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Projetos de conservação

Bond da Conservação: Tatiana Neves

By Bond da Conservação, Personagens da conservação, Projetos de conservação

Você conhece as grandes personalidades da conservação? Ao longo dos anos, pudemos contar com alguns heróis que deram início a grandes ideias ou tiveram papéis importantes em determinados projetos de proteção ao meio ambiente. Seus princípios e histórias de vida são uma inspiração para nós, que formamos uma enorme corrente a favor da natureza.  

Vamos explorar a história desses gigantes aqui em nosso blog. A informação é nossa principal arma. Por meio dela, desejamos munir a população de conhecimento, inspirar cidadãos comuns e trazer o maior número de pessoas  para o “lado verde da força”.

Hoje iremos conversar sobre Tatiana Neves, bióloga e Mestre em Oceanografia Biológica, fundadora e coordenadora geral do Projeto Albatroz há 32 anos. Ou ainda: a mulher por trás da conservação de animais incríveis que dão a volta ao mundo, os albatrozes.

Quando descobriu o amor pelo mar?

Quem já conhece a Tatiana sabe que é impossível não associá-la ao mar, mas você saberia dizer quando essa paixão começou?

Foto: Projeto Albatroz

Em uma entrevista inédita com a GreenBond Conservation, essa bióloga e pessoa incrível nos contou que a sua história com o oceano se iniciou com poucos meses de vida, quando colocando os pequeninos pés na água da praia, descobriu o grande amor da sua vida. Mas assim como toda história de amor, a protagonista passaria por muitos episódios para que de fato, pudesse vivê-la para sempre.

Apesar de ter nascido em São Paulo, frequentemente visitava a casa dos avós que ficava na Praia Grande, em Santos. Já jovenzinha, se mudou para lá e desde então, acumula uma série de memórias fantásticas vividas na beira do mar, onde ela tinha a sensação de pertencimento.

Uma criança diferenciada…

Para começar, ela conta que na sua infância, as praias do litoral sul eram muito diferentes do que são hoje, o ambiente marinho era pouco ou nada urbanizado, o que permitia o contato e observação de uma biodiversidade encantadora. Às 5 horas da manhã, dentre todas as crianças, Tatiana era a única que acordava e ansiava por acompanhar o pai e o avô na pesca esportiva. Com enormes suspiros de emoção, ela nos conta o quão gostoso eram essas saídas em família que se iniciava com a captura de pequenos peixes em riachos para usarem como iscas vivas para peixes maiores.

A diversão não acabava por aí… ao chegarem do passeio, aquela menina pequenina corria atrás do avô e se debruçava sobre o tanque para assisti-lo abrindo e limpando o estômago dos peixes e retirando os parasitas. Longe de sentir nojo ou até mesmo medo, ela se encantava por já ter uma consciência de que aqueles organismos se tratavam, na verdade, de vidas minúsculas. Hoje, entende que esses pequenos momentos foram a sua primeira grande experiência como futura bióloga que viria a ser. 

Amor não só pelo mar, mas por todas as formas de vida

Nas caminhadas pela praia com a sua irmã, acabou conhecendo a rotina de grandes barcos pesqueiros. Por isso, no menor sinal de uma multidão, corriam para ajudar aqueles trabalhadores a tirarem a rede de arrasto do mar.

A destemida Tatiana. Foto: Tatiana Neves/ Instagram.

Faziam isso com toda pressa do mundo, pois queriam logo chegar ao fundo dessa rede e desemaranhar com segurança as pequenas estrelas-do-mar, siris e tantos outros animais que haviam sido capturados incidentalmente e que seriam descartados pelos pescadores porque não tinham nenhum interesse comercial. Quando tiravam,  jogavam-nos rapidamente de volta ao mar na esperança de que sobrevivessem.

Apesar de toda essa clareza, será que a escolha do curso sempre foi uma certeza?

Como vocês viram no decorrer da história, Tatiana sempre soube que queria fazer biologia, pois sentia que já tinha nascido bióloga. Mas como qualquer outro jovem que está passando pela fase de vestibular, começaram a aparecer em seus pensamentos, estalos de incerteza. Por isso, ao chegar o momento de se inscrever nos cursos e na faculdade, escolheu várias outras áreas além daquela que lhe era óbvia: nutrição, educação física, medicina e farmácia.

Como uma aluna e pessoa determinada que sempre foi, dentre as aprovações, estava a tão sonhada carreira de médica. Esse, pode até ser o sonho de muitos, mas não o de Tatiana. Ela seguiu em direção ao seu coração, à sua infância, a sua grande paixão: a biologia! Como o seu grande desejo era o ambiente marinho, abriu mão de faculdades federais para estudar naquela que na época, mais se aproximava da Biologia Marinha, a Universidade de Santa Úrsula no Rio de Janeiro.

Quem nunca entrou em um curso e se perdeu com um mundo de oportunidades?

Para quem imaginou que Tatiana, depois disso, iniciou a sua carreira como bióloga marinha, se enganou! Durante os anos da graduação, conheceu o universo amplo que é o “estudo da vida” e acabou tomando gosto pela bioquímica e inclusive, pouco tempo antes da sua formação, estava com um mestrado encaminhado sobre isso.

Tatiana ainda viria a descobrir o motivo pelo qual doaria a sua vida. Foto: Projeto Albatroz.

Mas mais uma vez, assim como em muitos outros momentos da sua vida, o mar lhe chamou!

O reencontro final com o oceano!

Uma reviravolta em sua vida a obrigou a deixar a Cidade Maravilhosa e voltar para Santos. Uma volta nada fácil. Afinal, ela trabalhava em São Paulo e estudava no litoral.  Entre as idas e vindas da vida, frequentou uma escola de mergulho e lá, em Santos, começou a trabalhar. Esse emprego lhe permitia mergulhar frequentemente lugares como a Laje de Santos e vários outros pontos importantes do litoral paulista. Dessa forma, conhecia quase que de cabo a rabo a biodiversidade daquele lugar incrível.

Logo, ela mudou de emprego. Passou a integrar a equipe da Secretaria do Meio Ambiente. Lá Tatiana convenceu o diretor da Divisão de Reservas e Parques Nacionais que a Laje de Santos precisava de uma Unidade de Conservação. E através da sua proposta, hoje, esse parque foi o primeiro e único Parque Estadual Marinho do Estado de São Paulo.

“A menina das aves”

Entre um mergulho e outro, entre as visitas às ilhas, em especial, a de Alcatrazes, Tatiana conheceu a diversidade das aves marinhas e o resultado não podia ser outro: encantou-se!

O gosto por esses animais era tanto que, no meio acadêmico e por onde passava, era conhecida como “a menina das aves”. Essa sua fama levou um dos pesquisadores a entrar em contato com ela para pedir ajuda na identificação de algumas aves vítimas da pesca incidental por barcos de pesca de atum. Consegue adivinhar quem eram essas aves?

Conhecendo os albatrozes

As aves vítimas da pesca por espinhel eram os albatrozes e os petréis. Na entrevista, Tatiana descreveu o seu primeiro contato de forma muito profunda e verdadeira: como animais tão grandes, belos e incríveis, capazes de dar a volta ao mundo, pudessem ser vítimas das iscas e anzóis dos nossos barcos de pesca.

Esses pensamentos a perturbavam e ela não conseguia admitir que isso pudesse acontecer aqui! Esse fato a sensibilizou de tal forma que, a partir de então, dedicaria o resto de sua vida em prol do que hoje conhecemos como Projeto Albatroz. 

Tatiana depois de muitos anos, conhecendo uma colônia de albatrozes em Galápagos.. Foto: Tatiana Neves/ Instagram.

Mas como uma jovem estudante poderia mudar o futuro dessas espécies?

Tatiana conta que o Projeto Tamar e o Projeto Baleia Jubarte foram as suas grandes e verdadeiras inspirações. Com o sentimento sonhador de uma pessoa jovem, ela colocou na cabeça que não deixaria nada e nem ninguém freá-la até que conseguisse escrever um projeto como esses para os albatrozes. E, quem sabe, assim como eles, conquistar o requisitado patrocínio da Petrobras. 

Para quem gosta de spoiler: isso aconteceu depois de seis anos da fundação do projeto!

O início do Projeto Albatroz

Começar um projeto no Brasil nunca foi fácil, por isso, essa história não poderia ser diferente. Tatiana levantou duas principais dificuldades encontradas durante o seu caminho: desconstruir o ambiente prioritariamente masculino que frequentava e impor respeito ao seu trabalho e a si mesma e claro, a falta de recursos.

Tanto o ambiente acadêmico quanto os barcos pesqueiros eram frequentados por homens. Conta que, muitas vezes, reparava em olhares questionadores e julgadores. Mas como uma mulher determinada como sempre foi, comprou mais uma briga pela sociedade: o direito das mulheres de habitarem esses locais. Com muito orgulho, conta que foi uma de suas maiores conquistas!

O sorriso de quem venceu muitas barreiras. Foto: Tatiana Neves/ Instagram.

Agora, sobre a barreira financeira, desabafou que foi um momento muito difícil. A falta de remuneração a levou a trabalhar com outras coisas e, ao mesmo tempo, tocar o programa de conservação, o que não foi uma conciliação fácil devido às altas demandas. Mas como desistir nunca foi uma opção, logo vieram apoios internacionais e depois, nacionais, como a Fundação Boticário e como vocês já viram, a Petrobras.

E onde está a Tatiana hoje?

Ainda hoje, Tatiana é a coordenadora geral do projeto, responsável pela gestão e administração de toda a equipe que compõe todas as 7 bases da organização em 6 estados diferentes: Santos (SP), Itajaí e Florianópolis (SC), Itaipava (ES), Rio Grande (RS), Natal (RN) e Cabo Frio (RJ). Ela não deixa de dizer o quão grata se sente por todas as pessoas que trabalharam na escrita dessa história e que diariamente, acredita e deseja os mesmos sonhos que o dela.

 

Texto por Aléxia Ferraz

Revisado por Jéssica Amaral Lara

Bond da Conservação: Kristine Tompkins

By Bond da Conservação, Conservação, Meio Ambiente, Mudanças Climáticas, Projetos de conservação

Você conhece as grandes personalidades da conservação? Ao longo dos anos, pudemos contar com alguns heróis que deram início a grandes ideias ou tiveram papéis importantes em determinados projetos de proteção ao meio ambiente. Seus princípios e histórias de vida são uma inspiração para nós, que formamos uma enorme corrente a favor da natureza.  

Vamos explorar a história desses gigantes aqui em nosso blog. A informação é nossa principal arma. Por meio dela, desejamos munir a população de conhecimento, inspirar cidadãos comuns e trazer o maior número de pessoas  para o “lado verde da força”.

Hoje falaremos sobre Kristine Tompkins, presidente e co-fundadora da Tompkins Conservation, mulher de importância incalculável para a natureza. Junto a seu marido, Douglas Tompkins, ela ajudou na proteção de mais de 15 milhões de acres (ou seja, quase 9 milhões de campos de futebol) de Parques Nacionais no Chile e na Argentina, dentre várias outras ações para a conservação da biodiversidade, como a reintrodução de espécies em seus ecossistemas. Continue acompanhando e a inspiração será garantida!

 

Foto: Tompkins Conservation

 

Esquiadora, no mundo da moda! 

Kristine nasceu no estado da Califórnia e cresceu em meio à natureza, no rancho de seu bisavô. Ela sempre amou a vida ao ar livre, e sempre que podia, visitava os Parques Nacionais dos Estados Unidos, para caminhar, escalar e ter seu momento com a natureza. Quando adolescente, mudou-se para cursar o Colégio de Idaho, quando começou a competir em corridas de esqui. 

Após se formar, ela voltou para a Califórnia e trabalhou com Yvon e Malinda Chouinard. Na época, eles estavam fundando uma empresa, a Patagonia, Inc, varejista de roupas para atividades ao ar livre. Por mais de 20 anos, ela foi CEO desse empreendimento que cresceu incansavelmente! 

Kristine ressalta que trabalhar com Yvon foi fundamental para a sua mudança de visão do mundo. Afinal, Yvon, junto a sua esposa Malinda, sempre adotaram uma postura sustentável na empresa, agindo diferente de qualquer outra à época. Para eles, o lucro não era o único objetivo. Como exemplo de uma de suas ações, eles doavam 10% de todo o lucro para organizações ambientais.

 

Foto: carnegiescience.edu

 

Mudança de continente, estado civil, propósito e… de vida

Em 1993, ela saiu da Patagônia, Inc. e decidiu se mudar para a América do Sul para morar junto a seu antigo amigo Douglas Tompkins, fundador da The North Face Inc. e co-fundador da Esprit. Aventureiros, juntos eles já haviam viajado muito e perceberam que os lugares que amavam, estavam sendo degradados. 

Assim, Douglas teve a ideia de comprar terras e devolvê-las ao governo em forma de Parques Nacionais. E, o lugar onde viram que isso era possível, era na América do Sul. Quando Kris se mudou, ele tinha acabado de comprar 42.000 acres de florestas na região dos lagos do Chile.

 

Kristine e Douglas. Foto: Tompkins Conservation

 

Não demorou para eles se casarem (1994) e uma linda história de amor e comprometimento começar. Unidos também em propósito, eles fundaram a Tompkins Conservation e em mais de 25 anos de trabalho árduo, protegeram mais terras do que qualquer outra pessoa na história

 

Tompkins Conservation e os Parques Nacionais!

Kristine no Parque Nacional da Patagônia. Foto: Tomás Munita – National Geographic Portugal

 

Criada com o intuito de proteger ecossistemas em forma de Parques Nacionais, a Tompkins Conservation já protegeu 15 milhões de acres no Chile e na Argentina. Esses, distribuídos em 15 Parques Nacionais, novos, ou que foram expandidos, e 2 novos Parques Nacionais marinhos. 

Na Argentina estão os: El Piñalito Provincial Park, Parque Nacional da Patagônia, de Iberá, El Impenetrable, Perito Moreno, Monte León e o Marinho. E no Chile, os: Parque Nacional da Patagônia, Pumalín Douglas Tompkins, Isla Magdalena, Cerro Castillo, Melimoyu, Hornopirén, Yendegaia, Corcovado, Kawésqar e o Marinho. Clique aqui para explorar cada um deles.

 

Parque Nacional da Patagônia. Foto: Tompkins Conservation

 

Bom, você já deve estar se perguntando o motivo da escolha de transformar terras em parques. E aqui, já te contamos as respostas. Eles geram empregos duradouros para as comunidades de seu entorno e geram bem-estar a todos que os visitam, afinal, conecta as pessoas à natureza. E, como Kris disse, quando as pessoas gostam do local e estão envolvidas, elas cuidam, ajudando em sua conservação. 

Como se não bastasse, vários parques distribuídos em terra e mar, contribuem para o equilíbrio climático, e claro, são fundamentais para a biodiversidade que abrigam. Quanto mais terras protegidas, menor a fragmentação de habitat e menor o número de extinção de espécies.

 

Kris transfere a gestão do Parque Nacional Pumalín Douglas Tompkins para o governo chileno. Foto: Tompkins Conservation

 

Projetos de Refaunação

Além das terras protegidas, com a coordenação de Kristine e seu marido, a Fundação criou mais de 20 projetos de conservação e monitoramento, entre eles, destacam-se os projetos de refaunação na Argentina e no Chile. Para isso foi criado o Rewilding Argentina e o Rewilding Chile, organizações sem fins lucrativos que executam os projetos de reintrodução.  

 

Relação de Parques Nacionais criados e espécies reintroduzidas pela Tompkins Conservation.
Fonte: Tompkins Conservation

 

Com a reintrodução das espécies-chave, fundamentais ao ecossistema, em seus lares, espera-se a regeneração e auto sustentabilidade dos ambientes e assim, uma atuação humana mínima no local. 

Algumas das ações de reintrodução, foram a soltura de onças-pintadas e ariranhas nas áreas úmidas da Argentina, no Parque Nacional de Iberá. A estimativa populacional das onças indica que só existiam cerca de 200 indivíduos em todo o país, em Iberá inclusive, havia um descontrole populacional de presas, devido à falta do predador. Já as ariranhas haviam sido extintas da Argentina. 

 

Centro de Reabilitação de Onças-Pintadas em Iberá. Foto: Rewilding Argentina

 

Várias outras espécies foram contempladas no programa, como tamanduás-bandeira, nandús-de-Darwin (uma ave parente das emas), araras-vermelhas, diferentes espécies de cervídeos, entre muitas outras. Clique aqui para ver todas as escolhidas e os Parques Nacionais contemplados.

 

Reintrodução com monitoramento de tamanduá-bandeira, extinto localmente, no Parque Nacional de Iberá, Argentina. Foto: Tompkins Conservation

 

Admiração mundial 

Desde 2005, a Tompkins Conservation desenvolve um trabalho de referência para projetos de reintrodução espalhados pelo mundo. E desde sua origem, há mais de 25 anos, desenvolve um trabalho simplesmente de tirar o fôlego com a conservação de áreas protegidas.

Kris e Doug já receberam diversos prêmios, como o prêmio Lowell Thomas, do Clube de Exploradores de Nova York, o Prêmio Anual de Turismo no Mercado Mundial de Turismo em Londres, o Prêmio de Conservação da Biodiversidade da América Latina da Fundação BBVA, entre vários outros. Inclusive, em 2018, ela recebeu a Medalha Carnegie de Filantropia, sendo a primeira conservacionista a recebê-la!

Infelizmente, em 2015, Doug faleceu após um quadro de hipotermia, ao cair de um caiaque na Patagônia Chilena. Mas Kristine segue forte com a missão que os dois começaram, expandindo mais áreas no Chile e na Argentina. Em 2018, ela inclusive assinou, junto à presidente do Chile, Michelle Bachelet, um decreto criando mais cinco Parques Nacionais e expandindo outros três, em um total de 10 milhões de acres de novas terras protegidas no país. Fantástico!

 

Kris e Michelle assinando o decreto de expansão dos Parques Nacionais no Chile.
Foto: Tompkins Conservation

 

Eles sonharam alto e conseguiram. E são uma verdadeira fonte de inspiração e coragem para todos nós seguirmos os nossos sonhos e ajudarmos o mundo, à nossa maneira! O planeta agradece o seu belo e importante trabalho, Kristine!

E claro, caso já esteja planejando visitar alguns dos Parques, a Tompkins Conservation pensou em uma rota para você conhecer os da Patagônia Chilena. Com vistas e paisagens deslumbrantes, a rota tem extensão de 2.700km e percorre 17 Parques Nacionais. Saiba mais aqui.

 

Texto por: Jéssica Amaral Lara

Revisado por: Diego Rugno

Bond da Conservação: Arnaud Desbiez

By Bond da Conservação, gigantes da conservação, Personagens da conservação, Projetos de conservação

Você conhece as grandes personalidades da conservação? Ao longo dos anos, pudemos contar com alguns heróis que deram início a grandes ideias ou tiveram papéis importantes em determinados projetos de proteção ao meio ambiente. Seus princípios e histórias de vida são uma inspiração para nós, que formamos uma enorme corrente a favor da natureza.  

Vamos explorar a história desses gigantes aqui em nosso blog. A informação é nossa principal arma. Por meio dela, desejamos munir a população de conhecimento, inspirar cidadãos comuns e trazer o maior número de pessoas  para o “lado verde da força”.

Hoje iremos conversar sobre Arnaud Léonard Jean Desbiez, um zoólogo PhD em Manejo de Biodiversidade pelo Instituto de Conservação e Ecologia de Durnell (DICE), Universidade de Kent, UK. Ou ainda: o homem por trás de um dos maiores projetos de conservação do Brasil, o Programa de Conservação do Tatu-Canastra.

Arnauld é um conservacionista associada à RZSS desde 2007. Foto: RZSS Conservation

Se você leu esse nome e estranhou a escrita, você está no caminho certo: Arnaud não é brasileiro! Na verdade, ele é parisiense. Que chique, não? Apesar de ter nascido na França, ele relata que frequentemente se mudava junto a sua família para Nova York , e por isso, tem o francês e o inglês como língua nativa.

A primeira escolha: a sua paixão!

Independente do lugar em que estava, ele não consegue se lembrar de querer outra coisa na vida a não ser trabalhar com animais. E foi assim que, em 1995, decidiu-se pela graduação de Zoologia na McGill University no Canadá, sendo esse o seu primeiro grande passo para a vida de renomado biólogo conservacionista. 

Iniciou a sua vida de zoólogo trabalhando como tratador de zoológico, mas após alguns anos, sentiu pulsar em seu coração uma imensa vontade de trabalhar com animais livres na própria natureza, “o que me levou a embarcar em uma jornada que me levou por seis diferentes países para trabalhar com uma diversidade de espécies, comunidades e crenças.” 

Depois de ter feito paradas em países como Argentina, Belize e Nepal, em 2002, aos 28 anos, chegou ao Mato Grosso do Sul do Brasil, onde reside há mais de 20 anos. E, claro, onde tem feito muita história em prol da conservação.

Os tatus-canastra fazem tocas de até 6 metros de profundidade em cerca de 20 a 30 minutos. Foto: WFN

Depois de peregrinar tanto por esse mundo, você sabe o que fez Arnaud se instalar por aqui? O Tatu-Canastra!

Aliás, você já ouviu falar sobre esse animal? Se sim, pode ter certeza que foi por causa do trabalho árduo dele e sua equipe.

Início do projeto

Em 2010, o Dr. Arnaud Desbiez deu início ao Projeto de Conservação do Tatu-Canastra – núcleo financiado pela Royal Zoological Society of Scotland (RZSS) – estabelecendo um estudo pioneiro de longo prazo sobre a ecologia e biologia da espécie, além de buscar compreender a sua função ecológica.

Mas quem é o Tatu-Canastra?

Arnaud gosta de chamá-lo de “fóssil vivo”,  pois são cobertos por uma armadura dura e robusta como uma canastra – daqui vem o nome – e são enormes, medindo cerca de 1,5 m da ponta do nariz até a ponta da cauda, além de pesarem, em média, 50 kg. Uma característica que o intriga ainda mais, é o comprimento de sua garra, que pode chegar a até 15 cm, maior do que as garras de um urso!

Apesar de seu corpo e tamanho impressionantes e sua ampla distribuição pela América do Sul, é muito difícil encontrar esse animal andando por aí, pois ele possui o hábito de se manter entocado durante o dia em buracos de até 6 metros de profundidade, saindo apenas durante a noite.

Quando capturam um indivíduo, estudam sua saúde do animal e o monitoram por cerca de 2 anos. Foto: ICAS

Antes do início do projeto, o tatu-canastra era um animal completamente desconhecido, ” […] nem o dono da fazenda onde funciona nossa base, que nasceu e foi criado aqui, tinha visto um desses animais antes de iniciarmos o projeto.”

Esse desconhecimento da espécie foi um motivo especial para que ele e a equipe se determinassem a trabalhar incansavelmente para revelar os mistérios desse animal. Para isso, equipamentos de transmissão de rádio, armadilhas fotográficas, levantamentos de tocas, monitoramento de recursos, mapeamento de recursos e entrevistas com a população local foram imprescindíveis para o surgimento dos primeiros resultados. 

O empenho e determinação de Arnauld possibilitaram o conhecimento da importância ecológica da espécie, revelando-se como engenheira do ecossistema, uma vez que quando abandona as suas tocas, elas servem de abrigo e refúgio para outras 30 espécies. 

Arnaud trabalhou junto com os cineastas para capturar boas imagens para seu documentário. Foto: WFN

A emoção de sonhar junto com colaboradores

Falando em resultados iniciais, Arnaud tem um carinho especial pela instituição do Chester Zoo, pois ela foi um dos primeiros zoológicos a apoiar o projeto quando ele era apenas um sonho, quando a equipe nem tinha certeza que seria capaz de encontrar o animal. Esse financiamento foi importantíssimo para que se desenvolvessem e alcançassem resultados tão prósperos hoje. 

Um desses resultados visíveis é o reconhecimento da espécie Tatu-canastra como uma das 5 espécies indicadoras para a criação de áreas protegidas. O que significa que, após 5 anos do início do projeto, uma espécie até então misteriosa, passou a defender medidas de conservação de habitat. Incrível, não é?

O sorriso de quem ama o que faz! Foto: Cincinnati Zoo

Indo muito mais além…

Frente aos incríveis resultados obtidos na descrição da espécie de tatu, Dr. Arnaud e sua equipe voltaram a atenção para uma outra espécie icônica e muito ameaçada: o tamanduá-bandeira, lançando a iniciativa “Bandeiras e Rodovias”. Esse projeto visa a avaliação do impacto das estradas do Cerrado nas populações dessa espécie, esperando que o acompanhamento da espécie e futuros resultados forneçam informações importantes para uma reformulação das estratégias de gerenciamento de estradas no Brasil. Mais uma vez, é ele quem se encontra responsável pela coordenação geral desse programa de conservação.

Do Tatu-Canastra ao Bandeira! Foto: National Geographic

Fundação do ICAS

Para dar suporte administrativo a esses dois projetos que coordena, Arnauld fundou, em 2018, a ONG ICAS – Instituto de Conservação de Animais Silvestres. Diante da seriedade e reconhecimento dos projetos coordenados por esse homem, essa instituição já conta com o apoio de 40 zoológicos e aquários do mundo todo!

Reconhecimento mundial

Em 2015, ele foi reconhecido como um grande nome da conservação mundial, sendo premiado com o Whitley Award –  um Oscar da conservação – pelas mãos da princesa Anne da Inglaterra, em cerimônia na Royal Geographical Society, em Londres. Mas não para por aí, porque além disso, seu trabalho foi apresentado na National Geographic, BBC Nature e recentemente, ganhou espaço em um documentário de 60 minutos na PBS.

Princesa Anne da Inglaterra entregando o Whitley Award para Arnaud. Foto: Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ)

Fala sério… que história impressionante e inspiradora! O nosso muito obrigado por tamanho empenho e dedicação na conservação de nossos animais simpáticos. Sabemos que, com certeza, houve muitos desafios, mas a sua perseverança ganhou uma visibilidade internacional e o nosso eterno carinho.

 

Texto por Aléxia Ferraz

Revisado por Jéssica Amaral Lara

 

Conheça 9 mulheres-chave para a conservação da biodiversidade!

By Bond da Conservação, Conservação, GreenBond, Meio Ambiente, Projetos de conservação

Conheça 9 mulheres-chave para a conservação da biodiversidade!

 

Instituído em 1975 pela ONU, hoje, dia 08 de março é comemorado o Dia Internacional da Mulher. A escolha do dia foi inspirada por um protesto na Rússia em 1917, onde milhares de mulheres reivindicavam por melhores condições de vida e se posicionavam contra a Primeira Guerra Mundial.

Protesto em 1917. Foto: Getty Images via BBC

Bom, neste dia tão importante, viemos homenagear 9 (das várias) mulheres, que têm um papel-chave na conservação da biodiversidade. Mulheres que com certeza fazem parte do Bond da Conservação e são fonte de inspiração para todos nós! Continue aqui conosco e confira:

 

Dian Fossey

Dian Fossey. Foto: Robert I. M. Campbell, National Geographic Creative.

Dian fez dos gorilas-da-montanha a sua família e os defendeu dos caçadores furtivos, com unhas e dentes. Seus esforços foram fundamentais para as populações desses animais, que estavam à beira da extinção, se recuperarem.

Seu belo trabalho ficou conhecido mundialmente e inclusive, ela foi tema do filme: A Montanha dos Gorilas (1988). Claro, ela também foi tema do nosso blog, em que contamos a trajetória dessa mãe, não só dos gorilas, mas da história da conservação. Clique e relembre sua história!

 

Suzana Pádua

Suzana Pádua. Foto: IPÊ

Referência nacional e internacional na área da Educação Ambiental, Suzana é doutora em desenvolvimento sustentável e mestre em educação ambiental. É também uma das fundadoras do IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas, onde atualmente é presidente. Saiba mais sobre ela.

 

Sylvia Earle

Sylvia Earle. Foto: Acervo Sylvia Earle Twitter

Uma das maiores referências mundiais em vida marinha. Sylvia Earle é uma cientista que ao longo de sua carreira, defendeu de diversas formas a proteção dos oceanos, participou de várias expedições e mergulhou por mais de sete mil horas.

E não para por aí, ela fundou também, a organização Mission Blue, que tem como objetivo explorar, conservar e proteger os oceanos por meio da criação de áreas protegidas, chamadas de pontos de esperança. A sua trajetória, você confere aqui.

 

Patrícia Médici

Patrícia Médici. Foto: João Marcos Rosa / Mulheres na Conservação

Outra grande pesquisadora Patrícia ajudou a fundar o IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas quando ainda era estudante e é responsável pela criação do maior banco de dados do mundo sobre as antas. Conheça-a melhor!

 

Karen Strier

Karen Strier. Foto: João Marcos Rosa / Mulheres na Conservação

Karen é antropóloga, professora e presidente da Sociedade Internacional de Primatologia. Além de tudo isso, ela é fundadora do Projeto Muriquis de Caratinga, em Minas Gerais, projeto fundamental à recuperação das populações do maior primata das Américas.

Confira o texto que fizemos, relembrando a sua trajetória.

 

Flávia Miranda

Flávia Miranda. Foto: João Marcos Rosa / Mulheres na Conservação

Uma mulher incrível, referência mundial em estudos do grupo dos tamanduás, tatus e preguiças: Flávia Miranda!

Flávia que, desde o Colégio, já se interessava por tamanduás que rondavam seu alojamento, teve uma longa história com esses animais em sua trajetória acadêmica. O resultado? Muita pesquisa e inclusive a fundação do Instituto de Pesquisa e Conservação de Tamanduás no Brasil! Leia sobre Flávia e a inspiração será garantida!

 

Jane Goodall

Jane Goodall. Fonte: neverapart.com

A primatologista que mudou o conhecimento humano sobre os chimpanzés, com certeza é inspiração e exemplo de coragem e dedicação.

Jane fez importantes descobertas sobre os chimpanzés do Parque Nacional de Gombe National, tornou-se PhD em etologia, pesquisadora da National Geographic e ativista ambiental. Saiba mais sobre ela aqui.

 

Neca Marcovaldi

Neca Marcovaldi. Foto: Divulgação/Projeto Tamar

Neca é oceanógrafa e co-fundadora do Projeto Tamar. O projeto visa a proteção das tartarugas marinhas da costa brasileira e seus resultados são admiráveis.

Em 38 anos de atuação, o Tamar conseguiu devolver mais de 37 milhões de filhotes ao mar, melhorar o status de conservação das espécies com ocorrência no Brasil e empregar 1200 trabalhadores, 80% deles locais! Conheça Neca Marcovaldi!

 

Neiva Guedes

Neiva Guedes. Foto: João Marcos Rosa / Mulheres na Conservação

Uma verdadeira mãe para as araras-azuis. Dentre suas várias atribuições, Neiva é bióloga e doutora em Zoologia, professora, pesquisadora e presidente do Instituto Arara Azul (@institutoararaazuloficial).

Ela também é membro de alguns grupos coordenados pelo IBAMA, como é o caso do Comitê para conservação e manejo da arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus), da arara-azul-de-lear (Anodorhynchus leari) e do Grupo de Trabalho para recuperação da ararinha-azul (Cyanopsitta spixii). Veja aqui a sua história.

 

Nós, da Greenbond (e todo o mundo) agradecemos a contribuição de cada uma de vocês para a proteção de nossa biodiversidade! Além de inspiradoras e fantásticas, vocês conseguem mostrar bem ao mundo, a força e determinação que as mulheres possuem!

Feliz Dia Internacional das Mulheres!

 

 

Por Jéssica Amaral Lara

Revisado por Gustavo Figueirôa

Bond da Conservação: Neca Marcovaldi

By Animais ameaçados de extinção, Bond da Conservação, Conservação, GreenBond, Meio Ambiente, Projetos de conservação

Você conhece as grandes personalidades da conservação? Ao longo dos anos, pudemos contar com alguns heróis que deram início a grandes ideias ou tiveram papéis importantes em determinados projetos de proteção ao meio ambiente. Seus princípios e histórias de vida são uma inspiração para nós, que formamos uma enorme corrente a favor da natureza.

Vamos explorar a história desses gigantes aqui em nosso blog. A informação é nossa principal arma. Por meio dela, desejamos munir a população de conhecimento, inspirar cidadãos comuns e trazer o maior número de pessoas  para o “lado verde da força”.

Hoje vamos conversar sobre Neca Marcovaldi, oceanógrafa e co-fundadora do Projeto Tamar. Uma mulher admirável, com uma história encantadora! Vem conhecê-la conosco!

 

Neca em 2015. Foto: Divulgação/Projeto Tamar

 

Tudo pelo mar: de uma vida urbana a uma bem rural

 

Foto: Museu da Pessoa (Acervo Pessoal)

 

Maria Ângela Marcovaldi, mais conhecida como Neca Marcovaldi, nasceu em 1958 na grande cidade de Porto Alegre. Lá ela não tinha contato com o mar, mas desde pequena ia para a praia com sua família e já sabia que o amava tanto, que um dia mudaria para uma cidade no litoral.

Essa admiração e vontade de estar perto do oceano, a fez cursar Oceanografia. Na época, esse curso só existia em uma faculdade em toda a América Latina, na Faculdade de Rio Grande (FURC). E assim, Neca mudou de cidade, de rotina, de amigos.

Sua nova casa, que mais lembrava um sítio, ficava em zona rural, a 30km da cidade mais próxima. Lá ela morava com outros estudantes e também com vários animais silvestres, que cuidavam para o Zoológico de Porto Alegre. Que baita mudança de vida!

 

Explorando a costa brasileira

 

Neca em 1990. Foto: Divulgação/Projeto Tamar

 

Durante a graduação, Neca e seus amigos tinham uma enorme vontade de explorar o litoral brasileiro. E, muitas vezes, o Museu Oceanográfico financiava a busca de material malacológico (moluscos como ostras e caramujos) para seu acervo. Bom, foi juntando a fome com a vontade de comer, que a turma foi para vários pontos da costa buscar material para o Museu e claro, conhecer o litoral. Isso os permitiu conhecer ambientes como Fernando de Noronha, Abrolhos e Atol das Rocas.

Inclusive, foi em uma dessas expedições, para o Atol das Rocas, uma em que ela não havia participado, quando tinha acabado de entrar para o curso, que essa mesma turma viu um pescador capturando tartarugas-marinhas fêmeas que estavam indo para as praias desovar. Assustados, eles registraram tudo e tentaram salvá-las, conseguindo resgatar metade delas.

Na época, não havia relatos de tartarugas marinhas no Brasil, e logo, quando os estudantes contaram para seus professores o que tinham visto, mesmo com fotos, o fato pareceu piada! Mas eles não desistiram e relataram o caso também para o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal (IBDF) que mais tarde deu origem ao IBAMA. E que ótimo que contaram, pois o IBDF propôs, anos depois, que parte dos estudantes percorressem a costa, levantando informações sobre as tartarugas-marinhas e também, sobre os peixes-bois. E assim fizeram um milagre: de 1980 a 1982, o grupo de cerca de 4 estudantes, incluindo a Neca, percorreram do Rio de Janeiro ao Amapá basicamente a pé, levantando a distribuição desses animais e também suas ameaças.

 

Surgimento do Projeto TAMAR (e do Projeto Peixe-boi)

 

Tartaruga-cabeçuda. Foto: Projeto Tamar.

 

Ao conhecer melhor as ameaças que os animais enfrentavam, os 4 exploradores se dividiram, criando projetos sobre os grupos estudados, o Projeto Tamar, para conservação das tartarugas-marinhas, e o projeto para a conservação do peixe-boi (e que belo trabalho eles fazem até hoje!).

E foi com o início do Tamar, que ela mudou novamente de cidade: uma das primeiras iniciativas no projeto foi a criação de três bases, onde ocorriam ao menos duas espécies de tartarugas. Neca ficou com a base da Praia do Forte, na Bahia, mudando quase que para o outro lado do país. Inclusive, ela comenta que o choque cultural foi imenso.

 

Projeto Tamar – 1990. Foto: Museu da Pessoa (Acervo Pessoal)

 

Desde então, ela dedica sua vida ao Projeto Tamar. Foram muitas conquistas e claro, muita luta. Com muito esforço, Neca e sua equipe conseguiram colocar os pescadores, suas famílias, a comunidade local e hoje, o Brasil e o mundo inteiro ao seu lado na luta pela conservação das tartarugas marinhas. Neste vídeo, do canal do Projeto Tamar, e neste feito pelo Instituto Tamanduá, ela conta mais sobre as etapas do Projeto. Com um árduo trabalho eles conseguiram a admiração coletiva de todos nós e viraram uma referência na conservação da biodiversidade.

Até a pandemia, eram 1200 trabalhadores envolvidos no projeto, 80% deles, membros das comunidades, em 23 locais na costa brasileira. É de tirar o fôlego, né? E claro, digo até a pandemia, pois infelizmente o projeto também sentiu os impactos decorrentes do isolamento. Afinal, o turismo e consequente venda de produtos nas lojas físicas das bases é uma enorme fonte de renda ao Tamar. E é por isso que, caso você consiga, indicamos ajudar o projeto comprando na lojinha virtual.

 

Neca, músico Lenine, Nina, Guy e Ricardo Soavinski. Foto: Acervo/ICMBio

 

Junto ao Tamar, outra história de vida: Guy Marcovaldi

Nessa missão de vida, Neca teve um companheiro fundamental, o seu marido Guy Marcovaldi, também fundador do Tamar.

 

Guy Marcovaldi. Foto: Agência Petrobrás

 

Juntos desde a faculdade, Guy também dedicou sua vida às tartarugas marinhas. Com o estabelecimento do projeto, por vezes, enquanto Neca ficava na base da praia do Forte, Guy ficava em outras bases. Mas sempre davam um jeito de se encontrar.

O casal tem uma filha, Nina Marcovaldi, que atua na coordenação do projeto e comentários à parte, neste ano terá um bebê. Neca e Guy serão vovôs!

 

Neca, Nina e Guy Marcovaldi. Foto: Revista Trip – UOL

 

Caso queiram conhecer melhor a história do casal e do Tamar, Nina, como protagonista, junto à Jeep, fez uma série narrando a trajetória de seus pais, para assistir é só clicar aqui.

 

Nina Marcovaldi na série em parceria com a Jeep. Foto: Draft

 

Um belo ser humano!

Neca no 38º Simpósio Internacional de Tartarugas-marinhas, Japão. Foto: Projeto Tamar

 

O trabalho de Neca rendeu, além de vários importantes prêmios, como o Heroes of the Planet, pela revista Times, uma inspiração enorme para a população no geral e para nós que trabalhamos na área. Ela tem com si, um aspecto chave para quem deseja ir longe: a perseverança. Como ela mesmo disse, em uma entrevista ao Museu da Pessoa:

“A primeira (lição que tirei da minha carreira) mesmo é perseverança. Eu entendo que a gente vive num país que tem muita dificuldade ainda e se não houver muita vontade de se fazer alguma coisa e tentar mudar automaticamente, não acontece. Então, eu continuo mesmo o Tamar maior, mesmo já tendo realizado uma boa parte do que eu gostaria, cada dia é um dia de batalha, de luta e continua tendo milhões de dificuldades, milhões de coisas boas, mas que a gente não pode parar de lutar, né?”

E é isso mesmo Neca, nunca podemos parar de lutar! Agradecemos infinitamente o seu trabalho, a sua dedicação, e a você ser assim, um belo ser humano, dotado de perseverança como é!

 

Texto por Jéssica Amaral Lara

Revisado por Gustavo Figueirôa

Pesquisadores levantam quantas espécies de mamíferos e aves foram salvas da extinção nos últimos 30 anos

By Projetos de conservação

Diversas vezes postamos aqui sobre projetos que estão lutando bravamente para a recuperação de uma espécie ameaçada de extinção. Mas será que isso é possível? Esses projetos conseguem atingir seus objetivos? As espécies realmente são salvas da extinção?

A resposta está no artigo publicado na revista Conservation Letters.

 no final do ano passado. A jornada é árdua mas, SIM, os projetos fazem a diferença!

 

A pesquisa

Um grupo de pesquisadores internacionais, liderados por cientistas da Newcastle University, do Reino Unido, se uniu para analisar os impactos que os conservacionistas têm causado sobre as espécies ameaçadas e listou quantas espécies deixaram de desaparecer por conta de suas ações nos últimos 30 anos.

O objetivo desses pesquisadores, segundo conta Rike Bolam, principal autora do estudo, foi identificar quantas extinções foram evitadas desde 1993, quando entrou em vigor a Convenção sobre Diversidade Biológica, e desde 2010, quando foram adotadas as últimas metas relativas a ela, incluindo a que tratava da prevenção de extinções. 

Os autores queriam identificar se a política realmente causou impactos sobre o número de extinções evitadas.  

Como base da pesquisa, os autores utilizaram  a Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza. Todas as espécies de mamíferos e aves classificadas como “extintas na vida selvagem”, “criticamente ameaçadas” ou “ameaçadas” foram analisadas. Segundo os autores essa escolha se deu ao grande número de dados existentes sobre esses grupos.

 

 

O resultado

Quer tentar um palpite de quantas espécies foram salvas? 

Pois, saiba você que ações de conservação evitaram entre 21 a 32 extinções de aves e 7 a 16 de mamíferos desde 1993, e entre 9 a 18 extinções de aves e 2 a 7 mamíferos desde 2010. Chocante, né? E mesmo com esses esforços todos, dez espécies de aves e cinco de mamíferos entraram em extinção nos últimos 17 anos. Mas os cientistas afirmam: Sem esses esforços essas taxas poderiam ser 2,9% a 4,2% mais altas.

 

Vamos a uma lista de quais animais desapareceram:

Espécies em que suspeita-se terem sido extintas na natureza:

  • Uma espécie de marsupial de Papua-Nova Guiné
  • Uma espécie de golfinho de água doce da China
  • Uma espécie de macaco da África
  • O caburé-de-pernambuco (Glaucidium mooreorum)
  • A arara-azul-pequena (Anodorhynchus glaucus)

Caburé-de-pernambuco (Glaucidium mooreorum). Foto: Aves de rapina Brasil

 

Espécies extintas: 

  • O morcego Pipistrellus murrayi, na Austrália
  • O pequeno roedor Melomys rubicola, na Austrália
  • Aves que viviam em ilhas como Galápagos ou Havaí, ou na América Central ou do Sul. 

 

Um minuto de silêncio para o Melomys rubicola - Uma Gota no Oceano - ONG de divulgação de direitos indigenas, mudanças climaticas, meio ambiente e muito mais

Melomys rubicola. Foto: Uma gota no oceano

 

Agora focando nos bons resultados…

O lince-ibérico (Lynx pardinus); o condor-da-califórnia (Gymnogyps californianus); o porco-pigmeu (Porcula salvania), nativo da Índia; o cavalo-de-przewalski (Equus ferus przewalskii), equino selvagem da Mongólia, que chegou a ser extinto na natureza; e o papagaio-de-porto-rico (Amazona vittata), dentre outras, tiveram o número de suas populações aumentadas.

 

The Iberian Lynx (Lynx pardinus) is considered Critically Endangered by... | Download Scientific Diagram

lince-ibérico (Lynx pardinus). Foto: Klima Naturali

 

Quais foram as táticas usadas pelos cientistas que resultaram em sucesso?

São várias e, funcionam principalmente quando combinadas, mas Rike Bolam destaca que, o controle de espécies invasoras, a proteção de áreas naturais e a conservação ex-situ, como a reprodução em cativeiro são as que mais merecem destaque.

 

Vai Brasil!

Das 32 espécies de aves cuja extinção foi provavelmente evitada cinco são endêmicas do Brasil. 

  • Choquinha-de-alagoas (Myrmotherula snowi)
  • Mutum-de-alagoas (Pauxi mitu)
  • Mutum-de-bico-vermelho (Crax blumenbachii)
  • Arara-azul-de-lear (Anodorhynchus leari
  • Ararinha-azul (Cyanopsitta spixii)- Vale ressaltar que essa ainda não pode ser vista voando livre na natureza, mas em breve teremos notícias de sua soltura.

 

Ipaam transfere para MG duas fêmeas da ave mutum ameaçadas de extinção | Amazônia | A Crítica | Amazônia - Amazonas - Manaus

Mutum-de-alagoas (Pauxi mitu). Foto: A crítica

 

Quer saber mais sobre esses trabalhos, clica aqui!

 

Ainda temos muitooo pra conquistar, mas já é um bom começo, né? Parabéns a todos os pesquisadores envolvidos em cada uma dessas vitórias e terminamos esse texto com a famosa frase clichê: Todos esforço, valeu a pena!

 

Texto por: Fernanda Sá

A importância da comunicação nos incêndios no Pantanal: Greenbond + SOS

By Conservação, Educação ambiental, GreenBond, Marketing na Conservação, Meio Ambiente, Notícias, Projetos de conservação

O Pantanal enfrenta a maior seca dos últimos 47 anos e a consequências disso é o pior cenário
de queimadas da história. Veja mais em SOS Pantanal!

 

 

Em situações de desastres ambientais a comoção geral e, principalmente das pessoas que
estão atuando na linha de frente, é inevitável, comprometendo muitas vezes a qualidade da
transmissão das informações. Apesar de ser totalmente compreensível que a emoção
prevaleça nesses momentos, uma comunicação neutra e fidedigna é imprescindível. Somente
através desse tipo de informação de qualidade é possível levar a população informações claras
e objetivas do cenário, auxiliar nas tomadas de decisão e principalmente na remediação e
prevenção de futuros problemas.

No dia 14 do mês de setembro, e equipe da GreenBond, responsável pela comunicação da SOS
Pantanal, se deslocou para as regiões afetadas pelo fogo no Pantanal com o objetivo de
entender, documentar e comunicar a situação atual.

Foram 14 dias intensos de coleta de informações, reuniões, documentação das atuações de
quem está na linha de frente do combate, documentação da situação e divulgações em
diferentes canais de comunicação.

 

 

Nosso biólogo Gustavo Figueiroa e nosso médico veterinário Diego Rugno não mediram
esforços para cumprir essa missão e o resultado foi uma comunicação de altíssimo nível.
A comunicação rápida, assertiva e direta gerou uma rede de engajamento internacional em
prol do Pantanal. A Greenbond, entendendo esse momento, propôs a SOS uma campanha
rápida de arrecadação de doações totalmente voltada para o combate e prevenção ao fogo e
ao resgate dos animais silvestres vítimas das queimadas. O resultado foi melhor do que o
esperado, conseguindo arrecadar uma alto montante pela SOS Pantanal, que imediatamente
iniciou um trabalho incrível na região.

Essa grande visibilidade gerada por essa comunicação rendeu um crescimento de mais de 140
mil seguidores nas redes sociais da SOS Pantanal e gerou um crescimento estrondoso de
ações paralelas e independentes de pessoas físicas, instituições, artistas e grandes empresas
para arrecadações de fundos para o Pantanal.

Várias novas parcerias estão surgindo entre artistas e empresas com a SOS Pantanal e os
números de doações e apoiadores continua crescendo.

 

 

Casos de sucesso como esse precisam ser mostrados para que cada vez mais consigamos entender a importância da comunicação em todos os meios, principalmente na conservação.

“A arte de comunicar é você conseguir passar a verdade do que de fato está acontecendo e
para isso, só vivenciando a situação, convivendo com quem tá lá na frente, se esforçando, pra
você poder sentir a emoção e poder contar isso pras pessoas com bastante verdade e
seriedade.” Diego Rugno.

“Ir até o Pantanal para entender o real cenário foi crucial para eu conseguir comunicar de
forma fiel e direta o que estava acontecendo. Muitas pessoas estavam buscando informação
em diferentes veículos e canais, mas elas vinham picadas, sem um panorama geral da situação,
e acho que conseguimos passar isso de uma maneira clara e resumida.” Gustavo Figueiroa.

 

 

Parabéns a toda a equipe da GreenBond e a equipe da SOS pelo excelente trabalho que vem
sendo desenvolvido!

Dia Internacional do Tigre: a importância da próxima década

By Animais ameaçados de extinção, Conservação, Eventos de Conservação, GreenBond, Marketing na Conservação, Meio Ambiente, Projetos de conservação

Onde você se vê em 10 anos? Essa é uma pergunta que muitos consideram difícil e que a maioria de nós já precisou responder. Sejam lá quais forem seus planos para a próxima década, sua resposta, a minha e a de todos seres vivos começará com o mesmo primeiro passo: estar vivo. Pode parecer fácil para nós, seres humanos, estarmos vivos pela próxima década, mas, para um animal que corre alto risco de extinção, estar vivo nos próximos 10 anos pode ser um verdadeiro milagre. E hoje, 29/07/2020, no Dia Internacional do Tigre, alertamos sobre a necessidade de preservação e conservação da espécie para que as próximas décadas se tornem realidade.

 

Tigre-de-Bengala (Panthera tigris tigris) | Foto: Basotxerri

 

“Você vai ouvir o meu rugido!”

 

O tigre (Panthera tigris) faz parte da família dos Felídeos, que tem como características o focinho curto, cabeça arredondada, além de serem mamíferos carnívoros. Tendo uma distribuição variada pelo continente asiático, possuem habitats naturais como bosques, florestas úmidas e estepes geladas, o que proporcionou ao animal se desenvolver em 9 subespécies. Infelizmente, 3 delas encontram-se extintas e as outras 6 correm sério risco de extinção.


Tigre Siberiano (Panthera tigris altaica) – A maior das subespécies dos tigres possui machos chegando a 3m de comprimento e pesando cerca de 300kg. Já as fêmeas possuem 2,6m e pesam entre 100kg e 160kg. Tem pelos de coloração amarelo claro com linhas mais espaçadas, num tom mais próximo ao marrom e com cabeça e abdômen esbranquiçados.

 

Tigre-Siberiano (Panthera tigris altaica) | Foto: Chrumps

 

Tigre-do-sul-da-China (Panthera tigris amoyensis) – Contam com machos medindo aproximadamente 2,5m e pesando cerca de 150kg; e fêmeas com 2,3m e 110kg. Possuem uma coloração mais amarelada que a do tigre siberiano e conta com linhas dorsais mais próximas.

 

Tigre-do-sul-da-China (Panthera tigris amoyensis) | Foto: J. Patrick Fischer

 

Tigre-de-Bengala (Panthera tigris tigris) – O segunda maior subespécie, é uma das populações de grande felinos mais ameaçadas de extinção no planeta. Possui duas variedades de coloração, conhecidas popularmente como tigre branco e tigre dourado. Os machos medem cerca de 2,9m e pesam 220kg, já as fêmeas medem 2,5m e pesam 140kg.

 

Tigre-de-Bengala (Panthera tigris tigris) | Foto: Stephenekka

 

Tigre-da-Indochina (Panthera tigris corbetti) – Menores que os tigres-de-bengala, essa subespécie encontra-se extinta na China mas ainda possui populações na Tailândia, Mianmar, Vietnã, Camboja e em Laos. Os machos possuem 2,7m e pesam cerca de 180kg, enquanto as fêmeas têm aproximadamente 2,4m e pesam 115kg.

 

Tigre-da-Indochina (Panthera tigris corbetti) | Foto: Avda

 

Tigre-de-Sumatra (Panthera tigris sumatrae) – Sua população é a que possui a pelagem com coloração mais escura entre todas, além de possuir riscas duplicadas em tons de preto. É a menor das subespécies vivas, com os machos medindo 2,4m e pesando 120kg e as fêmeas com 2,2m e 90kg.

 

Tigre-de-Sumatra (Panthera tigris sumatrae) | Foto: Daderot

 

Tigre-Malaio (Panthera tigris jacksoni) – Esta subespécie fazia parte da classificação Tigre-da-Indochina até 2004, quando estudos do investigador Stephen J. O’Brien identificaram que os Tigres-Malaios possuíam diferenciação genética o suficiente para serem considerados uma subespécie. Seu nome científico é uma homenagem a Peter Jackson, um cineasta neozelandês que defendeu ativamente a preservação dos tigres por mais de 40 anos. Esse fato causou certo descontentamento em autoridades e instituições locais que preferiam que o nome científico honrasse seu local de origem, visto que o animal é ícone nacional da Malásia.

 

Tigre-Malaio (Panthera tigris jacksoni) | Foto: Hans Stieglitz

 

† Tigre-de-Bali (Panthera tigris balica) – Naturais de ilha de Bali, na Indonésia, foram caçados até serem extintos em 1937, pois os moradores acreditavam que eles representavam o “mal”. A subespécie era frequentemente comparada à suçuaranas e leopardos devido ao seu tamanho pequeno e ao seu peso – metade dos Tigres-Siberianos.

 

Tigre-de-Bali (Panthera tigris balicai) | Foto: Hary Atwell

 

† Tigre-de-Java (Panthera tigris sondaica) –  Extinto na década de 1970, como resultado de destruição de seu habitat natural na ilha indonésia de Java e da caça desenfreada, existem provas limitadas de sua existência. Entre elas: poucas fotos, uma impressão de sua pata descoberta em 1997, assim como pelos e fezes encontrados em 2004.

 

Tigre-de-Javai (Panthera tigris sondaica) | Foto: F. W. Bond

 

† Tigre-do-Cáspio ou Tigre-Persa (Panthera tigris virgata) – A mais ocidental das subespécies de tigres foi provavelmente extinta também na década de 1970. Muito utilizada no Coliseu de Roma, foi alvo de perseguições em diversos países, principalmente na Rússia czarista: por conta de programas de colonização, acreditava não haver mais espaço para o tigre.

 

Tigre-do-Cáspioi (Panthera tigris virgata) | Foto: Autor desconhecido

 

Maior felino do mundo, o tigre é um dos mais letais caçadores do reino animal! Seu nome vem do iraniano e significa “flecha”, por ter como principais características a agilidade, o silêncio e a atuação certeira. Possui olfato, audição e visão apuradas. Podemos destacar, inclusive, sua visão noturna, que os permite terem uma grande vantagem contra suas presas. Além do mais, possuem um corpo musculoso que o proporciona uma força capaz de abater presas de até 900kg!

 

Tigre-de-Bengala (Panthera tigris tigris) | Foto: Marvin Gerrald

 

Sua alimentação é variada, caçando de gatos selvagens a porcos, veados, antílopes, ursos e bovinos. O felino é capaz de consumir até 18kg de carne de uma única vez e 45kg por dia, o que o permite ficar alguns dias sem se alimentar. Por ser um predador silencioso, mesmo sendo bem ativo durante a manhã, prefere a noite para realizar suas caçadas, principalmente para se proteger contra os caçadores e se camuflar ainda mais no ambiente.
As patas acolchoadas com unhas retráteis os permitem rastejar silenciosamente até suas presas. Suas garras longas e encurvadas os permitem, além de subir em árvores, arrastar suas caças por grandes distâncias.

Diferentemente de outros felinos, os tigres, assim como as onças-pintadas, são ótimos nadadores e gostam de se banhar, seja para brincar e se refrescar quando filhotes; seja para caçar e cruzar lagos e rios quando adultos.
Sua língua apresenta papilas afiadas e espinhosas que rasgam peles, penas e carne ao lambê-las por várias vezes. Seus fortes rugidos podem causar calafrios e paralisar qualquer animal que os ouve, inclusive, seres humanos!
Por ser um animal solitário, é muito raro encontrar agrupamentos de tigres, com exceção das fêmeas e de seus filhotes. Porém, quando se encontram em uma caçada,  dividem suas presas, e quando em grupo, deixam que as fêmeas e os filhotes se alimentem primeiro. As listras de seu corpo funcionam como impressões digitais humanas e nenhum tigre tem listras iguais aos outros, o que os torna únicos. Fêmeas dão à luz de 1 a 5 filhotes e são as responsáveis por criar suas proles, se encontrando com os machos apenas para a reprodução. 

 

A ferocidade do animal humano

 

Presente em mitos, lendas, religiões, filmes, literaturas e outras diversas representações culturais, o tigre é um dos animais que mais desperta o interesse nos seres humanos desde os tempos antigos. Símbolo nacional de países como Índia, Bangladesh, Malásia e Coreia do Sul, mascote de diversas equipes esportivas e empresas ao redor do mundo – até mesmo de marca de cereais de café da manhã, rs – o tigre pode não ser mais uma figura presente nas vidas das gerações futuras. O felino é essencial para a manutenção de um ecossistema saudável. No entanto, a espécie tem sido vítima do mais feroz e implacável predador de nosso planeta: o ser humano.

Através dos séculos e das regiões, os tigres sofrem com a maior ameaça à sua espécie, a caça e o contrabando. Por ter a pele, as garras, dentes e os ossos muito visados para usos comerciais e medicinais em alguns países asiáticos, as populações de tigres selvagens vem diminuindo drasticamente a ponto de que, hoje, todas as subespécies de tigres correm altos riscos de extinção. Segundo estimativas da WWF e da Global Tiger Forum realizadas em 2016, com uma queda de 97% de toda a população desde o início do século XX, existem cerca de 4.000 indivíduos selvagens sobreviventes da espécie. Em locais como Bali e Java, suas respectivas subespécies encontram-se extintas graças a caça praticada de maneira implacável. Ainda assim, existem outras causas diretas e indiretas que tem contribuído para o desaparecimento dos tigres. 

A agricultura, a colonização e a expansão urbana também têm sido duras com os animais. Isso porque reduziram drasticamente para apenas 7% seus habitats naturais, o que prejudica diretamente sua sobrevivência e por consequência, sua reprodução. O desmatamento das grandes florestas asiáticas em busca de madeira ou para serem transformadas em campos agrícolas, bem como o aquecimento global também são fatores prejudiciais à preservação da espécie, pois afetam diretamente seu habitat natural.

 

Tigre-Siberiano (Panthera tigris altaica) | Foto: S. Taheri

 

Dez anos podem ser o que separam a espécie de seu fim, caso a sociedade continue em um ritmo irrefreável de destruição da natureza. Há dez anos, em 29/07/2010, na região de São Petersburgo, na Rússia, foi criado o Dia Internacional do Tigre, com o plano de que esta data servisse para reiterar a importância da conservação da espécie e da preservação da fauna e da flora que os abrigam e alimentam.

Desde então, muitas fundações e projetos têm se esforçado na implementações de medidas que visam reduzir os efeitos prejudiciais das ações humanas que afetam os tigres, suas presas e seus habitat. A WWF também tem liderado uma campanha global para tentar, até o ano de 2022 (ano do tigre), dobrar o número de tigres selvagens e garantir a proteção a longo prazo da espécie.

Nos próximos dez anos será necessário continuar lutando, juntos, com olhos de tigre, pela conservação da fauna. Devemos manter a esperança de que um dia possamos reverter a sua ameaça de extinção, proporcionando a oportunidade desse animal raro e fascinante dar novamente o primeiro e mais importante passo rumo a uma nova década, repletos de vida.

 

Texto escrito por Lucas de Araújo

As estampas selvagens invadiram a GreenBond!

By Conservação, Educação ambiental, Eventos de Conservação, GreenBond, Marketing na Conservação, Meio Ambiente, Projetos de conservação

Nosso último projeto mal saiu do forno e já nos enche de orgulho: a WildingTone! Inspirada na Natureza e no sistema PANTONE®, a marca apresenta a forma que traduzimos a beleza selvagem em comunicação visual. A partir desta iniciativa, esperamos dar mais alguns passos para alcançar o nosso objetivo principal: conectar as pessoas a favor da biodiversidade!

 

 

Inspiração #1: Natureza 

 

A natureza, com suas cores e formas, sempre influenciou artistas, cientistas, engenheiros e etc., na criação de suas obras. Sob um olhar mais atento de nossa equipe aos seus padrões de camuflagem, mimetismo, suas curvas e cores, a natureza também virou inspiração para designs incríveis desenvolvidos pelos profissionais da GreenBond. Surgiu então, a grande ideia: criar padrões baseados nas cores selvagens e torná-los parte do nosso dia a dia, por meio de produtos úteis e sustentáveis.

 

 

Inspiração #2: PANTONE®

 

Boa parte da nossa inspiração para a criação da marca também veio da PANTONE®, que é considerada uma verdadeira autoridade em cores! Ela é mundialmente conhecida por seus sistemas e tecnologias de ponta, desenvolvidos para processos que envolvem cores com reprodução precisa, desde as etapas de seleção e comunicação até o controle final das colorações. O nome PANTONE® é conhecido mundialmente como a linguagem padrão para a comunicação em todas as fases do processo de gerenciamento de cores. A mesma linguagem é utilizada e reconhecida pelo designer, fabricante, revendedor e consumidor, nos mais diversos setores industriais.

Durante os últimos 50 anos, a marca desenvolveu e aprimorou o conceito do seu sistema de combinação de cores. Adaptou-se para diversas indústrias, onde a reprodução fiel das cores são críticas, incluindo tecnologia digital, têxteis, plásticos, arquitetura e interiores.

 

Classic Blue 19-4052 é a cor oficial de 2020. (Foto: Instagram @pantonebr)

 

Anualmente, a PANTONE® dita a tendência de cores no mundo todo! A partir de inovações e novas combinações, a marca lança a cor oficial de cada ano, guiando criações de design e produções ao redor do globo. Essa é a verdadeira função de uma autoridade: inspirar o mundo! 

 

Cores exclusivas da WildingTone

 

De acordo com Diego Arruda, co-fundador da GreenBond e idealizador da WildingTone, as cores seguem padrões estrategicamente pensados. ”Basicamente, nosso trabalho consistiu em olhar para os padrões da natureza e catalogar essas cores com o código hexadecimal da PANTONE®, respeitando-as da forma que aparecem nos animais.” 

A criação dos códigos se baseia, primeiramente, nos 6 grupos animais existentes. Eles são divididos em: WF (peixes ou animais marinhos), WI (invertebrados), WR (répteis), WB (aves), WA (anfíbios) e WM (mamíferos). 

O segundo passo é numerar o código de acordo com a ordem de criação, ou seja, “1” para o primeiro, “2” para o segundo e assim por diante. Neste momento, já estamos indo para a 21ª criação! 

A terceira etapa é baseada no nome científico de cada animal. Serão usadas as primeiras letras de cada nome para compor o restante do código. Por exemplo, o nome científico do peixe-napoleão é Cheilinus undulatus, logo, serão usadas as letras “c” e “u” em sua classificação.

O código final do peixe-napoleão ficou: WF (por tratar-se de um peixe) + -p (indicação de patern) + 1 (por ter sido nossa primeira criação) + Cu (Cheilinus undulatus). Resultado final: WF-p1Cu. 

Por fim, adicionamos o hexadecimal da própria PANTONE®, o que indica o tom exato da coloração presente nos animais. 

 

Influenciadores

 

Por nossos designs serem divididos em grupos de animais (aves, seres marinhos, mamíferos, répteis, anfíbios e invertebrados), resolvemos escolher 6 embaixadores, cada um representando a conservação de um grupo. Cada embaixador escolheu um projeto de conservação que será apoiado com a venda dos produtos.

 

Seres Marinhos

 

Para os seres marinhos, escolhemos a Maysa Santoro, bióloga e ambientalista, que trabalha como educadora ambiental e se dedica a causas de conservação do meio ambiente em ONGs de resgate de fauna silvestre, no Brasil e na África do Sul. Ela também gera conteúdos áudio visual com a finalidade de tornar o meio ambiente visto e valorizado pelas pessoas.

 

Maysa Santoro

 

O instituto que será beneficiado será o VIVA Instituto Verde Azul. O instituto nasceu em 2014 com o desejo de ensinar as pessoas sobre a beleza, inteligência e os mistérios das baleias, golfinhos e outros animais, e atua com pesquisas científicas em Ilhabela e Abrolhos.

 

 

Biólogas apaixonadas realizam trabalhos de educação ambiental, campanhas contra a caça e exploração animal, produção de livros infantis, sempre com o objetivo de tocar o coração das pessoas para desenvolverem a consciência ambiental para um mundo melhor, mais “VERDE AZUL” para todos os seres do Planeta.

 

Foto: Rafaela Souza

 

Anfíbios

 

Para representar os anfíbios, escolhemos o Dr. Thiago Silva-Soares, ou Thiago Biotrips, um biólogo especialista em nestes seres. Doutor em zoologia pelo Museu Nacional, começou a viajar no Brasil para pesquisar a herpetofauna. Hoje, suas viagens biológicas ao redor do mundo visam conectar as pessoas à natureza de forma mais íntima e exótica.

 

Thiago Silva-Soares

 

A instituição que ele escolheu, é o seu próprio projeto de conservação, o HerpetoCapixaba. A Mata Atlântica do Estado do Espírito Santo compreende uma grande diversidade de anfíbios e répteis, mas há ainda muito o que se conhecer e desvendar acerca deles. Dentro desse cenário, o Herpeto Capixaba, projeto fundado em Outubro de 2017, busca trazer o estado da arte à herpetologia no Espírito Santo, através da pesquisa, educação e difusão científica, pilares unidos em prol do conhecimento e conservação da herpetofauna.

 

 

Invertebrados

 

Representando o grupo dos invertebrados, escolhemos os amigos Ricardo Brugnera e Guilherme Limberger, gaúchos e crescidos no interior, que descobriram juntos a paixão pelos insetos ainda como colegas na graduação em Ciências Biológicas. Atualmente, como pesquisadores, lideram o projeto Insetos do Brasil que visa a preservação e difusão de conhecimento sobre os insetos e demais invertebrados brasileiros, alcançando públicos de todo o país pelas redes sociais.

 

Ricardo e Guilherme

 

O projeto tem como principais objetivos a conservação dos insetos e popularização da entomologia, além de desmistificar fake news e quebrar preconceitos entre a sociedade, estes animais e demais invertebrados, através das redes sociais.

 

 

Répteis

 

Como embaixadora dos reptilianos, escolhemos a Daniela Sifuentes, paulista de 29 anos graduada em ciências biológicas pela UFMT. Nascida e criada em São Paulo, resolveu cursar biologia no interior do Mato Grosso. Atualmente trabalha com monitoramento e resgate de fauna silvestre, com ênfase na herpetofauna. Trabalha com educação ambiental e faz divulgação científica no Instagram.

 

 

A iniciativa escolhida por ela para apoiarmos é o Projeto Jibóia-do-ribeira. A espécie Corallus cropanii, considerada por especialistas como uma das mais raras do mundo, ocorre somente no Vale do Ribeira e ficou 64 anos sem ser vista viva.

 

 

O Projeto de Conservação da Jibóia do Ribeira foi criado em 2016, com o objetivo de unir os esforços e estreitar a relação entre os cientistas e a comunidade local. Essa parceria proporcionou o encontro de dois exemplares, e é uma ferramenta crucial para elaborar estratégias para a conservação dessa espécie tão fascinante.

 

Corallus copranii – Jibóia-do-ribeira

 

Mamíferos

 

Para os mamíferos, escolhemos a Bio Educação Digital, uma Startup criada e conduzida por Beatriz Morais, que valoriza acima de tudo o ser humano e a natureza, e principalmente sua relação com ela. Trabalhando com cursos, congressos e muito conteúdo online sobre diversas áreas da ciência, um dos compromissos mais fortes da Bio ED e de toda a equipe é a conservação da nossa fauna e flora, através de educação ambiental, divulgação científica e transformação social.

 

 

Como instituição beneficiada, foi escolhido o Instituto Pró-Tapir, um Programa de Monitoramento e Proteção dos Ungulados, mamíferos com casco que atuam principalmente na dispersão de sementes e manutenção das florestas. Para proteger essas e outras espécies, na Mata Atlântica, o Pró-Tapir realiza pesquisas em grandes áreas da biologia, como Ecologia, Genética e Saúde Ambiental, além de trabalhos voltados à educação ambiental e divulgação científica. Contribuem há 10 anos na conservação da biodiversidade e seguem plantando novas ideias!

 

 

Aves

 

Representando o grupo das aves, escolhemos Andrey Naves, youtuber e criador de aves há muitos anos. Através desta paixão, a conservação se tornou seu propósito de vida, onde atualmente, tenta levar este mundo para o maior número de pessoas possível em seu canal no Youtube e sua conta no Instagram, afim de unir forças em prol da biodiversidade.

 

Andrey Naves

 

A instituição escolhida para apoiar foi o ICFau. O Instituto para Criação e Conservação da Fauna (ICFau) é uma organização sem fins lucrativos, criado com o propósito de contribuir com geração de dados científicos, técnicas de manejo e reprodução de espécimes ameaçadas, com a intenção de aumentar seus números, para que sejam utilizadas em programas de conservação.

 

 

Busca também atuar em ações de educação ambiental, por meio da conscientização e estratégias socioambientais, com foco nas comunidades que coabitam as áreas de ocorrência das espécies trabalhadas.

 

Mutum-de-alagoas (Mitu mitu). Uma das aves mais raras e ameaçadas do mundo

 

10% dos valores arrecadados com cada linha, será revertido para os projetos selecionados pelos embaixadores.

 

Captação de recursos para conservação

 

Após muitos estudos e fontes de inspiração, nossa equipe começou o desenvolvimento das cores e padrões baseados nos mais diversos animais selvagens presentes na natureza. Os designs ganharam forma física ao estampar produtos frequentemente utilizados em nosso dia a dia, como canecas, mousepads, bonés, chinelos, máscaras de proteção, entre outros.

 

 

As redes sociais são nossas principais vitrines, ou seja, é por meio delas que exibimos os padrões criados, o resultado final já estampado nos produtos e por onde recebemos os pedidos de compras. Tudo facilmente encontrado no mesmo canal, sem burocracias e/ou complicações. A produção é toda realizada sob demanda, para evitar desperdícios de material. 

A ideia da WildingTone é reverter parte dos lucros obtidos a partir das vendas para auxiliar na proteção da biodiversidade. Os recursos serão doados aos projetos de conservação que atuam na preservação da fauna e flora brasileira. 

Para conferir todos os padrões desenvolvidos pela WildingTone, acesse nosso Instagram e Facebook. Não esqueça de fazer os seus pedidos e, assim, entrar para o #Bond da conservação!

Lives: marketing de conservação

By Educação ambiental, GreenBond, Marketing na Conservação, Meio Ambiente, Projetos de conservação

Quer ferramenta de comunicação mais em alta durante a quarentena do que as lives? Elas estão bombando! Neste blog, vamos mostrar as plataformas mais utilizadas para lives, e também vamos ensinar como montar sua live pelo Instagram!

E se você acha que a galera da conservação não pode surfar nesta onda, está muito enganado! O marketing aplicado na conservação tem tudo a ver com transmissões ao vivo e nós vamos provar.

 

Foto: internet

 

O tema conservação tornou-se um assunto bastante debatido por toda a internet. As tragédias que aconteceram em todo o mundo durante o ano foram consequências para o crescimento destes debates!

Sabendo disso, como um projeto de conservação pode enxergar esse “problema” e transformá-lo em oportunidade?

 

Oportunidade na quarentena

 

A obrigação de ficar em casa acabou aumentando a quantidade de lives nas redes sociais e com isso, tornou-se oportunidade para muita gente! O marketing de conservação não ficou fora dessa: projetos e causas aproveitaram para entrar nesse mundo de lives.

 

Foto: post Documenta Pantanal/Live entre Luciano Candisani e João Farkas falando sobre ‘Fotografia e conservação’

 

Unindo o útil ao agradável, muitas causas e projetos já aderiram e estão fazendo sucesso nas redes: um exemplo disso é a iniciativa Documenta Pantanal ter focado em lives semanais no mês passado. O Onçafari também não ficou de fora dessa! 

Além deles, a SOS Pantanal decidiu entrar no mundo das lives neste mês de maio e a Waita está semanalmente chamando outros projetos para conversar ao vivo! E aí, ficou interessado?

 

Como organizar a sua live?

 

Você tem dúvidas de como iniciar uma live? Saiba que existem algumas plataformas famosas para esse tipo de transmissão, sendo elas: Instagram, Facebook, Youtube, Twitch, etc. Aqui, vamos mostrar um passo a passo de como iniciar uma live em uma das plataformas mais famosas e que está bombando ultimamente com a quarentena, o Instagram:

 

Passo 1

Acesse o aplicativo e faça login.

 

Passo 2

Clique no ícone da câmera no canto superior esquerdo como se fosse fazer um stories.

 

Passo 3

Selecione a opção ‘Ao vivo’:

 

Foto: divulgação

 

Passo 4

Clique em Transmitir ao vivo para iniciar a sua live:

 

Foto: divulgação

 

Passo 5

Para terminar, clique em ‘Encerrar’ no canto superior direito.

 

Passo 6

Depois de finalizada a live, você pode salvar o vídeo no seu celular e compartilhar no IGTV:

 

Foto: divulgação

 

Uma dica importante: a duração de uma live é de uma hora. Depois desse período, o Instagram derruba automaticamente, sendo necessário iniciar uma nova! 

No meio da sua transmissão, é possível compartilhar imagens e vídeos que estão salvos na sua galeria. Para fazer isso é só clicar no quadradinho no canto inferior direito da tela e selecionar a imagem que será compartilhada. Para remover a imagem da tela, é só selecionar a opção de não usar nenhuma imagem:

 

Foto: divulgação

 

Como compartilhar perguntas feitas em stories recentes?

 

Você já viu o recurso dos stories de postar uma caixa onde as pessoas podem enviar perguntas para você responder depois? Pois é, essa ferramenta pode ser bastante útil na hora de preparar e fazer as suas lives.

No dia anterior você pode, por exemplo, pedir para os seus seguidores enviarem as perguntas que eles querem ver respondidas na transmissão.

 

Foto: divulgação

 

E na hora da live é só você clicar no ícone da carta com uma interrogação no meio e selecionar a questão que você quer compartilhar na tela enquanto está respondendo.

 

Como convidar outra pessoa para fazer parte da sua live?

 

Numa das atualizações mais recentes, o Instagram adicionou a possibilidade de convidar outra pessoa para participar da transmissão com você: basta iniciar uma live sozinho, aguardar a pessoa entrar e convidá-la, selecionando o item com ‘dois rostos’, que fica perto do rodapé.

O momento é ótimo para apostar em marketing digital e explorar ferramentas que antes não faziam tanto sentido. Informação relevante é sempre bem-vinda, principalmente quando ela aparece “na nossa cara” sem precisar de esforço.

 

Foto: divulgação

 

Se possível, transmita mensagens leves, positivas e entregue ao seu público um momento de “respiro” diante de tanta notícia ruim. Frequência e consistência também são fundamentais.

As lives nos permitem transmitir mensagens e conseguir mais apoio! Podem mostrar a realidade dos biomas brasileiros de forma verdadeira e é uma maneira de mostrar a realidade deles. Além também de poder debater com o público possíveis soluções e envolvê-los organicamente.

 

Lives que você não pode perder

 

  • A iniciativa Documenta Pantanal, no mês de abril, decidiu envolver pessoas conhecidas no mundo da conservação para discutir sobre o tema  conservação e foi um sucesso;
  • O Onçafari não ficou de fora e entrou no mundo das lives, com o próprio presidente, Mario Haberfeld, que está participando e conversando com pessoas envolvidas;
  • A SOS Pantanal vai fazer a primeira live essa semana, no dia 14 de maio;
  • A Waita está semanalmente chamando outros projetos para conversar ao vivo;

Não viu nenhuma ainda ou não começou a fazer? Corre que dá tempo! Nós do #Bond apoiamos essas iniciativas a favor da conservação e da biodiversidade.