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As estampas selvagens invadiram a GreenBond!

By | Conservação, Educação ambiental, Eventos de Conservação, GreenBond, Marketing na Conservação, Meio Ambiente, Projetos de conservação | No Comments

Nosso último projeto mal saiu do forno e já nos enche de orgulho: a WildingTone! Inspirada na Natureza e no sistema PANTONE®, a marca apresenta a forma que traduzimos a beleza selvagem em comunicação visual. A partir desta iniciativa, esperamos dar mais alguns passos para alcançar o nosso objetivo principal: conectar as pessoas a favor da biodiversidade!

 

 

Inspiração #1: Natureza 

 

A natureza, com suas cores e formas, sempre influenciou artistas, cientistas, engenheiros e etc., na criação de suas obras. Sob um olhar mais atento de nossa equipe aos seus padrões de camuflagem, mimetismo, suas curvas e cores, a natureza também virou inspiração para designs incríveis desenvolvidos pelos profissionais da GreenBond. Surgiu então, a grande ideia: criar padrões baseados nas cores selvagens e torná-los parte do nosso dia a dia, por meio de produtos úteis e sustentáveis.

 

 

Inspiração #2: PANTONE®

 

Boa parte da nossa inspiração para a criação da marca também veio da PANTONE®, que é considerada uma verdadeira autoridade em cores! Ela é mundialmente conhecida por seus sistemas e tecnologias de ponta, desenvolvidos para processos que envolvem cores com reprodução precisa, desde as etapas de seleção e comunicação até o controle final das colorações. O nome PANTONE® é conhecido mundialmente como a linguagem padrão para a comunicação em todas as fases do processo de gerenciamento de cores. A mesma linguagem é utilizada e reconhecida pelo designer, fabricante, revendedor e consumidor, nos mais diversos setores industriais.

Durante os últimos 50 anos, a marca desenvolveu e aprimorou o conceito do seu sistema de combinação de cores. Adaptou-se para diversas indústrias, onde a reprodução fiel das cores são críticas, incluindo tecnologia digital, têxteis, plásticos, arquitetura e interiores.

 

Classic Blue 19-4052 é a cor oficial de 2020. (Foto: Instagram @pantonebr)

 

Anualmente, a PANTONE® dita a tendência de cores no mundo todo! A partir de inovações e novas combinações, a marca lança a cor oficial de cada ano, guiando criações de design e produções ao redor do globo. Essa é a verdadeira função de uma autoridade: inspirar o mundo! 

 

Cores exclusivas da WildingTone

 

De acordo com Diego Arruda, co-fundador da GreenBond e idealizador da WildingTone, as cores seguem padrões estrategicamente pensados. ”Basicamente, nosso trabalho consistiu em olhar para os padrões da natureza e catalogar essas cores com o código hexadecimal da PANTONE®, respeitando-as da forma que aparecem nos animais.” 

A criação dos códigos se baseia, primeiramente, nos 6 grupos animais existentes. Eles são divididos em: WF (peixes ou animais marinhos), WI (invertebrados), WR (répteis), WB (aves), WA (anfíbios) e WM (mamíferos). 

O segundo passo é numerar o código de acordo com a ordem de criação, ou seja, “1” para o primeiro, “2” para o segundo e assim por diante. Neste momento, já estamos indo para a 21ª criação! 

A terceira etapa é baseada no nome científico de cada animal. Serão usadas as primeiras letras de cada nome para compor o restante do código. Por exemplo, o nome científico do peixe-napoleão é Cheilinus undulatus, logo, serão usadas as letras “c” e “u” em sua classificação.

O código final do peixe-napoleão ficou: WF (por tratar-se de um peixe) + -p (indicação de patern) + 1 (por ter sido nossa primeira criação) + Cu (Cheilinus undulatus). Resultado final: WF-p1Cu. 

Por fim, adicionamos o hexadecimal da própria PANTONE®, o que indica o tom exato da coloração presente nos animais. 

 

Influenciadores

 

Por nossos designs serem divididos em grupos de animais (aves, seres marinhos, mamíferos, répteis, anfíbios e invertebrados), resolvemos escolher 6 embaixadores, cada um representando a conservação de um grupo. Cada embaixador escolheu um projeto de conservação que será apoiado com a venda dos produtos.

 

Seres Marinhos

 

Para os seres marinhos, escolhemos a Maysa Santoro, bióloga e ambientalista, que trabalha como educadora ambiental e se dedica a causas de conservação do meio ambiente em ONGs de resgate de fauna silvestre, no Brasil e na África do Sul. Ela também gera conteúdos áudio visual com a finalidade de tornar o meio ambiente visto e valorizado pelas pessoas.

 

Maysa Santoro

 

O instituto que será beneficiado será o VIVA Instituto Verde Azul. O instituto nasceu em 2014 com o desejo de ensinar as pessoas sobre a beleza, inteligência e os mistérios das baleias, golfinhos e outros animais, e atua com pesquisas científicas em Ilhabela e Abrolhos.

 

 

Biólogas apaixonadas realizam trabalhos de educação ambiental, campanhas contra a caça e exploração animal, produção de livros infantis, sempre com o objetivo de tocar o coração das pessoas para desenvolverem a consciência ambiental para um mundo melhor, mais “VERDE AZUL” para todos os seres do Planeta.

 

Foto: Rafaela Souza

 

Anfíbios

 

Para representar os anfíbios, escolhemos o Dr. Thiago Silva-Soares, ou Thiago Biotrips, um biólogo especialista em nestes seres. Doutor em zoologia pelo Museu Nacional, começou a viajar no Brasil para pesquisar a herpetofauna. Hoje, suas viagens biológicas ao redor do mundo visam conectar as pessoas à natureza de forma mais íntima e exótica.

 

Thiago Silva-Soares

 

A instituição que ele escolheu, é o seu próprio projeto de conservação, o HerpetoCapixaba. A Mata Atlântica do Estado do Espírito Santo compreende uma grande diversidade de anfíbios e répteis, mas há ainda muito o que se conhecer e desvendar acerca deles. Dentro desse cenário, o Herpeto Capixaba, projeto fundado em Outubro de 2017, busca trazer o estado da arte à herpetologia no Espírito Santo, através da pesquisa, educação e difusão científica, pilares unidos em prol do conhecimento e conservação da herpetofauna.

 

 

Invertebrados

 

Representando o grupo dos invertebrados, escolhemos os amigos Ricardo Brugnera e Guilherme Limberger, gaúchos e crescidos no interior, que descobriram juntos a paixão pelos insetos ainda como colegas na graduação em Ciências Biológicas. Atualmente, como pesquisadores, lideram o projeto Insetos do Brasil que visa a preservação e difusão de conhecimento sobre os insetos e demais invertebrados brasileiros, alcançando públicos de todo o país pelas redes sociais.

 

Ricardo e Guilherme

 

O projeto tem como principais objetivos a conservação dos insetos e popularização da entomologia, além de desmistificar fake news e quebrar preconceitos entre a sociedade, estes animais e demais invertebrados, através das redes sociais.

 

 

Répteis

 

Como embaixadora dos reptilianos, escolhemos a Daniela Sifuentes, paulista de 29 anos graduada em ciências biológicas pela UFMT. Nascida e criada em São Paulo, resolveu cursar biologia no interior do Mato Grosso. Atualmente trabalha com monitoramento e resgate de fauna silvestre, com ênfase na herpetofauna. Trabalha com educação ambiental e faz divulgação científica no Instagram.

 

 

A iniciativa escolhida por ela para apoiarmos é o Projeto Jibóia-do-ribeira. A espécie Corallus cropanii, considerada por especialistas como uma das mais raras do mundo, ocorre somente no Vale do Ribeira e ficou 64 anos sem ser vista viva.

 

 

O Projeto de Conservação da Jibóia do Ribeira foi criado em 2016, com o objetivo de unir os esforços e estreitar a relação entre os cientistas e a comunidade local. Essa parceria proporcionou o encontro de dois exemplares, e é uma ferramenta crucial para elaborar estratégias para a conservação dessa espécie tão fascinante.

 

Corallus copranii – Jibóia-do-ribeira

 

Mamíferos

 

Para os mamíferos, escolhemos a Bio Educação Digital, uma Startup criada e conduzida por Beatriz Morais, que valoriza acima de tudo o ser humano e a natureza, e principalmente sua relação com ela. Trabalhando com cursos, congressos e muito conteúdo online sobre diversas áreas da ciência, um dos compromissos mais fortes da Bio ED e de toda a equipe é a conservação da nossa fauna e flora, através de educação ambiental, divulgação científica e transformação social.

 

 

Como instituição beneficiada, foi escolhido o Instituto Pró-Tapir, um Programa de Monitoramento e Proteção dos Ungulados, mamíferos com casco que atuam principalmente na dispersão de sementes e manutenção das florestas. Para proteger essas e outras espécies, na Mata Atlântica, o Pró-Tapir realiza pesquisas em grandes áreas da biologia, como Ecologia, Genética e Saúde Ambiental, além de trabalhos voltados à educação ambiental e divulgação científica. Contribuem há 10 anos na conservação da biodiversidade e seguem plantando novas ideias!

 

 

Aves

 

Representando o grupo das aves, escolhemos Andrey Naves, youtuber e criador de aves há muitos anos. Através desta paixão, a conservação se tornou seu propósito de vida, onde atualmente, tenta levar este mundo para o maior número de pessoas possível em seu canal no Youtube e sua conta no Instagram, afim de unir forças em prol da biodiversidade.

 

Andrey Naves

 

A instituição escolhida para apoiar foi o ICFau. O Instituto para Criação e Conservação da Fauna (ICFau) é uma organização sem fins lucrativos, criado com o propósito de contribuir com geração de dados científicos, técnicas de manejo e reprodução de espécimes ameaçadas, com a intenção de aumentar seus números, para que sejam utilizadas em programas de conservação.

 

 

Busca também atuar em ações de educação ambiental, por meio da conscientização e estratégias socioambientais, com foco nas comunidades que coabitam as áreas de ocorrência das espécies trabalhadas.

 

Mutum-de-alagoas (Mitu mitu). Uma das aves mais raras e ameaçadas do mundo

 

10% dos valores arrecadados com cada linha, será revertido para os projetos selecionados pelos embaixadores.

 

Captação de recursos para conservação

 

Após muitos estudos e fontes de inspiração, nossa equipe começou o desenvolvimento das cores e padrões baseados nos mais diversos animais selvagens presentes na natureza. Os designs ganharam forma física ao estampar produtos frequentemente utilizados em nosso dia a dia, como canecas, mousepads, bonés, chinelos, máscaras de proteção, entre outros.

 

 

As redes sociais são nossas principais vitrines, ou seja, é por meio delas que exibimos os padrões criados, o resultado final já estampado nos produtos e por onde recebemos os pedidos de compras. Tudo facilmente encontrado no mesmo canal, sem burocracias e/ou complicações. A produção é toda realizada sob demanda, para evitar desperdícios de material. 

A ideia da WildingTone é reverter parte dos lucros obtidos a partir das vendas para auxiliar na proteção da biodiversidade. Os recursos serão doados aos projetos de conservação que atuam na preservação da fauna e flora brasileira. 

Para conferir todos os padrões desenvolvidos pela WildingTone, acesse nosso Instagram e Facebook. Não esqueça de fazer os seus pedidos e, assim, entrar para o #Bond da conservação!

Lives: marketing de conservação

By | Educação ambiental, GreenBond, Marketing na Conservação, Meio Ambiente, Projetos de conservação | No Comments

Quer ferramenta de comunicação mais em alta durante a quarentena do que as lives? Elas estão bombando! Neste blog, vamos mostrar as plataformas mais utilizadas para lives, e também vamos ensinar como montar sua live pelo Instagram!

E se você acha que a galera da conservação não pode surfar nesta onda, está muito enganado! O marketing aplicado na conservação tem tudo a ver com transmissões ao vivo e nós vamos provar.

 

Foto: internet

 

O tema conservação tornou-se um assunto bastante debatido por toda a internet. As tragédias que aconteceram em todo o mundo durante o ano foram consequências para o crescimento destes debates!

Sabendo disso, como um projeto de conservação pode enxergar esse “problema” e transformá-lo em oportunidade?

 

Oportunidade na quarentena

 

A obrigação de ficar em casa acabou aumentando a quantidade de lives nas redes sociais e com isso, tornou-se oportunidade para muita gente! O marketing de conservação não ficou fora dessa: projetos e causas aproveitaram para entrar nesse mundo de lives.

 

Foto: post Documenta Pantanal/Live entre Luciano Candisani e João Farkas falando sobre ‘Fotografia e conservação’

 

Unindo o útil ao agradável, muitas causas e projetos já aderiram e estão fazendo sucesso nas redes: um exemplo disso é a iniciativa Documenta Pantanal ter focado em lives semanais no mês passado. O Onçafari também não ficou de fora dessa! 

Além deles, a SOS Pantanal decidiu entrar no mundo das lives neste mês de maio e a Waita está semanalmente chamando outros projetos para conversar ao vivo! E aí, ficou interessado?

 

Como organizar a sua live?

 

Você tem dúvidas de como iniciar uma live? Saiba que existem algumas plataformas famosas para esse tipo de transmissão, sendo elas: Instagram, Facebook, Youtube, Twitch, etc. Aqui, vamos mostrar um passo a passo de como iniciar uma live em uma das plataformas mais famosas e que está bombando ultimamente com a quarentena, o Instagram:

 

Passo 1

Acesse o aplicativo e faça login.

 

Passo 2

Clique no ícone da câmera no canto superior esquerdo como se fosse fazer um stories.

 

Passo 3

Selecione a opção ‘Ao vivo’:

 

Foto: divulgação

 

Passo 4

Clique em Transmitir ao vivo para iniciar a sua live:

 

Foto: divulgação

 

Passo 5

Para terminar, clique em ‘Encerrar’ no canto superior direito.

 

Passo 6

Depois de finalizada a live, você pode salvar o vídeo no seu celular e compartilhar no IGTV:

 

Foto: divulgação

 

Uma dica importante: a duração de uma live é de uma hora. Depois desse período, o Instagram derruba automaticamente, sendo necessário iniciar uma nova! 

No meio da sua transmissão, é possível compartilhar imagens e vídeos que estão salvos na sua galeria. Para fazer isso é só clicar no quadradinho no canto inferior direito da tela e selecionar a imagem que será compartilhada. Para remover a imagem da tela, é só selecionar a opção de não usar nenhuma imagem:

 

Foto: divulgação

 

Como compartilhar perguntas feitas em stories recentes?

 

Você já viu o recurso dos stories de postar uma caixa onde as pessoas podem enviar perguntas para você responder depois? Pois é, essa ferramenta pode ser bastante útil na hora de preparar e fazer as suas lives.

No dia anterior você pode, por exemplo, pedir para os seus seguidores enviarem as perguntas que eles querem ver respondidas na transmissão.

 

Foto: divulgação

 

E na hora da live é só você clicar no ícone da carta com uma interrogação no meio e selecionar a questão que você quer compartilhar na tela enquanto está respondendo.

 

Como convidar outra pessoa para fazer parte da sua live?

 

Numa das atualizações mais recentes, o Instagram adicionou a possibilidade de convidar outra pessoa para participar da transmissão com você: basta iniciar uma live sozinho, aguardar a pessoa entrar e convidá-la, selecionando o item com ‘dois rostos’, que fica perto do rodapé.

O momento é ótimo para apostar em marketing digital e explorar ferramentas que antes não faziam tanto sentido. Informação relevante é sempre bem-vinda, principalmente quando ela aparece “na nossa cara” sem precisar de esforço.

 

Foto: divulgação

 

Se possível, transmita mensagens leves, positivas e entregue ao seu público um momento de “respiro” diante de tanta notícia ruim. Frequência e consistência também são fundamentais.

As lives nos permitem transmitir mensagens e conseguir mais apoio! Podem mostrar a realidade dos biomas brasileiros de forma verdadeira e é uma maneira de mostrar a realidade deles. Além também de poder debater com o público possíveis soluções e envolvê-los organicamente.

 

Lives que você não pode perder

 

  • A iniciativa Documenta Pantanal, no mês de abril, decidiu envolver pessoas conhecidas no mundo da conservação para discutir sobre o tema  conservação e foi um sucesso;
  • O Onçafari não ficou de fora e entrou no mundo das lives, com o próprio presidente, Mario Haberfeld, que está participando e conversando com pessoas envolvidas;
  • A SOS Pantanal vai fazer a primeira live essa semana, no dia 14 de maio;
  • A Waita está semanalmente chamando outros projetos para conversar ao vivo;

Não viu nenhuma ainda ou não começou a fazer? Corre que dá tempo! Nós do #Bond apoiamos essas iniciativas a favor da conservação e da biodiversidade.

Marketing aplicado na conservação em tempos de coronavírus

By | Conservação, Educação ambiental, GreenBond, Marketing na Conservação, Meio Ambiente | No Comments

Caos. Essa é, provavelmente, a primeira palavra que vem à nossa mente quando pensamos em coronavírus. Notícias ruins aparecem de todos os lados: saúde, educação, segurança, economia e sociedade. O mundo contemporâneo está vivendo experiências nunca antes vistas, sofrendo consequência impensáveis e sendo obrigado a se reinventar. Então, no meio de tantos acontecimentos negativos, essa é a notícia boa: o mundo está sendo obrigado a se reinventar.

 

Foto: Stephanie Keith/Getty Images

 

O que pode ser mais a cara do marketing do que a necessidade de “reinvenção”? O que nós, profissionais da área, aprendemos o tempo todo? Aprendemos a inovar! Pois bem, é em momentos como este que o nosso dom floresce, nossas estratégias se fortalecem e os resultados ganham significados ainda mais importantes. Com o marketing aplicado na conservação não seria diferente. 

 

Olhos voltados aos animais silvestres  

 

Infelizmente, a origem do COVID-19 está muito mais atrelada à não conservação da fauna do que gostaríamos. As hipóteses mais debatidas são pautadas em experiências que envolvem o consumo de animais silvestres. Entre eles: morcego, pangolim, etc. Segundo algumas – ou muitas – fontes científicas, a ingestão direta desses animais pode ter ocasionado a contaminação de seres humanos na China, visto que são iguarias apreciadas na culinária local. O que antes era um problema regional, acabou tomando proporções exacerbadas e tornou-se uma pandemia. 

 

Foto: REUTERS/Kham/File Photo/Reuters

 

Apesar de ser um acontecimento bastante triste, ele trouxe à tona um assunto pouco visto e que precisa, sim, ser debatido: a caça e o tráfico de animais silvestres. Infelizmente, os homens precisaram sentir na pele os riscos desta prática para dá-la um pouco mais de atenção. É diante deste cenário que o marketing, principalmente focado na conservação, se faz necessário. A divulgação da mensagem, informação e educação ambiental caem como uma luva para a situação.  

Os animais selvagens existem para viverem livres na natureza, não para serem caçados, exibidos como troféu e muito menos apreciados na culinária. Os seres vivos e ecossistemas precisam coexistir de forma a respeitar seu ciclo natural. Qualquer interferência indevida pode causar grandes estragos. É essa mensagem que a comunicação deve disseminar. 

 

Fortalecimento do digital

 

Apesar de parecer o fim do mundo, momentos críticos também afloram um sentimento lindo dentro dos seres humanos: a solidariedade. Para salvar uns aos outros, boa parte da população mundial assumiu o compromisso de ficar em suas casas, diminuindo as chances de propagação do vírus. Mas, mesmo que fique cada um na sua, a comunicação entre pessoas não pode simplesmente desaparecer. Por isso, todos aumentamos consideravelmente o uso da internet. Invenção, essa, que nos permite sentir um pouco mais conectados aos que estão longe.

 

Foto: Reprodução

 

Já que estão todos na internet, qual é a melhor forma de disseminar a minha causa? Isso mesmo, na internet! O momento é ótimo para apostar em marketing digital e explorar ferramentas que antes não faziam tanto sentido. Informação relevante é sempre bem-vinda, principalmente quando ela aparece “na nossa cara” sem precisar de esforço. 

Se possível, transmita mensagens leves, positivas e entregue ao seu público um momento de “respiro” diante de tanta notícia ruim. Frequência e consistência também são fundamentais. 

 

Captação de recursos 

 

Dentre todas as janelas de oportunidade abertas, uma mais antiga acabou se fechando temporariamente: a captação de recursos. A crise na economia pode prejudicar significamente o setor de doações nos projetos de conservação. Será preciso repensar os métodos de arrecadação, o destino do capital obtido e aparar algumas arestas. 

No entanto, ao contrário do que se pensa, a comunicação não deve ser uma dessas arestas aparadas. Ela pode parecer menos importante num primeiro momento, mas se analisarmos com racionalidade, é ela quem vai manter seu projeto de pé para arrecadar recursos suficientes quando a economia se reerguer. Manter uma comunicação sólida, frequente e impactar seu público-alvo com informações relevantes durante esse tempo, vai fortalecer sua causa na mente das pessoas. Quando o caos terminar e eles sentirem que precisam fazer mais pelo mundo, lembrarão de você na mesma hora.  

Enfim, a necessidade de reinvenção está em alta, todos – ou pelo menos a maioria – estão com tempo o suficiente para repensar alguns hábitos de suas vidas. A busca por um propósito e por formas de melhorar o mundo se faz cada dia mais forte. Essa é a nossa chance de mostrar a eles que a conservação pode E DEVE virar prioridade. Agarre a oportunidade com unhas e dentes!

A porta de entrada de um projeto de conservação no mundo digital

By | Conservação, GreenBond, Marketing na Conservação, Meio Ambiente, Projetos de conservação | No Comments

Segundo a ONU, até 2018, mais da metade da população mundial já tinha acesso à internet. Sendo assim, podemos dizer que a internet deixou de ser somente um meio de pesquisa e agora, faz parte do “DNA do ser humano”. Dentro desta enorme rede mundial, é possível encontrar de tudo um pouco. Mas o que é importante saber: o consumidor da sua causa, produto ou serviço também pode estar presente.

O que o seu projeto precisa entender para entrar nesse meio?

 

O digital com uma visão empreendedora

 

Digital não é só criar uma rede social ou um site, vai muito além disso. Atualmente, é fundamental estar no meio digital, pois além de alcançar o seu target (público-alvo), é possível fazer uma captação de outro público que ainda não está engajado com a sua causa. Mas como fazer isso? Antes de mais nada, é aconselhável uma pesquisa para entender sobre o público e onde ele está, para a organização estar presente naquela rede. A criação de uma persona (modelo de público, com nome, idade e características básicas) é sempre importante para definir com quem o projeto está se comunicando.

Depois da identificação, é importante ter um site acessível e de fácil manuseio, para sempre que realizar anúncios, direcioná-lo para o site, onde haverá mais informações. Nele, é necessário que estejam todos os objetivos, missões e valores, independente se é uma venda de produto, serviço ou ideia (como é o caso da conservação). O usuário precisa entender do que se trata e porque apoiar. 

Nas redes sociais, como qualquer situação da vida, é preciso ter um planejamento. Organizar e planejar é essencial para diminuir erros. É ideal um cronograma para o mês, sempre realizado no mês anterior. Recursos como B.I (Business Intelligence) para gerar relatórios, são muito importantes para organizar o melhor horário, dia e onde realizar o seu post. Além de claro, encontrar o público mais engajado com a sua causa, para futuras ações de relacionamento ou posts específicos.

 

A importância de um site

 

Com base na experiência do usuário (UX), o site precisa estar alinhado para a melhor experiência possível. A criação de um aplicativo também é importante, dependendo do seu objetivo com determinada campanha. Mas caso não tenha, é importante que o navegador via mobile (aparelho celular) esteja com uma ótima navegação, para não prejudicar a experiência do usuário.

No site, é aconselhável que o layout esteja o mais clean (limpo) possível, com fácil acesso ao menu ou barra de busca. No final, importante sempre a implantação de um campo para envio de newsletter ou e-mail marketing. Pode não parecer, mas essa função ainda é muito eficaz e a taxa de abertura pode ser muito alta, dependendo de como for criada.

 

Case de sucesso

 

Onçafari

1º Passo – Perguntas

Na criação de um site, é importante fazer algumas perguntas, para entender os objetivos da organização. Para a Onçafari, não foi diferente:

 

Educação

1) Consigo saber já na primeira página a causa da Organização e qual sua missão? O site providencia boa informação sobre a causa?

3) Você pode aprender bastante sobre a causa no site?

4) Seria fácil, após ler o que a ONG faz, explicar o que ela faz para alguém?

 

Transparência e Transação Financeira

5) O site apresenta checkout transparente? Estou confiante que as informações financeiras são mantidas em segredo? Apresentou certificados de segurança?

7) Achei com facilidade o botão para fazer a doação?

8) O site tem alguma área em que apresenta um relatório de prestação de contas da Organização?

9) Tem alguma forma de eu acompanhar as atividades da Organização? Quais os canais que o website apresenta para esse propósito?

 

Causa de Apoio

10) A organização parece precisar do meu apoio?

11) Eu fui pedido para doar no site?

12) Tem botões de call to action para isso?

13) Há interação e facilidade de navegação?

14) Ao analisar o layout, disposição dos elementos, consigo identificar padrões de cores com funcionalidades específicas no website?

15) O site é fácil de navegar?

16) Quais as formas de entrar em contato com a Organização disponibilizadas no website?

17) O site desenvolveu uma comunidade?

18) A organização me ofereceu formas de manter o contato e ficar atualizado das atividades? Se sim, quais?

 

Empoderamento e inspiração

19) O site me incentiva a entrar em ação?

20) O site me faz sentir necessário? De que a minha ajuda pode fazer a diferença para a causa?

21) O site me providência ideias e formas para ajudar? Quais?

 

2º Passo – Sites de referência

Pesquisar e analisar sites de concorrentes ou parceiros é também uma etapa importante. Neles, é possível separar o que pode ser feito e o que não daria certo para o seu site. 

 

3º Passo – Wireframe (rascunho)

Depois de buscar algumas referências, está na hora de rascunhar! Nosso primeiro rascunho para a Onçafari foi a imagem abaixo:

 

Imagem: Greenbond

 

Desenhamos o wireframe (rascunho) da seguinte forma (exemplo):

  • Página inicial
  • Sobre nós (texto apresentação + lista subpáginas em menu lateral)

    • Nossa história
    • Objetivos e resultados
    • Onde atuamos

      • Pantanal
      • Cerrado
      • Amazônia
      • Mata Atlântica
    • Membros (segmentado em equipe de campo / conselho / executivo)

      • Perfil
      • Trabalhe com a gente (link interno)
    • Bases
    • Parceiros
    • Prêmios
    • Documentário (apresentação + trailer + making of)
    • Relatórios (lista + download de documentos em pdf) *
    • Balanço *
    • Entre em contato

 

Imagem: Nação design

 

Com isso, foi feito um estudo contemplando 3 páginas importantes do site:

 

Home

 

Imagem: Nação design

 

Espécie

 

Imagem: Nação design

 

Animal

 

Imagem: Nação design

 

Sendo assim, em uma parceria com a Nação Design, realizamos esse trabalho fantástico para a Onçafari. Caso tenha alguma causa ou sua organização precise de um apoio, estamos engajados e dispostos a ajudar! Nós podemos ser a sua porta de entrada no mundo digital 😉