Aquecimento global: ursos-polares famintos invadem arquipélago russo

Ursos-polares famintos reviram o lixo em busca de comida no arquipélago de Nova Zembla, na Rússia – Foto: The Sun/Reprodução

Ursos-polares invadiram e deixaram a pequena cidade de Belushya Guba, localizada no arquipélago de Nova Zembla, na Rússia, em estado de emergência. Os animais estavam famintos, reviravam lixeiras e vasculhavam prédios à procura de comida (veja o vídeo do The Guardian abaixo).

Mais de 50 ursos foram avistados na região, deixando os 2.500 moradores do vilarejo assustados e com medo de sair nas ruas e mandar seus filhos para a escola.

Os animais começaram a chegar em dezembro. Cercas foram colocadas ao redor de alguns locais para proteção. No entanto, os ursos não se intimidam mais com policias, cachorros e sirenes que eram utilizados para afastá-los anteriormente.

Especialistas foram enviados ao local para sedar os animais e retirá-los do vilarejo, já que a caça de ursos é proibida na Rússia, e a agência federal de Meio Ambiente negou autorizações para abatê-los. Porém, segundo as autoridades locais, no caso de todas as medidas falharem, o abate pode ser a única solução.

O urso-polar (Ursus maritimus) é considerado vulnerável pela IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês) e se tornou o grande símbolo na luta dos conservacionistas contra o aquecimento global – Foto: Schliebe, Scott/ Domínio público

Ursos-polares x Aquecimento global

Classificado como vulnerável segundo a Lista Vermelha de animais ameaçados de extinção da IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês), o urso-polar sofre cada vez mais com o aquecimento global. Atualmente, o mar congela cada vez mais tarde e derrete cada vez mais cedo. Isso faz com que os animais tenham menos tempo para caçar focas, seu principal alimento.

Com menos tempo sob o gelo, os ursos são forçados a nadar distâncias cada vez maiores até encontrar uma foca descansando na superfície. Com isso, eles perdem mais energia caçando do que ganham ao se alimentarem e são forçados a procurar outras formas de se alimentarem. Esses desequilíbrio energético pode ser fatal e, se o degelo continuar, o destino da espécie pode ser a extinção.

Com dificuldades para conseguir caçar focas, ursos-polares podem morrer de fome – Foto: Andreas Weithpolar/ Creative Commons

Com objetivo de chamar a atenção para os desafios enfrentados pelos ursos-polares num Ártico cada vez mais quente, a Polar Bear International (Urso Polar Internacional) organiza o Dia Internacional do Urso-Polar (International Polar Bear Day), celebrado em 27 de fevereiro.

A ong estimula as pessoas a usar menos energia produzida por combustíveis fósseis porque reduzir as emissões de carbono pode retardar e até impedir o aquecimento global e salvar o gelo marinho que os ursos polares necessitam para caçar com eficiência.

Segundo relatório da ONU sobre as mudanças climáticas, é preciso reduzir nossas emissões de carbono ou as pessoas terão que enfrentar desastres naturais, desde secas e inundações até grandes tempestades. Ou seja, enfrentar o aquecimento global não é só benéfico para nós, mas é essencial para a humanidade.

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