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coronavírus

Durante a quarentena, animais selvagens voltam a ocupar espaços antes tomados por humanos

By Conservação, Educação ambiental, GreenBond, Marketing na Conservação, Meio Ambiente, Mudanças Climáticas

Com o surto da pandemia do COVID-19, muitos países decretaram isolamento social, fazendo com que milhões de pessoas deixassem de circular em locais públicos. Porém, o pode ser ruim para uns, é o oposto para outros. Você acredita que esse isolamento de nós humanos está trazendo benefícios para a natureza?

Foto de Stefan-elbe

 

Diante de tantos acontecimentos negativos, percebemos algo animador: a natureza está respondendo de uma forma positiva ao caos!

O isolamento e a redução da quantidade de pessoas nas cidades permitiu que a vida selvagem voltasse a ocupar os espaços antes tomados por multidões, mesmo que de forma tímida. Selecionamos alguns exemplos de como a fauna tem ocupado espaços antes tomados por nós, confira abaixo:

Vida selvagem volta a ativa na Inglaterra

Toupeiras, estão aparecendo com maior frequência em trilhas que antes ficavam lotadas de pessoas. A calmaria acaba liberando a vida selvagem para novos locais em busca de comida e para ocupar território!

Toupeira/Wikimedia Commons

 

Jake Fiennes, gerente de conservação da reserva natural nacional de Holkham, disse que sua equipe estava empolgada em registrar o que está acontecendo na praia de Norfolk/Inglaterra:

“Temos um número anual de visitantes superior a um milhão e, de repente, no pico da época de reprodução, eles não estarão aqui. A natureza está apenas dizendo: ‘Ahhh, agora é tudo para nós mesmos’”.

Com o isolamento, os funcionários da reserva notaram mais gaviões, furões e veados nas trilhas, que antes eram cheias de visitantes:

“O maior impacto que poderemos ver será nas aves costeiras”, disse Fiennes. Ele espera que a paralisação seja positiva para os pássaros que nidificam na praia”

Foto: Ernie Jane /Alamy

 

Tartarugas retomam praias na Índia

Nas costas Indianas, sem turistas, tartarugas retornam em grande quantidade para fazer seus ninhos! Sem turistas nas costas de Odisha, na Índia, e sem caçadores furtivos que costumam caçá-las nesse período, as tartarugas-oliva (Lepidochelys olivacea) retornaram em centenas nas praias de Gahirmatha e Rushikulya Rookery. O bloqueio adotado pelo país permitiu que as criaturas se reproduzam nas melhores condições. Embora a presença deles fosse esperada, milhares de espécimes se espalharam pela praia Rushikulya em menos de uma semana.

Foto: revista pazes/tartarugas retornando para a praia

 

Vida nova nos canais de Veneza

Conhece os canais de Veneza, na Itália? Um fato curioso é que mesmo sendo canais navegáveis, principalmente para o turismo, trata-se de um esgoto a céu aberto.

Devido à quarentena, houve uma drástica redução no fluxo de pessoas nas cidades do país. Gôndolas deixaram de circular nos canais da cidade, e sem circulação de pessoas, a água dos canais, normalmente turvas, ficaram translúcidas ao ponto de peixes ficarem visíveis. Com isso, foi possível avistar golfinhos nos canais, que antes era quase impossível.

Foto: internet

 

Mas não se engane, nem tudo são flores. Segundo conservacionistas, o impacto não é totalmente positivo: alguns crimes contra a vida selvagem acabam passando batidos, já que algumas autoridades estão impossibilitadas de realizar o monitoramento.

Fatos como estes citados acima nos colocam para pensar no quanto a vida humana interfere na vida selvagem. Bastou algumas semanas em casa para que a natureza comece a dar as caras e revelar o quanto interferimos em seu curso natural.

Marketing aplicado na conservação em tempos de coronavírus

By Conservação, Educação ambiental, GreenBond, Marketing na Conservação, Meio Ambiente

Caos. Essa é, provavelmente, a primeira palavra que vem à nossa mente quando pensamos em coronavírus. Notícias ruins aparecem de todos os lados: saúde, educação, segurança, economia e sociedade. O mundo contemporâneo está vivendo experiências nunca antes vistas, sofrendo consequência impensáveis e sendo obrigado a se reinventar. Então, no meio de tantos acontecimentos negativos, essa é a notícia boa: o mundo está sendo obrigado a se reinventar.

 

Foto: Stephanie Keith/Getty Images

 

O que pode ser mais a cara do marketing do que a necessidade de “reinvenção”? O que nós, profissionais da área, aprendemos o tempo todo? Aprendemos a inovar! Pois bem, é em momentos como este que o nosso dom floresce, nossas estratégias se fortalecem e os resultados ganham significados ainda mais importantes. Com o marketing aplicado na conservação não seria diferente. 

 

Olhos voltados aos animais silvestres  

 

Infelizmente, a origem do COVID-19 está muito mais atrelada à não conservação da fauna do que gostaríamos. As hipóteses mais debatidas são pautadas em experiências que envolvem o consumo de animais silvestres. Entre eles: morcego, pangolim, etc. Segundo algumas – ou muitas – fontes científicas, a ingestão direta desses animais pode ter ocasionado a contaminação de seres humanos na China, visto que são iguarias apreciadas na culinária local. O que antes era um problema regional, acabou tomando proporções exacerbadas e tornou-se uma pandemia. 

 

Foto: REUTERS/Kham/File Photo/Reuters

 

Apesar de ser um acontecimento bastante triste, ele trouxe à tona um assunto pouco visto e que precisa, sim, ser debatido: a caça e o tráfico de animais silvestres. Infelizmente, os homens precisaram sentir na pele os riscos desta prática para dá-la um pouco mais de atenção. É diante deste cenário que o marketing, principalmente focado na conservação, se faz necessário. A divulgação da mensagem, informação e educação ambiental caem como uma luva para a situação.  

Os animais selvagens existem para viverem livres na natureza, não para serem caçados, exibidos como troféu e muito menos apreciados na culinária. Os seres vivos e ecossistemas precisam coexistir de forma a respeitar seu ciclo natural. Qualquer interferência indevida pode causar grandes estragos. É essa mensagem que a comunicação deve disseminar. 

 

Fortalecimento do digital

 

Apesar de parecer o fim do mundo, momentos críticos também afloram um sentimento lindo dentro dos seres humanos: a solidariedade. Para salvar uns aos outros, boa parte da população mundial assumiu o compromisso de ficar em suas casas, diminuindo as chances de propagação do vírus. Mas, mesmo que fique cada um na sua, a comunicação entre pessoas não pode simplesmente desaparecer. Por isso, todos aumentamos consideravelmente o uso da internet. Invenção, essa, que nos permite sentir um pouco mais conectados aos que estão longe.

 

Foto: Reprodução

 

Já que estão todos na internet, qual é a melhor forma de disseminar a minha causa? Isso mesmo, na internet! O momento é ótimo para apostar em marketing digital e explorar ferramentas que antes não faziam tanto sentido. Informação relevante é sempre bem-vinda, principalmente quando ela aparece “na nossa cara” sem precisar de esforço. 

Se possível, transmita mensagens leves, positivas e entregue ao seu público um momento de “respiro” diante de tanta notícia ruim. Frequência e consistência também são fundamentais. 

 

Captação de recursos 

 

Dentre todas as janelas de oportunidade abertas, uma mais antiga acabou se fechando temporariamente: a captação de recursos. A crise na economia pode prejudicar significamente o setor de doações nos projetos de conservação. Será preciso repensar os métodos de arrecadação, o destino do capital obtido e aparar algumas arestas. 

No entanto, ao contrário do que se pensa, a comunicação não deve ser uma dessas arestas aparadas. Ela pode parecer menos importante num primeiro momento, mas se analisarmos com racionalidade, é ela quem vai manter seu projeto de pé para arrecadar recursos suficientes quando a economia se reerguer. Manter uma comunicação sólida, frequente e impactar seu público-alvo com informações relevantes durante esse tempo, vai fortalecer sua causa na mente das pessoas. Quando o caos terminar e eles sentirem que precisam fazer mais pelo mundo, lembrarão de você na mesma hora.  

Enfim, a necessidade de reinvenção está em alta, todos – ou pelo menos a maioria – estão com tempo o suficiente para repensar alguns hábitos de suas vidas. A busca por um propósito e por formas de melhorar o mundo se faz cada dia mais forte. Essa é a nossa chance de mostrar a eles que a conservação pode E DEVE virar prioridade. Agarre a oportunidade com unhas e dentes!

Papo de cobra: descomplicando a linguagem científica

By Conservação, Educação ambiental, GreenBond, Marketing na Conservação, Meio Ambiente, Projetos de conservação

O que você faria caso fosse picado por uma cobra? Sabe quais procedimentos seguir? Aqui, vamos contar um pouco da história e dos projetos do Cláudio Machado, dono do canal no Youtube Papo de cobra!

 

Quem é Cláudio?

 

Cláudio Machado é biólogo/herpetólogo (especialista em répteis e anfíbios), mestre em comunicação, informação e saúde, e doutor em medicina tropical. Atualmente, trabalha como biólogo no Instituto Vital Brazil, localizado em Niterói/RJ. O órgão, assim como o Instituto Butantan, é responsável pela produção de soro antiofídico no país, medicamento no tratamento de picadas de cobras. Além de tudo isso, Cláudio também é youtuber, um de seus projetos para divulgar a ciência para a população.

 

Foto: acervo de Cláudio Machado

 

Criou o canal no Youtube chamado ‘Papo de cobra’, que atualmente está com aproximadamente 27.700 inscritos. Nele, conversa sobre serpentes e animais peçonhentos com o objetivo de popularizar o tema, visando difundir conhecimentos e ajudar na prevenção de acidentes.

“A intenção de criar o ‘Papo de cobra’ foi ver que temos na população um grande desconhecimento em relação à prevenção de acidente ofídico. Seja da população de uma forma geral e até mesmo de profissionais de saúde.” diz o biólogo.

Sua motivação é ajudar as pessoas de forma acessível e gratuita. Como sempre estudou e trabalhou em organizações públicas, entende que essa é uma maneira de retribuir esses 30 anos de esforços para a população!

 

Foto: youtube, canal papo de cobra

 

Projetos

 

Além do seu canal no Youtube, recentemente foi autor de  um aplicativo inovador para a saúde pública, capaz de ajudar as pessoas que foram picadas por cobras localizarem um centro médico que tenha o soro antiofídico com mais rapidez.

 

Foto: Gustavo Figueiroa

 

Sobre a criação do app, explica que: “Não entendo de programação, até que um seguidor meu no Twitter, Gonçalo Franco, se dispôs a fazer esse aplicativo gratuitamente. Pegamos os dados do Ministério da Saúde, que são dados públicos. Ele criou o aplicativo com esses dados para facilitar e distribuir para a população gratuitamente. Todos que tem um celular, podem encontrar um polo de atendimento mais próximo. Na verdade, não inventamos a roda, apenas pegamos o que já existia na internet, que era a lista de polos e aplicativos de geolocalização e juntamos em um app só. Juntamos informações que estavam em vários sites, como: Instituto Butantã, Instituto Vital Brasil e do próprio Ministério da Saúde.”

 

Divulgação e patrocínios

 

Com a ideia inicial de divulgação científica para a criação de seu canal, o gargalo continua sendo a falta de financiamento e patrocínio. A falta de apoio é tão alta, que está encontrando dificuldades no lançamento de seu livro.

“Todos que fazem divulgação científica no Brasil, estão passando por essa fase. A ciência está sendo muito questionada. Nunca imaginei que ia chegar uma época que precisaríamos ir à televisão provar que a terra é redonda ou que uma vacina não causa autismo. Então estamos passando por uma fase muito complicada, tem muito para-ciência e muita fake news. Cada vez mais temos que passar por uma provação para mostrar como a ciência é importante e estamos vivendo um pouco disso. O Coronavírus está nos fazendo repensar muita coisa: temos que aprender a lavar a mão em pleno século XXI, fazendo vídeos ensinando como lavar, porque as pessoas não sabem.”

 

Planos para o futuro

 

Seu projeto para o futuro é manter o canal com vídeos semanais e manter o grupo no Twitter para responder perguntas. Além disso, quer começar a escrever e lançar livros sobre o assunto. O primeiro passo é o lançamento de sua primeira obra, que está em andamento. Já para o aplicativo, quer melhorá-lo, mas vai depender do quanto de ajuda terá.

“Faço tudo isso sozinho e nem sempre é tão fácil. Quem sabe alguém me apoia, para aumentar a divulgação. Qualquer tipo de apoio, seja viabilizando situações ou financeiramente, ajuda muito. Como por exemplo: editores, editoras de televisão, canais na internet ou qualquer pessoa que queira ajudar, é interessante. O projeto futuro é isso: ampliar essa ação e partir para os livros.”

 

Na luta contra o Coronavírus

 

Recentemente, junto com outros youtubers, começou a campanha ‘#FiqueEmCasa e Lave As Mãos #Comigo’, incentivando as pessoas a lavarem suas mãos e ficarem em casa, para evitar a proliferação e transmissão do vírus!

 

Foto: youtube, canal papo de cobra

 

Entre tantos projetos em andamento e futuros, é perceptível a intenção de sempre pensar em ajudar a população gratuitamente. Nós do #Bond apoiamos suas iniciativas e projetos! Para acompanhá-lo, siga em suas redes sociais e se inscreva no canal Papo de cobra, no youtube!