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Conservação

Radar anti-caça salva rinocerontes na África do Sul

By | Animais ameaçados de extinção, Conservação, GreenBond, Marketing na Conservação, Meio Ambiente, Parques Nacionais | No Comments

Meerkat: Tecnologia de vigilância a favor da conservação

 

O Parque Nacional Kruger, que fica na África do Sul, o maior parque nacional do país, e um dos maiores do mundo, mostrou que é possível usar tecnologia a favor da conservação. O chamado ‘Meerkat’ (Suricato, em português) está agindo para proteger os rinocerontes da região e o melhor de tudo: movido a energia solar!

 

Código Postal Meerkat/Foto CNN

 

Esse mix de câmeras e sensores estão ajudando a proteger os rinocerontes e outros animais de caçadores furtivos. O aparelho é inteligente a ponto de conseguir distinguir entre movimento humano e animal e até inclui um sensor infravermelho, para detectar caçadores noturnos e alertar os guardas florestais sobre sua presença. Esse sistema é conhecido como “Código Postal Meerkat”, tem quase um metro e meio de altura. É capaz de acionar a equipe de segurança com muito mais rapidez, que vão até o local de helicóptero. Desde que a Meerkat foi introduzida, as atividades de caça reduziram em 95%!

 

Foto CNN/Rinocerontes no Parque Nacional Kruger

 

Um pouco sobre os rinocerontes

 

Existem 5 espécies de rinocerontes no mundo, mas na África do Sul, apenas o rinoceronte-branco (Ceratotherium-simum) e o rinoceronte-negro (Diceros-bicornis) ocorrem. Por fazer parte do “Big Five” animais do safári, é um grande atrativo para os turistas, junto com os búfalos, elefantes, leões e leopardos.

Segundo Tumelo Matjekane, da Peace Parks Foundation, uma organização que trabalha para conectar áreas de conservação no sul da África, os parques são um grande gerador de receita para a África do Sul. “Eles atraem turistas de todo o mundo. Se não formos capazes de conservar isso, essas pessoas não virão aqui e o impacto disso nos meios de subsistência, nas comunidades ao redor dos parques e em nossa economia não é mensurável”, ressaltou  Matjekane.

Atualmente, o rinoceronte-branco é considerado como quase ameaçado, ou ‘Near threatened’ (NT) e o rinoceronte-negro como criticamente em perigo, ou Critically Endangered (CR), segundo a IUCN.

 

Rinoceronte-branco – Foto de H. Zell/Wikimedia Commons

 

Rinoceronte-negro – Foto de Yathin S Krishnappa/Wikimedia Commons

 

O problema da caça

 

Infelizmente, em alguns países asiáticos, os chifres dos rinocerontes são erroneamente considerados como medicamentos alternativos para tratamento de doenças. Para acompanhar esse mercado e atender à demanda, os rinocerontes estão sendo dizimados dos locais onde eles ainda existem, criando um cenário de guerra entre caçadores e guarda-parques. 

De acordo com os Parques Nacionais da África do Sul, 421 rinocerontes foram mortos em Kruger em 2018. Uma pesquisa de 2016 descobriu que havia entre 7.000 e 8.000 rinocerontes em Kruger, mas o vasto tamanho do parque torna difícil mantê-los seguros.

Segundo Mark McGill, diretor de tecnologia dos Parques Nacionais da África do Sul: Kruger é aproximadamente do tamanho do país de Gales. É difícil encontrar uma pessoa lá fora e prendê-la.

Contudo, acreditamos que toda tecnologia que seja a favor da conservação é muito bem vinda. Tal atitude do parque é um exemplo para muitos outros no mundo, incentivando na utilização de tecnologias como estas e outras.

A porta de entrada de um projeto de conservação no mundo digital

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Segundo a ONU, até 2018, mais da metade da população mundial já tinha acesso à internet. Sendo assim, podemos dizer que a internet deixou de ser somente um meio de pesquisa e agora, faz parte do “DNA do ser humano”. Dentro desta enorme rede mundial, é possível encontrar de tudo um pouco. Mas o que é importante saber: o consumidor da sua causa, produto ou serviço também pode estar presente.

O que o seu projeto precisa entender para entrar nesse meio?

 

O digital com uma visão empreendedora

 

Digital não é só criar uma rede social ou um site, vai muito além disso. Atualmente, é fundamental estar no meio digital, pois além de alcançar o seu target (público-alvo), é possível fazer uma captação de outro público que ainda não está engajado com a sua causa. Mas como fazer isso? Antes de mais nada, é aconselhável uma pesquisa para entender sobre o público e onde ele está, para a organização estar presente naquela rede. A criação de uma persona (modelo de público, com nome, idade e características básicas) é sempre importante para definir com quem o projeto está se comunicando.

Depois da identificação, é importante ter um site acessível e de fácil manuseio, para sempre que realizar anúncios, direcioná-lo para o site, onde haverá mais informações. Nele, é necessário que estejam todos os objetivos, missões e valores, independente se é uma venda de produto, serviço ou ideia (como é o caso da conservação). O usuário precisa entender do que se trata e porque apoiar. 

Nas redes sociais, como qualquer situação da vida, é preciso ter um planejamento. Organizar e planejar é essencial para diminuir erros. É ideal um cronograma para o mês, sempre realizado no mês anterior. Recursos como B.I (Business Intelligence) para gerar relatórios, são muito importantes para organizar o melhor horário, dia e onde realizar o seu post. Além de claro, encontrar o público mais engajado com a sua causa, para futuras ações de relacionamento ou posts específicos.

 

A importância de um site

 

Com base na experiência do usuário (UX), o site precisa estar alinhado para a melhor experiência possível. A criação de um aplicativo também é importante, dependendo do seu objetivo com determinada campanha. Mas caso não tenha, é importante que o navegador via mobile (aparelho celular) esteja com uma ótima navegação, para não prejudicar a experiência do usuário.

No site, é aconselhável que o layout esteja o mais clean (limpo) possível, com fácil acesso ao menu ou barra de busca. No final, importante sempre a implantação de um campo para envio de newsletter ou e-mail marketing. Pode não parecer, mas essa função ainda é muito eficaz e a taxa de abertura pode ser muito alta, dependendo de como for criada.

 

Case de sucesso

 

Onçafari

1º Passo – Perguntas

Na criação de um site, é importante fazer algumas perguntas, para entender os objetivos da organização. Para a Onçafari, não foi diferente:

 

Educação

1) Consigo saber já na primeira página a causa da Organização e qual sua missão? O site providencia boa informação sobre a causa?

3) Você pode aprender bastante sobre a causa no site?

4) Seria fácil, após ler o que a ONG faz, explicar o que ela faz para alguém?

 

Transparência e Transação Financeira

5) O site apresenta checkout transparente? Estou confiante que as informações financeiras são mantidas em segredo? Apresentou certificados de segurança?

7) Achei com facilidade o botão para fazer a doação?

8) O site tem alguma área em que apresenta um relatório de prestação de contas da Organização?

9) Tem alguma forma de eu acompanhar as atividades da Organização? Quais os canais que o website apresenta para esse propósito?

 

Causa de Apoio

10) A organização parece precisar do meu apoio?

11) Eu fui pedido para doar no site?

12) Tem botões de call to action para isso?

13) Há interação e facilidade de navegação?

14) Ao analisar o layout, disposição dos elementos, consigo identificar padrões de cores com funcionalidades específicas no website?

15) O site é fácil de navegar?

16) Quais as formas de entrar em contato com a Organização disponibilizadas no website?

17) O site desenvolveu uma comunidade?

18) A organização me ofereceu formas de manter o contato e ficar atualizado das atividades? Se sim, quais?

 

Empoderamento e inspiração

19) O site me incentiva a entrar em ação?

20) O site me faz sentir necessário? De que a minha ajuda pode fazer a diferença para a causa?

21) O site me providência ideias e formas para ajudar? Quais?

 

2º Passo – Sites de referência

Pesquisar e analisar sites de concorrentes ou parceiros é também uma etapa importante. Neles, é possível separar o que pode ser feito e o que não daria certo para o seu site. 

 

3º Passo – Wireframe (rascunho)

Depois de buscar algumas referências, está na hora de rascunhar! Nosso primeiro rascunho para a Onçafari foi a imagem abaixo:

 

Imagem: Greenbond

 

Desenhamos o wireframe (rascunho) da seguinte forma (exemplo):

  • Página inicial
  • Sobre nós (texto apresentação + lista subpáginas em menu lateral)

    • Nossa história
    • Objetivos e resultados
    • Onde atuamos

      • Pantanal
      • Cerrado
      • Amazônia
      • Mata Atlântica
    • Membros (segmentado em equipe de campo / conselho / executivo)

      • Perfil
      • Trabalhe com a gente (link interno)
    • Bases
    • Parceiros
    • Prêmios
    • Documentário (apresentação + trailer + making of)
    • Relatórios (lista + download de documentos em pdf) *
    • Balanço *
    • Entre em contato

 

Imagem: Nação design

 

Com isso, foi feito um estudo contemplando 3 páginas importantes do site:

 

Home

 

Imagem: Nação design

 

Espécie

 

Imagem: Nação design

 

Animal

 

Imagem: Nação design

 

Sendo assim, em uma parceria com a Nação Design, realizamos esse trabalho fantástico para a Onçafari. Caso tenha alguma causa ou sua organização precise de um apoio, estamos engajados e dispostos a ajudar! Nós podemos ser a sua porta de entrada no mundo digital 😉

Imersão no maior projeto de conservação da Amazônia

By | Conservação, GreenBond, Marketing na Conservação, Meio Ambiente, Parques Nacionais, Projetos de conservação | No Comments

Entre os dias 14 e 21 de janeiro, a GreenBond realizou uma viagem para conhecer um dos maiores projetos de conservação da Amazônia: o Instituto Mamirauá. Nosso objetivo era mergulhar de cabeça no projeto e vivenciarmos o dia a dia do nosso parceiro, a fim de buscar as melhores alternativas para trabalhar em conjunto no ano de 2020.

Nosso veterinário e especialista em marketing, Diego Arruda, no Instituto Mamirauá. (Foto: Arquivo pessoal – Diego Arruda)

 

O projeto

 

O projeto foi criado em abril de 1999 e recebeu o nome de Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (IDSM). O curioso é que a palavra Mamirauá tem origem indígena e significa ‘filhote de peixe boi’, o que também dá nome à Reserva Mamirauá.  

A Organização Social é fomentada e supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. Desde que foi criada, sempre desenvolveu seus projetos  por meio de programas de pesquisa, manejo de recursos naturais e desenvolvimento social.

Seu objetivo é aplicar a ação de ciência, tecnologia e inovação na adoção de estratégias e políticas públicas de conservação e uso sustentável da biodiversidade amazônica. Além disso, abrange na aplicação e consolidação de modelos para o desenvolvimento econômico e social de pequenas comunidades ribeirinhas.

 

Principais linhas de trabalho

 

A IDSM possui uma linha de pesquisa que foi criada em 2004, com o objetivo de reunir pesquisadores, estudantes e técnicos. Esses grupos de pesquisa são divididos em: Análise Geoespacial, Arqueologia, Primatas, Ecovert (ecologia de vertebrados), Peixes, Felinos, Mamíferos Aquáticos, Ecologia Florestal, Inovação, Territorialidades, Quelônios e Jacarés.

Você pode aprofundar o conhecimento em cada uma das frentes por meio do site institucional.

 

Áreas de atuação

 

Com o intuito de ampliar a atuação em mais áreas, nos últimos anos, o Instituto Mamirauá vem se concentrando inicialmente nas Reservas de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e Amanã, no estado do Amazonas, seja por meio da execução de atividades em outras áreas da Amazônia, seja pela replicação dos métodos de conservação implementados na região. Uma reserva funciona como uma área de conservação protegida pela legislação brasileira, com grande importância ecológica, com ecossistemas ricos e complexos. 

Todas as atividades desenvolvidas em Mamirauá e Amanã funcionam como grande experimento de conservação e desenvolvimento social sustentável.

 

A viagem

 

O que rolou durante esses 7 dias? Nossa ida teve a intenção de consolidar a parceria para os próximos dois anos. Além de conhecer as dependências da Instituição, analisar os grupos de trabalho e consolidar os objetivos, principalmente em relação à captação de recursos para 2020. Nós também pudemos conhecer um pouco mais desse bioma tão encantador.

 

Na foto estão: Glauco (guia da pousada), Deuzanir (gerente da pousada) e Diego

 

A Amazônia é capaz de proporcionar uma verdadeira experiência antropológica. Além de vivenciar e apreciar a biodiversidade local, nós percebemos o quão interessante pode ser o aprofundamento nos modos de vida da população amazonense. Ao conhecer a relação do Instituto com o seu povo, nós conseguimos traçar estratégias ainda mais efetivas para a comunicação do projeto. 

Já no município de Tefé, onde está localizada a sede do Instituto, fizemos uma visita na prefeitura da cidade e fomos muito bem recebidos. O desenvolvimento sustentável da região precisa unir políticas públicas, projetos/ações socioambientais e a população. Por isso, a importância de manter os laços sempre bem apertados.  

Agora, falando sobre o cliente. Nossa missão nesta parceria com o Mamirauá é trabalhar, principalmente, a captação de recursos. Aliado à comunicação, os esforços de captação arrecadam fundos para que o projeto continue atuando com efetividade na conservação da Amazônia. Presencialmente, foi possível alinhar as expectativas e planejar melhor nossas ações de arrecadação em 2020. 

Os resultados de 2019 são nosso melhor guia de boas práticas, por isso fizemos questão de apresentá-los à equipe do Mamirauá. Com tempo suficiente para conseguir uma amostra de dados, nós pudemos apresentar ao Instituto uma análise embasada e cases de sucesso repletos de insights para as próximas ações. O começo de qualquer trabalho deve ser sempre visto como um fase de testes, onde observamos o que pode ou não funcionar para o parceiro a ser trabalhado.

 

Diego Arruda apresentando os resultados de 2019 e a GreenBond à equipe do Mamirauá. (Foto: Arquivo pessoal – Diego Arruda)

 

Durante nossa estadia, também pudemos conhecer o Projeto Providence. Ele surgiu na Reserva Mamirauá, com o intuito de auxiliar, monitorar e registrar a vida animal da área. Todos esses dados são enviados para uma equipe responsável por desenvolver pesquisas e acompanhar os animais estudados, gerando maior conhecimento científico sobre a fauna local.

Gostaríamos de agradecer à toda equipe do Instituto Mamirauá pela experiência incrível! Para nós, é muito gratificante poder trabalhar em conjunto com o maior projeto da conservação da Amazônia. Muito obrigado!

Nova lei proíbe o fornecimento de produtos plásticos em São Paulo

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Mais uma vitória para o meio ambiente! Ontem (13/01), em São Paulo, foi sancionada a lei que proíbe o fornecimento de plásticos descartáveis em estabelecimentos comerciais. São Paulo se uniu à outras cidades do Brasil e do mundo que são a favor do combate à poluição plástica. Os estabelecimentos terão bastante tempo para se adequarem à nova lei, que entrará em vigor dia 01/01/2021. Os descartáveis deverão ser substituídos por similares fabricados por material biodegradável, compostável ou reutilizável. Essa medida vale para estabelecimentos em geral, como: restaurantes, bares, padarias, hotéis, buffets e casas de festas infantis, clubes noturnos, salões de dança, eventos culturais ou esportivos.

Foto: Rich Carey/Shutterstock

O que muda com a lei?

Já passou da hora de nos preocuparmos com o plástico, um dos maiores problemas ambientais. Segundo a subprefeitura, o material corresponde a cerca de 17% de resíduos que vão parar em aterros sanitários. Agora, imagina essa quantidade no país todo ou no mundo todo? Sim, é muito plástico! A lei, além de favorecer a luta pelo meio ambiente, incentiva outros estados a aderirem à causa, pelo fato de ser sancionada na maior cidade do país. A ideia é que acabe se tornando uma luta nacional, uma ação popular. Com isso, pessoas e empresas deverão se habituar com a nova lei, pois trata-se de uma mudança cultural.

Segundo o prefeito da cidade de São Paulo, Bruno Covas, a lei que proibiu os canudos plásticos, sancionada em junho de 2019, preparou a população para novos avanços. “Essa sanção social vem com uma mudança de padrão para evitar a explosão dos gases de efeito estufa presentes nos aterros sanitários”, destacou o prefeito.

Sendo assim, caso a lei não seja cumprida, a primeira instância será de advertência e intimação para regularizar a atividade, até multa e fechamento administrativo do estabelecimento, após sexta atuação.

 

Qual o nosso papel como sociedade?

Precisamos nos adaptar, isso é um fato. Essa mudança cultural precisa acontecer o quanto antes, pois está tarde e já estamos sofrendo com as consequências de tudo isso. A lei, que obriga os comércios a seguirem a nova legislação, pode ser o pontapé para a conscientização. Essa educação ambiental não serve somente para plásticos descartáveis, mas também para analisarmos o uso desse material em outras ocasiões. E você, o que está fazendo para ajudar o meio ambiente?

Foto: Juni Kriswanto/AFP

I Workshop de Reabilitação, Monitoramento e Conservação de Fauna Silvestre

By | Conservação, Eventos de Conservação, GreenBond, Marketing na Conservação, Projetos de conservação | No Comments

Nos dias 22 e 23 no novembro, a WAITA Instituto de Pesquisa e Conservação realizou o I Workshop de Reabilitação, Monitoramento e Conservação de Fauna Silvestre. O evento contou com a presença de diferentes instituições e profissionais conservacionistas, que trocaram experiências de forma inovadora e construtiva. Com espaços abertos para estudantes e comunidade geral, a iniciativa promoveu ciência de maneira democrática e progressiva. 

Nós tivemos a honra de participar do evento, dando palestras e ouvindo os demais. Contamos nossas experiências, como GreenBond e como nossos clientes, mas também dialogamos e absorvermos diversas vivências de instituições que lutam pela conservação, assim como nós. Foram trocas muito ricas!

 

ONÇAFARI 

Comunicação é o principal pilar da GreenBond. Nós acreditamos no poder da comunicação e tentamos fazê-la de forma 360, abordando todos os pontos de contato de nossas instituições parceiras.

Por isso, vestimos a camisa do Onçafari, um dos nossos maiores parceiros, e comunicamos o incrível trabalho de reintrodução realizado por eles durante o Workshop. 

Além de ministrar a palestra “Onçafari Rewild: Reintroduzindo Onças-pintadas na natureza”, que contou detalhadamente como foi o processo de reintrodução de todas as onças que já passaram pelo Rewild: Fera e Isa (Pantanal), Vivara e Pandora (Amazônia) e Jatobazinho (Argentina), o nosso biólogo Gustavo Figueirôa também participou das mesas de debate sobre Reabilitação e Monitoramento, trocando experiências com instituições que realizam o mesmo trabalho. 

Momento de soltura da Vivara, na Amazônia. (Foto: Onçafari)

ESPAÇO DE DISCUSSÃO SOBRE REABILITAÇÃO 

A reabilitação de animais silvestres é um processo fundamental para devolvê-los à natureza de forma saudável. O espaço de discussão permitiu a troca de informações, vivências (que deram certo e também que não deram), compartilhamento de técnicas e soluções de problemas encontrados pelas instituições, com o intuito de otimizar ainda mais todo esse processo. 

No painel estiveram presentes as seguintes instituições: WAITA, Onçafari, MIB, Pró-tapir, Refauna, IPRAM, Muriquis do Caparaó, CRAX, UFOP, TamdanduASAS, Amigos do Lobo, CETAS-BH.

 

ESPAÇO DE DISCUSSÃO SOBRE MONITORAMENTO

A melhor maneira de confirmar o sucesso de reintrodução dos animais, obtendo dados dados confiáveis de comportamento é por meio do monitoramento. Então, o Espaço Monitoramento abordou as diferentes técnicas, tecnologias, metodologias e problemáticas dos monitoramentos ativos e/ou remotos, promovendo uma troca de experiências enriquecedora. 

No painel estiveram presentes as seguintes instituições: WAITA, Onçafari, MIB, Pró-tapir, Refauna, IPRAM, Muriquis do Caparaó, CRAX, UFOP, TamanduASAS, Amigos do Lobo, CETAS-BH e Centro de Conservação dos Saguis da Serra. 

 

GREENBOND 

Representando a GreenBond, o nosso especialista em marketing digital Diego Arruda ministrou uma palestra sobre o papel do marketing na conservação, focando principalmente em estratégias para captação de recursos. 

Após alguns estudos de mercado, nós percebemos que o marketing ainda não é prioridade no modelo de negócio dos projetos de conservação. Apesar de compreenderem a necessidade de investimento em comunicação, a maioria dos projetos não a faz, principalmente por questões financeiras. 

Por isso, ministramos uma palestra que ensina a importância da comunicação, principalmente para reverter esse quadro: a falta de recursos. Divulgar a causa é de extrema importância para alcançar e tocar pessoas, trazendo mais adeptos e, consequentemente, mais recursos para auxiliar na luta. 

Ao contrário do que muitos pensam, não é necessário gastar caminhões de dinheiro para fazer uma comunicação bem feita. Atualmente, principalmente por conta da internet, já é possível alcançar milhões de pessoas, provocando um impacto positivo de forma rápida e barata. E foi isso que ensinamos ao público presente no Workshop. 

ESPAÇO DE DISCUSSÃO SOBRE MARKETING 

O espaço Marketing para a conservação discutiu a utilização de estratégias e ferramentas adotadas no universo do marketing, com o objetivo de comunicar e mobilizar o maior número de pessoas à favor de uma causa em comum: salvar o planeta.

Foram abordados temas como redes sociais, sites, planejamento, execução e desenvolvimento de campanhas, captação de recurso, estratégias, dentro outros.

Para debater o tema, estiveram presentes no painel: GreenBond, Sair do Casulo, Bocaina e Instituto Vida Livre. 

 

VISÃO GERAL DO EVENTO 

No geral, o I Workshop de Reabilitação, Monitoramento e Conservação de Fauna Silvestre foi bastante enriquecedor para nós. Pudemos divulgar nosso trabalho, as causas nas quais acreditamos e o mais importante: aprender com pessoas que fazem parte da mesma luta. A troca de experiências foi fundamental, principalmente neste fim de ano, para repensar e colocar em prática alguns aprendizados para 2020. 

Agradecemos a WAITA pelo convite e os parabenizamos pela incrível iniciativa! 

Marketing na Conservação: passado, presente e futuro

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Os problemas ambientais são resultado da ação do homem. Logo, a solução para esses problemas também deve partir da modificação, cessão ou renovação das atividades humanas, principalmente as que prejudicam diretamente o meio ambiente. Pensando neste contexto, é quase natural a utilização de estratégias e ferramentas adotadas no universo do marketing, com o objetivo de comunicar e mobilizar o maior número de pessoas à favor de uma causa em comum: salvar o planeta. 

Falando de forma superficial, o conceito de marketing consiste no processo de planejar e executar o desenvolvimento, valor, distribuição e promoção de produtos, serviços e/ou ideias, com o intuito de criar trocas benéficas para ambos os lados. De maneira geral, ele foca na construção de relacionamentos e narrativas, que são qualidades inatas dos seres humanos. Por isso, a ideia de aplicar o marketing na conservação reuniu esforços para influenciar o comportamento dos homens na adoção de alternativas sustentáveis, que pudessem mudar aos poucos os hábitos cotidianos. 

 

OS PRIMEIROS PASSOS DO MARKETING NA CONSERVAÇÃO

 

O Conservation Marketing surge nos EUA, a partir de um despertar geral de consciência ecológica na população. O primeiro registro oficial de campanha publicitária utilizada para beneficiar o meio ambiente foi o famoso Smokey Bear, um personagem americano criado para ajudar no combate aos incêndios florestais.

Smokey Bear 

Criada em 1944, a campanha “Smokey Bear Wildfire Prevention” é a mais longa campanha publicitária de serviço público da história dos EUA, educando gerações de americanos sobre seu papel na prevenção de incêndios florestais. Como um dos personagens mais reconhecíveis do mundo, a imagem de Smokey é protegida pela lei federal dos EUA e é administrada pelo Serviço Florestal do USDA, pela National Association of State Foresters e pelo Conselho de Anúncios. Apesar do sucesso da campanha ao longo dos anos, a prevenção de incêndios florestais continua sendo uma das questões mais críticas que afetam o país. A mensagem de Smokey é tão relevante e urgente hoje, quanto era em 1944! 

Campanha do Smokey Bear lançada em 1944.

 

COMO FAZEMOS HOJE? 

 

Apesar do crescente interesse em unir marketing social com biodiversidade, quando analisamos a execução de fato, o crescimento foi bem discreto, se comparado à outras aplicações da disciplina: 

Fonte: Artigo publicado no Social Marketing Quarterly

 

Atualmente, existem muitos esforços sendo feitos, principalmente fora do Brasil, para aumentar o conhecimento científico e geração de conteúdo sobre biodiversidade. Além disso, estudiosos da área de marketing se dedicam a fazer análises, estudar comportamentos e elaborar teorias para auxiliar na união da comunicação com os objetivos conservacionistas. No entanto, é preciso reconhecer que ainda existem grandes desafios para o uso do marketing aliado à políticas sociais, especialmente no que diz respeito a junção entre hábitos humanos e vida natural. 

O maior obstáculo encontrado hoje pelos pesquisadores é no que chamamos de “recompensa”. Os benefícios da preservação nem sempre são sentidos de forma imediata pelo público, em sua grande maioria são observados a longo prazo, o que os torna menos palpáveis e persuasivos. 

Quando olhamos para o cenário brasileiro, o panorama pode ficar um pouco pior. Além dos obstáculos naturais enfrentados pelo Conservation Marketing, ainda sofremos com a falta de estrutura, investimento e recursos para lidar com a comunicação. Uma pesquisa feita pelo Nossa Causa, confirmou o que já vínhamos suspeitando há tempos: os projetos de conservação reconhecem a importância da divulgação, mas não a fazem por questões financeiras ou por não saberem aplicar as estratégias e ferramentas adequadas ao orçamento. 

 

O QUE PODEMOS ESPERAR PARA O FUTURO? 

 

A primeira grande expectativa é a profissionalização dos colaboradores e processos envolvidos na comunicação das causas, ou terceirização da produção de conteúdo. Quanto mais embasadas em pesquisas e teorias, mais planejadas e estratégicas forem as campanhas, maior é a expectativa para os resultados, tanto na arrecadação de recursos, quanto na mobilização para a conservação da biodiversidade. 

Outra tendência para um futuro próximo é a integração das ciências comportamentais com esferas políticas e empresariais, aumentando a visibilidade para áreas como economia comportamental e design thinking. Ainda não há artigos ou estudos sobre o uso dessas práticas no marketing de conservação, mas existem diversas ferramentas que podem ser utilizadas e bem aproveitadas, sem necessidade de grandes mudanças na estrutura ou orçamento dos planejamentos. 

Pensando num cenário do “mundo ideal”, onde os projetos tivessem verba o suficiente para investir no setor de marketing, ainda seria possível utilizar recursos como Inteligência Artificial, Robôs, IOT (Internet das Coisas), Machine Learning e outras diversas inovações tecnológicas capazes de otimizar todos os processos. Mesmo que ainda tenhamos muitos outros desafios a serem superados antes de atingir tamanha evolução, é importante reforçar que a conservação tem um grande “oceano azul” para ser trabalhado. Temos alguns casos de sucesso, como WWF e Greenpeace, mas existem milhares de outros esforços igualmente incríveis sendo feitos, que precisam ser otimizados e comunicados da melhor forma. 

Inteligência Artificial capaz de detectar o rosto de primatas. (Foto: Divulgação)

 

Fontes: Social Marketing Quarterly Vol. 24, Vol. 25, Elsevier Ocean & Coastal Management.

As maravilhas do ecoturismo e turismo de aventura!

By | Conservação, Ecoturismo, Educação ambiental, GreenBond | No Comments

As atividades turísticas são caracterizadas pelo conhecimento do novo. É quando você descobre um novo lugar, uma nova cultura, ou apenas vive novas experiências em um ambiente que, de alguma forma, é diferente para você. Então, já que trata-se de conhecimento, por que não unir o turismo à conservação da natureza? E foi a partir desta premissa que surgiu o Ecoturismo, modalidade que envolve, dentre outros, o Turismo de Aventura.

 

O QUE É ECOTURISMO? 

Segundo a Sociedade Internacional de Ecoturismo, o turismo ecológico consiste em viagens responsáveis, realizadas em áreas naturais. Os passeios visam preservar o meio ambiente e promover o bem-estar da população local. Entre seus princípios, destacam-se a conservação do patrimônio natural e cultural aliada ao envolvimento das comunidades locais, além da consciência ambiental ensinada aos turistas. As atividades devem promover a reflexão e a integração entre homem e ambiente, com envolvimento do turista nas questões relacionadas à conservação dos recursos, educação e desenvolvimento socioeconômico do destino escolhido.

Foto: Samuel GP/Creative Commons

 

O TURISMO DE AVENTURA NO CENÁRIO ECOLÓGICO 

No Brasil, as atividades de aventura estão, muitas vezes, relacionadas ao turismo na natureza, sendo praticadas em unidades de conservação ou ambientes naturais bem preservados. Dessa forma, apresentam forte ligação com o ecoturismo, o que leva, muitas vezes, à falta de entendimento de cada particularidade.

Se no ecoturismo a essência constitui-se pela apreciação das características naturais e culturais, promovendo um desenvolvimento sustentável do local, no Turismo de Aventura dá-se preferência à atividade física e situações desafiadoras. O denominador comum entre elas é a possibilidade de serem realizadas no mesmo ambiente e a preocupação preservacionista. Teoricamente, a distinção parece clara, mas na prática, percebe-se a utilização dos dois conceitos para indicar as mesmas coisas. 

Mas, apesar das confusões, não tem como negar que a aventura é um enorme atrativo aos turistas e que, por conta dela, o ecoturismo também vem ganhando cada vez mais força no Brasil. Associar os desafios ao convívio e conhecimento da natureza é um dos grandes fatores apaixonantes neste universo. 

Segundo a ABETA (Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura), as atividades de Turismo de Aventura mais praticadas pelos brasileiros, dentro de cenários naturais, são: arvorismo, bungee jump, caminhada e caminhada de longo curso, cavalgada, cicloturismo, observação de vida selvagem, rapel, tirolesa, balonismo, paraquedismo, canoagem, flutuação, kitesurfe, mergulho, rafting, entre outros. 

Foto: Creative Commons

IMPORTÂNCIA DO ECOTURISMO E T.A. PARA A CONSERVAÇÃO

De acordo com a WWF, o ecoturismo, quando corretamente planejado e desenvolvido, pode trazer às populações locais benefícios amplos: oportunidades de diversificação e consolidação econômica, geração de empregos, conservação ambiental, valorização da cultura, conservação e/ou recuperação do património histórico, entre outros. 

É certo que os impactos são inevitáveis a partir do momento que o ser humano, mesmo que de forma discreta, intervém no habitat natural. Até por isso, ainda existe o desafio de conciliar completamente o desenvolvimento econômico com a preservação da natureza. Mas uma coisa você pode ter certeza: quem gosta da natureza e reserva um tempo para descobri-la, tende a respeitá-la.

Foto: Creative Commons

 

ABETA SUMMIT – CONGRESSO BRASILEIRO DE ECOTURISMO E TURISMO DE AVENTURA

Pensando nas melhores práticas do ecoturismo e com o objetivo de evoluir de forma sustentável essa prática no Brasil, a ABETA realiza um congresso de capacitação anualmente.
O Congresso Brasileiro de Ecoturismo e Turismo de Aventura – ABETA SUMMIT, desde 2003, é o principal evento da cadeia produtiva do turismo de natureza no Brasil. Considerado um dos mais importantes fóruns de discussões do setor, reúne nomes importantes de empresários, gestores públicos, consultores, acadêmicos, ativistas, jornalistas, guias e condutores de atividades em ambientes naturais. Oferece ao seu público uma grande variedade de palestras, oficinas de capacitação, visitas técnicas e encontros de negócios, visando produzir conhecimento para melhorar a capacidade de gestão e inovação de micros e pequenos negócios, ampliar a rede de relacionamentos do segmento e promover novas oportunidades de negócios para empresas e destinos turísticos.

Neste ano, a GreenBond teve o prazer de participar, agora em agosto, e aprender bastante com as palestras e conteúdos apresentados!

Entenda o atual cenário da política ambiental no Brasil

By | Conservação, Educação ambiental, Meio Ambiente | No Comments

Retrocesso. Essa é a palavra que define o  cenário ambiental brasileiro nos últimos anos. Já há tempos que o governo enxerga o meio ambiente como um impasse e não como um aliado na evolução do Brasil. E, ao contrário do que se pensa, não é de agora que as políticas ambientais recebem os menores investimentos possíveis; são utilizadas como moeda de troca e deixadas para último plano. 

No entanto, com o governo atual, temos uma dinâmica negativa que aponta para o pior cenário deste século. Segundo alguns pesquisadores e ambientalistas, o enfraquecimento das políticas do meio ambiente e aumento do desmatamento ameaçam retroceder o país a níveis preocupantes! 

As estatísticas recentemente divulgadas de desmatamento na Amazônia (aumento de 88% em junho de 2019 , em relação ao mesmo período do ano passado) e a bagunça do Ministério do Meio Ambiente mostram que o Brasil caminha para seu pior cenário ambiental, o que pode custar até US$ 5 trilhões ao país!

A RECENTE HISTÓRIA POLÍTICO-AMBIENTAL BRASILEIRA

Encontro de ex-ministros do Meio Ambiente no Instituto de Estudos Avançados (IEA) da Universidade de São Paulo. 08/05/2019 (Foto: Nelson Almeida/AFP)

Especialistas definem três recortes da História recente do país: 

Antes de 2005: quando o desmatamento foi alto, e a governança, fraca; 

De 2005 a 2011: período considerado, por estudiosos, de boa governança, com políticas de controle que resultaram em redução do desmate;

De 2012 a 2017: com governança intermediária, quando se mantiveram medidas de controle e, ao mesmo tempo, sinais de estímulo a práticas negativas para as florestas (caso também de 2018).

PREVISÕES PARA O FUTURO 

Ricardo Salles, atual ministro do Meio Ambiente. ( Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil).

Infelizmente, as previsões para o futuro do meio ambiente não são das melhores. Além das consequências que o aumento do desmatamento pode trazer para a vida no Planeta, o que já é preocupante por si só, no setor político também não temos estimativa de boas notícias num futuro próximo. 

Para André Lucena, da Coppe/UFRJ, se o Brasil de fato retroceder ao pior cenário, “não há chance alguma de cumprir as metas do Acordo de Paris “. Nosso objetivo é reduzir 37% da emissão de carbono até 2025, mas hoje, somos o sétimo maior emissor do mundo! Os números não estão do nosso lado. 

E, como se já não bastasse, ainda firmamos o compromisso de manter o aumento de temperatura abaixo dos 2 graus. Para isso, o país pode emitir uma quantidade específica de carbono até 2050. Mas se o desmatamento acaba com esse “crédito” de carbono, outros setores da economia vão ter que fazer um esforço enorme para compensar.

Temos casos de sucesso no passado, mas as condições também foram favoráveis. Entre 2005 e 2012 o país conseguiu reduzir as emissões em 54%, mas em grande parte, foi por conta da redução do desmatamento (em 78%). Todavia, no momento atual, “é grande a probabilidade de o desmatamento em 2019/2020 ser bem superior ao de 2018/2019”, avalia Raoni Rajão, professor da UFMG e co-autor dos estudos. 

 

Então, entendendo um pouco melhor sobre o cenário político no qual o meio ambiente se encontra, você será capaz de opinar e defender os melhores planos de governo para a natureza, mas mais do que isso, exigir que eles sejam cumpridos! Nós temos uma riqueza imensa no Brasil, que pode gerar recursos, mas que para isso precisa ser monitorada, cuidada, recuperada e vista como uma das prioridades, afinal, sem meio ambiente, não existe vida. 

Resgate de animais silvestres dobra na cidade de São Paulo

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Tem aumentado o volume de animais silvestres resgatados nos ambientes das grandes cidades. Pelo menos é o que apontam os números da cidade de São Paulo nos últimos anos, influenciados por alguns fatores que ajudam a entender como viver nos centros urbanos é também se relacionar com a conservação.

Milhares de aves foram resgatas em São Paulo – Foto: Cecioka CC

Nos últimos cinco anos, a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente atendeu 29 mil animais silvestres a partir de diferentes motivos, como tráfico de animais, acidentes ou mesmo telefonemas de moradores. E o número dobrou nesse período: saltou de pouco mais de 4 mil em 2014 para 8,5 mil em 2018.

O levantamento, divulgado pela Folha de S. Paulo, aponta que o avanço dos animais no perímetro urbano se deu pelas obras de infraestrutura (principalmente o Rodoanel), o tráfico de animais pela internet e a popularização do serviço municipal de resgate de animais após o surto de febre amarela em 2017-18.

A reportagem conta a história, por exemplo, de um imenso jabuti encontrado no baú de um caminhão. Resgatado, ele foi para um centro de manejo e conservação onde vive com mais de 700 animais.

Um inspetor conta também que investigou casos em que as pessoas trocavam carros por pássaros de até R$150 mil. Há ainda a história de uma píton-burmesa de mais de dois metros que foi encontrada com mais de 200 animais na casa de um criador clandestino – trata-se de uma das cinco maiores espécies de cobras do mundo.

Enfim, exemplos que mostram que, mesmo morando nas grandes metrópoles, a atenção à conservação da fauna é permanente. Todos estão sujeitos a estar próximos de casos como os citados.

Cinema e meio ambiente: cinco documentários imperdíveis

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É tempo de Mostra Ecofalante, com mais de 100 filmes gratuitos exibidos na cidade de São Paulo até 12 de junho. É a oitava edição do evento, um dos mais importantes do calendário dos festivais de cinema no Brasil.

Tradicionalmente, a Ecofalante tem suas competições de longas e curtas latino-americanos, com uma série de estreias brasileiras. E também programas temáticos com programação internacional: Cidades, Economia, Povos e Lugares, Recursos Naturais, Saúde, Sociobiodiversidade, Trabalho. Tem também retrospectivas e homenagens, e a programação completa está no site da Mostra.

Já que estamos falando de cinema com pegada ambiental, vamos indicar cinco documentários disponíveis na internet para quem curte essa ideia de juntar a sétima arte com importantes pautas do ativismo social e ambiental ao redor do mundo:

 

– O Veneno Está na Mesa (2011) / O Veneno Está na Mesa II (2014)

 

Silvio Tendler, um dos grandes nomes do documentário político e social no Brasil, abre a cabeça para o uso de agrotóxicos no país, tanto para quem trabalha no campo quanto para quem consome os produtos agrícolas. Na segunda parte, o cineasta vai atrás de alternativas viáveis para produção de alimentos saudáveis e que respeitem a natureza. Duas aulas. No Youtube, gratuito.

 

– Ser Tão Velho Cerrado (2018)

 

Filme do diretor André D’Ellia que promove uma grande campanha em defesa do Cerrado a partir da luta de alguns moradores da Chapada dos Veadeiros que se mobilizam para salvar a natureza. Um grande tratado sobre o bioma. No Youtube (pago). No Netflix (assinatura).

 

– The Cove (2009)

Vencedor do Oscar de melhor documentário em 2010, o filme dirigido por Louie Psihoyos questiona a caça de baleias e golfinhos no Japão. Os animais são vendidos a aquários e parques marinhos, e a o documentário expõe imagens da matança. Angustiante e corajoso. Na Amazon (pago).

 

– Virunga (2014)

Indicato ao Oscar de documentários em 2015, o filme anglo-congolense de Orlando von Einsiedel mostra a luta pela conservação do Parque Nacional de Virunga, na República Democrática do Congo. O filme acompanha quatro pessoas nessa batalha contra todas as ameaças ao parque: as guerras civis, os caçadores de gorilas e a exploração de petróleo. Forte. No Netflix (assinatura).