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Educação ambiental

Dia Internacional da Vida Selvagem: Sustentando toda a vida na Terra

By | Animais ameaçados de extinção, Conservação, Desastre Ambiental, Educação ambiental, GreenBond, Marketing na Conservação, Meio Ambiente | No Comments

Hoje, 03 de março, é comemorado o Dia Internacional da Vida Selvagem. O dia foi criado pela ONU, em 2013, com o objetivo de celebrar a fauna e a flora, além de alertar sobre importância em conservar as espécies selvagens do mundo. O Brasil é o país com a maior biodiversidade do mundo, sendo o Pantanal um dos grandes refúgios desta vida toda.

Foto de Diego Rugno

 

 

Fragilidade da vida selvagem

 

Certamente a vida selvagem não é abundante como anos atrás. Fatores como caça ilegal, desmatamento, aquecimento global, poluição de rios e mares, entre outros, influenciam na negativamente na vida animal. Mas o que estamos fazendo para mudar esse futuro?

Estudos recentes sugerem que os prováveis índices de extinção, atualmente, sejam de 100 à 1.000 extinções por 10.000 espécies em 100 anos, o que é muito elevado. Isso leva a crer que nós estamos mesmo à beira da sexta extinção em massa.

O relatório do Planeta Vivo (Living Planet Report – LPR), divulgado no segundo semestre de 2016, aponta que, em média, a abundância das espécies de vertebrados diminuiu 58% desde 1970 e, se as atuais tendências continuarem, até 2020 esse declínio chegará a 67%. Mesmo quando as metas projetadas pelas Nações Unidas são de acabar com a perda da biodiversidade até 2020.

Foto de Diego Rugno

 

Atitudes para virar o jogo

 

Tanto atividades individuais, quanto apoiar alguma organização ou ação sustentável, são muito bem-vindas! 

Evitar o uso de materiais que demoram muito para dissipar/extinguir ou que sejam mais difíceis de reutilizar ou reciclar, é também um jeito de fazer a sua parte, como por exemplo: canudos de papel. 

Jogar lixo na rua? Jamais! Lembre-se, agora você é uma nova pessoa e quer proteger o meio ambiente e os animais! Segurar o lixo até uma lixeira não mata ninguém, não é mesmo?

Importante também conhecer sobre os animais e não matá-los, mesmo que seja um intruso em sua residência. Essa busca de conhecimento é fundamental para entender, por exemplo, que os gambás são ótimos controladores de pragas, como escorpiões, baratas, entre outros insetos.

Dirigir com cuidado nas estradas para não matar os animais é também um diferencial e uma atitude essencial.

Foto de Gustavo Figueiroa/Irara atropelada

 

Apoiar instituições, organizações ou uma pequena ação que ajuda o meio ambiente e a vida animal é simples, fácil e rápido!

Foto de Diego Rugno

 

Eventos no Brasil e no mundo

 

Nesse dia tão especial, vão acontecer alguns eventos no Brasil e no mundo todo! No próprio site oficial da Wild Life Day, é possível encontrar o mais próximo de você. No Brasil, acontecerão nos estados: Bahia, Goiás, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo.

  • Na Bahia, no ICMBio e ACTP, em Patamunté;
  • Em Goiás, no Instituto Jurumi, que fica em Brasília;
  • Em Minas Gerais, no Centro de Conservação dos saguis-da-serra, em Viçosa;
  • No Espírito Santo, no Acqua Sub, em Guarapari;
  • No Rio de Janeiro, no Parque Nacional da Tijuca, na própria capital;
  • Em São Paulo, no Parque Zoológico Municipal de Bauru, em Bauru e Zoológico de São Paulo, na capital.

Foto de Diego Rugno

 

Nós apoiamos esse tipo de evento a favor da vida selvagem e do meio ambiente. Para saber mais sobre nossos trabalhos e clientes, é só acessar nosso site!

O futuro do meio ambiente: World Economic Forum

By | Aquecimento Global, Educação ambiental, Eventos de Conservação, GreenBond, Marketing na Conservação, Meio Ambiente, Mudanças Climáticas, Notícias | No Comments

O que é?

A World Economic Forum (WEF) é uma organização sem fins lucrativos que reúne os principais líderes empresariais e políticos de todo o mundo para moldar e discutir questões urgentes enfrentadas, incluindo saúde e meio ambiente. O evento acontece no início de cada ano. A última reunião aconteceu entre os dias 21 e 24 de janeiro de 2020 em Davos, na Suíça. Nela, participaram cerca de 829 oradores públicos e foram discutidos 7 temas, segundo o próprio site da World Economic Forum.

 

Foto da World Economic Forum/Davos, Suíça

 

Discussões

Como já estava previsto, o assunto ‘meio ambiente’ prevaleceu no debate do fórum. Eventos marcantes como o discurso de Donald Trump e da ativista sueca Greta Thunberg foram destaques. O presidente dos EUA, Donald Trump, se comprometeu à proposta de plantar ‘3 trilhões de árvores’, mas não foi além. Em seu discurso, ressaltou que “Precisamos rejeitar os profetas perenes da destruição”.

Em contrapartida, Greta Thunberg manteve seu discurso de 2019, dizendo que “Plantar árvores é bom, mas não só isso”. “É preciso parar de inflamar as chamas de nossa casa”, ressaltou a jovem ativista. Citou os incêndios da floresta amazônica também.

O atual ministro da economia, Paulo Guedes, participou do painel sobre o futuro da indústria e afirmou que “Aumentar os investimentos do país, prevalecendo a qualidade de vida da população, é uma preocupação do governo”. Em um de seus discursos, disse que “As pessoas destroem a natureza em busca de alimento”. Enfatizou também a adesão de compras internacionais, abrindo o mercado para empresas internacionais interessadas em participar de licitações públicas.

Não é uma decisão política ou um planejamento de plantar árvores que resolveria todo problema ambiental do mundo. Tanto empresas quanto pessoas precisam estar conscientizadas sobre a criticidade e o senso de urgência ambiental que estamos enfrentando. Essas mudanças precisam começar pelo governo, mas é algo colaborativo também, ou seja, é preciso mudar a cultura das pessoas e empresas a favor do meio ambiente.

Temas abordados no #wef20

Os 7 temas abordados foram: além da geopolítica, futuros saudáveis, sociedade e futuro do trabalho, como salvar o planeta, melhores negócios, economias mais justas e tech for good, descritos abaixo:

Além da geopolítica: assunto muito importante, que é a colaboração global consumada, ou seja, as nações terão que mudar e estamos ‘todos juntos nisso’. Por exemplo, no Acordo de Paris, para limitar as mudanças climáticas, ou quando reverteram o esgotamento da camada de ozônio.

Futuros saudáveis: ressalta sobre gastos globais que aumentaram na área da saúde. Problemas como saúde mental e físicas foram discutidas. Apesar do salto da ciência médica, ainda possuem um sonho através da tecnologia: a medicina de precisão. Como identificamos e resolvemos os principais desafios da saúde, garantindo um acesso justo a todos?

Sociedade e futuro do trabalho: mostra a tecnologia a favor do conhecimento e das facilidades que proporcionou para a humanidade. Mas além disso, questiona sobre a Quarta Revolução Industrial e seu longo e prejudicial período de deslocamento. Podemos ver isso chegando, sabemos que teremos que refazer, então como podemos resolver isso?

Como salvar o planeta: um assunto tão delicado e urgente chega à pauta do evento. O planeta está pedindo socorro. Estamos perdendo espécies, a Terra está ficando mais quente, o gelo está derretendo, os oceanos estão subindo e se enchendo de plástico, além dos gases de efeito estufa. Por onde começar?

Melhores negócios: aborda a mudança de pensamento das empresas, no âmbito tecnológico e social, para que se tornem organizações sustentáveis e inclusivas. O que uma empresa inteligente deve fazer?

Economia mais justas: sobre o aumento na desigualdade entre as nações, além do agravante de cenário causado pelas novas tecnologias. Como remodelamos as economias para que o crescimento beneficie muitos e não apenas os poucos e, assim, garanta que o extraordinário mecanismo de desenvolvimento humano que construímos seja sustentável?

Tech for good: debate a velocidade das novas tecnologias, questiona o que é ser humano e as mudança de dilemas éticos. Como nos reunimos para concordar com as regras sobre fatores como: bebês geneticamente modificados, os robôs da guerra e os algoritmos que determinam nossas chances de vida?

Consequências para o futuro

Não é possível prever o futuro, mas podemos especular algumas situações de acordo com as ações e decisões tomadas. Não é preciso ser especialista para entender que os países buscam interesses para si mesmos. Tudo que possa impactar na economia de um país, não é bom. Algumas mudanças radicais a favor do meio ambiente, além de uma mudança cultural, exige iniciativas de empresas. Empresas e indústrias de diversos setores são, sim, causadores da destruição do meio ambiente. Mas por quê? A mudança que precisa acontecer de dentro de uma indústria química, por exemplo, gera gasto. Se não existe uma lei ou alguma decisão governamental para que essas mudanças aconteçam, não são árvores que vão resolver o problema do planeta.

Ativistas como Greta Thunberg são essenciais para chocar e, por meio da mídia, mostrar para a população a realidade que estamos enfrentando. Esperamos que no decorrer deste ano, mudanças aconteçam.

 

Greta Thunberg no fórum/Foto do site ‘The World Economic Forum’

Nova lei proíbe o fornecimento de produtos plásticos em São Paulo

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Mais uma vitória para o meio ambiente! Ontem (13/01), em São Paulo, foi sancionada a lei que proíbe o fornecimento de plásticos descartáveis em estabelecimentos comerciais. São Paulo se uniu à outras cidades do Brasil e do mundo que são a favor do combate à poluição plástica. Os estabelecimentos terão bastante tempo para se adequarem à nova lei, que entrará em vigor dia 01/01/2021. Os descartáveis deverão ser substituídos por similares fabricados por material biodegradável, compostável ou reutilizável. Essa medida vale para estabelecimentos em geral, como: restaurantes, bares, padarias, hotéis, buffets e casas de festas infantis, clubes noturnos, salões de dança, eventos culturais ou esportivos.

Foto: Rich Carey/Shutterstock

O que muda com a lei?

Já passou da hora de nos preocuparmos com o plástico, um dos maiores problemas ambientais. Segundo a subprefeitura, o material corresponde a cerca de 17% de resíduos que vão parar em aterros sanitários. Agora, imagina essa quantidade no país todo ou no mundo todo? Sim, é muito plástico! A lei, além de favorecer a luta pelo meio ambiente, incentiva outros estados a aderirem à causa, pelo fato de ser sancionada na maior cidade do país. A ideia é que acabe se tornando uma luta nacional, uma ação popular. Com isso, pessoas e empresas deverão se habituar com a nova lei, pois trata-se de uma mudança cultural.

Segundo o prefeito da cidade de São Paulo, Bruno Covas, a lei que proibiu os canudos plásticos, sancionada em junho de 2019, preparou a população para novos avanços. “Essa sanção social vem com uma mudança de padrão para evitar a explosão dos gases de efeito estufa presentes nos aterros sanitários”, destacou o prefeito.

Sendo assim, caso a lei não seja cumprida, a primeira instância será de advertência e intimação para regularizar a atividade, até multa e fechamento administrativo do estabelecimento, após sexta atuação.

 

Qual o nosso papel como sociedade?

Precisamos nos adaptar, isso é um fato. Essa mudança cultural precisa acontecer o quanto antes, pois está tarde e já estamos sofrendo com as consequências de tudo isso. A lei, que obriga os comércios a seguirem a nova legislação, pode ser o pontapé para a conscientização. Essa educação ambiental não serve somente para plásticos descartáveis, mas também para analisarmos o uso desse material em outras ocasiões. E você, o que está fazendo para ajudar o meio ambiente?

Foto: Juni Kriswanto/AFP

Mudança de mentalidade: ferramentas poderosas para combater o tráfico de animais selvagens

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Um artigo recente publicado na “Nature Conservation apontou os principais desafios e oportunidades para reduzir a demanda por animais ilegais. Tirando a responsabilidade do combate ao tráfico das mãos do governo, as principais sugestões consistem em formas de influenciar a mudança de comportamento da sociedade como um todo. 

Segundo Kenneth E. Wallen e Elizabeth Daut, que são as autoras do artigo, “A conservação da biodiversidade depende do gerenciamento do comportamento humano e, às vezes, da mudança do mesmo. Isso é particularmente relevante para o comércio ilegal de animais e/ou produtos silvestres, tanto da flora quanto da fauna.”

 

Resgate de animais traficados. (Foto: CETAS-BH)

 

Explorando diversos setores, como a influência social, insights comportamentais, marketing social e abordagens centradas no ser humano, as autoras sugerem uma forte tendência à reestruturação dos comportamentos naturais em sociedade, com a finalidade de reduzir a frequência de crimes ambientais. 

 

PRINCIPAIS ESTRATÉGIAS PARA INFLUENCIAR A MUDANÇA DE COMPORTAMENTO 

 

Marketing Social 

Hoje, é possível utilizar táticas que integrem conceitos, princípios e métodos de marketing, encorajando comportamentos sociais que beneficiem a comunidade. O objetivo primário do marketing social é transformar a mentalidade das pessoas e algumas estruturas sociais, utilizando-se de processos efetivos, justos e sustentáveis. 

Design centrado no ser humano 

Outra sugestão é utilizar o “Design Centrado no Ser Humano”. Para tal, é preciso desenvolver estratégias de trabalho que estimulem a mudança de comportamento por meio de soluções colaborativas, ou seja, nas quais as pessoas possam participar de todos os processos. Fazer reflexões empáticas e ter um feedback de todos os envolvidos são pontos imprescindíveis no diagnóstico e resolução dos problemas.

 

Teoria da mudança

Segundo o Projeto Draft, a Teoria da Mudança é um método direcionador que permite que as organizações voltem aos seus objetivos iniciais, analisem o resultado dos impactos socioambientais e corrijam processos, sempre que necessário. 

 

MÉTODOS EFETIVOS DE COMUNICAÇÃO

 

Educação e Awareness

Ao propagar um conteúdo relevante por canais efetivos, é possível divulgar informação e educar as pessoas de acordo com o seu objetivo. Quanto mais pessoas informadas e engajadas com a causa, maior é o seu potencial de alcance, visto que cada uma delas se torna um “novo canal” de comunicação.

Nem todo mundo entende a gravidade de um crime ambiental. Muitos não sabem o processo criminoso por trás de uma ave ou réptil à venda no mercado. Por isso a importância da informação. 

 

Divulgação, construção de relacionamento e confiança 

O diálogo é a melhor forma de construir uma relação. Por isso, é importante que o emissor da mensagem comunique-se e mantenha os canais sempre abertos, para todos os grupos envolvidos. Qualquer ação ou decisão deve ser tomada com o máximo de transparência e empatia. 

 

Influência social 

O ideal é que a propagação da mensagem permita interações, questionamentos e debates, além de apoiar-se em percepções de outros indivíduos e/ou grupos sociais, seus sentimentos, crenças, comportamentos, etc. 

Entender a particularidade do outro (seja ele parte do processo ou consumidor final) é essencial para encontrar soluções completas. Se o objetivo é provocar uma mudança de pensamento coletiva, você precisa conhecer e se comunicar com cada um no seu mundo particular. 

 

Percepções comportamentais prévias 

Aproximações que compreendem bases cognitivas, limitações, etc., costumam ser mais efetivas na tentativa de mudança. Saber os padrões dos comportamentos pode ser útil na previsão e convencimento em momentos de decisão. 

Entender o padrão de comportamento atual das pessoas envolvidas te ajuda a prevê-los e trabalhar uma possível mudança futura. 

 

APLICAÇÃO PRÁTICA 

Existem diversos métodos inovadores, principalmente na área da comunicação, capazes de otimizar os esforços de conservação da vida selvagem. Mas, focando especialmente no combate ao tráfico de animais silvestres, como podemos aplicá-los?

Pensando nas principais características dos recursos apresentados, chegamos à conclusão de que essas ferramentas podem ser utilizadas para envolver a sociedade e impulsionar uma mudança de mentalidade coletiva. Por meio das estratégias de marketing, por exemplo, você consegue propagar a mensagem de conservação, engajar o público na causa e convencê-los a não alimentar/compactuar com o mercado de animais ilegais. Ou seja, com a redução da demanda final, seja pela compra de animais legalizados seja pela diminuição da demanda em adquiri-los, aos poucos o mercado ilegal vai ficando enfraquecido. 

Ave vítima do tráfico de animais. (Foto: CETAS-BH)

 

O design centrado em seres humanos e a teoria da mudança podem vir como estratégias complementares, estimulando o envolvimento de todas as partes inseridas no processo. No caso do tráfico, seria interessante a busca por uma solução pensada de todos os pontos de vista: da pessoa que captura o animal, de quem vende, quem compra, das organizações de fiscalização, das instituições conservacionistas e pessoas que defendem a causa. A solução perfeita deve atingir todos os pontos envolvidos, causando uma reestruturação completa desta cadeia. 

Dia do Consumo Consciente: a mudança começa em você!

By | Educação ambiental, Meio Ambiente | No Comments

Você sabia que, além do Dia do Professor, a data 15 outubro também celebra o Dia do Consumo Consciente? Ela foi instituído pelo Ministério do Meio Ambiente, para alertar a sociedade sobre os riscos da produção e do consumo exagerados e/ou inadequados. 

 

O QUE É O CONSUMO CONSCIENTE? 

O consumo consciente é uma contribuição voluntária, cotidiana e solidária de cada cidadão, com o intuito de garantir a sustentabilidade da vida no planeta. Consiste em ampliar os impactos positivos e diminuir os negativos do consumo no meio ambiente, na economia e nas relações sociais. 

Além de reduzir o exagero, o Dia do Consumo Consciente busca alertar para o fato de que um produto ou serviço deve minimizar o uso de recursos naturais, materiais tóxicos, diminuir a emissão de poluentes e a geração de resíduos. É uma reflexão que deve atingir não apenas os consumidores, mas as empresas e fabricantes também. 

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU número 12 diz: “Assegurar padrões de produção e de consumo sustentáveis”. Entre as metas, constam a redução pela metade o desperdício de alimentos per capita mundial; o manejo ambientalmente saudável dos produtos químicos e todos os resíduos; além da redução substancial da geração de resíduos por meio da prevenção, diminuição, reciclagem e reuso; entre outros.

 

DICAS PARA SER UM CONSUMIDOR SUSTENTÁVEL

O primeiro passo é repensar sobre a real necessidade de se adquirir determinado produto. Se optar pela compra, escolha sempre os produtos originais e solicite a nota fiscal,  pois somente no comércio legal pode-se buscar igualdade nas competições de mercado.

É de suma importância verificar onde o produto foi fabricado, visto que, quanto mais próximo de nossa casa, melhor. Ao comprar um produto oriundo da economia local, estamos ajudando a fortalecer essas empresas e colaborando para o desenvolvimento da região. Verificar a origem é importante também para evitar produtos de regiões ou países com práticas sociais inadequada, e para isso, você deve pesquisar as práticas de responsabilidade social das empresas.

Privilegie produtos duráveis e evite desperdício de alimentos. Ao descartar os resíduos, é importante checar o que pode ser reutilizado e reciclado, praticando a coleta seletiva. E, para o transporte dos itens, a sugestão é evitar o uso de sacolas plásticas descartáveis e privilegiar as sacolas duráveis e retornáveis.

No ramo da construção civil, também é possível fazer escolhas sustentáveis. Decida por um local onde dê para aproveitar a luz do sol, utilize materiais de menor impactos ambientais, calcule a quantidade de material para evitar desperdício e prefira tintas não tóxicas. 

 

A mudança para um mundo mais sustentável começa por você! Então, nós da GreenBond te desafiamos a repensar alguns hábitos, fazer escolhas planejadas e conscientes. #Partiu?

FICHA ANIMAL: lobo-guará

By | Animais ameaçados de extinção, Ecoturismo, Educação ambiental, Projetos de conservação | No Comments

Parente dos lobos selvagens e dos cachorros domésticos, o lobo-guará (Chrysocyon brachyurus) é o maior canídeo da América do Sul, podendo atingir até um metro de altura e impressionantes 30 quilos! O animal é típico do Cerrado e, além de ocorrer no Brasil, também podem ser encontrados em territórios argentinos, bolivianos, paraguaios, peruanos e uruguaios. 

Extremamente esguio e considerado até mesmo elegante, o animal também é conhecido como lobo-de-crina, lobo-vermelho, aguará, aguaraçu e jaguaperi, todos nomes atrelados a sua bela pelagem laranja-avermelhada. Na natureza, vive aproximadamente 15 anos.

 

HÁBITOS 

Apesar do porte imponente e da alcunha de “lobo”, essa espécie é mais tímida, solitária e praticamente inofensiva, preferindo manter distância de populações humanas. É avistado normalmente circulando por grandes campos nos fins de tardes e durante as noites.

Logo-guará vivendo de forma solitária. (Foto: Creative Commons)

 

ALIMENTAÇÃO 

O lobo-guará usa suas presas para se alimentar de pequenos animais, como roedores, tatus e perdizes, além de frutos típicos do Cerrado, como o araticum e a lobeira (Solanum lycocarpum). 

 

REPRODUÇÃO 

A cada gestação, que dura pouco mais de dois meses, nascem em média dois filhotes. O Guará costuma dar à luz no mês de junho e, quando nascem os filhotes, a fêmea não sai da toca e é alimentada pelo macho. Os filhotinhos nascem pretos, com a ponta da cauda branca. 

Filhotes de lobo-guará vistos na Fazenda Trijunção. (Fotos: Valquiria Cabral)

 

AMEAÇAS DE EXTINÇÃO 

No Brasil, o lobo-guará aparece na lista de animais ameaçados de extinção do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), com estado de conservação vulnerável. Isso porque, segundo estudiosos, há uma grande possibilidade do animal estar extinto em 100 anos! Mas, de acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN), o animal está na red list de animais quase ameaçados de extinção. 

(Foto: Edu Fragoso/Fazenda Trijunção)

 

ONÇAFARI E SEU ESFORÇO NA CONSERVAÇÃO DO LOBO-GUARÁ 

Além de trabalhar com a conservação de onças-pintadas, o Onçafari também realiza um incrível trabalho com os lobos-guarás. Os esforços de proteção do animal acontecem na Fazenda Trijunção, no Cerrado e na Fazenda Paineiras, na Mata Atlântica. Lá, equipes especializadas monitoram e estudam esses incríveis canídeos. 

No caso da Fazenda Trijunção, os resultados do trabalho já pode ser vivenciado por meio do ecoturismo, onde é possível avistar lobos 100% selvagens, no seu habitat natural. 

Lobo flagrado na Fazenda Trijunção. (Foto: Edu Fragoso)

Por que as abelhas são tão importantes para o planeta?

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As abelhas nos oferecem muito mais do que o doce do mel, elas atuam em um importante fenômeno ecológico: a polinização. Portanto, colocá-las sob ameaça, como estamos fazendo hoje, é colocar em risco a nossa própria sobrevivência. 

Infelizmente, as abelhas estão desaparecendo do planeta – algumas espécies correm risco de extinção global! O cenário é tão grave que organizações como a ONU já alertam para os perigos de escassez de alimentos por conta da mortalidade em massa dos insetos polinizadores. E, quando pensamos no contexto nacional, a previsão é igualmente preocupante, pois prevê-se que a população de abelhas e outros polinizadores possam diminuir em 13% até 2050, segundo análise da Universidade de São Paulo! 

 

(Foto: Creative Commons)

 

PEQUENOS GRANDES AGENTES AMBIENTAIS 

Além de polinizar frutas e legumes consumidos por nós diariamente, como tomate, berinjela, café e cacau, as abelhas também contribuem fortemente na manutenção das florestas. Se elas forem extintas, a reprodução de plantas silvestres ficará comprometida, visto que mais de 90% das espécies de vegetação tropical com flores e cerca de 78% das espécies de zonas temperadas dependem da polinização desses insetos.

 

(Foto: Creative Commons)

 

QUAIS SÃO AS PRINCIPAIS AMEAÇAS ÀS ABELHAS? 

A extinção de agentes polinizadores é um dos mais graves desastres globais emergentes. A tragédia impacta diretamente a quantidade e a qualidade dos alimentos produzidos, em um mundo já desarranjado quando se trata de comida na mesa.

Desmatamento, poluição e mudanças climáticas são algumas das ameaças já conhecidas, não só para as abelhas, mas para a fauna como um todo. No entanto, você sabia que os agrotóxicos também são grandes vilões para os insetos polinizadores? O glifosato, por exemplo, pode afetar o comportamento das abelhas, alterando sua sensibilidade por açúcar e habilidade de navegação, o que prejudica sua busca por alimentos e retorno à colônia.

 

É POSSÍVEL TER VIDA HUMANA SEM OS AGENTES POLINIZADORES? 

Assim como Einstein já dizia, “Se as abelhas desaparecerem da face da Terra, a humanidade terá apenas mais quatro anos de existência. Sem abelhas não há polinização, não há reprodução da flora, sem flora não há animais, sem animais, não haverá raça humana”.

É difícil afirmar que a vida humana não existiria sem as abelhas, mas que a diminuição da espécie impactaria profundamente na existência de vida, isso com certeza. As abelhas estão totalmente inseridas no nosso dia a dia, mesmo que de forma muito sutil. Dois terços, aproximadamente, de alimentos ingeridos são produzidos pela ajuda da polinização das abelhas. 

Esses pequenos insetos são pequenos no tamanho, mas de uma importância gigante para o planeta. Sem as abelhas, o mel acabaria e junto dele os produtos agrícolas. Além do mais, também afetaria a produção de animais para consumo, que sofreria grandes perdas, já que são herbívoros. Enfim, a vida selvagem em um geral sofreria sem elas, já que a vegetação seria reduzida de modo excessivo, e assim a acabaria a existência do planeta como um todo. 

 

(Foto: Creative Commons)

As maravilhas do ecoturismo e turismo de aventura!

By | Conservação, Ecoturismo, Educação ambiental, GreenBond | No Comments

As atividades turísticas são caracterizadas pelo conhecimento do novo. É quando você descobre um novo lugar, uma nova cultura, ou apenas vive novas experiências em um ambiente que, de alguma forma, é diferente para você. Então, já que trata-se de conhecimento, por que não unir o turismo à conservação da natureza? E foi a partir desta premissa que surgiu o Ecoturismo, modalidade que envolve, dentre outros, o Turismo de Aventura.

 

O QUE É ECOTURISMO? 

Segundo a Sociedade Internacional de Ecoturismo, o turismo ecológico consiste em viagens responsáveis, realizadas em áreas naturais. Os passeios visam preservar o meio ambiente e promover o bem-estar da população local. Entre seus princípios, destacam-se a conservação do patrimônio natural e cultural aliada ao envolvimento das comunidades locais, além da consciência ambiental ensinada aos turistas. As atividades devem promover a reflexão e a integração entre homem e ambiente, com envolvimento do turista nas questões relacionadas à conservação dos recursos, educação e desenvolvimento socioeconômico do destino escolhido.

Foto: Samuel GP/Creative Commons

 

O TURISMO DE AVENTURA NO CENÁRIO ECOLÓGICO 

No Brasil, as atividades de aventura estão, muitas vezes, relacionadas ao turismo na natureza, sendo praticadas em unidades de conservação ou ambientes naturais bem preservados. Dessa forma, apresentam forte ligação com o ecoturismo, o que leva, muitas vezes, à falta de entendimento de cada particularidade.

Se no ecoturismo a essência constitui-se pela apreciação das características naturais e culturais, promovendo um desenvolvimento sustentável do local, no Turismo de Aventura dá-se preferência à atividade física e situações desafiadoras. O denominador comum entre elas é a possibilidade de serem realizadas no mesmo ambiente e a preocupação preservacionista. Teoricamente, a distinção parece clara, mas na prática, percebe-se a utilização dos dois conceitos para indicar as mesmas coisas. 

Mas, apesar das confusões, não tem como negar que a aventura é um enorme atrativo aos turistas e que, por conta dela, o ecoturismo também vem ganhando cada vez mais força no Brasil. Associar os desafios ao convívio e conhecimento da natureza é um dos grandes fatores apaixonantes neste universo. 

Segundo a ABETA (Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura), as atividades de Turismo de Aventura mais praticadas pelos brasileiros, dentro de cenários naturais, são: arvorismo, bungee jump, caminhada e caminhada de longo curso, cavalgada, cicloturismo, observação de vida selvagem, rapel, tirolesa, balonismo, paraquedismo, canoagem, flutuação, kitesurfe, mergulho, rafting, entre outros. 

Foto: Creative Commons

IMPORTÂNCIA DO ECOTURISMO E T.A. PARA A CONSERVAÇÃO

De acordo com a WWF, o ecoturismo, quando corretamente planejado e desenvolvido, pode trazer às populações locais benefícios amplos: oportunidades de diversificação e consolidação econômica, geração de empregos, conservação ambiental, valorização da cultura, conservação e/ou recuperação do património histórico, entre outros. 

É certo que os impactos são inevitáveis a partir do momento que o ser humano, mesmo que de forma discreta, intervém no habitat natural. Até por isso, ainda existe o desafio de conciliar completamente o desenvolvimento econômico com a preservação da natureza. Mas uma coisa você pode ter certeza: quem gosta da natureza e reserva um tempo para descobri-la, tende a respeitá-la.

Foto: Creative Commons

 

ABETA SUMMIT – CONGRESSO BRASILEIRO DE ECOTURISMO E TURISMO DE AVENTURA

Pensando nas melhores práticas do ecoturismo e com o objetivo de evoluir de forma sustentável essa prática no Brasil, a ABETA realiza um congresso de capacitação anualmente.
O Congresso Brasileiro de Ecoturismo e Turismo de Aventura – ABETA SUMMIT, desde 2003, é o principal evento da cadeia produtiva do turismo de natureza no Brasil. Considerado um dos mais importantes fóruns de discussões do setor, reúne nomes importantes de empresários, gestores públicos, consultores, acadêmicos, ativistas, jornalistas, guias e condutores de atividades em ambientes naturais. Oferece ao seu público uma grande variedade de palestras, oficinas de capacitação, visitas técnicas e encontros de negócios, visando produzir conhecimento para melhorar a capacidade de gestão e inovação de micros e pequenos negócios, ampliar a rede de relacionamentos do segmento e promover novas oportunidades de negócios para empresas e destinos turísticos.

Neste ano, a GreenBond teve o prazer de participar, agora em agosto, e aprender bastante com as palestras e conteúdos apresentados!

Como vivem os animais de “O Rei Leão” na vida real?

By | Educação ambiental, Notícias | No Comments

Hoje, 10 de agosto, é comemorado o Dia Mundial do Leão! E nós aproveitamos essa data especial para embarcar num grande sucesso recente: o filme “O Rei Leão”. 

Por acaso, você sabe como são e como vivem os personagens do filme na vida real? Por mais que o remake em live-action tenha dado a impressão de realidade, existem algumas semelhanças e algumas diferenças com a vida selvagem fora das telas. Por exemplo, a discrepância territorial, já que os animais vivem em regiões diferentes do continente africano, tornando quase impossível um encontro entre todas as espécies. 

Conheça um pouco mais sobre os animais que dão vida aos personagens:

1. Mufasa e Simba

Nome popular: Leão 

Nome científico: Panthera Leo 

Status de conservação: Vulnerável 

População: Diminuindo 

Área de ocorrência: África Subsaariana e uma micro população na Índia 

Cena do filme “O Rei Leão”.

 

Leão, o Rei das Florestas, em seu habitat natural. (Foto: Yathin S Krishnappa/Creative Commons)

 

Conhecido como o Rei das Florestas, os leões machos são responsáveis pela segurança do bando e extremamente vorazes quando o assunto é defesa do grupo. Mas, o que poucos sabem, é que na natureza, as fêmeas é que ficam responsáveis pela alimentação de toda a família. Por ser menos e mais leves, as leoas também conseguem ter mais agilidade, garantindo melhor desempenho na hora da caça.

2. ZAZU 

Nome popular: Calau-de-bico-amarelo 

Nome científico: Tockus flavirostris

Status de conservação: Pouco preocupante 

População: Diminuindo 

Área de ocorrência: Na África, entre a Tanzânia e a Etiópia 

Cena do filme “O Rei Leão”.

 

Um típico calau-de-bico-amarelo devorando sua presa. (Foto: Frédéric Salein/Creative Commons)

 

Na vida real, há uma curiosidade muito interessante acerca dos Calaus. As fêmeas da espécie possuem um processo bem peculiar de construção dos ninhos, pois, após botar os ovos em um buraco de árvore, o casal sela a fêmea na cavidade sob uma parede de excrementos e lama. Costumam deixar uma fenda para que ela exponha o bico e assim, seja alimentada regularmente pelo macho. A ave fica lá durante 4 meses e, passado este período, ela mesma destrói o arranjo e liberta-se.

3. RAFIKI 

Nome popular: Mandril 

Nome científico: Mandrillus sphinx

Status de conservação: Vulnerável 

População: Status desconhecido 

Área de ocorrência: Na África, de Camarões ao Congo

Trecho do filme “O Rei Leão”.

 

Mandril, o primata mais colorido do mundo animal. (Foto: Pkuczynski/Creative Commons)

 

Extremamente chamativo, o macaco é reconhecido por sua pelagem verde-oliva, além da face e nádegas multicoloridas nos machos, coloração essa que se torna mais intensa à medida que chega a maturidade sexual, pronunciando-se nos momentos de excitação. Alguns estudiosos ainda acreditam que as nádegas ajudam na visibilidade entre os membros da espécie dentro da floresta e facilitam o deslocamento em grupo.

4. TIMÃO 

Nome popular: Suricato

Nome científico: Suricata suricatta

Status de conservação: Pouco preocupante 

População: Estável 

Área de ocorrência: Na África, da África do Sul à Namíbia 

Cena do filme “O Rei Leão”.

 

Os sociáveis suricatos em seu habitat natural. (Foto: Creative Commons)

 

Ao contrário do que demonstra o personagem Timão, que é solitário e só encontra refúgio na amizade com seu companheiro Pumba, que é de outra espécie, os suricatos são extremamente sociáveis e podem viver em bandos com dezenas de indivíduos. Os animais passam a maior parte do tempo procurando alimento e construindo abrigo, mas, durante as horas de descanso, costumam deixar 1 ou 2 suricatos fazendo a vigia do bando.

5. PUMBA 

Nome popular: Javali-africano 

Nome científico: Phacochoerus africanus 

Status de conservação: Pouco preocupante 

População: Diminuindo 

Área de ocorrência: Na África, da Etiópia ao Quênia 

Cena do filme “O Rei Leão”.

 

Um olhar bem aproximado do javali-africano. (Foto: Bernard Dupont/Creative Commons)

 

Assim como o personagem Pumba, os javalis costumam trotar com a cabeça erguida e costas rígidas. Não são muito criteriosos na questão alimentar, pois seguem uma dieta onívora, que pode incluir até mesmo pequenos animais mortos. A expectativa de vida deste javali é de aproximadamente 30 anos, ou seja, se pensarmos na estreia do primeiro filme “O Rei Leão” (1994), o Pumba provavelmente seria um dos únicos personagens vivos até hoje. 

FICHA ANIMAL: mico-leão-dourado

By | Animais ameaçados de extinção, Educação ambiental, Projetos de conservação | No Comments

Símbolo da fauna nativa, o mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia) é um primata endêmico aqui do Brasil, ou seja, só nós temos a sorte de abrigar uma espécie com tamanha grandeza para a biodiversidade. Ele ocorre exclusivamente na Mata Atlântica, mais especificamente no estado do Rio de Janeiro. 

O bicho chama atenção pela “juba” e pêlos com cores fortes, que variam do laranja ao vermelho-dourado. E, assim como outros micos e saguis da família Callitrichidae, seu pequeno porte, traços delicados e agilidade para se locomover, fazem do mico-leão-dourado um dos animais mais simpáticos e queridos da nossa fauna. 

Mico-leão-dourado, espécie endêmica do Brasil. (Foto: Creative Commons)

HÁBITOS 

O mico-leão-dourado vive cerca de oito anos. Mantém hábitos diurnos e costuma ser extremamente ativo durante as primeiras horas do dia. À noite, gosta de dormir em ocos de árvores ou emaranhados de cipós e bromélias.

ALIMENTAÇÃO 

São animais onívoros, ou seja, se alimentam de frutos, invertebrados e pequenos vertebrados na estação chuvosa; e de néctar, na estação seca. 

Alguns estudos mostram que o mico-leão-dourado come mais de 60 espécies de plantas e, depois de digeri-las, auxilia na dispersão de sementes pelo ambiente, o que traz para si uma grande responsabilidade no equilíbrio da natureza.

REPRODUÇÃO 

Os animais costumam se reproduzir uma ou duas vezes por ano e os períodos de reprodução vão de setembro a novembro; e de janeiro a março. 

Não há diferenciação de cor e/ou tamanho entre machos e fêmeas e, quando nascem os filhotes, que geralmente são gêmeos, tanto o pai quanto a mãe ajudam na criação. 

AMEAÇAS DE EXTINÇÃO 

Desde os anos 1970, o mico-leão-dourado é um dos símbolos da luta pela conservação da biodiversidade. Isso porque o animal está há muito tempo ameaçado de extinção! 

A destruição da Mata Atlântica, causada pela intensa ocupação da zona costeira no estado, acompanhada de extração de madeira e atividades agropecuárias, quase dizimou toda a população de micos. Pois, apesar de serem pequenos (cerca de 60 cm), os primatas necessitam de bastante espaço para sobreviver. Eles convivem em grupos de cerca de 8 indivíduos, podendo chegar a 14, e cada grupo ocupa em média 110 hectares. 

Graças a inúmeros esforços na conservação e reprodução dessa espécie, a população passou de 146 indivíduos há 25 anos, para mais de 3.200 indivíduos em liberdade atualmente, mas ainda há muito trabalho a ser feito. 

Ameaçado de extinção há décadas, o mico-leão-dourado virou símbolo da conservação de fauna brasileira.
(Foto: Creative Commons)

ASSOCIAÇÃO MICO-LEÃO-DOURADO 

Atualmente, a Associação Mico-Leão-Dourado faz um trabalho magnífico na conservação da espécie. 

Com o objetivo de atingir, até o ano de 2025, uma população mínima viável de pelo menos 2.000 micos-leões-dourados vivendo livremente em cada 25.000 hectares de florestas protegidas e conectadas, o projeto une cientistas, educadores, gestores públicos, conservacionistas e as comunidades locais para cuidar não apenas da própria espécie, mas proteger e aumentar a área de Mata Atlântica, a fim de oferecer um habitat de qualidade aos animais. 

A Associação Mico-Leão-Dourado une esforços para proteger os pequenos primatas.
(Foto: Andreia F. Martins)

 

Fontes: WWF, SOS Mata Atlântica