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Grande e Ameaçado: Conheça o Sistema de Recifes do Amazonas

By amazonia, Animais ameaçados de extinção, Conservação, Educação ambiental, GreenBond, Meio Ambiente, Notícias

Descoberto há poucos anos, o Grande Sistema de Recifes do Amazonas conta com cerca de 56 mil quilômetros quadrados, área equivalente ao Estado da Paraíba. 

Quer saber mais sobre esse ecossistema fascinante? Vem conferir!

Foto: Greenpeace

Recifes de Corais – o que são e qual a sua importância

Com uma aparência peculiar, fixados ao solo e com cores marcantes, os corais são frequentemente confundidos com plantas. Por outro lado, ao reparar seus exoesqueletos de carbonato de cálcio, que dão uma aparência rígida, eles são também confundidos com rochas. Mas a realidade é que se tratam de animais, os chamados antozoários. 

Esses animais se fixam às superfícies, dando origem às colônias que são conhecidas como recifes de corais. E quanta importância eles possuem, afinal eles são fundamentais para o ambiente onde vivem e até mesmo para nós e com apenas alguns exemplos, vamos te mostrar o porquê. 

Em meio aos recifes outros animais fazem sua morada, como peixes, que inclusive colocam seus ovos ali. Parte deles com relevância econômica. Além da rica biodiversidade que abrigam, eles ajudam na proteção das zonas costeiras das ondas decorrentes de tempestades. Sem falar em sua beleza encantadora, que os torna alvo de turismo, o que gera renda para a comunidade local.  

 

Formações Gigantescas

Em grande quantidade, recifes podem resultar em formações imensas, que podem ser vistas até mesmo do espaço, como é o caso da Grande Barreira de Coral australiana.

Grande Barreira de Corais da Austrália. Foto: NASA

 

No Brasil, há também uma importante formação que recebe o nome de Grande Sistema de Recifes do Amazonas. Após décadas de suspeitas, com a presença de animais que apenas ocorrem em locais com formações coralíneas, em 28 de janeiro de 2017 foram divulgadas as primeiras fotos dessa gigantesca formação. E é por isso que, ontem, dia 28 de janeiro, foi celebrado o Dia Mundial dos Corais da Amazônia.

Foto: Greenpeace

 

O Grande Sistema de Recifes do Amazonas

O rio Amazonas, o maior do mundo, despeja 200 mil metros cúbicos de água doce por segundo no Oceano Atlântico. Essa água, rica em sedimentos e de aparência barrenta, bloqueia a maior parte da luz do sol. Em alguns pontos, a luminosidade não passa de 2%.

 

Foto: Lance Willis – National Geographic Brasil

 

É um dos últimos locais que se esperaria encontrar um recife, mas mesmo assim, em 2012, o pesquisador Rodrigo Moura, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, fez uma descoberta surpreendente. Um extenso recife foi encontrado a cerca de 120 quilômetros da margem do rio Amazonas.

 

Foto: Jornal da USP

 

A descoberta foi considerada uma das mais importantes no âmbito da biologia marinha nos últimos anos, e, apesar do peso dessa novidade, ainda existem poucos estudos desse sistema de recifes do Amazonas. Ou seja, ainda há muitas características para serem apresentadas sobre ele. Estima-se que apenas 5% desse ecossistema tenha sido estudado até então.

Diferente dos famosos recifes coralíneos, esse ecossistema é formado majoritariamente por algas calcárias. Estes crescem em ambientes mais fundos e menos luminosos, mas ainda há a presença significativa de uma biodiversidade que ocorre apenas nessa região.

 

Foto: Ronaldo F. F. – Greenpeace

 

Além da biodiversidade única e seu valor como ecossistema, esse recife é extremamente promissor no que diz respeito à produção de fármacos. Existe o potencial da presença de bactérias ainda não conhecidas pela ciência, o que pode agregar valor tanto na preservação quanto na sua exploração farmacêutica.

Mas o certo é que esse recife já beneficia a preservação do ecossistema local. Sua existência impede que a região seja explorada, uma vez que a degradação seria iminente naquele local, principalmente pelo setor petrolífero.

 

Empresas Petrolíferas

Há anos ameaçada pela indústria petroleira, a região em que se encontra o Grande Sistema de Recifes do Amazonas seria explorada pela empresa francesa Total e a britânica BP. Após ações de combate à exploração e de conscientização, lideradas principalmente pelo Greenpeace, o Ibama negou a licença ambiental à Total para perfuração no local.

 

Foto: Greenpeace

 

Apesar disso, a empresa insistiu em seus planos através da transferência de sua participação à Petrobrás, enquanto a BP continua no projeto. Por isso, apesar de uma vitória ter sido conquistada, é importante nos mantermos atentos às ameaças e em defesa dessa riqueza nacional.

Por isso é importante divulgar o conhecimento sobre o Grande Sistema de Recifes do Amazonas e sua importância. Que tal compartilhar esse texto para começar?

 

Texto por Lidiane Nishimoto

Revisado por Jéssica Amaral Lara

5 de setembro: Dia da Amazônia

By amazonia, Conservação, Datas comemorativas, Desastre Ambiental, Meio Ambiente, Mudanças Climáticas

A Amazônia é um dos biomas mais valiosos de toda a humanidade abrigando a maior reserva natural do planeta. Possui cerca de sete milhões de quilômetros quadrados, sendo cinco milhões e meio de florestas. Abrange nove países (Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Paraguai, Peru, Suriname e Venezuela), sendo que o território brasileiro guarda 60 % da floresta. 26% da sua área protegida também se encontra aqui.

Bioma Amazônico. Fonte: BBC

Biodiversidade 

Devido a sua grande variedade de ecossistemas, com características únicas e peculiares, a Amazônia é refúgio para cerca de 40 mil espécies vegetais, 427 espécies de mamíferos, 1.294 de aves, 378 de répteis, 400 de anfíbios e 3 mil de peixes de água doce, além das mais de 100 mil espécies de invertebrados. O bioma Amazônico possui cerca de 30% das espécies existentes no planeta, sendo o mais biodiverso de todos os biomas. Muitas dessas espécies são endêmicas da região e outras muitas se encontram ameaçadas de extinção.

Foto: conexaoplaneta

Rios voadores

A Amazônia é fundamental para o equilíbrio ambiental e climático do planeta e a conservação dos recursos hídricos. Os cursos d’água dos rios da Amazônia são grandiosos e fundamentais para a manutenção da vida silvestre, e não é somente a local, não.

A floresta ocupa uma área de aproximadamente 6,7 milhões de quilômetros quadrados — Foto: Arquivo TG

Cerca de 17 bilhões de litros de água da Bacia Hidrográfica Amazônica vão para os oceanos e, aproximadamente, 500 litros de água são produzidos diariamente por cada uma das árvores da floresta e lançados para atmosfera, formando os rios voadores, responsáveis pelas chuvas das regiões Centro-Oeste e Sudeste do Brasil.

Os  rios voadores são imensos volumes de vapor de água com cerca de três quilômetros de altura, algumas centenas de largura e milhares de extensão. Eles não podem ser vistos, por estarem em forma de vapor d’água, mas tem uma importantíssima função na regulação do clima. 

Fotografia aérea de uma pequena parte da Amazônia brasileira próxima a Manaus, Amazonas Imagem editada e redimensionada de Neil Palmer

Ameaças 

A Amazônia tem uma inegável importância ambiental para o nosso planeta.  São habitat de inúmeras espécies, fonte de matérias-primas alimentares, florestais, medicinais e minerais, regulam o clima dentre inúmeras outras contribuições.  Mesmo sabendo disso tudo, esse bioma tão rico tem sido constantemente ameaçada por inúmeras atividades humanas:

  • Extração de madeira
  • Mineração
  • Agricultura
  • Obras de infraestrutura
  • Queimadas
  • Desmatamento
  • Pecuária predatória

Vamos dar uma atenção maior neste momento ao desmatamento que bateu recordes no primeiro semestre de 2020. 

Árvores caídas em área desmatada da Amazônia em Itaituba, no Pará — Foto: Ricardo Moraes/Reuters/Arquivo

Desmatamento na Amazônia dispara mais em 2020

No primeiro semestre de 2020, dados do sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), indicaram alerta de devastação em 3.069,57 km² da Amazônia, aumento de 25% em comparação ao primeiro semestre de 2019. Em agosto do mesmo ano, o Inpe apresentou novos dados, indicando uma aumento de 34% no desmatamento nos últimos 12 meses.

Os dados indicam que o crime ambiental continua ocorrendo, mesmo no período em que o país enfrenta uma pandemia ocasionada pelo coronavírus.

Devido a esses dados assustadores, o Brasil vem enfrentando pressão do mundo inteiro para que os índices de desmatamento diminuam e, apesar do governo federal afirmar que o Brasil está buscando diminuir esse índice, os números mostram  um aumento na tendência de desmate. 

“Enquanto o Planalto se esforça para tentar enganar o mundo de que preserva a Amazônia, a realidade dos números revela a verdade: o governo Bolsonaro está destruindo a maior floresta tropical do planeta. Sob Bolsonaro, vivemos o pior momento da agenda ambiental de nosso país”, afirma Márcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima, que reúne 26 instituições.

 

Hoje, mais do que comemorar toda a vida que esse bioma carrega, deixamos um convite para refletirmos sobre o rumo que estamos tomando. A Amazônia é nossa! é nosso dever cuidar e cobrar de nossos governantes medidas sérias de proteção aos nossos biomas.