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08 de maio. Dia do profissional do marketing e o marketing para a conservação

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Hoje, dia 08 de maio é comemorado o dia do profissional do marketing, uma data criada com o objetivo de homenagear uma das classes de trabalhadores mais criativas que existe. 

São eles os responsáveis por desenvolver imagens, conceitos, conhecer e envolver o público e principalmente por vender ideias. E como é satisfatório ver uma ideia bem exposta, não é?

 

O mundo mudou, as mídias mudaram, o digital invade a vida das pessoas como uma tsunami… Mas uma coisa, continua a mesma: a propaganda segue sendo a alma do negócio. 

E com todo mundo de olho nas telinhas, até a conservação, que até pouco tempo não era muito associada à publicidade, teve que entrar na onda das aparições públicas, porque afinal, quem não é visto, não é lembrado. Mas como fazer isso bem feito? Ninguém sabia ao certo. Pareciam mundos que não conversavam. Mas eis que surge o marketing para a conservação.

 

 

O que é marketing para a conservação?

O termo marketing para a conservação é bem novo e refere-se “a aplicação ética de conceitos e técnicas de estratégias de marketing para influenciar atitudes, percepções e comportamentos de indivíduos e, em última instância, sociedades, com o objetivo de promover objetivos de conservação”

Enquanto o marketing convencional utiliza técnicas e ferramentas que estimulam as pessoas a consumir algum tipo de produto ou serviço, o marketing para a conservação aplica essas mesmas técnicas ou técnicas semelhantes para encorajar a mudança de comportamento pró-conservação.

Na prática, o marketing para a conservação serve para se referir a difusão da ciência produzida por projetos de conservação através da propaganda e, com isso, promover mudanças significativas no modo como enxergamos o meio ambiente. E sim meus amigos, as redes sociais são uma arma poderosíssima de propaganda.

Através do marketing para conservação, vários projetos tiveram a chance de mostrar pro mundo as suas carinhas e, o mais importante, sair da sua bolha. Isso quer dizer que pessoas de outras áreas passaram a conhecer e entender mais sobre os diversos aspectos da conservação, a se sensibilizar com as coisas e, a automaticamente se engajar mais com os propósitos. Bacana, né?

 

 

Essa é justamente a missão da Greenbond. Fazer com que cada vez mais pessoas possam conhecer projetos de conservação através do marketing digital. 

 

E a equipe da Greenbond não para nunca de se aperfeiçoar 

Dos dias 27 a 31 de outubro de 2021 vamos participar do segundo Congresso de Conservation Marketing. O único do mundo voltado totalmente para essa temática. Vai ser uma troca incrível e com certeza, vamos sair desse evento com uma bagagem enorme de conhecimento e muito mais vontade de aplicar o marketing em todos os projetos de conservação por aí.

 

E ai? Já tinha ouvido falar de marketing para a conservação? O que achou?

 

Texto por Fernanda Sá

 

O que esperar de 2020?

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Nosso primeiro ano completo de atuação foi incrível! Nos trouxe ótimos parceiros, ações e resultados, como você viu em nossa retrospectiva

Para 2020, esperamos continuar florescendo as sementes plantadas em 2019. Então, trouxemos reforços para a nossa equipe, aumentamos o portfólio de parceiros, fizemos cursos de capacitação e mergulhamos de cabeça no marketing de conservação.  

 

POR DENTRO DA GREENBOND 

Conheça o perfil de cada colaborador que faz da GreenBond uma empresa tão promissora: 

 

Nome: Diego Arruda 

Profissão: Veterinário 

Ponto forte: O céu é o limite

O Diego é formado em medicina veterinária, mas além do amor pelos bichos, também tem alma de vendedor. Hoje, é especialista em marketing digital, formado pela ESPM, e conseguiu unir suas duas paixões em um único propósito: marketing de conservação. 

Munido de criatividade, pensamentos extremamente estratégicos e bastante conhecimento sobre a fauna, ele é um dos fundadores da GreenBond e peça chave em todas as operações realizadas pela empresa. O sangue do #Bond corre em suas veias e, se depender de seus planos, só o céu é o limite. 

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Nome: Gustavo Figueirôa

Profissão: Biólogo 

Ponto forte: Mega versátil 

O Gustavo é biólogo conservacionista, sempre viveu no meio dos bichos e cultiva um grande amor pelo universo selvagem. Trabalhou como biólogo de campo durante muito tempo, mas com o passar dos anos, também se descobriu fotógrafo de natureza, editor de vídeos, redator e um grande comunicador. 

Sua extensa bagagem de campo, conhecimento sobre a fauna e comprometimento com as atividades de comunicação fazem dele uma carta coringa, ou seja, é possível confiar em sua capacidade para realizar qualquer tarefa da GreenBond. Também é um dos fundadores da empresa e tem o DNA do #Bond em sua essência. 

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Nome: Letícia Amado 

Profissão: Publicitária 

Ponto forte: Criativa como ninguém 

Ao contrário dos meninos, a Letícia começou sua carreira pelo marketing e descobriu só depois a paixão por animais selvagens e conservação. Especialista em marketing digital, também pela ESPM, ela trouxe para a GreenBond sua experiência como redatora em agências de publicidade e veículos de comunicação. 

O gosto por livros, filmes, séries, peças de teatro e qualquer outra forma de entretenimento lhe concedeu um belo repertório, tornando sua criatividade bem afiada! Juntando a habilidade para escrita, com duas fontes de conhecimento muito ricas (Diego e Gustavo), ela torna a GreenBond capaz de produzir conteúdos autorais de muita qualidade. 

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Nome: Raphael Parmezani 

Profissão: Publicitário 

Ponto forte: Comprometido – missão dada é missão cumprida 

Raphael é publicitário, também especialista em marketing digital pela ESPM. Integrante mais recente da GreenBond, ele começa agora em 2020 e traz consigo um português impecável (quase um dicionário humano), além da ampla experiência com redes sociais de um grande banco nacional. 

O comprometimento com suas tarefas é, de longe, o ponto mais forte. Dedicado, estudioso e muito organizado, foi uma contratação certeira para nós. Seja bem-vindo ao nosso #Bond, Rapha! 

 

PARCEIROS DE PESO

A nossa equipe é, com toda a certeza, parte muito importante do trabalho. Mas sem os parceiros, não seríamos a mesma GreenBond.

Hoje, temos o prazer de trabalhar com Onçafari, SOS Pantanal, Biofaces e Mamirauá. Acreditamos no potencial de cada um na conservação do meio ambiente. Por isso, damos o nosso melhor para fortalecer e aumentar ainda mais esse impacto! 

Para 2020, tivemos a honra de agregar um novo parceiro: Documenta Pantanal. A iniciativa consiste em um conjunto de ações e projetos coordenados, com o intuito de: documentar; tornar conhecida a beleza e o valor natural da região do pantanal brasileiro; além de promover o diálogo entre as forças produtivas, academia, instituições/organizações na busca de soluções implementáveis de consenso.

Foto: Luciano Candisani/Documenta Pantanal

 

Usaremos todo o nosso conhecimento em biodiversidade pantaneira e técnicas de comunicação para dar mais força à iniciativa, tornando seus esforços de conservação do Pantanal ainda mais efetivos! 

 

O que esperar de 2020? Novos desafios, grandes parcerias e uma equipe ainda mais unida. Sabemos que juntos somos mais fortes, por isso buscamos conectar pessoas, tecnologia e natureza. Vem pro nosso #Bond! 😉 

Humanização: conheça as principais tendências de marketing para 2020

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No contexto de um mercado extremamente saturado, com bombardeio de informações por todos os lados, a inovação no marketing deixa de ser um “plus” para tornar-se uma necessidade. Ou você se reinventa na hora de passar sua mensagem, ou ela ficará esquecida entre as outras milhares. 

Em 2020, acreditamos que o principal passo para a inovação deve ser dado em outra direção: para trás. Antes de pensar de forma desenfreada no uso de tecnologias, estratégias de venda e lucro abundante, pense em pessoas. Pense no mundo em que vive, nas necessidades sociais e ambientais presentes em todos os processos. Essa é a verdadeira inovação para o futuro. 

Felizmente, a GreenBond não está sozinha neste pensamento. A primeira pesquisa Global Marketing Trends 2020 da Delloite revelou dados importantes sobre a expectativa dos consumidores no próximo ano.

Conexão humana, esse é o ponto-chave. De acordo com a pesquisa, muitas empresas ainda colocam energia apenas em novas tecnologias e esquecem o lado humano. 

As novas tendências de marketing vêm para mudar essa realidade:  

 

1- Propósito – por que a sua empresa existe?

Não é de hoje que a GreenBond vem batendo nessa tecla. Nós atuamos com propósito desde o primeiro dia de existência da empresa e, por pensar dessa forma, só nos conectamos a parceiros que também tenham o mesmo propósito: conservação da biodiversidade. 

Aparentemente, essa não é uma necessidade só nossa, mas do mercado como um todo. Os consumidores estão em busca de transparência – fato também revelado na Pesquisa Carreira dos Sonhos 2019 – realizada pela Companhia de Talentos. Eles querem saber qual é o objetivo da empresa, o que, de fato, ela veio solucionar, como ela contribui com a sociedade e onde ela quer chegar. 

No caso dos projetos de conservação, é importante deixar clara a missão do projeto. Qual é seu objetivo? Por quê sua atuação naquele ambiente se faz necessária? De que forma o projeto contribui para o meio ambiente e/ou para a sociedade? Todas essas perguntas devem ser respondidas em sua comunicação e, claro, estar alinhadas ao DNA da organização. 

 

2- Experiência humana – conexões que vão além do digital

O estudo da Deloitte também alerta sobre a evolução da tecnologia, como a aparição dos chatbots, que ensinam o público a ser cada vez mais exigente. Essas mesmas interações tecnológicas acabam inibindo as interações humanas, construindo comportamentos isolados e automatizados.

Dessa forma, a experiência humana se torna ausente, gerando um déficit de conexão a longo prazo. Ou seja, a tecnologia manterá sua empresa ativa, porém, depender apenas dela pode afetar a fidelização dos clientes.

Os projetos de conservação ambiental têm o campo como grande aliado. A experiência em campo, como ecoturismo, por exemplo, oferece experiências humanas únicas. Além de aproximar as pessoas, causa um impacto positivo muito grande e torna o objetivo de educação ambiental mais efetivo. 

O relatório também convida os profissionais a investirem na empatia e na inclusão como valores essenciais para a humanização das marcas e criação de conexão com os consumidores. 

 

3- Confiança – você sabe construí-la?

Relações mais humanas exigem transparência e honestidade. O relatório da Delloite também reafirma essa necessidade. 

De acordo com o estudo, o público espera honestidade, coesão e políticas transparentes das corporações. E na era digital, agora os consumidores também exigem segurança no que diz respeito aos seus dados e informações movimentadas na internet. 

Conforme citado anteriormente, os projetos devem entregar, de forma honesta e transparente, o destino dos recursos captados. As pessoas querem saber como a doação delas está sendo utilizada, de que forma elas estão contribuindo para a melhora do meio ambiente e da sociedade. 

 

4- Pertencimento – participação de pessoas nos processos

Segundo o relatório, as pessoas querem se sentir parte da empresa com as quais se relacionam. Por isso, a sugestão para 2020 é que as marcas invistam em trazer o público final para mais perto de decisões e ações da organização. 

O mesmo vale para o ambiente profissional. Líderes e gestores devem incentivar suas equipes a participarem mais das ações internas, descentralizando o poder e ampliando a rede de opiniões e sugestões para as equipes.

Pensando nisso, dependendo da forma de atuação dos projetos de conservação, é possível incluir voluntários e parceiros nas ações. Trazê-los para perto e torná-los parte dos planos de mudança pode ser uma ideia muito interessante para a organização. 

 

5- Valorização – foco nos talentos

Por fim, o relatório também convida as organizações a olharem com mais “carinho” para seus talentos. Líderes e gestores devem focar, estimular, reconhecer e valorizar os talentos sob seus comandos, ajudando no desenvolvimento deles. 

Mas, muito além do escritório fechado, a valorização de talentos também deve ser ampliada para o lado de fora. O estudo propõe que as organizações também valorizem seus embaixadores – influenciadores, fãs e clientes fiéis – criando conexões mais profundas e ajudando na evolução de cada um. 

 

DIANTE DESTE CENÁRIO, COMO FICA O DIGITAL? 

 

O foco em pessoas não significa a anulação do marketing digital, de forma alguma. Nós acreditamos no potencial do online para ampliar o alcance da mensagem, propagar sua ideia e seu propósito com maior efetividade.

O marketing pode ser digital e humanizado ao mesmo tempo. É possível usar inovações tecnológicas a favor das conexões humanas. O ponto é justamente esse: não podemos pensar em uma coisa separada da outra. Não devemos olhar apenas para a tecnologia e esquecer que ela faz parte da vida das pessoas. Ou seja, quem as controla são pessoas. Que devem ser olhadas e tratadas como tal. 

Por isso, devemos continuar inovando tecnologicamente. Podemos continuar propondo e apostando em estratégias de mídias digitais – redes sociais, blog, site, e-mkt, Google, etc. Continuar apostando em inteligência artificial, chatbots, busca por voz e automatizações no geral. Mas, antes de qualquer uma dessas propostas, lembre-se da sua missão, do seu propósito e das pessoas envolvidas em cada um dos processos. 

Dê um passo para trás. Confirme – ou reafirme – a honestidade, transparência, coerência e compromisso da organização com necessidades sociais, ambientais e econômicas. Esse é o insight de ouro para 2020. 

Mudança de mentalidade: ferramentas poderosas para combater o tráfico de animais selvagens

By | Educação ambiental, Marketing na Conservação, Meio Ambiente | No Comments

Um artigo recente publicado na “Nature Conservation apontou os principais desafios e oportunidades para reduzir a demanda por animais ilegais. Tirando a responsabilidade do combate ao tráfico das mãos do governo, as principais sugestões consistem em formas de influenciar a mudança de comportamento da sociedade como um todo. 

Segundo Kenneth E. Wallen e Elizabeth Daut, que são as autoras do artigo, “A conservação da biodiversidade depende do gerenciamento do comportamento humano e, às vezes, da mudança do mesmo. Isso é particularmente relevante para o comércio ilegal de animais e/ou produtos silvestres, tanto da flora quanto da fauna.”

 

Resgate de animais traficados. (Foto: CETAS-BH)

 

Explorando diversos setores, como a influência social, insights comportamentais, marketing social e abordagens centradas no ser humano, as autoras sugerem uma forte tendência à reestruturação dos comportamentos naturais em sociedade, com a finalidade de reduzir a frequência de crimes ambientais. 

 

PRINCIPAIS ESTRATÉGIAS PARA INFLUENCIAR A MUDANÇA DE COMPORTAMENTO 

 

Marketing Social 

Hoje, é possível utilizar táticas que integrem conceitos, princípios e métodos de marketing, encorajando comportamentos sociais que beneficiem a comunidade. O objetivo primário do marketing social é transformar a mentalidade das pessoas e algumas estruturas sociais, utilizando-se de processos efetivos, justos e sustentáveis. 

Design centrado no ser humano 

Outra sugestão é utilizar o “Design Centrado no Ser Humano”. Para tal, é preciso desenvolver estratégias de trabalho que estimulem a mudança de comportamento por meio de soluções colaborativas, ou seja, nas quais as pessoas possam participar de todos os processos. Fazer reflexões empáticas e ter um feedback de todos os envolvidos são pontos imprescindíveis no diagnóstico e resolução dos problemas.

 

Teoria da mudança

Segundo o Projeto Draft, a Teoria da Mudança é um método direcionador que permite que as organizações voltem aos seus objetivos iniciais, analisem o resultado dos impactos socioambientais e corrijam processos, sempre que necessário. 

 

MÉTODOS EFETIVOS DE COMUNICAÇÃO

 

Educação e Awareness

Ao propagar um conteúdo relevante por canais efetivos, é possível divulgar informação e educar as pessoas de acordo com o seu objetivo. Quanto mais pessoas informadas e engajadas com a causa, maior é o seu potencial de alcance, visto que cada uma delas se torna um “novo canal” de comunicação.

Nem todo mundo entende a gravidade de um crime ambiental. Muitos não sabem o processo criminoso por trás de uma ave ou réptil à venda no mercado. Por isso a importância da informação. 

 

Divulgação, construção de relacionamento e confiança 

O diálogo é a melhor forma de construir uma relação. Por isso, é importante que o emissor da mensagem comunique-se e mantenha os canais sempre abertos, para todos os grupos envolvidos. Qualquer ação ou decisão deve ser tomada com o máximo de transparência e empatia. 

 

Influência social 

O ideal é que a propagação da mensagem permita interações, questionamentos e debates, além de apoiar-se em percepções de outros indivíduos e/ou grupos sociais, seus sentimentos, crenças, comportamentos, etc. 

Entender a particularidade do outro (seja ele parte do processo ou consumidor final) é essencial para encontrar soluções completas. Se o objetivo é provocar uma mudança de pensamento coletiva, você precisa conhecer e se comunicar com cada um no seu mundo particular. 

 

Percepções comportamentais prévias 

Aproximações que compreendem bases cognitivas, limitações, etc., costumam ser mais efetivas na tentativa de mudança. Saber os padrões dos comportamentos pode ser útil na previsão e convencimento em momentos de decisão. 

Entender o padrão de comportamento atual das pessoas envolvidas te ajuda a prevê-los e trabalhar uma possível mudança futura. 

 

APLICAÇÃO PRÁTICA 

Existem diversos métodos inovadores, principalmente na área da comunicação, capazes de otimizar os esforços de conservação da vida selvagem. Mas, focando especialmente no combate ao tráfico de animais silvestres, como podemos aplicá-los?

Pensando nas principais características dos recursos apresentados, chegamos à conclusão de que essas ferramentas podem ser utilizadas para envolver a sociedade e impulsionar uma mudança de mentalidade coletiva. Por meio das estratégias de marketing, por exemplo, você consegue propagar a mensagem de conservação, engajar o público na causa e convencê-los a não alimentar/compactuar com o mercado de animais ilegais. Ou seja, com a redução da demanda final, seja pela compra de animais legalizados seja pela diminuição da demanda em adquiri-los, aos poucos o mercado ilegal vai ficando enfraquecido. 

Ave vítima do tráfico de animais. (Foto: CETAS-BH)

 

O design centrado em seres humanos e a teoria da mudança podem vir como estratégias complementares, estimulando o envolvimento de todas as partes inseridas no processo. No caso do tráfico, seria interessante a busca por uma solução pensada de todos os pontos de vista: da pessoa que captura o animal, de quem vende, quem compra, das organizações de fiscalização, das instituições conservacionistas e pessoas que defendem a causa. A solução perfeita deve atingir todos os pontos envolvidos, causando uma reestruturação completa desta cadeia. 

I Workshop de Reabilitação, Monitoramento e Conservação de Fauna Silvestre

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Nos dias 22 e 23 no novembro, a WAITA Instituto de Pesquisa e Conservação realizou o I Workshop de Reabilitação, Monitoramento e Conservação de Fauna Silvestre. O evento contou com a presença de diferentes instituições e profissionais conservacionistas, que trocaram experiências de forma inovadora e construtiva. Com espaços abertos para estudantes e comunidade geral, a iniciativa promoveu ciência de maneira democrática e progressiva. 

Nós tivemos a honra de participar do evento, dando palestras e ouvindo os demais. Contamos nossas experiências, como GreenBond e como nossos clientes, mas também dialogamos e absorvermos diversas vivências de instituições que lutam pela conservação, assim como nós. Foram trocas muito ricas!

 

ONÇAFARI 

Comunicação é o principal pilar da GreenBond. Nós acreditamos no poder da comunicação e tentamos fazê-la de forma 360, abordando todos os pontos de contato de nossas instituições parceiras.

Por isso, vestimos a camisa do Onçafari, um dos nossos maiores parceiros, e comunicamos o incrível trabalho de reintrodução realizado por eles durante o Workshop. 

Além de ministrar a palestra “Onçafari Rewild: Reintroduzindo Onças-pintadas na natureza”, que contou detalhadamente como foi o processo de reintrodução de todas as onças que já passaram pelo Rewild: Fera e Isa (Pantanal), Vivara e Pandora (Amazônia) e Jatobazinho (Argentina), o nosso biólogo Gustavo Figueirôa também participou das mesas de debate sobre Reabilitação e Monitoramento, trocando experiências com instituições que realizam o mesmo trabalho. 

Momento de soltura da Vivara, na Amazônia. (Foto: Onçafari)

ESPAÇO DE DISCUSSÃO SOBRE REABILITAÇÃO 

A reabilitação de animais silvestres é um processo fundamental para devolvê-los à natureza de forma saudável. O espaço de discussão permitiu a troca de informações, vivências (que deram certo e também que não deram), compartilhamento de técnicas e soluções de problemas encontrados pelas instituições, com o intuito de otimizar ainda mais todo esse processo. 

No painel estiveram presentes as seguintes instituições: WAITA, Onçafari, MIB, Pró-tapir, Refauna, IPRAM, Muriquis do Caparaó, CRAX, UFOP, TamdanduASAS, Amigos do Lobo, CETAS-BH.

 

ESPAÇO DE DISCUSSÃO SOBRE MONITORAMENTO

A melhor maneira de confirmar o sucesso de reintrodução dos animais, obtendo dados dados confiáveis de comportamento é por meio do monitoramento. Então, o Espaço Monitoramento abordou as diferentes técnicas, tecnologias, metodologias e problemáticas dos monitoramentos ativos e/ou remotos, promovendo uma troca de experiências enriquecedora. 

No painel estiveram presentes as seguintes instituições: WAITA, Onçafari, MIB, Pró-tapir, Refauna, IPRAM, Muriquis do Caparaó, CRAX, UFOP, TamanduASAS, Amigos do Lobo, CETAS-BH e Centro de Conservação dos Saguis da Serra. 

 

GREENBOND 

Representando a GreenBond, o nosso especialista em marketing digital Diego Arruda ministrou uma palestra sobre o papel do marketing na conservação, focando principalmente em estratégias para captação de recursos. 

Após alguns estudos de mercado, nós percebemos que o marketing ainda não é prioridade no modelo de negócio dos projetos de conservação. Apesar de compreenderem a necessidade de investimento em comunicação, a maioria dos projetos não a faz, principalmente por questões financeiras. 

Por isso, ministramos uma palestra que ensina a importância da comunicação, principalmente para reverter esse quadro: a falta de recursos. Divulgar a causa é de extrema importância para alcançar e tocar pessoas, trazendo mais adeptos e, consequentemente, mais recursos para auxiliar na luta. 

Ao contrário do que muitos pensam, não é necessário gastar caminhões de dinheiro para fazer uma comunicação bem feita. Atualmente, principalmente por conta da internet, já é possível alcançar milhões de pessoas, provocando um impacto positivo de forma rápida e barata. E foi isso que ensinamos ao público presente no Workshop. 

ESPAÇO DE DISCUSSÃO SOBRE MARKETING 

O espaço Marketing para a conservação discutiu a utilização de estratégias e ferramentas adotadas no universo do marketing, com o objetivo de comunicar e mobilizar o maior número de pessoas à favor de uma causa em comum: salvar o planeta.

Foram abordados temas como redes sociais, sites, planejamento, execução e desenvolvimento de campanhas, captação de recurso, estratégias, dentro outros.

Para debater o tema, estiveram presentes no painel: GreenBond, Sair do Casulo, Bocaina e Instituto Vida Livre. 

 

VISÃO GERAL DO EVENTO 

No geral, o I Workshop de Reabilitação, Monitoramento e Conservação de Fauna Silvestre foi bastante enriquecedor para nós. Pudemos divulgar nosso trabalho, as causas nas quais acreditamos e o mais importante: aprender com pessoas que fazem parte da mesma luta. A troca de experiências foi fundamental, principalmente neste fim de ano, para repensar e colocar em prática alguns aprendizados para 2020. 

Agradecemos a WAITA pelo convite e os parabenizamos pela incrível iniciativa! 

Marketing na Conservação: passado, presente e futuro

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Os problemas ambientais são resultado da ação do homem. Logo, a solução para esses problemas também deve partir da modificação, cessão ou renovação das atividades humanas, principalmente as que prejudicam diretamente o meio ambiente. Pensando neste contexto, é quase natural a utilização de estratégias e ferramentas adotadas no universo do marketing, com o objetivo de comunicar e mobilizar o maior número de pessoas à favor de uma causa em comum: salvar o planeta. 

Falando de forma superficial, o conceito de marketing consiste no processo de planejar e executar o desenvolvimento, valor, distribuição e promoção de produtos, serviços e/ou ideias, com o intuito de criar trocas benéficas para ambos os lados. De maneira geral, ele foca na construção de relacionamentos e narrativas, que são qualidades inatas dos seres humanos. Por isso, a ideia de aplicar o marketing na conservação reuniu esforços para influenciar o comportamento dos homens na adoção de alternativas sustentáveis, que pudessem mudar aos poucos os hábitos cotidianos. 

 

OS PRIMEIROS PASSOS DO MARKETING NA CONSERVAÇÃO

 

O Conservation Marketing surge nos EUA, a partir de um despertar geral de consciência ecológica na população. O primeiro registro oficial de campanha publicitária utilizada para beneficiar o meio ambiente foi o famoso Smokey Bear, um personagem americano criado para ajudar no combate aos incêndios florestais.

Smokey Bear 

Criada em 1944, a campanha “Smokey Bear Wildfire Prevention” é a mais longa campanha publicitária de serviço público da história dos EUA, educando gerações de americanos sobre seu papel na prevenção de incêndios florestais. Como um dos personagens mais reconhecíveis do mundo, a imagem de Smokey é protegida pela lei federal dos EUA e é administrada pelo Serviço Florestal do USDA, pela National Association of State Foresters e pelo Conselho de Anúncios. Apesar do sucesso da campanha ao longo dos anos, a prevenção de incêndios florestais continua sendo uma das questões mais críticas que afetam o país. A mensagem de Smokey é tão relevante e urgente hoje, quanto era em 1944! 

Campanha do Smokey Bear lançada em 1944.

 

COMO FAZEMOS HOJE? 

 

Apesar do crescente interesse em unir marketing social com biodiversidade, quando analisamos a execução de fato, o crescimento foi bem discreto, se comparado à outras aplicações da disciplina: 

Fonte: Artigo publicado no Social Marketing Quarterly

 

Atualmente, existem muitos esforços sendo feitos, principalmente fora do Brasil, para aumentar o conhecimento científico e geração de conteúdo sobre biodiversidade. Além disso, estudiosos da área de marketing se dedicam a fazer análises, estudar comportamentos e elaborar teorias para auxiliar na união da comunicação com os objetivos conservacionistas. No entanto, é preciso reconhecer que ainda existem grandes desafios para o uso do marketing aliado à políticas sociais, especialmente no que diz respeito a junção entre hábitos humanos e vida natural. 

O maior obstáculo encontrado hoje pelos pesquisadores é no que chamamos de “recompensa”. Os benefícios da preservação nem sempre são sentidos de forma imediata pelo público, em sua grande maioria são observados a longo prazo, o que os torna menos palpáveis e persuasivos. 

Quando olhamos para o cenário brasileiro, o panorama pode ficar um pouco pior. Além dos obstáculos naturais enfrentados pelo Conservation Marketing, ainda sofremos com a falta de estrutura, investimento e recursos para lidar com a comunicação. Uma pesquisa feita pelo Nossa Causa, confirmou o que já vínhamos suspeitando há tempos: os projetos de conservação reconhecem a importância da divulgação, mas não a fazem por questões financeiras ou por não saberem aplicar as estratégias e ferramentas adequadas ao orçamento. 

 

O QUE PODEMOS ESPERAR PARA O FUTURO? 

 

A primeira grande expectativa é a profissionalização dos colaboradores e processos envolvidos na comunicação das causas, ou terceirização da produção de conteúdo. Quanto mais embasadas em pesquisas e teorias, mais planejadas e estratégicas forem as campanhas, maior é a expectativa para os resultados, tanto na arrecadação de recursos, quanto na mobilização para a conservação da biodiversidade. 

Outra tendência para um futuro próximo é a integração das ciências comportamentais com esferas políticas e empresariais, aumentando a visibilidade para áreas como economia comportamental e design thinking. Ainda não há artigos ou estudos sobre o uso dessas práticas no marketing de conservação, mas existem diversas ferramentas que podem ser utilizadas e bem aproveitadas, sem necessidade de grandes mudanças na estrutura ou orçamento dos planejamentos. 

Pensando num cenário do “mundo ideal”, onde os projetos tivessem verba o suficiente para investir no setor de marketing, ainda seria possível utilizar recursos como Inteligência Artificial, Robôs, IOT (Internet das Coisas), Machine Learning e outras diversas inovações tecnológicas capazes de otimizar todos os processos. Mesmo que ainda tenhamos muitos outros desafios a serem superados antes de atingir tamanha evolução, é importante reforçar que a conservação tem um grande “oceano azul” para ser trabalhado. Temos alguns casos de sucesso, como WWF e Greenpeace, mas existem milhares de outros esforços igualmente incríveis sendo feitos, que precisam ser otimizados e comunicados da melhor forma. 

Inteligência Artificial capaz de detectar o rosto de primatas. (Foto: Divulgação)

 

Fontes: Social Marketing Quarterly Vol. 24, Vol. 25, Elsevier Ocean & Coastal Management.