O SEO deixou de ser apenas uma técnica para ranquear no Google e passou a atuar como um eixo estratégico de visibilidade e credibilidade digital. As mudanças mais recentes provocadas pela inteligência artificial, pelos novos formatos de busca e pelos critérios de autoridade, redefinem a forma como conteúdos são encontrados e priorizados.
Entendendo o SEO além do ranking e da otimização técnica
SEO, ou Search Engine Optimization, é o conjunto de práticas voltadas para estruturar conteúdos, sites e informações digitais de modo que sejam compreendidos, indexados e priorizados pelos mecanismos de busca. Desde sua consolidação como estratégia digital, o SEO cumpre um papel central ao conectar a intenção de busca das pessoas a respostas relevantes, influenciando visibilidade, autoridade e presença digital de marcas e organizações.
Tradicionalmente, o SEO esteve associado à disputa por posições nos resultados orgânicos, com foco em palavras-chave, otimização técnica e produção de conteúdo alinhado a critérios específicos dos algoritmos. No entanto, ao longo dos últimos anos, esse campo se expandiu e se complexificou. Hoje, o SEO não se limita mais à lógica do ranking: ele atua como um elemento estruturante da credibilidade informacional, especialmente em um ambiente marcado por excesso de conteúdo e múltiplos canais de descoberta.
Para quem deseja compreender de forma mais aprofundada os fundamentos do SEO, a Greenbond já abordou esse tema no artigo “SEO para conservação: como aparecer na primeira página do Google”, que explora conceitos, aplicações práticas e bases estruturais dessa estratégia. Mas o meio digital é uma área que está em constante adaptação e evolução, sendo assim, é de extrema importância discutir as mudanças mais recentes que vêm redefinindo essa ferramenta.

Fonte: Banco de imagens do Canva.
O contexto atual das mudanças no SEO
As mudanças no SEO são resultado de uma reconfiguração mais ampla do ecossistema digital. O crescimento do uso de inteligência artificial, a consolidação das respostas diretas nas páginas de resultado e a fragmentação da jornada de busca alteraram profundamente a forma como as pessoas acessam informações.
Dados consolidados por estudos recentes da SparkToro e da Similarweb indicam que o número de pesquisas que terminam sem clique em sites externos, saltou de 56% para 69%. Esse fenômeno, conhecido como zero-click search, é impulsionado pela ampliação de respostas diretas, painéis informativos e resumos automatizados nas páginas de resultado.
Esse movimento, analisado em relatórios publicados entre 2024 e 2025, reforça que o SEO passa a ser menos sobre atrair cliques isolados e mais sobre ser reconhecido como fonte confiável e relevante, mesmo quando o usuário não acessa diretamente a página.
O fenômeno não significa o fim do SEO, mas ao alterar as métricas de sucesso e as prioridades estratégicas, exige que profissionais considerem indicadores como presença em painéis de resposta, citações de marca em resultados automatizados e autoridade contextual em vez de apenas tráfego direto.
Como a inteligência artificial está interferindo no SEO
A incorporação da inteligência artificial aos mecanismos de busca representa a mudança mais profunda no SEO contemporâneo. Sistemas baseados em IA passaram a interpretar consultas de forma contextual, avaliando intenção, relações semânticas e consistência temática. Com isso, conteúdos deixam de ser analisados apenas por palavras-chave e passam a ser compreendidos como conjuntos de informação interligados.
A introdução de recursos como os AI Overviews do Google alterou significativamente a experiência de busca. Em pesquisas recentes de mercado, observou-se que, quando esse tipo de resposta automatizada é exibido, as taxas de clique nos resultados orgânicos tradicionais, click-through rate (CTR), tendem a cair de forma relevante. Cerca de 8% das buscas com AI Overview resultaram em algum clique, comparado a cerca de 15% quando esse recurso não estava presente.
Esse cenário reforça que o desempenho em SEO passa a ser medido não apenas por tráfego, mas também pela presença e relevância do conteúdo dentro das respostas automatizadas exibidas pelo próprio Google, uma lógica cada vez mais associada ao conceito de Generative Engine Optimization (GEO).De forma simples, o GEOse refere à otimização de conteúdos para que eles possam ser utilizados por sistemas de inteligência artificial na formulação de respostas. Nesse contexto, o conteúdo deixa de existir apenas como uma página isolada e passa a funcionar como base de informação, integrada a um conjunto maior de fontes que alimentam mecanismos generativos.
A influência da inteligência artificial na exibição de resultados de busca do Google
As visões gerais geradas por inteligência artificial no Google passaram a ocupar uma posição central nos resultados de busca. Elas aparecem antes mesmo dos links orgânicos tradicionais e entregam ao usuário uma resposta pronta, construída a partir da combinação de diversas fontes disponíveis na web.
Diferentemente dos antigos featured snippets, que exibiam apenas um pequeno trecho retirado de uma única página, esses resumos de IA integram e organizam informações de múltiplas fontes para apresentar uma resposta única, mais abrangente e contextual.Segundo a plataforma Semrush, o Google passa a atuar também como um sistema de respostas automatizadas, capaz de entregar conhecimento consolidado instantaneamente, o que redefine a lógica do SEO e da produção de conteúdo digital.

Fonte: Banco de imagens do Canva.
Outras mudanças relevantes no SEO além da IA
Embora a inteligência artificial seja o vetor mais evidente, outras mudanças estruturais vêm se consolidando paralelamente. Uma delas é a fragmentação da jornada de busca.
Usuários já não dependem exclusivamente de um único mecanismo para pesquisar: utilizam buscadores tradicionais, redes sociais, plataformas de vídeo, marketplaces e assistentes virtuais. Isso amplia o escopo do SEO, que passa a exigir coerência informacional em múltiplos ambientes.
Outra transformação relevante é a perda de eficácia de conteúdos isolados. Algoritmos passaram a privilegiar conjuntos de conteúdos bem conectados, com profundidade temática clara.
Estratégias baseadas em hubs (páginas centrais que organizam e direcionam para conteúdos relacionados), clusters (artigos que aprofundam os diferentes aspectos do tema) e conteúdos pilares ganham relevância porque ajudam os mecanismos de busca a compreenderem autoridade por tema, e não apenas relevância pontual.
Além disso, sinais relacionados à experiência do usuário seguem importantes, mas agora inseridos em uma lógica mais ampla de avaliação da utilidade real do conteúdo. Leitura fluida, organização clara e acessibilidade contribuem para reforçar a percepção de qualidade e relevância.
Esse movimento reforça que a organização e a coerência entre conteúdos passaram a ser tão relevantes quanto apenas a otimização técnica.

Fonte: Banco de imagens do Canva.
EEAT, credibilidade e sinais institucionais
O fortalecimento do conceito de EEAT (Experiência, Especialização, Autoridade e Confiabilidade) tem sido enfatizado como critério de qualidade em diretrizes públicas do Google e análises de mercado. A ênfase em fontes confiáveis, autoria do criador e consistência editorial está alinhada à necessidade de conteúdos que possam ser usados como referência em respostas automatizadas e ferramentas de IA. Isso eleva o SEO de uma técnica de ajuste de páginas para uma disciplina que reforça reputação digital e confiabilidade institucional, especialmente em temas técnicos, científicos e socioambientais.
Autoria identificável, histórico consistente de publicações, uso de fontes confiáveis e alinhamento entre discurso e prática institucional tornaram-se sinais relevantes para os algoritmos. Nesse contexto, o SEO se aproxima da gestão de reputação digital, reforçando a importância de consistência editorial e posicionamento ao longo do tempo.

Fonte: Banco de imagens do Canva.
Preparando sua estratégia de SEO para o novo ambiente
Diante dessas transformações, adaptar uma estratégia de SEO exige algumas diretrizes práticas essenciais:
1. Reforçar autoridade temática e reputação de domínio
Produza conteúdos aprofundados, citados por fontes confiáveis e contextualizados em torno de um mesmo tema para ganhar presença nos buscadores, não apenas nos rankings, mas em respostas de IA.
2. Medir visibilidade além do clique
Métricas como impressões, share of SERP, aparições em AI Overviews, menções em painéis automatizados e presença em respostas contextuais são agora tão relevantes quanto CTR tradicional.
3. Otimizar para descoberta por IA
Utilize marcação semântica (Schema), respostas em formato de perguntas e seções claras que sistemas de IA conseguem interpretar; isso aumenta a chance de seu conteúdo ser usado em respostas diretas.4.
4. Equilibrar SEO tradicional com presença em IA
Conteúdos transacionais e de fundo de funil ainda dependem de boas práticas tradicionais, enquanto conteúdos informativos e explicativos devem ser pensados para visibilidade em sistemas automatizados e híbridos.

Fonte: Banco de imagens do Canva.
SEO como decisão estratégica em um cenário em transformação
É importante reforçar que as mudanças no SEO não indicam o fim da otimização para mecanismos de busca, mas sua evolução para um modelo mais complexo, seletivo e orientado por qualidade.
Nesse contexto, estratégias baseadas apenas em ajustes técnicos tendem a perder eficácia. Construir presença digital hoje exige visão criteriosa e compreensão das novas dinâmicas de busca.
Para organizações que preferem concentrar seus esforços em sua atuação principal e contar com apoio especializado para estruturar essa presença digital, a GreenBond Conservation atua como parceira estratégica, conectando conteúdo, propósito, SEO e posicionamento institucional de forma integrada.
Para quem deseja aprofundar esse debate, o blog da Greenbond reúne outros conteúdos que exploram comunicação e marketing, visibilidade digital e o universo da conservação.
Escrito por: Karine Braga – Greenbond Conservation
Revisado por: Juliana Badari – Greenbond Conservation

