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Bond da Conservação: Chico Mendes

By Bond da Conservação, Conservação, GreenBond, Meio Ambiente

Você conhece as grandes personalidades da conservação? Ao longo dos anos, pudemos contar com alguns heróis que deram início a grandes ideias ou tiveram papéis importantes em determinados projetos de proteção ao meio ambiente. Seus princípios e histórias de vida são uma inspiração para nós, que formamos uma enorme corrente a favor da natureza.

Vamos explorar a história desses gigantes aqui em nosso blog. A informação é nossa principal arma. Por meio dela, desejamos munir a população de conhecimento, inspirar cidadãos comuns e trazer o maior número de pessoas  para o “lado verde da força”.

Hoje vamos conversar sobre uma das maiores referências do Brasil na luta contra o desmatamento, afinal, hoje (15/12/21) esse importante herói da conservação faria 77 anos! Vamos falar sobre Chico Mendes!

Foto: Wikimedia Commons

 

Seringueiro

Nascido no ano de 1944 em Xapuri, Acre, Francisco Alves Mendes Filho, conhecido como Chico Mendes, cresceu em uma família de seringueiros.

Casa em que Chico Mendes morou em Xapuri, reformada e transformada em Centro de Memória. Foto: ebiografia.com

 

Os seringueiros extraem látex das árvores seringueiras, nativas da floresta Amazônica. A extração do látex é o primeiro passo para a produção da borracha natural.

Extração de látex em seringueira. Foto: Gilson Essenfelder, Sítio Pandorama.

 

Durante toda a sua infância e adolescência, Chico acompanhou seus pais no trabalho. Aos 11 anos ele, inclusive, já extraia látex. Neste meio, ele percebia as difíceis condições que esses trabalhadores tinham que aguentar. Os seringueiros viviam em um regime de exploração, em que qualquer forma de oposição não era permitida e ainda, viviam endividados, já que em troca de seu trabalho, eles recebiam produtos industrializados, produtos pelos quais eles não conseguiam pagar.

Tal regime se mantinha pois, desde 1945, a borracha deixou de ser um importante produto de exportação, e esse modelo de exploração era o que ainda trazia resultados para a economia local. Viver nessa realidade foi suficiente para Chico querer mudar a vida dessas pessoas.

 

Sindicatos e vida política

Diferente da maioria dos seringueiros, Chico foi alfabetizado aos 16 anos por um refugiado político que vivia próximo a ele, Euclides Fernandes Távora. O que foi fundamental para ele fazer parte da diretoria do primeiro sindicato que surgiu no Acre, em 1975, o Sindicato de Trabalhadores Rurais de Brasiléia.

Dois anos depois, ele participou da fundação do Sindicato de sua cidade, Xapuri, onde mais tarde, em 1983, ele seria eleito presidente. Também em 1977 foi eleito vereador pelo MDB e já em 1980, junto a Lula, fundou o PT.

Chico Mendes no Sindicato de Xapuri. Foto: Infográficos Estadão

Em meio à vida sindical e política… Sai borracha, entra desmatamento 

Por volta de 1970, a borracha já não era nada lucrativa. Com a entrada do governo militar, viu-se a necessidade de uma nova forma de ocupação da Amazônia. Palavras do general Castelo Branco, era necessário “Integrar, para não entregar”. Para isso, o governo priorizou a especulação fundiária da Amazônia para abrir espaço para a pecuária. E claro… com ela, veio muito… muuito desmatamento. E também, muita resistência. Afinal, os seringueiros não ficaram parados!

Em uma tentativa de tentar frear o desmatamento, os seringueiros e suas famílias se uniram sob a liderança do fundador do Sindicato de Brasiléia, Wilson Pinheiro e foram à luta. Chico, que já fazia parte da diretoria do sindicato, participou das ações.

Uma das formas de luta ficou conhecida como “Empate às derrubadas”. Nela, os seringueiros explicavam aos contratados pelos pecuaristas para desmatar, a importância das florestas para suas famílias, convidava-os a se tornarem seringueiros e desmontavam seus acampamentos, impedindo o desmate.

Empates às derrubadas. Foto: EBC

 

Várias eram as ações lideradas por Wilson, muitas, grandiosas. E com isso, vários eram os seus inimigos. Em 1980 ele foi assassinado dentro da sede do sindicato. Chico, tomou a liderança das ações.

 

O líder Chico Mendes

Foto: Homero Sérgio/Folha Imagem

 

Chico liderou diversas ações contra o desmatamento, inclusive, Empates às derrubadas. Mas foi quando liderou o 1º Encontro Nacional dos Seringueiros, que suas ações ganharam repercussão nacional e internacional.

Durante o encontro foi criado o Conselho Nacional dos Seringueiros (CNS) e foi proposta a criação da “União dos Povos da Floresta”. Nessa união, índios e seringueiros deveriam se unir, afinal, eles têm o mesmo objetivo: proteger as florestas e sofrem as mesmas pressões. Também foi proposto a criação de Reservas Extrativistas, locais onde a floresta e seus povos seriam respeitados.

A partir daí, pessoas de vários países entraram em contato com Chico, que expôs suas lutas e os problemas locais. Com seu trabalho reconhecido também internacionalmente, Chico ganhou vários prêmios, inclusive o Prêmio Global 500 da ONU.

 

Família

Chico e Ilzamar. Foto: Wikimedia commons

 

Além de grande líder, Chico era um grande pai. Ele possuía três filhos, Ângela, do primeiro casamento, e um casal, Elenira e Sandino, do segundo casamento, com sua esposa Ilzamar.

Chico com seu filho Sandino. Foto: Wikimedia commons

 

Assassinato

Após suas batalhas ganharem repercussão, Chico sofria cada vez mais ameaças de seus inimigos. Infelizmente, no dia 22 de dezembro, uma semana após seu aniversário de 44 anos, ele foi assassinado.

Ele foi morto a tiros de escopeta, no quintal de sua casa, por Darci Alves, que cumpria ordens de seu pai, o fazendeiro Darly Alves. Os assassinos foram condenados a 19 anos de prisão, mas ficaram presos somente 3 anos, quando fugiram. Anos depois foram recapturados.

 

O legado de Chico Mendes permanece vivo!

Foto: Acervo Digital: Dept. de Patrimônio Histórico e Cultural – FEM/AC

 

Nos anos após sua morte, foram criadas as primeiras Reservas Extrativistas, categoria de Unidade de Conservação que se mantém até hoje. Uma delas, com 931 mil hectares, tem o seu nome: Reserva Extrativista Chico Mendes.

Chico também foi homenageado quase 20 anos depois, quando foi criado o órgão ambiental responsável por gerir todos os tipos de Unidade de Conservação: o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Esse herói nunca será esquecido. Ele sempre será sinônimo de resistência, de defesa de nossos povos e de nossa floresta. Ele sempre será inspiração para todos nós, que seguimos na luta contra o desmatamento, que seguimos lutando pela conservação de nossa biodiversidade.

Hoje, na data em que ele faria aniversário, relembramos a sua história e o seu legado. Assim como Chico nos inspirou a escrever essa matéria, esperamos ter inspirado vocês, com a sua história.

 

Caso queira conhecê-lo melhor, recomendamos o documentário “Eu Quero Viver” (1989), que você encontra neste link:

https://youtu.be/_Ad2UJNRK5E

 

Texto por Jéssica Amaral Lara

Revisado por Diego Arruda

Bonde da conservação: Suzana Padua

By gigantes da conservação

Você conhece as grandes personalidades da conservação? Ao longo dos anos, pudemos contar com alguns heróis que deram início a grandes ideias ou tiveram papéis importantes em determinados projetos de proteção ao meio ambiente. Seus princípios e histórias de vida são uma inspiração para nós, que formamos uma enorme corrente a favor da natureza.  

Vamos explorar a história desses gigantes aqui em nosso blog. A informação é nossa principal arma. Por meio dela, desejamos munir a população de conhecimento, inspirar cidadãos comuns e trazer o maior número de pessoas  para o “lado verde da força”.

 

Hoje vamos falar de uma mulher incrível que é referência nacional e internacional na área da Educação Ambiental: Suzana Machado Padua. 

 

Mulheres de ImPACTO - Suzana Padua - Blog do IPÊ

Foto: Blog do IPE

 

Doutora em desenvolvimento sustentável e mestra em educação ambiental, Suzana é uma das fundadora do IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas onde atualmente é presidente. 

 

A história por trás dessa grande pesquisadora 

Suzana Padua desenvolveu o seu amor pela natureza cedo. Filha de pai caçador, ficava intrigada e incomodada com as razões que o leva a exercer tal atividade. Tantos questionamentos a fizeram gostar e se importar com a natureza e com o que nós, humanos, estamos fazemos como ela. ¨ Nós, brasileiros, temos um patrimônio natural inigualável e precisamos acordar para a riqueza que herdamos antes de nos tornarmos pobres ou mesmo órfãos desse legado¨ Suzana Padua.

 A história de Suzana com a educação ambiental não foi planejada. Ao acompanhar seu marido, Claudio Padua, na coleta de seus dados de doutorado, cujo foco era o mico-leão preto,  espécie endêmica de São Paulo, Suzana acabou convivendo intensamente com a comunidade de Pontal do Paranapanema e notou uma falta de sensibilidade e valor associado à natureza pelos moradores. 

Disposta a mudar essa perspectiva, Susana iniciou um trabalho de educação ambiental com a comunidade com o objetivo de sensibilizar as pessoas e torná-las aliadas na árdua missão de conservação da rica fauna e flora local, principalmente destacando a importância de se preservar as espécies endêmicas da região.   

Esse foi o início de uma linda história de amor com a educação ambiental que não parou nunca mais. 

Quando perguntada em uma entrevista concedida para a Revista EA sobre o que é Educação Ambiental e sua importância, Suzana respondeu: ¨celebração da vida – Estamos acostumados a nos colocar no centro de todas as decisões e assim nos posicionamos como a espécie que merece destaque sobre todas as demais que habitam nosso planeta. A educação ambiental pode inspirar o respeito e essa admiração profunda pelas maravilhas que existem na natureza, inclusive em outros seres humanos que nem sempre são tão considerados por nossa sociedade como merecedores de atenção. Por isso, a educação ambiental trata do socioambiental de uma maneira indissociável, integrada, propiciando um ambiente harmônica para gente e natureza ¨.

 

Claudio e Suzana: marido e mulher em prol da natureza. Foto: Claudio Rossi

 

Carreira profissional

Suzana Padua criou e coordenou por três anos, um programa de educação ambiental no Pontal do Paranapanema (SP) e desenvolve diversas pesquisas na área de educação ambiental. Como resultado de seu trabalho, publicou diversos trabalhos no Brasil e no exterior. 

Ministra cursos para professores e profissionais de diversos campos de interesse e ajudou a construir o centro educacional do IPÊ, na qual é presidente e que hoje congrega cursos livres, Mestrado e MBA, na Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade – ESCAS. Suzana é fellow Ashoka, líder Avina e empreendedora socioambiental da Folha de São Paulo. 

 

Líder de ONG quer construir campus para semear sustentabilidade

Foto: Catraca Livre

 

Premiações

Como era de se esperar, Suzana recebeu prêmios nacionais e internacionais pelo seu excelente trabalho. Alguns deles são , o Prêmio Claudia, em 2002, Prêmio Mulheres mais Influentes do Brasil pela Forbes, Jornal do Brasil e Gazeta Mercantil, em 2005, o Prêmio Ford Motor Company de Conservação Ambiental, em 2006,  Prêmio Empreendedores Sociais da Folha de São Paulo e Fundação Schwab, em 2009.

 

Suzana, agradecemos imensamente pelos seus serviços prestados a natureza e a humanidade e que seu trabalho gere ainda mais frutos positivos!

A importância da comunicação nos incêndios no Pantanal: Greenbond + SOS

By Conservação, Educação ambiental, GreenBond, Marketing na Conservação, Meio Ambiente, Notícias, Projetos de conservação

O Pantanal enfrenta a maior seca dos últimos 47 anos e a consequências disso é o pior cenário
de queimadas da história. Veja mais em SOS Pantanal!

 

 

Em situações de desastres ambientais a comoção geral e, principalmente das pessoas que
estão atuando na linha de frente, é inevitável, comprometendo muitas vezes a qualidade da
transmissão das informações. Apesar de ser totalmente compreensível que a emoção
prevaleça nesses momentos, uma comunicação neutra e fidedigna é imprescindível. Somente
através desse tipo de informação de qualidade é possível levar a população informações claras
e objetivas do cenário, auxiliar nas tomadas de decisão e principalmente na remediação e
prevenção de futuros problemas.

No dia 14 do mês de setembro, e equipe da GreenBond, responsável pela comunicação da SOS
Pantanal, se deslocou para as regiões afetadas pelo fogo no Pantanal com o objetivo de
entender, documentar e comunicar a situação atual.

Foram 14 dias intensos de coleta de informações, reuniões, documentação das atuações de
quem está na linha de frente do combate, documentação da situação e divulgações em
diferentes canais de comunicação.

 

 

Nosso biólogo Gustavo Figueiroa e nosso médico veterinário Diego Rugno não mediram
esforços para cumprir essa missão e o resultado foi uma comunicação de altíssimo nível.
A comunicação rápida, assertiva e direta gerou uma rede de engajamento internacional em
prol do Pantanal. A Greenbond, entendendo esse momento, propôs a SOS uma campanha
rápida de arrecadação de doações totalmente voltada para o combate e prevenção ao fogo e
ao resgate dos animais silvestres vítimas das queimadas. O resultado foi melhor do que o
esperado, conseguindo arrecadar uma alto montante pela SOS Pantanal, que imediatamente
iniciou um trabalho incrível na região.

Essa grande visibilidade gerada por essa comunicação rendeu um crescimento de mais de 140
mil seguidores nas redes sociais da SOS Pantanal e gerou um crescimento estrondoso de
ações paralelas e independentes de pessoas físicas, instituições, artistas e grandes empresas
para arrecadações de fundos para o Pantanal.

Várias novas parcerias estão surgindo entre artistas e empresas com a SOS Pantanal e os
números de doações e apoiadores continua crescendo.

 

 

Casos de sucesso como esse precisam ser mostrados para que cada vez mais consigamos entender a importância da comunicação em todos os meios, principalmente na conservação.

“A arte de comunicar é você conseguir passar a verdade do que de fato está acontecendo e
para isso, só vivenciando a situação, convivendo com quem tá lá na frente, se esforçando, pra
você poder sentir a emoção e poder contar isso pras pessoas com bastante verdade e
seriedade.” Diego Rugno.

“Ir até o Pantanal para entender o real cenário foi crucial para eu conseguir comunicar de
forma fiel e direta o que estava acontecendo. Muitas pessoas estavam buscando informação
em diferentes veículos e canais, mas elas vinham picadas, sem um panorama geral da situação,
e acho que conseguimos passar isso de uma maneira clara e resumida.” Gustavo Figueiroa.

 

 

Parabéns a toda a equipe da GreenBond e a equipe da SOS pelo excelente trabalho que vem
sendo desenvolvido!

Dia Internacional do Tigre: a importância da próxima década

By Animais ameaçados de extinção, Conservação, Eventos de Conservação, GreenBond, Marketing na Conservação, Meio Ambiente, Projetos de conservação

Onde você se vê em 10 anos? Essa é uma pergunta que muitos consideram difícil e que a maioria de nós já precisou responder. Sejam lá quais forem seus planos para a próxima década, sua resposta, a minha e a de todos seres vivos começará com o mesmo primeiro passo: estar vivo. Pode parecer fácil para nós, seres humanos, estarmos vivos pela próxima década, mas, para um animal que corre alto risco de extinção, estar vivo nos próximos 10 anos pode ser um verdadeiro milagre. E hoje, 29/07/2020, no Dia Internacional do Tigre, alertamos sobre a necessidade de preservação e conservação da espécie para que as próximas décadas se tornem realidade.

 

Tigre-de-Bengala (Panthera tigris tigris) | Foto: Basotxerri

 

“Você vai ouvir o meu rugido!”

 

O tigre (Panthera tigris) faz parte da família dos Felídeos, que tem como características o focinho curto, cabeça arredondada, além de serem mamíferos carnívoros. Tendo uma distribuição variada pelo continente asiático, possuem habitats naturais como bosques, florestas úmidas e estepes geladas, o que proporcionou ao animal se desenvolver em 9 subespécies. Infelizmente, 3 delas encontram-se extintas e as outras 6 correm sério risco de extinção.


Tigre Siberiano (Panthera tigris altaica) – A maior das subespécies dos tigres possui machos chegando a 3m de comprimento e pesando cerca de 300kg. Já as fêmeas possuem 2,6m e pesam entre 100kg e 160kg. Tem pelos de coloração amarelo claro com linhas mais espaçadas, num tom mais próximo ao marrom e com cabeça e abdômen esbranquiçados.

 

Tigre-Siberiano (Panthera tigris altaica) | Foto: Chrumps

 

Tigre-do-sul-da-China (Panthera tigris amoyensis) – Contam com machos medindo aproximadamente 2,5m e pesando cerca de 150kg; e fêmeas com 2,3m e 110kg. Possuem uma coloração mais amarelada que a do tigre siberiano e conta com linhas dorsais mais próximas.

 

Tigre-do-sul-da-China (Panthera tigris amoyensis) | Foto: J. Patrick Fischer

 

Tigre-de-Bengala (Panthera tigris tigris) – O segunda maior subespécie, é uma das populações de grande felinos mais ameaçadas de extinção no planeta. Possui duas variedades de coloração, conhecidas popularmente como tigre branco e tigre dourado. Os machos medem cerca de 2,9m e pesam 220kg, já as fêmeas medem 2,5m e pesam 140kg.

 

Tigre-de-Bengala (Panthera tigris tigris) | Foto: Stephenekka

 

Tigre-da-Indochina (Panthera tigris corbetti) – Menores que os tigres-de-bengala, essa subespécie encontra-se extinta na China mas ainda possui populações na Tailândia, Mianmar, Vietnã, Camboja e em Laos. Os machos possuem 2,7m e pesam cerca de 180kg, enquanto as fêmeas têm aproximadamente 2,4m e pesam 115kg.

 

Tigre-da-Indochina (Panthera tigris corbetti) | Foto: Avda

 

Tigre-de-Sumatra (Panthera tigris sumatrae) – Sua população é a que possui a pelagem com coloração mais escura entre todas, além de possuir riscas duplicadas em tons de preto. É a menor das subespécies vivas, com os machos medindo 2,4m e pesando 120kg e as fêmeas com 2,2m e 90kg.

 

Tigre-de-Sumatra (Panthera tigris sumatrae) | Foto: Daderot

 

Tigre-Malaio (Panthera tigris jacksoni) – Esta subespécie fazia parte da classificação Tigre-da-Indochina até 2004, quando estudos do investigador Stephen J. O’Brien identificaram que os Tigres-Malaios possuíam diferenciação genética o suficiente para serem considerados uma subespécie. Seu nome científico é uma homenagem a Peter Jackson, um cineasta neozelandês que defendeu ativamente a preservação dos tigres por mais de 40 anos. Esse fato causou certo descontentamento em autoridades e instituições locais que preferiam que o nome científico honrasse seu local de origem, visto que o animal é ícone nacional da Malásia.

 

Tigre-Malaio (Panthera tigris jacksoni) | Foto: Hans Stieglitz

 

† Tigre-de-Bali (Panthera tigris balica) – Naturais de ilha de Bali, na Indonésia, foram caçados até serem extintos em 1937, pois os moradores acreditavam que eles representavam o “mal”. A subespécie era frequentemente comparada à suçuaranas e leopardos devido ao seu tamanho pequeno e ao seu peso – metade dos Tigres-Siberianos.

 

Tigre-de-Bali (Panthera tigris balicai) | Foto: Hary Atwell

 

† Tigre-de-Java (Panthera tigris sondaica) –  Extinto na década de 1970, como resultado de destruição de seu habitat natural na ilha indonésia de Java e da caça desenfreada, existem provas limitadas de sua existência. Entre elas: poucas fotos, uma impressão de sua pata descoberta em 1997, assim como pelos e fezes encontrados em 2004.

 

Tigre-de-Javai (Panthera tigris sondaica) | Foto: F. W. Bond

 

† Tigre-do-Cáspio ou Tigre-Persa (Panthera tigris virgata) – A mais ocidental das subespécies de tigres foi provavelmente extinta também na década de 1970. Muito utilizada no Coliseu de Roma, foi alvo de perseguições em diversos países, principalmente na Rússia czarista: por conta de programas de colonização, acreditava não haver mais espaço para o tigre.

 

Tigre-do-Cáspioi (Panthera tigris virgata) | Foto: Autor desconhecido

 

Maior felino do mundo, o tigre é um dos mais letais caçadores do reino animal! Seu nome vem do iraniano e significa “flecha”, por ter como principais características a agilidade, o silêncio e a atuação certeira. Possui olfato, audição e visão apuradas. Podemos destacar, inclusive, sua visão noturna, que os permite terem uma grande vantagem contra suas presas. Além do mais, possuem um corpo musculoso que o proporciona uma força capaz de abater presas de até 900kg!

 

Tigre-de-Bengala (Panthera tigris tigris) | Foto: Marvin Gerrald

 

Sua alimentação é variada, caçando de gatos selvagens a porcos, veados, antílopes, ursos e bovinos. O felino é capaz de consumir até 18kg de carne de uma única vez e 45kg por dia, o que o permite ficar alguns dias sem se alimentar. Por ser um predador silencioso, mesmo sendo bem ativo durante a manhã, prefere a noite para realizar suas caçadas, principalmente para se proteger contra os caçadores e se camuflar ainda mais no ambiente.
As patas acolchoadas com unhas retráteis os permitem rastejar silenciosamente até suas presas. Suas garras longas e encurvadas os permitem, além de subir em árvores, arrastar suas caças por grandes distâncias.

Diferentemente de outros felinos, os tigres, assim como as onças-pintadas, são ótimos nadadores e gostam de se banhar, seja para brincar e se refrescar quando filhotes; seja para caçar e cruzar lagos e rios quando adultos.
Sua língua apresenta papilas afiadas e espinhosas que rasgam peles, penas e carne ao lambê-las por várias vezes. Seus fortes rugidos podem causar calafrios e paralisar qualquer animal que os ouve, inclusive, seres humanos!
Por ser um animal solitário, é muito raro encontrar agrupamentos de tigres, com exceção das fêmeas e de seus filhotes. Porém, quando se encontram em uma caçada,  dividem suas presas, e quando em grupo, deixam que as fêmeas e os filhotes se alimentem primeiro. As listras de seu corpo funcionam como impressões digitais humanas e nenhum tigre tem listras iguais aos outros, o que os torna únicos. Fêmeas dão à luz de 1 a 5 filhotes e são as responsáveis por criar suas proles, se encontrando com os machos apenas para a reprodução. 

 

A ferocidade do animal humano

 

Presente em mitos, lendas, religiões, filmes, literaturas e outras diversas representações culturais, o tigre é um dos animais que mais desperta o interesse nos seres humanos desde os tempos antigos. Símbolo nacional de países como Índia, Bangladesh, Malásia e Coreia do Sul, mascote de diversas equipes esportivas e empresas ao redor do mundo – até mesmo de marca de cereais de café da manhã, rs – o tigre pode não ser mais uma figura presente nas vidas das gerações futuras. O felino é essencial para a manutenção de um ecossistema saudável. No entanto, a espécie tem sido vítima do mais feroz e implacável predador de nosso planeta: o ser humano.

Através dos séculos e das regiões, os tigres sofrem com a maior ameaça à sua espécie, a caça e o contrabando. Por ter a pele, as garras, dentes e os ossos muito visados para usos comerciais e medicinais em alguns países asiáticos, as populações de tigres selvagens vem diminuindo drasticamente a ponto de que, hoje, todas as subespécies de tigres correm altos riscos de extinção. Segundo estimativas da WWF e da Global Tiger Forum realizadas em 2016, com uma queda de 97% de toda a população desde o início do século XX, existem cerca de 4.000 indivíduos selvagens sobreviventes da espécie. Em locais como Bali e Java, suas respectivas subespécies encontram-se extintas graças a caça praticada de maneira implacável. Ainda assim, existem outras causas diretas e indiretas que tem contribuído para o desaparecimento dos tigres. 

A agricultura, a colonização e a expansão urbana também têm sido duras com os animais. Isso porque reduziram drasticamente para apenas 7% seus habitats naturais, o que prejudica diretamente sua sobrevivência e por consequência, sua reprodução. O desmatamento das grandes florestas asiáticas em busca de madeira ou para serem transformadas em campos agrícolas, bem como o aquecimento global também são fatores prejudiciais à preservação da espécie, pois afetam diretamente seu habitat natural.

 

Tigre-Siberiano (Panthera tigris altaica) | Foto: S. Taheri

 

Dez anos podem ser o que separam a espécie de seu fim, caso a sociedade continue em um ritmo irrefreável de destruição da natureza. Há dez anos, em 29/07/2010, na região de São Petersburgo, na Rússia, foi criado o Dia Internacional do Tigre, com o plano de que esta data servisse para reiterar a importância da conservação da espécie e da preservação da fauna e da flora que os abrigam e alimentam.

Desde então, muitas fundações e projetos têm se esforçado na implementações de medidas que visam reduzir os efeitos prejudiciais das ações humanas que afetam os tigres, suas presas e seus habitat. A WWF também tem liderado uma campanha global para tentar, até o ano de 2022 (ano do tigre), dobrar o número de tigres selvagens e garantir a proteção a longo prazo da espécie.

Nos próximos dez anos será necessário continuar lutando, juntos, com olhos de tigre, pela conservação da fauna. Devemos manter a esperança de que um dia possamos reverter a sua ameaça de extinção, proporcionando a oportunidade desse animal raro e fascinante dar novamente o primeiro e mais importante passo rumo a uma nova década, repletos de vida.

 

Texto escrito por Lucas de Araújo

GreenBond: 2 anos da viagem mais intensa de nossas vidas!

By GreenBond

Hoje, 18 de junho, a GreenBond Conservation completa 2 anos de existência! Foram 2 anos de muitas conquistas comemoradas e desafios superados; fizemos amigos, encontramos parceiros de trabalho e construímos uma irmandade ainda maior entre nós. Hoje somos uma família!

 

📍 PONTO DE PARTIDA

Neste mesmo dia, em 2018, iniciávamos efetivamente as atividades da GreenBond. Na época, a empresa contava apenas com seus fundadores na equipe interna, o veterinário e especialista em marketing digital Diego Arruda e o biólogo Gustavo Figueirôa. Ambos possuem uma bela bagagem técnica sobre manejo de fauna, conservação e biodiversidade e, a partir daquele ano, decidiram mergulhar de cabeça no universo do marketing e comunicação. Um casamento que tinha tudo pra dar certo!

Os primeiros trabalhos contaram também com a participação e cooperação de um parceiro muito especial: o Onçafari. Eles foram nosso primeiro cliente e depositaram em nós um voto de confiança que rendeu excelentes frutos ao longo dos anos. Aprendemos e crescemos juntos, então seremos eternamente gratos à organização. 

 

📍 COMPANHEIROS DE TRAJETÓRIA

Ao longo de nosso percurso, firmamos parcerias que ficarão para toda a vida. Algumas profissionais, na labuta do dia a dia, mas todas elas também pessoais. Fizemos grandes amigos e unimos uma rede de pessoas do bem, que lutam pela conservação da biodiversidade, assim como nós. Esse é o nosso maior orgulho.

Logo no início, tivemos a imensa ajuda de nossos conselheiros, que seguem nos orientando e tornando esse sonho possível até hoje! São eles: 

  • Marco de Biasi

  • Laurent Serafini

  • Marcelo Molina

De 2018 pra cá, tivemos a honra de trabalhar ao lado de ótimas instituições ambientais:

  • Onçafari

  • Projeto Tatu-Canastra

  • SOS Pantanal

  • Biofaces

  • Instituto Mamirauá

  • Documenta Pantanal

  • Pró-carnívoros

  • Pantanal Jaguar Camp

Além dos projetos de conservação, também criamos um modelo de negócio colaborativo. Ou seja, estabelecemos parcerias essenciais com empresas e profissionais da área para que os serviços sejam executados com expertise e excelência. São eles: 

  • Nação Design

  • Artery

  • Seppia Geração de Conteúdo

  • Nindoo

  • ABETA (Associação de Ecoturismo e Turismo de Aventura)

  • Leonardo Perez

  • Vivian Martinez 

  • Instituto Waita

Com o aumento das demandas, recebemos também alguns reforços no time interno da GreenBond: os publicitários Letícia Amado e Raphael Parmezani

Agradecemos a todos os companheiros que fortalecem diariamente o nosso propósito de conservação da biodiversidade! Muito obrigado!

 

📍 DESTAQUES DA VIAGEM

Apesar de ser uma empresa relativamente nova, com pouco tempo de caminhada, já tivemos muitos cases de sucesso para comemorar! Nos dedicamos fortemente a cada vertente de trabalho da GreenBond: desde sites e mídias sociais, até a participação em eventos e até o desenvolvimento de expedições no Brasil.

Abaixo, você confere os pontos altos da nossa trajetória: 

 

Jaguar Parade Brasil

Ao lado de nossos parceiros Artery, Onçafari e SOS Pantanal, nós tivemos a oportunidade de participar da maior exposição a céu aberto do mundo: a Jaguar Parade Brasil.

A intervenção artística criada pela Artery, “fez barulho” na cidade de São Paulo, em 2019, e ajudou a divulgar uma importante mensagem central: a conservação da onça-pintada (Panthera onca). Além disso, o fenômeno artístico também mostrou-se uma ferramenta poderosíssima para a captação de recursos, uma vez que metade do valor arrecadado com o leilão das onças foi convertido para projetos atuantes na conservação da espécie (entre eles, o Onçafari e o SOS Pantanal).

Em nosso blog, contamos de forma mais detalhada essa experiência e o mais importante, divulgamos os resultados surpreendentes da ação que tomou conta das ruas paulistanas! 

 

Expedição Pantanal 2019

Em outubro de 2019, concretizamos um dos maiores projetos realizados ao lado do SOS Pantanal: a Expedição Pantanal. Foram 25 dias viajando ao lado deles. Acompanhamos a visita aos principais projetos de conservação e pontos de ecoturismo da região,  com o intuito de aproximar laços e auxiliar na promoção do desenvolvimento sustentável do Pantanal. Ao todo, foram mais de 5.000 km percorridos por terra, mais de 600 km percorridos por rios, 11 municípios, 20 empreendimentos ecoturísticos e 11 projetos de conservação visitados!

Para saber mais detalhes, acompanhe o blog do SOS Pantanal.

 

The Wall – Caldeirão do Huck

Em abril deste ano, também pudemos representar nosso parceiro Onçafari no quadro The Wall, do Caldeirão do Huck/TV Globo. O Gustavo Figueirôa, junto do Leonardo Gomes (diretor-executivo do Onçafari) se arriscaram na brincadeira com o intuito de arrecadar fundos destinados ao reparo dos danos causados pelo incêndio no Pantanal em setembro de 2019!

Além do prêmio em dinheiro, a brincadeira ainda proporcionou uma exposição de excelente resultado na mídia. A partir do programa, conseguimos aumentar consideravelmente o número de seguidores e o engajamento nas redes sociais do Onçafari, bem como realizar uma campanha de sucesso para doações neste período.

 

DeepWild 

Um dos últimos projetos que lançamos e do qual temos muito orgulho é a DeepWild. Trata-se de um software de Inteligência Artificial (IA) que analisa, identifica e organiza vídeos de vida selvagem coletados durante estudos de fauna, automatizando o processo de triagem de dados. 

A ferramenta é fruto de uma parceria entre nós – trazendo um conhecimento técnico e de mercado para a elaboração da ferramenta; a Nindoo – desenvolvendo a tecnologia de inteligência artificial em si e o Onçafarii – fornecendo os vídeos e levantando os problemas que seriam importantes de serem solucionados.

 

Wildingtone

Outro projeto recente que já está sendo um sucesso é a Wildingtone. Inspirada na natureza e no sistema Pantone, a Wildingtone apresenta uma forma de traduzir a beleza selvagem em comunicação visual.

De forma exclusiva, desenvolvemos produtos com padrões e cores baseados na vida selvagem. A venda é realizada pelas redes sociais, por enquanto, e você já pode fazer o seu pedido! Canecas, bonés, máscaras de proteção, chinelos e moleskines são alguns dos produtos já desenhados e desenvolvidos pela marca. 

 

PNUMA

No último dia 5 de junho, realizamos uma live junto do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) em parceria com o SOS Pantanal. A ideia da ação foi promover um debate sobre a biodiversidade e possíveis soluções para frear a perda da fauna e flora, em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente.

Trabalhando ao lado do SOS Pantanal, nós convidamos representantes de grandes projetos de conservação: Instituto Arara Azul, Onçafari, Projeto Tamanduá, Projeto Ariranhas e do próprio PNUMA, que trouxeram excelentes reflexões ao debate, mediado pela repórter Cláudia Gaigher. A live foi um grande sucesso e marcou o início de uma preciosa parceria com a ONU.

Neste caso, é importante ressaltar que as mídias sociais do SOS Pantanal tiveram um papel fundamental na escolha da parceria. A ONU se interessou pelo conteúdo relevante de conservação compartilhado por nós nas redes do SOS e, a partir delas, decidiu nos convidar para fazer parte desta ação.

 

📍 TURBULÊNCIAS NO MEIO DO CAMINHO

“Reinvenção” foi palavra de ordem que nos permitiu superar todos os obstáculos do caminho. Por disponibilizar soluções de marketing das mais diversas vertentes – online e offline -, nós tivemos a oportunidade de estudar, explorar e nos aprofundar em cada um dos serviços. E é exatamente essa multiplicidade que continua nos mantendo ativos e cheios de trabalho, até mesmo em tempos de pandemia. 

Recentemente, fizemos uma análise sobre o papel do marketing nesse momento imprevisível que o mundo está vivendo. Paramos, pensamos, debatemos, refletimos e chegamos a uma importante conclusão: nosso trabalho não poderia parar!

 

📍 O DESTINO FINAL

Atuar por um propósito nos faz muito mais fortes e resilientes. Nosso objetivo vai muito além das métricas analisadas por uma equipe financeira. Para nós, sucesso é sinônimo de vida. Por isso, trabalhamos diariamente sonhando com o destino final: a conservação total da biodiversidade, dos recursos naturais e o mais importante, a nossa própria sobrevivência.

Agradecemos novamente a todos que fazem dessa viagem uma realidade. 

Estamos juntos!

 

Ficha animal: Anta (Tapirus terrestris)

By Animais ameaçados de extinção, Conservação, Educação ambiental, GreenBond, Marketing na Conservação, Meio Ambiente

A anta-brasileira ou simplesmente anta (Tapirus terrestris), também conhecida por tapir, é um mamífero da família Tapiridae e gênero Tapirus. Ocorre desde o sul da Venezuela até o norte da Argentina, em áreas abertas ou florestas próximas a cursos d’água, com abundância de palmeiras.

 

Foto: internet

 

Seus predadores são grandes felinos como a onça-pintada (Panthera onca) e a onça-parda (Puma concolor).

É o maior mamífero terrestre do Brasil e o segundo da América do Sul, com até 300 kg de peso e 242 cm de comprimento. Se diferencia das outras espécies do gênero Tapirus por possuir uma crista sagital (proeminência ao longo da linha média no topo do crânio) e uma crina. Apresenta uma probóscide (apêndice alongado que se localiza na cabeça de algumas espécies de animais), que é usada para coletar alimento. É o último animal da megafauna na Amazônia e possui uma dieta frugívora. Além disso, possui importante papel ecológico na dispersão de sementes, principalmente de palmeiras.

 

Foto de Geoff Gallice/Wikimedia commons

 

Jardineira das florestas

 

É considerada a jardineira de nossas florestas por ser uma excelente dispersora de sementes, contribuindo desta forma para a formação e manutenção da biodiversidade dos biomas brasileiros onde vive (Amazônia, Pantanal, Cerrado e Mata Atlântica).

 

Espécies

 

Atualmente, existem cinco espécies de antas conhecidas, sendo que 3 delas não ocorrem no Brasil: a anta-da-montanha (Andes), a anta-centro-americana (América Central) e a anta-malaia (Indonésia) – que estão ameaçadas de extinção, de acordo com a lista vermelha da IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza). No Brasil, existem a anta pretinha e a anta brasileira (também chamada de anta-sul-americana), que é considerada vulnerável.

 

Foto: internet

 

Reprodução

 

Tem reprodução lenta, com uma gestação que pode durar mais de 400 dias e pare apenas um filhote por vez, que pesa entre 3,2 e 5,8 kg. Podem viver até 35 anos de idade.

Um fato curioso é que a fêmea entra no cio a cada 50 a 80 dias e ele dura cerca de dois dias. O nascimento de filhotes ocorre a cada 15 meses, em cativeiro.

 

Ameaças de extinção

 

O animal consta como “vulnerável” de acordo com a IUCN. No entanto, a situação é crítica em alguns lugares pontuais, como na Argentina, nos llanos da Colômbia e da Venezuela. 

A espécie possui a maior distribuição geográfica entre os tapirídeos, ocorrendo em mais de 10 000 000 km². Mas, infelizmente, já se extinguiu em 14% de sua ocorrência original. Dados populacionais são insuficientes, mas presume-se que a anta esteja com suas populações em constante declínio.

 

Foto: site IUCN

 

A situação no Pantanal é relativamente melhor do que em outros biomas brasileiros, sendo classificada como “quase ameaçada”, dado que em breve, a anta pode estar ameaçada nos ecossistemas pantaneiros, visto o avanço das pastagens exóticas e doenças advindas de animais domésticos.

 

Projetos de conservação

 

Pesquisadora e especialista em antas Patrícia Medici criou o maior banco de dados sobre a espécie em todo o mundo! Agraciada com os principais prêmios de conservação da biodiversidade do mundo, Medici percorre o Pantanal e outros biomas brasileiros há mais de 30 anos para monitorar o comportamento do maior mamífero terrestre da América do Sul.

Patrícia está conectada ao Pantanal. Assim como essa região é o paraíso para a anta, é para pesquisadora também. “É um lugar que para mim funciona como um recarregador de baterias, um laboratório a céu aberto. Aqui somos capazes de coletar algumas pecinhas do quebra-cabeça de informações que jamais conseguiríamos coletar em outro lugar. E é a esperança de que, se todo o resto der errado, aqui temos um porto seguro para esse bicho”, diz a pesquisadora, que cresceu na Mata Atlântica e desde criança teve contato intenso com a natureza.

 

Foto de João Marcos Rosa

 

Assim como muitos desconhecem, a Anta é um animal muito importante para a flora. É essencial para a formação e manutenção da biodiversidade dos biomas em que vive! Além disso, um fato curioso é que o termo ‘anta’ não é um xingamento: estudos recentes mostraram que a espécie tem uma quantidade imensa de neurônios, confirmando que ela é um animal extremamente inteligente!

Dia Internacional da Biodiversidade

By Conservação, Educação ambiental, GreenBond, Marketing na Conservação, Meio Ambiente

Hoje, dia 22 de maio, é celebrado o Dia Internacional da Biodiversidade. A data criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 22 de maio de 1992 tem o intuito conscientizar a população de todo o mundo a respeito importância da diversidade biológica e preservação da biodiversidade em todos os ecossistemas.

 

A biodiversidade da natureza/Fotos: Krzysztof Odziomek (peixes); Geanina Bechea (tucano); Eduard Kyslynskyy (tigre) e BlackHoleSun Photography (cachoeira)

 

Você conhece a biodiversidade brasileira?

 

Com mais de 103 mil espécies animais e 43 mil vegetais conhecidas pela ciência, o Brasil é o país com a maior biodiversidade de flora e fauna do planeta. Esses números representam um tesouro de valor incalculável não apenas para os brasileiros, mas para o mundo como um todo. A diversidade da natureza é a chave para a sobrevivência humana e proteger toda essa riqueza natural não é algo simples.

 

Foto: Gustavo Figueirôa

 

O que é biodiversidade?

 

O termo biodiversidade – ou diversidade biológica – descreve a riqueza e a variedade do mundo natural. Biodiversidade é o conjunto de todas as formas de vida que nos cercam, encantam e sustentam. Vírus, bactérias, outros pequenos seres microscópicos, plantas, fungos e animais são todos os seus elementos. Simplesmente por ser vida, ela já merece a nossa contemplação, respeito e cuidado. É assim que Júlio César Bicca-Marques, professor da Escola de Ciências da PUC do Rio Grande do Sul, define essa palavra.

É fundamental ressaltar que todas as formas de vida no planeta estão, de uma forma ou de outra, interligadas. As plantas, os animais e os microrganismos fornecem alimentos, remédios e boa parte da matéria-prima industrial consumida pelo ser humano.

 

Foto: Rudimar Narciso Cipriani

 

Quais as principais ameaças à biodiversidade?

 

Infelizmente, toda essa biodiversidade está ameaçada. Segundo o WWF Brasil, especialistas calculam que entre 0,01 e 0,1% de todas as espécies existentes são extintas por ano. O crescimento populacional e o consumo abusivo de recursos naturais contribuem para esse cenário preocupante, levando à destruição dos hábitats e ao comércio da fauna silvestre, principais causas da queda da população das espécies. Confira as principais ameaças abaixo:

  • A cada ano, aproximadamente 17 milhões de hectares de floresta tropical são desmatados. As estimativas sugerem que, se isso continuar, entre 5% e 10% das espécies que habitam as florestas tropicais poderão estar extintas dentro dos próximos 30 anos;
  • Devido ao uso para fins “medicinais” de chifres de rinocerontes em países asiáticos,  estes animais estão sendo caçados até o limiar de sua extinção.
  • A poluição é outra grave ameaça à biodiversidade do planeta. Na Suécia, a poluição e a acidez das águas impede a sobrevivência de peixes e plantas em quatro mil lagos do país;
  • A introdução de espécies animais e vegetais em diferentes ecossistemas também pode ser prejudicial, pois acaba colocando em risco a biodiversidade de toda uma área, região ou país;
  • Um caso bem conhecido é o da importação do Sapo cururu (Rhinella marina) pelo governo da Austrália, com objetivo de controlar uma peste nas plantações de cana-de-açúcar no nordeste do país. O animal revelou-se um predador voraz dos répteis e anfíbios da região, tornando-se um problema a mais para os produtores, e não uma solução.

 

Sapo cururu/Foto: Bernard Dupont

 

Nós do #Bond reforçamos a importância desta data para a conscientização das pessoas sobre o meio ambiente! Pouco é conhecido sobre a fauna e flora em todo o mundo, mas é conhecendo que aprendemos a conservá-la!

Lives: marketing de conservação

By Educação ambiental, GreenBond, Marketing na Conservação, Meio Ambiente, Projetos de conservação

Quer ferramenta de comunicação mais em alta durante a quarentena do que as lives? Elas estão bombando! Neste blog, vamos mostrar as plataformas mais utilizadas para lives, e também vamos ensinar como montar sua live pelo Instagram!

E se você acha que a galera da conservação não pode surfar nesta onda, está muito enganado! O marketing aplicado na conservação tem tudo a ver com transmissões ao vivo e nós vamos provar.

 

Foto: internet

 

O tema conservação tornou-se um assunto bastante debatido por toda a internet. As tragédias que aconteceram em todo o mundo durante o ano foram consequências para o crescimento destes debates!

Sabendo disso, como um projeto de conservação pode enxergar esse “problema” e transformá-lo em oportunidade?

 

Oportunidade na quarentena

 

A obrigação de ficar em casa acabou aumentando a quantidade de lives nas redes sociais e com isso, tornou-se oportunidade para muita gente! O marketing de conservação não ficou fora dessa: projetos e causas aproveitaram para entrar nesse mundo de lives.

 

Foto: post Documenta Pantanal/Live entre Luciano Candisani e João Farkas falando sobre ‘Fotografia e conservação’

 

Unindo o útil ao agradável, muitas causas e projetos já aderiram e estão fazendo sucesso nas redes: um exemplo disso é a iniciativa Documenta Pantanal ter focado em lives semanais no mês passado. O Onçafari também não ficou de fora dessa! 

Além deles, a SOS Pantanal decidiu entrar no mundo das lives neste mês de maio e a Waita está semanalmente chamando outros projetos para conversar ao vivo! E aí, ficou interessado?

 

Como organizar a sua live?

 

Você tem dúvidas de como iniciar uma live? Saiba que existem algumas plataformas famosas para esse tipo de transmissão, sendo elas: Instagram, Facebook, Youtube, Twitch, etc. Aqui, vamos mostrar um passo a passo de como iniciar uma live em uma das plataformas mais famosas e que está bombando ultimamente com a quarentena, o Instagram:

 

Passo 1

Acesse o aplicativo e faça login.

 

Passo 2

Clique no ícone da câmera no canto superior esquerdo como se fosse fazer um stories.

 

Passo 3

Selecione a opção ‘Ao vivo’:

 

Foto: divulgação

 

Passo 4

Clique em Transmitir ao vivo para iniciar a sua live:

 

Foto: divulgação

 

Passo 5

Para terminar, clique em ‘Encerrar’ no canto superior direito.

 

Passo 6

Depois de finalizada a live, você pode salvar o vídeo no seu celular e compartilhar no IGTV:

 

Foto: divulgação

 

Uma dica importante: a duração de uma live é de uma hora. Depois desse período, o Instagram derruba automaticamente, sendo necessário iniciar uma nova! 

No meio da sua transmissão, é possível compartilhar imagens e vídeos que estão salvos na sua galeria. Para fazer isso é só clicar no quadradinho no canto inferior direito da tela e selecionar a imagem que será compartilhada. Para remover a imagem da tela, é só selecionar a opção de não usar nenhuma imagem:

 

Foto: divulgação

 

Como compartilhar perguntas feitas em stories recentes?

 

Você já viu o recurso dos stories de postar uma caixa onde as pessoas podem enviar perguntas para você responder depois? Pois é, essa ferramenta pode ser bastante útil na hora de preparar e fazer as suas lives.

No dia anterior você pode, por exemplo, pedir para os seus seguidores enviarem as perguntas que eles querem ver respondidas na transmissão.

 

Foto: divulgação

 

E na hora da live é só você clicar no ícone da carta com uma interrogação no meio e selecionar a questão que você quer compartilhar na tela enquanto está respondendo.

 

Como convidar outra pessoa para fazer parte da sua live?

 

Numa das atualizações mais recentes, o Instagram adicionou a possibilidade de convidar outra pessoa para participar da transmissão com você: basta iniciar uma live sozinho, aguardar a pessoa entrar e convidá-la, selecionando o item com ‘dois rostos’, que fica perto do rodapé.

O momento é ótimo para apostar em marketing digital e explorar ferramentas que antes não faziam tanto sentido. Informação relevante é sempre bem-vinda, principalmente quando ela aparece “na nossa cara” sem precisar de esforço.

 

Foto: divulgação

 

Se possível, transmita mensagens leves, positivas e entregue ao seu público um momento de “respiro” diante de tanta notícia ruim. Frequência e consistência também são fundamentais.

As lives nos permitem transmitir mensagens e conseguir mais apoio! Podem mostrar a realidade dos biomas brasileiros de forma verdadeira e é uma maneira de mostrar a realidade deles. Além também de poder debater com o público possíveis soluções e envolvê-los organicamente.

 

Lives que você não pode perder

 

  • A iniciativa Documenta Pantanal, no mês de abril, decidiu envolver pessoas conhecidas no mundo da conservação para discutir sobre o tema  conservação e foi um sucesso;
  • O Onçafari não ficou de fora e entrou no mundo das lives, com o próprio presidente, Mario Haberfeld, que está participando e conversando com pessoas envolvidas;
  • A SOS Pantanal vai fazer a primeira live essa semana, no dia 14 de maio;
  • A Waita está semanalmente chamando outros projetos para conversar ao vivo;

Não viu nenhuma ainda ou não começou a fazer? Corre que dá tempo! Nós do #Bond apoiamos essas iniciativas a favor da conservação e da biodiversidade.