemos ver será nas aves costeiras”, disse Fiennes. Ele espera que a paralisação seja positiva para os pássaros que nidificam na praia”

Foto: Ernie Jane /Alamy

 

Tartarugas retomam praias na Índia

Nas costas Indianas, sem turistas, tartarugas retornam em grande quantidade para fazer seus ninhos! Sem turistas nas costas de Odisha, na Índia, e sem caçadores furtivos que costumam caçá-las nesse período, as tartarugas-oliva (Lepidochelys olivacea) retornaram em centenas nas praias de Gahirmatha e Rushikulya Rookery. O bloqueio adotado pelo país permitiu que as criaturas se reproduzam nas melhores condições. Embora a presença deles fosse esperada, milhares de espécimes se espalharam pela praia Rushikulya em menos de uma semana.

Foto: revista pazes/tartarugas retornando para a praia

 

Vida nova nos canais de Veneza

Conhece os canais de Veneza, na Itália? Um fato curioso é que mesmo sendo canais navegáveis, principalmente para o turismo, trata-se de um esgoto a céu aberto.

Devido à quarentena, houve uma drástica redução no fluxo de pessoas nas cidades do país. Gôndolas deixaram de circular nos canais da cidade, e sem circulação de pessoas, a água dos canais, normalmente turvas, ficaram translúcidas ao ponto de peixes ficarem visíveis. Com isso, foi possível avistar golfinhos nos canais, que antes era quase impossível.

Foto: internet

 

Mas não se engane, nem tudo são flores. Segundo conservacionistas, o impacto não é totalmente positivo: alguns crimes contra a vida selvagem acabam passando batidos, já que algumas autoridades estão impossibilitadas de realizar o monitoramento.

Fatos como estes citados acima nos colocam para pensar no quanto a vida humana interfere na vida selvagem. Bastou algumas semanas em casa para que a natureza comece a dar as caras e revelar o quanto interferimos em seu curso natural.

Mudanças Climáticas e Coronavírus: qual a relação entre os dois?

By | Aquecimento Global, Desastre Ambiental, Meio Ambiente, Mudanças Climáticas, Não categorizado | No Comments

No dia 16 de março, celebramos o Dia Nacional de Conscientização sobre as Mudanças Climáticas. Este dia foi criado com o objetivo de chamar atenção das pessoas para os riscos associados às alterações no clima, assim como para as ações que devemos tomar para reduzir ao máximo os impactos dessas mudanças em nosso planeta. A única certeza que temos até agora, é que as mudanças já estão causando efeitos catastróficos em algumas partes do mundo, e causarão ainda mais. A conta já está alta e uma hora vai chegar com maior força. Cabe a nós decidirmos o quão grande será a conta que virá.

Fonte: Imagem da internet

 

Causas e efeitos do aquecimento global

Já é comprovado há tempos pela ciência que a ação humana tem intensificado e acelerado essas mudanças diretamente. A principal fonte causadora do aquecimento global é o aumento da emissão de gases de efeito estufa (GEEs), como o metano (CH4), óxido nitroso (N2O) e primariamente o dióxido de carbono (CO2), entre outros.  A queima de combustíveis fósseis, o desmatamento, perda de biodiversidade e uso irracional dos recursos naturais, são as maiores causas de emissão desses gases na atmosfera. No Brasil, a maior parte das emissões de GEEs é causada pelo desmatamento, seja por meio do corte ou queimada de árvores.

Emissão de gases do efeito estufa na atmosfera. Fonte: Internet

 

O aumento da temperatura média da Terra já está mostrando efeitos diretos em diferentes cenários, como os níveis recordes de derretimento de geleiras nos polos, aumento do nível dos oceanos,  tempestades mais intensas, períodos de secas mais prolongados, entre outros fatores que influenciam a vida de bilhões de pessoas no mundo. Cientistas do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU), já comprovaram que a temperatura do planeta está 0,8 grau mais quente, e que, se nada for feito para interromper o ciclo das mudanças climáticas, esse aumento pode atingir alarmantes 1,5 graus.

Comparativo da cobertura de gelo no polo norte entre 1984 e 2016. Fonte: Internet

 

Coronavírus X Mudanças Climáticas

Por coincidência, a data caiu bem em meio a uma crise mundial de saúde, a pandemia do novo coronavírus (COVID-19). Você deve estar se perguntando o porquê de citarmos a pandemia no meio de um texto sobre mudanças climáticas. Bom, a relação aqui vem em um nível de estrutura societária. Entenda, o surto de coronavírus é grave, porém a previsão dos cientistas é que dentro de 4 meses tudo comece a voltar ao normal. Mesmo assim, o surto está levando ao fechamento de aeroportos e fronteiras, esvaziamento das prateleiras em supermercados, cancelamento de grandes eventos, além da superlotação de hospitais.

Fonte: Internet

Imagine agora, caso o nível do mar suba mais ainda e milhares de cidades costeiras fiquem inabitáveis. Isso geraria uma migração em cadeia de centenas de milhões de pessoas para o interior dos continentes, podendo causar uma ruptura nas estruturas sociais que existem hoje. Recursos ficariam escassos, espaço para moradias seriam ainda mais disputados e a ordem pública entraria em grave risco.

 

Faça sua parte!

Neste Dia Nacional de Conscientização sobre as Mudanças Climáticas, deixamos o nosso alerta, nosso tijolo em um muro que está sendo construído há anos por cientistas que, muitas vezes, não são ouvidos. As ações para diminuir a intensidade das mudanças climáticas devem ser tomadas já, não há mais tempo para prorrogação. Você pode fazer a sua parte.

Utilize os recursos naturais de forma mais consciente. Reduza o consumo de matérias-primas, reutilize todo o material que for possível ser reaproveitado. Escolha produtos e serviços de empresas que respeitam e se preocupam com a saúde do meio ambiente. Nós acreditamos na mudança!

 

 

O futuro do meio ambiente: World Economic Forum

By | Aquecimento Global, Educação ambiental, Eventos de Conservação, GreenBond, Marketing na Conservação, Meio Ambiente, Mudanças Climáticas, Notícias | No Comments

O que é?

A World Economic Forum (WEF) é uma organização sem fins lucrativos que reúne os principais líderes empresariais e políticos de todo o mundo para moldar e discutir questões urgentes enfrentadas, incluindo saúde e meio ambiente. O evento acontece no início de cada ano. A última reunião aconteceu entre os dias 21 e 24 de janeiro de 2020 em Davos, na Suíça. Nela, participaram cerca de 829 oradores públicos e foram discutidos 7 temas, segundo o próprio site da World Economic Forum.

 

Foto da World Economic Forum/Davos, Suíça

 

Discussões

Como já estava previsto, o assunto ‘meio ambiente’ prevaleceu no debate do fórum. Eventos marcantes como o discurso de Donald Trump e da ativista sueca Greta Thunberg foram destaques. O presidente dos EUA, Donald Trump, se comprometeu à proposta de plantar ‘3 trilhões de árvores’, mas não foi além. Em seu discurso, ressaltou que “Precisamos rejeitar os profetas perenes da destruição”.

Em contrapartida, Greta Thunberg manteve seu discurso de 2019, dizendo que “Plantar árvores é bom, mas não só isso”. “É preciso parar de inflamar as chamas de nossa casa”, ressaltou a jovem ativista. Citou os incêndios da floresta amazônica também.

O atual ministro da economia, Paulo Guedes, participou do painel sobre o futuro da indústria e afirmou que “Aumentar os investimentos do país, prevalecendo a qualidade de vida da população, é uma preocupação do governo”. Em um de seus discursos, disse que “As pessoas destroem a natureza em busca de alimento”. Enfatizou também a adesão de compras internacionais, abrindo o mercado para empresas internacionais interessadas em participar de licitações públicas.

Não é uma decisão política ou um planejamento de plantar árvores que resolveria todo problema ambiental do mundo. Tanto empresas quanto pessoas precisam estar conscientizadas sobre a criticidade e o senso de urgência ambiental que estamos enfrentando. Essas mudanças precisam começar pelo governo, mas é algo colaborativo também, ou seja, é preciso mudar a cultura das pessoas e empresas a favor do meio ambiente.

Temas abordados no #wef20

Os 7 temas abordados foram: além da geopolítica, futuros saudáveis, sociedade e futuro do trabalho, como salvar o planeta, melhores negócios, economias mais justas e tech for good, descritos abaixo:

Além da geopolítica: assunto muito importante, que é a colaboração global consumada, ou seja, as nações terão que mudar e estamos ‘todos juntos nisso’. Por exemplo, no Acordo de Paris, para limitar as mudanças climáticas, ou quando reverteram o esgotamento da camada de ozônio.

Futuros saudáveis: ressalta sobre gastos globais que aumentaram na área da saúde. Problemas como saúde mental e físicas foram discutidas. Apesar do salto da ciência médica, ainda possuem um sonho através da tecnologia: a medicina de precisão. Como identificamos e resolvemos os principais desafios da saúde, garantindo um acesso justo a todos?

Sociedade e futuro do trabalho: mostra a tecnologia a favor do conhecimento e das facilidades que proporcionou para a humanidade. Mas além disso, questiona sobre a Quarta Revolução Industrial e seu longo e prejudicial período de deslocamento. Podemos ver isso chegando, sabemos que teremos que refazer, então como podemos resolver isso?

Como salvar o planeta: um assunto tão delicado e urgente chega à pauta do evento. O planeta está pedindo socorro. Estamos perdendo espécies, a Terra está ficando mais quente, o gelo está derretendo, os oceanos estão subindo e se enchendo de plástico, além dos gases de efeito estufa. Por onde começar?

Melhores negócios: aborda a mudança de pensamento das empresas, no âmbito tecnológico e social, para que se tornem organizações sustentáveis e inclusivas. O que uma empresa inteligente deve fazer?

Economia mais justas: sobre o aumento na desigualdade entre as nações, além do agravante de cenário causado pelas novas tecnologias. Como remodelamos as economias para que o crescimento beneficie muitos e não apenas os poucos e, assim, garanta que o extraordinário mecanismo de desenvolvimento humano que construímos seja sustentável?

Tech for good: debate a velocidade das novas tecnologias, questiona o que é ser humano e as mudança de dilemas éticos. Como nos reunimos para concordar com as regras sobre fatores como: bebês geneticamente modificados, os robôs da guerra e os algoritmos que determinam nossas chances de vida?

Consequências para o futuro

Não é possível prever o futuro, mas podemos especular algumas situações de acordo com as ações e decisões tomadas. Não é preciso ser especialista para entender que os países buscam interesses para si mesmos. Tudo que possa impactar na economia de um país, não é bom. Algumas mudanças radicais a favor do meio ambiente, além de uma mudança cultural, exige iniciativas de empresas. Empresas e indústrias de diversos setores são, sim, causadores da destruição do meio ambiente. Mas por quê? A mudança que precisa acontecer de dentro de uma indústria química, por exemplo, gera gasto. Se não existe uma lei ou alguma decisão governamental para que essas mudanças aconteçam, não são árvores que vão resolver o problema do planeta.

Ativistas como Greta Thunberg são essenciais para chocar e, por meio da mídia, mostrar para a população a realidade que estamos enfrentando. Esperamos que no decorrer deste ano, mudanças aconteçam.

 

Greta Thunberg no fórum/Foto do site ‘The World Economic Forum’

Incêndios na Austrália: entenda a gravidade

By | Aquecimento Global, Desastre Ambiental, Meio Ambiente, Mudanças Climáticas | No Comments

A Austrália é hoje o foco das atenções do mundo devido às catástrofes climáticas que vem enfrentando. Há meses, incêndios florestais devastam áreas enormes de florestas por todo o país, sendo considerada a pior onda de incêndio da história para os australianos.

 

Helicóptero despejando água durante o incêndio. Fonte: Reprodução G1

Causas do incêndio

 

Diferente do Brasil, a maioria dos incêndios na Austrália são provocados por causas naturais, surgindo da combinação de temperaturas acima dos 40 graus, ventos fortes e tempo muito seco. Lá, os incêndios são comuns e acontecem todos os anos. Porém, a situação tem ficado mais complicada com o passar dos anos, devido ao efeito direto das mudanças climáticas do aquecimento global.

 

Canguru fugindo do incêndio. Fonte: G1

 

Dois dos principais fenômenos que controlam o clima, tem influência direta nos incêndios. Os fenômenos são conhecidos como: DOI (Dipolo do Oceano Índico) e MAS (Modo Anular Sul).

O DOI é a oscilação de temperatura no mar ao leste e oeste do oceano Índico. Quando a combinação da diferença na temperatura da superfície do mar indicam índices positivos, significa que haverá menos chuvas na Austrália. Já o MAS, é o movimento norte-sul do cinturão de ventos. Quando os índices são negativos, também significa menos chuvas na região.

Em 2019, o cenário foi uma combinação de DOI (+) e MAS (-), ou seja, os extremos para pouca chuva. Somado às altas temperaturas, geraram este cenário desolador. É um efeito raro, porém foi intensificado pelo aquecimento global.

 

Números da catástrofe

 

Nestes 4 meses de fogo contínuo, autoridades e pesquisadores estimam que:

  • Cerca de 500 milhões de animais morreram (entre mamíferos, anfíbios, aves, répteis…);
  • 1/3 da população de coalas foi dizimada;
  • Mais de 100.000 pessoas desalojadas de suas casas;
  • Mais de 25 pessoas mortas;
  • Mais de 8 milhões de hectares queimados.

 

Canguru carbonizado após passagem do fogo. Fonte: Internet

Diferença entre a Austrália e o Brasil

 

Incêndios florestais não são um problema apenas na Austrália. Recentemente, passamos por um período grave de focos de fogo por todo o país. As queimadas ficaram mais evidentes na Amazônia, mas também afetaram gravemente o Pantanal e Cerrado.

No Brasil, a maior parte dos incêndios registrados foram na Amazônia, uma mata úmida que não pega fogo naturalmente. Aqui, a maioria dos incêndios são criminosos, colocados para a limpeza de área previamente desmatadas. Ou seja, boa parte dos incêndios na Amazônia ocorreram em áreas onde as árvores já foram derrubadas.

Já na Austrália, os incêndios consomem florestas em pé – lembrando que o desmatamento é a principal causa do aquecimento global. A maior parte das queimadas acontecem por causas naturais, assim como no Cerrado brasileiro. Porém, estão sendo intensificadas e mais extensas devido às alterações climáticas dos últimos anos.

 

Entenda melhor a diferença nesta arte criada pelo Hugo Fernandes, do Instagram @hugofernandesbio

 

A situação na Austrália é gravíssima! A tendência é que os próximos anos sejam mais perigosos, pois a cada ano que passa, as condições para o fogo tem ficado mais propícias. As mudanças climáticas não estão batendo em nossa porta, estão invadindo e devastando tudo pela frente. Não há mais tempo para negacionismo, precisamos agir já!

 

Um milhão de espécies de plantas e animais estão ameaçadas de extinção

By | Animais ameaçados de extinção, Aquecimento Global, Conservação, Desastre Ambiental, Meio Ambiente, Mudanças Climáticas | No Comments

Um milhão de espécies de animais e plantas estão ameaçadas da extinção. Esse é o dado conclusivo divulgado no relatório de 1.800 páginas pela Plataforma Intergovernamental de Políticas Científicas sobre Biodiversidade e Serviços de Ecossistema (IPBES), da Organização das Nações Unidas (ONU). O levantamento teve a participação de 145 pesquisadores espalhados por 50 países, e está sendo considerado o mais complexo e abrangente estudo sobre perdas do meio ambiente.

O leopardo-das-neves é uma das espécies mais raras de felinos do mundo, também em risco de extinção. Foto: Abujoy/ Creative commons

Analisando mais de 15 mil pesquisas científicas e dados governamentais, foram identificados os cinco principais motivos para tamanho impacto sobre a vida de tantas espécies: perda do habitat natural, exploração dos recursos naturais, mudanças climáticas, poluição e espécies invasoras.

Entre os números apontados estão a queda de 20%, desde 1900, na média de espécies nativas nos principais habitats do planeta – atualmente, mais de um terço dos mamíferos marinhos estão ameaçados, por exemplo; e a duplicação das emissões de gás carbônico no mundo desde 1980, o que elevou a temperatura média do planeta.

Com dificuldades para conseguir caçar focas, ursos-polares podem morrer de fome – Foto: Andreas Weithpolar/ Creative Commons

O estudo também alerta, entre outros temas, para a pesca desenfreada: segundo o relatório, em 2015, 33% da vida dos mares estava sendo pescada em nível insustentável. E outros vários pontos importantes, como a poluição causada pelos plásticos, que
aumentou dez vezes desde 1980, e a influência dos fertilizantes em áreas costeiras, que já produziram uma área de “zona morta” oceânica maior que o Reino Unido.

A ingestão de plástico já foi registrada em mais de 240 espécies.  Na foto, uma tartaruga Verde (Chelonia mydas) com um saco de plástico próximo a boca, no recife de Moore, Austrália. A sacola foi removida pelo fotógrafo antes que a tartaruga tivesse a chance de comê-la.
Foto: Troy Mayne/ WWF/ Divulgação

No fim, se resta um caminho de otimismo, o estudo indica que há caminhos objetivos e reais para um trabalho que implemente regras e conceitos de produção mais sustentável. Por exemplo, uma agricultura mais planejada e a redução do desperdício
de alimentos, o que já impactaria vários dos pontos levantados como problemáticos.

Uma certeza nós temos: só temos este planeta, se não cuidarmos dele agora, pode ser tarde demais no futuro.

Hora do Planeta 2019: sábado é dia de apagar as luzes contra as mudanças climáticas

By | Aquecimento Global, Conservação, Desastre Ambiental, Meio Ambiente, Mudanças Climáticas, Notícias | No Comments

Você ficaria uma hora no escuro em um ato simbólico pela Terra? No próximo sábado (30) das 20h30 às 21h30 o WWF convida todos para apagarem as luzes durante a Hora do Planeta, um ato simbólico contra as mudanças climáticas e seu impacto na biodiversidade e na vida das pessoas que ajuda na criação da consciência sobre a importância de ações sustentáveis.

A iniciativa, criada em 2007, em Sidney, na Austrália, engaja cada vez mais cidades ao redor do mundo a cada ano. Em 2018, a Hora do Planeta teve a participação de cidades e municípios em 188 países e territórios, contabilizando mais de 17 mil ícones ou monumentos apagados. O Brasil teve uma grande participação, envolvendo mais de cem cidades e 1500 monumentos.

No site do WWF Brasil é possível acompanhar todos os desdobramentos da campanha e adesões. Também dá pra acessar materiais de divulgação e saber das ações de engajamento. Pelo mapa da participação é possível saber que cidades já confirmaram presença no movimento.

Hoje (22 de março) é o Dia Mundial da Água

By | Mudanças Climáticas, Notícias | No Comments

Hoje (22 de março) é o Dia Mundial da Água. A data foi criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) com o objetivo de alertar a todos sobre a necessidade de preservar esta fonte essencial para a vida na Terra.

Não há motivos para comemorar. Segundo a Onu, um bilhão de pessoas carece de acesso a um abastecimento de água suficiente (definido como uma fonte que possa fornecer 20 litros por pessoa por dia a uma distância não superior a mil metros). Se não houver mudanças de hábitos no curto prazo, até 2030 quase metade da população global terá problemas de abastecimento. Os dados da Organização são alarmantes:

  • 2,1 bilhões de pessoas vivem sem água potável em casa.
  • Para 68,5 milhões de pessoas que foram forçadas a fugir de suas casas, o acesso a serviços de água potável é altamente problemático.
  • Mais de 700 crianças com menos de cinco anos de idade morrem todos os dias devido à diarreia ligada à água contaminada e falta de saneamento.
  • 1 em cada 4 escolas primárias em todo o mundo não tem serviço de água potável, com estudantes usando fontes desprotegidas ou ficando com sede.
  • Globalmente, 80% das pessoas que usam fontes de água inseguras e desprotegidas vivem em áreas rurais.
  • Muitas pessoas com deficiência enfrentam dificuldades em acessar pontos de água, que não são projetados para suas necessidades específicas.

De acordo com o Relatório das Nações Unidas sobre Desenvolvimento dos Recursos Hídricos 2017, o aumento do despejo de esgoto não tratado, combinado ao escoamento agrícola e as águas residuais inadequadamente tratadas da indústria, resultaram na degradação da qualidade da água em todo o mundo. Se as tendências atuais persistirem, a qualidade da água continuará a se degradar nas próximas décadas, em particular, nos países pobres em recursos em áreas secas, ameaçando ainda mais a saúde humana e os ecossistemas, contribuindo para a escassez de água e restringindo o desenvolvimento econômico sustentável.

No Brasil, segundo o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, 38% da água potável foi desperdiçada nos sistemas de distribuição em 2016, o equivalente a quase 7 mil piscinas olímpicas cheias a cada dia. A perda financeira no ano foi de mais de R$ 10 bilhões.

É preciso uma mudança nas políticas públicas para que se possa melhorar a gestão dos recursos hídricos e reduzir o desperdício de água em todo o mundo.

Faça a sua parte

A população também pode ajudar de algumas maneiras:

  • Feche a torneira enquanto estiver escovando os dentes. Você pode economizar 1,9 milhão de litros de água ao longo da vida fazendo isso.
  • Certifique-se que não existem vazamentos na sua casa. Um buraco de 2 mm em um cano desperdiça 96 mil litros em um mês (praticamente dez carros-pipa de água limpa e tratada). Feche as torneiras, interrompa o consumo e, se os indicadores do hidrômetro continuarem girando, chame um profissional para parar com o desperdício de água e de dinheiro.
  • Coloque a peneirinha na torneira. É uma válvula, chamada de aerador, que pode ser colocada no bico da torneira para proporcionar sensação de fluxo mais intenso. Segundo o Instituto Akatu, se 12 apartamentos de um prédio aderissem ao uso do aerador na torneira da cozinha, em uma ano seria possível economizar água suficiente para encher uma piscina olímpica.
  • Retire o excesso de sujeira dos pratos, copos, talheres e panelas a seco, antes de abrir a torneira e nunca deixa a água correndo enquanto está ensaboando a louça.
  • Diminua seu tempo de banho. Se cada brasileiro diminuísse seu tempo de banho no chuveiro em um minuto, a energia economizada em um ano equivaleria a 15 dias de operação da usina Itaipu em sua geração máxima.
  • Prefira vasos sanitários com caixa acoplada. Eles gastam cerca de 6 litros por descarga. Você ainda pode colocar uma garrafa pet com cheia de água dentro da caixa para economizar mais ainda. Os vasos com válvulas de parede liberam até 20 litros.
  • Coloque uma bacia para coletar a água do banho. Você pode usá-la no lugar da descarga.
  • Jogue o lixo no lixo. O lixo descartado em lugar errado acaba indo para os cursos d’água da cidade e, quanto mais suja estiver a água, mais difícil e caro fica para limpá-la e usá-la novamente.
  • Não jogue óleo de cozinha usado pelo ralo: além de entupir seu encanamento e deixar mau cheiro, um litro de óleo jogado na pia polui 25 mil litros de água. Procure uma cooperativa para encaminhar o resíduo para reciclagem e o óleo usado pode virar sabão.
  • Não use a máquina de lavar todos os dias. Deixe as roupas acumularem para economizar água. Você também pode coletar a água da máquina para lavar o quintal posteriormente.

Fontes: Manuais de Etiqueta do Planeta Sustentável; Organização das Nações Unidas; Instituto Akatu pelo Consumo Consciente; Sabesp