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As maravilhas do ecoturismo e turismo de aventura!

By Conservação, Ecoturismo, Educação ambiental, GreenBond

As atividades turísticas são caracterizadas pelo conhecimento do novo. É quando você descobre um novo lugar, uma nova cultura, ou apenas vive novas experiências em um ambiente que, de alguma forma, é diferente para você. Então, já que trata-se de conhecimento, por que não unir o turismo à conservação da natureza? E foi a partir desta premissa que surgiu o Ecoturismo, modalidade que envolve, dentre outros, o Turismo de Aventura.

 

O QUE É ECOTURISMO? 

Segundo a Sociedade Internacional de Ecoturismo, o turismo ecológico consiste em viagens responsáveis, realizadas em áreas naturais. Os passeios visam preservar o meio ambiente e promover o bem-estar da população local. Entre seus princípios, destacam-se a conservação do patrimônio natural e cultural aliada ao envolvimento das comunidades locais, além da consciência ambiental ensinada aos turistas. As atividades devem promover a reflexão e a integração entre homem e ambiente, com envolvimento do turista nas questões relacionadas à conservação dos recursos, educação e desenvolvimento socioeconômico do destino escolhido.

Foto: Samuel GP/Creative Commons

 

O TURISMO DE AVENTURA NO CENÁRIO ECOLÓGICO 

No Brasil, as atividades de aventura estão, muitas vezes, relacionadas ao turismo na natureza, sendo praticadas em unidades de conservação ou ambientes naturais bem preservados. Dessa forma, apresentam forte ligação com o ecoturismo, o que leva, muitas vezes, à falta de entendimento de cada particularidade.

Se no ecoturismo a essência constitui-se pela apreciação das características naturais e culturais, promovendo um desenvolvimento sustentável do local, no Turismo de Aventura dá-se preferência à atividade física e situações desafiadoras. O denominador comum entre elas é a possibilidade de serem realizadas no mesmo ambiente e a preocupação preservacionista. Teoricamente, a distinção parece clara, mas na prática, percebe-se a utilização dos dois conceitos para indicar as mesmas coisas. 

Mas, apesar das confusões, não tem como negar que a aventura é um enorme atrativo aos turistas e que, por conta dela, o ecoturismo também vem ganhando cada vez mais força no Brasil. Associar os desafios ao convívio e conhecimento da natureza é um dos grandes fatores apaixonantes neste universo. 

Segundo a ABETA (Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura), as atividades de Turismo de Aventura mais praticadas pelos brasileiros, dentro de cenários naturais, são: arvorismo, bungee jump, caminhada e caminhada de longo curso, cavalgada, cicloturismo, observação de vida selvagem, rapel, tirolesa, balonismo, paraquedismo, canoagem, flutuação, kitesurfe, mergulho, rafting, entre outros. 

Foto: Creative Commons

IMPORTÂNCIA DO ECOTURISMO E T.A. PARA A CONSERVAÇÃO

De acordo com a WWF, o ecoturismo, quando corretamente planejado e desenvolvido, pode trazer às populações locais benefícios amplos: oportunidades de diversificação e consolidação econômica, geração de empregos, conservação ambiental, valorização da cultura, conservação e/ou recuperação do património histórico, entre outros. 

É certo que os impactos são inevitáveis a partir do momento que o ser humano, mesmo que de forma discreta, intervém no habitat natural. Até por isso, ainda existe o desafio de conciliar completamente o desenvolvimento econômico com a preservação da natureza. Mas uma coisa você pode ter certeza: quem gosta da natureza e reserva um tempo para descobri-la, tende a respeitá-la.

Foto: Creative Commons

 

ABETA SUMMIT – CONGRESSO BRASILEIRO DE ECOTURISMO E TURISMO DE AVENTURA

Pensando nas melhores práticas do ecoturismo e com o objetivo de evoluir de forma sustentável essa prática no Brasil, a ABETA realiza um congresso de capacitação anualmente.
O Congresso Brasileiro de Ecoturismo e Turismo de Aventura – ABETA SUMMIT, desde 2003, é o principal evento da cadeia produtiva do turismo de natureza no Brasil. Considerado um dos mais importantes fóruns de discussões do setor, reúne nomes importantes de empresários, gestores públicos, consultores, acadêmicos, ativistas, jornalistas, guias e condutores de atividades em ambientes naturais. Oferece ao seu público uma grande variedade de palestras, oficinas de capacitação, visitas técnicas e encontros de negócios, visando produzir conhecimento para melhorar a capacidade de gestão e inovação de micros e pequenos negócios, ampliar a rede de relacionamentos do segmento e promover novas oportunidades de negócios para empresas e destinos turísticos.

Neste ano, a GreenBond teve o prazer de participar, agora em agosto, e aprender bastante com as palestras e conteúdos apresentados!

A importância da comunicação para projetos sócio-ambientais

By Educação ambiental, GreenBond, Projetos de conservação

Recentemente, o pessoal do Nossa Causa realizou uma pesquisa interessantíssima sobre a efetividade do marketing e comunicação no Terceiro Setor. O estudo analisou não só a importância da comunicação para as organizações, mas também tentou entender o que já está sendo feito, a relação do marketing com a captação de recursos e quais são as tendências para os próximos anos. 

A primeira e mais importante percepção foi que, apesar de compreenderem a necessidade de investimento em comunicação, a maiorias das Organizações da Sociedade Civil (OSCs) não a faz, principalmente por questões financeiras. E, até por conta dos recursos escassos, também foi possível confirmar uma clara tendência ao meio digital, ou seja, utilização e valorização de canais online (como as redes sociais, que proporcionam maior alcance para um público personalizado, com menor investimento). 

Porém, mais do que apenas explorar tendências, foi importante confirmar o potencial do Terceiro Setor em utilizar estratégias inteligentes de mercado para transformar a realidade sócio-ambiental do país, focando na capacidade de conexão humana da comunicação. 

 

CENÁRIO ATUAL 

Sobre os times de marketing, em 50% das organizações a área de comunicação é composta por somente uma pessoa, 15% não têm alguém responsável e outros 15% têm uma equipe de voluntários. 

Mas, na contramão da realidade, quando questionadas sobre a importância da comunicação e marketing, as OSCs responderam a uma escala de 5 pontos (em que 1 representava “nada importante” e 5 “muito importante”). A pontuação média foi de 4,1 pontos, mostrando que a maioria considera comunicação e marketing importantes, apesar de não ter uma estrutura sólida para a realização do trabalho. 

E não para por aí, ainda existem mais números contraditórios. Apesar de 93% das organizações estarem presentes nas redes sociais (principalmente no Facebook), 82% delas não possui site próprio e muitas outras possuem site com baixíssima qualidade, o que pode ser bastante prejudicial para a imagem pública de cada uma delas.  

Então, podemos confirmar uma preocupação das organizações com a comunicação, uma transição considerável para o meio digital, o que são ótimas descobertas, mas que, na prática, não está sendo feito de maneira correta. Ou seja, o intuito é bom, mas a execução, nem tanto.

 

A RELAÇÃO ENTRE O MARKETING E A CAPTAÇÃO DE RECURSOS

Quando questionadas sobre as principais necessidades dentro de cada organização, a Captação de Recursos apareceu logo em segundo lugar, atrás apenas de Recursos Humanos para realização das atividades.

 

Ou seja, as organizações sabem da importância da captação de recursos, porém muitas delas não entendem que o marketing pode influenciar bastante no resultado final.

Utilizando novamente uma escala de 1 a 5 pontos, as organizações foram questionadas sobre a influência da comunicação e do marketing na captação de recursos e na geração de impacto social. Apesar da captação de recursos ser de mais fácil mensuração do que a avaliação de impactos, o resultado mostrou que a percepção de influência na geração de impacto social é ligeiramente maior (3,9 pontos) do que na captação (3,7 pontos).

 

TENDÊNCIAS PARA UM FUTURO PRÓXIMO

A pesquisa revelou uma clara tendência ao uso das redes sociais, visto que são canais flexíveis, com grande alcance e custo relativamente baixo. Mas, é importante frisar que não basta apenas estar presente no Facebook e Instagram. 

O universo digital é amplo, oferece diversos canais e milhões de possibilidades. Para que ele seja utilizado de forma correta, a fim de converter (que no fim das contas, é o principal objetivo de todos nós), você precisa ENTENDER O SEU PÚBLICO. Se fazer, além de presente, relevante. Ou seja, produzir conteúdo de qualidade, que informe, entretenha e convença o seu público-alvo. Utilizar os canais corretos, seja ele Facebook, Instagram, Youtube, LinkedIn, Site, E-mail Marketing, ou qualquer outro canal de valor para o público. Não basta fazer por fazer, é preciso planejar, executar e mensurar

 

CASES DE SUCESSO NO UNIVERSO DOS PROJETOS AMBIENTAIS

No ranking dos “cases de sucesso”, encontramos três projetos ambientais: Greenpeace, SOS Mata Atlântica e WWF. Mas, o que eles fazem de diferente para se sobressair diante dos outros? Será que suas causas são mais importantes? Seus conteúdos são mais relevantes? 

Antes de tudo, saiba que não existe causa mais ou menos importante. Todas são igualmente necessárias na luta pela salvação do nosso planeta. Então, definitivamente, não é isso que as torna melhores no meio digital. A diferença principal é que estas instituições souberam contar sua história de uma maneira simples, onde grande parte do público que está lendo consegue entender.

A próxima grande barreira que projetos de conservação devem quebrar no futuro é a da comunicação. Por mais que o trabalho em campo seja impecável e gere resultados expressivos, se não houver uma comunicação clara na hora de contar isso para as pessoas, o impacto pode não ser tão grande. A comunicação é crucial para engajar mais pessoas na causa, amplificar o barulho que a organização já faz e para atingir novos públicos.

 

Quando mais gente ajudando, melhor! Por isso, COMUNIQUE A SUA CAUSA! 

 

Se você se interessou pela pesquisa e gostaria de aprofundar seu conhecimento sobre o tema, basta acessar este link

GreenBond a empresa que arrecada recursos para projetos de conservação

By Conservação, Ecoturismo, GreenBond, Meio Ambiente, Não categorizado

Gustavo (na frente) e Diego (atrás), fundadores da GreenBond, no Pantanal – Foto: Gustavo Figueiroa

Fundada por um veterinário especialista em marketing digital e um biólogo conservacionista, a GreenBond é uma empresa de impacto socioambiental que usa estratégias de comunicação para captar recursos para projetos de conservação através de leis de incentivo, produções de eventos e campanhas de crowdfunding. “O grande diferencial da GreenBond é selecionar projetos de conservação de acordo com as metodologias mais utilizadas em relação à governança, transparência, e credibilidade das Ongs” diz Diego Rugno Arruda, o veterinário especialista em marketing digital.

A equipe da GreenBond analisa os projetos de conservação, monta e executa estratégias para otimizar a captação de recursos e busca possíveis apoiadores que se identificam com as instituições. “Quando entendemos como a Ong funciona e qual o trabalho que ela executa, conseguimos fazer um “match” para o tipo de pessoa física ou o tipo de pessoa jurídica mais adequada”, diz Diego.

“Um dos nossos objetivos é fomentar uma lei que permita abater impostos para financiar projetos de conservação. Uma Lei Rouanet para a área ambiental”, diz Gustavo Figueiroa, o biólogo conservacionista. “Nós queremos estimular um ambiente onde as pessoas tenham vontade de trabalhar pela conservação, tanto pela paixão quanto pela remuneração.”

Para conseguir arrecadar recursos para projetos de conservação, a GreenBond trabalha em diferentes frentes:

  • Estabelecimento de uma estratégia de comunicação (com enfoque em mídias sociais), específica para cada projeto, com o objetivo de criar uma relação mais próxima entre pessoas, empresas, governo e Ongs e estimular parcerias entre o setor privado e o terceiro setor.
  • Produção e promoção de produtos e eventos que voltem recursos para a conservação
  • Criação de campanhas de financiamento coletivo (crowdfunding) que promovam causas ambientais

A ideia é que a GreenBond se torne uma referência no mundo da conservação da biodiversidade. “A gente deseja criar uma boa relação com as empresas para que elas percebam que vale a pena investir no meio ambiente. Hoje os consumidores estão cada vez mais ávidos por consumir produtos sustentáveis e arrecadar recursos pra esses projetos via marketing de causa é algo muito interessante e ainda pouco explorado no Brasil”, diz Diego.

Uma perspectiva pessoal

Meu primeiro contato com a GreenBond foi no Pantanal, o lugar que mais amo nesse planeta e onde conheci Diego e Gustavo. Eu estava guiando um grupo do Onçafari, o primeiro cliente da empresa. Eles estavam produzindo conteúdo e conhecendo a equipe do projeto.

Por uma feliz coincidência fui escalado para guiá-los durante um dia na maior planície inundável do mundo. Conversamos um pouco e percebi que compartilhávamos a mesma paixão pela conservação e a mesma vontade de fazer a diferença por um mundo mais sustentável.

Eu (à esquerda, fora do carro) no dia que conheci o Diego (à direita, sem chapéu ou boné) e o Gustavo (autor da foto)

Sou biólogo e jornalista e fui repórter e editor de National Geographic Brasil por 5 anos. A conservação sempre fez parte do meu trabalho, mas desde que saí da revista essa pauta andava afastada da minha vida. Assim que voltei pra São Paulo me encontrei com o Diego e o Gustavo e, após uma rápida reunião, me juntei ao Bond.

Hoje meu coração bate mais forte porque eu respiro conservação todos os dias. Faço produção de conteúdo, com enfoque nos blogs dos nossos clientes, e sinto que cada linha que eu escrevo é cheia de significado. O trabalho e o prazer estão juntos novamente porque eu tenho a certeza de que a Greenbond faz a diferença para a construção de um mundo melhor.