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Aquecimento Global

Um milhão de espécies de plantas e animais estão ameaçadas de extinção

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Um milhão de espécies de animais e plantas estão ameaçadas da extinção. Esse é o dado conclusivo divulgado no relatório de 1.800 páginas pela Plataforma Intergovernamental de Políticas Científicas sobre Biodiversidade e Serviços de Ecossistema (IPBES), da Organização das Nações Unidas (ONU). O levantamento teve a participação de 145 pesquisadores espalhados por 50 países, e está sendo considerado o mais complexo e abrangente estudo sobre perdas do meio ambiente.

O leopardo-das-neves é uma das espécies mais raras de felinos do mundo, também em risco de extinção. Foto: Abujoy/ Creative commons

Analisando mais de 15 mil pesquisas científicas e dados governamentais, foram identificados os cinco principais motivos para tamanho impacto sobre a vida de tantas espécies: perda do habitat natural, exploração dos recursos naturais, mudanças climáticas, poluição e espécies invasoras.

Entre os números apontados estão a queda de 20%, desde 1900, na média de espécies nativas nos principais habitats do planeta – atualmente, mais de um terço dos mamíferos marinhos estão ameaçados, por exemplo; e a duplicação das emissões de gás carbônico no mundo desde 1980, o que elevou a temperatura média do planeta.

Com dificuldades para conseguir caçar focas, ursos-polares podem morrer de fome – Foto: Andreas Weithpolar/ Creative Commons

O estudo também alerta, entre outros temas, para a pesca desenfreada: segundo o relatório, em 2015, 33% da vida dos mares estava sendo pescada em nível insustentável. E outros vários pontos importantes, como a poluição causada pelos plásticos, que
aumentou dez vezes desde 1980, e a influência dos fertilizantes em áreas costeiras, que já produziram uma área de “zona morta” oceânica maior que o Reino Unido.

A ingestão de plástico já foi registrada em mais de 240 espécies.  Na foto, uma tartaruga Verde (Chelonia mydas) com um saco de plástico próximo a boca, no recife de Moore, Austrália. A sacola foi removida pelo fotógrafo antes que a tartaruga tivesse a chance de comê-la.
Foto: Troy Mayne/ WWF/ Divulgação

No fim, se resta um caminho de otimismo, o estudo indica que há caminhos objetivos e reais para um trabalho que implemente regras e conceitos de produção mais sustentável. Por exemplo, uma agricultura mais planejada e a redução do desperdício
de alimentos, o que já impactaria vários dos pontos levantados como problemáticos.

Uma certeza nós temos: só temos este planeta, se não cuidarmos dele agora, pode ser tarde demais no futuro.

Hora do Planeta 2019: sábado é dia de apagar as luzes contra as mudanças climáticas

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Você ficaria uma hora no escuro em um ato simbólico pela Terra? No próximo sábado (30) das 20h30 às 21h30 o WWF convida todos para apagarem as luzes durante a Hora do Planeta, um ato simbólico contra as mudanças climáticas e seu impacto na biodiversidade e na vida das pessoas que ajuda na criação da consciência sobre a importância de ações sustentáveis.

A iniciativa, criada em 2007, em Sidney, na Austrália, engaja cada vez mais cidades ao redor do mundo a cada ano. Em 2018, a Hora do Planeta teve a participação de cidades e municípios em 188 países e territórios, contabilizando mais de 17 mil ícones ou monumentos apagados. O Brasil teve uma grande participação, envolvendo mais de cem cidades e 1500 monumentos.

No site do WWF Brasil é possível acompanhar todos os desdobramentos da campanha e adesões. Também dá pra acessar materiais de divulgação e saber das ações de engajamento. Pelo mapa da participação é possível saber que cidades já confirmaram presença no movimento.

Aquecimento global: ursos-polares famintos invadem arquipélago russo

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Ursos-polares famintos reviram o lixo em busca de comida no arquipélago de Nova Zembla, na Rússia – Foto: The Sun/Reprodução

Ursos-polares invadiram e deixaram a pequena cidade de Belushya Guba, localizada no arquipélago de Nova Zembla, na Rússia, em estado de emergência. Os animais estavam famintos, reviravam lixeiras e vasculhavam prédios à procura de comida (veja o vídeo do The Guardian abaixo).

Mais de 50 ursos foram avistados na região, deixando os 2.500 moradores do vilarejo assustados e com medo de sair nas ruas e mandar seus filhos para a escola.

Os animais começaram a chegar em dezembro. Cercas foram colocadas ao redor de alguns locais para proteção. No entanto, os ursos não se intimidam mais com policias, cachorros e sirenes que eram utilizados para afastá-los anteriormente.

Especialistas foram enviados ao local para sedar os animais e retirá-los do vilarejo, já que a caça de ursos é proibida na Rússia, e a agência federal de Meio Ambiente negou autorizações para abatê-los. Porém, segundo as autoridades locais, no caso de todas as medidas falharem, o abate pode ser a única solução.

O urso-polar (Ursus maritimus) é considerado vulnerável pela IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês) e se tornou o grande símbolo na luta dos conservacionistas contra o aquecimento global – Foto: Schliebe, Scott/ Domínio público

Ursos-polares x Aquecimento global

Classificado como vulnerável segundo a Lista Vermelha de animais ameaçados de extinção da IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês), o urso-polar sofre cada vez mais com o aquecimento global. Atualmente, o mar congela cada vez mais tarde e derrete cada vez mais cedo. Isso faz com que os animais tenham menos tempo para caçar focas, seu principal alimento.

Com menos tempo sob o gelo, os ursos são forçados a nadar distâncias cada vez maiores até encontrar uma foca descansando na superfície. Com isso, eles perdem mais energia caçando do que ganham ao se alimentarem e são forçados a procurar outras formas de se alimentarem. Esses desequilíbrio energético pode ser fatal e, se o degelo continuar, o destino da espécie pode ser a extinção.

Com dificuldades para conseguir caçar focas, ursos-polares podem morrer de fome – Foto: Andreas Weithpolar/ Creative Commons

Com objetivo de chamar a atenção para os desafios enfrentados pelos ursos-polares num Ártico cada vez mais quente, a Polar Bear International (Urso Polar Internacional) organiza o Dia Internacional do Urso-Polar (International Polar Bear Day), celebrado em 27 de fevereiro.

A ong estimula as pessoas a usar menos energia produzida por combustíveis fósseis porque reduzir as emissões de carbono pode retardar e até impedir o aquecimento global e salvar o gelo marinho que os ursos polares necessitam para caçar com eficiência.

Segundo relatório da ONU sobre as mudanças climáticas, é preciso reduzir nossas emissões de carbono ou as pessoas terão que enfrentar desastres naturais, desde secas e inundações até grandes tempestades. Ou seja, enfrentar o aquecimento global não é só benéfico para nós, mas é essencial para a humanidade.