Category

Aquecimento Global

Gigantes da conservação: David Attenborough

By | Aquecimento Global, Conservação, gigantes da conservação | No Comments

Você conhece as grandes personalidades da conservação? Ao longo dos anos, pudemos contar com alguns heróis que deram início a grandes ideias ou tiveram papéis importantes em determinados projetos de proteção ao meio ambiente. Seus princípios e histórias de vida são uma inspiração para nós, que formamos uma enorme corrente a favor da natureza.  

Vamos explorar a história desses gigantes aqui em nosso blog. A informação é nossa principal arma. Por meio dela, desejamos munir a população de conhecimento, inspirar cidadãos comuns e trazer o maior número de pessoas  para o “lado verde da força”.

 

O blog de hoje com certeza vai encher de ternura os corações de muita gente que cresceu vendo os documentários desse gigante. Vamos falar sobre um ambientalista que ao 94 anos não cansa de nos surpreende. Após pouco mais de quatro horas de sua primeira postagem no Instagram, atingiu a incrível marca de um milhão de seguidores. Já sabem de que estrela estamos falando? Ninguém mais ninguém menos que David Attenborough.

 

David Attenborough

Imagem: BBC Studios/Alex Board

 

David Attenborough e a comunicação científica

David Attenborough nasceu no dia 8 de maio de 1926 na Inglaterra ainda criança adquiriu uma enorme admiração pela natureza. 

 

David Attenborough fotografado ao lado do jovem príncipe Charles e da princesa Anne

Attenborough produz programas sobre animais desde os anos 1950. Nesta foto, ele mostra uma cacatua para um jovem príncipe Charles (no meio) e sua irmã, a princesa Anne. Imagem: GETTY IMAGES

 

David foi um colecionador ávido de tudo relacionado ao meio natural em sua infância, desde fósseis a espécimes vivos.  Anos mais tarde se formou em Ciências Naturais na Universidade de Cambridge e na década de 50 começou a apresentar programas de TV sobre o reino animal, ingressando na BBC em 1952.

Em 1979 David lançou o que veio a ser um dos maiores destaques na sua carreira. Life on Earth, uma série de 13 episódios que revolucionou pela complexidade técnica e escala. A série foi um sucesso, assistida por aproximadamente 500 milhões de pessoas do mundo todo. 

Mesmo antes da existência das redes sociais, um dos episódios da série, que relata o encontro de Attenborough com um grupo de gorilas da montanha em Ruanda, viralizou, ocupando o 12º lugar em uma pesquisa de 1999 sobre os 100 melhores momentos da TV.

 

David Attenborough em seu encontro com gorilas. Imagem: John Sparks

 

Apesar de um pouco atrasado neste aspecto, em 2005, David passou a se posicionar publicamente em relação às mudanças climáticas e em 2006 produziu dois documentários para a TV sobre mudanças climáticas. 

“Desde que fiz o primeiro programa de televisão, há três vezes mais pessoas no planeta do que antes, e agora estamos percebendo o dano terrível que causamos”, disse ele à BBC.

“Cada respiração nossa, cada garfada de comida que comemos, vem do mundo natural em última instância e, se o danificarmos, prejudicamos a nós mesmos.”

 

David Attenborough em frente a uma multidão no festival Glastonbury em junho de 2019

David Attenborough é querido por jovens: no ano passado, foi recebido como uma estrela de rock durante sua aparição surpresa no festival de música Glastonbury. Imagem: GETTY IMAGES

 

O reconhecimento

Toda uma vida dedicada ao mundo natural não poderia passar despercebida. Além de ser uma inspiração para muitos ambientalistas mundo afora. David recebeu prêmios de vários governos e instituições, dezenas de títulos honorários de universidades em todo o mundo e tem seu nome em 20 espécies, incluindo um dinossauro, o Attenborosaurus conybeari (uma criatura marítima).

 

O esqueleto fossilizado de um dinossauro batizado em homenagem a David Attenborough

Esta espécie de dinossauro aquático batizadas com o nome de Attenborough. Imagem: BBC

 

David Attenborough no livro dos recordes. 

David Attenborough entrou para o livro dos recordes em 2020 ao criar uma conta no Instagram e atingir a meta de um milhão de seguidores em apenas 4h e 44 minutos.  Como esse tempo, bateu o record de David Beckham, Jennifer Aniston, Príncipe Harry e o Papa Francisco.

Em sua primeira postagem, David fez um vídeo de alerta abordando os desafios e importância de salvar o planeta afirmando ainda que “Salvar nosso planeta é agora um desafio de comunicação”.

Em pouco mais de um mês, o perfil de David já bateu 6 milhões de seguidores. Vale ressaltar que o Instagram é uma rede social que atinge majoritariamente o público jovem e que David já passou dos seus 90 anos bem vividos. 

 

Sir David Attenborough

David Attenborough em sua primeira publicação no Instagram. Imagem: BBC

 

O que temos a concluir sobre esse bom senhor? Que ele fez, faz e fará a diferença na vida de muita gente!

Obrigada David, por toda inspiração, dedicação e por nós fazer apaixonar cada vez mais pelo nosso planeta e sua exuberante natureza!

Estudo aponta que humanidade entrará em um ¨colapso irreversível” em 40 anos.

By | Aquecimento Global, Desastre Ambiental, Mudanças Climáticas | No Comments

O fim da humanidade está próximo! Parece frase sensacionalista que encontramos pintadas em muros mas, infelizmente, não é. 

Um artigo publicado pela Nature, uma das mais conceituadas revistas científicas do mundo, tem incomodado a comunidade científica.
O estudo em questão é o ¨Deforestation and world population sustainability: a quantitative analysis¨ (Desmatamento e sustentabilidade da população mundial: uma análise quantitativa, em tradução livre), produzido pelos pesquisadores Mauro Bologna e  Gerardo Aquino. Ele faz uma análise quantitativa da sustentabilidade do atual crescimento da população mundial em relação ao processo de desmatamento, do ponto de vista estatístico. Os autores afirmam que se a humanidade mantiver o ritmo atual, a civilização pode caminhar para o “colapso irreversível” numa questão de décadas. 

Para tornar a situação mais preocupante,  inúmeros renomados cientistas comentaram sobre o quão impecável e completo é o estudo.

 

 

O que o estudo levou em consideração? 

Se existe um problema inegável, cheio de evidências e comprovações científicas, é o desmatamento das florestas do nosso planeta. Dos 60 milhões de km² de florestas que existiam, menos de 40 milhões de km² ainda estão de pé.

Mauro Bologna e  Gerardo Aquino, autores do artigo, afirmam que apesar do aquecimento global ser preocupante, jamais sentiremos seus maiores impactos pois, a chance dos nossos ecossistemas colapsarem antes, é maior. 

Grandes florestas, como a Amazônia, já estão bem perto de atingir um limiar de destruição irreversível, tornando o ecossistema incapaz de se auto sustentar. Isso resultará no seu completo desaparecimento. Situações como essa não são novidades e já aconteceram em outros locais do planeta. A retirada da cobertura original em alguns ecossistemas foi tão grande que a paisagem foi totalmente transformada em desertos.

 

Desmatamento da Amazonia. Foto: Paulo Whitaker/Reuters

 

Modelos matemáticos complexos foram desenvolvidos pelos autores do artigo a fim de mensurar os problemas que estamos causando.

Para as análises, foram levados em conta diversos fatores: 

  • A taxa de crescimento populacional humana, 
  • A taxa de criação e destruição de unidades de conservação ao redor do mundo, 
  • Variações da demanda por madeira,
  • Áreas de pasto ou agrícolas,
  • Previsões de mudanças na taxa de desmatamento
  • Prováveis avanços tecnológicos que poderiam interferir positivamente nesse cenário.

Modelo adotado por Mauro Bologna e Gerardo Aquino.

 

Após diversas análises, utilizando diferentes cenários possíveis, os resultados foram preocupantes.

Caso o ritmo de destruição das florestas se mantenha como atualmente, perderíamos todas as árvores da Terra em apenas 100 ou 200 anos, mas os efeitos dessa catástrofe, obviamente, serão sentidos muito antes da última árvore ser cortada.

Modelos desse tipo já foram utilizados anteriormente para analisar o  ecocídio (extinção da civilização local pela destruição ambiental que elas mesmas causaram) que ocorreu na Ilha de Páscoa e os cientistas afirmam que o que está ocorrendo no planeta é assustadoramente similar.

Mauro Bologna e  Gerardo Aquino ainda citaram em seu artigo o “Paradoxo de Fermi”, que questiona nossa falta de conhecimento de civilizações extraterrestres. Estatisticamente, bilhões de civilizações existem em planetas a nossa volta, apesar de nunca termos encontrado  nenhuma delas. De um ponto de vista teórico, as civilizações podem ser tão complexas que poderiam colonizar grande parte de suas galáxias, mas na prática, isso nunca foi observado por nós. Aí entra “Paradoxo de Fermi”. Ele hipotetiza que pode existir alguma barreira que impeça que essas civilizações atinjam essa complexidade, como, por exemplo, o esgotamento dos recursos de seu planeta natal, resultado em sua própria extinção. Desse modo poderíamos inferir que os outros moradores do universo não são encontrados porque quase todos podem já estar mortos. 

 

Apelidada de “o grande filtro”, essa barreira pode impedir que as civilizações alcancem uma escala interplanetária. Enquanto nossa espécie ultrapassou várias barreiras no passado, não conseguiremos ultrapassar o grande filtro (em vermelho) pois, segundo os autores, esgotaremos nosso planeta antes – Créditos na imagem

 

A que conclusão os autores chegaram?

Com base nas taxas atuais de consumo de recursos e na melhor estimativa de crescimento da taxa tecnológica, o estudo aponta que, a humanidade tem uma probabilidade de menos de 10% de sobreviver sem enfrentar um colapso catastrófico. Isso na perspectiva mais otimista e em um prazo máximo de 40 anos

Isso resultaria na completa aniquilação da humanidade pela destruição massiva das florestas do planeta e, consequentemente, em um colapso sistêmico dos principais ecossistemas. As secas extremas ocasionadas pelo fim das florestas impossibilitariam a produção da comida e isso seria o fim da humanidade.

Esse mesmo cenário também explicaria o Paradoxo de Fermi, uma vez que civilizações tendem a se autodestruir antes de expandir para outros planetas.

 

Já podemos no preparar para o pior?

A situação é extremamente preocupante sim, e, apesar de cenários estatísticos serem extremamente teóricos, os modelos testados neste artigo foram extremamente embasados e completos, além de muito elogiados por outros cientistas, indicando que essas previsões podem estar certas. 

Se não mudarmos drasticamente a nossa forma de consumo nossa civilização irá acabar  muito em breve.

Para nossa infelicidade, a hora da mudança é AGORA e, mesmo como todas as evidências e provas científicas, nem todas as pessoas e governantes estão dispostas a elas.

Dia Nacional do Controle da Poluição Industrial

By | Aquecimento Global, Desastre Ambiental, Mudanças Climáticas | No Comments

Em 14 de agosto, é comemorado mundialmente  o “Dia do Controle a Poluição Industrial”. 

Neste dia, o mundo inteiro se propõe a refletir sobre os efeitos nocivos da poluição atmosférica decorrente das indústrias e fábricas e, principalmente, sobre as ações que podem ser tomadas para diminuir essa emissão.

As indústrias, devido às suas inúmeras atividades, são o segmento de maior contribuição à dispersão de poluentes no ar, água e solo, causando inúmeros danos ao meio ambiente.

Por muito tempo acreditou-se que a poluição industrial era um problema local. Ou seja, cada cidade ou país que tome suas decisões e que lide com sua ¨bagunça¨. Ledo engano de quem pensa assim. A poluição industrial, assim como a tecnologia, também se globalizou, cruzando fronteiras geográficas e afetando diretamente a vida de toda a população mundial. 

Para entender melhor, é só pensar por um instante em um exemplo simples. Um poluente lançado por uma indústria em São Paulo, afeta a qualidade do ar da própria cidade, das cidades vizinhas e até de outros países. Além disso, pode contaminar o solo que produz alimentos para exportação, águas de rios afetando os pescados e contribui com o aumento do efeito estufa. 

O problema está longe de pequeno e pontual.

Poluição industrial. Foto: allgasbrasil

 

A diminuição da poluição mundial devido ao COVID-19 

 

O mundo inteiro está em luto pelas vidas perdidas pela pandemia, mas o meio ambiente que respirou aliviado. 

A diminuição das atividades industriais, circulação de carros e atividades gerais ao nível global, levou a uma grande queda de emissões de poluentes, podendo conferir ao ano de 2020 a maior queda já registrada por ano

Longe de ser um motivo de comemoração é importante refletirmos fortemente sobre como estamos destruindo diariamente nosso planeta e principalmente, sobre como já vivemos em uma crise ambiental a anos.

Mesmo com essa alta taxa de redução em 2020,  ainda estamos muito longe da redução necessária que precisa acontecer para evitar mudanças climáticas perigosas

A situação é perigosa e os líderes mundiais não agirem rapidamente, enfrentar outras crises futuras somadas a essa que já vivemos será muito mais difícil e poderá ser mortal para a humanidade. 

 

Dados de satélite mostrando as emissões de dióxido de nitrogênio sobre o norte da Itália em 7 de março (esquerda) e 8 de fevereiro (direita). Imagem: Sam Gassó

 

Medidas de combate a poluição

Como podemos então combater a poluição?

Já vimos que a poluição não respeita fronteiras e, desse modo, as ações de combate a mesma devem ser mundiais. Primeiramente, é fundamental o desenvolvimento de estudos apontem soluções e alternativas para a mitigação da emissão de poluentes pelas indústrias. Os resultados de tais pesquisas devem fundamentar planos de ações a nível global. A criação de políticas públicas globais, nacionais e regionais que visem a redução da poluição e o aumento da fiscalização por parte do governo é o ponto chave.

Também se faz necessário um fortalecimento das relações entre empresas, ONGs, órgãos ambientais e governo para discutir este problema e  criar metas e o comprometimento da organização na redução significativa de poluentes, apresentando os menores índices possíveis.

Mas e nós? Sabemos que podemos reduzir a emissão de poluentes no dia, mas não podemos fazer nada maior Podemos e devemos.  Escolher bem os nossos governantes, prestando atenção em suas pautas ambientais, e cobrar dos eleitos uma postura mais justa com o meio ambiente já é um ótimo primeiro passo, não acham. Talvez até o mais importante.

O meio ambiente agradece! 

Poluição do ar mata 6,5 milhões de pessoas por ano. Foto: PEXELS

Mudanças Climáticas e Coronavírus: qual a relação entre os dois?

By | Aquecimento Global, Desastre Ambiental, Meio Ambiente, Mudanças Climáticas, Não categorizado | No Comments

No dia 16 de março, celebramos o Dia Nacional de Conscientização sobre as Mudanças Climáticas. Este dia foi criado com o objetivo de chamar atenção das pessoas para os riscos associados às alterações no clima, assim como para as ações que devemos tomar para reduzir ao máximo os impactos dessas mudanças em nosso planeta. A única certeza que temos até agora, é que as mudanças já estão causando efeitos catastróficos em algumas partes do mundo, e causarão ainda mais. A conta já está alta e uma hora vai chegar com maior força. Cabe a nós decidirmos o quão grande será a conta que virá.

Fonte: Imagem da internet

 

Causas e efeitos do aquecimento global

Já é comprovado há tempos pela ciência que a ação humana tem intensificado e acelerado essas mudanças diretamente. A principal fonte causadora do aquecimento global é o aumento da emissão de gases de efeito estufa (GEEs), como o metano (CH4), óxido nitroso (N2O) e primariamente o dióxido de carbono (CO2), entre outros.  A queima de combustíveis fósseis, o desmatamento, perda de biodiversidade e uso irracional dos recursos naturais, são as maiores causas de emissão desses gases na atmosfera. No Brasil, a maior parte das emissões de GEEs é causada pelo desmatamento, seja por meio do corte ou queimada de árvores.

Emissão de gases do efeito estufa na atmosfera. Fonte: Internet

 

O aumento da temperatura média da Terra já está mostrando efeitos diretos em diferentes cenários, como os níveis recordes de derretimento de geleiras nos polos, aumento do nível dos oceanos,  tempestades mais intensas, períodos de secas mais prolongados, entre outros fatores que influenciam a vida de bilhões de pessoas no mundo. Cientistas do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU), já comprovaram que a temperatura do planeta está 0,8 grau mais quente, e que, se nada for feito para interromper o ciclo das mudanças climáticas, esse aumento pode atingir alarmantes 1,5 graus.

Comparativo da cobertura de gelo no polo norte entre 1984 e 2016. Fonte: Internet

 

Coronavírus X Mudanças Climáticas

Por coincidência, a data caiu bem em meio a uma crise mundial de saúde, a pandemia do novo coronavírus (COVID-19). Você deve estar se perguntando o porquê de citarmos a pandemia no meio de um texto sobre mudanças climáticas. Bom, a relação aqui vem em um nível de estrutura societária. Entenda, o surto de coronavírus é grave, porém a previsão dos cientistas é que dentro de 4 meses tudo comece a voltar ao normal. Mesmo assim, o surto está levando ao fechamento de aeroportos e fronteiras, esvaziamento das prateleiras em supermercados, cancelamento de grandes eventos, além da superlotação de hospitais.

Fonte: Internet

Imagine agora, caso o nível do mar suba mais ainda e milhares de cidades costeiras fiquem inabitáveis. Isso geraria uma migração em cadeia de centenas de milhões de pessoas para o interior dos continentes, podendo causar uma ruptura nas estruturas sociais que existem hoje. Recursos ficariam escassos, espaço para moradias seriam ainda mais disputados e a ordem pública entraria em grave risco.

 

Faça sua parte!

Neste Dia Nacional de Conscientização sobre as Mudanças Climáticas, deixamos o nosso alerta, nosso tijolo em um muro que está sendo construído há anos por cientistas que, muitas vezes, não são ouvidos. As ações para diminuir a intensidade das mudanças climáticas devem ser tomadas já, não há mais tempo para prorrogação. Você pode fazer a sua parte.

Utilize os recursos naturais de forma mais consciente. Reduza o consumo de matérias-primas, reutilize todo o material que for possível ser reaproveitado. Escolha produtos e serviços de empresas que respeitam e se preocupam com a saúde do meio ambiente. Nós acreditamos na mudança!

 

 

O futuro do meio ambiente: World Economic Forum

By | Aquecimento Global, Educação ambiental, Eventos de Conservação, GreenBond, Marketing na Conservação, Meio Ambiente, Mudanças Climáticas, Notícias | No Comments

O que é?

A World Economic Forum (WEF) é uma organização sem fins lucrativos que reúne os principais líderes empresariais e políticos de todo o mundo para moldar e discutir questões urgentes enfrentadas, incluindo saúde e meio ambiente. O evento acontece no início de cada ano. A última reunião aconteceu entre os dias 21 e 24 de janeiro de 2020 em Davos, na Suíça. Nela, participaram cerca de 829 oradores públicos e foram discutidos 7 temas, segundo o próprio site da World Economic Forum.

 

Foto da World Economic Forum/Davos, Suíça

 

Discussões

Como já estava previsto, o assunto ‘meio ambiente’ prevaleceu no debate do fórum. Eventos marcantes como o discurso de Donald Trump e da ativista sueca Greta Thunberg foram destaques. O presidente dos EUA, Donald Trump, se comprometeu à proposta de plantar ‘3 trilhões de árvores’, mas não foi além. Em seu discurso, ressaltou que “Precisamos rejeitar os profetas perenes da destruição”.

Em contrapartida, Greta Thunberg manteve seu discurso de 2019, dizendo que “Plantar árvores é bom, mas não só isso”. “É preciso parar de inflamar as chamas de nossa casa”, ressaltou a jovem ativista. Citou os incêndios da floresta amazônica também.

O atual ministro da economia, Paulo Guedes, participou do painel sobre o futuro da indústria e afirmou que “Aumentar os investimentos do país, prevalecendo a qualidade de vida da população, é uma preocupação do governo”. Em um de seus discursos, disse que “As pessoas destroem a natureza em busca de alimento”. Enfatizou também a adesão de compras internacionais, abrindo o mercado para empresas internacionais interessadas em participar de licitações públicas.

Não é uma decisão política ou um planejamento de plantar árvores que resolveria todo problema ambiental do mundo. Tanto empresas quanto pessoas precisam estar conscientizadas sobre a criticidade e o senso de urgência ambiental que estamos enfrentando. Essas mudanças precisam começar pelo governo, mas é algo colaborativo também, ou seja, é preciso mudar a cultura das pessoas e empresas a favor do meio ambiente.

Temas abordados no #wef20

Os 7 temas abordados foram: além da geopolítica, futuros saudáveis, sociedade e futuro do trabalho, como salvar o planeta, melhores negócios, economias mais justas e tech for good, descritos abaixo:

Além da geopolítica: assunto muito importante, que é a colaboração global consumada, ou seja, as nações terão que mudar e estamos ‘todos juntos nisso’. Por exemplo, no Acordo de Paris, para limitar as mudanças climáticas, ou quando reverteram o esgotamento da camada de ozônio.

Futuros saudáveis: ressalta sobre gastos globais que aumentaram na área da saúde. Problemas como saúde mental e físicas foram discutidas. Apesar do salto da ciência médica, ainda possuem um sonho através da tecnologia: a medicina de precisão. Como identificamos e resolvemos os principais desafios da saúde, garantindo um acesso justo a todos?

Sociedade e futuro do trabalho: mostra a tecnologia a favor do conhecimento e das facilidades que proporcionou para a humanidade. Mas além disso, questiona sobre a Quarta Revolução Industrial e seu longo e prejudicial período de deslocamento. Podemos ver isso chegando, sabemos que teremos que refazer, então como podemos resolver isso?

Como salvar o planeta: um assunto tão delicado e urgente chega à pauta do evento. O planeta está pedindo socorro. Estamos perdendo espécies, a Terra está ficando mais quente, o gelo está derretendo, os oceanos estão subindo e se enchendo de plástico, além dos gases de efeito estufa. Por onde começar?

Melhores negócios: aborda a mudança de pensamento das empresas, no âmbito tecnológico e social, para que se tornem organizações sustentáveis e inclusivas. O que uma empresa inteligente deve fazer?

Economia mais justas: sobre o aumento na desigualdade entre as nações, além do agravante de cenário causado pelas novas tecnologias. Como remodelamos as economias para que o crescimento beneficie muitos e não apenas os poucos e, assim, garanta que o extraordinário mecanismo de desenvolvimento humano que construímos seja sustentável?

Tech for good: debate a velocidade das novas tecnologias, questiona o que é ser humano e as mudança de dilemas éticos. Como nos reunimos para concordar com as regras sobre fatores como: bebês geneticamente modificados, os robôs da guerra e os algoritmos que determinam nossas chances de vida?

Consequências para o futuro

Não é possível prever o futuro, mas podemos especular algumas situações de acordo com as ações e decisões tomadas. Não é preciso ser especialista para entender que os países buscam interesses para si mesmos. Tudo que possa impactar na economia de um país, não é bom. Algumas mudanças radicais a favor do meio ambiente, além de uma mudança cultural, exige iniciativas de empresas. Empresas e indústrias de diversos setores são, sim, causadores da destruição do meio ambiente. Mas por quê? A mudança que precisa acontecer de dentro de uma indústria química, por exemplo, gera gasto. Se não existe uma lei ou alguma decisão governamental para que essas mudanças aconteçam, não são árvores que vão resolver o problema do planeta.

Ativistas como Greta Thunberg são essenciais para chocar e, por meio da mídia, mostrar para a população a realidade que estamos enfrentando. Esperamos que no decorrer deste ano, mudanças aconteçam.

 

Greta Thunberg no fórum/Foto do site ‘The World Economic Forum’

Nova lei proíbe o fornecimento de produtos plásticos em São Paulo

By | Aquecimento Global, Conservação, Educação ambiental, Meio Ambiente, Notícias | No Comments

Mais uma vitória para o meio ambiente! Ontem (13/01), em São Paulo, foi sancionada a lei que proíbe o fornecimento de plásticos descartáveis em estabelecimentos comerciais. São Paulo se uniu à outras cidades do Brasil e do mundo que são a favor do combate à poluição plástica. Os estabelecimentos terão bastante tempo para se adequarem à nova lei, que entrará em vigor dia 01/01/2021. Os descartáveis deverão ser substituídos por similares fabricados por material biodegradável, compostável ou reutilizável. Essa medida vale para estabelecimentos em geral, como: restaurantes, bares, padarias, hotéis, buffets e casas de festas infantis, clubes noturnos, salões de dança, eventos culturais ou esportivos.

Foto: Rich Carey/Shutterstock

O que muda com a lei?

Já passou da hora de nos preocuparmos com o plástico, um dos maiores problemas ambientais. Segundo a subprefeitura, o material corresponde a cerca de 17% de resíduos que vão parar em aterros sanitários. Agora, imagina essa quantidade no país todo ou no mundo todo? Sim, é muito plástico! A lei, além de favorecer a luta pelo meio ambiente, incentiva outros estados a aderirem à causa, pelo fato de ser sancionada na maior cidade do país. A ideia é que acabe se tornando uma luta nacional, uma ação popular. Com isso, pessoas e empresas deverão se habituar com a nova lei, pois trata-se de uma mudança cultural.

Segundo o prefeito da cidade de São Paulo, Bruno Covas, a lei que proibiu os canudos plásticos, sancionada em junho de 2019, preparou a população para novos avanços. “Essa sanção social vem com uma mudança de padrão para evitar a explosão dos gases de efeito estufa presentes nos aterros sanitários”, destacou o prefeito.

Sendo assim, caso a lei não seja cumprida, a primeira instância será de advertência e intimação para regularizar a atividade, até multa e fechamento administrativo do estabelecimento, após sexta atuação.

 

Qual o nosso papel como sociedade?

Precisamos nos adaptar, isso é um fato. Essa mudança cultural precisa acontecer o quanto antes, pois está tarde e já estamos sofrendo com as consequências de tudo isso. A lei, que obriga os comércios a seguirem a nova legislação, pode ser o pontapé para a conscientização. Essa educação ambiental não serve somente para plásticos descartáveis, mas também para analisarmos o uso desse material em outras ocasiões. E você, o que está fazendo para ajudar o meio ambiente?

Foto: Juni Kriswanto/AFP

Incêndios na Austrália: entenda a gravidade

By | Aquecimento Global, Desastre Ambiental, Meio Ambiente, Mudanças Climáticas | No Comments

A Austrália é hoje o foco das atenções do mundo devido às catástrofes climáticas que vem enfrentando. Há meses, incêndios florestais devastam áreas enormes de florestas por todo o país, sendo considerada a pior onda de incêndio da história para os australianos.

 

Helicóptero despejando água durante o incêndio. Fonte: Reprodução G1

Causas do incêndio

 

Diferente do Brasil, a maioria dos incêndios na Austrália são provocados por causas naturais, surgindo da combinação de temperaturas acima dos 40 graus, ventos fortes e tempo muito seco. Lá, os incêndios são comuns e acontecem todos os anos. Porém, a situação tem ficado mais complicada com o passar dos anos, devido ao efeito direto das mudanças climáticas do aquecimento global.

 

Canguru fugindo do incêndio. Fonte: G1

 

Dois dos principais fenômenos que controlam o clima, tem influência direta nos incêndios. Os fenômenos são conhecidos como: DOI (Dipolo do Oceano Índico) e MAS (Modo Anular Sul).

O DOI é a oscilação de temperatura no mar ao leste e oeste do oceano Índico. Quando a combinação da diferença na temperatura da superfície do mar indicam índices positivos, significa que haverá menos chuvas na Austrália. Já o MAS, é o movimento norte-sul do cinturão de ventos. Quando os índices são negativos, também significa menos chuvas na região.

Em 2019, o cenário foi uma combinação de DOI (+) e MAS (-), ou seja, os extremos para pouca chuva. Somado às altas temperaturas, geraram este cenário desolador. É um efeito raro, porém foi intensificado pelo aquecimento global.

 

Números da catástrofe

 

Nestes 4 meses de fogo contínuo, autoridades e pesquisadores estimam que:

  • Cerca de 500 milhões de animais morreram (entre mamíferos, anfíbios, aves, répteis…);
  • 1/3 da população de coalas foi dizimada;
  • Mais de 100.000 pessoas desalojadas de suas casas;
  • Mais de 25 pessoas mortas;
  • Mais de 8 milhões de hectares queimados.

 

Canguru carbonizado após passagem do fogo. Fonte: Internet

Diferença entre a Austrália e o Brasil

 

Incêndios florestais não são um problema apenas na Austrália. Recentemente, passamos por um período grave de focos de fogo por todo o país. As queimadas ficaram mais evidentes na Amazônia, mas também afetaram gravemente o Pantanal e Cerrado.

No Brasil, a maior parte dos incêndios registrados foram na Amazônia, uma mata úmida que não pega fogo naturalmente. Aqui, a maioria dos incêndios são criminosos, colocados para a limpeza de área previamente desmatadas. Ou seja, boa parte dos incêndios na Amazônia ocorreram em áreas onde as árvores já foram derrubadas.

Já na Austrália, os incêndios consomem florestas em pé – lembrando que o desmatamento é a principal causa do aquecimento global. A maior parte das queimadas acontecem por causas naturais, assim como no Cerrado brasileiro. Porém, estão sendo intensificadas e mais extensas devido às alterações climáticas dos últimos anos.

 

Entenda melhor a diferença nesta arte criada pelo Hugo Fernandes, do Instagram @hugofernandesbio

 

A situação na Austrália é gravíssima! A tendência é que os próximos anos sejam mais perigosos, pois a cada ano que passa, as condições para o fogo tem ficado mais propícias. As mudanças climáticas não estão batendo em nossa porta, estão invadindo e devastando tudo pela frente. Não há mais tempo para negacionismo, precisamos agir já!

 

Um milhão de espécies de plantas e animais estão ameaçadas de extinção

By | Animais ameaçados de extinção, Aquecimento Global, Conservação, Desastre Ambiental, Meio Ambiente, Mudanças Climáticas | No Comments

Um milhão de espécies de animais e plantas estão ameaçadas da extinção. Esse é o dado conclusivo divulgado no relatório de 1.800 páginas pela Plataforma Intergovernamental de Políticas Científicas sobre Biodiversidade e Serviços de Ecossistema (IPBES), da Organização das Nações Unidas (ONU). O levantamento teve a participação de 145 pesquisadores espalhados por 50 países, e está sendo considerado o mais complexo e abrangente estudo sobre perdas do meio ambiente.

O leopardo-das-neves é uma das espécies mais raras de felinos do mundo, também em risco de extinção. Foto: Abujoy/ Creative commons

Analisando mais de 15 mil pesquisas científicas e dados governamentais, foram identificados os cinco principais motivos para tamanho impacto sobre a vida de tantas espécies: perda do habitat natural, exploração dos recursos naturais, mudanças climáticas, poluição e espécies invasoras.

Entre os números apontados estão a queda de 20%, desde 1900, na média de espécies nativas nos principais habitats do planeta – atualmente, mais de um terço dos mamíferos marinhos estão ameaçados, por exemplo; e a duplicação das emissões de gás carbônico no mundo desde 1980, o que elevou a temperatura média do planeta.

Com dificuldades para conseguir caçar focas, ursos-polares podem morrer de fome – Foto: Andreas Weithpolar/ Creative Commons

O estudo também alerta, entre outros temas, para a pesca desenfreada: segundo o relatório, em 2015, 33% da vida dos mares estava sendo pescada em nível insustentável. E outros vários pontos importantes, como a poluição causada pelos plásticos, que
aumentou dez vezes desde 1980, e a influência dos fertilizantes em áreas costeiras, que já produziram uma área de “zona morta” oceânica maior que o Reino Unido.

A ingestão de plástico já foi registrada em mais de 240 espécies.  Na foto, uma tartaruga Verde (Chelonia mydas) com um saco de plástico próximo a boca, no recife de Moore, Austrália. A sacola foi removida pelo fotógrafo antes que a tartaruga tivesse a chance de comê-la.
Foto: Troy Mayne/ WWF/ Divulgação

No fim, se resta um caminho de otimismo, o estudo indica que há caminhos objetivos e reais para um trabalho que implemente regras e conceitos de produção mais sustentável. Por exemplo, uma agricultura mais planejada e a redução do desperdício
de alimentos, o que já impactaria vários dos pontos levantados como problemáticos.

Uma certeza nós temos: só temos este planeta, se não cuidarmos dele agora, pode ser tarde demais no futuro.

Hora do Planeta 2019: sábado é dia de apagar as luzes contra as mudanças climáticas

By | Aquecimento Global, Conservação, Desastre Ambiental, Meio Ambiente, Mudanças Climáticas, Notícias | No Comments

Você ficaria uma hora no escuro em um ato simbólico pela Terra? No próximo sábado (30) das 20h30 às 21h30 o WWF convida todos para apagarem as luzes durante a Hora do Planeta, um ato simbólico contra as mudanças climáticas e seu impacto na biodiversidade e na vida das pessoas que ajuda na criação da consciência sobre a importância de ações sustentáveis.

A iniciativa, criada em 2007, em Sidney, na Austrália, engaja cada vez mais cidades ao redor do mundo a cada ano. Em 2018, a Hora do Planeta teve a participação de cidades e municípios em 188 países e territórios, contabilizando mais de 17 mil ícones ou monumentos apagados. O Brasil teve uma grande participação, envolvendo mais de cem cidades e 1500 monumentos.

No site do WWF Brasil é possível acompanhar todos os desdobramentos da campanha e adesões. Também dá pra acessar materiais de divulgação e saber das ações de engajamento. Pelo mapa da participação é possível saber que cidades já confirmaram presença no movimento.

Aquecimento global: ursos-polares famintos invadem arquipélago russo

By | Animais ameaçados de extinção, Aquecimento Global, Conservação, Meio Ambiente, Mudanças Climáticas, Notícias | No Comments

Ursos-polares famintos reviram o lixo em busca de comida no arquipélago de Nova Zembla, na Rússia – Foto: The Sun/Reprodução

Ursos-polares invadiram e deixaram a pequena cidade de Belushya Guba, localizada no arquipélago de Nova Zembla, na Rússia, em estado de emergência. Os animais estavam famintos, reviravam lixeiras e vasculhavam prédios à procura de comida (veja o vídeo do The Guardian abaixo).

Mais de 50 ursos foram avistados na região, deixando os 2.500 moradores do vilarejo assustados e com medo de sair nas ruas e mandar seus filhos para a escola.

Os animais começaram a chegar em dezembro. Cercas foram colocadas ao redor de alguns locais para proteção. No entanto, os ursos não se intimidam mais com policias, cachorros e sirenes que eram utilizados para afastá-los anteriormente.

Especialistas foram enviados ao local para sedar os animais e retirá-los do vilarejo, já que a caça de ursos é proibida na Rússia, e a agência federal de Meio Ambiente negou autorizações para abatê-los. Porém, segundo as autoridades locais, no caso de todas as medidas falharem, o abate pode ser a única solução.

O urso-polar (Ursus maritimus) é considerado vulnerável pela IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês) e se tornou o grande símbolo na luta dos conservacionistas contra o aquecimento global – Foto: Schliebe, Scott/ Domínio público

Ursos-polares x Aquecimento global

Classificado como vulnerável segundo a Lista Vermelha de animais ameaçados de extinção da IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês), o urso-polar sofre cada vez mais com o aquecimento global. Atualmente, o mar congela cada vez mais tarde e derrete cada vez mais cedo. Isso faz com que os animais tenham menos tempo para caçar focas, seu principal alimento.

Com menos tempo sob o gelo, os ursos são forçados a nadar distâncias cada vez maiores até encontrar uma foca descansando na superfície. Com isso, eles perdem mais energia caçando do que ganham ao se alimentarem e são forçados a procurar outras formas de se alimentarem. Esses desequilíbrio energético pode ser fatal e, se o degelo continuar, o destino da espécie pode ser a extinção.

Com dificuldades para conseguir caçar focas, ursos-polares podem morrer de fome – Foto: Andreas Weithpolar/ Creative Commons

Com objetivo de chamar a atenção para os desafios enfrentados pelos ursos-polares num Ártico cada vez mais quente, a Polar Bear International (Urso Polar Internacional) organiza o Dia Internacional do Urso-Polar (International Polar Bear Day), celebrado em 27 de fevereiro.

A ong estimula as pessoas a usar menos energia produzida por combustíveis fósseis porque reduzir as emissões de carbono pode retardar e até impedir o aquecimento global e salvar o gelo marinho que os ursos polares necessitam para caçar com eficiência.

Segundo relatório da ONU sobre as mudanças climáticas, é preciso reduzir nossas emissões de carbono ou as pessoas terão que enfrentar desastres naturais, desde secas e inundações até grandes tempestades. Ou seja, enfrentar o aquecimento global não é só benéfico para nós, mas é essencial para a humanidade.