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Personagens da conservação: José Márcio Ayres

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Ano novo, vida nova e novos personagens da conservação para vocês!

 

Você conhece as grandes personalidades da conservação? Ao longo dos anos, pudemos contar com alguns heróis que deram início a grandes ideias ou tiveram papéis importantes em determinados projetos de proteção ao meio ambiente. Seus princípios e histórias de vida são uma inspiração para nós, que formamos uma enorme corrente a favor da natureza.  

Vamos explorar a história desses gigantes aqui em nosso blog. A informação é nossa principal arma. Por meio dela, desejamos munir a população de conhecimento, inspirar cidadãos comuns e trazer o maior número de pessoas  para o “lado verde da força”.

 

O blog de hoje é sobre José Márcio Ayres, um grande biólogo que uniu duas grandes missões em sua vida. A conservação da Floresta Amazônica e o desenvolvimento sustentável das comunidades que nela habitam.

José com o macaco Uacari nas costas. Fonte: Internet

José Márcio Ayres

 

Brasileiro, nascido em 21 de fevereiro de 1954, José Marcio se formou pela Universidade de São Paulo (USP) em 1976  em Ciências Biológicas. Realizou seu mestrado em 1981,no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) com ênfase em primatologia e se tornou doutor em Ecologia de Florestas Tropicais em 1986 pela universidade de Cambridge. 

 

Sua história com a conservação e com o desenvolvimento sustentável na Amazônia.

 

Muito mais do que dedicado somente às questões relacionadas à biologia em si, Ayres demonstrou profunda dedicação e preocupação  com o bem-estar das comunidades da Amazônia.

Fonte: Internet

Em 1996, Jose Márcio, preocupado com o desmatamento ilegal e a pesca intensiva que estavam ocorrendo na reserva ecológica de Mamirauá, na Floresta Amazônica, através de suas ações, conseguiu estabelecer, numa área de 2.600 km², uma Reserva de Desenvolvimento Sustentável – a primeira desse tipo na América do Sul.

 

Em maio de 1999, Ayres, junto com outros ambientalistas e pesquisadores, fundaram o Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (IDSM). Uma Organização Social fomentada e supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) que desenvolve há mais de 20 anos programas de pesquisa, manejo e assessoria técnica nas áreas das Reservas Mamirauá e Amanã, na região do Médio Solimões, Estado do Amazonas. 

 

Essas duas reservas juntas totalizam  5,7 milhões de hectares, se tornando a maior área florestal protegida do mundo. Por intermédio de convênios com o Governo do Estado do Amazonas, o Instituto Mamirauá apóia a gestão destas reservas.

Foto: internet

 Ayres lutou pela implementação de métodos conservacionistas que incentivassem as populações locais a permanecer em suas terras na região amazônica, em vez de procurar emprego nas metrópoles brasileiras. Defendendo uma gestão responsável dos recursos naturais da região por meio do ecoturismo e de outros programas, ele contribuiu para que os povos nativos obtivessem um meio de sustento. 

 

Uma breve mais linda história

 

O jovem José Márcio Ayres, faleceu aos 49 anos e dedicou toda a sua vida (cerca de 30 anos), ao desenvolvimento sustentável da Amazônia. 

Como forma de homenagear sua breve mas tão produtiva história, em 2008 foi inaugurado o memorial Márcio Ayres na sede da IDSM, em Tefé. Lá você encontra fotos, livros, equipamentos, a vida e a cronologia detalhadas de José Márcio Ayres. Também é possível encontrar grande parte do material que se encontra no museu disponível no site do IDSM.

 

José navegando pelos rios da Amazônia. Foto: Luiz Cláudio Marigo

 

Prêmio

O exímio trabalho desenvolvido pelo pesquisador rendeu-lhe o Prêmio Rolex de empreendedorismo. Um projeto que apoia indivíduos com projetos inovadores que visam melhorar a vida do nosso planeta, expandir conhecimento, solucionar novos desafios ou preservar o patrimônio cultural, ou social para as gerações futuras.

As verbas recebidas foram utilizadas na ampliação do projeto Mamirauá para a reserva vizinha de Amanã, criando a maior área protegida do mundo dentro de uma floresta tropical.

 

Que sua história seja honrada e continue gerando frutos por muitas  e muitas gerações! 

 

Texto por: Fernanda Sá

Gigantes de conservação: Jane Goodall

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Você conhece as grandes personalidades da conservação? Ao longo dos anos, pudemos contar com alguns heróis que deram início a grandes ideias ou tiveram papéis importantes em determinados projetos de proteção ao meio ambiente. Seus princípios e histórias de vida são uma inspiração para nós, que formamos uma enorme corrente a favor da natureza.  

Vamos explorar a história desses gigantes aqui em nosso blog. A informação é nossa principal arma. Por meio dela, desejamos munir a população de conhecimento, inspirar cidadãos comuns e trazer o maior número de pessoas  para o “lado verde da força”.

Hoje vamos falar de uma das principais primatólogas do mundo. Inspiração com profissional e como mulher. Jane Goodall.

 

20 Questions with Dr. Jane Goodall : Never Apart

Fonte: neverapart.com

 

No mundo da primatologia, com certeza ela é a grande estrela.  

Jane Goodall, a primatologista que mudou o conhecimento humano sobre os chimpanzés, com certeza é inspiração e exemplo de coragem e dedicação.

 

A garra e determinação de uma guerreira

Nascida em 3 de abril de 1934, a britânica Valerie Jane Morris-Goodall, sempre teve um sonho: Conhecer a África. Jane se matriculou em um curso de secretariado e com o dinheiro que economizou de seus empregos e, em 1960, comprou uma passagem para o Quênia.

Logo em sua chegada, Jane foi então contratada para ser secretária de um famoso paleontólogo, Louis Leakey e, por ser profundamente interessada nas pesquisas sobre os Homo sapiens que o mesmo desenvolvia, chamou atenção do pesquisador. Leakey então tomou uma importante decisão que iria mudar  não somente a vida de Jane mas os conhecimentos sobre a primatologia no mundo. 

Ainda no  mesmo ano da chegada de Jane na África, Leakey a enviou para uma expedição no Gombe Stream National Park, Tanzânia, e se tornou mentor em uma pesquisa revolucionária com chimpanzés. 

 

Fonte: nationalgeographic.org

 

Importantes descobertas sobre os chimpanzés

 

Jane se mostrou extremamente habilidosa e dedicada com sua pesquisa e, mesmo sem formação na área, fez importantes descobertas sobre os chimpanzés do Parque Nacional de Gombe:

  • Descobriu que, contrariando a ideia de que os chimpanzés eram vegetarianos, eles se alimentavam de carne;
  • Descobriu a capacidade da espécie do uso de ferramentas;
  • Descobriu que os chimpanzés podem cometer canibalismo;
  • Dentre várias outras observações sobre o comportamento e ecologia da espécie

 

Fonte: britannica.com

 

 

De uma pesquisadora sem diploma a doutora na Universidade de Cambridge

Como reconhecimento da excelente pesquisadora que era, Jane foi aceita no programa de doutorado da Universidade de Cambridge, se tornando posteriormente PhD em etologia (ciência que estuda o comportamento animal).
Claro que mesmo com todo esse primoroso esforço e trabalho, por ser jovem e ser mulher, Jane não foi bem aceita pela comunidade científica, o que lhe custou muito preconceito e descrenças.

 

Pesquisadora da National Geographic

Jane foi financiada por muitos anos  pela National Geographic e, apesar de não gostar de divulgação, em sua estadia no parque nacional de Gombe, a cientista recebeu um fotógrafo  da marca para acompanhá-la. Fotógrafo esse que veio a se tornar seu marido, mais tarde.

 

Fonte: nationalgeographic.org

 

Não somente pesquisadora, ativista ambiental 

Em 1977, Jane fundou o Jane Goodall Institute, dando continuidade à sua pesquisa sobre chimpanzés e levantando a pauta da proteção animal e conservação ambiental.

Jane também inaugurou a Roots & Shoots is Founded, uma instituição que tem como objetivo auxiliar jovens na Tanzânia a criarem soluções para os problemas ambientais enfrentados pelo país.  

Em 2004, Jane Goodall foi nomeada Mensageira da Paz pelas Nações Unidas.

 

Fonte: britannica.com

 

O que temos a dizer a você Jane? Você é pura inspiração! Continue brilhando!