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O futuro do meio ambiente: World Economic Forum

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O que é?

A World Economic Forum (WEF) é uma organização sem fins lucrativos que reúne os principais líderes empresariais e políticos de todo o mundo para moldar e discutir questões urgentes enfrentadas, incluindo saúde e meio ambiente. O evento acontece no início de cada ano. A última reunião aconteceu entre os dias 21 e 24 de janeiro de 2020 em Davos, na Suíça. Nela, participaram cerca de 829 oradores públicos e foram discutidos 7 temas, segundo o próprio site da World Economic Forum.

 

Foto da World Economic Forum/Davos, Suíça

 

Discussões

Como já estava previsto, o assunto ‘meio ambiente’ prevaleceu no debate do fórum. Eventos marcantes como o discurso de Donald Trump e da ativista sueca Greta Thunberg foram destaques. O presidente dos EUA, Donald Trump, se comprometeu à proposta de plantar ‘3 trilhões de árvores’, mas não foi além. Em seu discurso, ressaltou que “Precisamos rejeitar os profetas perenes da destruição”.

Em contrapartida, Greta Thunberg manteve seu discurso de 2019, dizendo que “Plantar árvores é bom, mas não só isso”. “É preciso parar de inflamar as chamas de nossa casa”, ressaltou a jovem ativista. Citou os incêndios da floresta amazônica também.

O atual ministro da economia, Paulo Guedes, participou do painel sobre o futuro da indústria e afirmou que “Aumentar os investimentos do país, prevalecendo a qualidade de vida da população, é uma preocupação do governo”. Em um de seus discursos, disse que “As pessoas destroem a natureza em busca de alimento”. Enfatizou também a adesão de compras internacionais, abrindo o mercado para empresas internacionais interessadas em participar de licitações públicas.

Não é uma decisão política ou um planejamento de plantar árvores que resolveria todo problema ambiental do mundo. Tanto empresas quanto pessoas precisam estar conscientizadas sobre a criticidade e o senso de urgência ambiental que estamos enfrentando. Essas mudanças precisam começar pelo governo, mas é algo colaborativo também, ou seja, é preciso mudar a cultura das pessoas e empresas a favor do meio ambiente.

Temas abordados no #wef20

Os 7 temas abordados foram: além da geopolítica, futuros saudáveis, sociedade e futuro do trabalho, como salvar o planeta, melhores negócios, economias mais justas e tech for good, descritos abaixo:

Além da geopolítica: assunto muito importante, que é a colaboração global consumada, ou seja, as nações terão que mudar e estamos ‘todos juntos nisso’. Por exemplo, no Acordo de Paris, para limitar as mudanças climáticas, ou quando reverteram o esgotamento da camada de ozônio.

Futuros saudáveis: ressalta sobre gastos globais que aumentaram na área da saúde. Problemas como saúde mental e físicas foram discutidas. Apesar do salto da ciência médica, ainda possuem um sonho através da tecnologia: a medicina de precisão. Como identificamos e resolvemos os principais desafios da saúde, garantindo um acesso justo a todos?

Sociedade e futuro do trabalho: mostra a tecnologia a favor do conhecimento e das facilidades que proporcionou para a humanidade. Mas além disso, questiona sobre a Quarta Revolução Industrial e seu longo e prejudicial período de deslocamento. Podemos ver isso chegando, sabemos que teremos que refazer, então como podemos resolver isso?

Como salvar o planeta: um assunto tão delicado e urgente chega à pauta do evento. O planeta está pedindo socorro. Estamos perdendo espécies, a Terra está ficando mais quente, o gelo está derretendo, os oceanos estão subindo e se enchendo de plástico, além dos gases de efeito estufa. Por onde começar?

Melhores negócios: aborda a mudança de pensamento das empresas, no âmbito tecnológico e social, para que se tornem organizações sustentáveis e inclusivas. O que uma empresa inteligente deve fazer?

Economia mais justas: sobre o aumento na desigualdade entre as nações, além do agravante de cenário causado pelas novas tecnologias. Como remodelamos as economias para que o crescimento beneficie muitos e não apenas os poucos e, assim, garanta que o extraordinário mecanismo de desenvolvimento humano que construímos seja sustentável?

Tech for good: debate a velocidade das novas tecnologias, questiona o que é ser humano e as mudança de dilemas éticos. Como nos reunimos para concordar com as regras sobre fatores como: bebês geneticamente modificados, os robôs da guerra e os algoritmos que determinam nossas chances de vida?

Consequências para o futuro

Não é possível prever o futuro, mas podemos especular algumas situações de acordo com as ações e decisões tomadas. Não é preciso ser especialista para entender que os países buscam interesses para si mesmos. Tudo que possa impactar na economia de um país, não é bom. Algumas mudanças radicais a favor do meio ambiente, além de uma mudança cultural, exige iniciativas de empresas. Empresas e indústrias de diversos setores são, sim, causadores da destruição do meio ambiente. Mas por quê? A mudança que precisa acontecer de dentro de uma indústria química, por exemplo, gera gasto. Se não existe uma lei ou alguma decisão governamental para que essas mudanças aconteçam, não são árvores que vão resolver o problema do planeta.

Ativistas como Greta Thunberg são essenciais para chocar e, por meio da mídia, mostrar para a população a realidade que estamos enfrentando. Esperamos que no decorrer deste ano, mudanças aconteçam.

 

Greta Thunberg no fórum/Foto do site ‘The World Economic Forum’

Nova lei proíbe o fornecimento de produtos plásticos em São Paulo

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Mais uma vitória para o meio ambiente! Ontem (13/01), em São Paulo, foi sancionada a lei que proíbe o fornecimento de plásticos descartáveis em estabelecimentos comerciais. São Paulo se uniu à outras cidades do Brasil e do mundo que são a favor do combate à poluição plástica. Os estabelecimentos terão bastante tempo para se adequarem à nova lei, que entrará em vigor dia 01/01/2021. Os descartáveis deverão ser substituídos por similares fabricados por material biodegradável, compostável ou reutilizável. Essa medida vale para estabelecimentos em geral, como: restaurantes, bares, padarias, hotéis, buffets e casas de festas infantis, clubes noturnos, salões de dança, eventos culturais ou esportivos.

Foto: Rich Carey/Shutterstock

O que muda com a lei?

Já passou da hora de nos preocuparmos com o plástico, um dos maiores problemas ambientais. Segundo a subprefeitura, o material corresponde a cerca de 17% de resíduos que vão parar em aterros sanitários. Agora, imagina essa quantidade no país todo ou no mundo todo? Sim, é muito plástico! A lei, além de favorecer a luta pelo meio ambiente, incentiva outros estados a aderirem à causa, pelo fato de ser sancionada na maior cidade do país. A ideia é que acabe se tornando uma luta nacional, uma ação popular. Com isso, pessoas e empresas deverão se habituar com a nova lei, pois trata-se de uma mudança cultural.

Segundo o prefeito da cidade de São Paulo, Bruno Covas, a lei que proibiu os canudos plásticos, sancionada em junho de 2019, preparou a população para novos avanços. “Essa sanção social vem com uma mudança de padrão para evitar a explosão dos gases de efeito estufa presentes nos aterros sanitários”, destacou o prefeito.

Sendo assim, caso a lei não seja cumprida, a primeira instância será de advertência e intimação para regularizar a atividade, até multa e fechamento administrativo do estabelecimento, após sexta atuação.

 

Qual o nosso papel como sociedade?

Precisamos nos adaptar, isso é um fato. Essa mudança cultural precisa acontecer o quanto antes, pois está tarde e já estamos sofrendo com as consequências de tudo isso. A lei, que obriga os comércios a seguirem a nova legislação, pode ser o pontapé para a conscientização. Essa educação ambiental não serve somente para plásticos descartáveis, mas também para analisarmos o uso desse material em outras ocasiões. E você, o que está fazendo para ajudar o meio ambiente?

Foto: Juni Kriswanto/AFP

O olhar da GreenBond sobre as queimadas no Pantanal

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Esse foi um mês bem movimentado para nós da GreenBond. Incêndios assolaram o Pantanal, atingindo boa parte dos projetos para os quais trabalhamos e mobilizou nossa equipe intensamente para fazer o melhor trabalho de comunicação. 

Infelizmente, foi um fenômeno que tomou o Pantanal de forma muito rápida, dando pouco tempo para planejamentos e ações elaboradas. Mas, com uma boa comunicação entre as equipes alocadas em campo e os colaboradores aqui de São Paulo, conseguimos manejar as informações para atualizar o público e usá-las estrategicamente no gerenciamento de crise. 

Sinais de fogo na Fazenda Caiman. (Foto: Onçafari)

 

AS QUEIMADAS NA FAZENDA CAIMAN/ONÇAFARI

No dia 9 de setembro, começou o primeiro foco de queimada numa fazenda em Miranda, vizinha do Refúgio Ecológico Caiman, que é o principal ponto de trabalho do nosso parceiro Onçafari. O fogo atravessou o rio Aquidauana e atingiu a fazenda, já colocando toda a equipe do projeto em alerta.

Incêndio que devastou o Pantanal no mês de setembro. (Foto: Onçafari)

 

Preocupados com os bichos locais e com as estruturas que abrigam colaboradores, hóspedes e animais, a equipe tomou decisões rápidas e acertadas, colocando a segurança de todos os seres ali presentes como prioridade. 

A primeira ação foi resgatar o Jatobazinho, onça residente do recinto de reintrodução, que estava passando por um período de treinamento para voltar à natureza. O felino foi rapidamente transportado para a Fazenda Vera Lúcia, onde acontece o projeto Onças do Rio Negro. Lá ele ficou protegido  e continuou sendo monitorado. 

 

Jatobazinho, a onça resgatada no incêndio pela equipe do Onçafari. (Foto: Leonardo Gomes)

 

Após o resgate, os colaboradores do Onçafari continuaram acompanhando o aparecimento das outras onças monitoradas, contabilizando uma a uma todas que estavam saudáveis e seguras. Até o momento, já foram confirmadas 9 onças, sendo 2 filhotinhos. 

O mais importante de toda essa mobilização foi a junção de diversos profissionais para salvar o Pantanal e mais do que isso, para comunicar e atualizar a população sobre cada passo durante a tragédia.

 

TRABALHO JUNTO DO SOS PANTANAL 

Um dos nosso parceiros é o SOS Pantanal, que auxilia de diversas formas no desenvolvimento sustentável do bioma. Junto deles, conseguimos ter um panorama mais fiel dos danos causados pelo fogo e traçar estratégias adequadas ao cenário. 

De acordo com as estimativas, foram mais de 1,5 milhões de hectares consumidos pelo incêndio (mais de 2 milhões de campos de futebol). Os pesquisadores detectaram cerca de 2.400 focos de incêndios só no mês de agosto, ultrapassando de forma considerável os números do ano passado. Ou seja, o retrato de queimadas de 2019 foi realmente assustador

A primeira ação tomada pelo SOS foi colocar profissionais em campo para mapear o estrago. Com fotos, vídeos e algumas informações mais profundas, pudemos comunicar com mais clareza o ocorrido, além de compor um relatório capaz de auxiliar no planejamento de soluções. O susto já passou, mas os trabalhos para recuperar o Pantanal estão apenas começando. 

 

Profissionais analisaram todos os dados coletados para salvar o máximo de recursos possível. (Foto: Onçafari)

 

A IMPORTÂNCIA DA COMUNICAÇÃO EM MOMENTOS DELICADOS 

A GreenBond desempenhou um papel importante diante desta terrível tragédia. Comunicar o que está acontecendo com transparência, imparcialidade e clareza é imprescindível para disseminar a informação, promovendo a educação ambiental. Explorar o assunto abordando causas, consequências e medidas protetivas, estimula o senso de conservação e pode até mesmo prevenir futuras ações catastróficas. 

 

Parte da equipe alocada para trabalhar no Pantanal durante os incêndios. (Foto: Onçafari)

 

Além da comunicação, nós também auxiliamos na criação da campanha de financiamento coletivo ancorada pelo Onçafari. A arrecadação servirá para reformar o recinto de reintrodução de onças-pintadas e recuperação dos recursos hídricos, além do cuidado com a flora local. E, quanto maior o número de pessoas impactadas pela causa, maior será o investimento na regenaração do Pantanal, por isso aplicamos muito tempo e esforço na divulgação da campanha. 

 

Como vivem os animais de “O Rei Leão” na vida real?

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Hoje, 10 de agosto, é comemorado o Dia Mundial do Leão! E nós aproveitamos essa data especial para embarcar num grande sucesso recente: o filme “O Rei Leão”. 

Por acaso, você sabe como são e como vivem os personagens do filme na vida real? Por mais que o remake em live-action tenha dado a impressão de realidade, existem algumas semelhanças e algumas diferenças com a vida selvagem fora das telas. Por exemplo, a discrepância territorial, já que os animais vivem em regiões diferentes do continente africano, tornando quase impossível um encontro entre todas as espécies. 

Conheça um pouco mais sobre os animais que dão vida aos personagens:

1. Mufasa e Simba

Nome popular: Leão 

Nome científico: Panthera Leo 

Status de conservação: Vulnerável 

População: Diminuindo 

Área de ocorrência: África Subsaariana e uma micro população na Índia 

Cena do filme “O Rei Leão”.

 

Leão, o Rei das Florestas, em seu habitat natural. (Foto: Yathin S Krishnappa/Creative Commons)

 

Conhecido como o Rei das Florestas, os leões machos são responsáveis pela segurança do bando e extremamente vorazes quando o assunto é defesa do grupo. Mas, o que poucos sabem, é que na natureza, as fêmeas é que ficam responsáveis pela alimentação de toda a família. Por ser menos e mais leves, as leoas também conseguem ter mais agilidade, garantindo melhor desempenho na hora da caça.

2. ZAZU 

Nome popular: Calau-de-bico-amarelo 

Nome científico: Tockus flavirostris

Status de conservação: Pouco preocupante 

População: Diminuindo 

Área de ocorrência: Na África, entre a Tanzânia e a Etiópia 

Cena do filme “O Rei Leão”.

 

Um típico calau-de-bico-amarelo devorando sua presa. (Foto: Frédéric Salein/Creative Commons)

 

Na vida real, há uma curiosidade muito interessante acerca dos Calaus. As fêmeas da espécie possuem um processo bem peculiar de construção dos ninhos, pois, após botar os ovos em um buraco de árvore, o casal sela a fêmea na cavidade sob uma parede de excrementos e lama. Costumam deixar uma fenda para que ela exponha o bico e assim, seja alimentada regularmente pelo macho. A ave fica lá durante 4 meses e, passado este período, ela mesma destrói o arranjo e liberta-se.

3. RAFIKI 

Nome popular: Mandril 

Nome científico: Mandrillus sphinx

Status de conservação: Vulnerável 

População: Status desconhecido 

Área de ocorrência: Na África, de Camarões ao Congo

Trecho do filme “O Rei Leão”.

 

Mandril, o primata mais colorido do mundo animal. (Foto: Pkuczynski/Creative Commons)

 

Extremamente chamativo, o macaco é reconhecido por sua pelagem verde-oliva, além da face e nádegas multicoloridas nos machos, coloração essa que se torna mais intensa à medida que chega a maturidade sexual, pronunciando-se nos momentos de excitação. Alguns estudiosos ainda acreditam que as nádegas ajudam na visibilidade entre os membros da espécie dentro da floresta e facilitam o deslocamento em grupo.

4. TIMÃO 

Nome popular: Suricato

Nome científico: Suricata suricatta

Status de conservação: Pouco preocupante 

População: Estável 

Área de ocorrência: Na África, da África do Sul à Namíbia 

Cena do filme “O Rei Leão”.

 

Os sociáveis suricatos em seu habitat natural. (Foto: Creative Commons)

 

Ao contrário do que demonstra o personagem Timão, que é solitário e só encontra refúgio na amizade com seu companheiro Pumba, que é de outra espécie, os suricatos são extremamente sociáveis e podem viver em bandos com dezenas de indivíduos. Os animais passam a maior parte do tempo procurando alimento e construindo abrigo, mas, durante as horas de descanso, costumam deixar 1 ou 2 suricatos fazendo a vigia do bando.

5. PUMBA 

Nome popular: Javali-africano 

Nome científico: Phacochoerus africanus 

Status de conservação: Pouco preocupante 

População: Diminuindo 

Área de ocorrência: Na África, da Etiópia ao Quênia 

Cena do filme “O Rei Leão”.

 

Um olhar bem aproximado do javali-africano. (Foto: Bernard Dupont/Creative Commons)

 

Assim como o personagem Pumba, os javalis costumam trotar com a cabeça erguida e costas rígidas. Não são muito criteriosos na questão alimentar, pois seguem uma dieta onívora, que pode incluir até mesmo pequenos animais mortos. A expectativa de vida deste javali é de aproximadamente 30 anos, ou seja, se pensarmos na estreia do primeiro filme “O Rei Leão” (1994), o Pumba provavelmente seria um dos únicos personagens vivos até hoje. 

Conservação em pauta: momento de atenção total às políticas ambientais

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O Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, anunciou que vai promover uma revisão geral das 334 unidades de conservação brasileiras e, obviamente, a medida já preocupa quem trabalha com o tema. Essas áreas, administradas pelo ICMBio (Instituto Chico Mendes de Biodiversidade), abrangem 9% do território nacional e são divididas em vários níveis de proteção e acesso.

Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles – Foto: Roque de Sá – Agência Senado

Em reportagem do jornal O Estado de São Paulo, o consultor jurídico do Instituto Socioambiental (ISA), Maurício Guetta, disse que a decisão mostra que o governo aponta para a desconstrução da política ambiental brasileira. Já o coordenador de políticas públicas do Greenpeace, Marcio Astrini, chamou de “retrocesso sem precedentes”.

Na semana passada, em encontro realizado na Universidade de São Paulo, oito ex-ministros do Meio Ambiente lançaram uma carta criticando a postura do atual governo na área do meio ambiente, reafirmando que a proteção é para o desenvolvimento do país. Eles pontuam especialmente as transferências da Agência Nacional das Águas para o Ministério do Desenvolvimento Regional e do Serviço Florestal Brasileiro para o Ministério da Agricultura; a extinção da Secretaria de Mudanças Climáticas; e as ameaças de “descriação” de áreas protegidas, de apequenamento do Conselho Nacional do Meio Ambiente e de extinção do ICMBio.

Mirante da Reserva Bicudinho-do-brejo. Foto: Hudson Garcia/ Reprodução do Facebook

Enfim, um momento de atenção para a conservação ambiental do país.

Quitridiomicose: doença causada por fungo dizima 501 espécies de anfíbios

By | Animais ameaçados de extinção, Conservação, Desastre Ambiental, Meio Ambiente, Notícias | No Comments

Sapo da espécie Atelopus limosus morto pela quitridiomicose, doença causada pelo fungo Batrachochytrium dendrobatidis – Foto: Brian Gratwicke/ Creative Commons

A quitridiomicose é causada por fungos do gênero Batrachochytrium e é responsável pela maior perda de biodiversidade atribuível a um único patógeno (organismo causador de doença) em toda a história, afirmaram cientistas na revista Science no mês passado.

Nos últimos 50 anos, pelo menos 501 espécies de anfíbios sofreram declínios em suas populações provocadas pelo microrganismo. Em alguns casos as espécies ficaram restritas a 10% de sua distribuição original e os pesquisadores acreditam que 91 foram completamente extintas.

Benjamin Scheele, pós-doutorando na Australian National University, na Austrália, e primeiro autor do artigo disse em entrevista à Agência FAPESP que esses números são conservadores, porque é provável que o patógeno tenha causado o declínio de muitas outras espécies ainda desconhecidas pela ciência. “Esse fenômeno pode ser particularmente relevante na região neotropical [que compreende a América Central, incluindo parte do México e dos Estados Unidos, todas as ilhas do Caribe e a América do Sul], onde há muitas espécies não descritas”.

O fungo se aloja na pele de anfíbios adultos, prejudica a respiração e leva a morte por parada cardíaca. Quando se instala em girinos, parasita a região da boca e dos dentículos, dificulta a alimentação e compromete o crescimento.

O Brasil possui 50 espécies com populações afetadas: 38 sofreram declínio e 12 foram extintas. Algumas populações mostram indícios de recuperação, enquanto outras permanecem desaparecidas.

Histórico

A doença só foi descoberta em 1998, mas o pico dos declínios populacionais ocorreu nos anos 1980. Isso prejudicou os trabalhos de mensuração de impacto. As regiões tropicais da Austrália e das Américas Central e do Sul foram as mais afetadas. Ásia, África, Europa e América do Norte apresentam declínios populacionais relativamente baixos.

A maior parte dos especialistas defende que uma linhagem virulenta do fungo, originária da Ásia, chegou à América Central e se espalhou em direção à América do Sul. É provável que esse processo foi favorecido pelo transporte de anfíbios para consumo humano ou para o mercado de animais de estimação.

Combate à doença

Novas pesquisas e monitoramento intensivo da quitridiomicose com tecnologias emergentes são necessários para identificar mecanismos de recuperação de espécies afetadas e para desenvolver ações de combate ao fungo.

Para os autores do estudo, políticas de biossegurança efetivas e a redução imediata no tráfico de animais silvestres são medidas essenciais para reduzir o risco de disseminação de novas doenças em um mundo globalizado.

O artigo Amphibian fungal panzootic causes catastrophic and ongoing loss of biodiversity, de Ben C. Scheele et al, pode ser lido em http://science.sciencemag.org/cgi/doi/10.1126/science.aav0379.

O plástico que você usa uma vez tortura o oceano para sempre

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O plástico que você usa uma vez tortura o oceano para sempre, essa frase e imagens impactantes de animais sendo asfixiados por plástico fazem parte da campanha que a ONG Sea Shepherd Conservation Society (SSCS), em parceria com as agências de publicidade Tribal Worldwide Sao Paulo e DDB Guatemala, lançou para chamar a atenção para a gravidade da poluição dos oceanos no planeta.

Os números são alarmantes. Segundo a ONU, 8 milhões de toneladas de plástico chegam aos oceanos e são responsáveis pela morte de mais de um milhão de aves marinhas, 100 mil mamíferos marinhos e incontáveis peixes todos os anos Um estudo realizado pela Universidade de Exeter, Laboratório Marinho de Plymouth e Greenpeace apontou que o plástico é encontrado em todas as espécies de tartarugas marinhas do planeta. Projeções divulgadas no Fórum Econômico Mundial de Davos em 2016 apontam que os oceanos terão mais plásticos do que peixes em 2050.

Infelizmente, uma ação pequena e impensada em nossa vida diária pode causar danos enormes à natureza sem que a gente perceba. Nesta campanha, pretendemos remediar isso alcançando o maior número possível de pessoas, conscientizando o público para o fato de que, com passos pequenos e fáceis, podemos garantir que cenas terríveis como essa não aconteçam”, afirma Guiga Giacomo, diretor executivo de criação da Tribal Worldwide São Paulo.

A campanha da Sea Shepherd também apresenta sugestões para a redução do consumo de plástico na rotina diária. Parar de usar canudos, colherinhas de café, copos, pratos e talheres descartáveis, sacolas e garrafas plásticas, comprar a granel, são algumas sugestões da ONG para evitar o consumo de embalagens. Cada um de nós precisa fazer a sua parte para termos oceanos mais limpos.

Hora do Planeta 2019: sábado é dia de apagar as luzes contra as mudanças climáticas

By | Aquecimento Global, Conservação, Desastre Ambiental, Meio Ambiente, Mudanças Climáticas, Notícias | No Comments

Você ficaria uma hora no escuro em um ato simbólico pela Terra? No próximo sábado (30) das 20h30 às 21h30 o WWF convida todos para apagarem as luzes durante a Hora do Planeta, um ato simbólico contra as mudanças climáticas e seu impacto na biodiversidade e na vida das pessoas que ajuda na criação da consciência sobre a importância de ações sustentáveis.

A iniciativa, criada em 2007, em Sidney, na Austrália, engaja cada vez mais cidades ao redor do mundo a cada ano. Em 2018, a Hora do Planeta teve a participação de cidades e municípios em 188 países e territórios, contabilizando mais de 17 mil ícones ou monumentos apagados. O Brasil teve uma grande participação, envolvendo mais de cem cidades e 1500 monumentos.

No site do WWF Brasil é possível acompanhar todos os desdobramentos da campanha e adesões. Também dá pra acessar materiais de divulgação e saber das ações de engajamento. Pelo mapa da participação é possível saber que cidades já confirmaram presença no movimento.

Hoje (22 de março) é o Dia Mundial da Água

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Hoje (22 de março) é o Dia Mundial da Água. A data foi criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) com o objetivo de alertar a todos sobre a necessidade de preservar esta fonte essencial para a vida na Terra.

Não há motivos para comemorar. Segundo a Onu, um bilhão de pessoas carece de acesso a um abastecimento de água suficiente (definido como uma fonte que possa fornecer 20 litros por pessoa por dia a uma distância não superior a mil metros). Se não houver mudanças de hábitos no curto prazo, até 2030 quase metade da população global terá problemas de abastecimento. Os dados da Organização são alarmantes:

  • 2,1 bilhões de pessoas vivem sem água potável em casa.
  • Para 68,5 milhões de pessoas que foram forçadas a fugir de suas casas, o acesso a serviços de água potável é altamente problemático.
  • Mais de 700 crianças com menos de cinco anos de idade morrem todos os dias devido à diarreia ligada à água contaminada e falta de saneamento.
  • 1 em cada 4 escolas primárias em todo o mundo não tem serviço de água potável, com estudantes usando fontes desprotegidas ou ficando com sede.
  • Globalmente, 80% das pessoas que usam fontes de água inseguras e desprotegidas vivem em áreas rurais.
  • Muitas pessoas com deficiência enfrentam dificuldades em acessar pontos de água, que não são projetados para suas necessidades específicas.

De acordo com o Relatório das Nações Unidas sobre Desenvolvimento dos Recursos Hídricos 2017, o aumento do despejo de esgoto não tratado, combinado ao escoamento agrícola e as águas residuais inadequadamente tratadas da indústria, resultaram na degradação da qualidade da água em todo o mundo. Se as tendências atuais persistirem, a qualidade da água continuará a se degradar nas próximas décadas, em particular, nos países pobres em recursos em áreas secas, ameaçando ainda mais a saúde humana e os ecossistemas, contribuindo para a escassez de água e restringindo o desenvolvimento econômico sustentável.

No Brasil, segundo o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, 38% da água potável foi desperdiçada nos sistemas de distribuição em 2016, o equivalente a quase 7 mil piscinas olímpicas cheias a cada dia. A perda financeira no ano foi de mais de R$ 10 bilhões.

É preciso uma mudança nas políticas públicas para que se possa melhorar a gestão dos recursos hídricos e reduzir o desperdício de água em todo o mundo.

Faça a sua parte

A população também pode ajudar de algumas maneiras:

  • Feche a torneira enquanto estiver escovando os dentes. Você pode economizar 1,9 milhão de litros de água ao longo da vida fazendo isso.
  • Certifique-se que não existem vazamentos na sua casa. Um buraco de 2 mm em um cano desperdiça 96 mil litros em um mês (praticamente dez carros-pipa de água limpa e tratada). Feche as torneiras, interrompa o consumo e, se os indicadores do hidrômetro continuarem girando, chame um profissional para parar com o desperdício de água e de dinheiro.
  • Coloque a peneirinha na torneira. É uma válvula, chamada de aerador, que pode ser colocada no bico da torneira para proporcionar sensação de fluxo mais intenso. Segundo o Instituto Akatu, se 12 apartamentos de um prédio aderissem ao uso do aerador na torneira da cozinha, em uma ano seria possível economizar água suficiente para encher uma piscina olímpica.
  • Retire o excesso de sujeira dos pratos, copos, talheres e panelas a seco, antes de abrir a torneira e nunca deixa a água correndo enquanto está ensaboando a louça.
  • Diminua seu tempo de banho. Se cada brasileiro diminuísse seu tempo de banho no chuveiro em um minuto, a energia economizada em um ano equivaleria a 15 dias de operação da usina Itaipu em sua geração máxima.
  • Prefira vasos sanitários com caixa acoplada. Eles gastam cerca de 6 litros por descarga. Você ainda pode colocar uma garrafa pet com cheia de água dentro da caixa para economizar mais ainda. Os vasos com válvulas de parede liberam até 20 litros.
  • Coloque uma bacia para coletar a água do banho. Você pode usá-la no lugar da descarga.
  • Jogue o lixo no lixo. O lixo descartado em lugar errado acaba indo para os cursos d’água da cidade e, quanto mais suja estiver a água, mais difícil e caro fica para limpá-la e usá-la novamente.
  • Não jogue óleo de cozinha usado pelo ralo: além de entupir seu encanamento e deixar mau cheiro, um litro de óleo jogado na pia polui 25 mil litros de água. Procure uma cooperativa para encaminhar o resíduo para reciclagem e o óleo usado pode virar sabão.
  • Não use a máquina de lavar todos os dias. Deixe as roupas acumularem para economizar água. Você também pode coletar a água da máquina para lavar o quintal posteriormente.

Fontes: Manuais de Etiqueta do Planeta Sustentável; Organização das Nações Unidas; Instituto Akatu pelo Consumo Consciente; Sabesp

Green Nation exibe e premia obras com temática ambiental em São Paulo

By | Conservação, Meio Ambiente, Notícias | No Comments

A Mostra Competitiva Green Nation divulga, exibe e premia obras produzidas em qualquer parte do mundo com temática ambiental, de sustentabilidade ou inovação social em três categorias: Filmes (Animação, Ficção e Documentário), Fotografia e Ilustração. O evento gratuito acontecerá em São Paulo, no Pavilhão das Culturas Brasileiras do Parque Ibirapuera de 25 a 31 de março de 2019.

Organizada pela Green Nation – em parceria com a Wildlife Conservation Film Festival, Anima Mundi, ISWA e Urban Arts – a mostra irá exibir o Festival Anual de filmes de Natureza e Conservação Ambiental, com obras de diversos países e com direito à presença de diretores para um bate-papo. Os participantes podem acompanhar palestras com vivências, tendências e casos de sucesso.

O Onçafari, um de nossos clientes, estará presente no evento com uma palestra para apresentar o trabalho de conservação com onças-pintadas e lobos-guarás no dia 29, às 14h.

Além disso, instalações interativas de realidade virtual. Será possível sobrevoar rios em uma asa-delta, mergulhar de submarino em diferentes oceanos, viajar no tempo em uma nave espacial para trazer códigos genéticos de espécies extintas, visitar a Estação Comandante Ferraz na Antártica, são algumas das opções.

Você vai viver experiências transformadoras em temas como água, reciclagem, alimentação, inovação, tecnologia e muito mais. Uma inspiradora maneira de refletir sobre o mundo que temos e aquele que queremos construir.

Para quem deseja participar da mostra e concorrer ao troféu de ganhador, o envio de obras pode ser feito até dia 24 de março pelo site da Green Nation. As melhores obras serão expostas no Pavilhão das Culturas Brasileiras Durante o período do evento.

No final do Evento, no dia 31 de março, os troféus da 5a mostra competitiva de conteúdo multimídia serão entregues às melhores produções Fotográficas, de Ilustração, Animação, Documentário e Ficção.

Participe e vote.