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Marketing na Conservação

Durante a quarentena, animais selvagens voltam a ocupar espaços antes tomados por humanos

By | Conservação, Educação ambiental, GreenBond, Marketing na Conservação, Meio Ambiente, Mudanças Climáticas | No Comments

Com o surto da pandemia do COVID-19, muitos países decretaram isolamento social, fazendo com que milhões de pessoas deixassem de circular em locais públicos. Porém, o pode ser ruim para uns, é o oposto para outros. Você acredita que esse isolamento de nós humanos está trazendo benefícios para a natureza?

Foto de Stefan-elbe

 

Diante de tantos acontecimentos negativos, percebemos algo animador: a natureza está respondendo de uma forma positiva ao caos!

O isolamento e a redução da quantidade de pessoas nas cidades permitiu que a vida selvagem voltasse a ocupar os espaços antes tomados por multidões, mesmo que de forma tímida. Selecionamos alguns exemplos de como a fauna tem ocupado espaços antes tomados por nós, confira abaixo:

Vida selvagem volta a ativa na Inglaterra

Toupeiras, estão aparecendo com maior frequência em trilhas que antes ficavam lotadas de pessoas. A calmaria acaba liberando a vida selvagem para novos locais em busca de comida e para ocupar território!

Toupeira/Wikimedia Commons

 

Jake Fiennes, gerente de conservação da reserva natural nacional de Holkham, disse que sua equipe estava empolgada em registrar o que está acontecendo na praia de Norfolk/Inglaterra:

“Temos um número anual de visitantes superior a um milhão e, de repente, no pico da época de reprodução, eles não estarão aqui. A natureza está apenas dizendo: ‘Ahhh, agora é tudo para nós mesmos’”.

Com o isolamento, os funcionários da reserva notaram mais gaviões, furões e veados nas trilhas, que antes eram cheias de visitantes:

“O maior impacto que poderemos ver será nas aves costeiras”, disse Fiennes. Ele espera que a paralisação seja positiva para os pássaros que nidificam na praia”

Foto: Ernie Jane /Alamy

 

Tartarugas retomam praias na Índia

Nas costas Indianas, sem turistas, tartarugas retornam em grande quantidade para fazer seus ninhos! Sem turistas nas costas de Odisha, na Índia, e sem caçadores furtivos que costumam caçá-las nesse período, as tartarugas-oliva (Lepidochelys olivacea) retornaram em centenas nas praias de Gahirmatha e Rushikulya Rookery. O bloqueio adotado pelo país permitiu que as criaturas se reproduzam nas melhores condições. Embora a presença deles fosse esperada, milhares de espécimes se espalharam pela praia Rushikulya em menos de uma semana.

Foto: revista pazes/tartarugas retornando para a praia

 

Vida nova nos canais de Veneza

Conhece os canais de Veneza, na Itália? Um fato curioso é que mesmo sendo canais navegáveis, principalmente para o turismo, trata-se de um esgoto a céu aberto.

Devido à quarentena, houve uma drástica redução no fluxo de pessoas nas cidades do país. Gôndolas deixaram de circular nos canais da cidade, e sem circulação de pessoas, a água dos canais, normalmente turvas, ficaram translúcidas ao ponto de peixes ficarem visíveis. Com isso, foi possível avistar golfinhos nos canais, que antes era quase impossível.

Foto: internet

 

Mas não se engane, nem tudo são flores. Segundo conservacionistas, o impacto não é totalmente positivo: alguns crimes contra a vida selvagem acabam passando batidos, já que algumas autoridades estão impossibilitadas de realizar o monitoramento.

Fatos como estes citados acima nos colocam para pensar no quanto a vida humana interfere na vida selvagem. Bastou algumas semanas em casa para que a natureza comece a dar as caras e revelar o quanto interferimos em seu curso natural.

Marketing aplicado na conservação em tempos de coronavírus

By | Conservação, Educação ambiental, GreenBond, Marketing na Conservação, Meio Ambiente | No Comments

Caos. Essa é, provavelmente, a primeira palavra que vem à nossa mente quando pensamos em coronavírus. Notícias ruins aparecem de todos os lados: saúde, educação, segurança, economia e sociedade. O mundo contemporâneo está vivendo experiências nunca antes vistas, sofrendo consequência impensáveis e sendo obrigado a se reinventar. Então, no meio de tantos acontecimentos negativos, essa é a notícia boa: o mundo está sendo obrigado a se reinventar.

 

Foto: Stephanie Keith/Getty Images

 

O que pode ser mais a cara do marketing do que a necessidade de “reinvenção”? O que nós, profissionais da área, aprendemos o tempo todo? Aprendemos a inovar! Pois bem, é em momentos como este que o nosso dom floresce, nossas estratégias se fortalecem e os resultados ganham significados ainda mais importantes. Com o marketing aplicado na conservação não seria diferente. 

 

Olhos voltados aos animais silvestres  

 

Infelizmente, a origem do COVID-19 está muito mais atrelada à não conservação da fauna do que gostaríamos. As hipóteses mais debatidas são pautadas em experiências que envolvem o consumo de animais silvestres. Entre eles: morcego, pangolim, etc. Segundo algumas – ou muitas – fontes científicas, a ingestão direta desses animais pode ter ocasionado a contaminação de seres humanos na China, visto que são iguarias apreciadas na culinária local. O que antes era um problema regional, acabou tomando proporções exacerbadas e tornou-se uma pandemia. 

 

Foto: REUTERS/Kham/File Photo/Reuters

 

Apesar de ser um acontecimento bastante triste, ele trouxe à tona um assunto pouco visto e que precisa, sim, ser debatido: a caça e o tráfico de animais silvestres. Infelizmente, os homens precisaram sentir na pele os riscos desta prática para dá-la um pouco mais de atenção. É diante deste cenário que o marketing, principalmente focado na conservação, se faz necessário. A divulgação da mensagem, informação e educação ambiental caem como uma luva para a situação.  

Os animais selvagens existem para viverem livres na natureza, não para serem caçados, exibidos como troféu e muito menos apreciados na culinária. Os seres vivos e ecossistemas precisam coexistir de forma a respeitar seu ciclo natural. Qualquer interferência indevida pode causar grandes estragos. É essa mensagem que a comunicação deve disseminar. 

 

Fortalecimento do digital

 

Apesar de parecer o fim do mundo, momentos críticos também afloram um sentimento lindo dentro dos seres humanos: a solidariedade. Para salvar uns aos outros, boa parte da população mundial assumiu o compromisso de ficar em suas casas, diminuindo as chances de propagação do vírus. Mas, mesmo que fique cada um na sua, a comunicação entre pessoas não pode simplesmente desaparecer. Por isso, todos aumentamos consideravelmente o uso da internet. Invenção, essa, que nos permite sentir um pouco mais conectados aos que estão longe.

 

Foto: Reprodução

 

Já que estão todos na internet, qual é a melhor forma de disseminar a minha causa? Isso mesmo, na internet! O momento é ótimo para apostar em marketing digital e explorar ferramentas que antes não faziam tanto sentido. Informação relevante é sempre bem-vinda, principalmente quando ela aparece “na nossa cara” sem precisar de esforço. 

Se possível, transmita mensagens leves, positivas e entregue ao seu público um momento de “respiro” diante de tanta notícia ruim. Frequência e consistência também são fundamentais. 

 

Captação de recursos 

 

Dentre todas as janelas de oportunidade abertas, uma mais antiga acabou se fechando temporariamente: a captação de recursos. A crise na economia pode prejudicar significamente o setor de doações nos projetos de conservação. Será preciso repensar os métodos de arrecadação, o destino do capital obtido e aparar algumas arestas. 

No entanto, ao contrário do que se pensa, a comunicação não deve ser uma dessas arestas aparadas. Ela pode parecer menos importante num primeiro momento, mas se analisarmos com racionalidade, é ela quem vai manter seu projeto de pé para arrecadar recursos suficientes quando a economia se reerguer. Manter uma comunicação sólida, frequente e impactar seu público-alvo com informações relevantes durante esse tempo, vai fortalecer sua causa na mente das pessoas. Quando o caos terminar e eles sentirem que precisam fazer mais pelo mundo, lembrarão de você na mesma hora.  

Enfim, a necessidade de reinvenção está em alta, todos – ou pelo menos a maioria – estão com tempo o suficiente para repensar alguns hábitos de suas vidas. A busca por um propósito e por formas de melhorar o mundo se faz cada dia mais forte. Essa é a nossa chance de mostrar a eles que a conservação pode E DEVE virar prioridade. Agarre a oportunidade com unhas e dentes!

Google AD Grants para projetos de conservação

By | Conservação, Educação ambiental, GreenBond, Marketing na Conservação, Meio Ambiente, Projetos de conservação | No Comments

O marketing digital é uma ferramenta poderosa para atrair novas oportunidades e fidelizar os clientes, mas trabalhar com mídias digitais pode ser muito mais difícil do que parece, não é? Temos uma notícia boa pra você! Caso tenha uma ideia ou um projeto mas está sem apoio, o Google tem um programa de incentivo para ela chamado: Google AD Grants. 

O que é e requisitos

O Google AD Grants é um programa criado para ajudar entidades sem fins lucrativos a divulgarem seus trabalhos gratuitamente na internet, visando conseguir doações e até mesmo realizar recrutamentos. Isso tudo é feito pela própria ferramenta do Google, o Google Adwords.

 

Foto: google

 

Além disso, a instituição ganha  $10 mil por mês em créditos para serem usados  no próprio Google Ads, como incentivo. Para participar, as instituições e organizações sem fins lucrativos precisam atender a uma série de critérios exigidos pelo programa, tais como:

  • Associações que operam sem fins lucrativos para benefício público;
  • A certificação de existência e regularidade da instituição junto ao Ministério da Justiça, órgãos estaduais e municipais competentes, no caso de ONGs e Organizações de Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP);
  • Entidades de Utilidade Pública Federal – UPF;
  • Organizações Sociais – OS;
  • Entidade Beneficente de Assistência Social detentora do Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social (CEBAS);
  • No caso de Associações ou Fundações, ser registrada como tal no Cartório de Registro de Pessoas Jurídica;
  • Conformidade com todas as Políticas de Publicidade do Google AdWords;
  • O reconhecimento e a aceitação das políticas adicionais do Google Grants.

O programa possui algumas regras para quem quer participar. Algumas entidades não são permitidas, como: entidades governamentais, sindicatos, hospitais, creches, universidades, partidos e instituições políticas.

Que presentão para as organizações, não é? 

Segundo o próprio Google: “Seja você experiente ou não na pesquisa por anúncios, o Google Ad Grants facilita o lançamento de campanhas, com soluções de publicidade criadas para organizações sem fins lucrativos de todos os tipos.”

Google AD Grants para projetos de conservação

Tem uma ideia ou projeto de conservação? Então é esse o apoio que você precisa! O Google investe em ideias e projetos que estão iniciando e precisam de apoio. Além do investimento, disponibiliza serviços para sua organização, podendo ser gratuito ou pago.

 

Foto: google/anúncio da Onçafari no Google

 

Os anúncios do Google ajudam a impulsionar seu projeto de conservação: eles aparecem ao lado dos resultados de pesquisa do Google quando as pessoas realizam a pesquisa, além de incluir ferramentas poderosas para ajudar você a criar, segmentar e otimizar suas campanhas. Então você sempre terá controle total sobre suas campanhas!

Vantagens

O objetivo do programa, além do incentivo, é mudar o mundo: “Vamos mudar o mundo. Mais visibilidade. Mais doações. Mais voluntários. Esse é o resultado alcançado quando você compartilha sua mensagem com pessoas que querem ajudar.”

Segundo Ping Lo, da ‘The Fred Hollows Foundation, “O Google Ad Grants nos ajudou a entrar em contato com milhares de colaboradores de todo o país e isso criou mudanças por meio da conscientização.”

Para seu projeto de conservação, você poderá entrar em contato com pessoas mais importantes, exibindo anúncios a quem está pesquisando no Google assuntos relacionados à sua especialidade. Vai permitir doações para a sua causa de conservação! E uma dica: quanto mais fácil o processo de doação, mais contribuições as pessoas farão, ok? E por último, a ferramenta permite personalizar a informação para anúncios mais inteligentes. Através do Google Analytics, é possível rastrear as conversões, para saber sobre o desempenho dos anúncios, além do usuário poder definir as palavras-chaves mais fortes para a busca.

Como participar?

Participar é fácil, basta acessar o site do Google AD Grants, ir em ‘Inscreva-se’ e acessar com a sua conta do Google. Se não tiver, pode ficar tranquilo, pois a criação da conta é rápida e fácil, podendo ser feita na mesma página. Depois, basta seguir o passo a passo e começar a usar!

Nós do #Bond utilizamos e participamos do programa em 2018. O resultado? A captação de clientes, como: SOS Pantanal, Onçafari, Instituto Mamirauá, Documenta Pantanal e Biofaces 😉

Papo de cobra: descomplicando a linguagem científica

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O que você faria caso fosse picado por uma cobra? Sabe quais procedimentos seguir? Aqui, vamos contar um pouco da história e dos projetos do Cláudio Machado, dono do canal no Youtube Papo de cobra!

 

Quem é Cláudio?

 

Cláudio Machado é biólogo/herpetólogo (especialista em répteis e anfíbios), mestre em comunicação, informação e saúde, e doutor em medicina tropical. Atualmente, trabalha como biólogo no Instituto Vital Brazil, localizado em Niterói/RJ. O órgão, assim como o Instituto Butantan, é responsável pela produção de soro antiofídico no país, medicamento no tratamento de picadas de cobras. Além de tudo isso, Cláudio também é youtuber, um de seus projetos para divulgar a ciência para a população.

 

Foto: acervo de Cláudio Machado

 

Criou o canal no Youtube chamado ‘Papo de cobra’, que atualmente está com aproximadamente 27.700 inscritos. Nele, conversa sobre serpentes e animais peçonhentos com o objetivo de popularizar o tema, visando difundir conhecimentos e ajudar na prevenção de acidentes.

“A intenção de criar o ‘Papo de cobra’ foi ver que temos na população um grande desconhecimento em relação à prevenção de acidente ofídico. Seja da população de uma forma geral e até mesmo de profissionais de saúde.” diz o biólogo.

Sua motivação é ajudar as pessoas de forma acessível e gratuita. Como sempre estudou e trabalhou em organizações públicas, entende que essa é uma maneira de retribuir esses 30 anos de esforços para a população!

 

Foto: youtube, canal papo de cobra

 

Projetos

 

Além do seu canal no Youtube, recentemente foi autor de  um aplicativo inovador para a saúde pública, capaz de ajudar as pessoas que foram picadas por cobras localizarem um centro médico que tenha o soro antiofídico com mais rapidez.

 

Foto: Gustavo Figueiroa

 

Sobre a criação do app, explica que: “Não entendo de programação, até que um seguidor meu no Twitter, Gonçalo Franco, se dispôs a fazer esse aplicativo gratuitamente. Pegamos os dados do Ministério da Saúde, que são dados públicos. Ele criou o aplicativo com esses dados para facilitar e distribuir para a população gratuitamente. Todos que tem um celular, podem encontrar um polo de atendimento mais próximo. Na verdade, não inventamos a roda, apenas pegamos o que já existia na internet, que era a lista de polos e aplicativos de geolocalização e juntamos em um app só. Juntamos informações que estavam em vários sites, como: Instituto Butantã, Instituto Vital Brasil e do próprio Ministério da Saúde.”

 

Divulgação e patrocínios

 

Com a ideia inicial de divulgação científica para a criação de seu canal, o gargalo continua sendo a falta de financiamento e patrocínio. A falta de apoio é tão alta, que está encontrando dificuldades no lançamento de seu livro.

“Todos que fazem divulgação científica no Brasil, estão passando por essa fase. A ciência está sendo muito questionada. Nunca imaginei que ia chegar uma época que precisaríamos ir à televisão provar que a terra é redonda ou que uma vacina não causa autismo. Então estamos passando por uma fase muito complicada, tem muito para-ciência e muita fake news. Cada vez mais temos que passar por uma provação para mostrar como a ciência é importante e estamos vivendo um pouco disso. O Coronavírus está nos fazendo repensar muita coisa: temos que aprender a lavar a mão em pleno século XXI, fazendo vídeos ensinando como lavar, porque as pessoas não sabem.”

 

Planos para o futuro

 

Seu projeto para o futuro é manter o canal com vídeos semanais e manter o grupo no Twitter para responder perguntas. Além disso, quer começar a escrever e lançar livros sobre o assunto. O primeiro passo é o lançamento de sua primeira obra, que está em andamento. Já para o aplicativo, quer melhorá-lo, mas vai depender do quanto de ajuda terá.

“Faço tudo isso sozinho e nem sempre é tão fácil. Quem sabe alguém me apoia, para aumentar a divulgação. Qualquer tipo de apoio, seja viabilizando situações ou financeiramente, ajuda muito. Como por exemplo: editores, editoras de televisão, canais na internet ou qualquer pessoa que queira ajudar, é interessante. O projeto futuro é isso: ampliar essa ação e partir para os livros.”

 

Na luta contra o Coronavírus

 

Recentemente, junto com outros youtubers, começou a campanha ‘#FiqueEmCasa e Lave As Mãos #Comigo’, incentivando as pessoas a lavarem suas mãos e ficarem em casa, para evitar a proliferação e transmissão do vírus!

 

Foto: youtube, canal papo de cobra

 

Entre tantos projetos em andamento e futuros, é perceptível a intenção de sempre pensar em ajudar a população gratuitamente. Nós do #Bond apoiamos suas iniciativas e projetos! Para acompanhá-lo, siga em suas redes sociais e se inscreva no canal Papo de cobra, no youtube!

Dia Internacional da Vida Selvagem: Sustentando toda a vida na Terra

By | Animais ameaçados de extinção, Conservação, Desastre Ambiental, Educação ambiental, GreenBond, Marketing na Conservação, Meio Ambiente | No Comments

Hoje, 03 de março, é comemorado o Dia Internacional da Vida Selvagem. O dia foi criado pela ONU, em 2013, com o objetivo de celebrar a fauna e a flora, além de alertar sobre importância em conservar as espécies selvagens do mundo. O Brasil é o país com a maior biodiversidade do mundo, sendo o Pantanal um dos grandes refúgios desta vida toda.

Foto de Diego Rugno

 

 

Fragilidade da vida selvagem

 

Certamente a vida selvagem não é abundante como anos atrás. Fatores como caça ilegal, desmatamento, aquecimento global, poluição de rios e mares, entre outros, influenciam na negativamente na vida animal. Mas o que estamos fazendo para mudar esse futuro?

Estudos recentes sugerem que os prováveis índices de extinção, atualmente, sejam de 100 à 1.000 extinções por 10.000 espécies em 100 anos, o que é muito elevado. Isso leva a crer que nós estamos mesmo à beira da sexta extinção em massa.

O relatório do Planeta Vivo (Living Planet Report – LPR), divulgado no segundo semestre de 2016, aponta que, em média, a abundância das espécies de vertebrados diminuiu 58% desde 1970 e, se as atuais tendências continuarem, até 2020 esse declínio chegará a 67%. Mesmo quando as metas projetadas pelas Nações Unidas são de acabar com a perda da biodiversidade até 2020.

Foto de Diego Rugno

 

Atitudes para virar o jogo

 

Tanto atividades individuais, quanto apoiar alguma organização ou ação sustentável, são muito bem-vindas! 

Evitar o uso de materiais que demoram muito para dissipar/extinguir ou que sejam mais difíceis de reutilizar ou reciclar, é também um jeito de fazer a sua parte, como por exemplo: canudos de papel. 

Jogar lixo na rua? Jamais! Lembre-se, agora você é uma nova pessoa e quer proteger o meio ambiente e os animais! Segurar o lixo até uma lixeira não mata ninguém, não é mesmo?

Importante também conhecer sobre os animais e não matá-los, mesmo que seja um intruso em sua residência. Essa busca de conhecimento é fundamental para entender, por exemplo, que os gambás são ótimos controladores de pragas, como escorpiões, baratas, entre outros insetos.

Dirigir com cuidado nas estradas para não matar os animais é também um diferencial e uma atitude essencial.

Foto de Gustavo Figueiroa/Irara atropelada

 

Apoiar instituições, organizações ou uma pequena ação que ajuda o meio ambiente e a vida animal é simples, fácil e rápido!

Foto de Diego Rugno

 

Eventos no Brasil e no mundo

 

Nesse dia tão especial, vão acontecer alguns eventos no Brasil e no mundo todo! No próprio site oficial da Wild Life Day, é possível encontrar o mais próximo de você. No Brasil, acontecerão nos estados: Bahia, Goiás, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo.

  • Na Bahia, no ICMBio e ACTP, em Patamunté;
  • Em Goiás, no Instituto Jurumi, que fica em Brasília;
  • Em Minas Gerais, no Centro de Conservação dos saguis-da-serra, em Viçosa;
  • No Espírito Santo, no Acqua Sub, em Guarapari;
  • No Rio de Janeiro, no Parque Nacional da Tijuca, na própria capital;
  • Em São Paulo, no Parque Zoológico Municipal de Bauru, em Bauru e Zoológico de São Paulo, na capital.

Foto de Diego Rugno

 

Nós apoiamos esse tipo de evento a favor da vida selvagem e do meio ambiente. Para saber mais sobre nossos trabalhos e clientes, é só acessar nosso site!

Radar anti-caça salva rinocerontes na África do Sul

By | Animais ameaçados de extinção, Conservação, GreenBond, Marketing na Conservação, Meio Ambiente, Parques Nacionais | No Comments

Meerkat: Tecnologia de vigilância a favor da conservação

 

O Parque Nacional Kruger, que fica na África do Sul, o maior parque nacional do país, e um dos maiores do mundo, mostrou que é possível usar tecnologia a favor da conservação. O chamado ‘Meerkat’ (Suricato, em português) está agindo para proteger os rinocerontes da região e o melhor de tudo: movido a energia solar!

 

Código Postal Meerkat/Foto CNN

 

Esse mix de câmeras e sensores estão ajudando a proteger os rinocerontes e outros animais de caçadores furtivos. O aparelho é inteligente a ponto de conseguir distinguir entre movimento humano e animal e até inclui um sensor infravermelho, para detectar caçadores noturnos e alertar os guardas florestais sobre sua presença. Esse sistema é conhecido como “Código Postal Meerkat”, tem quase um metro e meio de altura. É capaz de acionar a equipe de segurança com muito mais rapidez, que vão até o local de helicóptero. Desde que a Meerkat foi introduzida, as atividades de caça reduziram em 95%!

 

Foto CNN/Rinocerontes no Parque Nacional Kruger

 

Um pouco sobre os rinocerontes

 

Existem 5 espécies de rinocerontes no mundo, mas na África do Sul, apenas o rinoceronte-branco (Ceratotherium-simum) e o rinoceronte-negro (Diceros-bicornis) ocorrem. Por fazer parte do “Big Five” animais do safári, é um grande atrativo para os turistas, junto com os búfalos, elefantes, leões e leopardos.

Segundo Tumelo Matjekane, da Peace Parks Foundation, uma organização que trabalha para conectar áreas de conservação no sul da África, os parques são um grande gerador de receita para a África do Sul. “Eles atraem turistas de todo o mundo. Se não formos capazes de conservar isso, essas pessoas não virão aqui e o impacto disso nos meios de subsistência, nas comunidades ao redor dos parques e em nossa economia não é mensurável”, ressaltou  Matjekane.

Atualmente, o rinoceronte-branco é considerado como quase ameaçado, ou ‘Near threatened’ (NT) e o rinoceronte-negro como criticamente em perigo, ou Critically Endangered (CR), segundo a IUCN.

 

Rinoceronte-branco – Foto de H. Zell/Wikimedia Commons

 

Rinoceronte-negro – Foto de Yathin S Krishnappa/Wikimedia Commons

 

O problema da caça

 

Infelizmente, em alguns países asiáticos, os chifres dos rinocerontes são erroneamente considerados como medicamentos alternativos para tratamento de doenças. Para acompanhar esse mercado e atender à demanda, os rinocerontes estão sendo dizimados dos locais onde eles ainda existem, criando um cenário de guerra entre caçadores e guarda-parques. 

De acordo com os Parques Nacionais da África do Sul, 421 rinocerontes foram mortos em Kruger em 2018. Uma pesquisa de 2016 descobriu que havia entre 7.000 e 8.000 rinocerontes em Kruger, mas o vasto tamanho do parque torna difícil mantê-los seguros.

Segundo Mark McGill, diretor de tecnologia dos Parques Nacionais da África do Sul: Kruger é aproximadamente do tamanho do país de Gales. É difícil encontrar uma pessoa lá fora e prendê-la.

Contudo, acreditamos que toda tecnologia que seja a favor da conservação é muito bem vinda. Tal atitude do parque é um exemplo para muitos outros no mundo, incentivando na utilização de tecnologias como estas e outras.

A porta de entrada de um projeto de conservação no mundo digital

By | Conservação, GreenBond, Marketing na Conservação, Meio Ambiente, Projetos de conservação | No Comments

Segundo a ONU, até 2018, mais da metade da população mundial já tinha acesso à internet. Sendo assim, podemos dizer que a internet deixou de ser somente um meio de pesquisa e agora, faz parte do “DNA do ser humano”. Dentro desta enorme rede mundial, é possível encontrar de tudo um pouco. Mas o que é importante saber: o consumidor da sua causa, produto ou serviço também pode estar presente.

O que o seu projeto precisa entender para entrar nesse meio?

 

O digital com uma visão empreendedora

 

Digital não é só criar uma rede social ou um site, vai muito além disso. Atualmente, é fundamental estar no meio digital, pois além de alcançar o seu target (público-alvo), é possível fazer uma captação de outro público que ainda não está engajado com a sua causa. Mas como fazer isso? Antes de mais nada, é aconselhável uma pesquisa para entender sobre o público e onde ele está, para a organização estar presente naquela rede. A criação de uma persona (modelo de público, com nome, idade e características básicas) é sempre importante para definir com quem o projeto está se comunicando.

Depois da identificação, é importante ter um site acessível e de fácil manuseio, para sempre que realizar anúncios, direcioná-lo para o site, onde haverá mais informações. Nele, é necessário que estejam todos os objetivos, missões e valores, independente se é uma venda de produto, serviço ou ideia (como é o caso da conservação). O usuário precisa entender do que se trata e porque apoiar. 

Nas redes sociais, como qualquer situação da vida, é preciso ter um planejamento. Organizar e planejar é essencial para diminuir erros. É ideal um cronograma para o mês, sempre realizado no mês anterior. Recursos como B.I (Business Intelligence) para gerar relatórios, são muito importantes para organizar o melhor horário, dia e onde realizar o seu post. Além de claro, encontrar o público mais engajado com a sua causa, para futuras ações de relacionamento ou posts específicos.

 

A importância de um site

 

Com base na experiência do usuário (UX), o site precisa estar alinhado para a melhor experiência possível. A criação de um aplicativo também é importante, dependendo do seu objetivo com determinada campanha. Mas caso não tenha, é importante que o navegador via mobile (aparelho celular) esteja com uma ótima navegação, para não prejudicar a experiência do usuário.

No site, é aconselhável que o layout esteja o mais clean (limpo) possível, com fácil acesso ao menu ou barra de busca. No final, importante sempre a implantação de um campo para envio de newsletter ou e-mail marketing. Pode não parecer, mas essa função ainda é muito eficaz e a taxa de abertura pode ser muito alta, dependendo de como for criada.

 

Case de sucesso

 

Onçafari

1º Passo – Perguntas

Na criação de um site, é importante fazer algumas perguntas, para entender os objetivos da organização. Para a Onçafari, não foi diferente:

 

Educação

1) Consigo saber já na primeira página a causa da Organização e qual sua missão? O site providencia boa informação sobre a causa?

3) Você pode aprender bastante sobre a causa no site?

4) Seria fácil, após ler o que a ONG faz, explicar o que ela faz para alguém?

 

Transparência e Transação Financeira

5) O site apresenta checkout transparente? Estou confiante que as informações financeiras são mantidas em segredo? Apresentou certificados de segurança?

7) Achei com facilidade o botão para fazer a doação?

8) O site tem alguma área em que apresenta um relatório de prestação de contas da Organização?

9) Tem alguma forma de eu acompanhar as atividades da Organização? Quais os canais que o website apresenta para esse propósito?

 

Causa de Apoio

10) A organização parece precisar do meu apoio?

11) Eu fui pedido para doar no site?

12) Tem botões de call to action para isso?

13) Há interação e facilidade de navegação?

14) Ao analisar o layout, disposição dos elementos, consigo identificar padrões de cores com funcionalidades específicas no website?

15) O site é fácil de navegar?

16) Quais as formas de entrar em contato com a Organização disponibilizadas no website?

17) O site desenvolveu uma comunidade?

18) A organização me ofereceu formas de manter o contato e ficar atualizado das atividades? Se sim, quais?

 

Empoderamento e inspiração

19) O site me incentiva a entrar em ação?

20) O site me faz sentir necessário? De que a minha ajuda pode fazer a diferença para a causa?

21) O site me providência ideias e formas para ajudar? Quais?

 

2º Passo – Sites de referência

Pesquisar e analisar sites de concorrentes ou parceiros é também uma etapa importante. Neles, é possível separar o que pode ser feito e o que não daria certo para o seu site. 

 

3º Passo – Wireframe (rascunho)

Depois de buscar algumas referências, está na hora de rascunhar! Nosso primeiro rascunho para a Onçafari foi a imagem abaixo:

 

Imagem: Greenbond

 

Desenhamos o wireframe (rascunho) da seguinte forma (exemplo):

  • Página inicial
  • Sobre nós (texto apresentação + lista subpáginas em menu lateral)

    • Nossa história
    • Objetivos e resultados
    • Onde atuamos

      • Pantanal
      • Cerrado
      • Amazônia
      • Mata Atlântica
    • Membros (segmentado em equipe de campo / conselho / executivo)

      • Perfil
      • Trabalhe com a gente (link interno)
    • Bases
    • Parceiros
    • Prêmios
    • Documentário (apresentação + trailer + making of)
    • Relatórios (lista + download de documentos em pdf) *
    • Balanço *
    • Entre em contato

 

Imagem: Nação design

 

Com isso, foi feito um estudo contemplando 3 páginas importantes do site:

 

Home

 

Imagem: Nação design

 

Espécie

 

Imagem: Nação design

 

Animal

 

Imagem: Nação design

 

Sendo assim, em uma parceria com a Nação Design, realizamos esse trabalho fantástico para a Onçafari. Caso tenha alguma causa ou sua organização precise de um apoio, estamos engajados e dispostos a ajudar! Nós podemos ser a sua porta de entrada no mundo digital 😉

O futuro do meio ambiente: World Economic Forum

By | Aquecimento Global, Educação ambiental, Eventos de Conservação, GreenBond, Marketing na Conservação, Meio Ambiente, Mudanças Climáticas, Notícias | No Comments

O que é?

A World Economic Forum (WEF) é uma organização sem fins lucrativos que reúne os principais líderes empresariais e políticos de todo o mundo para moldar e discutir questões urgentes enfrentadas, incluindo saúde e meio ambiente. O evento acontece no início de cada ano. A última reunião aconteceu entre os dias 21 e 24 de janeiro de 2020 em Davos, na Suíça. Nela, participaram cerca de 829 oradores públicos e foram discutidos 7 temas, segundo o próprio site da World Economic Forum.

 

Foto da World Economic Forum/Davos, Suíça

 

Discussões

Como já estava previsto, o assunto ‘meio ambiente’ prevaleceu no debate do fórum. Eventos marcantes como o discurso de Donald Trump e da ativista sueca Greta Thunberg foram destaques. O presidente dos EUA, Donald Trump, se comprometeu à proposta de plantar ‘3 trilhões de árvores’, mas não foi além. Em seu discurso, ressaltou que “Precisamos rejeitar os profetas perenes da destruição”.

Em contrapartida, Greta Thunberg manteve seu discurso de 2019, dizendo que “Plantar árvores é bom, mas não só isso”. “É preciso parar de inflamar as chamas de nossa casa”, ressaltou a jovem ativista. Citou os incêndios da floresta amazônica também.

O atual ministro da economia, Paulo Guedes, participou do painel sobre o futuro da indústria e afirmou que “Aumentar os investimentos do país, prevalecendo a qualidade de vida da população, é uma preocupação do governo”. Em um de seus discursos, disse que “As pessoas destroem a natureza em busca de alimento”. Enfatizou também a adesão de compras internacionais, abrindo o mercado para empresas internacionais interessadas em participar de licitações públicas.

Não é uma decisão política ou um planejamento de plantar árvores que resolveria todo problema ambiental do mundo. Tanto empresas quanto pessoas precisam estar conscientizadas sobre a criticidade e o senso de urgência ambiental que estamos enfrentando. Essas mudanças precisam começar pelo governo, mas é algo colaborativo também, ou seja, é preciso mudar a cultura das pessoas e empresas a favor do meio ambiente.

Temas abordados no #wef20

Os 7 temas abordados foram: além da geopolítica, futuros saudáveis, sociedade e futuro do trabalho, como salvar o planeta, melhores negócios, economias mais justas e tech for good, descritos abaixo:

Além da geopolítica: assunto muito importante, que é a colaboração global consumada, ou seja, as nações terão que mudar e estamos ‘todos juntos nisso’. Por exemplo, no Acordo de Paris, para limitar as mudanças climáticas, ou quando reverteram o esgotamento da camada de ozônio.

Futuros saudáveis: ressalta sobre gastos globais que aumentaram na área da saúde. Problemas como saúde mental e físicas foram discutidas. Apesar do salto da ciência médica, ainda possuem um sonho através da tecnologia: a medicina de precisão. Como identificamos e resolvemos os principais desafios da saúde, garantindo um acesso justo a todos?

Sociedade e futuro do trabalho: mostra a tecnologia a favor do conhecimento e das facilidades que proporcionou para a humanidade. Mas além disso, questiona sobre a Quarta Revolução Industrial e seu longo e prejudicial período de deslocamento. Podemos ver isso chegando, sabemos que teremos que refazer, então como podemos resolver isso?

Como salvar o planeta: um assunto tão delicado e urgente chega à pauta do evento. O planeta está pedindo socorro. Estamos perdendo espécies, a Terra está ficando mais quente, o gelo está derretendo, os oceanos estão subindo e se enchendo de plástico, além dos gases de efeito estufa. Por onde começar?

Melhores negócios: aborda a mudança de pensamento das empresas, no âmbito tecnológico e social, para que se tornem organizações sustentáveis e inclusivas. O que uma empresa inteligente deve fazer?

Economia mais justas: sobre o aumento na desigualdade entre as nações, além do agravante de cenário causado pelas novas tecnologias. Como remodelamos as economias para que o crescimento beneficie muitos e não apenas os poucos e, assim, garanta que o extraordinário mecanismo de desenvolvimento humano que construímos seja sustentável?

Tech for good: debate a velocidade das novas tecnologias, questiona o que é ser humano e as mudança de dilemas éticos. Como nos reunimos para concordar com as regras sobre fatores como: bebês geneticamente modificados, os robôs da guerra e os algoritmos que determinam nossas chances de vida?

Consequências para o futuro

Não é possível prever o futuro, mas podemos especular algumas situações de acordo com as ações e decisões tomadas. Não é preciso ser especialista para entender que os países buscam interesses para si mesmos. Tudo que possa impactar na economia de um país, não é bom. Algumas mudanças radicais a favor do meio ambiente, além de uma mudança cultural, exige iniciativas de empresas. Empresas e indústrias de diversos setores são, sim, causadores da destruição do meio ambiente. Mas por quê? A mudança que precisa acontecer de dentro de uma indústria química, por exemplo, gera gasto. Se não existe uma lei ou alguma decisão governamental para que essas mudanças aconteçam, não são árvores que vão resolver o problema do planeta.

Ativistas como Greta Thunberg são essenciais para chocar e, por meio da mídia, mostrar para a população a realidade que estamos enfrentando. Esperamos que no decorrer deste ano, mudanças aconteçam.

 

Greta Thunberg no fórum/Foto do site ‘The World Economic Forum’

Imersão no maior projeto de conservação da Amazônia

By | Conservação, GreenBond, Marketing na Conservação, Meio Ambiente, Parques Nacionais, Projetos de conservação | No Comments

Entre os dias 14 e 21 de janeiro, a GreenBond realizou uma viagem para conhecer um dos maiores projetos de conservação da Amazônia: o Instituto Mamirauá. Nosso objetivo era mergulhar de cabeça no projeto e vivenciarmos o dia a dia do nosso parceiro, a fim de buscar as melhores alternativas para trabalhar em conjunto no ano de 2020.

Nosso veterinário e especialista em marketing, Diego Arruda, no Instituto Mamirauá. (Foto: Arquivo pessoal – Diego Arruda)

 

O projeto

 

O projeto foi criado em abril de 1999 e recebeu o nome de Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (IDSM). O curioso é que a palavra Mamirauá tem origem indígena e significa ‘filhote de peixe boi’, o que também dá nome à Reserva Mamirauá.  

A Organização Social é fomentada e supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. Desde que foi criada, sempre desenvolveu seus projetos  por meio de programas de pesquisa, manejo de recursos naturais e desenvolvimento social.

Seu objetivo é aplicar a ação de ciência, tecnologia e inovação na adoção de estratégias e políticas públicas de conservação e uso sustentável da biodiversidade amazônica. Além disso, abrange na aplicação e consolidação de modelos para o desenvolvimento econômico e social de pequenas comunidades ribeirinhas.

 

Principais linhas de trabalho

 

A IDSM possui uma linha de pesquisa que foi criada em 2004, com o objetivo de reunir pesquisadores, estudantes e técnicos. Esses grupos de pesquisa são divididos em: Análise Geoespacial, Arqueologia, Primatas, Ecovert (ecologia de vertebrados), Peixes, Felinos, Mamíferos Aquáticos, Ecologia Florestal, Inovação, Territorialidades, Quelônios e Jacarés.

Você pode aprofundar o conhecimento em cada uma das frentes por meio do site institucional.

 

Áreas de atuação

 

Com o intuito de ampliar a atuação em mais áreas, nos últimos anos, o Instituto Mamirauá vem se concentrando inicialmente nas Reservas de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e Amanã, no estado do Amazonas, seja por meio da execução de atividades em outras áreas da Amazônia, seja pela replicação dos métodos de conservação implementados na região. Uma reserva funciona como uma área de conservação protegida pela legislação brasileira, com grande importância ecológica, com ecossistemas ricos e complexos. 

Todas as atividades desenvolvidas em Mamirauá e Amanã funcionam como grande experimento de conservação e desenvolvimento social sustentável.

 

A viagem

 

O que rolou durante esses 7 dias? Nossa ida teve a intenção de consolidar a parceria para os próximos dois anos. Além de conhecer as dependências da Instituição, analisar os grupos de trabalho e consolidar os objetivos, principalmente em relação à captação de recursos para 2020. Nós também pudemos conhecer um pouco mais desse bioma tão encantador.

 

Na foto estão: Glauco (guia da pousada), Deuzanir (gerente da pousada) e Diego

 

A Amazônia é capaz de proporcionar uma verdadeira experiência antropológica. Além de vivenciar e apreciar a biodiversidade local, nós percebemos o quão interessante pode ser o aprofundamento nos modos de vida da população amazonense. Ao conhecer a relação do Instituto com o seu povo, nós conseguimos traçar estratégias ainda mais efetivas para a comunicação do projeto. 

Já no município de Tefé, onde está localizada a sede do Instituto, fizemos uma visita na prefeitura da cidade e fomos muito bem recebidos. O desenvolvimento sustentável da região precisa unir políticas públicas, projetos/ações socioambientais e a população. Por isso, a importância de manter os laços sempre bem apertados.  

Agora, falando sobre o cliente. Nossa missão nesta parceria com o Mamirauá é trabalhar, principalmente, a captação de recursos. Aliado à comunicação, os esforços de captação arrecadam fundos para que o projeto continue atuando com efetividade na conservação da Amazônia. Presencialmente, foi possível alinhar as expectativas e planejar melhor nossas ações de arrecadação em 2020. 

Os resultados de 2019 são nosso melhor guia de boas práticas, por isso fizemos questão de apresentá-los à equipe do Mamirauá. Com tempo suficiente para conseguir uma amostra de dados, nós pudemos apresentar ao Instituto uma análise embasada e cases de sucesso repletos de insights para as próximas ações. O começo de qualquer trabalho deve ser sempre visto como um fase de testes, onde observamos o que pode ou não funcionar para o parceiro a ser trabalhado.

 

Diego Arruda apresentando os resultados de 2019 e a GreenBond à equipe do Mamirauá. (Foto: Arquivo pessoal – Diego Arruda)

 

Durante nossa estadia, também pudemos conhecer o Projeto Providence. Ele surgiu na Reserva Mamirauá, com o intuito de auxiliar, monitorar e registrar a vida animal da área. Todos esses dados são enviados para uma equipe responsável por desenvolver pesquisas e acompanhar os animais estudados, gerando maior conhecimento científico sobre a fauna local.

Gostaríamos de agradecer à toda equipe do Instituto Mamirauá pela experiência incrível! Para nós, é muito gratificante poder trabalhar em conjunto com o maior projeto da conservação da Amazônia. Muito obrigado!

Humanização: conheça as principais tendências de marketing para 2020

By | GreenBond, Marketing na Conservação, Projetos de conservação | No Comments

No contexto de um mercado extremamente saturado, com bombardeio de informações por todos os lados, a inovação no marketing deixa de ser um “plus” para tornar-se uma necessidade. Ou você se reinventa na hora de passar sua mensagem, ou ela ficará esquecida entre as outras milhares. 

Em 2020, acreditamos que o principal passo para a inovação deve ser dado em outra direção: para trás. Antes de pensar de forma desenfreada no uso de tecnologias, estratégias de venda e lucro abundante, pense em pessoas. Pense no mundo em que vive, nas necessidades sociais e ambientais presentes em todos os processos. Essa é a verdadeira inovação para o futuro. 

Felizmente, a GreenBond não está sozinha neste pensamento. A primeira pesquisa Global Marketing Trends 2020 da Delloite revelou dados importantes sobre a expectativa dos consumidores no próximo ano.

Conexão humana, esse é o ponto-chave. De acordo com a pesquisa, muitas empresas ainda colocam energia apenas em novas tecnologias e esquecem o lado humano. 

As novas tendências de marketing vêm para mudar essa realidade:  

 

1- Propósito – por que a sua empresa existe?

Não é de hoje que a GreenBond vem batendo nessa tecla. Nós atuamos com propósito desde o primeiro dia de existência da empresa e, por pensar dessa forma, só nos conectamos a parceiros que também tenham o mesmo propósito: conservação da biodiversidade. 

Aparentemente, essa não é uma necessidade só nossa, mas do mercado como um todo. Os consumidores estão em busca de transparência – fato também revelado na Pesquisa Carreira dos Sonhos 2019 – realizada pela Companhia de Talentos. Eles querem saber qual é o objetivo da empresa, o que, de fato, ela veio solucionar, como ela contribui com a sociedade e onde ela quer chegar. 

No caso dos projetos de conservação, é importante deixar clara a missão do projeto. Qual é seu objetivo? Por quê sua atuação naquele ambiente se faz necessária? De que forma o projeto contribui para o meio ambiente e/ou para a sociedade? Todas essas perguntas devem ser respondidas em sua comunicação e, claro, estar alinhadas ao DNA da organização. 

 

2- Experiência humana – conexões que vão além do digital

O estudo da Deloitte também alerta sobre a evolução da tecnologia, como a aparição dos chatbots, que ensinam o público a ser cada vez mais exigente. Essas mesmas interações tecnológicas acabam inibindo as interações humanas, construindo comportamentos isolados e automatizados.

Dessa forma, a experiência humana se torna ausente, gerando um déficit de conexão a longo prazo. Ou seja, a tecnologia manterá sua empresa ativa, porém, depender apenas dela pode afetar a fidelização dos clientes.

Os projetos de conservação ambiental têm o campo como grande aliado. A experiência em campo, como ecoturismo, por exemplo, oferece experiências humanas únicas. Além de aproximar as pessoas, causa um impacto positivo muito grande e torna o objetivo de educação ambiental mais efetivo. 

O relatório também convida os profissionais a investirem na empatia e na inclusão como valores essenciais para a humanização das marcas e criação de conexão com os consumidores. 

 

3- Confiança – você sabe construí-la?

Relações mais humanas exigem transparência e honestidade. O relatório da Delloite também reafirma essa necessidade. 

De acordo com o estudo, o público espera honestidade, coesão e políticas transparentes das corporações. E na era digital, agora os consumidores também exigem segurança no que diz respeito aos seus dados e informações movimentadas na internet. 

Conforme citado anteriormente, os projetos devem entregar, de forma honesta e transparente, o destino dos recursos captados. As pessoas querem saber como a doação delas está sendo utilizada, de que forma elas estão contribuindo para a melhora do meio ambiente e da sociedade. 

 

4- Pertencimento – participação de pessoas nos processos

Segundo o relatório, as pessoas querem se sentir parte da empresa com as quais se relacionam. Por isso, a sugestão para 2020 é que as marcas invistam em trazer o público final para mais perto de decisões e ações da organização. 

O mesmo vale para o ambiente profissional. Líderes e gestores devem incentivar suas equipes a participarem mais das ações internas, descentralizando o poder e ampliando a rede de opiniões e sugestões para as equipes.

Pensando nisso, dependendo da forma de atuação dos projetos de conservação, é possível incluir voluntários e parceiros nas ações. Trazê-los para perto e torná-los parte dos planos de mudança pode ser uma ideia muito interessante para a organização. 

 

5- Valorização – foco nos talentos

Por fim, o relatório também convida as organizações a olharem com mais “carinho” para seus talentos. Líderes e gestores devem focar, estimular, reconhecer e valorizar os talentos sob seus comandos, ajudando no desenvolvimento deles. 

Mas, muito além do escritório fechado, a valorização de talentos também deve ser ampliada para o lado de fora. O estudo propõe que as organizações também valorizem seus embaixadores – influenciadores, fãs e clientes fiéis – criando conexões mais profundas e ajudando na evolução de cada um. 

 

DIANTE DESTE CENÁRIO, COMO FICA O DIGITAL? 

 

O foco em pessoas não significa a anulação do marketing digital, de forma alguma. Nós acreditamos no potencial do online para ampliar o alcance da mensagem, propagar sua ideia e seu propósito com maior efetividade.

O marketing pode ser digital e humanizado ao mesmo tempo. É possível usar inovações tecnológicas a favor das conexões humanas. O ponto é justamente esse: não podemos pensar em uma coisa separada da outra. Não devemos olhar apenas para a tecnologia e esquecer que ela faz parte da vida das pessoas. Ou seja, quem as controla são pessoas. Que devem ser olhadas e tratadas como tal. 

Por isso, devemos continuar inovando tecnologicamente. Podemos continuar propondo e apostando em estratégias de mídias digitais – redes sociais, blog, site, e-mkt, Google, etc. Continuar apostando em inteligência artificial, chatbots, busca por voz e automatizações no geral. Mas, antes de qualquer uma dessas propostas, lembre-se da sua missão, do seu propósito e das pessoas envolvidas em cada um dos processos. 

Dê um passo para trás. Confirme – ou reafirme – a honestidade, transparência, coerência e compromisso da organização com necessidades sociais, ambientais e econômicas. Esse é o insight de ouro para 2020.