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Google AD Grants para projetos de conservação

By | Conservação, Educação ambiental, GreenBond, Marketing na Conservação, Meio Ambiente, Projetos de conservação | No Comments

O marketing digital é uma ferramenta poderosa para atrair novas oportunidades e fidelizar os clientes, mas trabalhar com mídias digitais pode ser muito mais difícil do que parece, não é? Temos uma notícia boa pra você! Caso tenha uma ideia ou um projeto mas está sem apoio, o Google tem um programa de incentivo para ela chamado: Google AD Grants. 

O que é e requisitos

O Google AD Grants é um programa criado para ajudar entidades sem fins lucrativos a divulgarem seus trabalhos gratuitamente na internet, visando conseguir doações e até mesmo realizar recrutamentos. Isso tudo é feito pela própria ferramenta do Google, o Google Adwords.

 

Foto: google

 

Além disso, a instituição ganha  $10 mil por mês em créditos para serem usados  no próprio Google Ads, como incentivo. Para participar, as instituições e organizações sem fins lucrativos precisam atender a uma série de critérios exigidos pelo programa, tais como:

  • Associações que operam sem fins lucrativos para benefício público;
  • A certificação de existência e regularidade da instituição junto ao Ministério da Justiça, órgãos estaduais e municipais competentes, no caso de ONGs e Organizações de Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP);
  • Entidades de Utilidade Pública Federal – UPF;
  • Organizações Sociais – OS;
  • Entidade Beneficente de Assistência Social detentora do Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social (CEBAS);
  • No caso de Associações ou Fundações, ser registrada como tal no Cartório de Registro de Pessoas Jurídica;
  • Conformidade com todas as Políticas de Publicidade do Google AdWords;
  • O reconhecimento e a aceitação das políticas adicionais do Google Grants.

O programa possui algumas regras para quem quer participar. Algumas entidades não são permitidas, como: entidades governamentais, sindicatos, hospitais, creches, universidades, partidos e instituições políticas.

Que presentão para as organizações, não é? 

Segundo o próprio Google: “Seja você experiente ou não na pesquisa por anúncios, o Google Ad Grants facilita o lançamento de campanhas, com soluções de publicidade criadas para organizações sem fins lucrativos de todos os tipos.”

Google AD Grants para projetos de conservação

Tem uma ideia ou projeto de conservação? Então é esse o apoio que você precisa! O Google investe em ideias e projetos que estão iniciando e precisam de apoio. Além do investimento, disponibiliza serviços para sua organização, podendo ser gratuito ou pago.

 

Foto: google/anúncio da Onçafari no Google

 

Os anúncios do Google ajudam a impulsionar seu projeto de conservação: eles aparecem ao lado dos resultados de pesquisa do Google quando as pessoas realizam a pesquisa, além de incluir ferramentas poderosas para ajudar você a criar, segmentar e otimizar suas campanhas. Então você sempre terá controle total sobre suas campanhas!

Vantagens

O objetivo do programa, além do incentivo, é mudar o mundo: “Vamos mudar o mundo. Mais visibilidade. Mais doações. Mais voluntários. Esse é o resultado alcançado quando você compartilha sua mensagem com pessoas que querem ajudar.”

Segundo Ping Lo, da ‘The Fred Hollows Foundation, “O Google Ad Grants nos ajudou a entrar em contato com milhares de colaboradores de todo o país e isso criou mudanças por meio da conscientização.”

Para seu projeto de conservação, você poderá entrar em contato com pessoas mais importantes, exibindo anúncios a quem está pesquisando no Google assuntos relacionados à sua especialidade. Vai permitir doações para a sua causa de conservação! E uma dica: quanto mais fácil o processo de doação, mais contribuições as pessoas farão, ok? E por último, a ferramenta permite personalizar a informação para anúncios mais inteligentes. Através do Google Analytics, é possível rastrear as conversões, para saber sobre o desempenho dos anúncios, além do usuário poder definir as palavras-chaves mais fortes para a busca.

Como participar?

Participar é fácil, basta acessar o site do Google AD Grants, ir em ‘Inscreva-se’ e acessar com a sua conta do Google. Se não tiver, pode ficar tranquilo, pois a criação da conta é rápida e fácil, podendo ser feita na mesma página. Depois, basta seguir o passo a passo e começar a usar!

Nós do #Bond utilizamos e participamos do programa em 2018. O resultado? A captação de clientes, como: SOS Pantanal, Onçafari, Instituto Mamirauá, Documenta Pantanal e Biofaces 😉

Papo de cobra: descomplicando a linguagem científica

By | Conservação, Educação ambiental, GreenBond, Marketing na Conservação, Meio Ambiente, Projetos de conservação | No Comments

O que você faria caso fosse picado por uma cobra? Sabe quais procedimentos seguir? Aqui, vamos contar um pouco da história e dos projetos do Cláudio Machado, dono do canal no Youtube Papo de cobra!

 

Quem é Cláudio?

 

Cláudio Machado é biólogo/herpetólogo (especialista em répteis e anfíbios), mestre em comunicação, informação e saúde, e doutor em medicina tropical. Atualmente, trabalha como biólogo no Instituto Vital Brazil, localizado em Niterói/RJ. O órgão, assim como o Instituto Butantan, é responsável pela produção de soro antiofídico no país, medicamento no tratamento de picadas de cobras. Além de tudo isso, Cláudio também é youtuber, um de seus projetos para divulgar a ciência para a população.

 

Foto: acervo de Cláudio Machado

 

Criou o canal no Youtube chamado ‘Papo de cobra’, que atualmente está com aproximadamente 27.700 inscritos. Nele, conversa sobre serpentes e animais peçonhentos com o objetivo de popularizar o tema, visando difundir conhecimentos e ajudar na prevenção de acidentes.

“A intenção de criar o ‘Papo de cobra’ foi ver que temos na população um grande desconhecimento em relação à prevenção de acidente ofídico. Seja da população de uma forma geral e até mesmo de profissionais de saúde.” diz o biólogo.

Sua motivação é ajudar as pessoas de forma acessível e gratuita. Como sempre estudou e trabalhou em organizações públicas, entende que essa é uma maneira de retribuir esses 30 anos de esforços para a população!

 

Foto: youtube, canal papo de cobra

 

Projetos

 

Além do seu canal no Youtube, recentemente foi autor de  um aplicativo inovador para a saúde pública, capaz de ajudar as pessoas que foram picadas por cobras localizarem um centro médico que tenha o soro antiofídico com mais rapidez.

 

Foto: Gustavo Figueiroa

 

Sobre a criação do app, explica que: “Não entendo de programação, até que um seguidor meu no Twitter, Gonçalo Franco, se dispôs a fazer esse aplicativo gratuitamente. Pegamos os dados do Ministério da Saúde, que são dados públicos. Ele criou o aplicativo com esses dados para facilitar e distribuir para a população gratuitamente. Todos que tem um celular, podem encontrar um polo de atendimento mais próximo. Na verdade, não inventamos a roda, apenas pegamos o que já existia na internet, que era a lista de polos e aplicativos de geolocalização e juntamos em um app só. Juntamos informações que estavam em vários sites, como: Instituto Butantã, Instituto Vital Brasil e do próprio Ministério da Saúde.”

 

Divulgação e patrocínios

 

Com a ideia inicial de divulgação científica para a criação de seu canal, o gargalo continua sendo a falta de financiamento e patrocínio. A falta de apoio é tão alta, que está encontrando dificuldades no lançamento de seu livro.

“Todos que fazem divulgação científica no Brasil, estão passando por essa fase. A ciência está sendo muito questionada. Nunca imaginei que ia chegar uma época que precisaríamos ir à televisão provar que a terra é redonda ou que uma vacina não causa autismo. Então estamos passando por uma fase muito complicada, tem muito para-ciência e muita fake news. Cada vez mais temos que passar por uma provação para mostrar como a ciência é importante e estamos vivendo um pouco disso. O Coronavírus está nos fazendo repensar muita coisa: temos que aprender a lavar a mão em pleno século XXI, fazendo vídeos ensinando como lavar, porque as pessoas não sabem.”

 

Planos para o futuro

 

Seu projeto para o futuro é manter o canal com vídeos semanais e manter o grupo no Twitter para responder perguntas. Além disso, quer começar a escrever e lançar livros sobre o assunto. O primeiro passo é o lançamento de sua primeira obra, que está em andamento. Já para o aplicativo, quer melhorá-lo, mas vai depender do quanto de ajuda terá.

“Faço tudo isso sozinho e nem sempre é tão fácil. Quem sabe alguém me apoia, para aumentar a divulgação. Qualquer tipo de apoio, seja viabilizando situações ou financeiramente, ajuda muito. Como por exemplo: editores, editoras de televisão, canais na internet ou qualquer pessoa que queira ajudar, é interessante. O projeto futuro é isso: ampliar essa ação e partir para os livros.”

 

Na luta contra o Coronavírus

 

Recentemente, junto com outros youtubers, começou a campanha ‘#FiqueEmCasa e Lave As Mãos #Comigo’, incentivando as pessoas a lavarem suas mãos e ficarem em casa, para evitar a proliferação e transmissão do vírus!

 

Foto: youtube, canal papo de cobra

 

Entre tantos projetos em andamento e futuros, é perceptível a intenção de sempre pensar em ajudar a população gratuitamente. Nós do #Bond apoiamos suas iniciativas e projetos! Para acompanhá-lo, siga em suas redes sociais e se inscreva no canal Papo de cobra, no youtube!

Dia Internacional da Vida Selvagem: Sustentando toda a vida na Terra

By | Animais ameaçados de extinção, Conservação, Desastre Ambiental, Educação ambiental, GreenBond, Marketing na Conservação, Meio Ambiente | No Comments

Hoje, 03 de março, é comemorado o Dia Internacional da Vida Selvagem. O dia foi criado pela ONU, em 2013, com o objetivo de celebrar a fauna e a flora, além de alertar sobre importância em conservar as espécies selvagens do mundo. O Brasil é o país com a maior biodiversidade do mundo, sendo o Pantanal um dos grandes refúgios desta vida toda.

Foto de Diego Rugno

 

 

Fragilidade da vida selvagem

 

Certamente a vida selvagem não é abundante como anos atrás. Fatores como caça ilegal, desmatamento, aquecimento global, poluição de rios e mares, entre outros, influenciam na negativamente na vida animal. Mas o que estamos fazendo para mudar esse futuro?

Estudos recentes sugerem que os prováveis índices de extinção, atualmente, sejam de 100 à 1.000 extinções por 10.000 espécies em 100 anos, o que é muito elevado. Isso leva a crer que nós estamos mesmo à beira da sexta extinção em massa.

O relatório do Planeta Vivo (Living Planet Report – LPR), divulgado no segundo semestre de 2016, aponta que, em média, a abundância das espécies de vertebrados diminuiu 58% desde 1970 e, se as atuais tendências continuarem, até 2020 esse declínio chegará a 67%. Mesmo quando as metas projetadas pelas Nações Unidas são de acabar com a perda da biodiversidade até 2020.

Foto de Diego Rugno

 

Atitudes para virar o jogo

 

Tanto atividades individuais, quanto apoiar alguma organização ou ação sustentável, são muito bem-vindas! 

Evitar o uso de materiais que demoram muito para dissipar/extinguir ou que sejam mais difíceis de reutilizar ou reciclar, é também um jeito de fazer a sua parte, como por exemplo: canudos de papel. 

Jogar lixo na rua? Jamais! Lembre-se, agora você é uma nova pessoa e quer proteger o meio ambiente e os animais! Segurar o lixo até uma lixeira não mata ninguém, não é mesmo?

Importante também conhecer sobre os animais e não matá-los, mesmo que seja um intruso em sua residência. Essa busca de conhecimento é fundamental para entender, por exemplo, que os gambás são ótimos controladores de pragas, como escorpiões, baratas, entre outros insetos.

Dirigir com cuidado nas estradas para não matar os animais é também um diferencial e uma atitude essencial.

Foto de Gustavo Figueiroa/Irara atropelada

 

Apoiar instituições, organizações ou uma pequena ação que ajuda o meio ambiente e a vida animal é simples, fácil e rápido!

Foto de Diego Rugno

 

Eventos no Brasil e no mundo

 

Nesse dia tão especial, vão acontecer alguns eventos no Brasil e no mundo todo! No próprio site oficial da Wild Life Day, é possível encontrar o mais próximo de você. No Brasil, acontecerão nos estados: Bahia, Goiás, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo.

  • Na Bahia, no ICMBio e ACTP, em Patamunté;
  • Em Goiás, no Instituto Jurumi, que fica em Brasília;
  • Em Minas Gerais, no Centro de Conservação dos saguis-da-serra, em Viçosa;
  • No Espírito Santo, no Acqua Sub, em Guarapari;
  • No Rio de Janeiro, no Parque Nacional da Tijuca, na própria capital;
  • Em São Paulo, no Parque Zoológico Municipal de Bauru, em Bauru e Zoológico de São Paulo, na capital.

Foto de Diego Rugno

 

Nós apoiamos esse tipo de evento a favor da vida selvagem e do meio ambiente. Para saber mais sobre nossos trabalhos e clientes, é só acessar nosso site!

Carnaval também combina com conservação e sustentabilidade?

By | Conservação, GreenBond, Meio Ambiente | No Comments

Achou que ficaríamos de fora no carnaval? Que nada! Aqui nós caímos na folia mas continuamos ligados na conservação! Confira dicas de bloquinhos animais, produtos biodegradáveis e outros toques para você aproveitar seu carnaval sem agredir o meio ambiente e sem se estressar.

 

Bloquinhos animais

 

  • O cordão da bicharada

‘O cordão da bicharada’ é um bloco infantil que as crianças podem participar vestidas de qualquer animal da Amazônia! Ele vai acontecer no Pará e existe desde 1975. A ideia veio do Mestre Zenóbio, que produz as fantasias das crianças. Não há data e local confirmados até o momento, mas fique de olho para não perder essa!

 

Foto: G1

 

  • Manada

O bloco ‘Manada’ vai acontecer no dia 22 de fevereiro, às 10h, na Santa Cecília, em São Paulo/SP. Ele contará com sons, assobios e rugidos de animais, além de contar com muita diversão e fantasias criativas de bichos!

 

  • Amigos da onça

O bloco ‘Amigos da onça’ acontecerá no Rio de Janeiro, dia 22 de fevereiro, às 07h, no Flamengo. Com ritmos muito animados e muita arte, o bloco promete! Contará com axé baiano, Mamonas Assassinas, o Beija-Flor e a Cobra, entre outros estilos musicais pra esquentar esse feriado.

 

Foto: Pedro Teixeira/G1

 

Lixo é no lixo!

 

Infelizmente, em eventos grandes como o carnaval por exemplo, encontrar ‘rastros’ de lixo por onde os blocos acontecem é comum. É possível sim se divertir e ser consciente! Para entender melhor a quantidade de lixo nas ruas, em 2018, no Rio, foram retirados 486 toneladas de lixo Em 2019, foram 541 toneladas de lixo, no Rio de Janeiro também. A estimativa é que São Paulo ultrapasse o Rio de Janeiro, com mais blocos de rua e público.

Levando em consideração os registros dos anos anteriores, a estimativa é que esse ano, muito lixo seja retirado das ruas também. Com a intensa chuva em SP, o destino de grande parte destes resíduos são bueiros, esgoto e rios, podendo dificultar ainda mais as enchentes que estão impactando a cidade.

De que forma podemos mudar isso? Com atitudes e cada um fazendo a sua parte. O lixo deve ser jogado no lixo!

 

Produtos biodegradáveis 

 

Glitter e fantasias não podem faltar no carnaval, não é mesmo? Saiba que o glitter é um dos maiores poluentes dos rios e mares e prejudica o meio ambiente! Mas fique tranquila, existem opções de glitter biodegradável e não é difícil de encontrar. Uma simples atitude e em conjunto, pode fazer a diferença! Além do glitter, que tal montar a sua própria fantasia com produtos recicláveis e biodegradáveis? Use a sua criatividade! Mas não se esqueça de depois do carnaval, se não for mais usar, descartar no local correto 😉

Sabemos que é legal ir à festas ou bloquinhos e usar confete, mas é preciso tomar cuidado! O confete também é um grande poluidor, mas existe uma solução. O que acha de fazer o seu próprio confete com folhas secas que caíram?

 

Foto: Referencial Verde

 

Leve seu próprio copo!

 

Levar seu próprio copo ou canudo reutilizável é uma ótima opção! É comum encontrar dezenas de materiais plásticos descartáveis em blocos, e bem mais cômodo também. Porém, é dever de cada um se esforçar para reduzir o consumo de materiais plásticos. Por isso, é legal estar sempre com o seu, para evitar produzir mais lixo! Uma ONG parceira da GreenBond vende copos reutilizáveis em uma versão especial de carnaval. Acesse o Instagram da Waita e peça o seu.

 

Foto: Waita

 

Dicas para não se estressar

 

Vamos citar algumas dicas, pois sabemos que no meio da multidão, mesmo querendo se divertir, você pode passar por alguma situação complicada:

 

  • Esteja com menos objetos possíveis em mãos, evitando a perda, roubo ou furto;
  • Use pochete ou bolsas por baixo da fantasia ou da roupa;
  • Não leve a carteira com todos seus cartões. Nesse caso, é aconselhável selecionar os itens que você vai precisar e, os demais, deixar em casa;
  • Evite tumulto. Blocos maiores podem ser mais perigosos, mas se você for, fique atento à sua volta;
  • Beba com moderação.

 

Não se esqueça de se divertir bastante nesse carnaval, mas com consciência. A GreenBond apoia esse tipo de evento, então sempre reforçamos uma forma de curtir de uma maneira mais sustentável!

Radar anti-caça salva rinocerontes na África do Sul

By | Animais ameaçados de extinção, Conservação, GreenBond, Marketing na Conservação, Meio Ambiente, Parques Nacionais | No Comments

Meerkat: Tecnologia de vigilância a favor da conservação

 

O Parque Nacional Kruger, que fica na África do Sul, o maior parque nacional do país, e um dos maiores do mundo, mostrou que é possível usar tecnologia a favor da conservação. O chamado ‘Meerkat’ (Suricato, em português) está agindo para proteger os rinocerontes da região e o melhor de tudo: movido a energia solar!

 

Código Postal Meerkat/Foto CNN

 

Esse mix de câmeras e sensores estão ajudando a proteger os rinocerontes e outros animais de caçadores furtivos. O aparelho é inteligente a ponto de conseguir distinguir entre movimento humano e animal e até inclui um sensor infravermelho, para detectar caçadores noturnos e alertar os guardas florestais sobre sua presença. Esse sistema é conhecido como “Código Postal Meerkat”, tem quase um metro e meio de altura. É capaz de acionar a equipe de segurança com muito mais rapidez, que vão até o local de helicóptero. Desde que a Meerkat foi introduzida, as atividades de caça reduziram em 95%!

 

Foto CNN/Rinocerontes no Parque Nacional Kruger

 

Um pouco sobre os rinocerontes

 

Existem 5 espécies de rinocerontes no mundo, mas na África do Sul, apenas o rinoceronte-branco (Ceratotherium-simum) e o rinoceronte-negro (Diceros-bicornis) ocorrem. Por fazer parte do “Big Five” animais do safári, é um grande atrativo para os turistas, junto com os búfalos, elefantes, leões e leopardos.

Segundo Tumelo Matjekane, da Peace Parks Foundation, uma organização que trabalha para conectar áreas de conservação no sul da África, os parques são um grande gerador de receita para a África do Sul. “Eles atraem turistas de todo o mundo. Se não formos capazes de conservar isso, essas pessoas não virão aqui e o impacto disso nos meios de subsistência, nas comunidades ao redor dos parques e em nossa economia não é mensurável”, ressaltou  Matjekane.

Atualmente, o rinoceronte-branco é considerado como quase ameaçado, ou ‘Near threatened’ (NT) e o rinoceronte-negro como criticamente em perigo, ou Critically Endangered (CR), segundo a IUCN.

 

Rinoceronte-branco – Foto de H. Zell/Wikimedia Commons

 

Rinoceronte-negro – Foto de Yathin S Krishnappa/Wikimedia Commons

 

O problema da caça

 

Infelizmente, em alguns países asiáticos, os chifres dos rinocerontes são erroneamente considerados como medicamentos alternativos para tratamento de doenças. Para acompanhar esse mercado e atender à demanda, os rinocerontes estão sendo dizimados dos locais onde eles ainda existem, criando um cenário de guerra entre caçadores e guarda-parques. 

De acordo com os Parques Nacionais da África do Sul, 421 rinocerontes foram mortos em Kruger em 2018. Uma pesquisa de 2016 descobriu que havia entre 7.000 e 8.000 rinocerontes em Kruger, mas o vasto tamanho do parque torna difícil mantê-los seguros.

Segundo Mark McGill, diretor de tecnologia dos Parques Nacionais da África do Sul: Kruger é aproximadamente do tamanho do país de Gales. É difícil encontrar uma pessoa lá fora e prendê-la.

Contudo, acreditamos que toda tecnologia que seja a favor da conservação é muito bem vinda. Tal atitude do parque é um exemplo para muitos outros no mundo, incentivando na utilização de tecnologias como estas e outras.

A porta de entrada de um projeto de conservação no mundo digital

By | Conservação, GreenBond, Marketing na Conservação, Meio Ambiente, Projetos de conservação | No Comments

Segundo a ONU, até 2018, mais da metade da população mundial já tinha acesso à internet. Sendo assim, podemos dizer que a internet deixou de ser somente um meio de pesquisa e agora, faz parte do “DNA do ser humano”. Dentro desta enorme rede mundial, é possível encontrar de tudo um pouco. Mas o que é importante saber: o consumidor da sua causa, produto ou serviço também pode estar presente.

O que o seu projeto precisa entender para entrar nesse meio?

 

O digital com uma visão empreendedora

 

Digital não é só criar uma rede social ou um site, vai muito além disso. Atualmente, é fundamental estar no meio digital, pois além de alcançar o seu target (público-alvo), é possível fazer uma captação de outro público que ainda não está engajado com a sua causa. Mas como fazer isso? Antes de mais nada, é aconselhável uma pesquisa para entender sobre o público e onde ele está, para a organização estar presente naquela rede. A criação de uma persona (modelo de público, com nome, idade e características básicas) é sempre importante para definir com quem o projeto está se comunicando.

Depois da identificação, é importante ter um site acessível e de fácil manuseio, para sempre que realizar anúncios, direcioná-lo para o site, onde haverá mais informações. Nele, é necessário que estejam todos os objetivos, missões e valores, independente se é uma venda de produto, serviço ou ideia (como é o caso da conservação). O usuário precisa entender do que se trata e porque apoiar. 

Nas redes sociais, como qualquer situação da vida, é preciso ter um planejamento. Organizar e planejar é essencial para diminuir erros. É ideal um cronograma para o mês, sempre realizado no mês anterior. Recursos como B.I (Business Intelligence) para gerar relatórios, são muito importantes para organizar o melhor horário, dia e onde realizar o seu post. Além de claro, encontrar o público mais engajado com a sua causa, para futuras ações de relacionamento ou posts específicos.

 

A importância de um site

 

Com base na experiência do usuário (UX), o site precisa estar alinhado para a melhor experiência possível. A criação de um aplicativo também é importante, dependendo do seu objetivo com determinada campanha. Mas caso não tenha, é importante que o navegador via mobile (aparelho celular) esteja com uma ótima navegação, para não prejudicar a experiência do usuário.

No site, é aconselhável que o layout esteja o mais clean (limpo) possível, com fácil acesso ao menu ou barra de busca. No final, importante sempre a implantação de um campo para envio de newsletter ou e-mail marketing. Pode não parecer, mas essa função ainda é muito eficaz e a taxa de abertura pode ser muito alta, dependendo de como for criada.

 

Case de sucesso

 

Onçafari

1º Passo – Perguntas

Na criação de um site, é importante fazer algumas perguntas, para entender os objetivos da organização. Para a Onçafari, não foi diferente:

 

Educação

1) Consigo saber já na primeira página a causa da Organização e qual sua missão? O site providencia boa informação sobre a causa?

3) Você pode aprender bastante sobre a causa no site?

4) Seria fácil, após ler o que a ONG faz, explicar o que ela faz para alguém?

 

Transparência e Transação Financeira

5) O site apresenta checkout transparente? Estou confiante que as informações financeiras são mantidas em segredo? Apresentou certificados de segurança?

7) Achei com facilidade o botão para fazer a doação?

8) O site tem alguma área em que apresenta um relatório de prestação de contas da Organização?

9) Tem alguma forma de eu acompanhar as atividades da Organização? Quais os canais que o website apresenta para esse propósito?

 

Causa de Apoio

10) A organização parece precisar do meu apoio?

11) Eu fui pedido para doar no site?

12) Tem botões de call to action para isso?

13) Há interação e facilidade de navegação?

14) Ao analisar o layout, disposição dos elementos, consigo identificar padrões de cores com funcionalidades específicas no website?

15) O site é fácil de navegar?

16) Quais as formas de entrar em contato com a Organização disponibilizadas no website?

17) O site desenvolveu uma comunidade?

18) A organização me ofereceu formas de manter o contato e ficar atualizado das atividades? Se sim, quais?

 

Empoderamento e inspiração

19) O site me incentiva a entrar em ação?

20) O site me faz sentir necessário? De que a minha ajuda pode fazer a diferença para a causa?

21) O site me providência ideias e formas para ajudar? Quais?

 

2º Passo – Sites de referência

Pesquisar e analisar sites de concorrentes ou parceiros é também uma etapa importante. Neles, é possível separar o que pode ser feito e o que não daria certo para o seu site. 

 

3º Passo – Wireframe (rascunho)

Depois de buscar algumas referências, está na hora de rascunhar! Nosso primeiro rascunho para a Onçafari foi a imagem abaixo:

 

Imagem: Greenbond

 

Desenhamos o wireframe (rascunho) da seguinte forma (exemplo):

  • Página inicial
  • Sobre nós (texto apresentação + lista subpáginas em menu lateral)

    • Nossa história
    • Objetivos e resultados
    • Onde atuamos

      • Pantanal
      • Cerrado
      • Amazônia
      • Mata Atlântica
    • Membros (segmentado em equipe de campo / conselho / executivo)

      • Perfil
      • Trabalhe com a gente (link interno)
    • Bases
    • Parceiros
    • Prêmios
    • Documentário (apresentação + trailer + making of)
    • Relatórios (lista + download de documentos em pdf) *
    • Balanço *
    • Entre em contato

 

Imagem: Nação design

 

Com isso, foi feito um estudo contemplando 3 páginas importantes do site:

 

Home

 

Imagem: Nação design

 

Espécie

 

Imagem: Nação design

 

Animal

 

Imagem: Nação design

 

Sendo assim, em uma parceria com a Nação Design, realizamos esse trabalho fantástico para a Onçafari. Caso tenha alguma causa ou sua organização precise de um apoio, estamos engajados e dispostos a ajudar! Nós podemos ser a sua porta de entrada no mundo digital 😉

Imersão no maior projeto de conservação da Amazônia

By | Conservação, GreenBond, Marketing na Conservação, Meio Ambiente, Parques Nacionais, Projetos de conservação | No Comments

Entre os dias 14 e 21 de janeiro, a GreenBond realizou uma viagem para conhecer um dos maiores projetos de conservação da Amazônia: o Instituto Mamirauá. Nosso objetivo era mergulhar de cabeça no projeto e vivenciarmos o dia a dia do nosso parceiro, a fim de buscar as melhores alternativas para trabalhar em conjunto no ano de 2020.

Nosso veterinário e especialista em marketing, Diego Arruda, no Instituto Mamirauá. (Foto: Arquivo pessoal – Diego Arruda)

 

O projeto

 

O projeto foi criado em abril de 1999 e recebeu o nome de Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (IDSM). O curioso é que a palavra Mamirauá tem origem indígena e significa ‘filhote de peixe boi’, o que também dá nome à Reserva Mamirauá.  

A Organização Social é fomentada e supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. Desde que foi criada, sempre desenvolveu seus projetos  por meio de programas de pesquisa, manejo de recursos naturais e desenvolvimento social.

Seu objetivo é aplicar a ação de ciência, tecnologia e inovação na adoção de estratégias e políticas públicas de conservação e uso sustentável da biodiversidade amazônica. Além disso, abrange na aplicação e consolidação de modelos para o desenvolvimento econômico e social de pequenas comunidades ribeirinhas.

 

Principais linhas de trabalho

 

A IDSM possui uma linha de pesquisa que foi criada em 2004, com o objetivo de reunir pesquisadores, estudantes e técnicos. Esses grupos de pesquisa são divididos em: Análise Geoespacial, Arqueologia, Primatas, Ecovert (ecologia de vertebrados), Peixes, Felinos, Mamíferos Aquáticos, Ecologia Florestal, Inovação, Territorialidades, Quelônios e Jacarés.

Você pode aprofundar o conhecimento em cada uma das frentes por meio do site institucional.

 

Áreas de atuação

 

Com o intuito de ampliar a atuação em mais áreas, nos últimos anos, o Instituto Mamirauá vem se concentrando inicialmente nas Reservas de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e Amanã, no estado do Amazonas, seja por meio da execução de atividades em outras áreas da Amazônia, seja pela replicação dos métodos de conservação implementados na região. Uma reserva funciona como uma área de conservação protegida pela legislação brasileira, com grande importância ecológica, com ecossistemas ricos e complexos. 

Todas as atividades desenvolvidas em Mamirauá e Amanã funcionam como grande experimento de conservação e desenvolvimento social sustentável.

 

A viagem

 

O que rolou durante esses 7 dias? Nossa ida teve a intenção de consolidar a parceria para os próximos dois anos. Além de conhecer as dependências da Instituição, analisar os grupos de trabalho e consolidar os objetivos, principalmente em relação à captação de recursos para 2020. Nós também pudemos conhecer um pouco mais desse bioma tão encantador.

 

Na foto estão: Glauco (guia da pousada), Deuzanir (gerente da pousada) e Diego

 

A Amazônia é capaz de proporcionar uma verdadeira experiência antropológica. Além de vivenciar e apreciar a biodiversidade local, nós percebemos o quão interessante pode ser o aprofundamento nos modos de vida da população amazonense. Ao conhecer a relação do Instituto com o seu povo, nós conseguimos traçar estratégias ainda mais efetivas para a comunicação do projeto. 

Já no município de Tefé, onde está localizada a sede do Instituto, fizemos uma visita na prefeitura da cidade e fomos muito bem recebidos. O desenvolvimento sustentável da região precisa unir políticas públicas, projetos/ações socioambientais e a população. Por isso, a importância de manter os laços sempre bem apertados.  

Agora, falando sobre o cliente. Nossa missão nesta parceria com o Mamirauá é trabalhar, principalmente, a captação de recursos. Aliado à comunicação, os esforços de captação arrecadam fundos para que o projeto continue atuando com efetividade na conservação da Amazônia. Presencialmente, foi possível alinhar as expectativas e planejar melhor nossas ações de arrecadação em 2020. 

Os resultados de 2019 são nosso melhor guia de boas práticas, por isso fizemos questão de apresentá-los à equipe do Mamirauá. Com tempo suficiente para conseguir uma amostra de dados, nós pudemos apresentar ao Instituto uma análise embasada e cases de sucesso repletos de insights para as próximas ações. O começo de qualquer trabalho deve ser sempre visto como um fase de testes, onde observamos o que pode ou não funcionar para o parceiro a ser trabalhado.

 

Diego Arruda apresentando os resultados de 2019 e a GreenBond à equipe do Mamirauá. (Foto: Arquivo pessoal – Diego Arruda)

 

Durante nossa estadia, também pudemos conhecer o Projeto Providence. Ele surgiu na Reserva Mamirauá, com o intuito de auxiliar, monitorar e registrar a vida animal da área. Todos esses dados são enviados para uma equipe responsável por desenvolver pesquisas e acompanhar os animais estudados, gerando maior conhecimento científico sobre a fauna local.

Gostaríamos de agradecer à toda equipe do Instituto Mamirauá pela experiência incrível! Para nós, é muito gratificante poder trabalhar em conjunto com o maior projeto da conservação da Amazônia. Muito obrigado!

Nova lei proíbe o fornecimento de produtos plásticos em São Paulo

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Mais uma vitória para o meio ambiente! Ontem (13/01), em São Paulo, foi sancionada a lei que proíbe o fornecimento de plásticos descartáveis em estabelecimentos comerciais. São Paulo se uniu à outras cidades do Brasil e do mundo que são a favor do combate à poluição plástica. Os estabelecimentos terão bastante tempo para se adequarem à nova lei, que entrará em vigor dia 01/01/2021. Os descartáveis deverão ser substituídos por similares fabricados por material biodegradável, compostável ou reutilizável. Essa medida vale para estabelecimentos em geral, como: restaurantes, bares, padarias, hotéis, buffets e casas de festas infantis, clubes noturnos, salões de dança, eventos culturais ou esportivos.

Foto: Rich Carey/Shutterstock

O que muda com a lei?

Já passou da hora de nos preocuparmos com o plástico, um dos maiores problemas ambientais. Segundo a subprefeitura, o material corresponde a cerca de 17% de resíduos que vão parar em aterros sanitários. Agora, imagina essa quantidade no país todo ou no mundo todo? Sim, é muito plástico! A lei, além de favorecer a luta pelo meio ambiente, incentiva outros estados a aderirem à causa, pelo fato de ser sancionada na maior cidade do país. A ideia é que acabe se tornando uma luta nacional, uma ação popular. Com isso, pessoas e empresas deverão se habituar com a nova lei, pois trata-se de uma mudança cultural.

Segundo o prefeito da cidade de São Paulo, Bruno Covas, a lei que proibiu os canudos plásticos, sancionada em junho de 2019, preparou a população para novos avanços. “Essa sanção social vem com uma mudança de padrão para evitar a explosão dos gases de efeito estufa presentes nos aterros sanitários”, destacou o prefeito.

Sendo assim, caso a lei não seja cumprida, a primeira instância será de advertência e intimação para regularizar a atividade, até multa e fechamento administrativo do estabelecimento, após sexta atuação.

 

Qual o nosso papel como sociedade?

Precisamos nos adaptar, isso é um fato. Essa mudança cultural precisa acontecer o quanto antes, pois está tarde e já estamos sofrendo com as consequências de tudo isso. A lei, que obriga os comércios a seguirem a nova legislação, pode ser o pontapé para a conscientização. Essa educação ambiental não serve somente para plásticos descartáveis, mas também para analisarmos o uso desse material em outras ocasiões. E você, o que está fazendo para ajudar o meio ambiente?

Foto: Juni Kriswanto/AFP

I Workshop de Reabilitação, Monitoramento e Conservação de Fauna Silvestre

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Nos dias 22 e 23 no novembro, a WAITA Instituto de Pesquisa e Conservação realizou o I Workshop de Reabilitação, Monitoramento e Conservação de Fauna Silvestre. O evento contou com a presença de diferentes instituições e profissionais conservacionistas, que trocaram experiências de forma inovadora e construtiva. Com espaços abertos para estudantes e comunidade geral, a iniciativa promoveu ciência de maneira democrática e progressiva. 

Nós tivemos a honra de participar do evento, dando palestras e ouvindo os demais. Contamos nossas experiências, como GreenBond e como nossos clientes, mas também dialogamos e absorvermos diversas vivências de instituições que lutam pela conservação, assim como nós. Foram trocas muito ricas!

 

ONÇAFARI 

Comunicação é o principal pilar da GreenBond. Nós acreditamos no poder da comunicação e tentamos fazê-la de forma 360, abordando todos os pontos de contato de nossas instituições parceiras.

Por isso, vestimos a camisa do Onçafari, um dos nossos maiores parceiros, e comunicamos o incrível trabalho de reintrodução realizado por eles durante o Workshop. 

Além de ministrar a palestra “Onçafari Rewild: Reintroduzindo Onças-pintadas na natureza”, que contou detalhadamente como foi o processo de reintrodução de todas as onças que já passaram pelo Rewild: Fera e Isa (Pantanal), Vivara e Pandora (Amazônia) e Jatobazinho (Argentina), o nosso biólogo Gustavo Figueirôa também participou das mesas de debate sobre Reabilitação e Monitoramento, trocando experiências com instituições que realizam o mesmo trabalho. 

Momento de soltura da Vivara, na Amazônia. (Foto: Onçafari)

ESPAÇO DE DISCUSSÃO SOBRE REABILITAÇÃO 

A reabilitação de animais silvestres é um processo fundamental para devolvê-los à natureza de forma saudável. O espaço de discussão permitiu a troca de informações, vivências (que deram certo e também que não deram), compartilhamento de técnicas e soluções de problemas encontrados pelas instituições, com o intuito de otimizar ainda mais todo esse processo. 

No painel estiveram presentes as seguintes instituições: WAITA, Onçafari, MIB, Pró-tapir, Refauna, IPRAM, Muriquis do Caparaó, CRAX, UFOP, TamdanduASAS, Amigos do Lobo, CETAS-BH.

 

ESPAÇO DE DISCUSSÃO SOBRE MONITORAMENTO

A melhor maneira de confirmar o sucesso de reintrodução dos animais, obtendo dados dados confiáveis de comportamento é por meio do monitoramento. Então, o Espaço Monitoramento abordou as diferentes técnicas, tecnologias, metodologias e problemáticas dos monitoramentos ativos e/ou remotos, promovendo uma troca de experiências enriquecedora. 

No painel estiveram presentes as seguintes instituições: WAITA, Onçafari, MIB, Pró-tapir, Refauna, IPRAM, Muriquis do Caparaó, CRAX, UFOP, TamanduASAS, Amigos do Lobo, CETAS-BH e Centro de Conservação dos Saguis da Serra. 

 

GREENBOND 

Representando a GreenBond, o nosso especialista em marketing digital Diego Arruda ministrou uma palestra sobre o papel do marketing na conservação, focando principalmente em estratégias para captação de recursos. 

Após alguns estudos de mercado, nós percebemos que o marketing ainda não é prioridade no modelo de negócio dos projetos de conservação. Apesar de compreenderem a necessidade de investimento em comunicação, a maioria dos projetos não a faz, principalmente por questões financeiras. 

Por isso, ministramos uma palestra que ensina a importância da comunicação, principalmente para reverter esse quadro: a falta de recursos. Divulgar a causa é de extrema importância para alcançar e tocar pessoas, trazendo mais adeptos e, consequentemente, mais recursos para auxiliar na luta. 

Ao contrário do que muitos pensam, não é necessário gastar caminhões de dinheiro para fazer uma comunicação bem feita. Atualmente, principalmente por conta da internet, já é possível alcançar milhões de pessoas, provocando um impacto positivo de forma rápida e barata. E foi isso que ensinamos ao público presente no Workshop. 

ESPAÇO DE DISCUSSÃO SOBRE MARKETING 

O espaço Marketing para a conservação discutiu a utilização de estratégias e ferramentas adotadas no universo do marketing, com o objetivo de comunicar e mobilizar o maior número de pessoas à favor de uma causa em comum: salvar o planeta.

Foram abordados temas como redes sociais, sites, planejamento, execução e desenvolvimento de campanhas, captação de recurso, estratégias, dentro outros.

Para debater o tema, estiveram presentes no painel: GreenBond, Sair do Casulo, Bocaina e Instituto Vida Livre. 

 

VISÃO GERAL DO EVENTO 

No geral, o I Workshop de Reabilitação, Monitoramento e Conservação de Fauna Silvestre foi bastante enriquecedor para nós. Pudemos divulgar nosso trabalho, as causas nas quais acreditamos e o mais importante: aprender com pessoas que fazem parte da mesma luta. A troca de experiências foi fundamental, principalmente neste fim de ano, para repensar e colocar em prática alguns aprendizados para 2020. 

Agradecemos a WAITA pelo convite e os parabenizamos pela incrível iniciativa! 

Marketing na Conservação: passado, presente e futuro

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Os problemas ambientais são resultado da ação do homem. Logo, a solução para esses problemas também deve partir da modificação, cessão ou renovação das atividades humanas, principalmente as que prejudicam diretamente o meio ambiente. Pensando neste contexto, é quase natural a utilização de estratégias e ferramentas adotadas no universo do marketing, com o objetivo de comunicar e mobilizar o maior número de pessoas à favor de uma causa em comum: salvar o planeta. 

Falando de forma superficial, o conceito de marketing consiste no processo de planejar e executar o desenvolvimento, valor, distribuição e promoção de produtos, serviços e/ou ideias, com o intuito de criar trocas benéficas para ambos os lados. De maneira geral, ele foca na construção de relacionamentos e narrativas, que são qualidades inatas dos seres humanos. Por isso, a ideia de aplicar o marketing na conservação reuniu esforços para influenciar o comportamento dos homens na adoção de alternativas sustentáveis, que pudessem mudar aos poucos os hábitos cotidianos. 

 

OS PRIMEIROS PASSOS DO MARKETING NA CONSERVAÇÃO

 

O Conservation Marketing surge nos EUA, a partir de um despertar geral de consciência ecológica na população. O primeiro registro oficial de campanha publicitária utilizada para beneficiar o meio ambiente foi o famoso Smokey Bear, um personagem americano criado para ajudar no combate aos incêndios florestais.

Smokey Bear 

Criada em 1944, a campanha “Smokey Bear Wildfire Prevention” é a mais longa campanha publicitária de serviço público da história dos EUA, educando gerações de americanos sobre seu papel na prevenção de incêndios florestais. Como um dos personagens mais reconhecíveis do mundo, a imagem de Smokey é protegida pela lei federal dos EUA e é administrada pelo Serviço Florestal do USDA, pela National Association of State Foresters e pelo Conselho de Anúncios. Apesar do sucesso da campanha ao longo dos anos, a prevenção de incêndios florestais continua sendo uma das questões mais críticas que afetam o país. A mensagem de Smokey é tão relevante e urgente hoje, quanto era em 1944! 

Campanha do Smokey Bear lançada em 1944.

 

COMO FAZEMOS HOJE? 

 

Apesar do crescente interesse em unir marketing social com biodiversidade, quando analisamos a execução de fato, o crescimento foi bem discreto, se comparado à outras aplicações da disciplina: 

Fonte: Artigo publicado no Social Marketing Quarterly

 

Atualmente, existem muitos esforços sendo feitos, principalmente fora do Brasil, para aumentar o conhecimento científico e geração de conteúdo sobre biodiversidade. Além disso, estudiosos da área de marketing se dedicam a fazer análises, estudar comportamentos e elaborar teorias para auxiliar na união da comunicação com os objetivos conservacionistas. No entanto, é preciso reconhecer que ainda existem grandes desafios para o uso do marketing aliado à políticas sociais, especialmente no que diz respeito a junção entre hábitos humanos e vida natural. 

O maior obstáculo encontrado hoje pelos pesquisadores é no que chamamos de “recompensa”. Os benefícios da preservação nem sempre são sentidos de forma imediata pelo público, em sua grande maioria são observados a longo prazo, o que os torna menos palpáveis e persuasivos. 

Quando olhamos para o cenário brasileiro, o panorama pode ficar um pouco pior. Além dos obstáculos naturais enfrentados pelo Conservation Marketing, ainda sofremos com a falta de estrutura, investimento e recursos para lidar com a comunicação. Uma pesquisa feita pelo Nossa Causa, confirmou o que já vínhamos suspeitando há tempos: os projetos de conservação reconhecem a importância da divulgação, mas não a fazem por questões financeiras ou por não saberem aplicar as estratégias e ferramentas adequadas ao orçamento. 

 

O QUE PODEMOS ESPERAR PARA O FUTURO? 

 

A primeira grande expectativa é a profissionalização dos colaboradores e processos envolvidos na comunicação das causas, ou terceirização da produção de conteúdo. Quanto mais embasadas em pesquisas e teorias, mais planejadas e estratégicas forem as campanhas, maior é a expectativa para os resultados, tanto na arrecadação de recursos, quanto na mobilização para a conservação da biodiversidade. 

Outra tendência para um futuro próximo é a integração das ciências comportamentais com esferas políticas e empresariais, aumentando a visibilidade para áreas como economia comportamental e design thinking. Ainda não há artigos ou estudos sobre o uso dessas práticas no marketing de conservação, mas existem diversas ferramentas que podem ser utilizadas e bem aproveitadas, sem necessidade de grandes mudanças na estrutura ou orçamento dos planejamentos. 

Pensando num cenário do “mundo ideal”, onde os projetos tivessem verba o suficiente para investir no setor de marketing, ainda seria possível utilizar recursos como Inteligência Artificial, Robôs, IOT (Internet das Coisas), Machine Learning e outras diversas inovações tecnológicas capazes de otimizar todos os processos. Mesmo que ainda tenhamos muitos outros desafios a serem superados antes de atingir tamanha evolução, é importante reforçar que a conservação tem um grande “oceano azul” para ser trabalhado. Temos alguns casos de sucesso, como WWF e Greenpeace, mas existem milhares de outros esforços igualmente incríveis sendo feitos, que precisam ser otimizados e comunicados da melhor forma. 

Inteligência Artificial capaz de detectar o rosto de primatas. (Foto: Divulgação)

 

Fontes: Social Marketing Quarterly Vol. 24, Vol. 25, Elsevier Ocean & Coastal Management.