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Conservação

5 de setembro: Dia da Amazônia

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A Amazônia é um dos biomas mais valiosos de toda a humanidade abrigando a maior reserva natural do planeta. Possui cerca de sete milhões de quilômetros quadrados, sendo cinco milhões e meio de florestas. Abrange nove países (Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Paraguai, Peru, Suriname e Venezuela), sendo que o território brasileiro guarda 60 % da floresta. 26% da sua área protegida também se encontra aqui.

Bioma Amazônico. Fonte: BBC

Biodiversidade 

Devido a sua grande variedade de ecossistemas, com características únicas e peculiares, a Amazônia é refúgio para cerca de 40 mil espécies vegetais, 427 espécies de mamíferos, 1.294 de aves, 378 de répteis, 400 de anfíbios e 3 mil de peixes de água doce, além das mais de 100 mil espécies de invertebrados. O bioma Amazônico possui cerca de 30% das espécies existentes no planeta, sendo o mais biodiverso de todos os biomas. Muitas dessas espécies são endêmicas da região e outras muitas se encontram ameaçadas de extinção.

Foto: conexaoplaneta

Rios voadores

A Amazônia é fundamental para o equilíbrio ambiental e climático do planeta e a conservação dos recursos hídricos. Os cursos d’água dos rios da Amazônia são grandiosos e fundamentais para a manutenção da vida silvestre, e não é somente a local, não.

A floresta ocupa uma área de aproximadamente 6,7 milhões de quilômetros quadrados — Foto: Arquivo TG

Cerca de 17 bilhões de litros de água da Bacia Hidrográfica Amazônica vão para os oceanos e, aproximadamente, 500 litros de água são produzidos diariamente por cada uma das árvores da floresta e lançados para atmosfera, formando os rios voadores, responsáveis pelas chuvas das regiões Centro-Oeste e Sudeste do Brasil.

Os  rios voadores são imensos volumes de vapor de água com cerca de três quilômetros de altura, algumas centenas de largura e milhares de extensão. Eles não podem ser vistos, por estarem em forma de vapor d’água, mas tem uma importantíssima função na regulação do clima. 

Fotografia aérea de uma pequena parte da Amazônia brasileira próxima a Manaus, Amazonas Imagem editada e redimensionada de Neil Palmer

Ameaças 

A Amazônia tem uma inegável importância ambiental para o nosso planeta.  São habitat de inúmeras espécies, fonte de matérias-primas alimentares, florestais, medicinais e minerais, regulam o clima dentre inúmeras outras contribuições.  Mesmo sabendo disso tudo, esse bioma tão rico tem sido constantemente ameaçada por inúmeras atividades humanas:

  • Extração de madeira
  • Mineração
  • Agricultura
  • Obras de infraestrutura
  • Queimadas
  • Desmatamento
  • Pecuária predatória

Vamos dar uma atenção maior neste momento ao desmatamento que bateu recordes no primeiro semestre de 2020. 

Árvores caídas em área desmatada da Amazônia em Itaituba, no Pará — Foto: Ricardo Moraes/Reuters/Arquivo

Desmatamento na Amazônia dispara mais em 2020

No primeiro semestre de 2020, dados do sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), indicaram alerta de devastação em 3.069,57 km² da Amazônia, aumento de 25% em comparação ao primeiro semestre de 2019. Em agosto do mesmo ano, o Inpe apresentou novos dados, indicando uma aumento de 34% no desmatamento nos últimos 12 meses.

Os dados indicam que o crime ambiental continua ocorrendo, mesmo no período em que o país enfrenta uma pandemia ocasionada pelo coronavírus.

Devido a esses dados assustadores, o Brasil vem enfrentando pressão do mundo inteiro para que os índices de desmatamento diminuam e, apesar do governo federal afirmar que o Brasil está buscando diminuir esse índice, os números mostram  um aumento na tendência de desmate. 

“Enquanto o Planalto se esforça para tentar enganar o mundo de que preserva a Amazônia, a realidade dos números revela a verdade: o governo Bolsonaro está destruindo a maior floresta tropical do planeta. Sob Bolsonaro, vivemos o pior momento da agenda ambiental de nosso país”, afirma Márcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima, que reúne 26 instituições.

 

Hoje, mais do que comemorar toda a vida que esse bioma carrega, deixamos um convite para refletirmos sobre o rumo que estamos tomando. A Amazônia é nossa! é nosso dever cuidar e cobrar de nossos governantes medidas sérias de proteção aos nossos biomas.

 

Dia Internacional do Tigre: a importância da próxima década

By | Animais ameaçados de extinção, Conservação, Eventos de Conservação, GreenBond, Marketing na Conservação, Meio Ambiente, Projetos de conservação | No Comments

Onde você se vê em 10 anos? Essa é uma pergunta que muitos consideram difícil e que a maioria de nós já precisou responder. Sejam lá quais forem seus planos para a próxima década, sua resposta, a minha e a de todos seres vivos começará com o mesmo primeiro passo: estar vivo. Pode parecer fácil para nós, seres humanos, estarmos vivos pela próxima década, mas, para um animal que corre alto risco de extinção, estar vivo nos próximos 10 anos pode ser um verdadeiro milagre. E hoje, 29/07/2020, no Dia Internacional do Tigre, alertamos sobre a necessidade de preservação e conservação da espécie para que as próximas décadas se tornem realidade.

 

Tigre-de-Bengala (Panthera tigris tigris) | Foto: Basotxerri

 

“Você vai ouvir o meu rugido!”

 

O tigre (Panthera tigris) faz parte da família dos Felídeos, que tem como características o focinho curto, cabeça arredondada, além de serem mamíferos carnívoros. Tendo uma distribuição variada pelo continente asiático, possuem habitats naturais como bosques, florestas úmidas e estepes geladas, o que proporcionou ao animal se desenvolver em 9 subespécies. Infelizmente, 3 delas encontram-se extintas e as outras 6 correm sério risco de extinção.


Tigre Siberiano (Panthera tigris altaica) – A maior das subespécies dos tigres possui machos chegando a 3m de comprimento e pesando cerca de 300kg. Já as fêmeas possuem 2,6m e pesam entre 100kg e 160kg. Tem pelos de coloração amarelo claro com linhas mais espaçadas, num tom mais próximo ao marrom e com cabeça e abdômen esbranquiçados.

 

Tigre-Siberiano (Panthera tigris altaica) | Foto: Chrumps

 

Tigre-do-sul-da-China (Panthera tigris amoyensis) – Contam com machos medindo aproximadamente 2,5m e pesando cerca de 150kg; e fêmeas com 2,3m e 110kg. Possuem uma coloração mais amarelada que a do tigre siberiano e conta com linhas dorsais mais próximas.

 

Tigre-do-sul-da-China (Panthera tigris amoyensis) | Foto: J. Patrick Fischer

 

Tigre-de-Bengala (Panthera tigris tigris) – O segunda maior subespécie, é uma das populações de grande felinos mais ameaçadas de extinção no planeta. Possui duas variedades de coloração, conhecidas popularmente como tigre branco e tigre dourado. Os machos medem cerca de 2,9m e pesam 220kg, já as fêmeas medem 2,5m e pesam 140kg.

 

Tigre-de-Bengala (Panthera tigris tigris) | Foto: Stephenekka

 

Tigre-da-Indochina (Panthera tigris corbetti) – Menores que os tigres-de-bengala, essa subespécie encontra-se extinta na China mas ainda possui populações na Tailândia, Mianmar, Vietnã, Camboja e em Laos. Os machos possuem 2,7m e pesam cerca de 180kg, enquanto as fêmeas têm aproximadamente 2,4m e pesam 115kg.

 

Tigre-da-Indochina (Panthera tigris corbetti) | Foto: Avda

 

Tigre-de-Sumatra (Panthera tigris sumatrae) – Sua população é a que possui a pelagem com coloração mais escura entre todas, além de possuir riscas duplicadas em tons de preto. É a menor das subespécies vivas, com os machos medindo 2,4m e pesando 120kg e as fêmeas com 2,2m e 90kg.

 

Tigre-de-Sumatra (Panthera tigris sumatrae) | Foto: Daderot

 

Tigre-Malaio (Panthera tigris jacksoni) – Esta subespécie fazia parte da classificação Tigre-da-Indochina até 2004, quando estudos do investigador Stephen J. O’Brien identificaram que os Tigres-Malaios possuíam diferenciação genética o suficiente para serem considerados uma subespécie. Seu nome científico é uma homenagem a Peter Jackson, um cineasta neozelandês que defendeu ativamente a preservação dos tigres por mais de 40 anos. Esse fato causou certo descontentamento em autoridades e instituições locais que preferiam que o nome científico honrasse seu local de origem, visto que o animal é ícone nacional da Malásia.

 

Tigre-Malaio (Panthera tigris jacksoni) | Foto: Hans Stieglitz

 

† Tigre-de-Bali (Panthera tigris balica) – Naturais de ilha de Bali, na Indonésia, foram caçados até serem extintos em 1937, pois os moradores acreditavam que eles representavam o “mal”. A subespécie era frequentemente comparada à suçuaranas e leopardos devido ao seu tamanho pequeno e ao seu peso – metade dos Tigres-Siberianos.

 

Tigre-de-Bali (Panthera tigris balicai) | Foto: Hary Atwell

 

† Tigre-de-Java (Panthera tigris sondaica) –  Extinto na década de 1970, como resultado de destruição de seu habitat natural na ilha indonésia de Java e da caça desenfreada, existem provas limitadas de sua existência. Entre elas: poucas fotos, uma impressão de sua pata descoberta em 1997, assim como pelos e fezes encontrados em 2004.

 

Tigre-de-Javai (Panthera tigris sondaica) | Foto: F. W. Bond

 

† Tigre-do-Cáspio ou Tigre-Persa (Panthera tigris virgata) – A mais ocidental das subespécies de tigres foi provavelmente extinta também na década de 1970. Muito utilizada no Coliseu de Roma, foi alvo de perseguições em diversos países, principalmente na Rússia czarista: por conta de programas de colonização, acreditava não haver mais espaço para o tigre.

 

Tigre-do-Cáspioi (Panthera tigris virgata) | Foto: Autor desconhecido

 

Maior felino do mundo, o tigre é um dos mais letais caçadores do reino animal! Seu nome vem do iraniano e significa “flecha”, por ter como principais características a agilidade, o silêncio e a atuação certeira. Possui olfato, audição e visão apuradas. Podemos destacar, inclusive, sua visão noturna, que os permite terem uma grande vantagem contra suas presas. Além do mais, possuem um corpo musculoso que o proporciona uma força capaz de abater presas de até 900kg!

 

Tigre-de-Bengala (Panthera tigris tigris) | Foto: Marvin Gerrald

 

Sua alimentação é variada, caçando de gatos selvagens a porcos, veados, antílopes, ursos e bovinos. O felino é capaz de consumir até 18kg de carne de uma única vez e 45kg por dia, o que o permite ficar alguns dias sem se alimentar. Por ser um predador silencioso, mesmo sendo bem ativo durante a manhã, prefere a noite para realizar suas caçadas, principalmente para se proteger contra os caçadores e se camuflar ainda mais no ambiente.
As patas acolchoadas com unhas retráteis os permitem rastejar silenciosamente até suas presas. Suas garras longas e encurvadas os permitem, além de subir em árvores, arrastar suas caças por grandes distâncias.

Diferentemente de outros felinos, os tigres, assim como as onças-pintadas, são ótimos nadadores e gostam de se banhar, seja para brincar e se refrescar quando filhotes; seja para caçar e cruzar lagos e rios quando adultos.
Sua língua apresenta papilas afiadas e espinhosas que rasgam peles, penas e carne ao lambê-las por várias vezes. Seus fortes rugidos podem causar calafrios e paralisar qualquer animal que os ouve, inclusive, seres humanos!
Por ser um animal solitário, é muito raro encontrar agrupamentos de tigres, com exceção das fêmeas e de seus filhotes. Porém, quando se encontram em uma caçada,  dividem suas presas, e quando em grupo, deixam que as fêmeas e os filhotes se alimentem primeiro. As listras de seu corpo funcionam como impressões digitais humanas e nenhum tigre tem listras iguais aos outros, o que os torna únicos. Fêmeas dão à luz de 1 a 5 filhotes e são as responsáveis por criar suas proles, se encontrando com os machos apenas para a reprodução. 

 

A ferocidade do animal humano

 

Presente em mitos, lendas, religiões, filmes, literaturas e outras diversas representações culturais, o tigre é um dos animais que mais desperta o interesse nos seres humanos desde os tempos antigos. Símbolo nacional de países como Índia, Bangladesh, Malásia e Coreia do Sul, mascote de diversas equipes esportivas e empresas ao redor do mundo – até mesmo de marca de cereais de café da manhã, rs – o tigre pode não ser mais uma figura presente nas vidas das gerações futuras. O felino é essencial para a manutenção de um ecossistema saudável. No entanto, a espécie tem sido vítima do mais feroz e implacável predador de nosso planeta: o ser humano.

Através dos séculos e das regiões, os tigres sofrem com a maior ameaça à sua espécie, a caça e o contrabando. Por ter a pele, as garras, dentes e os ossos muito visados para usos comerciais e medicinais em alguns países asiáticos, as populações de tigres selvagens vem diminuindo drasticamente a ponto de que, hoje, todas as subespécies de tigres correm altos riscos de extinção. Segundo estimativas da WWF e da Global Tiger Forum realizadas em 2016, com uma queda de 97% de toda a população desde o início do século XX, existem cerca de 4.000 indivíduos selvagens sobreviventes da espécie. Em locais como Bali e Java, suas respectivas subespécies encontram-se extintas graças a caça praticada de maneira implacável. Ainda assim, existem outras causas diretas e indiretas que tem contribuído para o desaparecimento dos tigres. 

A agricultura, a colonização e a expansão urbana também têm sido duras com os animais. Isso porque reduziram drasticamente para apenas 7% seus habitats naturais, o que prejudica diretamente sua sobrevivência e por consequência, sua reprodução. O desmatamento das grandes florestas asiáticas em busca de madeira ou para serem transformadas em campos agrícolas, bem como o aquecimento global também são fatores prejudiciais à preservação da espécie, pois afetam diretamente seu habitat natural.

 

Tigre-Siberiano (Panthera tigris altaica) | Foto: S. Taheri

 

Dez anos podem ser o que separam a espécie de seu fim, caso a sociedade continue em um ritmo irrefreável de destruição da natureza. Há dez anos, em 29/07/2010, na região de São Petersburgo, na Rússia, foi criado o Dia Internacional do Tigre, com o plano de que esta data servisse para reiterar a importância da conservação da espécie e da preservação da fauna e da flora que os abrigam e alimentam.

Desde então, muitas fundações e projetos têm se esforçado na implementações de medidas que visam reduzir os efeitos prejudiciais das ações humanas que afetam os tigres, suas presas e seus habitat. A WWF também tem liderado uma campanha global para tentar, até o ano de 2022 (ano do tigre), dobrar o número de tigres selvagens e garantir a proteção a longo prazo da espécie.

Nos próximos dez anos será necessário continuar lutando, juntos, com olhos de tigre, pela conservação da fauna. Devemos manter a esperança de que um dia possamos reverter a sua ameaça de extinção, proporcionando a oportunidade desse animal raro e fascinante dar novamente o primeiro e mais importante passo rumo a uma nova década, repletos de vida.

 

Texto escrito por Lucas de Araújo

As estampas selvagens invadiram a GreenBond!

By | Conservação, Educação ambiental, Eventos de Conservação, GreenBond, Marketing na Conservação, Meio Ambiente, Projetos de conservação | No Comments

Nosso último projeto mal saiu do forno e já nos enche de orgulho: a WildingTone! Inspirada na Natureza e no sistema PANTONE®, a marca apresenta a forma que traduzimos a beleza selvagem em comunicação visual. A partir desta iniciativa, esperamos dar mais alguns passos para alcançar o nosso objetivo principal: conectar as pessoas a favor da biodiversidade!

 

 

Inspiração #1: Natureza 

 

A natureza, com suas cores e formas, sempre influenciou artistas, cientistas, engenheiros e etc., na criação de suas obras. Sob um olhar mais atento de nossa equipe aos seus padrões de camuflagem, mimetismo, suas curvas e cores, a natureza também virou inspiração para designs incríveis desenvolvidos pelos profissionais da GreenBond. Surgiu então, a grande ideia: criar padrões baseados nas cores selvagens e torná-los parte do nosso dia a dia, por meio de produtos úteis e sustentáveis.

 

 

Inspiração #2: PANTONE®

 

Boa parte da nossa inspiração para a criação da marca também veio da PANTONE®, que é considerada uma verdadeira autoridade em cores! Ela é mundialmente conhecida por seus sistemas e tecnologias de ponta, desenvolvidos para processos que envolvem cores com reprodução precisa, desde as etapas de seleção e comunicação até o controle final das colorações. O nome PANTONE® é conhecido mundialmente como a linguagem padrão para a comunicação em todas as fases do processo de gerenciamento de cores. A mesma linguagem é utilizada e reconhecida pelo designer, fabricante, revendedor e consumidor, nos mais diversos setores industriais.

Durante os últimos 50 anos, a marca desenvolveu e aprimorou o conceito do seu sistema de combinação de cores. Adaptou-se para diversas indústrias, onde a reprodução fiel das cores são críticas, incluindo tecnologia digital, têxteis, plásticos, arquitetura e interiores.

 

Classic Blue 19-4052 é a cor oficial de 2020. (Foto: Instagram @pantonebr)

 

Anualmente, a PANTONE® dita a tendência de cores no mundo todo! A partir de inovações e novas combinações, a marca lança a cor oficial de cada ano, guiando criações de design e produções ao redor do globo. Essa é a verdadeira função de uma autoridade: inspirar o mundo! 

 

Cores exclusivas da WildingTone

 

De acordo com Diego Arruda, co-fundador da GreenBond e idealizador da WildingTone, as cores seguem padrões estrategicamente pensados. ”Basicamente, nosso trabalho consistiu em olhar para os padrões da natureza e catalogar essas cores com o código hexadecimal da PANTONE®, respeitando-as da forma que aparecem nos animais.” 

A criação dos códigos se baseia, primeiramente, nos 6 grupos animais existentes. Eles são divididos em: WF (peixes ou animais marinhos), WI (invertebrados), WR (répteis), WB (aves), WA (anfíbios) e WM (mamíferos). 

O segundo passo é numerar o código de acordo com a ordem de criação, ou seja, “1” para o primeiro, “2” para o segundo e assim por diante. Neste momento, já estamos indo para a 21ª criação! 

A terceira etapa é baseada no nome científico de cada animal. Serão usadas as primeiras letras de cada nome para compor o restante do código. Por exemplo, o nome científico do peixe-napoleão é Cheilinus undulatus, logo, serão usadas as letras “c” e “u” em sua classificação.

O código final do peixe-napoleão ficou: WF (por tratar-se de um peixe) + -p (indicação de patern) + 1 (por ter sido nossa primeira criação) + Cu (Cheilinus undulatus). Resultado final: WF-p1Cu. 

Por fim, adicionamos o hexadecimal da própria PANTONE®, o que indica o tom exato da coloração presente nos animais. 

 

Influenciadores

 

Por nossos designs serem divididos em grupos de animais (aves, seres marinhos, mamíferos, répteis, anfíbios e invertebrados), resolvemos escolher 6 embaixadores, cada um representando a conservação de um grupo. Cada embaixador escolheu um projeto de conservação que será apoiado com a venda dos produtos.

 

Seres Marinhos

 

Para os seres marinhos, escolhemos a Maysa Santoro, bióloga e ambientalista, que trabalha como educadora ambiental e se dedica a causas de conservação do meio ambiente em ONGs de resgate de fauna silvestre, no Brasil e na África do Sul. Ela também gera conteúdos áudio visual com a finalidade de tornar o meio ambiente visto e valorizado pelas pessoas.

 

Maysa Santoro

 

O instituto que será beneficiado será o VIVA Instituto Verde Azul. O instituto nasceu em 2014 com o desejo de ensinar as pessoas sobre a beleza, inteligência e os mistérios das baleias, golfinhos e outros animais, e atua com pesquisas científicas em Ilhabela e Abrolhos.

 

 

Biólogas apaixonadas realizam trabalhos de educação ambiental, campanhas contra a caça e exploração animal, produção de livros infantis, sempre com o objetivo de tocar o coração das pessoas para desenvolverem a consciência ambiental para um mundo melhor, mais “VERDE AZUL” para todos os seres do Planeta.

 

Foto: Rafaela Souza

 

Anfíbios

 

Para representar os anfíbios, escolhemos o Dr. Thiago Silva-Soares, ou Thiago Biotrips, um biólogo especialista em nestes seres. Doutor em zoologia pelo Museu Nacional, começou a viajar no Brasil para pesquisar a herpetofauna. Hoje, suas viagens biológicas ao redor do mundo visam conectar as pessoas à natureza de forma mais íntima e exótica.

 

Thiago Silva-Soares

 

A instituição que ele escolheu, é o seu próprio projeto de conservação, o HerpetoCapixaba. A Mata Atlântica do Estado do Espírito Santo compreende uma grande diversidade de anfíbios e répteis, mas há ainda muito o que se conhecer e desvendar acerca deles. Dentro desse cenário, o Herpeto Capixaba, projeto fundado em Outubro de 2017, busca trazer o estado da arte à herpetologia no Espírito Santo, através da pesquisa, educação e difusão científica, pilares unidos em prol do conhecimento e conservação da herpetofauna.

 

 

Invertebrados

 

Representando o grupo dos invertebrados, escolhemos os amigos Ricardo Brugnera e Guilherme Limberger, gaúchos e crescidos no interior, que descobriram juntos a paixão pelos insetos ainda como colegas na graduação em Ciências Biológicas. Atualmente, como pesquisadores, lideram o projeto Insetos do Brasil que visa a preservação e difusão de conhecimento sobre os insetos e demais invertebrados brasileiros, alcançando públicos de todo o país pelas redes sociais.

 

Ricardo e Guilherme

 

O projeto tem como principais objetivos a conservação dos insetos e popularização da entomologia, além de desmistificar fake news e quebrar preconceitos entre a sociedade, estes animais e demais invertebrados, através das redes sociais.

 

 

Répteis

 

Como embaixadora dos reptilianos, escolhemos a Daniela Sifuentes, paulista de 29 anos graduada em ciências biológicas pela UFMT. Nascida e criada em São Paulo, resolveu cursar biologia no interior do Mato Grosso. Atualmente trabalha com monitoramento e resgate de fauna silvestre, com ênfase na herpetofauna. Trabalha com educação ambiental e faz divulgação científica no Instagram.

 

 

A iniciativa escolhida por ela para apoiarmos é o Projeto Jibóia-do-ribeira. A espécie Corallus cropanii, considerada por especialistas como uma das mais raras do mundo, ocorre somente no Vale do Ribeira e ficou 64 anos sem ser vista viva.

 

 

O Projeto de Conservação da Jibóia do Ribeira foi criado em 2016, com o objetivo de unir os esforços e estreitar a relação entre os cientistas e a comunidade local. Essa parceria proporcionou o encontro de dois exemplares, e é uma ferramenta crucial para elaborar estratégias para a conservação dessa espécie tão fascinante.

 

Corallus copranii – Jibóia-do-ribeira

 

Mamíferos

 

Para os mamíferos, escolhemos a Bio Educação Digital, uma Startup criada e conduzida por Beatriz Morais, que valoriza acima de tudo o ser humano e a natureza, e principalmente sua relação com ela. Trabalhando com cursos, congressos e muito conteúdo online sobre diversas áreas da ciência, um dos compromissos mais fortes da Bio ED e de toda a equipe é a conservação da nossa fauna e flora, através de educação ambiental, divulgação científica e transformação social.

 

 

Como instituição beneficiada, foi escolhido o Instituto Pró-Tapir, um Programa de Monitoramento e Proteção dos Ungulados, mamíferos com casco que atuam principalmente na dispersão de sementes e manutenção das florestas. Para proteger essas e outras espécies, na Mata Atlântica, o Pró-Tapir realiza pesquisas em grandes áreas da biologia, como Ecologia, Genética e Saúde Ambiental, além de trabalhos voltados à educação ambiental e divulgação científica. Contribuem há 10 anos na conservação da biodiversidade e seguem plantando novas ideias!

 

 

Aves

 

Representando o grupo das aves, escolhemos Andrey Naves, youtuber e criador de aves há muitos anos. Através desta paixão, a conservação se tornou seu propósito de vida, onde atualmente, tenta levar este mundo para o maior número de pessoas possível em seu canal no Youtube e sua conta no Instagram, afim de unir forças em prol da biodiversidade.

 

Andrey Naves

 

A instituição escolhida para apoiar foi o ICFau. O Instituto para Criação e Conservação da Fauna (ICFau) é uma organização sem fins lucrativos, criado com o propósito de contribuir com geração de dados científicos, técnicas de manejo e reprodução de espécimes ameaçadas, com a intenção de aumentar seus números, para que sejam utilizadas em programas de conservação.

 

 

Busca também atuar em ações de educação ambiental, por meio da conscientização e estratégias socioambientais, com foco nas comunidades que coabitam as áreas de ocorrência das espécies trabalhadas.

 

Mutum-de-alagoas (Mitu mitu). Uma das aves mais raras e ameaçadas do mundo

 

10% dos valores arrecadados com cada linha, será revertido para os projetos selecionados pelos embaixadores.

 

Captação de recursos para conservação

 

Após muitos estudos e fontes de inspiração, nossa equipe começou o desenvolvimento das cores e padrões baseados nos mais diversos animais selvagens presentes na natureza. Os designs ganharam forma física ao estampar produtos frequentemente utilizados em nosso dia a dia, como canecas, mousepads, bonés, chinelos, máscaras de proteção, entre outros.

 

 

As redes sociais são nossas principais vitrines, ou seja, é por meio delas que exibimos os padrões criados, o resultado final já estampado nos produtos e por onde recebemos os pedidos de compras. Tudo facilmente encontrado no mesmo canal, sem burocracias e/ou complicações. A produção é toda realizada sob demanda, para evitar desperdícios de material. 

A ideia da WildingTone é reverter parte dos lucros obtidos a partir das vendas para auxiliar na proteção da biodiversidade. Os recursos serão doados aos projetos de conservação que atuam na preservação da fauna e flora brasileira. 

Para conferir todos os padrões desenvolvidos pela WildingTone, acesse nosso Instagram e Facebook. Não esqueça de fazer os seus pedidos e, assim, entrar para o #Bond da conservação!

Ficha animal: Anta (Tapirus terrestris)

By | Animais ameaçados de extinção, Conservação, Educação ambiental, GreenBond, Marketing na Conservação, Meio Ambiente | No Comments

A anta-brasileira ou simplesmente anta (Tapirus terrestris), também conhecida por tapir, é um mamífero da família Tapiridae e gênero Tapirus. Ocorre desde o sul da Venezuela até o norte da Argentina, em áreas abertas ou florestas próximas a cursos d’água, com abundância de palmeiras.

 

Foto: internet

 

Seus predadores são grandes felinos como a onça-pintada (Panthera onca) e a onça-parda (Puma concolor).

É o maior mamífero terrestre do Brasil e o segundo da América do Sul, com até 300 kg de peso e 242 cm de comprimento. Se diferencia das outras espécies do gênero Tapirus por possuir uma crista sagital (proeminência ao longo da linha média no topo do crânio) e uma crina. Apresenta uma probóscide (apêndice alongado que se localiza na cabeça de algumas espécies de animais), que é usada para coletar alimento. É o último animal da megafauna na Amazônia e possui uma dieta frugívora. Além disso, possui importante papel ecológico na dispersão de sementes, principalmente de palmeiras.

 

Foto de Geoff Gallice/Wikimedia commons

 

Jardineira das florestas

 

É considerada a jardineira de nossas florestas por ser uma excelente dispersora de sementes, contribuindo desta forma para a formação e manutenção da biodiversidade dos biomas brasileiros onde vive (Amazônia, Pantanal, Cerrado e Mata Atlântica).

 

Espécies

 

Atualmente, existem cinco espécies de antas conhecidas, sendo que 3 delas não ocorrem no Brasil: a anta-da-montanha (Andes), a anta-centro-americana (América Central) e a anta-malaia (Indonésia) – que estão ameaçadas de extinção, de acordo com a lista vermelha da IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza). No Brasil, existem a anta pretinha e a anta brasileira (também chamada de anta-sul-americana), que é considerada vulnerável.

 

Foto: internet

 

Reprodução

 

Tem reprodução lenta, com uma gestação que pode durar mais de 400 dias e pare apenas um filhote por vez, que pesa entre 3,2 e 5,8 kg. Podem viver até 35 anos de idade.

Um fato curioso é que a fêmea entra no cio a cada 50 a 80 dias e ele dura cerca de dois dias. O nascimento de filhotes ocorre a cada 15 meses, em cativeiro.

 

Ameaças de extinção

 

O animal consta como “vulnerável” de acordo com a IUCN. No entanto, a situação é crítica em alguns lugares pontuais, como na Argentina, nos llanos da Colômbia e da Venezuela. 

A espécie possui a maior distribuição geográfica entre os tapirídeos, ocorrendo em mais de 10 000 000 km². Mas, infelizmente, já se extinguiu em 14% de sua ocorrência original. Dados populacionais são insuficientes, mas presume-se que a anta esteja com suas populações em constante declínio.

 

Foto: site IUCN

 

A situação no Pantanal é relativamente melhor do que em outros biomas brasileiros, sendo classificada como “quase ameaçada”, dado que em breve, a anta pode estar ameaçada nos ecossistemas pantaneiros, visto o avanço das pastagens exóticas e doenças advindas de animais domésticos.

 

Projetos de conservação

 

Pesquisadora e especialista em antas Patrícia Medici criou o maior banco de dados sobre a espécie em todo o mundo! Agraciada com os principais prêmios de conservação da biodiversidade do mundo, Medici percorre o Pantanal e outros biomas brasileiros há mais de 30 anos para monitorar o comportamento do maior mamífero terrestre da América do Sul.

Patrícia está conectada ao Pantanal. Assim como essa região é o paraíso para a anta, é para pesquisadora também. “É um lugar que para mim funciona como um recarregador de baterias, um laboratório a céu aberto. Aqui somos capazes de coletar algumas pecinhas do quebra-cabeça de informações que jamais conseguiríamos coletar em outro lugar. E é a esperança de que, se todo o resto der errado, aqui temos um porto seguro para esse bicho”, diz a pesquisadora, que cresceu na Mata Atlântica e desde criança teve contato intenso com a natureza.

 

Foto de João Marcos Rosa

 

Assim como muitos desconhecem, a Anta é um animal muito importante para a flora. É essencial para a formação e manutenção da biodiversidade dos biomas em que vive! Além disso, um fato curioso é que o termo ‘anta’ não é um xingamento: estudos recentes mostraram que a espécie tem uma quantidade imensa de neurônios, confirmando que ela é um animal extremamente inteligente!

Dia Internacional da Biodiversidade

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Hoje, dia 22 de maio, é celebrado o Dia Internacional da Biodiversidade. A data criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 22 de maio de 1992 tem o intuito conscientizar a população de todo o mundo a respeito importância da diversidade biológica e preservação da biodiversidade em todos os ecossistemas.

 

A biodiversidade da natureza/Fotos: Krzysztof Odziomek (peixes); Geanina Bechea (tucano); Eduard Kyslynskyy (tigre) e BlackHoleSun Photography (cachoeira)

 

Você conhece a biodiversidade brasileira?

 

Com mais de 103 mil espécies animais e 43 mil vegetais conhecidas pela ciência, o Brasil é o país com a maior biodiversidade de flora e fauna do planeta. Esses números representam um tesouro de valor incalculável não apenas para os brasileiros, mas para o mundo como um todo. A diversidade da natureza é a chave para a sobrevivência humana e proteger toda essa riqueza natural não é algo simples.

 

Foto: Gustavo Figueirôa

 

O que é biodiversidade?

 

O termo biodiversidade – ou diversidade biológica – descreve a riqueza e a variedade do mundo natural. Biodiversidade é o conjunto de todas as formas de vida que nos cercam, encantam e sustentam. Vírus, bactérias, outros pequenos seres microscópicos, plantas, fungos e animais são todos os seus elementos. Simplesmente por ser vida, ela já merece a nossa contemplação, respeito e cuidado. É assim que Júlio César Bicca-Marques, professor da Escola de Ciências da PUC do Rio Grande do Sul, define essa palavra.

É fundamental ressaltar que todas as formas de vida no planeta estão, de uma forma ou de outra, interligadas. As plantas, os animais e os microrganismos fornecem alimentos, remédios e boa parte da matéria-prima industrial consumida pelo ser humano.

 

Foto: Rudimar Narciso Cipriani

 

Quais as principais ameaças à biodiversidade?

 

Infelizmente, toda essa biodiversidade está ameaçada. Segundo o WWF Brasil, especialistas calculam que entre 0,01 e 0,1% de todas as espécies existentes são extintas por ano. O crescimento populacional e o consumo abusivo de recursos naturais contribuem para esse cenário preocupante, levando à destruição dos hábitats e ao comércio da fauna silvestre, principais causas da queda da população das espécies. Confira as principais ameaças abaixo:

  • A cada ano, aproximadamente 17 milhões de hectares de floresta tropical são desmatados. As estimativas sugerem que, se isso continuar, entre 5% e 10% das espécies que habitam as florestas tropicais poderão estar extintas dentro dos próximos 30 anos;
  • Devido ao uso para fins “medicinais” de chifres de rinocerontes em países asiáticos,  estes animais estão sendo caçados até o limiar de sua extinção.
  • A poluição é outra grave ameaça à biodiversidade do planeta. Na Suécia, a poluição e a acidez das águas impede a sobrevivência de peixes e plantas em quatro mil lagos do país;
  • A introdução de espécies animais e vegetais em diferentes ecossistemas também pode ser prejudicial, pois acaba colocando em risco a biodiversidade de toda uma área, região ou país;
  • Um caso bem conhecido é o da importação do Sapo cururu (Rhinella marina) pelo governo da Austrália, com objetivo de controlar uma peste nas plantações de cana-de-açúcar no nordeste do país. O animal revelou-se um predador voraz dos répteis e anfíbios da região, tornando-se um problema a mais para os produtores, e não uma solução.

 

Sapo cururu/Foto: Bernard Dupont

 

Nós do #Bond reforçamos a importância desta data para a conscientização das pessoas sobre o meio ambiente! Pouco é conhecido sobre a fauna e flora em todo o mundo, mas é conhecendo que aprendemos a conservá-la!

Mel orgânico e conservação: qual a relação?

By | Conservação, Educação ambiental, GreenBond, Marketing na Conservação, Meio Ambiente | No Comments

A preocupação com a saúde e com o meio ambiente têm aumentado a busca por produtos orgânicos no Brasil e no mundo por diversos motivos. Um deles é o cuidado da saúde e a preocupação com o meio ambiente. Mas a produção do mel orgânico é realmente importante para a conservação e preservação do meio?

 

Foto: Internet

 

O que é mel orgânico?

 

Assim como os vegetais, o mel puro também pode ser orgânico. Isso significa que todo o processo de produção estará livre de qualquer tipo de contaminação, tanto por agrotóxicos quanto por antibióticos, que são usados para tratar doenças das abelhas ou das plantas de onde elas retiram o néctar.

 

Para que o mel seja certificado como orgânico, é preciso que toda a área ao redor do apiário seja livre do uso de agrotóxicos e pesticidas. Isso garante que não haja nenhum tipo de contaminação nas flores em que as abelhas colherão o pólen para a produção do mel.

 

O processo de filtragem do mel orgânico também é diferenciado, pois diferente do comum, ele não deve ser aquecido, apenas coado. Além disso, todo o material usado na colmeia deve ser de aço inox, evitando assim que haja riscos de contaminação.

 

Produção

 

Muitos produtores do Brasil investem em produtos orgânicos, livres de agrotóxicos, um mercado que registra aumento em todo o mundo. O apicultor Lauri Araújo realiza um trabalho cuidadoso para garantir a qualidade do mel que produz na propriedade em São Paulo. A propriedade fica no município de Barra do Chapéu. A mata intocada é essencial para a obtenção do produto.

O produtor, que não tem funcionários, conta com a ajuda da mulher e dos dois filhos mais velhos para realizar a colheita, feita com uma roupa especial de proteção. Lauri trabalha com abelhas africanizadas, fruto do cruzamento de abelhas africanas com europeias. Uma a uma são retiradas as melgueiras, que são as placas onde ficam o mel. Na produção orgânica, as caixas não podem ter pintura para não contaminar o produto.

 

Foto: Lucilia Guimarães/SMCS

 

Na casa do mel há outra exigência. A primeira coisa a se fazer é tomar banho, só depois o produto é descarregado. Quando começa o processamento, todos estão de banho tomado, roupas limpas e usando touca, máscara e luvas. Os favos são abertos e vão para a centrífuga, de onde é retirado o mel. Todos os equipamentos são de aço inoxidável.

 

Benefícios para a conservação e importância das abelhas

 

Um fator que aumenta a importância da produção orgânica do mel é a possibilidade de extinção das abelhas que tem relação ao uso de pesticidas nas produções agropecuárias no geral.

A adoção de técnicas naturais e saudáveis, incentiva a conscientização sobre o meio ambiente e consequentemente reduz o índice de mortalidade das abelhas.

Mas afinal, qual a importância das abelhas para a flora?

Se você é um entusiasta do meio ambiente, provavelmente já sabe que abelhas fazem a polinização, processo necessário para o surgimento de novas plantas e alimentos.

O vento, a água e diferentes animais cumprem seu papel carregando o pólen de uma flor até a outra, contribuindo para o processo de fecundação que dá origem a novas plantas e seus frutos.

O destaque vai para as abelhas que são consideradas as mais eficientes para a tarefa de transporte do pólen. E é por isso que, sem elas, florestas inteiras estariam em risco, prejudicando todas as formas de vida desses ecossistemas.

Trazendo essa realidade para mais perto de nós, seres humanos, é importante ressaltar que abelhas são responsáveis por cerca de 75% da produção de alimentos em todo o mundo. E, também por isso, o debate em torno da preservação desses insetos chama cada vez mais atenção.

O uso intensivo de agrotóxicos contribui para a mortalidade dos insetos e é uma questão tão séria que já mobiliza a união entre agricultores e apicultores (criadores de abelhas) pela busca do equilíbrio.

 

Foto: internet

 

Certificação para produzir o mel

 

Para produzir um mel que possa receber o título de “orgânico”, o apicultor deve passar por um processo de certificação. Isso é feito por algumas empresas que enviam inspetores que analisam tecnicamente as condições do apiário e sugerem adequações para a conversão do apiário convencional em orgânico. Atendidas as exigências e depois de um período de carência, a empresa certifica o apiário.

Essa certificação dá ao apicultor o direito de usar um selo especial no seu produto, identificando-o como orgânico perante os consumidores. Entre os critérios exigidos, está a proibição de lavouras de manejo convencional num raio de 3 km do apiário. Para a manutenção do certificado, as inspeções são repetidas frequentemente.

 

Foto: internet

 

Nós do #Bond apoiamos a produção do mel orgânico para incentivar a conscientização que envolve técnicas de preservação do meio ambiente. Estamos juntos contra a extinção das abelhas e preservação do meio!

Importância de doar em tempos de crise

By | Conservação, Educação ambiental, GreenBond, Marketing na Conservação, Meio Ambiente, Projetos de conservação | No Comments

Você já doou ou tem costume de doar para alguma organização ou projeto de conservação? Algumas pessoas têm receio de doar porque não sabem o destino das doações ou não conhecem a instituição. Mas saiba que a única fonte de renda das ONGs é a doação e em tempos de crise, passam por mais aperto, pois são as primeiras a pararem de receber a verba.

Foto: Larissa Nogueira/Via BBC News Brasil

 

Por quê doar?

 

Antes de mais nada: o que é uma ONG? ONG quer dizer: Organização Não Governamental. São organizações da sociedade civil, sem fins lucrativos e são caracterizadas por ações de solidariedade no campo das políticas públicas e sociais, ou seja,  não são criadas para obterem lucro. O mesmo conceito vale para projetos de conservação!

Estas organizações atuam em diferentes áreas, como: social, ambiental, governamental, etc; e dependem de apoiadores, sejam eles pessoas físicas ou jurídicas.

Sobrevivem destes apoiadores, que injetam verba por meio de doações! Exemplo: no dia 11 de abril, nós do #Bond representamos o Onçafari no quadro ‘The Wall’, no Caldeirão do Huck para arrecadar fundos para reparar os danos causados pelo incêndio no Pantanal em setembro de 2019.

 

Foto: internet

 

Doar em tempos de crise

 

Assim como empresas, os projetos de conservação também estão sendo prejudicados pela crise, causada pelo COVID-19. Mas diferente das empresas, a principal fonte de renda é a doação e não gera lucro.

Essa crise que estamos enfrentando, tanto na saúde, quanto na política, afeta todo o país financeiramente. Em consequência disso, prejudica o meio ambiente, pois com menos recursos, é impossível seguir com a preservação e conservação do meio.

Uma consequência disso, é o fato do Onçafari ter perdido 40% de sua fonte de recursos só pelo turismo ter parado. O Ecoturismo é um dos pilares mais importantes da Organização.

A natureza nunca para! Sabendo disso, como podemos apoiá-la em tempos de crise?

 

Foto: site Onçafari

 

Em tempos difíceis, é normal sentir medo de ‘investir’ em alguma causa. Mas saiba que todas elas dependem de você e não podem parar, assim como a natureza! É pensar no futuro da vida selvagem, do meio ambiente e no nosso planeta. E mais importante de tudo isso: é um momento de união. Quem tem uma condição melhor, pode apoiar o próximo que está em uma pior e assim por diante.

 

Conhecendo a organização ou projeto/causa

 

Antes de julgar, é importante conhecer! Pesquise, avalie e tome sua decisão. Conheça todos os projetos, encontre notícias sobre o assunto, ações e o que defendem.

Como a SOS Pantanal, por exemplo, que é uma organização não-governamental, privada, sem vínculos partidários ou religiosos e sem fins lucrativos. Tem a missão de informar e promover o diálogo para um Pantanal sustentável.

O Instituto SOS Pantanal depende de parcerias e doações para que possa manter sua estrutura e conduzir suas atividades também!

Aqueles que contribuem, apoiam ações que visam a sustentabilidade social, ambiental e econômica da Bacia do Alto Paraguai, que abriga o Pantanal.

E então, conhecendo um projeto desta forma, seus objetivos e trabalhos, você se sente seguro para doar?

 

Foto: site SOS Pantanal

 

Projetos de conservação e ongs para conhecer

 

Projeto Baleia Jubarte: ong que desenvolve atividades socioeducativas com comunidades litorâneas da região do Banco dos Abrolhos, através da informação e educação ambiental, para proteger a baleia jubarte;

Waita: ong que executa projetos de pesquisa e ações direcionadas, principalmente, para a conservação de espécies vítima do tráfico de animais silvestres;

Instituto Homem Pantaneiro: tem como objetivo proteger as nascentes e áreas de preservação permanente (APPs) da região do Planalto da Bacia do Alto Paraguai (BAP);

Instituto Tamanduá: desenvolve ações de pesquisa, educação e fomento a políticas públicas, visando a conservação de tamanduás, tatus e preguiças em vida livre e cativeiro.

Nós do #Bond reforçamos e apoiamos essa cultura, a fim de conservar e preservar o meio ambiente! Em tempos de crise, a importância é maior ainda, visto que dependem mais, porém recebem menos. Estamos juntos nessa?

Durante a quarentena, animais selvagens voltam a ocupar espaços antes tomados por humanos

By | Conservação, Educação ambiental, GreenBond, Marketing na Conservação, Meio Ambiente, Mudanças Climáticas | No Comments

Com o surto da pandemia do COVID-19, muitos países decretaram isolamento social, fazendo com que milhões de pessoas deixassem de circular em locais públicos. Porém, o pode ser ruim para uns, é o oposto para outros. Você acredita que esse isolamento de nós humanos está trazendo benefícios para a natureza?

Foto de Stefan-elbe

 

Diante de tantos acontecimentos negativos, percebemos algo animador: a natureza está respondendo de uma forma positiva ao caos!

O isolamento e a redução da quantidade de pessoas nas cidades permitiu que a vida selvagem voltasse a ocupar os espaços antes tomados por multidões, mesmo que de forma tímida. Selecionamos alguns exemplos de como a fauna tem ocupado espaços antes tomados por nós, confira abaixo:

Vida selvagem volta a ativa na Inglaterra

Toupeiras, estão aparecendo com maior frequência em trilhas que antes ficavam lotadas de pessoas. A calmaria acaba liberando a vida selvagem para novos locais em busca de comida e para ocupar território!

Toupeira/Wikimedia Commons

 

Jake Fiennes, gerente de conservação da reserva natural nacional de Holkham, disse que sua equipe estava empolgada em registrar o que está acontecendo na praia de Norfolk/Inglaterra:

“Temos um número anual de visitantes superior a um milhão e, de repente, no pico da época de reprodução, eles não estarão aqui. A natureza está apenas dizendo: ‘Ahhh, agora é tudo para nós mesmos’”.

Com o isolamento, os funcionários da reserva notaram mais gaviões, furões e veados nas trilhas, que antes eram cheias de visitantes:

“O maior impacto que poderemos ver será nas aves costeiras”, disse Fiennes. Ele espera que a paralisação seja positiva para os pássaros que nidificam na praia”

Foto: Ernie Jane /Alamy

 

Tartarugas retomam praias na Índia

Nas costas Indianas, sem turistas, tartarugas retornam em grande quantidade para fazer seus ninhos! Sem turistas nas costas de Odisha, na Índia, e sem caçadores furtivos que costumam caçá-las nesse período, as tartarugas-oliva (Lepidochelys olivacea) retornaram em centenas nas praias de Gahirmatha e Rushikulya Rookery. O bloqueio adotado pelo país permitiu que as criaturas se reproduzam nas melhores condições. Embora a presença deles fosse esperada, milhares de espécimes se espalharam pela praia Rushikulya em menos de uma semana.

Foto: revista pazes/tartarugas retornando para a praia

 

Vida nova nos canais de Veneza

Conhece os canais de Veneza, na Itália? Um fato curioso é que mesmo sendo canais navegáveis, principalmente para o turismo, trata-se de um esgoto a céu aberto.

Devido à quarentena, houve uma drástica redução no fluxo de pessoas nas cidades do país. Gôndolas deixaram de circular nos canais da cidade, e sem circulação de pessoas, a água dos canais, normalmente turvas, ficaram translúcidas ao ponto de peixes ficarem visíveis. Com isso, foi possível avistar golfinhos nos canais, que antes era quase impossível.

Foto: internet

 

Mas não se engane, nem tudo são flores. Segundo conservacionistas, o impacto não é totalmente positivo: alguns crimes contra a vida selvagem acabam passando batidos, já que algumas autoridades estão impossibilitadas de realizar o monitoramento.

Fatos como estes citados acima nos colocam para pensar no quanto a vida humana interfere na vida selvagem. Bastou algumas semanas em casa para que a natureza comece a dar as caras e revelar o quanto interferimos em seu curso natural.

Marketing aplicado na conservação em tempos de coronavírus

By | Conservação, Educação ambiental, GreenBond, Marketing na Conservação, Meio Ambiente | No Comments

Caos. Essa é, provavelmente, a primeira palavra que vem à nossa mente quando pensamos em coronavírus. Notícias ruins aparecem de todos os lados: saúde, educação, segurança, economia e sociedade. O mundo contemporâneo está vivendo experiências nunca antes vistas, sofrendo consequência impensáveis e sendo obrigado a se reinventar. Então, no meio de tantos acontecimentos negativos, essa é a notícia boa: o mundo está sendo obrigado a se reinventar.

 

Foto: Stephanie Keith/Getty Images

 

O que pode ser mais a cara do marketing do que a necessidade de “reinvenção”? O que nós, profissionais da área, aprendemos o tempo todo? Aprendemos a inovar! Pois bem, é em momentos como este que o nosso dom floresce, nossas estratégias se fortalecem e os resultados ganham significados ainda mais importantes. Com o marketing aplicado na conservação não seria diferente. 

 

Olhos voltados aos animais silvestres  

 

Infelizmente, a origem do COVID-19 está muito mais atrelada à não conservação da fauna do que gostaríamos. As hipóteses mais debatidas são pautadas em experiências que envolvem o consumo de animais silvestres. Entre eles: morcego, pangolim, etc. Segundo algumas – ou muitas – fontes científicas, a ingestão direta desses animais pode ter ocasionado a contaminação de seres humanos na China, visto que são iguarias apreciadas na culinária local. O que antes era um problema regional, acabou tomando proporções exacerbadas e tornou-se uma pandemia. 

 

Foto: REUTERS/Kham/File Photo/Reuters

 

Apesar de ser um acontecimento bastante triste, ele trouxe à tona um assunto pouco visto e que precisa, sim, ser debatido: a caça e o tráfico de animais silvestres. Infelizmente, os homens precisaram sentir na pele os riscos desta prática para dá-la um pouco mais de atenção. É diante deste cenário que o marketing, principalmente focado na conservação, se faz necessário. A divulgação da mensagem, informação e educação ambiental caem como uma luva para a situação.  

Os animais selvagens existem para viverem livres na natureza, não para serem caçados, exibidos como troféu e muito menos apreciados na culinária. Os seres vivos e ecossistemas precisam coexistir de forma a respeitar seu ciclo natural. Qualquer interferência indevida pode causar grandes estragos. É essa mensagem que a comunicação deve disseminar. 

 

Fortalecimento do digital

 

Apesar de parecer o fim do mundo, momentos críticos também afloram um sentimento lindo dentro dos seres humanos: a solidariedade. Para salvar uns aos outros, boa parte da população mundial assumiu o compromisso de ficar em suas casas, diminuindo as chances de propagação do vírus. Mas, mesmo que fique cada um na sua, a comunicação entre pessoas não pode simplesmente desaparecer. Por isso, todos aumentamos consideravelmente o uso da internet. Invenção, essa, que nos permite sentir um pouco mais conectados aos que estão longe.

 

Foto: Reprodução

 

Já que estão todos na internet, qual é a melhor forma de disseminar a minha causa? Isso mesmo, na internet! O momento é ótimo para apostar em marketing digital e explorar ferramentas que antes não faziam tanto sentido. Informação relevante é sempre bem-vinda, principalmente quando ela aparece “na nossa cara” sem precisar de esforço. 

Se possível, transmita mensagens leves, positivas e entregue ao seu público um momento de “respiro” diante de tanta notícia ruim. Frequência e consistência também são fundamentais. 

 

Captação de recursos 

 

Dentre todas as janelas de oportunidade abertas, uma mais antiga acabou se fechando temporariamente: a captação de recursos. A crise na economia pode prejudicar significamente o setor de doações nos projetos de conservação. Será preciso repensar os métodos de arrecadação, o destino do capital obtido e aparar algumas arestas. 

No entanto, ao contrário do que se pensa, a comunicação não deve ser uma dessas arestas aparadas. Ela pode parecer menos importante num primeiro momento, mas se analisarmos com racionalidade, é ela quem vai manter seu projeto de pé para arrecadar recursos suficientes quando a economia se reerguer. Manter uma comunicação sólida, frequente e impactar seu público-alvo com informações relevantes durante esse tempo, vai fortalecer sua causa na mente das pessoas. Quando o caos terminar e eles sentirem que precisam fazer mais pelo mundo, lembrarão de você na mesma hora.  

Enfim, a necessidade de reinvenção está em alta, todos – ou pelo menos a maioria – estão com tempo o suficiente para repensar alguns hábitos de suas vidas. A busca por um propósito e por formas de melhorar o mundo se faz cada dia mais forte. Essa é a nossa chance de mostrar a eles que a conservação pode E DEVE virar prioridade. Agarre a oportunidade com unhas e dentes!