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Humanização: conheça as principais tendências de marketing para 2020

By GreenBond, Marketing na Conservação, Projetos de conservação

No contexto de um mercado extremamente saturado, com bombardeio de informações por todos os lados, a inovação no marketing deixa de ser um “plus” para tornar-se uma necessidade. Ou você se reinventa na hora de passar sua mensagem, ou ela ficará esquecida entre as outras milhares. 

Em 2020, acreditamos que o principal passo para a inovação deve ser dado em outra direção: para trás. Antes de pensar de forma desenfreada no uso de tecnologias, estratégias de venda e lucro abundante, pense em pessoas. Pense no mundo em que vive, nas necessidades sociais e ambientais presentes em todos os processos. Essa é a verdadeira inovação para o futuro. 

Felizmente, a GreenBond não está sozinha neste pensamento. A primeira pesquisa Global Marketing Trends 2020 da Delloite revelou dados importantes sobre a expectativa dos consumidores no próximo ano.

Conexão humana, esse é o ponto-chave. De acordo com a pesquisa, muitas empresas ainda colocam energia apenas em novas tecnologias e esquecem o lado humano. 

As novas tendências de marketing vêm para mudar essa realidade:  

 

1- Propósito – por que a sua empresa existe?

Não é de hoje que a GreenBond vem batendo nessa tecla. Nós atuamos com propósito desde o primeiro dia de existência da empresa e, por pensar dessa forma, só nos conectamos a parceiros que também tenham o mesmo propósito: conservação da biodiversidade. 

Aparentemente, essa não é uma necessidade só nossa, mas do mercado como um todo. Os consumidores estão em busca de transparência – fato também revelado na Pesquisa Carreira dos Sonhos 2019 – realizada pela Companhia de Talentos. Eles querem saber qual é o objetivo da empresa, o que, de fato, ela veio solucionar, como ela contribui com a sociedade e onde ela quer chegar. 

No caso dos projetos de conservação, é importante deixar clara a missão do projeto. Qual é seu objetivo? Por quê sua atuação naquele ambiente se faz necessária? De que forma o projeto contribui para o meio ambiente e/ou para a sociedade? Todas essas perguntas devem ser respondidas em sua comunicação e, claro, estar alinhadas ao DNA da organização. 

 

2- Experiência humana – conexões que vão além do digital

O estudo da Deloitte também alerta sobre a evolução da tecnologia, como a aparição dos chatbots, que ensinam o público a ser cada vez mais exigente. Essas mesmas interações tecnológicas acabam inibindo as interações humanas, construindo comportamentos isolados e automatizados.

Dessa forma, a experiência humana se torna ausente, gerando um déficit de conexão a longo prazo. Ou seja, a tecnologia manterá sua empresa ativa, porém, depender apenas dela pode afetar a fidelização dos clientes.

Os projetos de conservação ambiental têm o campo como grande aliado. A experiência em campo, como ecoturismo, por exemplo, oferece experiências humanas únicas. Além de aproximar as pessoas, causa um impacto positivo muito grande e torna o objetivo de educação ambiental mais efetivo. 

O relatório também convida os profissionais a investirem na empatia e na inclusão como valores essenciais para a humanização das marcas e criação de conexão com os consumidores. 

 

3- Confiança – você sabe construí-la?

Relações mais humanas exigem transparência e honestidade. O relatório da Delloite também reafirma essa necessidade. 

De acordo com o estudo, o público espera honestidade, coesão e políticas transparentes das corporações. E na era digital, agora os consumidores também exigem segurança no que diz respeito aos seus dados e informações movimentadas na internet. 

Conforme citado anteriormente, os projetos devem entregar, de forma honesta e transparente, o destino dos recursos captados. As pessoas querem saber como a doação delas está sendo utilizada, de que forma elas estão contribuindo para a melhora do meio ambiente e da sociedade. 

 

4- Pertencimento – participação de pessoas nos processos

Segundo o relatório, as pessoas querem se sentir parte da empresa com as quais se relacionam. Por isso, a sugestão para 2020 é que as marcas invistam em trazer o público final para mais perto de decisões e ações da organização. 

O mesmo vale para o ambiente profissional. Líderes e gestores devem incentivar suas equipes a participarem mais das ações internas, descentralizando o poder e ampliando a rede de opiniões e sugestões para as equipes.

Pensando nisso, dependendo da forma de atuação dos projetos de conservação, é possível incluir voluntários e parceiros nas ações. Trazê-los para perto e torná-los parte dos planos de mudança pode ser uma ideia muito interessante para a organização. 

 

5- Valorização – foco nos talentos

Por fim, o relatório também convida as organizações a olharem com mais “carinho” para seus talentos. Líderes e gestores devem focar, estimular, reconhecer e valorizar os talentos sob seus comandos, ajudando no desenvolvimento deles. 

Mas, muito além do escritório fechado, a valorização de talentos também deve ser ampliada para o lado de fora. O estudo propõe que as organizações também valorizem seus embaixadores – influenciadores, fãs e clientes fiéis – criando conexões mais profundas e ajudando na evolução de cada um. 

 

DIANTE DESTE CENÁRIO, COMO FICA O DIGITAL? 

 

O foco em pessoas não significa a anulação do marketing digital, de forma alguma. Nós acreditamos no potencial do online para ampliar o alcance da mensagem, propagar sua ideia e seu propósito com maior efetividade.

O marketing pode ser digital e humanizado ao mesmo tempo. É possível usar inovações tecnológicas a favor das conexões humanas. O ponto é justamente esse: não podemos pensar em uma coisa separada da outra. Não devemos olhar apenas para a tecnologia e esquecer que ela faz parte da vida das pessoas. Ou seja, quem as controla são pessoas. Que devem ser olhadas e tratadas como tal. 

Por isso, devemos continuar inovando tecnologicamente. Podemos continuar propondo e apostando em estratégias de mídias digitais – redes sociais, blog, site, e-mkt, Google, etc. Continuar apostando em inteligência artificial, chatbots, busca por voz e automatizações no geral. Mas, antes de qualquer uma dessas propostas, lembre-se da sua missão, do seu propósito e das pessoas envolvidas em cada um dos processos. 

Dê um passo para trás. Confirme – ou reafirme – a honestidade, transparência, coerência e compromisso da organização com necessidades sociais, ambientais e econômicas. Esse é o insight de ouro para 2020. 

Jaguar Parade Brasil: um case de sucesso na captação de recursos

By Eventos de Conservação, GreenBond, Onça-pintada

Na última sexta-feira, 29 de novembro, nós estivémos presentes no leilão beneficente da Jaguar Parade Brasil. O evento, realizado estrategicamente no Dia Internacional da Onça-pintada, finalizou com categoria o fenômeno artístico que foi um grande sucesso. 

Foto: Jaguar Parade Brasil

 

Desde agosto de 2019, a Jaguar Parade já estava movimentando a cidade de São Paulo à favor da rainha das florestas. Dividida em diferentes etapas, que iam desde a pintura das onças em público até o leilão beneficente, a maior exposição de arte urbana a céu aberto “fez barulho” e ajudou fortemente na divulgação da mensagem central: a conservação da onça-pintada. 

E como se a propagação da mensagem já não fosse suficiente, a Jaguar Parade também mostrou-se uma ferramenta poderosíssima para a captação de recursos, já que metade do valor arrecadado com o leilão das onças foi convertido para projetos atuantes na conservação da espécie. Incrível! 

 

O QUE É A JAGUAR PARADE? 

Seguindo a mesma dinâmica de eventos consagrados mundialmente, a Jaguar Parade (realizada pela Artery Brasil) atuou como um poderoso veículo de conscientização e captação. O intuito do movimento foi espalhar a mensagem de conservação da onça-pintada e seu ecossistema, por meio da arte pública, que invadiu as principais ruas e avenidas de São Paulo no segundo semestre de 2019. 

A primeira etapa aberta ao público aconteceu no shopping Market Place, entre os meses de agosto e setembro. Durante o período, qualquer pessoa podia acompanhar as pinturas das estátuas ao vivo no ateliê do shopping, além de tirar fotos, conversar com os artistas e entender um pouco mais sobre o processo criativo de cada um.

Foto: Jaguar Parade Brasil

 

A segunda fase foi marcada pela exposição das esculturas nos principais pontos da cidade de São Paulo. Começando por shoppings e parques, depois tomando as ruas e avenidas da metrópole, as onças coloriram a selva de pedra e atraíram os mais diferentes olhares entre os meses de setembro e novembro.

Foto: Jaguar Parade Brasil

 

Até então, o movimento estava focado apenas em seu objetivo primário: atrair a atenção das pessoas para a necessidade de conservação das onças-pintadas. Com uma intervenção pública de impacto gigantesco, as esculturas foram capazes de divulgar, lindamente, a mensagem proposta. 

Chegando na terceira e última fase, que foi o leilão beneficente, o evento já abre espaço para seu segundo grande objetivo: a captação de recursos. Caminhando ao lado de parceiros como o Onçafari, SOS Pantanal, Ampara Animal e Panthera Brasil, a Jaguar Parade doou 50% do capital arrecadado durante o leilão para essas instituições continuarem atuando brilhantemente na conservação da espécie. 

Foto: Jaguar Parade Brasil

 

A SINGULARIDADE DA ARTE EM PROL DA CONSERVAÇÃO 

Uma coisa não podemos negar: a ideia de juntar arte urbana com conservação ambiental é genial! Aproximar os “urbanóides” da natureza por meio de arte foi uma ideia brilhante, que não poderia ter tido um resultado diferente, senão: sucesso total. 

Foto: Jaguar Parade Brasil

 

A curiosidade, os questionamentos e grande interação dos paulistanos com as onças foi notável desde o primeiro dia de exposição. A mídia noticiou, as fotos amadoras e selfies tomaram as redes sociais, era onça pra todo lado – literalmente. 

E por fim, o leilão das esculturas coroou uma ideia genial com algo sólido e mensurável: recursos . O papel da educação ambiental é importantíssimo, claro, mas captar recursos e investi-los em ecoturismo, pesquisa científica e/ou outras ferramentas de conservação tornam os esforços para proteger o animal muito mais efetivos. Ou seja, no geral, foi um movimento de conservação completo e muito bem pensado.

Foto: Jaguar Parade Brasil

 

PARTICIPAÇÃO DA GREENBOND NO FENÔMENO DAS ONÇAS-PINTADAS 

Além de trabalhar a comunicação da parceria nas redes sociais dos nossos clientes Onçafari e SOS Pantanal, que foram duas das instituições beneficiadas, nós também tivemos participação ativa no início do projeto. 

Foto: Jaguar Parade Brasil

 

Ficamos com a responsabilidade de promover o contato entre as instituições e a Artery, além de fazer frente com parceiros como a ISA CTEEP. E, por ser uma agência de comunicação focada em iniciativas de conservação, também entramos na Jaguar Parade como certificadora dos projetos, ou seja, utilizamos nosso conhecimento técnico para selecionar as organizações que receberiam os recursos. 

Durante o período de parceria, participamos de diversos processos. Sugerimos e ajudamos na construção do evento no dia 29, conciliando com o Dia Internacional da Onça-pintada. Também articulamos a exibição das onças nos parques, além de integrar o elenco da reunião inicial com os shoppings Iguatemi. 

Foi uma grande honra fazer parte de um evento tão impactante e com tamanha importância para a conservação ambiental!

Foto: Jaguar Parade Brasil

I Workshop de Reabilitação, Monitoramento e Conservação de Fauna Silvestre

By Conservação, Eventos de Conservação, GreenBond, Marketing na Conservação, Projetos de conservação

Nos dias 22 e 23 no novembro, a WAITA Instituto de Pesquisa e Conservação realizou o I Workshop de Reabilitação, Monitoramento e Conservação de Fauna Silvestre. O evento contou com a presença de diferentes instituições e profissionais conservacionistas, que trocaram experiências de forma inovadora e construtiva. Com espaços abertos para estudantes e comunidade geral, a iniciativa promoveu ciência de maneira democrática e progressiva. 

Nós tivemos a honra de participar do evento, dando palestras e ouvindo os demais. Contamos nossas experiências, como GreenBond e como nossos clientes, mas também dialogamos e absorvermos diversas vivências de instituições que lutam pela conservação, assim como nós. Foram trocas muito ricas!

 

ONÇAFARI 

Comunicação é o principal pilar da GreenBond. Nós acreditamos no poder da comunicação e tentamos fazê-la de forma 360, abordando todos os pontos de contato de nossas instituições parceiras.

Por isso, vestimos a camisa do Onçafari, um dos nossos maiores parceiros, e comunicamos o incrível trabalho de reintrodução realizado por eles durante o Workshop. 

Além de ministrar a palestra “Onçafari Rewild: Reintroduzindo Onças-pintadas na natureza”, que contou detalhadamente como foi o processo de reintrodução de todas as onças que já passaram pelo Rewild: Fera e Isa (Pantanal), Vivara e Pandora (Amazônia) e Jatobazinho (Argentina), o nosso biólogo Gustavo Figueirôa também participou das mesas de debate sobre Reabilitação e Monitoramento, trocando experiências com instituições que realizam o mesmo trabalho. 

Momento de soltura da Vivara, na Amazônia. (Foto: Onçafari)

ESPAÇO DE DISCUSSÃO SOBRE REABILITAÇÃO 

A reabilitação de animais silvestres é um processo fundamental para devolvê-los à natureza de forma saudável. O espaço de discussão permitiu a troca de informações, vivências (que deram certo e também que não deram), compartilhamento de técnicas e soluções de problemas encontrados pelas instituições, com o intuito de otimizar ainda mais todo esse processo. 

No painel estiveram presentes as seguintes instituições: WAITA, Onçafari, MIB, Pró-tapir, Refauna, IPRAM, Muriquis do Caparaó, CRAX, UFOP, TamdanduASAS, Amigos do Lobo, CETAS-BH.

 

ESPAÇO DE DISCUSSÃO SOBRE MONITORAMENTO

A melhor maneira de confirmar o sucesso de reintrodução dos animais, obtendo dados dados confiáveis de comportamento é por meio do monitoramento. Então, o Espaço Monitoramento abordou as diferentes técnicas, tecnologias, metodologias e problemáticas dos monitoramentos ativos e/ou remotos, promovendo uma troca de experiências enriquecedora. 

No painel estiveram presentes as seguintes instituições: WAITA, Onçafari, MIB, Pró-tapir, Refauna, IPRAM, Muriquis do Caparaó, CRAX, UFOP, TamanduASAS, Amigos do Lobo, CETAS-BH e Centro de Conservação dos Saguis da Serra. 

 

GREENBOND 

Representando a GreenBond, o nosso especialista em marketing digital Diego Arruda ministrou uma palestra sobre o papel do marketing na conservação, focando principalmente em estratégias para captação de recursos. 

Após alguns estudos de mercado, nós percebemos que o marketing ainda não é prioridade no modelo de negócio dos projetos de conservação. Apesar de compreenderem a necessidade de investimento em comunicação, a maioria dos projetos não a faz, principalmente por questões financeiras. 

Por isso, ministramos uma palestra que ensina a importância da comunicação, principalmente para reverter esse quadro: a falta de recursos. Divulgar a causa é de extrema importância para alcançar e tocar pessoas, trazendo mais adeptos e, consequentemente, mais recursos para auxiliar na luta. 

Ao contrário do que muitos pensam, não é necessário gastar caminhões de dinheiro para fazer uma comunicação bem feita. Atualmente, principalmente por conta da internet, já é possível alcançar milhões de pessoas, provocando um impacto positivo de forma rápida e barata. E foi isso que ensinamos ao público presente no Workshop. 

ESPAÇO DE DISCUSSÃO SOBRE MARKETING 

O espaço Marketing para a conservação discutiu a utilização de estratégias e ferramentas adotadas no universo do marketing, com o objetivo de comunicar e mobilizar o maior número de pessoas à favor de uma causa em comum: salvar o planeta.

Foram abordados temas como redes sociais, sites, planejamento, execução e desenvolvimento de campanhas, captação de recurso, estratégias, dentro outros.

Para debater o tema, estiveram presentes no painel: GreenBond, Sair do Casulo, Bocaina e Instituto Vida Livre. 

 

VISÃO GERAL DO EVENTO 

No geral, o I Workshop de Reabilitação, Monitoramento e Conservação de Fauna Silvestre foi bastante enriquecedor para nós. Pudemos divulgar nosso trabalho, as causas nas quais acreditamos e o mais importante: aprender com pessoas que fazem parte da mesma luta. A troca de experiências foi fundamental, principalmente neste fim de ano, para repensar e colocar em prática alguns aprendizados para 2020. 

Agradecemos a WAITA pelo convite e os parabenizamos pela incrível iniciativa! 

O olhar da GreenBond sobre as queimadas no Pantanal

By GreenBond, Marketing na Conservação, Meio Ambiente, Não categorizado, Notícias

Esse foi um mês bem movimentado para nós da GreenBond. Incêndios assolaram o Pantanal, atingindo boa parte dos projetos para os quais trabalhamos e mobilizou nossa equipe intensamente para fazer o melhor trabalho de comunicação. 

Infelizmente, foi um fenômeno que tomou o Pantanal de forma muito rápida, dando pouco tempo para planejamentos e ações elaboradas. Mas, com uma boa comunicação entre as equipes alocadas em campo e os colaboradores aqui de São Paulo, conseguimos manejar as informações para atualizar o público e usá-las estrategicamente no gerenciamento de crise. 

Sinais de fogo na Fazenda Caiman. (Foto: Onçafari)

 

AS QUEIMADAS NA FAZENDA CAIMAN/ONÇAFARI

No dia 9 de setembro, começou o primeiro foco de queimada numa fazenda em Miranda, vizinha do Refúgio Ecológico Caiman, que é o principal ponto de trabalho do nosso parceiro Onçafari. O fogo atravessou o rio Aquidauana e atingiu a fazenda, já colocando toda a equipe do projeto em alerta.

Incêndio que devastou o Pantanal no mês de setembro. (Foto: Onçafari)

 

Preocupados com os bichos locais e com as estruturas que abrigam colaboradores, hóspedes e animais, a equipe tomou decisões rápidas e acertadas, colocando a segurança de todos os seres ali presentes como prioridade. 

A primeira ação foi resgatar o Jatobazinho, onça residente do recinto de reintrodução, que estava passando por um período de treinamento para voltar à natureza. O felino foi rapidamente transportado para a Fazenda Vera Lúcia, onde acontece o projeto Onças do Rio Negro. Lá ele ficou protegido  e continuou sendo monitorado. 

 

Jatobazinho, a onça resgatada no incêndio pela equipe do Onçafari. (Foto: Leonardo Gomes)

 

Após o resgate, os colaboradores do Onçafari continuaram acompanhando o aparecimento das outras onças monitoradas, contabilizando uma a uma todas que estavam saudáveis e seguras. Até o momento, já foram confirmadas 9 onças, sendo 2 filhotinhos. 

O mais importante de toda essa mobilização foi a junção de diversos profissionais para salvar o Pantanal e mais do que isso, para comunicar e atualizar a população sobre cada passo durante a tragédia.

 

TRABALHO JUNTO DO SOS PANTANAL 

Um dos nosso parceiros é o SOS Pantanal, que auxilia de diversas formas no desenvolvimento sustentável do bioma. Junto deles, conseguimos ter um panorama mais fiel dos danos causados pelo fogo e traçar estratégias adequadas ao cenário. 

De acordo com as estimativas, foram mais de 1,5 milhões de hectares consumidos pelo incêndio (mais de 2 milhões de campos de futebol). Os pesquisadores detectaram cerca de 2.400 focos de incêndios só no mês de agosto, ultrapassando de forma considerável os números do ano passado. Ou seja, o retrato de queimadas de 2019 foi realmente assustador

A primeira ação tomada pelo SOS foi colocar profissionais em campo para mapear o estrago. Com fotos, vídeos e algumas informações mais profundas, pudemos comunicar com mais clareza o ocorrido, além de compor um relatório capaz de auxiliar no planejamento de soluções. O susto já passou, mas os trabalhos para recuperar o Pantanal estão apenas começando. 

 

Profissionais analisaram todos os dados coletados para salvar o máximo de recursos possível. (Foto: Onçafari)

 

A IMPORTÂNCIA DA COMUNICAÇÃO EM MOMENTOS DELICADOS 

A GreenBond desempenhou um papel importante diante desta terrível tragédia. Comunicar o que está acontecendo com transparência, imparcialidade e clareza é imprescindível para disseminar a informação, promovendo a educação ambiental. Explorar o assunto abordando causas, consequências e medidas protetivas, estimula o senso de conservação e pode até mesmo prevenir futuras ações catastróficas. 

 

Parte da equipe alocada para trabalhar no Pantanal durante os incêndios. (Foto: Onçafari)

 

Além da comunicação, nós também auxiliamos na criação da campanha de financiamento coletivo ancorada pelo Onçafari. A arrecadação servirá para reformar o recinto de reintrodução de onças-pintadas e recuperação dos recursos hídricos, além do cuidado com a flora local. E, quanto maior o número de pessoas impactadas pela causa, maior será o investimento na regenaração do Pantanal, por isso aplicamos muito tempo e esforço na divulgação da campanha. 

 

As maravilhas do ecoturismo e turismo de aventura!

By Conservação, Ecoturismo, Educação ambiental, GreenBond

As atividades turísticas são caracterizadas pelo conhecimento do novo. É quando você descobre um novo lugar, uma nova cultura, ou apenas vive novas experiências em um ambiente que, de alguma forma, é diferente para você. Então, já que trata-se de conhecimento, por que não unir o turismo à conservação da natureza? E foi a partir desta premissa que surgiu o Ecoturismo, modalidade que envolve, dentre outros, o Turismo de Aventura.

 

O QUE É ECOTURISMO? 

Segundo a Sociedade Internacional de Ecoturismo, o turismo ecológico consiste em viagens responsáveis, realizadas em áreas naturais. Os passeios visam preservar o meio ambiente e promover o bem-estar da população local. Entre seus princípios, destacam-se a conservação do patrimônio natural e cultural aliada ao envolvimento das comunidades locais, além da consciência ambiental ensinada aos turistas. As atividades devem promover a reflexão e a integração entre homem e ambiente, com envolvimento do turista nas questões relacionadas à conservação dos recursos, educação e desenvolvimento socioeconômico do destino escolhido.

Foto: Samuel GP/Creative Commons

 

O TURISMO DE AVENTURA NO CENÁRIO ECOLÓGICO 

No Brasil, as atividades de aventura estão, muitas vezes, relacionadas ao turismo na natureza, sendo praticadas em unidades de conservação ou ambientes naturais bem preservados. Dessa forma, apresentam forte ligação com o ecoturismo, o que leva, muitas vezes, à falta de entendimento de cada particularidade.

Se no ecoturismo a essência constitui-se pela apreciação das características naturais e culturais, promovendo um desenvolvimento sustentável do local, no Turismo de Aventura dá-se preferência à atividade física e situações desafiadoras. O denominador comum entre elas é a possibilidade de serem realizadas no mesmo ambiente e a preocupação preservacionista. Teoricamente, a distinção parece clara, mas na prática, percebe-se a utilização dos dois conceitos para indicar as mesmas coisas. 

Mas, apesar das confusões, não tem como negar que a aventura é um enorme atrativo aos turistas e que, por conta dela, o ecoturismo também vem ganhando cada vez mais força no Brasil. Associar os desafios ao convívio e conhecimento da natureza é um dos grandes fatores apaixonantes neste universo. 

Segundo a ABETA (Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura), as atividades de Turismo de Aventura mais praticadas pelos brasileiros, dentro de cenários naturais, são: arvorismo, bungee jump, caminhada e caminhada de longo curso, cavalgada, cicloturismo, observação de vida selvagem, rapel, tirolesa, balonismo, paraquedismo, canoagem, flutuação, kitesurfe, mergulho, rafting, entre outros. 

Foto: Creative Commons

IMPORTÂNCIA DO ECOTURISMO E T.A. PARA A CONSERVAÇÃO

De acordo com a WWF, o ecoturismo, quando corretamente planejado e desenvolvido, pode trazer às populações locais benefícios amplos: oportunidades de diversificação e consolidação econômica, geração de empregos, conservação ambiental, valorização da cultura, conservação e/ou recuperação do património histórico, entre outros. 

É certo que os impactos são inevitáveis a partir do momento que o ser humano, mesmo que de forma discreta, intervém no habitat natural. Até por isso, ainda existe o desafio de conciliar completamente o desenvolvimento econômico com a preservação da natureza. Mas uma coisa você pode ter certeza: quem gosta da natureza e reserva um tempo para descobri-la, tende a respeitá-la.

Foto: Creative Commons

 

ABETA SUMMIT – CONGRESSO BRASILEIRO DE ECOTURISMO E TURISMO DE AVENTURA

Pensando nas melhores práticas do ecoturismo e com o objetivo de evoluir de forma sustentável essa prática no Brasil, a ABETA realiza um congresso de capacitação anualmente.
O Congresso Brasileiro de Ecoturismo e Turismo de Aventura – ABETA SUMMIT, desde 2003, é o principal evento da cadeia produtiva do turismo de natureza no Brasil. Considerado um dos mais importantes fóruns de discussões do setor, reúne nomes importantes de empresários, gestores públicos, consultores, acadêmicos, ativistas, jornalistas, guias e condutores de atividades em ambientes naturais. Oferece ao seu público uma grande variedade de palestras, oficinas de capacitação, visitas técnicas e encontros de negócios, visando produzir conhecimento para melhorar a capacidade de gestão e inovação de micros e pequenos negócios, ampliar a rede de relacionamentos do segmento e promover novas oportunidades de negócios para empresas e destinos turísticos.

Neste ano, a GreenBond teve o prazer de participar, agora em agosto, e aprender bastante com as palestras e conteúdos apresentados!

A importância da comunicação para projetos sócio-ambientais

By Educação ambiental, GreenBond, Projetos de conservação

Recentemente, o pessoal do Nossa Causa realizou uma pesquisa interessantíssima sobre a efetividade do marketing e comunicação no Terceiro Setor. O estudo analisou não só a importância da comunicação para as organizações, mas também tentou entender o que já está sendo feito, a relação do marketing com a captação de recursos e quais são as tendências para os próximos anos. 

A primeira e mais importante percepção foi que, apesar de compreenderem a necessidade de investimento em comunicação, a maiorias das Organizações da Sociedade Civil (OSCs) não a faz, principalmente por questões financeiras. E, até por conta dos recursos escassos, também foi possível confirmar uma clara tendência ao meio digital, ou seja, utilização e valorização de canais online (como as redes sociais, que proporcionam maior alcance para um público personalizado, com menor investimento). 

Porém, mais do que apenas explorar tendências, foi importante confirmar o potencial do Terceiro Setor em utilizar estratégias inteligentes de mercado para transformar a realidade sócio-ambiental do país, focando na capacidade de conexão humana da comunicação. 

 

CENÁRIO ATUAL 

Sobre os times de marketing, em 50% das organizações a área de comunicação é composta por somente uma pessoa, 15% não têm alguém responsável e outros 15% têm uma equipe de voluntários. 

Mas, na contramão da realidade, quando questionadas sobre a importância da comunicação e marketing, as OSCs responderam a uma escala de 5 pontos (em que 1 representava “nada importante” e 5 “muito importante”). A pontuação média foi de 4,1 pontos, mostrando que a maioria considera comunicação e marketing importantes, apesar de não ter uma estrutura sólida para a realização do trabalho. 

E não para por aí, ainda existem mais números contraditórios. Apesar de 93% das organizações estarem presentes nas redes sociais (principalmente no Facebook), 82% delas não possui site próprio e muitas outras possuem site com baixíssima qualidade, o que pode ser bastante prejudicial para a imagem pública de cada uma delas.  

Então, podemos confirmar uma preocupação das organizações com a comunicação, uma transição considerável para o meio digital, o que são ótimas descobertas, mas que, na prática, não está sendo feito de maneira correta. Ou seja, o intuito é bom, mas a execução, nem tanto.

 

A RELAÇÃO ENTRE O MARKETING E A CAPTAÇÃO DE RECURSOS

Quando questionadas sobre as principais necessidades dentro de cada organização, a Captação de Recursos apareceu logo em segundo lugar, atrás apenas de Recursos Humanos para realização das atividades.

 

Ou seja, as organizações sabem da importância da captação de recursos, porém muitas delas não entendem que o marketing pode influenciar bastante no resultado final.

Utilizando novamente uma escala de 1 a 5 pontos, as organizações foram questionadas sobre a influência da comunicação e do marketing na captação de recursos e na geração de impacto social. Apesar da captação de recursos ser de mais fácil mensuração do que a avaliação de impactos, o resultado mostrou que a percepção de influência na geração de impacto social é ligeiramente maior (3,9 pontos) do que na captação (3,7 pontos).

 

TENDÊNCIAS PARA UM FUTURO PRÓXIMO

A pesquisa revelou uma clara tendência ao uso das redes sociais, visto que são canais flexíveis, com grande alcance e custo relativamente baixo. Mas, é importante frisar que não basta apenas estar presente no Facebook e Instagram. 

O universo digital é amplo, oferece diversos canais e milhões de possibilidades. Para que ele seja utilizado de forma correta, a fim de converter (que no fim das contas, é o principal objetivo de todos nós), você precisa ENTENDER O SEU PÚBLICO. Se fazer, além de presente, relevante. Ou seja, produzir conteúdo de qualidade, que informe, entretenha e convença o seu público-alvo. Utilizar os canais corretos, seja ele Facebook, Instagram, Youtube, LinkedIn, Site, E-mail Marketing, ou qualquer outro canal de valor para o público. Não basta fazer por fazer, é preciso planejar, executar e mensurar

 

CASES DE SUCESSO NO UNIVERSO DOS PROJETOS AMBIENTAIS

No ranking dos “cases de sucesso”, encontramos três projetos ambientais: Greenpeace, SOS Mata Atlântica e WWF. Mas, o que eles fazem de diferente para se sobressair diante dos outros? Será que suas causas são mais importantes? Seus conteúdos são mais relevantes? 

Antes de tudo, saiba que não existe causa mais ou menos importante. Todas são igualmente necessárias na luta pela salvação do nosso planeta. Então, definitivamente, não é isso que as torna melhores no meio digital. A diferença principal é que estas instituições souberam contar sua história de uma maneira simples, onde grande parte do público que está lendo consegue entender.

A próxima grande barreira que projetos de conservação devem quebrar no futuro é a da comunicação. Por mais que o trabalho em campo seja impecável e gere resultados expressivos, se não houver uma comunicação clara na hora de contar isso para as pessoas, o impacto pode não ser tão grande. A comunicação é crucial para engajar mais pessoas na causa, amplificar o barulho que a organização já faz e para atingir novos públicos.

 

Quando mais gente ajudando, melhor! Por isso, COMUNIQUE A SUA CAUSA! 

 

Se você se interessou pela pesquisa e gostaria de aprofundar seu conhecimento sobre o tema, basta acessar este link

GreenBond a empresa que arrecada recursos para projetos de conservação

By Conservação, Ecoturismo, GreenBond, Meio Ambiente, Não categorizado

Gustavo (na frente) e Diego (atrás), fundadores da GreenBond, no Pantanal – Foto: Gustavo Figueiroa

Fundada por um veterinário especialista em marketing digital e um biólogo conservacionista, a GreenBond é uma empresa de impacto socioambiental que usa estratégias de comunicação para captar recursos para projetos de conservação através de leis de incentivo, produções de eventos e campanhas de crowdfunding. “O grande diferencial da GreenBond é selecionar projetos de conservação de acordo com as metodologias mais utilizadas em relação à governança, transparência, e credibilidade das Ongs” diz Diego Rugno Arruda, o veterinário especialista em marketing digital.

A equipe da GreenBond analisa os projetos de conservação, monta e executa estratégias para otimizar a captação de recursos e busca possíveis apoiadores que se identificam com as instituições. “Quando entendemos como a Ong funciona e qual o trabalho que ela executa, conseguimos fazer um “match” para o tipo de pessoa física ou o tipo de pessoa jurídica mais adequada”, diz Diego.

“Um dos nossos objetivos é fomentar uma lei que permita abater impostos para financiar projetos de conservação. Uma Lei Rouanet para a área ambiental”, diz Gustavo Figueiroa, o biólogo conservacionista. “Nós queremos estimular um ambiente onde as pessoas tenham vontade de trabalhar pela conservação, tanto pela paixão quanto pela remuneração.”

Para conseguir arrecadar recursos para projetos de conservação, a GreenBond trabalha em diferentes frentes:

  • Estabelecimento de uma estratégia de comunicação (com enfoque em mídias sociais), específica para cada projeto, com o objetivo de criar uma relação mais próxima entre pessoas, empresas, governo e Ongs e estimular parcerias entre o setor privado e o terceiro setor.
  • Produção e promoção de produtos e eventos que voltem recursos para a conservação
  • Criação de campanhas de financiamento coletivo (crowdfunding) que promovam causas ambientais

A ideia é que a GreenBond se torne uma referência no mundo da conservação da biodiversidade. “A gente deseja criar uma boa relação com as empresas para que elas percebam que vale a pena investir no meio ambiente. Hoje os consumidores estão cada vez mais ávidos por consumir produtos sustentáveis e arrecadar recursos pra esses projetos via marketing de causa é algo muito interessante e ainda pouco explorado no Brasil”, diz Diego.

Uma perspectiva pessoal

Meu primeiro contato com a GreenBond foi no Pantanal, o lugar que mais amo nesse planeta e onde conheci Diego e Gustavo. Eu estava guiando um grupo do Onçafari, o primeiro cliente da empresa. Eles estavam produzindo conteúdo e conhecendo a equipe do projeto.

Por uma feliz coincidência fui escalado para guiá-los durante um dia na maior planície inundável do mundo. Conversamos um pouco e percebi que compartilhávamos a mesma paixão pela conservação e a mesma vontade de fazer a diferença por um mundo mais sustentável.

Eu (à esquerda, fora do carro) no dia que conheci o Diego (à direita, sem chapéu ou boné) e o Gustavo (autor da foto)

Sou biólogo e jornalista e fui repórter e editor de National Geographic Brasil por 5 anos. A conservação sempre fez parte do meu trabalho, mas desde que saí da revista essa pauta andava afastada da minha vida. Assim que voltei pra São Paulo me encontrei com o Diego e o Gustavo e, após uma rápida reunião, me juntei ao Bond.

Hoje meu coração bate mais forte porque eu respiro conservação todos os dias. Faço produção de conteúdo, com enfoque nos blogs dos nossos clientes, e sinto que cada linha que eu escrevo é cheia de significado. O trabalho e o prazer estão juntos novamente porque eu tenho a certeza de que a Greenbond faz a diferença para a construção de um mundo melhor.