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As estampas selvagens invadiram a GreenBond!

By | Conservação, Educação ambiental, Eventos de Conservação, GreenBond, Marketing na Conservação, Meio Ambiente, Projetos de conservação | No Comments

Nosso último projeto mal saiu do forno e já nos enche de orgulho: a WildingTone! Inspirada na Natureza e no sistema PANTONE®, a marca apresenta a forma que traduzimos a beleza selvagem em comunicação visual. A partir desta iniciativa, esperamos dar mais alguns passos para alcançar o nosso objetivo principal: conectar as pessoas a favor da biodiversidade!

 

 

Inspiração #1: Natureza 

 

A natureza, com suas cores e formas, sempre influenciou artistas, cientistas, engenheiros e etc., na criação de suas obras. Sob um olhar mais atento de nossa equipe aos seus padrões de camuflagem, mimetismo, suas curvas e cores, a natureza também virou inspiração para designs incríveis desenvolvidos pelos profissionais da GreenBond. Surgiu então, a grande ideia: criar padrões baseados nas cores selvagens e torná-los parte do nosso dia a dia, por meio de produtos úteis e sustentáveis.

 

 

Inspiração #2: PANTONE®

 

Boa parte da nossa inspiração para a criação da marca também veio da PANTONE®, que é considerada uma verdadeira autoridade em cores! Ela é mundialmente conhecida por seus sistemas e tecnologias de ponta, desenvolvidos para processos que envolvem cores com reprodução precisa, desde as etapas de seleção e comunicação até o controle final das colorações. O nome PANTONE® é conhecido mundialmente como a linguagem padrão para a comunicação em todas as fases do processo de gerenciamento de cores. A mesma linguagem é utilizada e reconhecida pelo designer, fabricante, revendedor e consumidor, nos mais diversos setores industriais.

Durante os últimos 50 anos, a marca desenvolveu e aprimorou o conceito do seu sistema de combinação de cores. Adaptou-se para diversas indústrias, onde a reprodução fiel das cores são críticas, incluindo tecnologia digital, têxteis, plásticos, arquitetura e interiores.

 

Classic Blue 19-4052 é a cor oficial de 2020. (Foto: Instagram @pantonebr)

 

Anualmente, a PANTONE® dita a tendência de cores no mundo todo! A partir de inovações e novas combinações, a marca lança a cor oficial de cada ano, guiando criações de design e produções ao redor do globo. Essa é a verdadeira função de uma autoridade: inspirar o mundo! 

 

Cores exclusivas da WildingTone

 

De acordo com Diego Arruda, co-fundador da GreenBond e idealizador da WildingTone, as cores seguem padrões estrategicamente pensados. ”Basicamente, nosso trabalho consistiu em olhar para os padrões da natureza e catalogar essas cores com o código hexadecimal da PANTONE®, respeitando-as da forma que aparecem nos animais.” 

A criação dos códigos se baseia, primeiramente, nos 6 grupos animais existentes. Eles são divididos em: WF (peixes ou animais marinhos), WI (invertebrados), WR (répteis), WB (aves), WA (anfíbios) e WM (mamíferos). 

O segundo passo é numerar o código de acordo com a ordem de criação, ou seja, “1” para o primeiro, “2” para o segundo e assim por diante. Neste momento, já estamos indo para a 21ª criação! 

A terceira etapa é baseada no nome científico de cada animal. Serão usadas as primeiras letras de cada nome para compor o restante do código. Por exemplo, o nome científico do peixe-napoleão é Cheilinus undulatus, logo, serão usadas as letras “c” e “u” em sua classificação.

O código final do peixe-napoleão ficou: WF (por tratar-se de um peixe) + -p (indicação de patern) + 1 (por ter sido nossa primeira criação) + Cu (Cheilinus undulatus). Resultado final: WF-p1Cu. 

Por fim, adicionamos o hexadecimal da própria PANTONE®, o que indica o tom exato da coloração presente nos animais. 

 

Influenciadores

 

Por nossos designs serem divididos em grupos de animais (aves, seres marinhos, mamíferos, répteis, anfíbios e invertebrados), resolvemos escolher 6 embaixadores, cada um representando a conservação de um grupo. Cada embaixador escolheu um projeto de conservação que será apoiado com a venda dos produtos.

 

Seres Marinhos

 

Para os seres marinhos, escolhemos a Maysa Santoro, bióloga e ambientalista, que trabalha como educadora ambiental e se dedica a causas de conservação do meio ambiente em ONGs de resgate de fauna silvestre, no Brasil e na África do Sul. Ela também gera conteúdos áudio visual com a finalidade de tornar o meio ambiente visto e valorizado pelas pessoas.

 

Maysa Santoro

 

O instituto que será beneficiado será o VIVA Instituto Verde Azul. O instituto nasceu em 2014 com o desejo de ensinar as pessoas sobre a beleza, inteligência e os mistérios das baleias, golfinhos e outros animais, e atua com pesquisas científicas em Ilhabela e Abrolhos.

 

 

Biólogas apaixonadas realizam trabalhos de educação ambiental, campanhas contra a caça e exploração animal, produção de livros infantis, sempre com o objetivo de tocar o coração das pessoas para desenvolverem a consciência ambiental para um mundo melhor, mais “VERDE AZUL” para todos os seres do Planeta.

 

Foto: Rafaela Souza

 

Anfíbios

 

Para representar os anfíbios, escolhemos o Dr. Thiago Silva-Soares, ou Thiago Biotrips, um biólogo especialista em nestes seres. Doutor em zoologia pelo Museu Nacional, começou a viajar no Brasil para pesquisar a herpetofauna. Hoje, suas viagens biológicas ao redor do mundo visam conectar as pessoas à natureza de forma mais íntima e exótica.

 

Thiago Silva-Soares

 

A instituição que ele escolheu, é o seu próprio projeto de conservação, o HerpetoCapixaba. A Mata Atlântica do Estado do Espírito Santo compreende uma grande diversidade de anfíbios e répteis, mas há ainda muito o que se conhecer e desvendar acerca deles. Dentro desse cenário, o Herpeto Capixaba, projeto fundado em Outubro de 2017, busca trazer o estado da arte à herpetologia no Espírito Santo, através da pesquisa, educação e difusão científica, pilares unidos em prol do conhecimento e conservação da herpetofauna.

 

 

Invertebrados

 

Representando o grupo dos invertebrados, escolhemos os amigos Ricardo Brugnera e Guilherme Limberger, gaúchos e crescidos no interior, que descobriram juntos a paixão pelos insetos ainda como colegas na graduação em Ciências Biológicas. Atualmente, como pesquisadores, lideram o projeto Insetos do Brasil que visa a preservação e difusão de conhecimento sobre os insetos e demais invertebrados brasileiros, alcançando públicos de todo o país pelas redes sociais.

 

Ricardo e Guilherme

 

O projeto tem como principais objetivos a conservação dos insetos e popularização da entomologia, além de desmistificar fake news e quebrar preconceitos entre a sociedade, estes animais e demais invertebrados, através das redes sociais.

 

 

Répteis

 

Como embaixadora dos reptilianos, escolhemos a Daniela Sifuentes, paulista de 29 anos graduada em ciências biológicas pela UFMT. Nascida e criada em São Paulo, resolveu cursar biologia no interior do Mato Grosso. Atualmente trabalha com monitoramento e resgate de fauna silvestre, com ênfase na herpetofauna. Trabalha com educação ambiental e faz divulgação científica no Instagram.

 

 

A iniciativa escolhida por ela para apoiarmos é o Projeto Jibóia-do-ribeira. A espécie Corallus cropanii, considerada por especialistas como uma das mais raras do mundo, ocorre somente no Vale do Ribeira e ficou 64 anos sem ser vista viva.

 

 

O Projeto de Conservação da Jibóia do Ribeira foi criado em 2016, com o objetivo de unir os esforços e estreitar a relação entre os cientistas e a comunidade local. Essa parceria proporcionou o encontro de dois exemplares, e é uma ferramenta crucial para elaborar estratégias para a conservação dessa espécie tão fascinante.

 

Corallus copranii – Jibóia-do-ribeira

 

Mamíferos

 

Para os mamíferos, escolhemos a Bio Educação Digital, uma Startup criada e conduzida por Beatriz Morais, que valoriza acima de tudo o ser humano e a natureza, e principalmente sua relação com ela. Trabalhando com cursos, congressos e muito conteúdo online sobre diversas áreas da ciência, um dos compromissos mais fortes da Bio ED e de toda a equipe é a conservação da nossa fauna e flora, através de educação ambiental, divulgação científica e transformação social.

 

 

Como instituição beneficiada, foi escolhido o Instituto Pró-Tapir, um Programa de Monitoramento e Proteção dos Ungulados, mamíferos com casco que atuam principalmente na dispersão de sementes e manutenção das florestas. Para proteger essas e outras espécies, na Mata Atlântica, o Pró-Tapir realiza pesquisas em grandes áreas da biologia, como Ecologia, Genética e Saúde Ambiental, além de trabalhos voltados à educação ambiental e divulgação científica. Contribuem há 10 anos na conservação da biodiversidade e seguem plantando novas ideias!

 

 

Aves

 

Representando o grupo das aves, escolhemos Andrey Naves, youtuber e criador de aves há muitos anos. Através desta paixão, a conservação se tornou seu propósito de vida, onde atualmente, tenta levar este mundo para o maior número de pessoas possível em seu canal no Youtube e sua conta no Instagram, afim de unir forças em prol da biodiversidade.

 

Andrey Naves

 

A instituição escolhida para apoiar foi o ICFau. O Instituto para Criação e Conservação da Fauna (ICFau) é uma organização sem fins lucrativos, criado com o propósito de contribuir com geração de dados científicos, técnicas de manejo e reprodução de espécimes ameaçadas, com a intenção de aumentar seus números, para que sejam utilizadas em programas de conservação.

 

 

Busca também atuar em ações de educação ambiental, por meio da conscientização e estratégias socioambientais, com foco nas comunidades que coabitam as áreas de ocorrência das espécies trabalhadas.

 

Mutum-de-alagoas (Mitu mitu). Uma das aves mais raras e ameaçadas do mundo

 

10% dos valores arrecadados com cada linha, será revertido para os projetos selecionados pelos embaixadores.

 

Captação de recursos para conservação

 

Após muitos estudos e fontes de inspiração, nossa equipe começou o desenvolvimento das cores e padrões baseados nos mais diversos animais selvagens presentes na natureza. Os designs ganharam forma física ao estampar produtos frequentemente utilizados em nosso dia a dia, como canecas, mousepads, bonés, chinelos, máscaras de proteção, entre outros.

 

 

As redes sociais são nossas principais vitrines, ou seja, é por meio delas que exibimos os padrões criados, o resultado final já estampado nos produtos e por onde recebemos os pedidos de compras. Tudo facilmente encontrado no mesmo canal, sem burocracias e/ou complicações. A produção é toda realizada sob demanda, para evitar desperdícios de material. 

A ideia da WildingTone é reverter parte dos lucros obtidos a partir das vendas para auxiliar na proteção da biodiversidade. Os recursos serão doados aos projetos de conservação que atuam na preservação da fauna e flora brasileira. 

Para conferir todos os padrões desenvolvidos pela WildingTone, acesse nosso Instagram e Facebook. Não esqueça de fazer os seus pedidos e, assim, entrar para o #Bond da conservação!

Dia Internacional da Conservação dos Anfíbios

By | Educação ambiental, GreenBond, Marketing na Conservação, Meio Ambiente | No Comments

 

Para finalizarmos o mês com chave de ouro, hoje é o Dia Internacional da Conservação dos Anfíbios! A data ressalta a importância da preservação desses seres que, diferente do que muitos acham, são importantíssimos para o equilíbrio do meio ambiente.

 

Um pouco sobre os Anfíbios

 

O que são anfíbios, afinal? A palavra significa “vida dupla”, porque esses animais são capazes de viver no ambiente terrestre na fase adulta, mas dependem da água para diversas atividades, como a reprodução!

Um fato curioso é que além de não possuem pêlos e nem escamas, são incapazes de manter constante a temperatura de seu corpo, por isso são chamados animais ectotérmicos, ou seja, dependem da temperatura do ambiente para regularem o metabolismo.

No estágio da vida aquática, quando são girinos, os anfíbios respiram por brânquias, como os peixes. Quando adultos, vivem em ambiente terrestre e realizam a respiração pulmonar. Como os seus pulmões são simples e têm pouca superfície de contato para as trocas gasosas, a respiração pulmonar é pouco eficiente, sendo importante a respiração cutânea – processo de trocas de gases com o meio ambiente através da pele.

 

Foto: internet/girino de rã-madeira com tamanho normal de cauda

 

Grupos

 

Mas afinal, o que é considerado um anfíbio? São divididos em três grupos: Ápodes, Anuros e Urodelos.

 

  • Ápodes: Cecílias

 

Foto de Wilkinson M, Sherratt E, Starace F, Gower DJ (2013)/Wikimedia Commons

 

Anuros: Sapos, rãs e pererecas

Foto de Gustavo Figueiroa/sapo

 

Foto de MOs810/Wikimedia Commons – rã

 

Foto de Renato Augusto Martins/Wikimedia Commons – perereca

 

Urodelos: Salamandras-de-fogo

Foto: internet/salamandra

 

Importância para o meio ambiente e para nós

 

Como todo animal, eles fazem parte da cadeia alimentar, se alimentando de insetos e outros invertebrados. Ou seja, entre outras coisas, eles são responsáveis pelo controle de diversos grupos considerados pragas por seres humanos.

Mas essa não é a sua única função. Atualmente, já se sabe que esses animais são bioindicadores, ou seja, sua presença em um local funciona como indicador de que o ambiente está em equilíbrio ecológico. “Os anuros são altamente sensíveis às alterações do ambiente. Por depender de ambientes aquáticos e terrestres em bom estado de conservação, qualquer alteração na qualidade da água e na temperatura pode extinguir espécies. Então, quando eles começam a desaparecer algum dano ao ambiente pode estar acontecendo”, afirma Adelina Ferreira, doutora de biologia que trabalha com a reprodução dos anuros e professora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

Não é só. Alguns anfíbios apresentam substâncias em sua pele com funções de proteção, o que tem atraído a atenção de grandes laboratórios farmacêuticos. “Os anuros não tem garras nem dentes poderosos, por isso eles usam a secreção para se proteger de fungos, bactérias, protozoários e de predadores maiores. São diversas espécies com compostos químicos muito variados, visados para estudos de substâncias novas que possam servir para várias utilidades”, aponta Marcos André de Carvalho, doutor em zoologia e professor da UFMT.

 

Conservação e perigo de extinção

 

Por serem sensíveis a alterações no clima, populações de anfíbios pelo mundo vem decaindo vertiginosamente ao longo dos últimos anos. Confira alguns dados preocupantes sobre o status de conservação desse grupo:

– Mais de 32% das espécies de Anfíbios estão consideradas em perigo de extinção, um número significativamente maior do que em qualquer outro grupo de animais (p. ex. nas Aves 12% e nos Mamíferos 23%);

– Quase 50% das espécies conhecidas de Anfíbios encontram-se em declínio;

– Cerca de 165 espécies de Anfíbios podem, na verdade, encontrar-se já extintas.

 

Pode assim dizer-se que os Anfíbios são o grupo de animais globalmente mais ameaçado em todo o mundo. As causas do desaparecimento dos Anfíbios são múltiplas e variam de local para local, mas podemos considerar como principais:

– a sua especial fragilidade face às alterações climáticas e ao aumento das radiações ultravioleta;

– a poluição do solo e da água devido ao uso excessivo de adubos e pesticidas;

– o desaparecimento dos locais de reprodução devido principalmente à intervenção do homem;

– a proliferação a nível mundial de uma grave doença causada por um fungo, que pode levar rapidamente à morte (quitridiomicose);

– a influência negativa de espécies exóticas invasivas, em especial de peixes predadores;

– a captura para consumo alimentar ou venda como mascotes em lojas de animais;

– a mortalidade nas estradas quando das migrações para (ou desde) os locais de reprodução.

 

Foto de Ian Wongkar

 

Nós do #Bond apoiamos projetos e causas para a proteção dos anfíbios! Ressaltamos a importância desta data para a conservação das espécies.

Quitridiomicose: doença causada por fungo dizima 501 espécies de anfíbios

By | Animais ameaçados de extinção, Conservação, Desastre Ambiental, Meio Ambiente, Notícias | No Comments

Sapo da espécie Atelopus limosus morto pela quitridiomicose, doença causada pelo fungo Batrachochytrium dendrobatidis – Foto: Brian Gratwicke/ Creative Commons

A quitridiomicose é causada por fungos do gênero Batrachochytrium e é responsável pela maior perda de biodiversidade atribuível a um único patógeno (organismo causador de doença) em toda a história, afirmaram cientistas na revista Science no mês passado.

Nos últimos 50 anos, pelo menos 501 espécies de anfíbios sofreram declínios em suas populações provocadas pelo microrganismo. Em alguns casos as espécies ficaram restritas a 10% de sua distribuição original e os pesquisadores acreditam que 91 foram completamente extintas.

Benjamin Scheele, pós-doutorando na Australian National University, na Austrália, e primeiro autor do artigo disse em entrevista à Agência FAPESP que esses números são conservadores, porque é provável que o patógeno tenha causado o declínio de muitas outras espécies ainda desconhecidas pela ciência. “Esse fenômeno pode ser particularmente relevante na região neotropical [que compreende a América Central, incluindo parte do México e dos Estados Unidos, todas as ilhas do Caribe e a América do Sul], onde há muitas espécies não descritas”.

O fungo se aloja na pele de anfíbios adultos, prejudica a respiração e leva a morte por parada cardíaca. Quando se instala em girinos, parasita a região da boca e dos dentículos, dificulta a alimentação e compromete o crescimento.

O Brasil possui 50 espécies com populações afetadas: 38 sofreram declínio e 12 foram extintas. Algumas populações mostram indícios de recuperação, enquanto outras permanecem desaparecidas.

Histórico

A doença só foi descoberta em 1998, mas o pico dos declínios populacionais ocorreu nos anos 1980. Isso prejudicou os trabalhos de mensuração de impacto. As regiões tropicais da Austrália e das Américas Central e do Sul foram as mais afetadas. Ásia, África, Europa e América do Norte apresentam declínios populacionais relativamente baixos.

A maior parte dos especialistas defende que uma linhagem virulenta do fungo, originária da Ásia, chegou à América Central e se espalhou em direção à América do Sul. É provável que esse processo foi favorecido pelo transporte de anfíbios para consumo humano ou para o mercado de animais de estimação.

Combate à doença

Novas pesquisas e monitoramento intensivo da quitridiomicose com tecnologias emergentes são necessários para identificar mecanismos de recuperação de espécies afetadas e para desenvolver ações de combate ao fungo.

Para os autores do estudo, políticas de biossegurança efetivas e a redução imediata no tráfico de animais silvestres são medidas essenciais para reduzir o risco de disseminação de novas doenças em um mundo globalizado.

O artigo Amphibian fungal panzootic causes catastrophic and ongoing loss of biodiversity, de Ben C. Scheele et al, pode ser lido em http://science.sciencemag.org/cgi/doi/10.1126/science.aav0379.

Mudanças climáticas podem levar à extinção de 10% das espécies de anfíbios da Mata Atlântica

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Perereca-das-folhagens (Phyllomedusa rohdei), endêmica da Mata Atlântica – Foto: Renato Augusto Martins/CC BY-SA 4.0

Sapos rãs e pererecas endêmicas da Mata Atlântica estão em perigo. As mudanças climáticas podem levar à extinção até 10% das espécies de anfíbios do bioma em cerca de 50 anos. Os regimes de temperatura e chuva previstos para ocorrer entre 2050 e 2070 serão fatais para espécies que habitam pontos específicos da região e possuem menor adaptação à variação do clima.

Essa é a conclusão do artigo Expected impacts of climate change threaten the anuran diversity in the Brazilian hotspots (Impactos esperados das mudanças climáticas ameaçam a diversidade de anuros em hotspots brasileiros), publicado na revista Ecology and Evolution. O estudo fez um levantamento dos anfíbios do Cerrado e da Mata Atlântica, identificou as preferências climáticas de cada espécie nas diferentes áreas em que foram encontradas e traçou modelos para estimar se os locais com climas favoráveis para os animais irão expandir ou reduzir em 2050 e 2070.

Sapo pingo-de-ouro (Brachycephalus ephippiu), endêmico da Mata Atlântica – Foto: Renato Augusto Martins/CC BY-SA 4.0

Os pesquisadores analisaram 350 das 550 espécies encontradas na Mata Atlântica e 155 das 209 espécies do Cerrado e concluíram que 37 espécies da Mata Atlântica (10,6% do total) e 5 do Cerrado devem ser extintas entre 2050 e 2070. Dessas 42 espécies, apenas cinco estão ameaçadas, segundo a Lista das Espécies da Fauna Brasileira Ameaçadas de Extinção.

Os cenários previstos também sugerem que as mudanças climáticas podem ser responsáveis por uma homogeneização dos anfíbios do Cerrado. Isso significa que espécies mais generalistas – que se adaptam a habitats diferentes e suportam variações maiores de temperatura e umidade – devem expandir seus territórios.