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Meio Ambiente

Radar anti-caça salva rinocerontes na África do Sul

By Animais ameaçados de extinção, Conservação, GreenBond, Marketing na Conservação, Meio Ambiente, Parques Nacionais

Meerkat: Tecnologia de vigilância a favor da conservação

 

O Parque Nacional Kruger, que fica na África do Sul, o maior parque nacional do país, e um dos maiores do mundo, mostrou que é possível usar tecnologia a favor da conservação. O chamado ‘Meerkat’ (Suricato, em português) está agindo para proteger os rinocerontes da região e o melhor de tudo: movido a energia solar!

 

Código Postal Meerkat/Foto CNN

 

Esse mix de câmeras e sensores estão ajudando a proteger os rinocerontes e outros animais de caçadores furtivos. O aparelho é inteligente a ponto de conseguir distinguir entre movimento humano e animal e até inclui um sensor infravermelho, para detectar caçadores noturnos e alertar os guardas florestais sobre sua presença. Esse sistema é conhecido como “Código Postal Meerkat”, tem quase um metro e meio de altura. É capaz de acionar a equipe de segurança com muito mais rapidez, que vão até o local de helicóptero. Desde que a Meerkat foi introduzida, as atividades de caça reduziram em 95%!

 

Foto CNN/Rinocerontes no Parque Nacional Kruger

 

Um pouco sobre os rinocerontes

 

Existem 5 espécies de rinocerontes no mundo, mas na África do Sul, apenas o rinoceronte-branco (Ceratotherium-simum) e o rinoceronte-negro (Diceros-bicornis) ocorrem. Por fazer parte do “Big Five” animais do safári, é um grande atrativo para os turistas, junto com os búfalos, elefantes, leões e leopardos.

Segundo Tumelo Matjekane, da Peace Parks Foundation, uma organização que trabalha para conectar áreas de conservação no sul da África, os parques são um grande gerador de receita para a África do Sul. “Eles atraem turistas de todo o mundo. Se não formos capazes de conservar isso, essas pessoas não virão aqui e o impacto disso nos meios de subsistência, nas comunidades ao redor dos parques e em nossa economia não é mensurável”, ressaltou  Matjekane.

Atualmente, o rinoceronte-branco é considerado como quase ameaçado, ou ‘Near threatened’ (NT) e o rinoceronte-negro como criticamente em perigo, ou Critically Endangered (CR), segundo a IUCN.

 

Rinoceronte-branco – Foto de H. Zell/Wikimedia Commons

 

Rinoceronte-negro – Foto de Yathin S Krishnappa/Wikimedia Commons

 

O problema da caça

 

Infelizmente, em alguns países asiáticos, os chifres dos rinocerontes são erroneamente considerados como medicamentos alternativos para tratamento de doenças. Para acompanhar esse mercado e atender à demanda, os rinocerontes estão sendo dizimados dos locais onde eles ainda existem, criando um cenário de guerra entre caçadores e guarda-parques. 

De acordo com os Parques Nacionais da África do Sul, 421 rinocerontes foram mortos em Kruger em 2018. Uma pesquisa de 2016 descobriu que havia entre 7.000 e 8.000 rinocerontes em Kruger, mas o vasto tamanho do parque torna difícil mantê-los seguros.

Segundo Mark McGill, diretor de tecnologia dos Parques Nacionais da África do Sul: Kruger é aproximadamente do tamanho do país de Gales. É difícil encontrar uma pessoa lá fora e prendê-la.

Contudo, acreditamos que toda tecnologia que seja a favor da conservação é muito bem vinda. Tal atitude do parque é um exemplo para muitos outros no mundo, incentivando na utilização de tecnologias como estas e outras.

A porta de entrada de um projeto de conservação no mundo digital

By Conservação, GreenBond, Marketing na Conservação, Meio Ambiente, Projetos de conservação

Segundo a ONU, até 2018, mais da metade da população mundial já tinha acesso à internet. Sendo assim, podemos dizer que a internet deixou de ser somente um meio de pesquisa e agora, faz parte do “DNA do ser humano”. Dentro desta enorme rede mundial, é possível encontrar de tudo um pouco. Mas o que é importante saber: o consumidor da sua causa, produto ou serviço também pode estar presente.

O que o seu projeto precisa entender para entrar nesse meio?

 

O digital com uma visão empreendedora

 

Digital não é só criar uma rede social ou um site, vai muito além disso. Atualmente, é fundamental estar no meio digital, pois além de alcançar o seu target (público-alvo), é possível fazer uma captação de outro público que ainda não está engajado com a sua causa. Mas como fazer isso? Antes de mais nada, é aconselhável uma pesquisa para entender sobre o público e onde ele está, para a organização estar presente naquela rede. A criação de uma persona (modelo de público, com nome, idade e características básicas) é sempre importante para definir com quem o projeto está se comunicando.

Depois da identificação, é importante ter um site acessível e de fácil manuseio, para sempre que realizar anúncios, direcioná-lo para o site, onde haverá mais informações. Nele, é necessário que estejam todos os objetivos, missões e valores, independente se é uma venda de produto, serviço ou ideia (como é o caso da conservação). O usuário precisa entender do que se trata e porque apoiar. 

Nas redes sociais, como qualquer situação da vida, é preciso ter um planejamento. Organizar e planejar é essencial para diminuir erros. É ideal um cronograma para o mês, sempre realizado no mês anterior. Recursos como B.I (Business Intelligence) para gerar relatórios, são muito importantes para organizar o melhor horário, dia e onde realizar o seu post. Além de claro, encontrar o público mais engajado com a sua causa, para futuras ações de relacionamento ou posts específicos.

 

A importância de um site

 

Com base na experiência do usuário (UX), o site precisa estar alinhado para a melhor experiência possível. A criação de um aplicativo também é importante, dependendo do seu objetivo com determinada campanha. Mas caso não tenha, é importante que o navegador via mobile (aparelho celular) esteja com uma ótima navegação, para não prejudicar a experiência do usuário.

No site, é aconselhável que o layout esteja o mais clean (limpo) possível, com fácil acesso ao menu ou barra de busca. No final, importante sempre a implantação de um campo para envio de newsletter ou e-mail marketing. Pode não parecer, mas essa função ainda é muito eficaz e a taxa de abertura pode ser muito alta, dependendo de como for criada.

 

Case de sucesso

 

Onçafari

1º Passo – Perguntas

Na criação de um site, é importante fazer algumas perguntas, para entender os objetivos da organização. Para a Onçafari, não foi diferente:

 

Educação

1) Consigo saber já na primeira página a causa da Organização e qual sua missão? O site providencia boa informação sobre a causa?

3) Você pode aprender bastante sobre a causa no site?

4) Seria fácil, após ler o que a ONG faz, explicar o que ela faz para alguém?

 

Transparência e Transação Financeira

5) O site apresenta checkout transparente? Estou confiante que as informações financeiras são mantidas em segredo? Apresentou certificados de segurança?

7) Achei com facilidade o botão para fazer a doação?

8) O site tem alguma área em que apresenta um relatório de prestação de contas da Organização?

9) Tem alguma forma de eu acompanhar as atividades da Organização? Quais os canais que o website apresenta para esse propósito?

 

Causa de Apoio

10) A organização parece precisar do meu apoio?

11) Eu fui pedido para doar no site?

12) Tem botões de call to action para isso?

13) Há interação e facilidade de navegação?

14) Ao analisar o layout, disposição dos elementos, consigo identificar padrões de cores com funcionalidades específicas no website?

15) O site é fácil de navegar?

16) Quais as formas de entrar em contato com a Organização disponibilizadas no website?

17) O site desenvolveu uma comunidade?

18) A organização me ofereceu formas de manter o contato e ficar atualizado das atividades? Se sim, quais?

 

Empoderamento e inspiração

19) O site me incentiva a entrar em ação?

20) O site me faz sentir necessário? De que a minha ajuda pode fazer a diferença para a causa?

21) O site me providência ideias e formas para ajudar? Quais?

 

2º Passo – Sites de referência

Pesquisar e analisar sites de concorrentes ou parceiros é também uma etapa importante. Neles, é possível separar o que pode ser feito e o que não daria certo para o seu site. 

 

3º Passo – Wireframe (rascunho)

Depois de buscar algumas referências, está na hora de rascunhar! Nosso primeiro rascunho para a Onçafari foi a imagem abaixo:

 

Imagem: Greenbond

 

Desenhamos o wireframe (rascunho) da seguinte forma (exemplo):

  • Página inicial
  • Sobre nós (texto apresentação + lista subpáginas em menu lateral)

    • Nossa história
    • Objetivos e resultados
    • Onde atuamos

      • Pantanal
      • Cerrado
      • Amazônia
      • Mata Atlântica
    • Membros (segmentado em equipe de campo / conselho / executivo)

      • Perfil
      • Trabalhe com a gente (link interno)
    • Bases
    • Parceiros
    • Prêmios
    • Documentário (apresentação + trailer + making of)
    • Relatórios (lista + download de documentos em pdf) *
    • Balanço *
    • Entre em contato

 

Imagem: Nação design

 

Com isso, foi feito um estudo contemplando 3 páginas importantes do site:

 

Home

 

Imagem: Nação design

 

Espécie

 

Imagem: Nação design

 

Animal

 

Imagem: Nação design

 

Sendo assim, em uma parceria com a Nação Design, realizamos esse trabalho fantástico para a Onçafari. Caso tenha alguma causa ou sua organização precise de um apoio, estamos engajados e dispostos a ajudar! Nós podemos ser a sua porta de entrada no mundo digital 😉

O futuro do meio ambiente: World Economic Forum

By Aquecimento Global, Educação ambiental, Eventos de Conservação, GreenBond, Marketing na Conservação, Meio Ambiente, Mudanças Climáticas, Notícias

O que é?

A World Economic Forum (WEF) é uma organização sem fins lucrativos que reúne os principais líderes empresariais e políticos de todo o mundo para moldar e discutir questões urgentes enfrentadas, incluindo saúde e meio ambiente. O evento acontece no início de cada ano. A última reunião aconteceu entre os dias 21 e 24 de janeiro de 2020 em Davos, na Suíça. Nela, participaram cerca de 829 oradores públicos e foram discutidos 7 temas, segundo o próprio site da World Economic Forum.

 

Foto da World Economic Forum/Davos, Suíça

 

Discussões

Como já estava previsto, o assunto ‘meio ambiente’ prevaleceu no debate do fórum. Eventos marcantes como o discurso de Donald Trump e da ativista sueca Greta Thunberg foram destaques. O presidente dos EUA, Donald Trump, se comprometeu à proposta de plantar ‘3 trilhões de árvores’, mas não foi além. Em seu discurso, ressaltou que “Precisamos rejeitar os profetas perenes da destruição”.

Em contrapartida, Greta Thunberg manteve seu discurso de 2019, dizendo que “Plantar árvores é bom, mas não só isso”. “É preciso parar de inflamar as chamas de nossa casa”, ressaltou a jovem ativista. Citou os incêndios da floresta amazônica também.

O atual ministro da economia, Paulo Guedes, participou do painel sobre o futuro da indústria e afirmou que “Aumentar os investimentos do país, prevalecendo a qualidade de vida da população, é uma preocupação do governo”. Em um de seus discursos, disse que “As pessoas destroem a natureza em busca de alimento”. Enfatizou também a adesão de compras internacionais, abrindo o mercado para empresas internacionais interessadas em participar de licitações públicas.

Não é uma decisão política ou um planejamento de plantar árvores que resolveria todo problema ambiental do mundo. Tanto empresas quanto pessoas precisam estar conscientizadas sobre a criticidade e o senso de urgência ambiental que estamos enfrentando. Essas mudanças precisam começar pelo governo, mas é algo colaborativo também, ou seja, é preciso mudar a cultura das pessoas e empresas a favor do meio ambiente.

Temas abordados no #wef20

Os 7 temas abordados foram: além da geopolítica, futuros saudáveis, sociedade e futuro do trabalho, como salvar o planeta, melhores negócios, economias mais justas e tech for good, descritos abaixo:

Além da geopolítica: assunto muito importante, que é a colaboração global consumada, ou seja, as nações terão que mudar e estamos ‘todos juntos nisso’. Por exemplo, no Acordo de Paris, para limitar as mudanças climáticas, ou quando reverteram o esgotamento da camada de ozônio.

Futuros saudáveis: ressalta sobre gastos globais que aumentaram na área da saúde. Problemas como saúde mental e físicas foram discutidas. Apesar do salto da ciência médica, ainda possuem um sonho através da tecnologia: a medicina de precisão. Como identificamos e resolvemos os principais desafios da saúde, garantindo um acesso justo a todos?

Sociedade e futuro do trabalho: mostra a tecnologia a favor do conhecimento e das facilidades que proporcionou para a humanidade. Mas além disso, questiona sobre a Quarta Revolução Industrial e seu longo e prejudicial período de deslocamento. Podemos ver isso chegando, sabemos que teremos que refazer, então como podemos resolver isso?

Como salvar o planeta: um assunto tão delicado e urgente chega à pauta do evento. O planeta está pedindo socorro. Estamos perdendo espécies, a Terra está ficando mais quente, o gelo está derretendo, os oceanos estão subindo e se enchendo de plástico, além dos gases de efeito estufa. Por onde começar?

Melhores negócios: aborda a mudança de pensamento das empresas, no âmbito tecnológico e social, para que se tornem organizações sustentáveis e inclusivas. O que uma empresa inteligente deve fazer?

Economia mais justas: sobre o aumento na desigualdade entre as nações, além do agravante de cenário causado pelas novas tecnologias. Como remodelamos as economias para que o crescimento beneficie muitos e não apenas os poucos e, assim, garanta que o extraordinário mecanismo de desenvolvimento humano que construímos seja sustentável?

Tech for good: debate a velocidade das novas tecnologias, questiona o que é ser humano e as mudança de dilemas éticos. Como nos reunimos para concordar com as regras sobre fatores como: bebês geneticamente modificados, os robôs da guerra e os algoritmos que determinam nossas chances de vida?

Consequências para o futuro

Não é possível prever o futuro, mas podemos especular algumas situações de acordo com as ações e decisões tomadas. Não é preciso ser especialista para entender que os países buscam interesses para si mesmos. Tudo que possa impactar na economia de um país, não é bom. Algumas mudanças radicais a favor do meio ambiente, além de uma mudança cultural, exige iniciativas de empresas. Empresas e indústrias de diversos setores são, sim, causadores da destruição do meio ambiente. Mas por quê? A mudança que precisa acontecer de dentro de uma indústria química, por exemplo, gera gasto. Se não existe uma lei ou alguma decisão governamental para que essas mudanças aconteçam, não são árvores que vão resolver o problema do planeta.

Ativistas como Greta Thunberg são essenciais para chocar e, por meio da mídia, mostrar para a população a realidade que estamos enfrentando. Esperamos que no decorrer deste ano, mudanças aconteçam.

 

Greta Thunberg no fórum/Foto do site ‘The World Economic Forum’

Imersão no maior projeto de conservação da Amazônia

By Conservação, GreenBond, Marketing na Conservação, Meio Ambiente, Parques Nacionais, Projetos de conservação

Entre os dias 14 e 21 de janeiro, a GreenBond realizou uma viagem para conhecer um dos maiores projetos de conservação da Amazônia: o Instituto Mamirauá. Nosso objetivo era mergulhar de cabeça no projeto e vivenciarmos o dia a dia do nosso parceiro, a fim de buscar as melhores alternativas para trabalhar em conjunto no ano de 2020.

Nosso veterinário e especialista em marketing, Diego Arruda, no Instituto Mamirauá. (Foto: Arquivo pessoal – Diego Arruda)

 

O projeto

 

O projeto foi criado em abril de 1999 e recebeu o nome de Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (IDSM). O curioso é que a palavra Mamirauá tem origem indígena e significa ‘filhote de peixe boi’, o que também dá nome à Reserva Mamirauá.  

A Organização Social é fomentada e supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. Desde que foi criada, sempre desenvolveu seus projetos  por meio de programas de pesquisa, manejo de recursos naturais e desenvolvimento social.

Seu objetivo é aplicar a ação de ciência, tecnologia e inovação na adoção de estratégias e políticas públicas de conservação e uso sustentável da biodiversidade amazônica. Além disso, abrange na aplicação e consolidação de modelos para o desenvolvimento econômico e social de pequenas comunidades ribeirinhas.

 

Principais linhas de trabalho

 

A IDSM possui uma linha de pesquisa que foi criada em 2004, com o objetivo de reunir pesquisadores, estudantes e técnicos. Esses grupos de pesquisa são divididos em: Análise Geoespacial, Arqueologia, Primatas, Ecovert (ecologia de vertebrados), Peixes, Felinos, Mamíferos Aquáticos, Ecologia Florestal, Inovação, Territorialidades, Quelônios e Jacarés.

Você pode aprofundar o conhecimento em cada uma das frentes por meio do site institucional.

 

Áreas de atuação

 

Com o intuito de ampliar a atuação em mais áreas, nos últimos anos, o Instituto Mamirauá vem se concentrando inicialmente nas Reservas de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e Amanã, no estado do Amazonas, seja por meio da execução de atividades em outras áreas da Amazônia, seja pela replicação dos métodos de conservação implementados na região. Uma reserva funciona como uma área de conservação protegida pela legislação brasileira, com grande importância ecológica, com ecossistemas ricos e complexos. 

Todas as atividades desenvolvidas em Mamirauá e Amanã funcionam como grande experimento de conservação e desenvolvimento social sustentável.

 

A viagem

 

O que rolou durante esses 7 dias? Nossa ida teve a intenção de consolidar a parceria para os próximos dois anos. Além de conhecer as dependências da Instituição, analisar os grupos de trabalho e consolidar os objetivos, principalmente em relação à captação de recursos para 2020. Nós também pudemos conhecer um pouco mais desse bioma tão encantador.

 

Na foto estão: Glauco (guia da pousada), Deuzanir (gerente da pousada) e Diego

 

A Amazônia é capaz de proporcionar uma verdadeira experiência antropológica. Além de vivenciar e apreciar a biodiversidade local, nós percebemos o quão interessante pode ser o aprofundamento nos modos de vida da população amazonense. Ao conhecer a relação do Instituto com o seu povo, nós conseguimos traçar estratégias ainda mais efetivas para a comunicação do projeto. 

Já no município de Tefé, onde está localizada a sede do Instituto, fizemos uma visita na prefeitura da cidade e fomos muito bem recebidos. O desenvolvimento sustentável da região precisa unir políticas públicas, projetos/ações socioambientais e a população. Por isso, a importância de manter os laços sempre bem apertados.  

Agora, falando sobre o cliente. Nossa missão nesta parceria com o Mamirauá é trabalhar, principalmente, a captação de recursos. Aliado à comunicação, os esforços de captação arrecadam fundos para que o projeto continue atuando com efetividade na conservação da Amazônia. Presencialmente, foi possível alinhar as expectativas e planejar melhor nossas ações de arrecadação em 2020. 

Os resultados de 2019 são nosso melhor guia de boas práticas, por isso fizemos questão de apresentá-los à equipe do Mamirauá. Com tempo suficiente para conseguir uma amostra de dados, nós pudemos apresentar ao Instituto uma análise embasada e cases de sucesso repletos de insights para as próximas ações. O começo de qualquer trabalho deve ser sempre visto como um fase de testes, onde observamos o que pode ou não funcionar para o parceiro a ser trabalhado.

 

Diego Arruda apresentando os resultados de 2019 e a GreenBond à equipe do Mamirauá. (Foto: Arquivo pessoal – Diego Arruda)

 

Durante nossa estadia, também pudemos conhecer o Projeto Providence. Ele surgiu na Reserva Mamirauá, com o intuito de auxiliar, monitorar e registrar a vida animal da área. Todos esses dados são enviados para uma equipe responsável por desenvolver pesquisas e acompanhar os animais estudados, gerando maior conhecimento científico sobre a fauna local.

Gostaríamos de agradecer à toda equipe do Instituto Mamirauá pela experiência incrível! Para nós, é muito gratificante poder trabalhar em conjunto com o maior projeto da conservação da Amazônia. Muito obrigado!

Nova lei proíbe o fornecimento de produtos plásticos em São Paulo

By Aquecimento Global, Conservação, Educação ambiental, Meio Ambiente, Notícias

Mais uma vitória para o meio ambiente! Ontem (13/01), em São Paulo, foi sancionada a lei que proíbe o fornecimento de plásticos descartáveis em estabelecimentos comerciais. São Paulo se uniu à outras cidades do Brasil e do mundo que são a favor do combate à poluição plástica. Os estabelecimentos terão bastante tempo para se adequarem à nova lei, que entrará em vigor dia 01/01/2021. Os descartáveis deverão ser substituídos por similares fabricados por material biodegradável, compostável ou reutilizável. Essa medida vale para estabelecimentos em geral, como: restaurantes, bares, padarias, hotéis, buffets e casas de festas infantis, clubes noturnos, salões de dança, eventos culturais ou esportivos.

Foto: Rich Carey/Shutterstock

O que muda com a lei?

Já passou da hora de nos preocuparmos com o plástico, um dos maiores problemas ambientais. Segundo a subprefeitura, o material corresponde a cerca de 17% de resíduos que vão parar em aterros sanitários. Agora, imagina essa quantidade no país todo ou no mundo todo? Sim, é muito plástico! A lei, além de favorecer a luta pelo meio ambiente, incentiva outros estados a aderirem à causa, pelo fato de ser sancionada na maior cidade do país. A ideia é que acabe se tornando uma luta nacional, uma ação popular. Com isso, pessoas e empresas deverão se habituar com a nova lei, pois trata-se de uma mudança cultural.

Segundo o prefeito da cidade de São Paulo, Bruno Covas, a lei que proibiu os canudos plásticos, sancionada em junho de 2019, preparou a população para novos avanços. “Essa sanção social vem com uma mudança de padrão para evitar a explosão dos gases de efeito estufa presentes nos aterros sanitários”, destacou o prefeito.

Sendo assim, caso a lei não seja cumprida, a primeira instância será de advertência e intimação para regularizar a atividade, até multa e fechamento administrativo do estabelecimento, após sexta atuação.

 

Qual o nosso papel como sociedade?

Precisamos nos adaptar, isso é um fato. Essa mudança cultural precisa acontecer o quanto antes, pois está tarde e já estamos sofrendo com as consequências de tudo isso. A lei, que obriga os comércios a seguirem a nova legislação, pode ser o pontapé para a conscientização. Essa educação ambiental não serve somente para plásticos descartáveis, mas também para analisarmos o uso desse material em outras ocasiões. E você, o que está fazendo para ajudar o meio ambiente?

Foto: Juni Kriswanto/AFP

Incêndios na Austrália: entenda a gravidade

By Aquecimento Global, Desastre Ambiental, Meio Ambiente, Mudanças Climáticas

A Austrália é hoje o foco das atenções do mundo devido às catástrofes climáticas que vem enfrentando. Há meses, incêndios florestais devastam áreas enormes de florestas por todo o país, sendo considerada a pior onda de incêndio da história para os australianos.

 

Helicóptero despejando água durante o incêndio. Fonte: Reprodução G1

Causas do incêndio

 

Diferente do Brasil, a maioria dos incêndios na Austrália são provocados por causas naturais, surgindo da combinação de temperaturas acima dos 40 graus, ventos fortes e tempo muito seco. Lá, os incêndios são comuns e acontecem todos os anos. Porém, a situação tem ficado mais complicada com o passar dos anos, devido ao efeito direto das mudanças climáticas do aquecimento global.

 

Canguru fugindo do incêndio. Fonte: G1

 

Dois dos principais fenômenos que controlam o clima, tem influência direta nos incêndios. Os fenômenos são conhecidos como: DOI (Dipolo do Oceano Índico) e MAS (Modo Anular Sul).

O DOI é a oscilação de temperatura no mar ao leste e oeste do oceano Índico. Quando a combinação da diferença na temperatura da superfície do mar indicam índices positivos, significa que haverá menos chuvas na Austrália. Já o MAS, é o movimento norte-sul do cinturão de ventos. Quando os índices são negativos, também significa menos chuvas na região.

Em 2019, o cenário foi uma combinação de DOI (+) e MAS (-), ou seja, os extremos para pouca chuva. Somado às altas temperaturas, geraram este cenário desolador. É um efeito raro, porém foi intensificado pelo aquecimento global.

 

Números da catástrofe

 

Nestes 4 meses de fogo contínuo, autoridades e pesquisadores estimam que:

  • Cerca de 500 milhões de animais morreram (entre mamíferos, anfíbios, aves, répteis…);
  • 1/3 da população de coalas foi dizimada;
  • Mais de 100.000 pessoas desalojadas de suas casas;
  • Mais de 25 pessoas mortas;
  • Mais de 8 milhões de hectares queimados.

 

Canguru carbonizado após passagem do fogo. Fonte: Internet

Diferença entre a Austrália e o Brasil

 

Incêndios florestais não são um problema apenas na Austrália. Recentemente, passamos por um período grave de focos de fogo por todo o país. As queimadas ficaram mais evidentes na Amazônia, mas também afetaram gravemente o Pantanal e Cerrado.

No Brasil, a maior parte dos incêndios registrados foram na Amazônia, uma mata úmida que não pega fogo naturalmente. Aqui, a maioria dos incêndios são criminosos, colocados para a limpeza de área previamente desmatadas. Ou seja, boa parte dos incêndios na Amazônia ocorreram em áreas onde as árvores já foram derrubadas.

Já na Austrália, os incêndios consomem florestas em pé – lembrando que o desmatamento é a principal causa do aquecimento global. A maior parte das queimadas acontecem por causas naturais, assim como no Cerrado brasileiro. Porém, estão sendo intensificadas e mais extensas devido às alterações climáticas dos últimos anos.

 

Entenda melhor a diferença nesta arte criada pelo Hugo Fernandes, do Instagram @hugofernandesbio

 

A situação na Austrália é gravíssima! A tendência é que os próximos anos sejam mais perigosos, pois a cada ano que passa, as condições para o fogo tem ficado mais propícias. As mudanças climáticas não estão batendo em nossa porta, estão invadindo e devastando tudo pela frente. Não há mais tempo para negacionismo, precisamos agir já!

 

Mudança de mentalidade: ferramentas poderosas para combater o tráfico de animais selvagens

By Educação ambiental, Marketing na Conservação, Meio Ambiente

Um artigo recente publicado na “Nature Conservation apontou os principais desafios e oportunidades para reduzir a demanda por animais ilegais. Tirando a responsabilidade do combate ao tráfico das mãos do governo, as principais sugestões consistem em formas de influenciar a mudança de comportamento da sociedade como um todo. 

Segundo Kenneth E. Wallen e Elizabeth Daut, que são as autoras do artigo, “A conservação da biodiversidade depende do gerenciamento do comportamento humano e, às vezes, da mudança do mesmo. Isso é particularmente relevante para o comércio ilegal de animais e/ou produtos silvestres, tanto da flora quanto da fauna.”

 

Resgate de animais traficados. (Foto: CETAS-BH)

 

Explorando diversos setores, como a influência social, insights comportamentais, marketing social e abordagens centradas no ser humano, as autoras sugerem uma forte tendência à reestruturação dos comportamentos naturais em sociedade, com a finalidade de reduzir a frequência de crimes ambientais. 

 

PRINCIPAIS ESTRATÉGIAS PARA INFLUENCIAR A MUDANÇA DE COMPORTAMENTO 

 

Marketing Social 

Hoje, é possível utilizar táticas que integrem conceitos, princípios e métodos de marketing, encorajando comportamentos sociais que beneficiem a comunidade. O objetivo primário do marketing social é transformar a mentalidade das pessoas e algumas estruturas sociais, utilizando-se de processos efetivos, justos e sustentáveis. 

Design centrado no ser humano 

Outra sugestão é utilizar o “Design Centrado no Ser Humano”. Para tal, é preciso desenvolver estratégias de trabalho que estimulem a mudança de comportamento por meio de soluções colaborativas, ou seja, nas quais as pessoas possam participar de todos os processos. Fazer reflexões empáticas e ter um feedback de todos os envolvidos são pontos imprescindíveis no diagnóstico e resolução dos problemas.

 

Teoria da mudança

Segundo o Projeto Draft, a Teoria da Mudança é um método direcionador que permite que as organizações voltem aos seus objetivos iniciais, analisem o resultado dos impactos socioambientais e corrijam processos, sempre que necessário. 

 

MÉTODOS EFETIVOS DE COMUNICAÇÃO

 

Educação e Awareness

Ao propagar um conteúdo relevante por canais efetivos, é possível divulgar informação e educar as pessoas de acordo com o seu objetivo. Quanto mais pessoas informadas e engajadas com a causa, maior é o seu potencial de alcance, visto que cada uma delas se torna um “novo canal” de comunicação.

Nem todo mundo entende a gravidade de um crime ambiental. Muitos não sabem o processo criminoso por trás de uma ave ou réptil à venda no mercado. Por isso a importância da informação. 

 

Divulgação, construção de relacionamento e confiança 

O diálogo é a melhor forma de construir uma relação. Por isso, é importante que o emissor da mensagem comunique-se e mantenha os canais sempre abertos, para todos os grupos envolvidos. Qualquer ação ou decisão deve ser tomada com o máximo de transparência e empatia. 

 

Influência social 

O ideal é que a propagação da mensagem permita interações, questionamentos e debates, além de apoiar-se em percepções de outros indivíduos e/ou grupos sociais, seus sentimentos, crenças, comportamentos, etc. 

Entender a particularidade do outro (seja ele parte do processo ou consumidor final) é essencial para encontrar soluções completas. Se o objetivo é provocar uma mudança de pensamento coletiva, você precisa conhecer e se comunicar com cada um no seu mundo particular. 

 

Percepções comportamentais prévias 

Aproximações que compreendem bases cognitivas, limitações, etc., costumam ser mais efetivas na tentativa de mudança. Saber os padrões dos comportamentos pode ser útil na previsão e convencimento em momentos de decisão. 

Entender o padrão de comportamento atual das pessoas envolvidas te ajuda a prevê-los e trabalhar uma possível mudança futura. 

 

APLICAÇÃO PRÁTICA 

Existem diversos métodos inovadores, principalmente na área da comunicação, capazes de otimizar os esforços de conservação da vida selvagem. Mas, focando especialmente no combate ao tráfico de animais silvestres, como podemos aplicá-los?

Pensando nas principais características dos recursos apresentados, chegamos à conclusão de que essas ferramentas podem ser utilizadas para envolver a sociedade e impulsionar uma mudança de mentalidade coletiva. Por meio das estratégias de marketing, por exemplo, você consegue propagar a mensagem de conservação, engajar o público na causa e convencê-los a não alimentar/compactuar com o mercado de animais ilegais. Ou seja, com a redução da demanda final, seja pela compra de animais legalizados seja pela diminuição da demanda em adquiri-los, aos poucos o mercado ilegal vai ficando enfraquecido. 

Ave vítima do tráfico de animais. (Foto: CETAS-BH)

 

O design centrado em seres humanos e a teoria da mudança podem vir como estratégias complementares, estimulando o envolvimento de todas as partes inseridas no processo. No caso do tráfico, seria interessante a busca por uma solução pensada de todos os pontos de vista: da pessoa que captura o animal, de quem vende, quem compra, das organizações de fiscalização, das instituições conservacionistas e pessoas que defendem a causa. A solução perfeita deve atingir todos os pontos envolvidos, causando uma reestruturação completa desta cadeia. 

Dia do Consumo Consciente: a mudança começa em você!

By Educação ambiental, Meio Ambiente

Você sabia que, além do Dia do Professor, a data 15 outubro também celebra o Dia do Consumo Consciente? Ela foi instituído pelo Ministério do Meio Ambiente, para alertar a sociedade sobre os riscos da produção e do consumo exagerados e/ou inadequados. 

 

O QUE É O CONSUMO CONSCIENTE? 

O consumo consciente é uma contribuição voluntária, cotidiana e solidária de cada cidadão, com o intuito de garantir a sustentabilidade da vida no planeta. Consiste em ampliar os impactos positivos e diminuir os negativos do consumo no meio ambiente, na economia e nas relações sociais. 

Além de reduzir o exagero, o Dia do Consumo Consciente busca alertar para o fato de que um produto ou serviço deve minimizar o uso de recursos naturais, materiais tóxicos, diminuir a emissão de poluentes e a geração de resíduos. É uma reflexão que deve atingir não apenas os consumidores, mas as empresas e fabricantes também. 

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU número 12 diz: “Assegurar padrões de produção e de consumo sustentáveis”. Entre as metas, constam a redução pela metade o desperdício de alimentos per capita mundial; o manejo ambientalmente saudável dos produtos químicos e todos os resíduos; além da redução substancial da geração de resíduos por meio da prevenção, diminuição, reciclagem e reuso; entre outros.

 

DICAS PARA SER UM CONSUMIDOR SUSTENTÁVEL

O primeiro passo é repensar sobre a real necessidade de se adquirir determinado produto. Se optar pela compra, escolha sempre os produtos originais e solicite a nota fiscal,  pois somente no comércio legal pode-se buscar igualdade nas competições de mercado.

É de suma importância verificar onde o produto foi fabricado, visto que, quanto mais próximo de nossa casa, melhor. Ao comprar um produto oriundo da economia local, estamos ajudando a fortalecer essas empresas e colaborando para o desenvolvimento da região. Verificar a origem é importante também para evitar produtos de regiões ou países com práticas sociais inadequada, e para isso, você deve pesquisar as práticas de responsabilidade social das empresas.

Privilegie produtos duráveis e evite desperdício de alimentos. Ao descartar os resíduos, é importante checar o que pode ser reutilizado e reciclado, praticando a coleta seletiva. E, para o transporte dos itens, a sugestão é evitar o uso de sacolas plásticas descartáveis e privilegiar as sacolas duráveis e retornáveis.

No ramo da construção civil, também é possível fazer escolhas sustentáveis. Decida por um local onde dê para aproveitar a luz do sol, utilize materiais de menor impactos ambientais, calcule a quantidade de material para evitar desperdício e prefira tintas não tóxicas. 

 

A mudança para um mundo mais sustentável começa por você! Então, nós da GreenBond te desafiamos a repensar alguns hábitos, fazer escolhas planejadas e conscientes. #Partiu?

Por que as abelhas são tão importantes para o planeta?

By Animais ameaçados de extinção, Educação ambiental, Meio Ambiente

As abelhas nos oferecem muito mais do que o doce do mel, elas atuam em um importante fenômeno ecológico: a polinização. Portanto, colocá-las sob ameaça, como estamos fazendo hoje, é colocar em risco a nossa própria sobrevivência. 

Infelizmente, as abelhas estão desaparecendo do planeta – algumas espécies correm risco de extinção global! O cenário é tão grave que organizações como a ONU já alertam para os perigos de escassez de alimentos por conta da mortalidade em massa dos insetos polinizadores. E, quando pensamos no contexto nacional, a previsão é igualmente preocupante, pois prevê-se que a população de abelhas e outros polinizadores possam diminuir em 13% até 2050, segundo análise da Universidade de São Paulo! 

 

(Foto: Creative Commons)

 

PEQUENOS GRANDES AGENTES AMBIENTAIS 

Além de polinizar frutas e legumes consumidos por nós diariamente, como tomate, berinjela, café e cacau, as abelhas também contribuem fortemente na manutenção das florestas. Se elas forem extintas, a reprodução de plantas silvestres ficará comprometida, visto que mais de 90% das espécies de vegetação tropical com flores e cerca de 78% das espécies de zonas temperadas dependem da polinização desses insetos.

 

(Foto: Creative Commons)

 

QUAIS SÃO AS PRINCIPAIS AMEAÇAS ÀS ABELHAS? 

A extinção de agentes polinizadores é um dos mais graves desastres globais emergentes. A tragédia impacta diretamente a quantidade e a qualidade dos alimentos produzidos, em um mundo já desarranjado quando se trata de comida na mesa.

Desmatamento, poluição e mudanças climáticas são algumas das ameaças já conhecidas, não só para as abelhas, mas para a fauna como um todo. No entanto, você sabia que os agrotóxicos também são grandes vilões para os insetos polinizadores? O glifosato, por exemplo, pode afetar o comportamento das abelhas, alterando sua sensibilidade por açúcar e habilidade de navegação, o que prejudica sua busca por alimentos e retorno à colônia.

 

É POSSÍVEL TER VIDA HUMANA SEM OS AGENTES POLINIZADORES? 

Assim como Einstein já dizia, “Se as abelhas desaparecerem da face da Terra, a humanidade terá apenas mais quatro anos de existência. Sem abelhas não há polinização, não há reprodução da flora, sem flora não há animais, sem animais, não haverá raça humana”.

É difícil afirmar que a vida humana não existiria sem as abelhas, mas que a diminuição da espécie impactaria profundamente na existência de vida, isso com certeza. As abelhas estão totalmente inseridas no nosso dia a dia, mesmo que de forma muito sutil. Dois terços, aproximadamente, de alimentos ingeridos são produzidos pela ajuda da polinização das abelhas. 

Esses pequenos insetos são pequenos no tamanho, mas de uma importância gigante para o planeta. Sem as abelhas, o mel acabaria e junto dele os produtos agrícolas. Além do mais, também afetaria a produção de animais para consumo, que sofreria grandes perdas, já que são herbívoros. Enfim, a vida selvagem em um geral sofreria sem elas, já que a vegetação seria reduzida de modo excessivo, e assim a acabaria a existência do planeta como um todo. 

 

(Foto: Creative Commons)

O olhar da GreenBond sobre as queimadas no Pantanal

By GreenBond, Marketing na Conservação, Meio Ambiente, Não categorizado, Notícias

Esse foi um mês bem movimentado para nós da GreenBond. Incêndios assolaram o Pantanal, atingindo boa parte dos projetos para os quais trabalhamos e mobilizou nossa equipe intensamente para fazer o melhor trabalho de comunicação. 

Infelizmente, foi um fenômeno que tomou o Pantanal de forma muito rápida, dando pouco tempo para planejamentos e ações elaboradas. Mas, com uma boa comunicação entre as equipes alocadas em campo e os colaboradores aqui de São Paulo, conseguimos manejar as informações para atualizar o público e usá-las estrategicamente no gerenciamento de crise. 

Sinais de fogo na Fazenda Caiman. (Foto: Onçafari)

 

AS QUEIMADAS NA FAZENDA CAIMAN/ONÇAFARI

No dia 9 de setembro, começou o primeiro foco de queimada numa fazenda em Miranda, vizinha do Refúgio Ecológico Caiman, que é o principal ponto de trabalho do nosso parceiro Onçafari. O fogo atravessou o rio Aquidauana e atingiu a fazenda, já colocando toda a equipe do projeto em alerta.

Incêndio que devastou o Pantanal no mês de setembro. (Foto: Onçafari)

 

Preocupados com os bichos locais e com as estruturas que abrigam colaboradores, hóspedes e animais, a equipe tomou decisões rápidas e acertadas, colocando a segurança de todos os seres ali presentes como prioridade. 

A primeira ação foi resgatar o Jatobazinho, onça residente do recinto de reintrodução, que estava passando por um período de treinamento para voltar à natureza. O felino foi rapidamente transportado para a Fazenda Vera Lúcia, onde acontece o projeto Onças do Rio Negro. Lá ele ficou protegido  e continuou sendo monitorado. 

 

Jatobazinho, a onça resgatada no incêndio pela equipe do Onçafari. (Foto: Leonardo Gomes)

 

Após o resgate, os colaboradores do Onçafari continuaram acompanhando o aparecimento das outras onças monitoradas, contabilizando uma a uma todas que estavam saudáveis e seguras. Até o momento, já foram confirmadas 9 onças, sendo 2 filhotinhos. 

O mais importante de toda essa mobilização foi a junção de diversos profissionais para salvar o Pantanal e mais do que isso, para comunicar e atualizar a população sobre cada passo durante a tragédia.

 

TRABALHO JUNTO DO SOS PANTANAL 

Um dos nosso parceiros é o SOS Pantanal, que auxilia de diversas formas no desenvolvimento sustentável do bioma. Junto deles, conseguimos ter um panorama mais fiel dos danos causados pelo fogo e traçar estratégias adequadas ao cenário. 

De acordo com as estimativas, foram mais de 1,5 milhões de hectares consumidos pelo incêndio (mais de 2 milhões de campos de futebol). Os pesquisadores detectaram cerca de 2.400 focos de incêndios só no mês de agosto, ultrapassando de forma considerável os números do ano passado. Ou seja, o retrato de queimadas de 2019 foi realmente assustador

A primeira ação tomada pelo SOS foi colocar profissionais em campo para mapear o estrago. Com fotos, vídeos e algumas informações mais profundas, pudemos comunicar com mais clareza o ocorrido, além de compor um relatório capaz de auxiliar no planejamento de soluções. O susto já passou, mas os trabalhos para recuperar o Pantanal estão apenas começando. 

 

Profissionais analisaram todos os dados coletados para salvar o máximo de recursos possível. (Foto: Onçafari)

 

A IMPORTÂNCIA DA COMUNICAÇÃO EM MOMENTOS DELICADOS 

A GreenBond desempenhou um papel importante diante desta terrível tragédia. Comunicar o que está acontecendo com transparência, imparcialidade e clareza é imprescindível para disseminar a informação, promovendo a educação ambiental. Explorar o assunto abordando causas, consequências e medidas protetivas, estimula o senso de conservação e pode até mesmo prevenir futuras ações catastróficas. 

 

Parte da equipe alocada para trabalhar no Pantanal durante os incêndios. (Foto: Onçafari)

 

Além da comunicação, nós também auxiliamos na criação da campanha de financiamento coletivo ancorada pelo Onçafari. A arrecadação servirá para reformar o recinto de reintrodução de onças-pintadas e recuperação dos recursos hídricos, além do cuidado com a flora local. E, quanto maior o número de pessoas impactadas pela causa, maior será o investimento na regenaração do Pantanal, por isso aplicamos muito tempo e esforço na divulgação da campanha.