Category

Marketing na Conservação

Entenda sobre o ESG: Environmental, Social and Governance

By | Marketing na Conservação | No Comments

Você já ouviu a sigla ESG? Até sabe do que se trata, mas não tem muita profundidade sobre o assunto? Peraí que nesse texto vou explicar tudinho sobre esse tema e, porque ele é tão importante.

 

ESG: por que sigla será ainda mais importante para as empresas em 2021

Imagem: Internet

 

O que significa ESG 

ESG nada mais é do que: Environmental, Social and Governance. Em portugues: Meio ambiente, social, e governança. Diz respeito aos três pilares utilizados para mensurar a sustentabilidade e o impacto social de um investimento em uma empresa, instituição ou negócio.  Esses critérios podem ser utilizados para ajudar a determinar melhor o desempenho financeiro futuro das empresas (retorno e risco).

ESG pode nos dizer o quanto um negócio minimiza, ou busca alternativas para minimizar, seus impactos no meio ambiente, constrói um mundo mais justo para seus clientes e funcionários, fornecedores, dentre outros e procura manter sempre os melhores processos administrativos.  

Além disso, o ESG, em vez de analisar apenas índices financeiros de uma empresa, por exemplo, também leva os investidores a  observarem fatores ambientais, sociais e de governança.

 

Embora não seja um termo novo, somente agora tem ganhado força

Até pouco tempo a sustentabilidade era entendida como uma antagonista quando o assunto era ganhar dinheiro, mas recentemente, práticas ambientais mais conscientes, sociais e de governança vêm ganhando espaço e recebendo atenção mundial e existem razões muito lógicas para isso. 

Estudos apontam que empresas, instituições e investidores que adotam melhores práticas ambientais, sociais e de governança atingem maiores impactos positivos. Além de obter mais lucratividade melhoram seu valor de mercado ao longo do tempo. 

Percebeu-se, finalmente, que, cuidar do meio ambiente, ter responsabilidade social e adotar melhores práticas de governança são fatores que contribuem para o balanço positivo das empresas e instituições. 

 

ESG: O que é e como funciona? - CashMe

Imagem: Internet

 

Em resumo:

  • O interesse pela temática ESG no Brasil e mundo está cada vez maior. Se sua empresa, negócio ou instituição não estão por dentro desses pilares, podem se considerar ultrapassados. 
  • O engajamento dos investidores e apoiadores e o comportamento dos consumidores estão levando  em conta as empresas e instituições que assumiram esse papel de responsabilidade.
  • Existe uma pressão por parte da economia nacional mesmo, cada vez maior para que a ESG esteja na  agenda dos investidores, empresas e instituições
  • ESG tem sido um sinal particularmente eficaz de geração de retorno acima do mercado nos últimos anos.
ESG: uma sigla que diz muito sobre o negócio - Agência Envolverde

Foto: Internet

 

Ainda não conhecia essa sigla? Sua empresa, negócio ou instituição ainda não segue essas práticas.Tudo bem… Mas está na hora de mudar. Sempre é tempo de promover reestruturações internas, ainda mais quando elas só vêm atreladas a consequências tão positivas. 

Texto por Fernanda Sá

Diferentes tipos de comunicação científica nas redes sociais

By | GreenBond, Marketing na Conservação, Notícias | No Comments

Já falamos algumas vezes por aqui da importância da divulgação científica e de como isso tem ganhado uma força cada vez maior.

Hoje em dia, não precisamos nem mais dar um google para encontrar informações de qualidade. Nas próprias redes sociais tem uma galera boa se encarregando de fazer as pesquisas pra gente e resumir tudo tim tim por tim tim. E o melhor de tudo. Com uma linguagem simples, direta e principalmente acessível a todos. Mas será que todos os comunicadores científicos utilizam as mesmas técnicas de comunicação para atingir o seu público alvo? Não mesmo…. Cada um aposta em uma ferramenta própria, desenvolve o seu jeitão e a sua linha de pensamentos…. E nós? Cabe a nós escolher quais os perfis que mais nos agradam ou então seguir todos, quanto mais melhor, não é mesmo?

Hoje vamos mostrar alguns perfis que têm feito o dever de casa direitinho e trazido o verdadeiro conteúdo científico de qualidade a todos nós. 

 

Hugo Fernandes @hugofernandesbio

O biólogo que tudo sabe.

Brincadeiras a parte mas eu mesma já me perguntei várias vezes como diabos o Hugo pode estar por dentro de todos os assuntos. É polêmico, gera dúvidas, está na mídia e envolve o meio ambiente, o Hugo está comentando. 

O Hugo aposta muito nos cards e nos vídeos para passar a informação de uma maneira séria e o mais simples e direta possível. Com essa maneira de se comunicar, o biólogo conseguiu vencer a bolha acadêmica e chegar nos grupos de whatsapp de família. Devemos eterno agradecimento a ele.

E respondendo a minha própria pergunta, como é possível ele saber de tanto assunto? O cara estuda muito. Acredito que devem ser muitas noites mal dormidas em cima das notícias e artigos fresquinhos, porque não basta estar na moda, o Hugo sabe o que fala e tem fontes seguras para isso.

 

 

Atila Iamarino @oatila

Foco, força e fé

O Átila é um biólogo, microbiologista e doutor em virologia. Porque eu estou contando a formação do cara? Porque é justamente esse o seu forte e o foco que ele escolheu para a sua comunicação. 

Seu discurso nas redes sociais gira basicamente em torno desses assuntos, e no momento, o grande protagonista é o COVID 19. O Átila com certeza se tornou uma sumidade quando se trata de coronavírus. Sabem porque? Porque ele foi capaz de trazer um assunto tão sério e complexo à luz dos leigos. Sua linguagem embora muito embasada é bastante didática e acessível. O Átila foca no assunto, deposita toda a sua força na criação de conteúdos e acredita no seu potencial de disseminação da verdade.

 

 

Bioeducação digital

A geração tiktok

As meninas da Bioeducação digital acertaram uma veia boa para a comunicação científica. Seguir as tendências da moda digital. É viral, elas estão fazendo.  

Sempre linkando a modinha do momento com assuntos importantes, muito bem embasados, elas têm conseguido alcançar cada vez mais gente e principalmente, tem reafirmado o que já estamos carecas de saber: temos que mudar nossa linguagem, temos que arriscar, temos que mergulhar em águas desconhecidas para tornar a ciência conhecida.

 

 

Biólogo Carlo Stenio @steniosux

A síndrome de Peter Pan

Parece que estou sendo rude falando assim né? Mas não é. Quem dera se todos nós conseguíssemos manter sempre vivas as nossas crianças interiores. E foi exatamente isso que o Carlo conseguiu. Utilizando um elemento que todo mundo gosta, os desenhos animados, o biólogo exemplifica várias situações envolvendo o meio ambiente de uma maneira muito lúdica. Os posts são deliciosos de acompanhar e não há quem não queira saber um pouco mais sobre os temas que ele levanta e sobre os personagens da vez.

 

 

Tunes ambiental @tunesambiental

Beleza põe mesa sim

Conhecem o provérbio popular ¨beleza não põe mesa¨? O Tunes ambiental chegou pra provar que não é bem por aí. Beleza pode por mesma sim. 

Os irmãos Pedro e Ana Luiza têm apostado em fotos e vídeos bonitos da vida selvagem associados à virais da internet. Detalhe, as informações eles deixam pra colocar somente na legenda. Resultado da brincadeira? Vários compartilhamentos de seus conteúdos e um crescimento super rápido de suas redes.

 

 

Viu que cada um utiliza uma linguagem e tem funcionado muito bem? As redes sociais são igual coração de mãe. Tem lugar pra todo mundo.

 

Hoje eu escolhi alguns perfis que gosto muito, mas claro que existem inúmeros outros incríveis que tem contribuído para espalhar informações como, @binerighetti, @gufigueiroa, @maysasantoro, @waita.ong, @sifuentes.dani, @thiagobiotrips… Ixee podemos ficar aqui até amanhã… 

Vamos simplificar o trabalho? Marquem aqui nos comentários um perfil que você curta muito e que vc considera foda na divulgação científica. Vamos ver quais preciosidades da comunicação a gente acaba descobrindo?

 

Texto por Fernanda Sá

E-mail marketing. O que é e qual a importância dessa ferramenta no mundo atual.

By | Marketing na Conservação | No Comments

Convenhamos… Por mais que as redes sociais venham crescendo de maneira assombrosa, ninguém nunca deixou de usar o bom e velho e-mail.

Sem dúvidas o e-mail é a ferramenta de comunicação com maior número de usuários. 

Sabemos que existem hoje outras maneiras de conversar diretamente com o seu público, mas o e-mail continua sendo a mais simples delas.

Ainda não está convencido de que sua instituição precisa começar a usar o e-mail marketing? 

Vou te dar alguns bons motivos.

 

Resultado de imagem para a importância do e-mail marketing

Imagem Internet

 

Antes de mais nada, o que é e-mail marketing?

O e-mail marketing é a utilização do e-mail como ferramenta de marketing direto e individual. A partir do uso de ferramentas específicas, algumas delas até gratuitas, do estudo das métricas e da automação é possível criar uma comunicação única para cada usuário. Desse modo, através de análises baseadas na interação individual, é possível que cada pessoa receba um conteúdo relevante para ele. 

 

Pontos positivos do uso dessa estratégia

 

  • Todo mundo tem um e-mail

 

Dados estatísticos apontam que mais de 90% dos adultos que utilizam a internet possuem e-mail e 60% dessas pessoas verificam o e-mail pelo menos uma vez ao dia.

 

  • Alto nível de engajamento

 

Ao ser utilizado de maneira correta, o e-mail marketing chega a ser 40 vezes mais efetivo do que o marketing em redes sociais. 

  • Altas taxas de conversão

O e-mail marketing apresenta maiores taxas de conversão do que as redes sociais. Em termos de venda, a taxa chega a ser de até 70%. 

 

  • Criação de vínculo e fidelização 

 

Através do e-mail que você vai criar um laço com o usuário, fazendo com que ele se lembre de você constantemente, saiba as novidades em termos de serviços e conteúdo que você está oferecendo no site e nas redes sociais. 

 

  • Segmentação

 

Através da análise de informações diversas, como interesse, localidade, produto ou serviço consumido, dentre outras, é possível gerar diferentes tipos de conteúdos e direcioná-los a grupos específicos. Quanto mais segmentada for essa base, melhor a sua comunicação com o público. 

 

  • Personalização

 

Todo mundo gosta de atenção, não é mesmo? Faz total diferença ser chamado pelo nome no e-mail e quando o remetente sabe quais produtos você comprou. Isso te torna especial!

Com o Email Marketing é possível utilizar variáveis ao longo do seu corpo de texto tornando seu email personalizado com base no banco de dados dos usuários. 

  • Automação

 

Através de ferramentas é possível criar automações baseada em ações, como ter baixado determinado material ou ter respondido algo importante, abrir a mensagem ou clicar em algum link específico.

Combinando essas informações à personalização dos emails e segmentações do público, a automação vai contribuir grandemente para o aumento do engajamento do seu público.

 

  • Análise de Métricas

 

Uma das maiores dificuldades quando enviamos e-mail manualmente é analisar os resultados. Quantos e-mails foram enviados, quantos foram abertos, quantos cliques em um link.

Ao utilizar uma plataforma própria, você terá acesso a essas métricas e isso te possibilitará ter uma melhor leitura do seu público e melhorar as suas ações. 

 

Resultado de imagem para e-mail marketing

Imagem da Internet

 

Tenho certeza de que você já está convencido de que essa, sem dúvidas, é uma ferramenta incrível.

Então não perca mais tempo e corra já atrás desse recurso pro seu projeto.

Fiquem ligados aqui no nosso blog que em breve postaremos mais dicas.

Importância do design para projetos de conservação

By | GreenBond, Marketing na Conservação | No Comments

Quando falamos em projetos de conservação, o que te vem em mente?

Posso chutar alguns de seus pensamentos sem medo de errar. Biólogos e veterinários com suas roupas e apetrechos peculiares no meio da mata, manejo de animais silvestres, perrengues em campo, dias e dias escrevendo projetos e relatórios… Acertei, não foi?

Arrisco ainda dizer um pensamento que não passou nem de longe por suas cabeças, querem ver? A comunicação desses projetos. 

 

A verdade nua e crua

Meus caros, o mundo mudou, as mídias chegaram atropelando tudo e quem não é visto, não é mais lembrado. Fazer uma boa comunicação de seus projetos agora é tão importante quanto publicar seus resultados em revistas internacionais. 

E como fazer uma boa comunicação, que atinja mais gente, principalmente as que estão fora da nossa bolha? Através do marketing. Sim, a boa e velha propaganda. 

 

Dos cientistas para o mundo

Temos que aprender a divulgar pro mundo os nossos trabalhos e sabe qual a melhor parte? Nunca foi tão fácil fazer isso. 

As mídias estão aí, abertas e acessíveis, as ferramentas estão disponíveis e a criatividade… Ops? Travou na criatividade? Não tem problema, afinal não temos mesmo que ser bons em tudo. Tem gente especializada nisso.

Por que não encarar de uma vez por todas que a conservação é multidisciplinar e chamar figurinhas de outras áreas para fazer parte do time? 

Pode chegar galera do marketing e do design. Precisamos de vocês para somar a nossa equipe do bem? Afinal, não basta só fazer, tem que fazer bem feito!

Com cada vez mais pessoas seguindo os nossos passos e acompanhando nosso dia a dia, os projetos, assim como as empresas, estão sendo obrigados a criar um design próprio, que tenha a sua cara, a sua identidade, que converse bem com o seu público e que, acima de tudo, seja lembrado e reconhecido. 

Mesmo que estejamos todos do mesmo lado, o mundo é competitivo, e para conseguir alcançar maiores resultados e recursos, não basta mais apenas sermos bons profissionais, temos que ser bons e ¨lindos¨.

 

Why Should We Save The Giant Panda- WWF Hot Air Balloon | Panda Things

Ações da WWF usando e abusando de seu design simples e já bem consolidado. Imagem internet

 

Qual o papel do design para projetos de conservação?

Uai, já falei alí em cima, fazer o projeto ficar lindo. 

Brincadeiras à parte, o papel do design nos projetos de conservação não é simples. Ele tem a árdua, mas gratificante missão de, agregar valor e qualidade ao projeto, conectar as pessoas à causa, fazer com que elas se sintam acolhidas e partes daquela ideologia e principalmente, tornar a imagem visual do projeto agradável e facilmente reconhecida.   

 

A criação da identidade visual do projeto

Essa é uma etapa importante pois essa será a cara do projeto. 

Primeiro, temos que ter muito claro qual é a essência do trabalho. Qual público alvo desejamos atingir, com quem queremos conversar, qual imagem desejamos difundir…. 

Com essas informações em mãos vem a parte divertida. Pensar na paleta de cores, nos tipos de letras, formas e símbolos que irão acompanhar as suas artes.

É muito importante uma padronização de todos os materiais produzidos. Isso não quer dizer que serão iguais, quer dizer que o ideal é que sigam uma linha criativa única. 

Isso vai garantir uma melhor assimilação entre as produzidas por vocês e o projeto.  Depois de um tempo, é tiro e queda. Bateu o olho em algum material e já sabe de qual projeto ou instituição se trata.

 

Identidade visual: você já parou para pensar nela? - Blog de Performance  Digital e UX | Agência 242

Imagem internet

 

Achou complicado? Não se preocupem, tem empresas, como a Greenbond, que são especializadas nisso e que podem ajudar nessa parte. 

Sei que não é tão simples, mas com as pessoas certas, o design do seu projeto vai ficar maravilhoso e funcional.

 

 

Quer mais dicas de como tornar o seu projeto parte dessa geração visual e cada vez mais digital? Deixa um comentário pra gente ou nos procure nas nossas redes sociais @greenbondconservation

. Vai ser um prazer ajudar vocês. 

 

 

Os bastidores do evento: #UmDiaNoParque

By | Datas comemorativas, Marketing na Conservação | No Comments

 

A algum tempo atrás postamos aqui sobre um evento incrível que acontece todos os anos em diferentes parques nacionais do Brasil, se lembram?

O Um Dia no Parque é um movimento criado para celebrar a natureza brasileira. Um momento proposto para refletir sobre a importância dos parques, unidades de conservação e reservas existentes no Brasil e, mais do que isso, um momento para enaltecer  a nossa conexão com a natureza.

Unidades de Conservação do Brasil todo se mobilizam em uma data única para comemorar esse movimento lindo e cheio de respeito.  Não acompanhou? Confere aqui rapidinho pra entender do que se trata.

 

 

Pois bem! O Um dia no Parque 2020 aconteceu no dia 18 de outubro de 2020 e foi um enorme sucesso.  Devido a pandemia do COVID-19, este ano o evento aconteceu online, mas nem por isso deixou de ser maravilhoso. Tá tudinho gravado, quem não pode ver na hora, clica aqui que ainda dá tempo.

 

 

Mais de 170 parques nacionais participaram do movimento, várias instituições,  artistas e pessoas se engajaram e apoiaram a causa gravando depoimentos lindos sobre sua conexão com a natureza. Foi realmente um dia que vai ficar na memória.

O que você pode nem imaginar é que, para isso tudo dar certo, muita água rolou nos bastidores.

 

 

A equipe da Greenbond foi convidada para ser a responsável pela estratégia de comunicação, gestão das mídias sociais e transmissões das lives do evento e topou esse grande desafio com unhas e dentes.

 

 

 

Foram dois meses intensos de muito trabalho duro desde a criação da identidade visual do Um dia do Parque 2020 até a transmissão do evento final. 

Foram inúmeras reuniões, 87 posts de Instagram e Facebook criados, mais 170 stories, 3 vídeos editados para Youtube, 10 banner e capas produzidas, 4 gestões de lives, mais de 25 uploads de vídeos, além é claro de toda a gestão da live no dia do evento.

Ufa… Muita coisa! Mas o mais importante é o resultado que conseguimos alcançar juntamente com a equipe do evento. Quando o trabalho é feito com dedicação, o resultado sempre é incrível!

 

A Greenbond agradece pela oportunidade oferecida pela organização do Um dia No Parque e pela confiança no nosso trabalho!

Que venha o Um dia Parque 2021 e que dessa vez, possamos voltar a fazer tudo do jeitinho que gostamos. No meio do mato!

 

 

A importância da comunicação nos incêndios no Pantanal: Greenbond + SOS

By | Conservação, Educação ambiental, GreenBond, Marketing na Conservação, Meio Ambiente, Notícias, Projetos de conservação | No Comments

O Pantanal enfrenta a maior seca dos últimos 47 anos e a consequências disso é o pior cenário
de queimadas da história. Veja mais em SOS Pantanal!

 

 

Em situações de desastres ambientais a comoção geral e, principalmente das pessoas que
estão atuando na linha de frente, é inevitável, comprometendo muitas vezes a qualidade da
transmissão das informações. Apesar de ser totalmente compreensível que a emoção
prevaleça nesses momentos, uma comunicação neutra e fidedigna é imprescindível. Somente
através desse tipo de informação de qualidade é possível levar a população informações claras
e objetivas do cenário, auxiliar nas tomadas de decisão e principalmente na remediação e
prevenção de futuros problemas.

No dia 14 do mês de setembro, e equipe da GreenBond, responsável pela comunicação da SOS
Pantanal, se deslocou para as regiões afetadas pelo fogo no Pantanal com o objetivo de
entender, documentar e comunicar a situação atual.

Foram 14 dias intensos de coleta de informações, reuniões, documentação das atuações de
quem está na linha de frente do combate, documentação da situação e divulgações em
diferentes canais de comunicação.

 

 

Nosso biólogo Gustavo Figueiroa e nosso médico veterinário Diego Rugno não mediram
esforços para cumprir essa missão e o resultado foi uma comunicação de altíssimo nível.
A comunicação rápida, assertiva e direta gerou uma rede de engajamento internacional em
prol do Pantanal. A Greenbond, entendendo esse momento, propôs a SOS uma campanha
rápida de arrecadação de doações totalmente voltada para o combate e prevenção ao fogo e
ao resgate dos animais silvestres vítimas das queimadas. O resultado foi melhor do que o
esperado, conseguindo arrecadar uma alto montante pela SOS Pantanal, que imediatamente
iniciou um trabalho incrível na região.

Essa grande visibilidade gerada por essa comunicação rendeu um crescimento de mais de 140
mil seguidores nas redes sociais da SOS Pantanal e gerou um crescimento estrondoso de
ações paralelas e independentes de pessoas físicas, instituições, artistas e grandes empresas
para arrecadações de fundos para o Pantanal.

Várias novas parcerias estão surgindo entre artistas e empresas com a SOS Pantanal e os
números de doações e apoiadores continua crescendo.

 

 

Casos de sucesso como esse precisam ser mostrados para que cada vez mais consigamos entender a importância da comunicação em todos os meios, principalmente na conservação.

“A arte de comunicar é você conseguir passar a verdade do que de fato está acontecendo e
para isso, só vivenciando a situação, convivendo com quem tá lá na frente, se esforçando, pra
você poder sentir a emoção e poder contar isso pras pessoas com bastante verdade e
seriedade.” Diego Rugno.

“Ir até o Pantanal para entender o real cenário foi crucial para eu conseguir comunicar de
forma fiel e direta o que estava acontecendo. Muitas pessoas estavam buscando informação
em diferentes veículos e canais, mas elas vinham picadas, sem um panorama geral da situação,
e acho que conseguimos passar isso de uma maneira clara e resumida.” Gustavo Figueiroa.

 

 

Parabéns a toda a equipe da GreenBond e a equipe da SOS pelo excelente trabalho que vem
sendo desenvolvido!

A importância da autossuficiência no terceiro setor: o e-commerce como fonte de renda

By | e-commerce, Marketing na Conservação | No Comments

Certamente você já ouviu várias vezes a afirmação de que as instituições do terceiro setor não tem fins lucrativos, certo? Também já deve ter se questionado se é correto, ou se é legal, incluir a venda de produtos nas suas atividades. Se não podemos ter lucro, não podemos ter vendas, não é mesmo?

Errado! Essa é uma dúvida que rodeia muita gente e vamos explicar o porquê a venda de produtos pode ser uma boa opção para a sua instituição!

De fato as ONGs não podem ter lucro. Isso significa que todo dinheiro que entra na instituição deverá ser utilizado para a manutenção e atividades das mesmas. Ou seja, no balanço final, tudo que entra, sai e o saldo final ficará zerado. 

Em muitas instituições a maior parte do recurso necessário para pagar contas, executar atividade, contratar funcionários, dentre outros gastos é proveniente de doações e eventos solidários, mas existe um lado negativo nessa história. 

Com toda a renda sendo proveniente de terceiros, a ONG não possui a tão falada auto sustentabilidade, ficando totalmente dependente dos parceiros e doadores. Caso ocorra alguma mudança inesperada nessa arrecadação, poderá ter suas atividades comprometidas e até mesmo paralisadas, pois sabemos que as contas não esperam.

Uma outra forma bastante comum de arrecadação, principalmente para projetos de conservação é através da aprovação de projetos em editais. Além de ser uma forma bastante trabalhosa e dos editais serem bastante concorridos, todo o recurso deve ser destinado a rubricas específicas do projeto submetido, não podendo ser utilizado para a instituição em si.

Uma ótima maneira de contornar essas arrecadações e que tem sido cada vez mais implementada pelas ONGs são os projetos de geração de renda. Esses projetos são focados na geração de receita para a instituição, principalmente através da venda de produtos ou serviços. 

As entidades sem fins lucrativos podem utilizar o comércio como forma de arrecadação de recursos para aplicação nos objetivos sociais de seu estatuto e esta prática é completamente legal.

Produção de camisetas do Projeto Tamar Fonte: Projeto Tamar

 

Vantagens de possuir sua própria fonte de renda

A geração de receita através da venda de produtos apresenta um grande auxílio à sustentação financeira da organização, provendo uma receita desvinculada  de projetos, as quais podem ser aplicados livremente, tanto no operacional como em investimentos da instituição. Convenhamos que todos nós sabemos quantos gastos extras podem surgir no dia a dia e ter um recurso disponível para isso é imprescindível. 

Além disso, existe grande um valor de marketing agregado as vendas, uma vez que normalmente os produtos levam a logo da instituição e acabam gerando uma maior visibilidade para a mesma.

Copos menos 1 lixo- WAITA Fonte: WAITA

Como escolher seus produtos

Já sabemos que vender produtos oferece várias vantagens, mas como escolher o que vender?

Primeiramente escolha produtos que tenham uma ligação com a organização e sua missão. Lembre-se que  junto com os produtos e serviços, se vende uma causa. É fundamental para o sucesso de vendas que os produtos sejam capazes de contar uma história. Aposte em produtos que levem uma mensagem, em etiquetas informativas e abuse da criatividade e inovação.

Outro fator que deve ser levado em consideração é que seu produto seja condizente com sua causa. É importante se preocupar com a origem de seu produto, com o material, com a linha de produção, com o tipo de embalagem, dentre outros fatores.

Se a sua instituição é conservacionista, por exemplo, opte por produtos ecologicamente corretos, favoreça pequenos comerciantes, favoreçam o empoderamento de mulheres e evite o uso desnecessário de descartáveis, inclusive nas embalagens.

Produto Onçafari Fonte: Onçafari

E-commerce

A aposta do momento para a venda de produtos são as lojas virtuais. 

Mesmo antes do COVID-19, pesquisas já apontavam a tendência da migração das lojas físicas para o digital. Além de apresentarem todas as ferramentas de vendas necessárias, o  e-commerce pode levar  a instituição a atingir um maior número de pessoas e expandir muito a área potencial de vendas.

2020 está apresentando uma mudança significativa no comércio global com uma forte tendência de que a maior parte das compras de varejo sejam feitas online. E esses dados, só irão aumentar.

 

Chaveiro da loja Pró-tapir Fonte: Pró-tapir

 

Depois de todos esses argumentos, você não vai mais perder tempo né? Selecione os produtos que são a cara da sua instituição, monte sua lojinha e se prepare para expandir seus horizontes.

Dia Internacional do Tigre: a importância da próxima década

By | Animais ameaçados de extinção, Conservação, Eventos de Conservação, GreenBond, Marketing na Conservação, Meio Ambiente, Projetos de conservação | No Comments

Onde você se vê em 10 anos? Essa é uma pergunta que muitos consideram difícil e que a maioria de nós já precisou responder. Sejam lá quais forem seus planos para a próxima década, sua resposta, a minha e a de todos seres vivos começará com o mesmo primeiro passo: estar vivo. Pode parecer fácil para nós, seres humanos, estarmos vivos pela próxima década, mas, para um animal que corre alto risco de extinção, estar vivo nos próximos 10 anos pode ser um verdadeiro milagre. E hoje, 29/07/2020, no Dia Internacional do Tigre, alertamos sobre a necessidade de preservação e conservação da espécie para que as próximas décadas se tornem realidade.

 

Tigre-de-Bengala (Panthera tigris tigris) | Foto: Basotxerri

 

“Você vai ouvir o meu rugido!”

 

O tigre (Panthera tigris) faz parte da família dos Felídeos, que tem como características o focinho curto, cabeça arredondada, além de serem mamíferos carnívoros. Tendo uma distribuição variada pelo continente asiático, possuem habitats naturais como bosques, florestas úmidas e estepes geladas, o que proporcionou ao animal se desenvolver em 9 subespécies. Infelizmente, 3 delas encontram-se extintas e as outras 6 correm sério risco de extinção.


Tigre Siberiano (Panthera tigris altaica) – A maior das subespécies dos tigres possui machos chegando a 3m de comprimento e pesando cerca de 300kg. Já as fêmeas possuem 2,6m e pesam entre 100kg e 160kg. Tem pelos de coloração amarelo claro com linhas mais espaçadas, num tom mais próximo ao marrom e com cabeça e abdômen esbranquiçados.

 

Tigre-Siberiano (Panthera tigris altaica) | Foto: Chrumps

 

Tigre-do-sul-da-China (Panthera tigris amoyensis) – Contam com machos medindo aproximadamente 2,5m e pesando cerca de 150kg; e fêmeas com 2,3m e 110kg. Possuem uma coloração mais amarelada que a do tigre siberiano e conta com linhas dorsais mais próximas.

 

Tigre-do-sul-da-China (Panthera tigris amoyensis) | Foto: J. Patrick Fischer

 

Tigre-de-Bengala (Panthera tigris tigris) – O segunda maior subespécie, é uma das populações de grande felinos mais ameaçadas de extinção no planeta. Possui duas variedades de coloração, conhecidas popularmente como tigre branco e tigre dourado. Os machos medem cerca de 2,9m e pesam 220kg, já as fêmeas medem 2,5m e pesam 140kg.

 

Tigre-de-Bengala (Panthera tigris tigris) | Foto: Stephenekka

 

Tigre-da-Indochina (Panthera tigris corbetti) – Menores que os tigres-de-bengala, essa subespécie encontra-se extinta na China mas ainda possui populações na Tailândia, Mianmar, Vietnã, Camboja e em Laos. Os machos possuem 2,7m e pesam cerca de 180kg, enquanto as fêmeas têm aproximadamente 2,4m e pesam 115kg.

 

Tigre-da-Indochina (Panthera tigris corbetti) | Foto: Avda

 

Tigre-de-Sumatra (Panthera tigris sumatrae) – Sua população é a que possui a pelagem com coloração mais escura entre todas, além de possuir riscas duplicadas em tons de preto. É a menor das subespécies vivas, com os machos medindo 2,4m e pesando 120kg e as fêmeas com 2,2m e 90kg.

 

Tigre-de-Sumatra (Panthera tigris sumatrae) | Foto: Daderot

 

Tigre-Malaio (Panthera tigris jacksoni) – Esta subespécie fazia parte da classificação Tigre-da-Indochina até 2004, quando estudos do investigador Stephen J. O’Brien identificaram que os Tigres-Malaios possuíam diferenciação genética o suficiente para serem considerados uma subespécie. Seu nome científico é uma homenagem a Peter Jackson, um cineasta neozelandês que defendeu ativamente a preservação dos tigres por mais de 40 anos. Esse fato causou certo descontentamento em autoridades e instituições locais que preferiam que o nome científico honrasse seu local de origem, visto que o animal é ícone nacional da Malásia.

 

Tigre-Malaio (Panthera tigris jacksoni) | Foto: Hans Stieglitz

 

† Tigre-de-Bali (Panthera tigris balica) – Naturais de ilha de Bali, na Indonésia, foram caçados até serem extintos em 1937, pois os moradores acreditavam que eles representavam o “mal”. A subespécie era frequentemente comparada à suçuaranas e leopardos devido ao seu tamanho pequeno e ao seu peso – metade dos Tigres-Siberianos.

 

Tigre-de-Bali (Panthera tigris balicai) | Foto: Hary Atwell

 

† Tigre-de-Java (Panthera tigris sondaica) –  Extinto na década de 1970, como resultado de destruição de seu habitat natural na ilha indonésia de Java e da caça desenfreada, existem provas limitadas de sua existência. Entre elas: poucas fotos, uma impressão de sua pata descoberta em 1997, assim como pelos e fezes encontrados em 2004.

 

Tigre-de-Javai (Panthera tigris sondaica) | Foto: F. W. Bond

 

† Tigre-do-Cáspio ou Tigre-Persa (Panthera tigris virgata) – A mais ocidental das subespécies de tigres foi provavelmente extinta também na década de 1970. Muito utilizada no Coliseu de Roma, foi alvo de perseguições em diversos países, principalmente na Rússia czarista: por conta de programas de colonização, acreditava não haver mais espaço para o tigre.

 

Tigre-do-Cáspioi (Panthera tigris virgata) | Foto: Autor desconhecido

 

Maior felino do mundo, o tigre é um dos mais letais caçadores do reino animal! Seu nome vem do iraniano e significa “flecha”, por ter como principais características a agilidade, o silêncio e a atuação certeira. Possui olfato, audição e visão apuradas. Podemos destacar, inclusive, sua visão noturna, que os permite terem uma grande vantagem contra suas presas. Além do mais, possuem um corpo musculoso que o proporciona uma força capaz de abater presas de até 900kg!

 

Tigre-de-Bengala (Panthera tigris tigris) | Foto: Marvin Gerrald

 

Sua alimentação é variada, caçando de gatos selvagens a porcos, veados, antílopes, ursos e bovinos. O felino é capaz de consumir até 18kg de carne de uma única vez e 45kg por dia, o que o permite ficar alguns dias sem se alimentar. Por ser um predador silencioso, mesmo sendo bem ativo durante a manhã, prefere a noite para realizar suas caçadas, principalmente para se proteger contra os caçadores e se camuflar ainda mais no ambiente.
As patas acolchoadas com unhas retráteis os permitem rastejar silenciosamente até suas presas. Suas garras longas e encurvadas os permitem, além de subir em árvores, arrastar suas caças por grandes distâncias.

Diferentemente de outros felinos, os tigres, assim como as onças-pintadas, são ótimos nadadores e gostam de se banhar, seja para brincar e se refrescar quando filhotes; seja para caçar e cruzar lagos e rios quando adultos.
Sua língua apresenta papilas afiadas e espinhosas que rasgam peles, penas e carne ao lambê-las por várias vezes. Seus fortes rugidos podem causar calafrios e paralisar qualquer animal que os ouve, inclusive, seres humanos!
Por ser um animal solitário, é muito raro encontrar agrupamentos de tigres, com exceção das fêmeas e de seus filhotes. Porém, quando se encontram em uma caçada,  dividem suas presas, e quando em grupo, deixam que as fêmeas e os filhotes se alimentem primeiro. As listras de seu corpo funcionam como impressões digitais humanas e nenhum tigre tem listras iguais aos outros, o que os torna únicos. Fêmeas dão à luz de 1 a 5 filhotes e são as responsáveis por criar suas proles, se encontrando com os machos apenas para a reprodução. 

 

A ferocidade do animal humano

 

Presente em mitos, lendas, religiões, filmes, literaturas e outras diversas representações culturais, o tigre é um dos animais que mais desperta o interesse nos seres humanos desde os tempos antigos. Símbolo nacional de países como Índia, Bangladesh, Malásia e Coreia do Sul, mascote de diversas equipes esportivas e empresas ao redor do mundo – até mesmo de marca de cereais de café da manhã, rs – o tigre pode não ser mais uma figura presente nas vidas das gerações futuras. O felino é essencial para a manutenção de um ecossistema saudável. No entanto, a espécie tem sido vítima do mais feroz e implacável predador de nosso planeta: o ser humano.

Através dos séculos e das regiões, os tigres sofrem com a maior ameaça à sua espécie, a caça e o contrabando. Por ter a pele, as garras, dentes e os ossos muito visados para usos comerciais e medicinais em alguns países asiáticos, as populações de tigres selvagens vem diminuindo drasticamente a ponto de que, hoje, todas as subespécies de tigres correm altos riscos de extinção. Segundo estimativas da WWF e da Global Tiger Forum realizadas em 2016, com uma queda de 97% de toda a população desde o início do século XX, existem cerca de 4.000 indivíduos selvagens sobreviventes da espécie. Em locais como Bali e Java, suas respectivas subespécies encontram-se extintas graças a caça praticada de maneira implacável. Ainda assim, existem outras causas diretas e indiretas que tem contribuído para o desaparecimento dos tigres. 

A agricultura, a colonização e a expansão urbana também têm sido duras com os animais. Isso porque reduziram drasticamente para apenas 7% seus habitats naturais, o que prejudica diretamente sua sobrevivência e por consequência, sua reprodução. O desmatamento das grandes florestas asiáticas em busca de madeira ou para serem transformadas em campos agrícolas, bem como o aquecimento global também são fatores prejudiciais à preservação da espécie, pois afetam diretamente seu habitat natural.

 

Tigre-Siberiano (Panthera tigris altaica) | Foto: S. Taheri

 

Dez anos podem ser o que separam a espécie de seu fim, caso a sociedade continue em um ritmo irrefreável de destruição da natureza. Há dez anos, em 29/07/2010, na região de São Petersburgo, na Rússia, foi criado o Dia Internacional do Tigre, com o plano de que esta data servisse para reiterar a importância da conservação da espécie e da preservação da fauna e da flora que os abrigam e alimentam.

Desde então, muitas fundações e projetos têm se esforçado na implementações de medidas que visam reduzir os efeitos prejudiciais das ações humanas que afetam os tigres, suas presas e seus habitat. A WWF também tem liderado uma campanha global para tentar, até o ano de 2022 (ano do tigre), dobrar o número de tigres selvagens e garantir a proteção a longo prazo da espécie.

Nos próximos dez anos será necessário continuar lutando, juntos, com olhos de tigre, pela conservação da fauna. Devemos manter a esperança de que um dia possamos reverter a sua ameaça de extinção, proporcionando a oportunidade desse animal raro e fascinante dar novamente o primeiro e mais importante passo rumo a uma nova década, repletos de vida.

 

Texto escrito por Lucas de Araújo

As estampas selvagens invadiram a GreenBond!

By | Conservação, Educação ambiental, Eventos de Conservação, GreenBond, Marketing na Conservação, Meio Ambiente, Projetos de conservação | No Comments

Nosso último projeto mal saiu do forno e já nos enche de orgulho: a WildingTone! Inspirada na Natureza e no sistema PANTONE®, a marca apresenta a forma que traduzimos a beleza selvagem em comunicação visual. A partir desta iniciativa, esperamos dar mais alguns passos para alcançar o nosso objetivo principal: conectar as pessoas a favor da biodiversidade!

 

 

Inspiração #1: Natureza 

 

A natureza, com suas cores e formas, sempre influenciou artistas, cientistas, engenheiros e etc., na criação de suas obras. Sob um olhar mais atento de nossa equipe aos seus padrões de camuflagem, mimetismo, suas curvas e cores, a natureza também virou inspiração para designs incríveis desenvolvidos pelos profissionais da GreenBond. Surgiu então, a grande ideia: criar padrões baseados nas cores selvagens e torná-los parte do nosso dia a dia, por meio de produtos úteis e sustentáveis.

 

 

Inspiração #2: PANTONE®

 

Boa parte da nossa inspiração para a criação da marca também veio da PANTONE®, que é considerada uma verdadeira autoridade em cores! Ela é mundialmente conhecida por seus sistemas e tecnologias de ponta, desenvolvidos para processos que envolvem cores com reprodução precisa, desde as etapas de seleção e comunicação até o controle final das colorações. O nome PANTONE® é conhecido mundialmente como a linguagem padrão para a comunicação em todas as fases do processo de gerenciamento de cores. A mesma linguagem é utilizada e reconhecida pelo designer, fabricante, revendedor e consumidor, nos mais diversos setores industriais.

Durante os últimos 50 anos, a marca desenvolveu e aprimorou o conceito do seu sistema de combinação de cores. Adaptou-se para diversas indústrias, onde a reprodução fiel das cores são críticas, incluindo tecnologia digital, têxteis, plásticos, arquitetura e interiores.

 

Classic Blue 19-4052 é a cor oficial de 2020. (Foto: Instagram @pantonebr)

 

Anualmente, a PANTONE® dita a tendência de cores no mundo todo! A partir de inovações e novas combinações, a marca lança a cor oficial de cada ano, guiando criações de design e produções ao redor do globo. Essa é a verdadeira função de uma autoridade: inspirar o mundo! 

 

Cores exclusivas da WildingTone

 

De acordo com Diego Arruda, co-fundador da GreenBond e idealizador da WildingTone, as cores seguem padrões estrategicamente pensados. ”Basicamente, nosso trabalho consistiu em olhar para os padrões da natureza e catalogar essas cores com o código hexadecimal da PANTONE®, respeitando-as da forma que aparecem nos animais.” 

A criação dos códigos se baseia, primeiramente, nos 6 grupos animais existentes. Eles são divididos em: WF (peixes ou animais marinhos), WI (invertebrados), WR (répteis), WB (aves), WA (anfíbios) e WM (mamíferos). 

O segundo passo é numerar o código de acordo com a ordem de criação, ou seja, “1” para o primeiro, “2” para o segundo e assim por diante. Neste momento, já estamos indo para a 21ª criação! 

A terceira etapa é baseada no nome científico de cada animal. Serão usadas as primeiras letras de cada nome para compor o restante do código. Por exemplo, o nome científico do peixe-napoleão é Cheilinus undulatus, logo, serão usadas as letras “c” e “u” em sua classificação.

O código final do peixe-napoleão ficou: WF (por tratar-se de um peixe) + -p (indicação de patern) + 1 (por ter sido nossa primeira criação) + Cu (Cheilinus undulatus). Resultado final: WF-p1Cu. 

Por fim, adicionamos o hexadecimal da própria PANTONE®, o que indica o tom exato da coloração presente nos animais. 

 

Influenciadores

 

Por nossos designs serem divididos em grupos de animais (aves, seres marinhos, mamíferos, répteis, anfíbios e invertebrados), resolvemos escolher 6 embaixadores, cada um representando a conservação de um grupo. Cada embaixador escolheu um projeto de conservação que será apoiado com a venda dos produtos.

 

Seres Marinhos

 

Para os seres marinhos, escolhemos a Maysa Santoro, bióloga e ambientalista, que trabalha como educadora ambiental e se dedica a causas de conservação do meio ambiente em ONGs de resgate de fauna silvestre, no Brasil e na África do Sul. Ela também gera conteúdos áudio visual com a finalidade de tornar o meio ambiente visto e valorizado pelas pessoas.

 

Maysa Santoro

 

O instituto que será beneficiado será o VIVA Instituto Verde Azul. O instituto nasceu em 2014 com o desejo de ensinar as pessoas sobre a beleza, inteligência e os mistérios das baleias, golfinhos e outros animais, e atua com pesquisas científicas em Ilhabela e Abrolhos.

 

 

Biólogas apaixonadas realizam trabalhos de educação ambiental, campanhas contra a caça e exploração animal, produção de livros infantis, sempre com o objetivo de tocar o coração das pessoas para desenvolverem a consciência ambiental para um mundo melhor, mais “VERDE AZUL” para todos os seres do Planeta.

 

Foto: Rafaela Souza

 

Anfíbios

 

Para representar os anfíbios, escolhemos o Dr. Thiago Silva-Soares, ou Thiago Biotrips, um biólogo especialista em nestes seres. Doutor em zoologia pelo Museu Nacional, começou a viajar no Brasil para pesquisar a herpetofauna. Hoje, suas viagens biológicas ao redor do mundo visam conectar as pessoas à natureza de forma mais íntima e exótica.

 

Thiago Silva-Soares

 

A instituição que ele escolheu, é o seu próprio projeto de conservação, o HerpetoCapixaba. A Mata Atlântica do Estado do Espírito Santo compreende uma grande diversidade de anfíbios e répteis, mas há ainda muito o que se conhecer e desvendar acerca deles. Dentro desse cenário, o Herpeto Capixaba, projeto fundado em Outubro de 2017, busca trazer o estado da arte à herpetologia no Espírito Santo, através da pesquisa, educação e difusão científica, pilares unidos em prol do conhecimento e conservação da herpetofauna.

 

 

Invertebrados

 

Representando o grupo dos invertebrados, escolhemos os amigos Ricardo Brugnera e Guilherme Limberger, gaúchos e crescidos no interior, que descobriram juntos a paixão pelos insetos ainda como colegas na graduação em Ciências Biológicas. Atualmente, como pesquisadores, lideram o projeto Insetos do Brasil que visa a preservação e difusão de conhecimento sobre os insetos e demais invertebrados brasileiros, alcançando públicos de todo o país pelas redes sociais.

 

Ricardo e Guilherme

 

O projeto tem como principais objetivos a conservação dos insetos e popularização da entomologia, além de desmistificar fake news e quebrar preconceitos entre a sociedade, estes animais e demais invertebrados, através das redes sociais.

 

 

Répteis

 

Como embaixadora dos reptilianos, escolhemos a Daniela Sifuentes, paulista de 29 anos graduada em ciências biológicas pela UFMT. Nascida e criada em São Paulo, resolveu cursar biologia no interior do Mato Grosso. Atualmente trabalha com monitoramento e resgate de fauna silvestre, com ênfase na herpetofauna. Trabalha com educação ambiental e faz divulgação científica no Instagram.

 

 

A iniciativa escolhida por ela para apoiarmos é o Projeto Jibóia-do-ribeira. A espécie Corallus cropanii, considerada por especialistas como uma das mais raras do mundo, ocorre somente no Vale do Ribeira e ficou 64 anos sem ser vista viva.

 

 

O Projeto de Conservação da Jibóia do Ribeira foi criado em 2016, com o objetivo de unir os esforços e estreitar a relação entre os cientistas e a comunidade local. Essa parceria proporcionou o encontro de dois exemplares, e é uma ferramenta crucial para elaborar estratégias para a conservação dessa espécie tão fascinante.

 

Corallus copranii – Jibóia-do-ribeira

 

Mamíferos

 

Para os mamíferos, escolhemos a Bio Educação Digital, uma Startup criada e conduzida por Beatriz Morais, que valoriza acima de tudo o ser humano e a natureza, e principalmente sua relação com ela. Trabalhando com cursos, congressos e muito conteúdo online sobre diversas áreas da ciência, um dos compromissos mais fortes da Bio ED e de toda a equipe é a conservação da nossa fauna e flora, através de educação ambiental, divulgação científica e transformação social.

 

 

Como instituição beneficiada, foi escolhido o Instituto Pró-Tapir, um Programa de Monitoramento e Proteção dos Ungulados, mamíferos com casco que atuam principalmente na dispersão de sementes e manutenção das florestas. Para proteger essas e outras espécies, na Mata Atlântica, o Pró-Tapir realiza pesquisas em grandes áreas da biologia, como Ecologia, Genética e Saúde Ambiental, além de trabalhos voltados à educação ambiental e divulgação científica. Contribuem há 10 anos na conservação da biodiversidade e seguem plantando novas ideias!

 

 

Aves

 

Representando o grupo das aves, escolhemos Andrey Naves, youtuber e criador de aves há muitos anos. Através desta paixão, a conservação se tornou seu propósito de vida, onde atualmente, tenta levar este mundo para o maior número de pessoas possível em seu canal no Youtube e sua conta no Instagram, afim de unir forças em prol da biodiversidade.

 

Andrey Naves

 

A instituição escolhida para apoiar foi o ICFau. O Instituto para Criação e Conservação da Fauna (ICFau) é uma organização sem fins lucrativos, criado com o propósito de contribuir com geração de dados científicos, técnicas de manejo e reprodução de espécimes ameaçadas, com a intenção de aumentar seus números, para que sejam utilizadas em programas de conservação.

 

 

Busca também atuar em ações de educação ambiental, por meio da conscientização e estratégias socioambientais, com foco nas comunidades que coabitam as áreas de ocorrência das espécies trabalhadas.

 

Mutum-de-alagoas (Mitu mitu). Uma das aves mais raras e ameaçadas do mundo

 

10% dos valores arrecadados com cada linha, será revertido para os projetos selecionados pelos embaixadores.

 

Captação de recursos para conservação

 

Após muitos estudos e fontes de inspiração, nossa equipe começou o desenvolvimento das cores e padrões baseados nos mais diversos animais selvagens presentes na natureza. Os designs ganharam forma física ao estampar produtos frequentemente utilizados em nosso dia a dia, como canecas, mousepads, bonés, chinelos, máscaras de proteção, entre outros.

 

 

As redes sociais são nossas principais vitrines, ou seja, é por meio delas que exibimos os padrões criados, o resultado final já estampado nos produtos e por onde recebemos os pedidos de compras. Tudo facilmente encontrado no mesmo canal, sem burocracias e/ou complicações. A produção é toda realizada sob demanda, para evitar desperdícios de material. 

A ideia da WildingTone é reverter parte dos lucros obtidos a partir das vendas para auxiliar na proteção da biodiversidade. Os recursos serão doados aos projetos de conservação que atuam na preservação da fauna e flora brasileira. 

Para conferir todos os padrões desenvolvidos pela WildingTone, acesse nosso Instagram e Facebook. Não esqueça de fazer os seus pedidos e, assim, entrar para o #Bond da conservação!

Ficha animal: Anta (Tapirus terrestris)

By | Animais ameaçados de extinção, Conservação, Educação ambiental, GreenBond, Marketing na Conservação, Meio Ambiente | No Comments

A anta-brasileira ou simplesmente anta (Tapirus terrestris), também conhecida por tapir, é um mamífero da família Tapiridae e gênero Tapirus. Ocorre desde o sul da Venezuela até o norte da Argentina, em áreas abertas ou florestas próximas a cursos d’água, com abundância de palmeiras.

 

Foto: internet

 

Seus predadores são grandes felinos como a onça-pintada (Panthera onca) e a onça-parda (Puma concolor).

É o maior mamífero terrestre do Brasil e o segundo da América do Sul, com até 300 kg de peso e 242 cm de comprimento. Se diferencia das outras espécies do gênero Tapirus por possuir uma crista sagital (proeminência ao longo da linha média no topo do crânio) e uma crina. Apresenta uma probóscide (apêndice alongado que se localiza na cabeça de algumas espécies de animais), que é usada para coletar alimento. É o último animal da megafauna na Amazônia e possui uma dieta frugívora. Além disso, possui importante papel ecológico na dispersão de sementes, principalmente de palmeiras.

 

Foto de Geoff Gallice/Wikimedia commons

 

Jardineira das florestas

 

É considerada a jardineira de nossas florestas por ser uma excelente dispersora de sementes, contribuindo desta forma para a formação e manutenção da biodiversidade dos biomas brasileiros onde vive (Amazônia, Pantanal, Cerrado e Mata Atlântica).

 

Espécies

 

Atualmente, existem cinco espécies de antas conhecidas, sendo que 3 delas não ocorrem no Brasil: a anta-da-montanha (Andes), a anta-centro-americana (América Central) e a anta-malaia (Indonésia) – que estão ameaçadas de extinção, de acordo com a lista vermelha da IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza). No Brasil, existem a anta pretinha e a anta brasileira (também chamada de anta-sul-americana), que é considerada vulnerável.

 

Foto: internet

 

Reprodução

 

Tem reprodução lenta, com uma gestação que pode durar mais de 400 dias e pare apenas um filhote por vez, que pesa entre 3,2 e 5,8 kg. Podem viver até 35 anos de idade.

Um fato curioso é que a fêmea entra no cio a cada 50 a 80 dias e ele dura cerca de dois dias. O nascimento de filhotes ocorre a cada 15 meses, em cativeiro.

 

Ameaças de extinção

 

O animal consta como “vulnerável” de acordo com a IUCN. No entanto, a situação é crítica em alguns lugares pontuais, como na Argentina, nos llanos da Colômbia e da Venezuela. 

A espécie possui a maior distribuição geográfica entre os tapirídeos, ocorrendo em mais de 10 000 000 km². Mas, infelizmente, já se extinguiu em 14% de sua ocorrência original. Dados populacionais são insuficientes, mas presume-se que a anta esteja com suas populações em constante declínio.

 

Foto: site IUCN

 

A situação no Pantanal é relativamente melhor do que em outros biomas brasileiros, sendo classificada como “quase ameaçada”, dado que em breve, a anta pode estar ameaçada nos ecossistemas pantaneiros, visto o avanço das pastagens exóticas e doenças advindas de animais domésticos.

 

Projetos de conservação

 

Pesquisadora e especialista em antas Patrícia Medici criou o maior banco de dados sobre a espécie em todo o mundo! Agraciada com os principais prêmios de conservação da biodiversidade do mundo, Medici percorre o Pantanal e outros biomas brasileiros há mais de 30 anos para monitorar o comportamento do maior mamífero terrestre da América do Sul.

Patrícia está conectada ao Pantanal. Assim como essa região é o paraíso para a anta, é para pesquisadora também. “É um lugar que para mim funciona como um recarregador de baterias, um laboratório a céu aberto. Aqui somos capazes de coletar algumas pecinhas do quebra-cabeça de informações que jamais conseguiríamos coletar em outro lugar. E é a esperança de que, se todo o resto der errado, aqui temos um porto seguro para esse bicho”, diz a pesquisadora, que cresceu na Mata Atlântica e desde criança teve contato intenso com a natureza.

 

Foto de João Marcos Rosa

 

Assim como muitos desconhecem, a Anta é um animal muito importante para a flora. É essencial para a formação e manutenção da biodiversidade dos biomas em que vive! Além disso, um fato curioso é que o termo ‘anta’ não é um xingamento: estudos recentes mostraram que a espécie tem uma quantidade imensa de neurônios, confirmando que ela é um animal extremamente inteligente!