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FICHA ANIMAL: Lontras

By Animais ameaçados de extinção, ficha animal, GreenBond

Com certeza você já se deparou com imagens belíssimas das lontras. Certo? Mas você sabia que elas não são todas iguais? A verdade é que existem 13 espécies diferentes e apenas 2 delas ocorrem aqui no Brasil. Se você quer saber um pouco mais sobre a diversidade, vida e ameaças desses animais, continue acompanhando aqui e veja a sua ficha animal!

Características

As lontras são animais carnívoros pertencentes à família dos mustelídeos, que inclui não só essas ilustres criaturas, mas as doninhas, texugos e furões. Existem 13 espécies de lontras ao redor do mundo, podendo ser encontradas em muitas regiões dos continentes americano, asiático, africano e europeu.

Apesar das diferentes espécies, a aparência delas são bem semelhantes e por isso, você provavelmente consegue reconhecê-las a partir dos corpos e cauda alongados, pelos amarronzados macios e densos, além das orelhas e narizes curtos. Mas a biologia delas está muito além dessas características… quer ver?

Lontra canadensis. Foto: Sarah Killingsworth

As lontras são consideradas semi aquáticas, pois apesar de passarem uma boa parte de suas vidas nas águas doces ou salgadas (a depender da espécie), usam o ambiente terrestre para cavar tocas onde darão à luz a seus filhotes. Quando estão nos ambientes aquáticos, contam com um conjunto de adaptações que as permitem ser ótimas nadadoras, como a cauda longa e robusta, as membranas interdigitais e a capacidade de fechar as narinas e ouvido enquanto estão mergulhando.

As espécies marinhas que habitam as águas frias do Oceano Pacífico contam com  uma pelagem considerada a mais grossa dentre todos os mamíferos. Ela é formada por duas camadas: a primeira e mais longa é impermeável, enquanto a segunda é mais curta, mas recoberta por cerca de 1 milhão de pelos por centímetro quadrado em algumas regiões do seu corpo. Essa incrível adaptação é essencial para a sobrevivência delas. 

Foto: Jéssica dos Anjos

Alimentação

As lontras usam táticas diferentes para capturar suas presas, mas a maioria delas perseguem ferozmente o seu alvo pela água e as apanham pela boca ou ainda, com a pata dianteira. Todas têm em comum o uso dos dentes fortes e afiados para triturarem o seu alimento. 

Foto: Araquém Alcântara

O cardápio desses animais é bem similar, uma vez que são conhecidos como caçadores especialistas em peixes e crustáceos. 

As espécies marinhas que habitam as águas costeiras do Pacífico ainda conseguem se aproveitar dos invertebrados de casca dura, como os ouriços-do-mar, mexilhões e caranguejos. Se os dentes não lhe são suficientes, não faltam engenhocas para se lambuzarem dos petiscos: para abrir mariscos, elas flutuam de costas na água e com a ajuda de uma pedra, esmagam os moluscos até que ele se abra! 

Reprodução

Muitas das espécies apresentam um comportamento monogâmico, isto é, uma vez formado o casal, permanecem fiel um ao outro por toda a vida. Já o tempo de gestação das mamães lontras varia entre as espécies, mas com um número médio de dois filhotes por período reprodutivo.

Um doce momento entre um casal da espécie Lontra-asiática-de-garras-pequenas Foto: Rafael Wilson

Quando nascem, os filhotes não conseguem abrir o olho e por aproximadamente um ano, são dependentes dos cuidados parentais exclusivos da mãe – nestes animais, os machos não exercem nenhuma função durante a criação dos pequenos.

Ameaças

Como vocês viram, a pelagem desses animais é densa e macia… por isso, há alguns anos, chegaram ao ponto de quase extinção devido à caça excessiva. Ainda que com o passar do tempo, tenham criado muitos projetos de conservação para elas, a poluição e fragmentação dos habitats ainda são fatores preocupantes. De acordo com a Lista Vermelha da IUCN, das 13 espécies existentes, 2 estão categorizadas como Vulnerável (VU), 5 como Em Perigo (EN) e 5 como Quase Ameaçada (NT).

As espécies…

No Mundo
  • Aonyx cinereus – Lontra-asiática-de-garras-pequenas

Foto: Biodiversity4all

Essa espécie é conhecida pelo seu carisma! Esses animais são bem sociáveis e formam grupos familiares dinâmicos e brincalhões com até 20 indivíduos. São monogâmicos e, por isso, quando atingem a maturidade sexual, formam pares que se estendem durante toda a vida!

Infelizmente, elas se encontram categorizadas como Vulnerável (VU) na Lista Vermelha da IUCN.

  • Lutrogale perspicillata – Lontra-de-pelagem-lisa

Foto: Tomás Najer

Os indivíduos dessa espécie são principalmente noturnos e formam grandes grupos e juntos, vão à caça dos mais variados peixes, camarões, sapos, caranguejos, insetos e até mesmo, aves. Além disso, possuem a pelagem mais lisa e curta comparada às demais espécies.

De acordo com a Lista Vermelha da IUCN, elas se encontram categorizadas como Vulnerável (VU).

  • Lutra sumatrana – Lontra-de-nariz-peludo

Foto: Thai National Parks

Ela é encontrada em áreas costeiras e em rios maiores do interior do Sudeste Asiático. Infelizmente, essa é uma das espécies de lontra mais raras. Até o ano de 1998, imaginava-se que ela já havia sido extinta devido à caça furtiva, mas desde então, pequenas populações foram descobertas.

De acordo com a Lista Vermelha da IUCN, elas se encontram categorizadas como Em Perigo (EN).

  • Hydrictis maculicollis – Lontra-de-pescoço-manchado

Foto: The Phoenix zoo

Essas são facilmente distinguíveis das demais por conta das manchas brancas que colorem os seus lábios superiores ou pescoço…, mas o curioso é que nem todos os indivíduos as possuem! Uma das características mais marcantes delas é a sociabilidade: já foram avistadas brincando com outros indivíduos e sozinhas!

De acordo com a Lista Vermelha da IUCN, elas se encontram categorizadas como Quase Ameaçada (NT).

  • Lutra lutra – Lontra euroasiática

Foto: New Forest Wildlife Park

Esta espécie é a mais amplamente distribuída de todas as lontras, variando da Eurásia até o Círculo Polar Ártico, da Irlanda a Kamchatka, e do sul ao norte da África, Sri Lanka e Indonésia.

A sua dieta variada e adaptada permite que ela habite qualquer corpo d’água não poluída, seja lagos, córregos, rios e lagoas que tenham suprimentos o bastante para saciar sua fome.

De acordo com a Lista Vermelha da IUCN, elas se encontram categorizadas como Quase Ameaçada (NT).

  • Aonyx capensis – Lontra-africana-sem-garras

Foto: Tony Goy

Essa espécie só pode ser encontrada na África, até mesmo nos habitats mais poluídos das vilas e cidades! A única exigência desses animais é uma água doce por perto para se lavar do sal.

De acordo com a Lista Vermelha da IUCN, elas se encontram categorizadas como Quase Ameaçada (NT).

Aonyx  congicus – Lontra-sem-garras-do-Congo

Foto: africanotternetwork.org

Dentre as espécies de lontras, essa é a provavelmente menos estudada e por isso, pouco se sabe sobre ela. Evidências como bigodes reduzidos, garras minúsculas, dentição generalizada e observações esporádicas sugerem que ela é um mamífero terrestre que explora pântanos e florestas.

De acordo com a Lista Vermelha da IUCN, elas se encontram categorizadas como Quase Ameaçada (NT).

  1. Lontra canadensis – Lontra de rio norte-americana

Foto: Maryland Zoo

Esse animal pode ser encontrado nos Estados Unidos e Canadá e é ativa durante o ano todo, até mesmo nos dias de neve!

De acordo com a Lista Vermelha da IUCN, elas se encontram categorizadas como Pouco Preocupante (LC).

  1. Enhydra lutris – Lontra-marinha

Foto: Randall Davis

Se você viu um vídeo ou uma foto de uma lontra e não se aguentou de tanta fofura, muito provavelmente era dessa espécie! Arriscamos em dizer que essa é provavelmente uma das favoritas e mais conhecidas! 

Ao contrário de outros mamíferos marinhos, elas não possuem uma camada de gordura para protegê-las do frio e, por isso, contam com uma pelagem grossa e densa. 

Esses animais fazem parte do cardápio das orcas, tubarões brancos, águias e ursos!

De acordo com a Lista Vermelha da IUCN, elas se encontram categorizadas como Em Perigo (EN).

  • Lontra felina – Lontra-do-mar

Foto: Wikimedia Commons

Essa é a menor lontra dentre todas as outras espécies. Além da Lontra-marinha (Enhydra lutris), ela é a única exclusivamente marinha.

De acordo com a Lista Vermelha da IUCN, elas se encontram categorizadas como Em Perigo (EN).

  • Lontra provocax – Lontra-do-rio-sul

Foto: Animal Life Expectancy

Elas são encontradas perto de habitats rochosos na costa da Argentina e do Chile, vivendo em águas doces com uma abundante vegetação ciliar. Diferentemente da maioria das outras espécies, ela é bem rara e dificilmente avistada.

De acordo com a Lista Vermelha da IUCN, elas se encontram categorizadas como Em Perigo (EN).

No Brasil
  • Lontra longicaudis – Lontra ou Lontra-neotropical

Foto: Caroline Leuchtenberger

Além do Brasil, ela também é encontrada em países como Bolívia, Venezuela, México e Honduras.

Como o seu próprio nome diz, essa espécie apresenta uma cauda super longa (“longi” – longa “caudis” – cauda) que podem medir até 57 cm. Esses animais habitam tanto as águas doces nas regiões de florestas como os ambientes marinhos, como os costões rochosos.

Com uma alimentação bem diversificada, é conhecida por ser uma excelente oportunista: só escapa do seu rango aqueles que forem rápidos o bastante para escapar de seu ataque.

De acordo com a Lista Vermelha da IUCN, elas se encontram categorizadas como Quase Ameaçada (NT).

  • Pteronura brasiliensis – Lontra-gigante ou Ariranha

Foto: Gustavo Figueirôa

Apesar de ser encontrada aqui no Brasil, elas também ocorrem em vários países da América do Sul, como Bolívia, Venezuela, Peru, Paraguai e Colômbia. 

A Lontra-gigante – como o nome sugere – é a maior dentre todas as espécies, atingindo até 2,0 m de largura do nariz à ponta da cauda e pesando cerca de 34 kg.

Esses animais possuem hábitos diurnos e vivem em grandes grupos que dormem, brincam e caçam juntos. 

De acordo com a Lista Vermelha da IUCN, elas se encontram categorizadas como Em Perigo (EN).

 

E aí, quantas dessas espécies você já conhecia? Elas são mesmo criaturas adoráveis!

 

Texto escrito por Aléxia Ferraz

Revisado por Jéssica Amaral Lara 

Desmistificando as serpentes

By ficha animal

Antes de qualquer coisa… Cobra, serpente e víbora é tudo a mesma coisa? Sim e não! Calma que eu vou explicar!

Aqui no Brasil, serpentes e cobras são a mesma coisa. São répteis de corpo alongado, que não possuem patas, rastejam, possuem o corpo coberto por escamas e são ectotérmicas, ou seja, dependem do calor externo para regular sua temperatura. As víboras são serpentes da família Viperidae e compreendem cerca de 360 espécies, entre elas a cascavel e jararaca. 

Mas na real, na real… o nome popular vai ser cobra mesmo e vida que segue. 

 

Foto: Gustavo Gigueiroa. Chironius sp.

 

Importância das serpentes 

Quando pensamos na importância das serpentes, não podemos deixar de falar do controle populacional que ela faz de anfíbios e pequenos roedores. Por se alimentar destes e de outros animais como invertebrados, lagartos e outras serpentes, por exemplo, elas impedem que as populações cresçam sem controle e se tornem pragas.

Além do mais, servem de alimento para outros bichos como corujas, gaviões, siriemas, gambás, entre outros. 

As serpentes também têm uma grande importância na medicina que vai além da produção do soro antiofídico! Pesquisadores descobriram que a peçonha de algumas serpentes podem ter diversos usos farmacêuticos. A peçonha da jararaca, por exemplo, é utilizada para a produção de Captopril, um medicamento para o tratamento de pressão alta! Para saber mais sobre os usos farmacêuticos, clique aqui!

 

Foto: Thiago Marcial de Castro. Bothrops jararaca – Jararaca.

 

Fato ou fake?

Muitas são as histórias envolvendo as serpentes, mas será que elas são verdadeiras ou apenas não passam de crenças populares? Selecionei algumas para conversarmos sobre, bora lá?

 

História 1: As serpentes te atacam independente de qualquer coisa, se ver uma cobra é picada na certa.

Fake! Se você ver uma serpente apenas deixe-a em paz! Se ela estiver em seu caminho, desvie e não a importune. Não há motivos para elas atacarem se nós a deixarmos no canto delas, sem machucá-las ou incomodá-las! Elas irão se defender caso se sintam acuadas ou ameaçadas. 

 

História 2: Ao tentar matar uma serpente, se ela não morrer, ela voltará para se vingar.

Fake de novo! As serpentes não têm essa capacidade de lembrar da sua carinha e nem têm esse desejo de vingança, pode ficar tranquilo! Mais uma vez: elas só vão atacar caso se sintam ameaçadas. O único errado nessa história é quem tenta matar a serpente.

 

Foto: Thiago Silva-Soares. Leptophis ahaetulla – Azulão-boia

 

História 3: As serpentes te hipnotizam.

É mentira! O que pode acontecer é a pessoa ficar paralisada de medo. Isso sim acontece, mas aí não tem nada a ver com a serpente e sim com a resposta do corpo do indivíduo ao medo.

 

História 4: O formato da cabeça da cobra define se ela é peçonhenta ou não. Cabeça triangular é peçonhenta e cabeça ovalada não.

Também é mito! O formato da cabeça não quer dizer nada, a coral verdadeira é peçonhenta e apresenta a cabeça ovalada, já a jibóia possui cabeça triangular e não possui peçonha. Com dois exemplos simples a gente derrubou essa mentirinha.

 

História 5: Para distinguir a coral falsa da coral-verdadeira, é só olhar a barriga, se for branca é falsa.

Mais uma crença para a conta! E essa é complicada viu? Vocês não tem noção da quantidade de padrões de cor que corais-verdadeiras e falsas podem ter!!! 

Olha só esse comparativo que o herpetólogo Marcus Buononato fez para auxiliar na identificação! Difícil distinguir né? 

 

Por: Marcus Buononato.

 

História 6: A caninana corre atrás.

Não! A caninana é uma serpente agressiva quando incomodada e pode dar uma investida na pessoa a fim de assustá-la, além de dilatar o pescoço para parecer mais ameaçadora. Mas daí a sair perseguindo alguém, é demais! Ela também não é uma espécie peçonhenta, então pode ficar tranquilo!

 

História 7: Os anéis do chocalho da cascavel indicam a idade dela.

Quem dera! Na verdade, os anéis do chocalho da cascavel indicam quantas trocas de pele ela já realizou. Em média, é acrescentado um anel ao chocalho a cada duas trocas de pele, e a frequência da troca varia com o tamanho da serpente, disponibilidade de alimento entre outros fatores. 

 

Bom, existem muito mais histórias e crenças sobre as serpentes do que qualquer outra coisa, mas devemos sempre procurar saber se de fato procedem. Essa é única maneira de conscientizar as pessoas de que serpentes não são animais ruins e evitar que mais e mais serpentes sejam mortas por desinformação! 

 

 

Foto: Thiago Silva-Soares. Erythrolamprus poecilogyrus – cobra-d’água.

 

O que fazer caso encontre uma serpente em casa.

Se alguma serpente entrar na sua casa ou no seu carro, você pode ligar para a polícia ambiental, para os bombeiros ou para algum órgão ou instituição capacitada para esse trabalho. 

Se você estiver na zona rural e não conseguir ajuda, você pode tentar removê-la utilizando um rodo e colocá-la o mais longe possível da sua casa. Olha só como nosso biólogo, Gustavo Figueiroa, fez para remover uma cascavel da casa dos pais dele: clique aqui para ver o vídeo. Nos destaques do perfil do Gustavo no Instagram, ele também fala um pouco sobre as cobras e ainda mostra o pai dele removendo outra cascavel que apareceu, sem maiores problemas.

É de extrema importância ressaltar que se você não tiver conhecimento, experiência ou confiança, não manuseie nenhuma serpente pois acidentes podem acontecer.

 

Foto: Thiago Silva-Soares. Crotalus durissus – Cascavel

 

Acidentes ofídicos 

Como eu disse anteriormente, acidentes acontecem e saber o que fazer nesses casos é de extrema importância! Primeiramente mantenha a calma! Lave a região com água e sabão, se mantenha hidratado, não faça torniquetes, não tente chupar o veneno e não faça mais cortes para o sangue sair. Vá imediatamente para o hospital e se possível, tire uma foto do animal ou tente descrevê-lo, mas se não conseguir tudo bem, o mais importante já foi feito!

 

Foto: Gustavo Figueiroa. Hydrodynastes gigas – Surucucu do Pantanal.

 

Agora que você sabe a importância das cobras e que várias histórias eram apenas mitos, por favor, não mate e nem deixe as pessoas matarem ou maltratarem as cobras por falta de informação e medo! 

Passe o conhecimento para frente! Conhece mais alguma crença? Conta pra gente!

 

Texto por Anna Luisa Michetti Alves

Revisado por Fernanda Sá

Ficha animal: Zebra

By ficha animal

Brancas de listras pretas ou pretas de listas brancas? A tal da zebra é com certeza um dos animais mais icônicos desse planeta. Não tem quem não conheça e não seja encantado por essa simpatia.

Vamos aprofundar mais um pouco no mundo das Zebras?

 

Reino: Animmalia

Filo: Chordata

Classe: Mammalia
Ordem: Perissodactyla

Família: Equidae

Gênero: Equus

Espécie:

Equus grevyi

Equus quagga

Equus zebra

 

Zebra é um animal preto com listras brancas ou branco com listras pretas? - 29/06/2020 - UOL TILT

Zebra. Foto: UOL

Características

A principal característica das zebras são as listras pelo corpo. Estes animais possuem uma padronagem da pelagem composta por listras contrastantes de cor. O corpo é branco com listras pretas dispostas na vertical. As patas sofrem uma exceção, sendo que nessa região as listras se encontram na horizontal.

Existem várias hipóteses do porquê das zebras serem listradas. As possibilidades mais estudadas pelos cientistas são de que as listras são eficazes contra picadas de insetos; ou que teriam função de termorregulação; ou ainda que sirvam como uma forma de camuflagem, protegendo-as de predadores.

Para a primeira hipótese, muitos estudos já mostraram que as moscas tendem a não pousar em superfícies listradas. 

No caso da termorregulação, hipótese que também sofre muita controvérsia, as llistras pretas absorveriam o calor e aqueceriam as zebras na manhã; já as listras brancas refletem mais a luz e, portanto, poderiam ajudar a refrescar os animais enquanto eles pastam por horas sob o sol escaldante. 

Por último a hipótese de defesa contra predadores, não que essa seja a mais aceita. Nesse caso alguns pesquisadores defendem que as listras confundiriam os leões. 

 

As zebras são mamíferos da ordem Perissodactyla, ou seja, aqueles que possuem nas patas dedos em número ímpar.

A zebra-das-planícies mede entre 2 e 2,6 m de comprimento e pesam até 350 kg, sendo os machos um pouco maiores do que as fêmeas. A zebra-de-grevy mede entre 1,25m a 1,50m e pesa cerca de 450 kg e suas listras, além de muito estreitas, não cruzam sobre a parte inferior das costas, ao contrário das zebras-da-montanha-do-cabo.  Já a zebra-da-montanha-do-cabo é a menor zebra pesando cerca de 272 kg.

 

Zebra África Safari Mundo - Foto gratuita no Pixabay

Zebra África. Foto: Pixabay

 

Parecidas, mas não iguais

Embora pareçam todas iguais, cada zebra tem o seu próprio padrão de listras, tornando possível a identificação de cada indivíduo. 

Funciona como nossas digitais. Legal, não é?

 

Afinal, pretas com listras brancas ou brancas com listras pretas?

Ainda existe uma grande controvérsia em relação a sua coloração. Alguns especialistas defendem que análises de DNA comprovam que as zebras são animais pretos de listras e manchas brancas.

Já outros como o biólogo Guilherme Domenichelli, da Fundação Parque Zoológico de São Paulo,afirmam que as  zebras são realmente brancas com listras pretas. “Observando-se a zebra de grevy (Eqqus grevyi) é possível confirmar esta hipótese, pois barriga do animal é toda branca, com as estreitas listras pretas cobrindo o resto do corpo”,

O fato é que, se vocês acharam que iriam descobrir a resposta nesse texto, estão errados. Continuaremos todos com a dúvida. 

Foto de Bando De Selvagens Zebras E Gnus Na Savana Africana Contra Um Belo Pôr Do

Zebras selvagens. Foto Istock

 

Ocorrência 

Da mesma família dos cavalos, as zebras são nativas da África central e do sul. Habitam as famosas savanas e dividem território com muitos dos grandes mamíferos terrestres.

 

Hábitos 

São animais sociais e vivem em grandes grupos distribuídos por famílias compostas por macho, fêmeas e filhotes. Por serem atacados habitualmente por leões, são extremamente velozes e possuem um poderoso coice que pode até quebrar a mandíbula de um felino.

Realizam a maior migração africana. Dezenas de milhares destes animais andam cerca de 500 Km entre as estações secas e chuvosas, buscando o lugar onde tem maior oferta de comida.  São herbívoras, alimentando-se principalmente de capim. 

 

Grande Migração | Curiosidade Animal

Migração de zebras. Foto: Curiosidade Animal

 

Domesticação 

Apesar das diversas tentativas, as zebras, diferentemente dos outros membros da família, não são domesticadas.

 

Ameaças

Todas as espécies sofrem com caça e perda de habitat, a menos ameaçada é a da planície. A das montanhas encontra-se como vulnerável pela IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza) e a de Grevyi é a mais preocupante, classificada como “em perigo” pela diminuição de água disponível, doenças, competição por área e recursos e está restrita a uma pequena área de sobrevivência.

 

O que aprendemos sobre as zebras, que nunca na história da humanidade um bichinho deu mais olê nos cientistas e nada melhor do que finalizar nosso texto com a famosa frase de Sócrates “ Só sei que nada sei”.

 

Texto por: Fernanda Sá