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Conservação

Onça parda é flagrada predando veado-catingueiro no interior paulista

By Conservação, Notícias

No último dia 20 de Agosto, foi registrada uma sequência raríssima de ser filmada na natureza: uma predação de onça parda (Puma concolor).

A onça parda também é conhecida por seus diferentes nomes populares, tais como: Puma, Leão-baio, Leão-da-montanha ou Suçuarana.

Confira o vídeo da predação:

 

Monitoramento de fauna no reflorestamento

A cena foi registrada durante uma campanha de monitoramento de fauna desenvolvido e implantado pela Ambiens Soluções Ambientais, à serviço da Tijoá Energia, empresa que tem a concessão da Usina Hidrelétrica Três Irmãos.

Biólogos da Ambiens em monitoramento de fauna

A UHE Três Irmãos está reflorestando todo o entorno da represa como parte de um programa de recuperação ambiental para mitigar os danos causados pela inundação. O reflorestamento está indo muito bem e muitas espécies ameaçadas estão voltando a aparecer nas áreas restauradas.

Após identificar o local para instalar a câmera, em uma das parcelas do reflorestamento que estava sendo monitorada, o biólogo Gustavo Gáspari ligou o equipamento e foi embora deixando a câmera trap (ou armadilha fotográfica), que é acionada por movimentos, trabalhar.

 

Uma cena rara

O que ninguém esperava era que a onça parda fosse abater o veado-catingueiro (Mazama gouazoubira) bem na frente do equipamento, que registrou a sequência quase completa do abate (menos o momento do primeiro ataque).

Veado-catingueiro (Mazama gouazoubira). Foto: Gustavo Figueirôa

As suçuaranas são animais de hábitos noturnos, muito reservados e evitam ao máximo o contato com seres humanos, o que torna quase impossível que um registro de predação como esse seja feito com facilidade.

O abate

Primeiro, a onça crava suas presas no pescoço do veado a fim de sufoca-lo até a morte. Esta é uma tática comum entre as onças pardas, pois não tem força suficiente para matar com uma mordida na base da nuca, como fazem as onças-pintadas (Panthera onca)

Onça parda por cima do veado-catingueiro mordendo seu pescoço

Após um tempo de luta, o felino consegue sufocar com sucesso sua presa. Exausta após a caçada, a onça recupera o folego enquanto olha para os lados para garantir que está sozinha.

  

Algum tempo depois, ela arrasta sua janta pelo chão da floresta para um local mais escondido, onde irá saborear os espólios de uma caçada bem sucedida. A ação toda ocorre em menos de 8 minutos.

 

Resultados positivos do reflorestamento

Desde 2015, quando o monitoramento começou a ser feito pela equipe de biólogos da Ambiens, já foram registradas mais de 240 espécies de aves e 30 espécies de mamíferos de médio e grande porte. Dentre eles: Anta (Tapirus terrestris), Lobo-guará (Chrysocyon brachyurus), Tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla), Tamanduá-mirim (Tamandua tetradactyla) além é claro da própria Onça parda (Puma concolor).

Tamanduá-bandeira registrado no interior de São Paulo. Foto: Gustavo Gaspari


Registro de anta por meio armadilha fotográfica instalada em área de reflorestamento da UHE Três Irmãos. Image: Tijoá Energia


Lobo-guará registrado no reflorestamento. Foto: Gustavo Gaspari

 

Por: Gustavo Figueirôa

Biólogo, Esp. em manejo e conservação de fauna

Cofundador na GreenBond

Criação do “Santuário de Baleias” é rejeitada e liberação da caça comercial entra em votação

By Conservação, Notícias

O Brasil está sendo o palco do encontro da Comissão Internacional das Baleias (CBI), uma organização internacional que tem como objetivo discutir temas relacionados à preservação das baleias do mundo, assim como atividades relacionadas à utilização comercial e científica destes mamíferos marinhos. O evento ocorre até sexta-feira (14/09) na ilha de Florianópolis.

Ativistas fazem protesto em frente ao local da reunião da IWC pedindo a criação do santuário – SEBASTIAN ROCANDIO / REUTERS

O Santuário de Baleias 

Porém, nesta terça-feira (11/09), a proposta de criação de um Santuário de Baleias no Atlântico Sul foi rejeitada durante votação na plenária da comissão. O santuário proposto abrange uma área de mais de 20 milhões de km² do Atlântico Sul, começando logo abaixo da linha do Equador e seguindo por todo o oceano entre as costas do Brasil, Argentina, Uruguai, e Países Africanos como Gabão, Namíbia, Angola e África do Sul.

Esquema do santuário proposto. Fonte: G1

A proposta, apesar de ter maioria a favor, precisa de mais de 75% dos votos da comissão para ser aprovada, e conseguiu apenas 61% dos votos.

O santuário tem como objetivo proteger espécies ameaçadas de baleias que vivem na Bacia Oceânica do Atlântico Sul, caso a pesca comercial seja liberada. Além disso, a iniciativa propõem a criação de uma zona de cooperação e pesquisa entre os países da América do Sul e Africa.

 

Baleia-franca com filhote

Liberação da caça comercial das baleias

Amanha, quinta-feira (13/09), está prevista a votação da proposta que libera a caça de baleias para fins “científicos” e comerciais.

Navio baleeiro japonês com 3 baleias abatidas em seu deck

O Japão é o autor dessa proposta, apoiado pelos governos da Noruega, Islândia e Russia além de outros países. A ideia é liberar a caça que é proibida ha vários anos, no Brasil, desde 1986. Porém, apesar da proibição, o Japão se utiliza de um artigo da comissão que permite a caça de baleias apenas para fins científicos, levando ao abate de mais de 1.000 baleias todos os anos entre o Pacífico e a Antártida. A carne das baleias abatidas é vendida para o consumo.

Baleias sendo arrastadas para dentro do navio baleeiro, com a bandeira de “navio de estudos científicos”

Caso a proposta seja aprovada a captura comercial de baleias seja liberada, os caçadores poderão capturar baleias que se reproduzam próximas ao litoral brasileiro, como a Baleia Franca em Santa Catarina, e a Jubarte na Bahia.

Baleia abatida por navio baleeiro. Fonte: Greenpeace

O Brasil e sua importância na proteção das baleias

A costa Brasileira é considerada um santuário para a reprodução de diversas espécies de baleias.

Na costa catarinense, a cidade de Imbituba é considerada a capital nacional da Baleia Franca, atraindo milhares de turistas todos os anos para o turismo de observação deste incríveis animais marinhos.

 

Turistas observando baleias na costa brasileira

O representante do Instituto Baleia Jubarte, José Truda, ressalta que atualmente a região brasileira tem grande quantidade de baleias em recuperação, como as Baleias Francas em Santa Catarina e as baleias jubarte no Espírito Santo e Bahia.

Turista fotografando baleia jubarte

Ele ressalta ainda que a costa brasileira é uma das regiões do mundo em que a recuperação da população baleeira está ocorrendo da maneira mais expressiva.

 

A votação ocorre esta semana, e cabe a nós nos posicionarmos contra esse retrocesso na evolução da história da civilização.

O SeaLegacy está com uma campanha em aberto para coletar assinaturas das pessoas que são contra a liberação: Clique aqui e assine você também

 

 

Por: Gustavo Figueirôa

Biólogo, Esp. em Manejo e Conservação da Fauna Silvestre

Cofundador na GreenBond

Safári no Brasil: Uma alternativa para a conservação

By Conservação

Safári, é o termo usado para nomear expedições por terra em lugares selvagens, tipicamente viagens de caça ou turismo pela África. 

Muita gente já ouviu falar sobre os famosos safáris na África, e ao mencionar este termo quase sempre vem à mente uma cena clássica: Turistas vestidos com roupas “à la” Indiana Jones, sentados na caçamba de um daqueles altos caminhões de safári, enquanto cortam a savana africana avistando e fotografando leões, rinocerontes, elefantes, búfalos e leopardos.

Antigamente eram muito mais comuns os safáris de caça, porém de algumas décadas pra cá, o cenário mudou e os safáris para turismo de observação de animais aumentaram muito!

Pessoas vestidas “à la” Indiana Jones em meio a um safári na África do Sul

Para alguns, apenas um sonho distante de ser atingido, seja por falta de dinheiro, por falta de conhecimento ou até mesmo por acreditar que é muito perigoso se aventurar em terras africanas. Para outros, uma experiência que está na lista de “coisas para fazer antes de morrer”.

Guepardo avistado por turistas durante Safári

 

Porém o que poucos sabem, é que safáris também podem ser feitos aqui no Brasil, mais perto do que se imagina… E não, não estou falando do Zoo Safári do Zoológico de São Paulo (antigo Simba Safári), mas sim de uma verdadeira expedição meio a um ambiente selvagem, para avistar animais selvagens em seu habitat natural.

 

Safáris no Pantanal:

 

No Pantanal, fazendas que mesclam a pecuária com o ecoturismo, encontraram uma oportunidade única para fazer da conservação de espécies ameaçadas e áreas protegidas, uma fonte de renda importante. Às vezes por conta própria, as vezes em parceria com projetos de conservação da biodiversidade.

Pantanal alagado no Refúgio Ecológico Caiman. Foto: Leonardo Sartorello

 

Refúgio Ecológico Caiman/Onçafari:

Um exemplo de parceria com projetos de conservação, é o que acontece entre o Refúgio Ecológico Caiman e o Onçafari.

Turistas avistando Onça-pintada no Refúgio Ecológico Caiman através do Onçafari.

 

O Onçafari é uma iniciativa privada, sem fins lucrativos, que através da habituação de onças-pintadas tornou muito mais fácil a visualização destes felinos que até pouco tempo atrás eram praticamente fantasmas nas florestas.

Onça-pintada avistada pelo Onçafari. Foto: Adam Bannister

 

A habituação nada mais é do que acostumar animais à presença dos veículos de safári, através de técnicas bem estruturadas, onde o animal começa a perceber o carro com os turistas como se fosse uma árvore e sabe que não lhe causará mal nenhum. Portanto, continuam agindo normalmente como se os turistas e pesquisadores não estivessem lá! Lembrando que habituação é diferente de domesticação! As onças continuam 100% selvagens e o avistamento só pode ser feito de dentro do carro, seguindo normas de segurança rígidas.

Fera, uma das Onças monitoradas pelo Onçafari sendo avistada. Foto: Carlos Eduardo Fragoso

O Refúgio Ecológico Caiman é uma fazenda na zona rural de Miranda, MS, e recebe hóspedes que vão em busca de conexão com a natureza e férias em um lugar genuinamente selvagem. Assim, a parceria com o Onçafari, causou um aumento significativo no aumento de avistamentos de onças, consequentemente um aumento expressivo no número de hóspedes.

Fazenda San Francisco

 

Um outro exemplo, é a Fazenda San Francisco, também localizada em Miranda, MS.

 

Ao mesmo tempo que possuem lavouras de arroz e criação de gado, a fazenda é conhecida mesmo pela pousada e por passeios turísticos que remetem aos visitantes um verdadeiro estilo de vida pantaneiro.

Safári fotográfico na Fazenda San Francisco

A fazenda aceita hóspedes do mundo todo, tanto para passarem a noite, quanto para apenas passarem o dia em suas dependências. Durante o dia, safáris fotográficos levam os visitantes para o meio das planícies alagadas da fazenda para o avistamento da mais rica fauna que o Pantanal pode oferecer: Jacarés, ariranhas, jaguatiricas, sucuris, tuiuiús, araras (uma infinidade de espécies de aves), além de é claro, a rainha das matas, a Onça-pintada.

Onça-pintada avistada na fazenda San Francisco.     Foto: Gustavo Figueirôa

Passeios de chalana em um braço do Rio Miranda, passeios à cavalo, trilhas… enfim, uma infinidade de opções para quem quer uma aventura real no Pantanal. Porém é de noite que as chances são maiores de ver os grandes felinos!

Passeio de chalana por um braço do Rio Miranda

Para os hóspedes que escolhem a pernoite, um safári noturno acontece, onde as chances de ver animais com hábitos noturnos aumenta, como corujas, urutaus, jaguatiricas e onças-pintadas.

Ecoturismo como chave para conservação

 

Esta atividade gera um valor real para as áreas onde estão inseridas, tanto social quanto financeiro. O ecoturismo gera empregos para as comunidades locais, atrai turistas para conhecer as belezas de nosso país e além de tudo, ajuda a preservar áreas de mata e espécies ameaçadas de extinção!

Imagem retirada da internet

 

Para finalizar, é importante ressaltar que o ecoturismo para dar certo como ferramenta de conservação, deve ser feito com muita responsabilidade, respeitando sempre os limites impostos pela natureza.

Já pensou em fazer um safári? Que tal começar pelo Brasil?

 

 

 

Por: Gustavo Figueirôa

Biólogo, Esp. em Manejo e Conservação da Fauna Silvestre

Cofundador na GreenBond

Caça e Fotografia: A mesma essência, objetivos opostos

By Conservação

Imaginem esta cena:

No meio da floresta em um ambiente selvagem, o sujeito espera pacientemente pelo tão sonhado momento, sentado na caçamba de um carro ou numa plataforma em meio às árvores. Silêncio total, nenhum movimento brusco, apenas o som da própria respiração alternando entre ofegante e controlada apesar da adrenalina aumentar a cada segundo enquanto o animal se aproxima.

É chegado o momento, enfim a criatura silvestre se aproxima.  Espreitando o animal, o sujeito se prepara com seu equipamento municiado. Com o animal posicionado na mira, o dedo vai ao gatilho lentamente, esperando o momento perfeito. Tudo pronto, hora de agir. O dedo pressiona o gatilho e então….  Click! 

 

 

Ué?!

Esta pequena narrativa acima poderia muito bem ser a descrição de um caçador munido de seu rifle, esperando para matar um animal muito cobiçado e levar sua carcaça para casa, assim como também se encaixa perfeitamente na descrição de um fotógrafo amante da natureza, munido de sua super câmera com lente telescópica, fotografando um animal que ele sonhava a anos registrar.

O conceito de ambos os cenários é o mesmo e o repórter do jornal El País, Victor Moriyama, nomeia este elemento em comum entre as 2 atividades de “espírito caçador”. Ou seja, adentrar à mata em busca de um animal específico, seja raro ou não, colocando o homem urbano em contato com a natureza a partir da mira de uma máquina, seja uma câmera fotográfica ou um rifle.

 

Foto 1: Melissa ao lado da caça                     Foto 2: Leão livre por Tamara Jim

A diferença é que em uma das opções o sujeito sai com a cabeça do animal que será empalhada e pendurada na parede de sua casa, enquanto em outra,  ele sai com um belo registro fotográfico que pode ser mostrado para pessoas do mundo todo e inspirá-las a conservar espécies ameaçadas.

Assim como na foto ao lado, onde na esquerda a apresentadora de TV americana Melissa Bachman posa ao lado de seu “troféu”, enquanto na direita, o troféu é a maravilhosa foto tirada por Tamara Jim, do maior predador da África, vivo.

 

 

Caça esportiva para conservação

 

A “caça esportiva” é utilizada em alguns países (como África do Sul, Zimbábue, Estados Unidos) como uma fonte alternativa de renda para a conservação, onde de uma forma legalizada e controlada por autoridades governamentais, caçadores pagam grandes quantias de dinheiro para caçar legalmente um animal (Diferente da caça furtiva ou seja, ilegal). Parte deste dinheiro vai para as comunidades locais e financiam ações para a conservação de espécies. Porém, este conceito é ainda muito controverso, e diversos estudos apontam que essa prática pode não estar ajudando na conservação quanto deveria.

Caçador posa ao lado de elefante recém-abatido

O argumento utilizado pelos defensores da caça como instrumento de conservação é de que fazendeiros podem manter grandes áreas de floresta preservadas, e não cederem ao desmatamento para agricultura, se receberem dinheiro por animais mortos por caça esportiva em sua propriedade.

 

Não entrarei no mérito de efetividade ou não desta prática neste post, pois isso demanda uma discussão mais aprofundada. Como foi citado acima, existem estudos pró-caça, mostrando dados positivos em relação ao dinheiro que a caça esportiva gera, assim como estudos mostrando dados e impactos negativos.

 

 

O objetivo deste post é comparar uma prática alternativa, assim como coloco a seguir mostrando o que a fotografia pode fazer pela conservação.

 

 

 

 

Fotografia e ecoturismo para conservação

 

Como citado acima, o argumento de atribuir um valor comercial à espécies silvestres a fim de convencer um fazendeiro preservar suas terras, pode ser aplicado igualmente ao ecoturismo.

Safári fotográfico no Pantanal – Fazenda San Francisco

E se ao invés de receber dinheiro de caçadores para sustentar-se, esse dinheiro viesse de fotógrafos e turistas do mundo todo que vão atrás de fotos incríveis de espécies ameaçadas?

Um exemplo prático de que pode dar certo, é o que vem sendo realizado no Refúgio Ecológico Caiman, em Miranda – MS, Pantanal Sul pelo Onçafari.

Onças-pintadas avistadas pela equipe do Onçafari. Foto: Gustavo Figueirôa

O projeto trabalha com a conservação e habituação de onças-pintadas para que possam ser avistadas mais facilmente por hóspedes e amantes da fotografia no mundo todo, aumentando drasticamente o fluxo de hóspedes na pousada. Desde que o Onçafari iniciou seus trabalhos na fazenda, o número de hóspedes cresceu 80%, assim como os avistamentos de onça-pintada, que cresceu 120% nos último 7 anos.

 

Foto: Adriano Gambarini

Um estudo realizado pelo biólogo e pesquisador Fernando Tortato, da ONG Panthera (Organização internacional que estuda grandes felinos no mundo todo), comprovou cientificamente os benefícios do ecoturismo.

 

O estudo concluído em 2017 aponta que em um intervalo de 1 ano, cerca de 6,8 milhões de dólares foram arrecadados através do turismo de observação de Onças, contra a perda hipotética de 120 mil dólares para o prejuízo que as onças causam por atacar animais de criação.

 

 

Atualmente, existem sites dedicados exclusivamente à fotografia de natureza, como o Biofaces. O site reúne fotógrafos profissionais e amadores, de todas as idades, gêneros, etnias e países, todos com ao menos duas características em comum: O amor pela natureza e fotografia.

Print da tela do site Biofaces.com

Conclusão

 

Da mesma forma que a caça pode gerar renda para ser investida em conservação, também podem a fotografia e o ecoturismo, de uma maneira muito mais limpa e menos egoísta.

O assunto é complexo, diversos pontos cabem dentro da discussão. Porém, o que é claro e indiscutível é o fato de que matar um animal por puro prazer não pode ser considerado um esporte e não cabe no perfil de uma população supostamente evoluída do século XXI.

Para finalizar, quero induzir à uma reflexão interessante.

Em um trecho retirado do livro do Comandante H. Pereira da Cunha, um conhecido caçador da época de 1950, o próprio autor e caçador cita:

O prazer da caça não consiste, de modo algum, apenas em matar os animais. Realmente, a morte do animal, seja ele pacífico ou agressivo,é a última das coisas que importa e talvez sem ela fosse a caçada ainda mais interessante”.

Livro caçando em África e olhando o mundo – Comandante H. Pereira da Cunha

 

Pois bem…. Se o prazer consiste na busca, na adrenalina de andar pela mata para encontrar o animal, porque não então trocar o covarde e frio rifle por uma bela e imponente câmera fotográfica?

 

 

 

 

 

Por: Gustavo Figueirôa

Biólogo, Esp. em Manejo e Conservação da Fauna Silvestre

Cofundador da GreenBond