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Turismo da Conservação: Observação de Baleias

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O inverno chegou e com ele a temporada de avistamento de baleias! 

São nos meses de Junho a Novembro, que temos o prazer de ter em nossas águas as Baleias Jubarte (Megaptera novaeangliae) e as Baleias Franca Austral (Eubalaena australis). Vindas dos polos, que é onde se alimentam, as baleias chegam nas regiões tropicais e subtropicais para acasalar e dar à luz a seus filhotes. Aiiii que lindooooooo!

A observação de baleias, ou whalewatching, é uma prática que vem crescendo e atraindo cada vez mais turistas ao longo dos anos. Devido à proibição da caça às baleias, as populações têm aumentado e, como consequência, os avistamentos também. Seja por terra ou no mar, esta forma de turismo movimenta cerca de dois bilhões de dólares por ano a nível mundial. 

 

Foto: Projeto Baleia Jubarte 

 

O objetivo do turismo de observação de baleias, além de maravilhar e deixar todos de boca aberta, é a conscientização e sensibilização acerca da conservação das baleias e de outros seres marinhos. Claro que, para essa prática ser de fato ecológica, algumas normas precisam ser seguidas a fim de garantir uma observação segura para nós e para as baleias.

 

Foto: Projeto Baleia Jubarte 

 

Normas de Avistagem

As normas de avistagem são definidas pela Portaria nº 117, de 16 de dezembro de 1996 do IBAMA (Alterada pela Portaria n° 24, de 8 de fevereiro de 2002) e estabelecem que as embarcações que operam em águas jurisdicionais brasileiras são proibidas de:

  • Aproximar-se de qualquer espécie de baleia com o motor engrenado a menos de 100 metros de distância. O motor deve permanecer desligado ou em neutro. 
  • Perseguir, com motor ligado, qualquer baleia por mais de 30 minutos, mesmo que respeitando as regras de distanciamento. 
  • Tentar alterar o curso, interromper ou dispersar um indivíduo ou grupo de qualquer espécie de cetáceo.
  • Produzir ruídos excessivos, mesmo que seja da própria embarcação, a menos de 300 metros de distância.
  • Despejar qualquer tipo de material, substância ou detrito no ambiente.
  • Aproximar-se de um mesmo indivíduo ou grupo que já tenha duas embarcações próximas.
  • Mergulhar ou nadar, com ou sem equipamentos, a uma distância inferior a 50 metros de qualquer baleia.
  • Aproximar qualquer aeronave do animal em altitude inferior a 100 metros em relação ao nível do mar. 

 

Foto: Instituto Australis

 

 

Locais para a observação de baleias

Os locais de maior incidência de avistamento de Baleias Jubarte é na Bahia, sendo Caravelas/Abrolhos e Praia do Forte os principais. Também é possível a observação em Vitória, no Espírito Santo e até no Rio de Janeiro.

Já as Baleias Franca Austral são mais avistadas em Santa Catarina, indo de Florianópolis até o município de Balneário Rincão e principalmente na APA da Baleia Franca.

Além do turismo de observação, é possível visitar alguns projetos de conservação como o Instituto Baleia Jubarte e o Instituto Australis

 

Foto: Projeto Baleia Jubarte

 

Instituto Baleia Jubarte

Com sede na Praia do Forte/BA e em Vitória/ES, o Instituto Baleia Jubarte é uma organização que trabalha com projetos de conservação e pesquisa, como o Projeto Baleia Jubarte, e realiza ações de educação e informação ambiental. O Instituto conta com um centro de visitantes que possui réplicas de baleias jubarte em tamanho real, esqueleto de uma baleia adulta e vários painéis educativos. Desta forma os visitantes podem conhecer ainda mais sobre a biologia e conservação das baleias. 

 

Foto: Projeto Baleia Jubarte 

 

Instituto Australis 

O Instituto Australis está localizado em Imbituba, Santa Catarina, no Centro Nacional de Conservação da Baleia Franca. O Instituto se dedica a pesquisa, monitoramento e proteção das Baleias Franca, além de educação e sensibilização ambiental para fins de conservação. Seu centro de visitantes possui um deck para observação de baleias, uma réplica de um filhote de baleia franca em tamanho real e o Espaço Australis onde está sendo montado um esqueleto de um adulto de baleia franca.

 

Foto: Instituto Australis

 

Não podemos negar que as baleias desempenham um papel incrível e super importante. Seja nos encantando ou desenvolvendo serviços ecossistêmicos, elas não passam despercebidas nesse mundão. 

 

Para que os avistamentos continuem, precisamos conservar e proteger não somente elas, mas o oceano como um todo. Neste blog eu te dou umas dicas de como podemos começar. E aí, você vem comigo? 

 

Você já avistou alguma baleia? Como foi a experiência? Conta pra gente!!! 

 

Texto por Anna Luísa Michetti

Revisado por Fernanda Sá

Japão retomará caça de baleias em seu território

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Baleia Minke e seu filhote de 1 ano de idade, levado a bordo do navio japonês Nisshin Maru – Foto: Australian Customs and Border Protection Service/CC BY-SA 3.0 au

O secretário-geral do Gabinete do governo japonês, Yoshihide Suga, informou hoje (26) que o Japão vai se retirar da Comissão Internacional da Baleia (IWC na sigla em Inglês). A intenção é retomar a caça comercial de baleias no país a partir de julho de 2019, seguindo os métodos da IWC para calcular as cotas para determinar o número de baleias capturadas.

De acordo com Suga, o Japão caçará baleias apenas em suas águas territoriais e zonas econômicas exclusivas, sem avanços para o Oceano Antártico nem no Hemisfério Sul. O secretário-geral também afirmou que o país procura meios de promover a caça de baleias de maneira sustentável por mais de 30 anos, mas sem sucesso nas negociações com os países contrários à caça comercial.

O Japão era membro da IWC desde 1951. A organização, criada há sete décadas para garantir a preservação dos cetáceos e impedir sua caça indiscriminada nos oceanos, impôs a proibição da caça comercial em 1986, depois de algumas espécies chegarem próximas à extinção devido à pesca predatória. A Comissão também foi responsável pela aprovação da Declaração de Florianópolis, que reafirma o banimento da caça comercial de baleias em águas internacionais.

Desde 1987, o Japão permite que se matem baleias apenas com fins científicos (segundo informações oficiais). Porém, críticos e organizações de proteção dos animais afirmam que o programa é usado para encobertar a caça comercial, já que a carne é vendida no mercado. Os japoneses alegam que comer carne de baleia faz parte da cultura do país.

O governo do país planeja enviar delegações para alguns países anti-caça de baleias para buscar compreensão.