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Diferentes tipos de comunicação científica nas redes sociais

By | GreenBond, Marketing na Conservação, Notícias | No Comments

Já falamos algumas vezes por aqui da importância da divulgação científica e de como isso tem ganhado uma força cada vez maior.

Hoje em dia, não precisamos nem mais dar um google para encontrar informações de qualidade. Nas próprias redes sociais tem uma galera boa se encarregando de fazer as pesquisas pra gente e resumir tudo tim tim por tim tim. E o melhor de tudo. Com uma linguagem simples, direta e principalmente acessível a todos. Mas será que todos os comunicadores científicos utilizam as mesmas técnicas de comunicação para atingir o seu público alvo? Não mesmo…. Cada um aposta em uma ferramenta própria, desenvolve o seu jeitão e a sua linha de pensamentos…. E nós? Cabe a nós escolher quais os perfis que mais nos agradam ou então seguir todos, quanto mais melhor, não é mesmo?

Hoje vamos mostrar alguns perfis que têm feito o dever de casa direitinho e trazido o verdadeiro conteúdo científico de qualidade a todos nós. 

 

Hugo Fernandes @hugofernandesbio

O biólogo que tudo sabe.

Brincadeiras a parte mas eu mesma já me perguntei várias vezes como diabos o Hugo pode estar por dentro de todos os assuntos. É polêmico, gera dúvidas, está na mídia e envolve o meio ambiente, o Hugo está comentando. 

O Hugo aposta muito nos cards e nos vídeos para passar a informação de uma maneira séria e o mais simples e direta possível. Com essa maneira de se comunicar, o biólogo conseguiu vencer a bolha acadêmica e chegar nos grupos de whatsapp de família. Devemos eterno agradecimento a ele.

E respondendo a minha própria pergunta, como é possível ele saber de tanto assunto? O cara estuda muito. Acredito que devem ser muitas noites mal dormidas em cima das notícias e artigos fresquinhos, porque não basta estar na moda, o Hugo sabe o que fala e tem fontes seguras para isso.

 

 

Atila Iamarino @oatila

Foco, força e fé

O Átila é um biólogo, microbiologista e doutor em virologia. Porque eu estou contando a formação do cara? Porque é justamente esse o seu forte e o foco que ele escolheu para a sua comunicação. 

Seu discurso nas redes sociais gira basicamente em torno desses assuntos, e no momento, o grande protagonista é o COVID 19. O Átila com certeza se tornou uma sumidade quando se trata de coronavírus. Sabem porque? Porque ele foi capaz de trazer um assunto tão sério e complexo à luz dos leigos. Sua linguagem embora muito embasada é bastante didática e acessível. O Átila foca no assunto, deposita toda a sua força na criação de conteúdos e acredita no seu potencial de disseminação da verdade.

 

 

Bioeducação digital

A geração tiktok

As meninas da Bioeducação digital acertaram uma veia boa para a comunicação científica. Seguir as tendências da moda digital. É viral, elas estão fazendo.  

Sempre linkando a modinha do momento com assuntos importantes, muito bem embasados, elas têm conseguido alcançar cada vez mais gente e principalmente, tem reafirmado o que já estamos carecas de saber: temos que mudar nossa linguagem, temos que arriscar, temos que mergulhar em águas desconhecidas para tornar a ciência conhecida.

 

 

Biólogo Carlo Stenio @steniosux

A síndrome de Peter Pan

Parece que estou sendo rude falando assim né? Mas não é. Quem dera se todos nós conseguíssemos manter sempre vivas as nossas crianças interiores. E foi exatamente isso que o Carlo conseguiu. Utilizando um elemento que todo mundo gosta, os desenhos animados, o biólogo exemplifica várias situações envolvendo o meio ambiente de uma maneira muito lúdica. Os posts são deliciosos de acompanhar e não há quem não queira saber um pouco mais sobre os temas que ele levanta e sobre os personagens da vez.

 

 

Tunes ambiental @tunesambiental

Beleza põe mesa sim

Conhecem o provérbio popular ¨beleza não põe mesa¨? O Tunes ambiental chegou pra provar que não é bem por aí. Beleza pode por mesma sim. 

Os irmãos Pedro e Ana Luiza têm apostado em fotos e vídeos bonitos da vida selvagem associados à virais da internet. Detalhe, as informações eles deixam pra colocar somente na legenda. Resultado da brincadeira? Vários compartilhamentos de seus conteúdos e um crescimento super rápido de suas redes.

 

 

Viu que cada um utiliza uma linguagem e tem funcionado muito bem? As redes sociais são igual coração de mãe. Tem lugar pra todo mundo.

 

Hoje eu escolhi alguns perfis que gosto muito, mas claro que existem inúmeros outros incríveis que tem contribuído para espalhar informações como, @binerighetti, @gufigueiroa, @maysasantoro, @waita.ong, @sifuentes.dani, @thiagobiotrips… Ixee podemos ficar aqui até amanhã… 

Vamos simplificar o trabalho? Marquem aqui nos comentários um perfil que você curta muito e que vc considera foda na divulgação científica. Vamos ver quais preciosidades da comunicação a gente acaba descobrindo?

 

Texto por Fernanda Sá

Luan Santana irá realizar live diretamente do rio Paraguai em prol do Pantanal- Movimento o Pantanal Chama

By | Desastre Ambiental, Eventos de Conservação, Notícias | No Comments

O Pantanal enfrenta o pior cenário de todos os tempos. Com a pior seca dos últimos 47 anos, uma onda de incêndios devastou mais 4 milhões de hectares do bioma. Isso equivale a 29% de todo o Pantanal. 

Os danos ambientais e econômicos ainda são incalculáveis. Milhares de animais mortos e feridos, vegetações destruídas, propriedade invadidas pelo fogo e comunidades inteiras vivendo em situação de vulnerabilidade.

 

incêndios Pantanal

 

Movimento “O Pantanal chama”

 

Entendendo a real necessidade de apoio ao bioma,  Instituto SOS Pantanal, UniãoBR e por Luan Santana, criaram o movimento “O Pantanal chama”. Uma ação conjunta que tem como objetivo:

  • Prestar suporte emergencial à fauna afetada pelo fogo 
  • Prestar apoio à comunidades em vulnerabilidade
  • Promover a restauração de áreas degradadas através do plantio de mudas nativas. 
  • Estruturar de brigadas rurais voluntárias fixas pelo bioma, treinadas, equipadas e integradas aos bombeiros

 

Várias instituições também estão apoiando esse movimento, atuando em diferentes frentes. Você também pode fazer a sua parte!  Acesse o site: opantanalchama.sospantanal.org.br , assine, doe e compartilhe! 

 

Live Luan Santana

Extremamente comovido e disposto a mudar a realidade do Pantanal, Luan Santana resolveu fazer mais do que compartilhar mensagens em redes sociais. Além de compor uma música belíssima com uma letra impactante intitulada: “Um grito entre as cinzas”, o cantor fará, domingo agora, dia 22 de novembro, uma live diretamente do Rio Paraguai e todo recurso arrecadado através de doações será destinado ao movimento O Pantanal chama. O show terá a participação de outros artistas e será transmitido ao vivo pelos canais de Luan Santana e no canal National Geographic Brasil. 

 

O Pantanal Chama, com Luan Santana, no National Geographic | National Geographic

 

“Vou fazer a live do dia 22 de novembro lá mesmo, mostrando tudo o que está acontecendo no Pantanal. Não só porque sou sul-mato-grossense , mas porque somos brasileiros. Trata-se de uma tragédia nacional, que atinge todos os biomas que o Brasil tem. Os especialistas garantem que jamais houve uma quantidade tão grande de focos de incêndio. São focos de incêndio intermináveis, fortes e intensos. Eu tive a chance e honra de conhecer e desfrutar do Pantanal por várias vezes. É um contato tão forte com a natureza que você se sente em conexão direta com Deus”, diz Luan.

A ideia é também lançar produtos temáticos (sobre o Pantanal) para sua loja virtual, com renda revertida para a instituição ligada ao projeto. “Há um mês entrei nas minhas redes sociais para falar sobre o projeto ‘O Pantanal Chama’, alertando empresas e pedindo à população para a gente lutar agora e salvar esse paraíso”, completa.

 

 

Onde o bond entra nessa história?

A equipe da Greenbond está desempenhando um papel fundamental na interlocução, comunicação e organização deste evento e estará presente no dia da live documentando tudo pela SOS Pantanal.

 

Não perca esse movimento lindo e super importante! Dia 22 de novembro às 17h!

 

 

 

 

A importância da comunicação nos incêndios no Pantanal: Greenbond + SOS

By | Conservação, Educação ambiental, GreenBond, Marketing na Conservação, Meio Ambiente, Notícias, Projetos de conservação | No Comments

O Pantanal enfrenta a maior seca dos últimos 47 anos e a consequências disso é o pior cenário
de queimadas da história. Veja mais em SOS Pantanal!

 

 

Em situações de desastres ambientais a comoção geral e, principalmente das pessoas que
estão atuando na linha de frente, é inevitável, comprometendo muitas vezes a qualidade da
transmissão das informações. Apesar de ser totalmente compreensível que a emoção
prevaleça nesses momentos, uma comunicação neutra e fidedigna é imprescindível. Somente
através desse tipo de informação de qualidade é possível levar a população informações claras
e objetivas do cenário, auxiliar nas tomadas de decisão e principalmente na remediação e
prevenção de futuros problemas.

No dia 14 do mês de setembro, e equipe da GreenBond, responsável pela comunicação da SOS
Pantanal, se deslocou para as regiões afetadas pelo fogo no Pantanal com o objetivo de
entender, documentar e comunicar a situação atual.

Foram 14 dias intensos de coleta de informações, reuniões, documentação das atuações de
quem está na linha de frente do combate, documentação da situação e divulgações em
diferentes canais de comunicação.

 

 

Nosso biólogo Gustavo Figueiroa e nosso médico veterinário Diego Rugno não mediram
esforços para cumprir essa missão e o resultado foi uma comunicação de altíssimo nível.
A comunicação rápida, assertiva e direta gerou uma rede de engajamento internacional em
prol do Pantanal. A Greenbond, entendendo esse momento, propôs a SOS uma campanha
rápida de arrecadação de doações totalmente voltada para o combate e prevenção ao fogo e
ao resgate dos animais silvestres vítimas das queimadas. O resultado foi melhor do que o
esperado, conseguindo arrecadar uma alto montante pela SOS Pantanal, que imediatamente
iniciou um trabalho incrível na região.

Essa grande visibilidade gerada por essa comunicação rendeu um crescimento de mais de 140
mil seguidores nas redes sociais da SOS Pantanal e gerou um crescimento estrondoso de
ações paralelas e independentes de pessoas físicas, instituições, artistas e grandes empresas
para arrecadações de fundos para o Pantanal.

Várias novas parcerias estão surgindo entre artistas e empresas com a SOS Pantanal e os
números de doações e apoiadores continua crescendo.

 

 

Casos de sucesso como esse precisam ser mostrados para que cada vez mais consigamos entender a importância da comunicação em todos os meios, principalmente na conservação.

“A arte de comunicar é você conseguir passar a verdade do que de fato está acontecendo e
para isso, só vivenciando a situação, convivendo com quem tá lá na frente, se esforçando, pra
você poder sentir a emoção e poder contar isso pras pessoas com bastante verdade e
seriedade.” Diego Rugno.

“Ir até o Pantanal para entender o real cenário foi crucial para eu conseguir comunicar de
forma fiel e direta o que estava acontecendo. Muitas pessoas estavam buscando informação
em diferentes veículos e canais, mas elas vinham picadas, sem um panorama geral da situação,
e acho que conseguimos passar isso de uma maneira clara e resumida.” Gustavo Figueiroa.

 

 

Parabéns a toda a equipe da GreenBond e a equipe da SOS pelo excelente trabalho que vem
sendo desenvolvido!

O futuro do meio ambiente: World Economic Forum

By | Aquecimento Global, Educação ambiental, Eventos de Conservação, GreenBond, Marketing na Conservação, Meio Ambiente, Mudanças Climáticas, Notícias | No Comments

O que é?

A World Economic Forum (WEF) é uma organização sem fins lucrativos que reúne os principais líderes empresariais e políticos de todo o mundo para moldar e discutir questões urgentes enfrentadas, incluindo saúde e meio ambiente. O evento acontece no início de cada ano. A última reunião aconteceu entre os dias 21 e 24 de janeiro de 2020 em Davos, na Suíça. Nela, participaram cerca de 829 oradores públicos e foram discutidos 7 temas, segundo o próprio site da World Economic Forum.

 

Foto da World Economic Forum/Davos, Suíça

 

Discussões

Como já estava previsto, o assunto ‘meio ambiente’ prevaleceu no debate do fórum. Eventos marcantes como o discurso de Donald Trump e da ativista sueca Greta Thunberg foram destaques. O presidente dos EUA, Donald Trump, se comprometeu à proposta de plantar ‘3 trilhões de árvores’, mas não foi além. Em seu discurso, ressaltou que “Precisamos rejeitar os profetas perenes da destruição”.

Em contrapartida, Greta Thunberg manteve seu discurso de 2019, dizendo que “Plantar árvores é bom, mas não só isso”. “É preciso parar de inflamar as chamas de nossa casa”, ressaltou a jovem ativista. Citou os incêndios da floresta amazônica também.

O atual ministro da economia, Paulo Guedes, participou do painel sobre o futuro da indústria e afirmou que “Aumentar os investimentos do país, prevalecendo a qualidade de vida da população, é uma preocupação do governo”. Em um de seus discursos, disse que “As pessoas destroem a natureza em busca de alimento”. Enfatizou também a adesão de compras internacionais, abrindo o mercado para empresas internacionais interessadas em participar de licitações públicas.

Não é uma decisão política ou um planejamento de plantar árvores que resolveria todo problema ambiental do mundo. Tanto empresas quanto pessoas precisam estar conscientizadas sobre a criticidade e o senso de urgência ambiental que estamos enfrentando. Essas mudanças precisam começar pelo governo, mas é algo colaborativo também, ou seja, é preciso mudar a cultura das pessoas e empresas a favor do meio ambiente.

Temas abordados no #wef20

Os 7 temas abordados foram: além da geopolítica, futuros saudáveis, sociedade e futuro do trabalho, como salvar o planeta, melhores negócios, economias mais justas e tech for good, descritos abaixo:

Além da geopolítica: assunto muito importante, que é a colaboração global consumada, ou seja, as nações terão que mudar e estamos ‘todos juntos nisso’. Por exemplo, no Acordo de Paris, para limitar as mudanças climáticas, ou quando reverteram o esgotamento da camada de ozônio.

Futuros saudáveis: ressalta sobre gastos globais que aumentaram na área da saúde. Problemas como saúde mental e físicas foram discutidas. Apesar do salto da ciência médica, ainda possuem um sonho através da tecnologia: a medicina de precisão. Como identificamos e resolvemos os principais desafios da saúde, garantindo um acesso justo a todos?

Sociedade e futuro do trabalho: mostra a tecnologia a favor do conhecimento e das facilidades que proporcionou para a humanidade. Mas além disso, questiona sobre a Quarta Revolução Industrial e seu longo e prejudicial período de deslocamento. Podemos ver isso chegando, sabemos que teremos que refazer, então como podemos resolver isso?

Como salvar o planeta: um assunto tão delicado e urgente chega à pauta do evento. O planeta está pedindo socorro. Estamos perdendo espécies, a Terra está ficando mais quente, o gelo está derretendo, os oceanos estão subindo e se enchendo de plástico, além dos gases de efeito estufa. Por onde começar?

Melhores negócios: aborda a mudança de pensamento das empresas, no âmbito tecnológico e social, para que se tornem organizações sustentáveis e inclusivas. O que uma empresa inteligente deve fazer?

Economia mais justas: sobre o aumento na desigualdade entre as nações, além do agravante de cenário causado pelas novas tecnologias. Como remodelamos as economias para que o crescimento beneficie muitos e não apenas os poucos e, assim, garanta que o extraordinário mecanismo de desenvolvimento humano que construímos seja sustentável?

Tech for good: debate a velocidade das novas tecnologias, questiona o que é ser humano e as mudança de dilemas éticos. Como nos reunimos para concordar com as regras sobre fatores como: bebês geneticamente modificados, os robôs da guerra e os algoritmos que determinam nossas chances de vida?

Consequências para o futuro

Não é possível prever o futuro, mas podemos especular algumas situações de acordo com as ações e decisões tomadas. Não é preciso ser especialista para entender que os países buscam interesses para si mesmos. Tudo que possa impactar na economia de um país, não é bom. Algumas mudanças radicais a favor do meio ambiente, além de uma mudança cultural, exige iniciativas de empresas. Empresas e indústrias de diversos setores são, sim, causadores da destruição do meio ambiente. Mas por quê? A mudança que precisa acontecer de dentro de uma indústria química, por exemplo, gera gasto. Se não existe uma lei ou alguma decisão governamental para que essas mudanças aconteçam, não são árvores que vão resolver o problema do planeta.

Ativistas como Greta Thunberg são essenciais para chocar e, por meio da mídia, mostrar para a população a realidade que estamos enfrentando. Esperamos que no decorrer deste ano, mudanças aconteçam.

 

Greta Thunberg no fórum/Foto do site ‘The World Economic Forum’

Nova lei proíbe o fornecimento de produtos plásticos em São Paulo

By | Aquecimento Global, Conservação, Educação ambiental, Meio Ambiente, Notícias | No Comments

Mais uma vitória para o meio ambiente! Ontem (13/01), em São Paulo, foi sancionada a lei que proíbe o fornecimento de plásticos descartáveis em estabelecimentos comerciais. São Paulo se uniu à outras cidades do Brasil e do mundo que são a favor do combate à poluição plástica. Os estabelecimentos terão bastante tempo para se adequarem à nova lei, que entrará em vigor dia 01/01/2021. Os descartáveis deverão ser substituídos por similares fabricados por material biodegradável, compostável ou reutilizável. Essa medida vale para estabelecimentos em geral, como: restaurantes, bares, padarias, hotéis, buffets e casas de festas infantis, clubes noturnos, salões de dança, eventos culturais ou esportivos.

Foto: Rich Carey/Shutterstock

O que muda com a lei?

Já passou da hora de nos preocuparmos com o plástico, um dos maiores problemas ambientais. Segundo a subprefeitura, o material corresponde a cerca de 17% de resíduos que vão parar em aterros sanitários. Agora, imagina essa quantidade no país todo ou no mundo todo? Sim, é muito plástico! A lei, além de favorecer a luta pelo meio ambiente, incentiva outros estados a aderirem à causa, pelo fato de ser sancionada na maior cidade do país. A ideia é que acabe se tornando uma luta nacional, uma ação popular. Com isso, pessoas e empresas deverão se habituar com a nova lei, pois trata-se de uma mudança cultural.

Segundo o prefeito da cidade de São Paulo, Bruno Covas, a lei que proibiu os canudos plásticos, sancionada em junho de 2019, preparou a população para novos avanços. “Essa sanção social vem com uma mudança de padrão para evitar a explosão dos gases de efeito estufa presentes nos aterros sanitários”, destacou o prefeito.

Sendo assim, caso a lei não seja cumprida, a primeira instância será de advertência e intimação para regularizar a atividade, até multa e fechamento administrativo do estabelecimento, após sexta atuação.

 

Qual o nosso papel como sociedade?

Precisamos nos adaptar, isso é um fato. Essa mudança cultural precisa acontecer o quanto antes, pois está tarde e já estamos sofrendo com as consequências de tudo isso. A lei, que obriga os comércios a seguirem a nova legislação, pode ser o pontapé para a conscientização. Essa educação ambiental não serve somente para plásticos descartáveis, mas também para analisarmos o uso desse material em outras ocasiões. E você, o que está fazendo para ajudar o meio ambiente?

Foto: Juni Kriswanto/AFP

O olhar da GreenBond sobre as queimadas no Pantanal

By | GreenBond, Marketing na Conservação, Meio Ambiente, Não categorizado, Notícias | No Comments

Esse foi um mês bem movimentado para nós da GreenBond. Incêndios assolaram o Pantanal, atingindo boa parte dos projetos para os quais trabalhamos e mobilizou nossa equipe intensamente para fazer o melhor trabalho de comunicação. 

Infelizmente, foi um fenômeno que tomou o Pantanal de forma muito rápida, dando pouco tempo para planejamentos e ações elaboradas. Mas, com uma boa comunicação entre as equipes alocadas em campo e os colaboradores aqui de São Paulo, conseguimos manejar as informações para atualizar o público e usá-las estrategicamente no gerenciamento de crise. 

Sinais de fogo na Fazenda Caiman. (Foto: Onçafari)

 

AS QUEIMADAS NA FAZENDA CAIMAN/ONÇAFARI

No dia 9 de setembro, começou o primeiro foco de queimada numa fazenda em Miranda, vizinha do Refúgio Ecológico Caiman, que é o principal ponto de trabalho do nosso parceiro Onçafari. O fogo atravessou o rio Aquidauana e atingiu a fazenda, já colocando toda a equipe do projeto em alerta.

Incêndio que devastou o Pantanal no mês de setembro. (Foto: Onçafari)

 

Preocupados com os bichos locais e com as estruturas que abrigam colaboradores, hóspedes e animais, a equipe tomou decisões rápidas e acertadas, colocando a segurança de todos os seres ali presentes como prioridade. 

A primeira ação foi resgatar o Jatobazinho, onça residente do recinto de reintrodução, que estava passando por um período de treinamento para voltar à natureza. O felino foi rapidamente transportado para a Fazenda Vera Lúcia, onde acontece o projeto Onças do Rio Negro. Lá ele ficou protegido  e continuou sendo monitorado. 

 

Jatobazinho, a onça resgatada no incêndio pela equipe do Onçafari. (Foto: Leonardo Gomes)

 

Após o resgate, os colaboradores do Onçafari continuaram acompanhando o aparecimento das outras onças monitoradas, contabilizando uma a uma todas que estavam saudáveis e seguras. Até o momento, já foram confirmadas 9 onças, sendo 2 filhotinhos. 

O mais importante de toda essa mobilização foi a junção de diversos profissionais para salvar o Pantanal e mais do que isso, para comunicar e atualizar a população sobre cada passo durante a tragédia.

 

TRABALHO JUNTO DO SOS PANTANAL 

Um dos nosso parceiros é o SOS Pantanal, que auxilia de diversas formas no desenvolvimento sustentável do bioma. Junto deles, conseguimos ter um panorama mais fiel dos danos causados pelo fogo e traçar estratégias adequadas ao cenário. 

De acordo com as estimativas, foram mais de 1,5 milhões de hectares consumidos pelo incêndio (mais de 2 milhões de campos de futebol). Os pesquisadores detectaram cerca de 2.400 focos de incêndios só no mês de agosto, ultrapassando de forma considerável os números do ano passado. Ou seja, o retrato de queimadas de 2019 foi realmente assustador

A primeira ação tomada pelo SOS foi colocar profissionais em campo para mapear o estrago. Com fotos, vídeos e algumas informações mais profundas, pudemos comunicar com mais clareza o ocorrido, além de compor um relatório capaz de auxiliar no planejamento de soluções. O susto já passou, mas os trabalhos para recuperar o Pantanal estão apenas começando. 

 

Profissionais analisaram todos os dados coletados para salvar o máximo de recursos possível. (Foto: Onçafari)

 

A IMPORTÂNCIA DA COMUNICAÇÃO EM MOMENTOS DELICADOS 

A GreenBond desempenhou um papel importante diante desta terrível tragédia. Comunicar o que está acontecendo com transparência, imparcialidade e clareza é imprescindível para disseminar a informação, promovendo a educação ambiental. Explorar o assunto abordando causas, consequências e medidas protetivas, estimula o senso de conservação e pode até mesmo prevenir futuras ações catastróficas. 

 

Parte da equipe alocada para trabalhar no Pantanal durante os incêndios. (Foto: Onçafari)

 

Além da comunicação, nós também auxiliamos na criação da campanha de financiamento coletivo ancorada pelo Onçafari. A arrecadação servirá para reformar o recinto de reintrodução de onças-pintadas e recuperação dos recursos hídricos, além do cuidado com a flora local. E, quanto maior o número de pessoas impactadas pela causa, maior será o investimento na regenaração do Pantanal, por isso aplicamos muito tempo e esforço na divulgação da campanha. 

 

Como vivem os animais de “O Rei Leão” na vida real?

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Hoje, 10 de agosto, é comemorado o Dia Mundial do Leão! E nós aproveitamos essa data especial para embarcar num grande sucesso recente: o filme “O Rei Leão”. 

Por acaso, você sabe como são e como vivem os personagens do filme na vida real? Por mais que o remake em live-action tenha dado a impressão de realidade, existem algumas semelhanças e algumas diferenças com a vida selvagem fora das telas. Por exemplo, a discrepância territorial, já que os animais vivem em regiões diferentes do continente africano, tornando quase impossível um encontro entre todas as espécies. 

Conheça um pouco mais sobre os animais que dão vida aos personagens:

1. Mufasa e Simba

Nome popular: Leão 

Nome científico: Panthera Leo 

Status de conservação: Vulnerável 

População: Diminuindo 

Área de ocorrência: África Subsaariana e uma micro população na Índia 

Cena do filme “O Rei Leão”.

 

Leão, o Rei das Florestas, em seu habitat natural. (Foto: Yathin S Krishnappa/Creative Commons)

 

Conhecido como o Rei das Florestas, os leões machos são responsáveis pela segurança do bando e extremamente vorazes quando o assunto é defesa do grupo. Mas, o que poucos sabem, é que na natureza, as fêmeas é que ficam responsáveis pela alimentação de toda a família. Por ser menos e mais leves, as leoas também conseguem ter mais agilidade, garantindo melhor desempenho na hora da caça.

2. ZAZU 

Nome popular: Calau-de-bico-amarelo 

Nome científico: Tockus flavirostris

Status de conservação: Pouco preocupante 

População: Diminuindo 

Área de ocorrência: Na África, entre a Tanzânia e a Etiópia 

Cena do filme “O Rei Leão”.

 

Um típico calau-de-bico-amarelo devorando sua presa. (Foto: Frédéric Salein/Creative Commons)

 

Na vida real, há uma curiosidade muito interessante acerca dos Calaus. As fêmeas da espécie possuem um processo bem peculiar de construção dos ninhos, pois, após botar os ovos em um buraco de árvore, o casal sela a fêmea na cavidade sob uma parede de excrementos e lama. Costumam deixar uma fenda para que ela exponha o bico e assim, seja alimentada regularmente pelo macho. A ave fica lá durante 4 meses e, passado este período, ela mesma destrói o arranjo e liberta-se.

3. RAFIKI 

Nome popular: Mandril 

Nome científico: Mandrillus sphinx

Status de conservação: Vulnerável 

População: Status desconhecido 

Área de ocorrência: Na África, de Camarões ao Congo

Trecho do filme “O Rei Leão”.

 

Mandril, o primata mais colorido do mundo animal. (Foto: Pkuczynski/Creative Commons)

 

Extremamente chamativo, o macaco é reconhecido por sua pelagem verde-oliva, além da face e nádegas multicoloridas nos machos, coloração essa que se torna mais intensa à medida que chega a maturidade sexual, pronunciando-se nos momentos de excitação. Alguns estudiosos ainda acreditam que as nádegas ajudam na visibilidade entre os membros da espécie dentro da floresta e facilitam o deslocamento em grupo.

4. TIMÃO 

Nome popular: Suricato

Nome científico: Suricata suricatta

Status de conservação: Pouco preocupante 

População: Estável 

Área de ocorrência: Na África, da África do Sul à Namíbia 

Cena do filme “O Rei Leão”.

 

Os sociáveis suricatos em seu habitat natural. (Foto: Creative Commons)

 

Ao contrário do que demonstra o personagem Timão, que é solitário e só encontra refúgio na amizade com seu companheiro Pumba, que é de outra espécie, os suricatos são extremamente sociáveis e podem viver em bandos com dezenas de indivíduos. Os animais passam a maior parte do tempo procurando alimento e construindo abrigo, mas, durante as horas de descanso, costumam deixar 1 ou 2 suricatos fazendo a vigia do bando.

5. PUMBA 

Nome popular: Javali-africano 

Nome científico: Phacochoerus africanus 

Status de conservação: Pouco preocupante 

População: Diminuindo 

Área de ocorrência: Na África, da Etiópia ao Quênia 

Cena do filme “O Rei Leão”.

 

Um olhar bem aproximado do javali-africano. (Foto: Bernard Dupont/Creative Commons)

 

Assim como o personagem Pumba, os javalis costumam trotar com a cabeça erguida e costas rígidas. Não são muito criteriosos na questão alimentar, pois seguem uma dieta onívora, que pode incluir até mesmo pequenos animais mortos. A expectativa de vida deste javali é de aproximadamente 30 anos, ou seja, se pensarmos na estreia do primeiro filme “O Rei Leão” (1994), o Pumba provavelmente seria um dos únicos personagens vivos até hoje. 

Conservação em pauta: momento de atenção total às políticas ambientais

By | Meio Ambiente, Notícias | No Comments

 

O Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, anunciou que vai promover uma revisão geral das 334 unidades de conservação brasileiras e, obviamente, a medida já preocupa quem trabalha com o tema. Essas áreas, administradas pelo ICMBio (Instituto Chico Mendes de Biodiversidade), abrangem 9% do território nacional e são divididas em vários níveis de proteção e acesso.

Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles – Foto: Roque de Sá – Agência Senado

Em reportagem do jornal O Estado de São Paulo, o consultor jurídico do Instituto Socioambiental (ISA), Maurício Guetta, disse que a decisão mostra que o governo aponta para a desconstrução da política ambiental brasileira. Já o coordenador de políticas públicas do Greenpeace, Marcio Astrini, chamou de “retrocesso sem precedentes”.

Na semana passada, em encontro realizado na Universidade de São Paulo, oito ex-ministros do Meio Ambiente lançaram uma carta criticando a postura do atual governo na área do meio ambiente, reafirmando que a proteção é para o desenvolvimento do país. Eles pontuam especialmente as transferências da Agência Nacional das Águas para o Ministério do Desenvolvimento Regional e do Serviço Florestal Brasileiro para o Ministério da Agricultura; a extinção da Secretaria de Mudanças Climáticas; e as ameaças de “descriação” de áreas protegidas, de apequenamento do Conselho Nacional do Meio Ambiente e de extinção do ICMBio.

Mirante da Reserva Bicudinho-do-brejo. Foto: Hudson Garcia/ Reprodução do Facebook

Enfim, um momento de atenção para a conservação ambiental do país.

Quitridiomicose: doença causada por fungo dizima 501 espécies de anfíbios

By | Animais ameaçados de extinção, Conservação, Desastre Ambiental, Meio Ambiente, Notícias | No Comments

Sapo da espécie Atelopus limosus morto pela quitridiomicose, doença causada pelo fungo Batrachochytrium dendrobatidis – Foto: Brian Gratwicke/ Creative Commons

A quitridiomicose é causada por fungos do gênero Batrachochytrium e é responsável pela maior perda de biodiversidade atribuível a um único patógeno (organismo causador de doença) em toda a história, afirmaram cientistas na revista Science no mês passado.

Nos últimos 50 anos, pelo menos 501 espécies de anfíbios sofreram declínios em suas populações provocadas pelo microrganismo. Em alguns casos as espécies ficaram restritas a 10% de sua distribuição original e os pesquisadores acreditam que 91 foram completamente extintas.

Benjamin Scheele, pós-doutorando na Australian National University, na Austrália, e primeiro autor do artigo disse em entrevista à Agência FAPESP que esses números são conservadores, porque é provável que o patógeno tenha causado o declínio de muitas outras espécies ainda desconhecidas pela ciência. “Esse fenômeno pode ser particularmente relevante na região neotropical [que compreende a América Central, incluindo parte do México e dos Estados Unidos, todas as ilhas do Caribe e a América do Sul], onde há muitas espécies não descritas”.

O fungo se aloja na pele de anfíbios adultos, prejudica a respiração e leva a morte por parada cardíaca. Quando se instala em girinos, parasita a região da boca e dos dentículos, dificulta a alimentação e compromete o crescimento.

O Brasil possui 50 espécies com populações afetadas: 38 sofreram declínio e 12 foram extintas. Algumas populações mostram indícios de recuperação, enquanto outras permanecem desaparecidas.

Histórico

A doença só foi descoberta em 1998, mas o pico dos declínios populacionais ocorreu nos anos 1980. Isso prejudicou os trabalhos de mensuração de impacto. As regiões tropicais da Austrália e das Américas Central e do Sul foram as mais afetadas. Ásia, África, Europa e América do Norte apresentam declínios populacionais relativamente baixos.

A maior parte dos especialistas defende que uma linhagem virulenta do fungo, originária da Ásia, chegou à América Central e se espalhou em direção à América do Sul. É provável que esse processo foi favorecido pelo transporte de anfíbios para consumo humano ou para o mercado de animais de estimação.

Combate à doença

Novas pesquisas e monitoramento intensivo da quitridiomicose com tecnologias emergentes são necessários para identificar mecanismos de recuperação de espécies afetadas e para desenvolver ações de combate ao fungo.

Para os autores do estudo, políticas de biossegurança efetivas e a redução imediata no tráfico de animais silvestres são medidas essenciais para reduzir o risco de disseminação de novas doenças em um mundo globalizado.

O artigo Amphibian fungal panzootic causes catastrophic and ongoing loss of biodiversity, de Ben C. Scheele et al, pode ser lido em http://science.sciencemag.org/cgi/doi/10.1126/science.aav0379.

O plástico que você usa uma vez tortura o oceano para sempre

By | Conservação, Desastre Ambiental, Meio Ambiente, Notícias | No Comments

O plástico que você usa uma vez tortura o oceano para sempre, essa frase e imagens impactantes de animais sendo asfixiados por plástico fazem parte da campanha que a ONG Sea Shepherd Conservation Society (SSCS), em parceria com as agências de publicidade Tribal Worldwide Sao Paulo e DDB Guatemala, lançou para chamar a atenção para a gravidade da poluição dos oceanos no planeta.

Os números são alarmantes. Segundo a ONU, 8 milhões de toneladas de plástico chegam aos oceanos e são responsáveis pela morte de mais de um milhão de aves marinhas, 100 mil mamíferos marinhos e incontáveis peixes todos os anos Um estudo realizado pela Universidade de Exeter, Laboratório Marinho de Plymouth e Greenpeace apontou que o plástico é encontrado em todas as espécies de tartarugas marinhas do planeta. Projeções divulgadas no Fórum Econômico Mundial de Davos em 2016 apontam que os oceanos terão mais plásticos do que peixes em 2050.

Infelizmente, uma ação pequena e impensada em nossa vida diária pode causar danos enormes à natureza sem que a gente perceba. Nesta campanha, pretendemos remediar isso alcançando o maior número possível de pessoas, conscientizando o público para o fato de que, com passos pequenos e fáceis, podemos garantir que cenas terríveis como essa não aconteçam”, afirma Guiga Giacomo, diretor executivo de criação da Tribal Worldwide São Paulo.

A campanha da Sea Shepherd também apresenta sugestões para a redução do consumo de plástico na rotina diária. Parar de usar canudos, colherinhas de café, copos, pratos e talheres descartáveis, sacolas e garrafas plásticas, comprar a granel, são algumas sugestões da ONG para evitar o consumo de embalagens. Cada um de nós precisa fazer a sua parte para termos oceanos mais limpos.