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Zoolimpíadas: as Olimpíadas Animais

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Envolvida pelo espírito esportivo, a equipe da Greenbond entrou no ritmo das Olimpíadas e trouxe um blog quentinho inspirado por ela. Durante a semana, vimos posts de páginas que somos fãs (@waita.ong, @projetotatucanastra, @conservamoscerrado e @batepapocomnetuno), imaginando como seriam os jogos olímpicos com animais. E é claro que entramos nessa onda: vem conferir essas Olimpíadas que só tem fera!

 

Ginástica rítmica

A ginástica rítmica é uma modalidade que permite uma grande expressividade artística, combinando movimentos e capacidade física. E isso é o que não falta nesses competidores.

Em meio à Mata Atlântica, encontra-se uma espécie digna de ouro. O tangará (Chiroxiphia caudata) é um pássaro artista, que não poupa esforços para impressionar a fêmea. O macho, de cores chamativas, apresenta uma dança em conjunto na hora da conquista. Os machos alinham-se, fazendo um breve voo na frente da fêmea e indo em seguida para o final da fila. No fim do espetáculo, o macho-alfa faz um solo e, se aprovado, copula com a fêmea.

E se engana quem pensa que não é fruto de esforço: foram observados machos performando para outros, o que acredita-se que seja um ensaio antes de encarar as exigentes fêmeas. Você pode conferir essa coreografia nesse vídeo ou no documentário Our Planet da Netflix.

BBC News Brasil – A incrível dança do tangará 

 

Tangará. Foto: Leonardo Merçon – Biofaces

 

Outra performática do reino animal é a aranha-pavão australiana do gênero Maratus. Com cores chamativas, o macho apresenta uma dança cheia de floreios para a fêmea. Pernas levantadas, pulos, exibição de cores, são todas estratégias. Mas não só de conquista, estas táticas também são de sobrevivência. Mais exigentes que os jurados das Olimpíadas, é comum que as fêmeas insatisfeitas, ataquem os machos e até os matem. Não só antes, mas também depois da cópula. Esse espetáculo você pode conferir aqui.

Spider Dances For His Life!! | Life Story | BBC 

 

Aranha-pavão. Foto: Jürgen Otto – Creative Commons

 

A lesma-leopardo (Limax maximus) também tem seu próprio ritual único. Quando preparada para acasalar, a lesma deixa um rastro que pode ser reconhecido por outra que esteja no mesmo estado. Quando se encontram, essas lesmas rastejam para um local mais alto, como uma pedra ou rocha. Lá, elas se entrelaçam por horas, criando uma corda de muco. Por ela, elas se penduram, ainda entrelaçadas, onde finalmente ocorre a troca de material genético. Essa performance, estranhamente graciosa, você pode conferir aqui.

BBC Who Knew Slugs Could Be So Romantic

 

Lesmas-leopardo. Foto: Ken Griffiths – Canva

 

Escalada

A escalada, pela primeira vez esse ano nas Olimpíadas, já é o esporte favorito de alguns bichinhos. Um dos mais emblemáticos exemplos, é o íbex (Capra ibex), uma cabra silvestre europeia. Esses animais são exímios escaladores, com exemplos de subidas em paredões verticais de praticamente 90° de inclinação! Dá pra imaginar?

 

Íbex. Foto: R7

 

Já o leopardo (Panthera pardus), pode não ter cara de ser um escalador, mas é. Esse animal é frequentemente encontrado em árvores, e o motivo disso é a competição. Os leopardos dividem o ambiente com leões, hienas e cachorros-selvagens e, para não disputar a caça, se abrigam nas árvores. A nossa onça-pintada também é uma excelente escaladora, mas por ser o predador de topo em seu habitat, não há necessidade de ser tão ágil quanto o leopardo e, por isso, levaria a prata.

Nosso último competidor, nem perto de ser o mais veloz, é o bicho-preguiça, um animal lento de metabolismo baixo. Mas o que falta em agilidade, compensa em resistência. As preguiças brasileiras passam a maior parte da sua vida escalando árvores, descendo apenas uma vez por semana para se aliviar. Podem descer também em busca de alimento ou parceiros, mas com toda a proteção que as árvores oferecem, se torna um hábito incomum.

 

Halterofilismo

O halterofilismo, levantamento de peso, é uma modalidade disputadíssima no reino animal. Mas o Brasil tem um favorito na categoria: a sucuri (Eunectes sp.). Essa gigante que normalmente chega até os 5 m de comprimento e aos 100 kg, não é peçonhenta. Isso significa que ela usa de outra estratégia para caçar, a constrição. A presa é envolta por esse corpo maciço e apertada até morrer. Apesar de normalmente se alimentar de presas menores, possui força suficiente para predar grandes animais, como a onça-pintada.

 

Sucuri-verde. Foto: Edson Moroni – Biofaces

 

No continente vizinho, temos o elefante-africano (Loxodonta africana). Esse gigante possui mais 40.000 músculos na tromba! Isso significa que, só em sua tromba, já é capaz de carregar cerca de 200 kg, um competidor de peso.

Representando os Estados Unidos, a águia-careca (Haliaeetus leucocephalus), animal símbolo do país, é uma das maiores do mundo, com peso médio de 6kg. Essa ave pode não conseguir carregar tanto peso quanto o elefante mas, se comparado ao seu peso corporal, pode carregar mais que o próprio peso, sendo uma poderosa caçadora.

 

Boxe

Tradicional nos jogos olímpicos, os golpes do boxe também fazem parte da vida dos nossos competidores. A tamarutaca (Odontodactylus scyllarus), também conhecida como lagosta-boxeadora, é um invertebrado marinho que vive próximo às costas de mares tropicais e subtropicais, inclusive do Brasil. Esses animais são excêntricos desde as suas cores espalhafatosas até seu golpe singular.

A tamarutaca possui dois apêndices dianteiros, capazes de proferir um golpe com aceleração igual a do disparo de uma arma de calibre 22. Tudo isso em uma velocidade muito menor que um milésimo de segundo! Para ter alguma perspectiva, se um humano fosse capaz de acelerar os braços a um décimo da velocidade que a tamarutaca é capaz, seria possível lançar uma bola de baseball na órbita da Terra. Chocante, né?

 

Tamarutaca. Foto: BBC News Brasil

 

A lebre-europeia (Lepus europaeus), ou lebre-marrom, é uma conhecida boxeadora no Reino Unido, sendo inspiração da Lebre de Março, personagem de Alice no País das Maravilhas. Durante o seu período de reprodução, as lebres são vistas lutando não só com os punhos, mas também dando chutes – mais próximo do kickboxing que do boxe. Essas lutas se tratam de fêmeas tentando afastar machos insistentes. Quando importunadas o suficiente elas se voltam contra eles e os atacam, e como costumam ser maiores, não leva muito tempo para desistirem.

Os cangurus do gênero Macropus, nativos da Austrália, são conhecidos boxeadores. Os machos costumam lutar entre si na disputa por fêmeas. Não só com socos, os seus potentes chutes podem quebrar ossos e até matar seu adversário. Mas o mais bizarro sobre marsupiais gigantes boxeando? Nos anos 1930, as lutas de boxe entre cangurus e pessoas eram normais e até famosas! É possível achar vídeos com essas cenas pavorosas.

 

Atletismo

Em uma modalidade como o atletismo, não poderiam faltar os tradicionais animais mais rápidos do mundo. O guepardo (Acinonyx jubatus), nativo da África e Ásia, é sempre lembrado e não é por pouco. O mais veloz mamífero terrestre, alcançando 120 km/h. Isso é equivalente a 16 vezes seu próprio tamanho por segundo!

No ar, temos o falcão-peregrino (Falco peregrinus), encontrado em todos os continentes. Ele atinge uma velocidade ainda maior que a do guepardo: mais de 300 km/h. Uma corrida acirrada com um carro de Fórmula 1. Porém, isso só ocorre em um movimento durante a caça, quando o falcão mergulha para capturar a presa.

 

Falcão-peregrino. Foto: Aline Patricia Horikawa – Biofaces

 

No Brasil, temos um ligeirinho para nos representar também. O  morcego-sem-rabo-brasileiro (Tadarida brasiliensis) é capaz de atingir uma velocidade de 160 km/h em voos horizontais. Isso quer dizer que, em uma competição que não fosse um mergulho, esse morcego poderia levar o ouro. Vai Brasil!

 

Salto em distância

A rãzinha-saltadora (Pseudopaludicola saltica) é um anfíbio brasileiro de apenas 1,5 cm. Apesar de seu pequeno tamanho, sua potência é enorme: é capaz de saltar até 1,5 m. Isso é igual a 100 vezes o seu tamanho!

Não suficiente, a cigarrinha-da-espuma (Philaenus spumarius) consegue saltar uma distância ainda maior, cerca de 400 vezes o próprio tamanho. Esses animaizinhos originários da Europa possuem um tamanho de milímetros, mas se uma pessoa adulta tivesse essa capacidade, a distância em apenas um pulo seria cerca de 700 m.

Outro forte competidor é o esquilo-voador da família Sciuridae, predominante na Ásia. Esses animais possuem uma membrana lateral que os ajudam a planar durante o salto. Eles costumam planar por cerca de 20 m, mas em árvores altas podem chegar aos 90. Impressionante, não é? Pra voar mais longe que esses esquilos só mesmo nossa fadinha, Rayssa Leal.

 

Petaurista alborufus. Foto: Will Burrard-Lucas – Science Magazine

 

Essa foi nossa seleção de atletas de hoje. Qualquer oportunidade que aparece é sempre chance de nos fascinar pelo que a natureza é capaz e valorizar tudo que ainda temos a conhecer sobre ela. E você, sabe algum animal que arrasaria em uma modalidade olímpica? Conta pra gente!

 

Texto por Lidiane Nishimoto

Revisado por Fernanda Sá

08 de maio. Dia do profissional do marketing e o marketing para a conservação

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Hoje, dia 08 de maio é comemorado o dia do profissional do marketing, uma data criada com o objetivo de homenagear uma das classes de trabalhadores mais criativas que existe. 

São eles os responsáveis por desenvolver imagens, conceitos, conhecer e envolver o público e principalmente por vender ideias. E como é satisfatório ver uma ideia bem exposta, não é?

 

O mundo mudou, as mídias mudaram, o digital invade a vida das pessoas como uma tsunami… Mas uma coisa, continua a mesma: a propaganda segue sendo a alma do negócio. 

E com todo mundo de olho nas telinhas, até a conservação, que até pouco tempo não era muito associada à publicidade, teve que entrar na onda das aparições públicas, porque afinal, quem não é visto, não é lembrado. Mas como fazer isso bem feito? Ninguém sabia ao certo. Pareciam mundos que não conversavam. Mas eis que surge o marketing para a conservação.

 

 

O que é marketing para a conservação?

O termo marketing para a conservação é bem novo e refere-se “a aplicação ética de conceitos e técnicas de estratégias de marketing para influenciar atitudes, percepções e comportamentos de indivíduos e, em última instância, sociedades, com o objetivo de promover objetivos de conservação”

Enquanto o marketing convencional utiliza técnicas e ferramentas que estimulam as pessoas a consumir algum tipo de produto ou serviço, o marketing para a conservação aplica essas mesmas técnicas ou técnicas semelhantes para encorajar a mudança de comportamento pró-conservação.

Na prática, o marketing para a conservação serve para se referir a difusão da ciência produzida por projetos de conservação através da propaganda e, com isso, promover mudanças significativas no modo como enxergamos o meio ambiente. E sim meus amigos, as redes sociais são uma arma poderosíssima de propaganda.

Através do marketing para conservação, vários projetos tiveram a chance de mostrar pro mundo as suas carinhas e, o mais importante, sair da sua bolha. Isso quer dizer que pessoas de outras áreas passaram a conhecer e entender mais sobre os diversos aspectos da conservação, a se sensibilizar com as coisas e, a automaticamente se engajar mais com os propósitos. Bacana, né?

 

 

Essa é justamente a missão da Greenbond. Fazer com que cada vez mais pessoas possam conhecer projetos de conservação através do marketing digital. 

 

E a equipe da Greenbond não para nunca de se aperfeiçoar 

Dos dias 27 a 31 de outubro de 2021 vamos participar do segundo Congresso de Conservation Marketing. O único do mundo voltado totalmente para essa temática. Vai ser uma troca incrível e com certeza, vamos sair desse evento com uma bagagem enorme de conhecimento e muito mais vontade de aplicar o marketing em todos os projetos de conservação por aí.

 

E ai? Já tinha ouvido falar de marketing para a conservação? O que achou?

 

Texto por Fernanda Sá

 

Diferentes tipos de comunicação científica nas redes sociais

By | GreenBond, Marketing na Conservação, Notícias | No Comments

Já falamos algumas vezes por aqui da importância da divulgação científica e de como isso tem ganhado uma força cada vez maior.

Hoje em dia, não precisamos nem mais dar um google para encontrar informações de qualidade. Nas próprias redes sociais tem uma galera boa se encarregando de fazer as pesquisas pra gente e resumir tudo tim tim por tim tim. E o melhor de tudo. Com uma linguagem simples, direta e principalmente acessível a todos. Mas será que todos os comunicadores científicos utilizam as mesmas técnicas de comunicação para atingir o seu público alvo? Não mesmo…. Cada um aposta em uma ferramenta própria, desenvolve o seu jeitão e a sua linha de pensamentos…. E nós? Cabe a nós escolher quais os perfis que mais nos agradam ou então seguir todos, quanto mais melhor, não é mesmo?

Hoje vamos mostrar alguns perfis que têm feito o dever de casa direitinho e trazido o verdadeiro conteúdo científico de qualidade a todos nós. 

 

Hugo Fernandes @hugofernandesbio

O biólogo que tudo sabe.

Brincadeiras a parte mas eu mesma já me perguntei várias vezes como diabos o Hugo pode estar por dentro de todos os assuntos. É polêmico, gera dúvidas, está na mídia e envolve o meio ambiente, o Hugo está comentando. 

O Hugo aposta muito nos cards e nos vídeos para passar a informação de uma maneira séria e o mais simples e direta possível. Com essa maneira de se comunicar, o biólogo conseguiu vencer a bolha acadêmica e chegar nos grupos de whatsapp de família. Devemos eterno agradecimento a ele.

E respondendo a minha própria pergunta, como é possível ele saber de tanto assunto? O cara estuda muito. Acredito que devem ser muitas noites mal dormidas em cima das notícias e artigos fresquinhos, porque não basta estar na moda, o Hugo sabe o que fala e tem fontes seguras para isso.

 

 

Atila Iamarino @oatila

Foco, força e fé

O Átila é um biólogo, microbiologista e doutor em virologia. Porque eu estou contando a formação do cara? Porque é justamente esse o seu forte e o foco que ele escolheu para a sua comunicação. 

Seu discurso nas redes sociais gira basicamente em torno desses assuntos, e no momento, o grande protagonista é o COVID 19. O Átila com certeza se tornou uma sumidade quando se trata de coronavírus. Sabem porque? Porque ele foi capaz de trazer um assunto tão sério e complexo à luz dos leigos. Sua linguagem embora muito embasada é bastante didática e acessível. O Átila foca no assunto, deposita toda a sua força na criação de conteúdos e acredita no seu potencial de disseminação da verdade.

 

 

Bioeducação digital

A geração tiktok

As meninas da Bioeducação digital acertaram uma veia boa para a comunicação científica. Seguir as tendências da moda digital. É viral, elas estão fazendo.  

Sempre linkando a modinha do momento com assuntos importantes, muito bem embasados, elas têm conseguido alcançar cada vez mais gente e principalmente, tem reafirmado o que já estamos carecas de saber: temos que mudar nossa linguagem, temos que arriscar, temos que mergulhar em águas desconhecidas para tornar a ciência conhecida.

 

 

Biólogo Carlo Stenio @steniosux

A síndrome de Peter Pan

Parece que estou sendo rude falando assim né? Mas não é. Quem dera se todos nós conseguíssemos manter sempre vivas as nossas crianças interiores. E foi exatamente isso que o Carlo conseguiu. Utilizando um elemento que todo mundo gosta, os desenhos animados, o biólogo exemplifica várias situações envolvendo o meio ambiente de uma maneira muito lúdica. Os posts são deliciosos de acompanhar e não há quem não queira saber um pouco mais sobre os temas que ele levanta e sobre os personagens da vez.

 

 

Tunes ambiental @tunesambiental

Beleza põe mesa sim

Conhecem o provérbio popular ¨beleza não põe mesa¨? O Tunes ambiental chegou pra provar que não é bem por aí. Beleza pode por mesma sim. 

Os irmãos Pedro e Ana Luiza têm apostado em fotos e vídeos bonitos da vida selvagem associados à virais da internet. Detalhe, as informações eles deixam pra colocar somente na legenda. Resultado da brincadeira? Vários compartilhamentos de seus conteúdos e um crescimento super rápido de suas redes.

 

 

Viu que cada um utiliza uma linguagem e tem funcionado muito bem? As redes sociais são igual coração de mãe. Tem lugar pra todo mundo.

 

Hoje eu escolhi alguns perfis que gosto muito, mas claro que existem inúmeros outros incríveis que tem contribuído para espalhar informações como, @binerighetti, @gufigueiroa, @maysasantoro, @waita.ong, @sifuentes.dani, @thiagobiotrips… Ixee podemos ficar aqui até amanhã… 

Vamos simplificar o trabalho? Marquem aqui nos comentários um perfil que você curta muito e que vc considera foda na divulgação científica. Vamos ver quais preciosidades da comunicação a gente acaba descobrindo?

 

Texto por Fernanda Sá

Importância do design para projetos de conservação

By | GreenBond, Marketing na Conservação | No Comments

Quando falamos em projetos de conservação, o que te vem em mente?

Posso chutar alguns de seus pensamentos sem medo de errar. Biólogos e veterinários com suas roupas e apetrechos peculiares no meio da mata, manejo de animais silvestres, perrengues em campo, dias e dias escrevendo projetos e relatórios… Acertei, não foi?

Arrisco ainda dizer um pensamento que não passou nem de longe por suas cabeças, querem ver? A comunicação desses projetos. 

 

A verdade nua e crua

Meus caros, o mundo mudou, as mídias chegaram atropelando tudo e quem não é visto, não é mais lembrado. Fazer uma boa comunicação de seus projetos agora é tão importante quanto publicar seus resultados em revistas internacionais. 

E como fazer uma boa comunicação, que atinja mais gente, principalmente as que estão fora da nossa bolha? Através do marketing. Sim, a boa e velha propaganda. 

 

Dos cientistas para o mundo

Temos que aprender a divulgar pro mundo os nossos trabalhos e sabe qual a melhor parte? Nunca foi tão fácil fazer isso. 

As mídias estão aí, abertas e acessíveis, as ferramentas estão disponíveis e a criatividade… Ops? Travou na criatividade? Não tem problema, afinal não temos mesmo que ser bons em tudo. Tem gente especializada nisso.

Por que não encarar de uma vez por todas que a conservação é multidisciplinar e chamar figurinhas de outras áreas para fazer parte do time? 

Pode chegar galera do marketing e do design. Precisamos de vocês para somar a nossa equipe do bem? Afinal, não basta só fazer, tem que fazer bem feito!

Com cada vez mais pessoas seguindo os nossos passos e acompanhando nosso dia a dia, os projetos, assim como as empresas, estão sendo obrigados a criar um design próprio, que tenha a sua cara, a sua identidade, que converse bem com o seu público e que, acima de tudo, seja lembrado e reconhecido. 

Mesmo que estejamos todos do mesmo lado, o mundo é competitivo, e para conseguir alcançar maiores resultados e recursos, não basta mais apenas sermos bons profissionais, temos que ser bons e ¨lindos¨.

 

Why Should We Save The Giant Panda- WWF Hot Air Balloon | Panda Things

Ações da WWF usando e abusando de seu design simples e já bem consolidado. Imagem internet

 

Qual o papel do design para projetos de conservação?

Uai, já falei alí em cima, fazer o projeto ficar lindo. 

Brincadeiras à parte, o papel do design nos projetos de conservação não é simples. Ele tem a árdua, mas gratificante missão de, agregar valor e qualidade ao projeto, conectar as pessoas à causa, fazer com que elas se sintam acolhidas e partes daquela ideologia e principalmente, tornar a imagem visual do projeto agradável e facilmente reconhecida.   

 

A criação da identidade visual do projeto

Essa é uma etapa importante pois essa será a cara do projeto. 

Primeiro, temos que ter muito claro qual é a essência do trabalho. Qual público alvo desejamos atingir, com quem queremos conversar, qual imagem desejamos difundir…. 

Com essas informações em mãos vem a parte divertida. Pensar na paleta de cores, nos tipos de letras, formas e símbolos que irão acompanhar as suas artes.

É muito importante uma padronização de todos os materiais produzidos. Isso não quer dizer que serão iguais, quer dizer que o ideal é que sigam uma linha criativa única. 

Isso vai garantir uma melhor assimilação entre as produzidas por vocês e o projeto.  Depois de um tempo, é tiro e queda. Bateu o olho em algum material e já sabe de qual projeto ou instituição se trata.

 

Identidade visual: você já parou para pensar nela? - Blog de Performance  Digital e UX | Agência 242

Imagem internet

 

Achou complicado? Não se preocupem, tem empresas, como a Greenbond, que são especializadas nisso e que podem ajudar nessa parte. 

Sei que não é tão simples, mas com as pessoas certas, o design do seu projeto vai ficar maravilhoso e funcional.

 

 

Quer mais dicas de como tornar o seu projeto parte dessa geração visual e cada vez mais digital? Deixa um comentário pra gente ou nos procure nas nossas redes sociais @greenbondconservation

. Vai ser um prazer ajudar vocês. 

 

 

Retrospectiva do bond: 2020

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2020 foi sem dúvidas um ano peculiar. Enfrentamos vários desafios, reinventamos, criamos, ousamos, saímos da nossa zona de conforto. Demos abraços virtuais para comemorarmos várias coisas juntos, porém a distância. 

Mas isso quer dizer que foi um ano ruim? De maneira nenhuma. Foi um ano de muito, muito aprendizado. 

Vamos ver o que o nosso bond aprontou durante esse ano um tanto quanto diferente? Vem com a gente!

 

Começamos o ano com o pé direito

Nossa primeira saída de campo foi uma viagem incrível para a Amazônia. A convite do Instituto Mamirauá, partiu nosso querido Diego para o município de Tefé para conhecer as instalações da instituição. O objetivo foi conhecer melhor os projetos desenvolvidos por eles e  traçar estratégias de comunicação junto a equipe de lá. Nada melhor do que vivenciar essa experiência para entender a melhor maneira de agir. 

 

Visita do Diego arruda ao Instituto Mamirauá

 

Era uma vez uma pandemia

Poucos meses depois da nossa estreia fantástica em 2020… BUM… Explode uma pandemia mundial ocasionada pelo coronavírus. 

¨Todo mundo já pra casa, cuidar de vocês, dos seus e dos próximos¨.

E agora? A sorte é que já tínhamos uma carta na manga. Um programa incrível gravado antes da pandemia que só seria exibido em 2020.

Em abril de 2020, foi ao ar o episódio mais emocionante do The Wall, do Caldeirão do Huck. Mais emocionante porque lá estavam eles participando, ninguém mais, ninguém menos que nossos guerreiros Gustavo Figueiroa e Diego Rugno representando belissimamente o Onçafari.

Eles deram sorte com a parede? Com a parede não. Arrecadaram somente R$2800,00, mas fizeram muito melhor do que conseguir recurso financeiro. A equipe representou de maneira brilhante o Onçafari, a causa das onças-pintadas e cumpriram muito bem a importantíssima função de defender a conservação do Pantanal. 

O resultado pro Onçafari não poderia ser melhor. Milhares de seguidores a mais em suas redes sociais e sua mensagem replicada para milhões de telespectadores do Brasil inteiro.

 

Participação no The Wall representando o Onçafari

 

Lives

E chegou a era das lives. E como foram feitas lives em 2020, em?

Em agosto a Greenbond organizou uma live realizada entre o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e a SOS Pantanal, Instituto Tamanduá,  Instituto Arara Azul, Projeto Ariranha e a repórter Cláudia Gaigher. Foi uma live incrível e super necessária.

 

Participamos de mais de 20 lives representando diversos clientes: Onçafari, SOS Pantanal, Biofaces… Foram muitas lives!

 

Um Dia no Parque

Nossa equipe também abraçou o Projeto Um Dia No Parque, um evento com o propósito de divulgar e celebrar as áreas protegidas no Brasil e no mundo. O evento aconteceu online no dia 18 de outubro e contou com a participação de mais de 240 pessoas assistindo. 

Foram produzidos e organizados pela nossa equipe 94 posts, 4 vídeos e duas transmissões ao vivo. Foi muito lindo e você ainda pode conferir clicando aqui.

 

Projeções do evento Um dia no Parque no Cristo Redentor

 

#RMC2020

Em dezembro de 2020 o WAITA realizou o II Workhop: Reabilitação, Monitoramento e Conservação da fauna silvestre. O #RMC2020.

O objetivo do evento foi promover a integração entre as instituições, fortalecer e criar parcerias, discutir ações em prol da conservação, traçar metas, trocar conhecimentos e tudo isso de uma maneira muito leve e divertida. 

A Greenbond foi convidada pelo WAITA para participar da produção deste evento, assumimos a produção de artes, edição de vídeos e suporte técnico em mídias sociais. 

Foi um prazer participar desse evento tão importante com vocês.

 

Participação do Diego Arruda no #RMC2020

 

SOS Pantanal 

No ano de 2020 o Pantanal foi acometido pelo pior incêndio da história. Mais de 30% do bioma foi consumido pelo fogo.

Um dos clientes da Greenbond é a SOS Pantanal, que atua diretamente em ações de preservação do bioma e comunidades Pantaneiras.

Entendendo a necessidade de atuar rapidamente, a equipe da GreenBond criou uma estratégia eficaz de comunicação lançando artes, vídeos e cards com atualizações e informações simples sobre a situação do Pantanal. Com isso, a SOS Pantanal passou de 16 mil seguidores em setembro para 192 mil seguidores em novembro e ganhou uma visibilidade mundial. Vários artistas se mobilizaram pela causa e o Gustavo Figueiroa, que representou muito bem a SOS Pantanal, realizou diversas ações com essas celebridades, entre lives e expedições. 

Também foi lançada uma campanha de arrecadação de recursos para o combate, prevenção ao incêndio e apoio a comunidade que arrecadou mais de um milhão de reais.  

Um dos artistas que apoiou a causa foi o Luan Santana, culminando em uma live e em um movimento de arrecadação de fundo,  ¨O Pantanal Chama¨, transmitida diretamente do Pantanal pelos canais do Luan Santana e pela National Geographic. Você pode assistir a live clicando aqui.

Nossa equipe também participou de 3 expedições no Pantanal representando a SOS Pantanal. 

 

Incêndios no Pantanal. Foto: Gustavo Figueiroa

 

Participação em eventos

  • Participação no Espaço Marketing para a Conservação e Educação Ambiental do II Workshop: Reabilitação, Monitoramento e Conservação da Fauna Silvestre.
  • Palestra no CONAS ( Congresso Online de Animais Silvestres)
  • Palestra na semana da biologia da UFMG

 

Wildingtone

Em 2020 a Greenbond lançou também a Wildingtone. Um projeto que tem como objetivo trazer estampas com inspirações em animais para produtos do nosso dia a dia. 

 

Ao todo foram criadas 66 estampas inspiradas na vida selvagem.Ufaa! Vocês estão achando que é moleza? O ano foi atípico sim, mas nada de ficar parados.

E que esse 2020 seja uma inspiração para que a gente e todos vocês façam ainda mais bonito em 2021! 

 

Toda a nossa equipe deseja a vocês, feliz ano novo!

A importância da comunicação nos incêndios no Pantanal: Greenbond + SOS

By | Conservação, Educação ambiental, GreenBond, Marketing na Conservação, Meio Ambiente, Notícias, Projetos de conservação | No Comments

O Pantanal enfrenta a maior seca dos últimos 47 anos e a consequências disso é o pior cenário
de queimadas da história. Veja mais em SOS Pantanal!

 

 

Em situações de desastres ambientais a comoção geral e, principalmente das pessoas que
estão atuando na linha de frente, é inevitável, comprometendo muitas vezes a qualidade da
transmissão das informações. Apesar de ser totalmente compreensível que a emoção
prevaleça nesses momentos, uma comunicação neutra e fidedigna é imprescindível. Somente
através desse tipo de informação de qualidade é possível levar a população informações claras
e objetivas do cenário, auxiliar nas tomadas de decisão e principalmente na remediação e
prevenção de futuros problemas.

No dia 14 do mês de setembro, e equipe da GreenBond, responsável pela comunicação da SOS
Pantanal, se deslocou para as regiões afetadas pelo fogo no Pantanal com o objetivo de
entender, documentar e comunicar a situação atual.

Foram 14 dias intensos de coleta de informações, reuniões, documentação das atuações de
quem está na linha de frente do combate, documentação da situação e divulgações em
diferentes canais de comunicação.

 

 

Nosso biólogo Gustavo Figueiroa e nosso médico veterinário Diego Rugno não mediram
esforços para cumprir essa missão e o resultado foi uma comunicação de altíssimo nível.
A comunicação rápida, assertiva e direta gerou uma rede de engajamento internacional em
prol do Pantanal. A Greenbond, entendendo esse momento, propôs a SOS uma campanha
rápida de arrecadação de doações totalmente voltada para o combate e prevenção ao fogo e
ao resgate dos animais silvestres vítimas das queimadas. O resultado foi melhor do que o
esperado, conseguindo arrecadar uma alto montante pela SOS Pantanal, que imediatamente
iniciou um trabalho incrível na região.

Essa grande visibilidade gerada por essa comunicação rendeu um crescimento de mais de 140
mil seguidores nas redes sociais da SOS Pantanal e gerou um crescimento estrondoso de
ações paralelas e independentes de pessoas físicas, instituições, artistas e grandes empresas
para arrecadações de fundos para o Pantanal.

Várias novas parcerias estão surgindo entre artistas e empresas com a SOS Pantanal e os
números de doações e apoiadores continua crescendo.

 

 

Casos de sucesso como esse precisam ser mostrados para que cada vez mais consigamos entender a importância da comunicação em todos os meios, principalmente na conservação.

“A arte de comunicar é você conseguir passar a verdade do que de fato está acontecendo e
para isso, só vivenciando a situação, convivendo com quem tá lá na frente, se esforçando, pra
você poder sentir a emoção e poder contar isso pras pessoas com bastante verdade e
seriedade.” Diego Rugno.

“Ir até o Pantanal para entender o real cenário foi crucial para eu conseguir comunicar de
forma fiel e direta o que estava acontecendo. Muitas pessoas estavam buscando informação
em diferentes veículos e canais, mas elas vinham picadas, sem um panorama geral da situação,
e acho que conseguimos passar isso de uma maneira clara e resumida.” Gustavo Figueiroa.

 

 

Parabéns a toda a equipe da GreenBond e a equipe da SOS pelo excelente trabalho que vem
sendo desenvolvido!

Dia Internacional do Tigre: a importância da próxima década

By | Animais ameaçados de extinção, Conservação, Eventos de Conservação, GreenBond, Marketing na Conservação, Meio Ambiente, Projetos de conservação | No Comments

Onde você se vê em 10 anos? Essa é uma pergunta que muitos consideram difícil e que a maioria de nós já precisou responder. Sejam lá quais forem seus planos para a próxima década, sua resposta, a minha e a de todos seres vivos começará com o mesmo primeiro passo: estar vivo. Pode parecer fácil para nós, seres humanos, estarmos vivos pela próxima década, mas, para um animal que corre alto risco de extinção, estar vivo nos próximos 10 anos pode ser um verdadeiro milagre. E hoje, 29/07/2020, no Dia Internacional do Tigre, alertamos sobre a necessidade de preservação e conservação da espécie para que as próximas décadas se tornem realidade.

 

Tigre-de-Bengala (Panthera tigris tigris) | Foto: Basotxerri

 

“Você vai ouvir o meu rugido!”

 

O tigre (Panthera tigris) faz parte da família dos Felídeos, que tem como características o focinho curto, cabeça arredondada, além de serem mamíferos carnívoros. Tendo uma distribuição variada pelo continente asiático, possuem habitats naturais como bosques, florestas úmidas e estepes geladas, o que proporcionou ao animal se desenvolver em 9 subespécies. Infelizmente, 3 delas encontram-se extintas e as outras 6 correm sério risco de extinção.


Tigre Siberiano (Panthera tigris altaica) – A maior das subespécies dos tigres possui machos chegando a 3m de comprimento e pesando cerca de 300kg. Já as fêmeas possuem 2,6m e pesam entre 100kg e 160kg. Tem pelos de coloração amarelo claro com linhas mais espaçadas, num tom mais próximo ao marrom e com cabeça e abdômen esbranquiçados.

 

Tigre-Siberiano (Panthera tigris altaica) | Foto: Chrumps

 

Tigre-do-sul-da-China (Panthera tigris amoyensis) – Contam com machos medindo aproximadamente 2,5m e pesando cerca de 150kg; e fêmeas com 2,3m e 110kg. Possuem uma coloração mais amarelada que a do tigre siberiano e conta com linhas dorsais mais próximas.

 

Tigre-do-sul-da-China (Panthera tigris amoyensis) | Foto: J. Patrick Fischer

 

Tigre-de-Bengala (Panthera tigris tigris) – O segunda maior subespécie, é uma das populações de grande felinos mais ameaçadas de extinção no planeta. Possui duas variedades de coloração, conhecidas popularmente como tigre branco e tigre dourado. Os machos medem cerca de 2,9m e pesam 220kg, já as fêmeas medem 2,5m e pesam 140kg.

 

Tigre-de-Bengala (Panthera tigris tigris) | Foto: Stephenekka

 

Tigre-da-Indochina (Panthera tigris corbetti) – Menores que os tigres-de-bengala, essa subespécie encontra-se extinta na China mas ainda possui populações na Tailândia, Mianmar, Vietnã, Camboja e em Laos. Os machos possuem 2,7m e pesam cerca de 180kg, enquanto as fêmeas têm aproximadamente 2,4m e pesam 115kg.

 

Tigre-da-Indochina (Panthera tigris corbetti) | Foto: Avda

 

Tigre-de-Sumatra (Panthera tigris sumatrae) – Sua população é a que possui a pelagem com coloração mais escura entre todas, além de possuir riscas duplicadas em tons de preto. É a menor das subespécies vivas, com os machos medindo 2,4m e pesando 120kg e as fêmeas com 2,2m e 90kg.

 

Tigre-de-Sumatra (Panthera tigris sumatrae) | Foto: Daderot

 

Tigre-Malaio (Panthera tigris jacksoni) – Esta subespécie fazia parte da classificação Tigre-da-Indochina até 2004, quando estudos do investigador Stephen J. O’Brien identificaram que os Tigres-Malaios possuíam diferenciação genética o suficiente para serem considerados uma subespécie. Seu nome científico é uma homenagem a Peter Jackson, um cineasta neozelandês que defendeu ativamente a preservação dos tigres por mais de 40 anos. Esse fato causou certo descontentamento em autoridades e instituições locais que preferiam que o nome científico honrasse seu local de origem, visto que o animal é ícone nacional da Malásia.

 

Tigre-Malaio (Panthera tigris jacksoni) | Foto: Hans Stieglitz

 

† Tigre-de-Bali (Panthera tigris balica) – Naturais de ilha de Bali, na Indonésia, foram caçados até serem extintos em 1937, pois os moradores acreditavam que eles representavam o “mal”. A subespécie era frequentemente comparada à suçuaranas e leopardos devido ao seu tamanho pequeno e ao seu peso – metade dos Tigres-Siberianos.

 

Tigre-de-Bali (Panthera tigris balicai) | Foto: Hary Atwell

 

† Tigre-de-Java (Panthera tigris sondaica) –  Extinto na década de 1970, como resultado de destruição de seu habitat natural na ilha indonésia de Java e da caça desenfreada, existem provas limitadas de sua existência. Entre elas: poucas fotos, uma impressão de sua pata descoberta em 1997, assim como pelos e fezes encontrados em 2004.

 

Tigre-de-Javai (Panthera tigris sondaica) | Foto: F. W. Bond

 

† Tigre-do-Cáspio ou Tigre-Persa (Panthera tigris virgata) – A mais ocidental das subespécies de tigres foi provavelmente extinta também na década de 1970. Muito utilizada no Coliseu de Roma, foi alvo de perseguições em diversos países, principalmente na Rússia czarista: por conta de programas de colonização, acreditava não haver mais espaço para o tigre.

 

Tigre-do-Cáspioi (Panthera tigris virgata) | Foto: Autor desconhecido

 

Maior felino do mundo, o tigre é um dos mais letais caçadores do reino animal! Seu nome vem do iraniano e significa “flecha”, por ter como principais características a agilidade, o silêncio e a atuação certeira. Possui olfato, audição e visão apuradas. Podemos destacar, inclusive, sua visão noturna, que os permite terem uma grande vantagem contra suas presas. Além do mais, possuem um corpo musculoso que o proporciona uma força capaz de abater presas de até 900kg!

 

Tigre-de-Bengala (Panthera tigris tigris) | Foto: Marvin Gerrald

 

Sua alimentação é variada, caçando de gatos selvagens a porcos, veados, antílopes, ursos e bovinos. O felino é capaz de consumir até 18kg de carne de uma única vez e 45kg por dia, o que o permite ficar alguns dias sem se alimentar. Por ser um predador silencioso, mesmo sendo bem ativo durante a manhã, prefere a noite para realizar suas caçadas, principalmente para se proteger contra os caçadores e se camuflar ainda mais no ambiente.
As patas acolchoadas com unhas retráteis os permitem rastejar silenciosamente até suas presas. Suas garras longas e encurvadas os permitem, além de subir em árvores, arrastar suas caças por grandes distâncias.

Diferentemente de outros felinos, os tigres, assim como as onças-pintadas, são ótimos nadadores e gostam de se banhar, seja para brincar e se refrescar quando filhotes; seja para caçar e cruzar lagos e rios quando adultos.
Sua língua apresenta papilas afiadas e espinhosas que rasgam peles, penas e carne ao lambê-las por várias vezes. Seus fortes rugidos podem causar calafrios e paralisar qualquer animal que os ouve, inclusive, seres humanos!
Por ser um animal solitário, é muito raro encontrar agrupamentos de tigres, com exceção das fêmeas e de seus filhotes. Porém, quando se encontram em uma caçada,  dividem suas presas, e quando em grupo, deixam que as fêmeas e os filhotes se alimentem primeiro. As listras de seu corpo funcionam como impressões digitais humanas e nenhum tigre tem listras iguais aos outros, o que os torna únicos. Fêmeas dão à luz de 1 a 5 filhotes e são as responsáveis por criar suas proles, se encontrando com os machos apenas para a reprodução. 

 

A ferocidade do animal humano

 

Presente em mitos, lendas, religiões, filmes, literaturas e outras diversas representações culturais, o tigre é um dos animais que mais desperta o interesse nos seres humanos desde os tempos antigos. Símbolo nacional de países como Índia, Bangladesh, Malásia e Coreia do Sul, mascote de diversas equipes esportivas e empresas ao redor do mundo – até mesmo de marca de cereais de café da manhã, rs – o tigre pode não ser mais uma figura presente nas vidas das gerações futuras. O felino é essencial para a manutenção de um ecossistema saudável. No entanto, a espécie tem sido vítima do mais feroz e implacável predador de nosso planeta: o ser humano.

Através dos séculos e das regiões, os tigres sofrem com a maior ameaça à sua espécie, a caça e o contrabando. Por ter a pele, as garras, dentes e os ossos muito visados para usos comerciais e medicinais em alguns países asiáticos, as populações de tigres selvagens vem diminuindo drasticamente a ponto de que, hoje, todas as subespécies de tigres correm altos riscos de extinção. Segundo estimativas da WWF e da Global Tiger Forum realizadas em 2016, com uma queda de 97% de toda a população desde o início do século XX, existem cerca de 4.000 indivíduos selvagens sobreviventes da espécie. Em locais como Bali e Java, suas respectivas subespécies encontram-se extintas graças a caça praticada de maneira implacável. Ainda assim, existem outras causas diretas e indiretas que tem contribuído para o desaparecimento dos tigres. 

A agricultura, a colonização e a expansão urbana também têm sido duras com os animais. Isso porque reduziram drasticamente para apenas 7% seus habitats naturais, o que prejudica diretamente sua sobrevivência e por consequência, sua reprodução. O desmatamento das grandes florestas asiáticas em busca de madeira ou para serem transformadas em campos agrícolas, bem como o aquecimento global também são fatores prejudiciais à preservação da espécie, pois afetam diretamente seu habitat natural.

 

Tigre-Siberiano (Panthera tigris altaica) | Foto: S. Taheri

 

Dez anos podem ser o que separam a espécie de seu fim, caso a sociedade continue em um ritmo irrefreável de destruição da natureza. Há dez anos, em 29/07/2010, na região de São Petersburgo, na Rússia, foi criado o Dia Internacional do Tigre, com o plano de que esta data servisse para reiterar a importância da conservação da espécie e da preservação da fauna e da flora que os abrigam e alimentam.

Desde então, muitas fundações e projetos têm se esforçado na implementações de medidas que visam reduzir os efeitos prejudiciais das ações humanas que afetam os tigres, suas presas e seus habitat. A WWF também tem liderado uma campanha global para tentar, até o ano de 2022 (ano do tigre), dobrar o número de tigres selvagens e garantir a proteção a longo prazo da espécie.

Nos próximos dez anos será necessário continuar lutando, juntos, com olhos de tigre, pela conservação da fauna. Devemos manter a esperança de que um dia possamos reverter a sua ameaça de extinção, proporcionando a oportunidade desse animal raro e fascinante dar novamente o primeiro e mais importante passo rumo a uma nova década, repletos de vida.

 

Texto escrito por Lucas de Araújo

As estampas selvagens invadiram a GreenBond!

By | Conservação, Educação ambiental, Eventos de Conservação, GreenBond, Marketing na Conservação, Meio Ambiente, Projetos de conservação | No Comments

Nosso último projeto mal saiu do forno e já nos enche de orgulho: a WildingTone! Inspirada na Natureza e no sistema PANTONE®, a marca apresenta a forma que traduzimos a beleza selvagem em comunicação visual. A partir desta iniciativa, esperamos dar mais alguns passos para alcançar o nosso objetivo principal: conectar as pessoas a favor da biodiversidade!

 

 

Inspiração #1: Natureza 

 

A natureza, com suas cores e formas, sempre influenciou artistas, cientistas, engenheiros e etc., na criação de suas obras. Sob um olhar mais atento de nossa equipe aos seus padrões de camuflagem, mimetismo, suas curvas e cores, a natureza também virou inspiração para designs incríveis desenvolvidos pelos profissionais da GreenBond. Surgiu então, a grande ideia: criar padrões baseados nas cores selvagens e torná-los parte do nosso dia a dia, por meio de produtos úteis e sustentáveis.

 

 

Inspiração #2: PANTONE®

 

Boa parte da nossa inspiração para a criação da marca também veio da PANTONE®, que é considerada uma verdadeira autoridade em cores! Ela é mundialmente conhecida por seus sistemas e tecnologias de ponta, desenvolvidos para processos que envolvem cores com reprodução precisa, desde as etapas de seleção e comunicação até o controle final das colorações. O nome PANTONE® é conhecido mundialmente como a linguagem padrão para a comunicação em todas as fases do processo de gerenciamento de cores. A mesma linguagem é utilizada e reconhecida pelo designer, fabricante, revendedor e consumidor, nos mais diversos setores industriais.

Durante os últimos 50 anos, a marca desenvolveu e aprimorou o conceito do seu sistema de combinação de cores. Adaptou-se para diversas indústrias, onde a reprodução fiel das cores são críticas, incluindo tecnologia digital, têxteis, plásticos, arquitetura e interiores.

 

Classic Blue 19-4052 é a cor oficial de 2020. (Foto: Instagram @pantonebr)

 

Anualmente, a PANTONE® dita a tendência de cores no mundo todo! A partir de inovações e novas combinações, a marca lança a cor oficial de cada ano, guiando criações de design e produções ao redor do globo. Essa é a verdadeira função de uma autoridade: inspirar o mundo! 

 

Cores exclusivas da WildingTone

 

De acordo com Diego Arruda, co-fundador da GreenBond e idealizador da WildingTone, as cores seguem padrões estrategicamente pensados. ”Basicamente, nosso trabalho consistiu em olhar para os padrões da natureza e catalogar essas cores com o código hexadecimal da PANTONE®, respeitando-as da forma que aparecem nos animais.” 

A criação dos códigos se baseia, primeiramente, nos 6 grupos animais existentes. Eles são divididos em: WF (peixes ou animais marinhos), WI (invertebrados), WR (répteis), WB (aves), WA (anfíbios) e WM (mamíferos). 

O segundo passo é numerar o código de acordo com a ordem de criação, ou seja, “1” para o primeiro, “2” para o segundo e assim por diante. Neste momento, já estamos indo para a 21ª criação! 

A terceira etapa é baseada no nome científico de cada animal. Serão usadas as primeiras letras de cada nome para compor o restante do código. Por exemplo, o nome científico do peixe-napoleão é Cheilinus undulatus, logo, serão usadas as letras “c” e “u” em sua classificação.

O código final do peixe-napoleão ficou: WF (por tratar-se de um peixe) + -p (indicação de patern) + 1 (por ter sido nossa primeira criação) + Cu (Cheilinus undulatus). Resultado final: WF-p1Cu. 

Por fim, adicionamos o hexadecimal da própria PANTONE®, o que indica o tom exato da coloração presente nos animais. 

 

Influenciadores

 

Por nossos designs serem divididos em grupos de animais (aves, seres marinhos, mamíferos, répteis, anfíbios e invertebrados), resolvemos escolher 6 embaixadores, cada um representando a conservação de um grupo. Cada embaixador escolheu um projeto de conservação que será apoiado com a venda dos produtos.

 

Seres Marinhos

 

Para os seres marinhos, escolhemos a Maysa Santoro, bióloga e ambientalista, que trabalha como educadora ambiental e se dedica a causas de conservação do meio ambiente em ONGs de resgate de fauna silvestre, no Brasil e na África do Sul. Ela também gera conteúdos áudio visual com a finalidade de tornar o meio ambiente visto e valorizado pelas pessoas.

 

Maysa Santoro

 

O instituto que será beneficiado será o VIVA Instituto Verde Azul. O instituto nasceu em 2014 com o desejo de ensinar as pessoas sobre a beleza, inteligência e os mistérios das baleias, golfinhos e outros animais, e atua com pesquisas científicas em Ilhabela e Abrolhos.

 

 

Biólogas apaixonadas realizam trabalhos de educação ambiental, campanhas contra a caça e exploração animal, produção de livros infantis, sempre com o objetivo de tocar o coração das pessoas para desenvolverem a consciência ambiental para um mundo melhor, mais “VERDE AZUL” para todos os seres do Planeta.

 

Foto: Rafaela Souza

 

Anfíbios

 

Para representar os anfíbios, escolhemos o Dr. Thiago Silva-Soares, ou Thiago Biotrips, um biólogo especialista em nestes seres. Doutor em zoologia pelo Museu Nacional, começou a viajar no Brasil para pesquisar a herpetofauna. Hoje, suas viagens biológicas ao redor do mundo visam conectar as pessoas à natureza de forma mais íntima e exótica.

 

Thiago Silva-Soares

 

A instituição que ele escolheu, é o seu próprio projeto de conservação, o HerpetoCapixaba. A Mata Atlântica do Estado do Espírito Santo compreende uma grande diversidade de anfíbios e répteis, mas há ainda muito o que se conhecer e desvendar acerca deles. Dentro desse cenário, o Herpeto Capixaba, projeto fundado em Outubro de 2017, busca trazer o estado da arte à herpetologia no Espírito Santo, através da pesquisa, educação e difusão científica, pilares unidos em prol do conhecimento e conservação da herpetofauna.

 

 

Invertebrados

 

Representando o grupo dos invertebrados, escolhemos os amigos Ricardo Brugnera e Guilherme Limberger, gaúchos e crescidos no interior, que descobriram juntos a paixão pelos insetos ainda como colegas na graduação em Ciências Biológicas. Atualmente, como pesquisadores, lideram o projeto Insetos do Brasil que visa a preservação e difusão de conhecimento sobre os insetos e demais invertebrados brasileiros, alcançando públicos de todo o país pelas redes sociais.

 

Ricardo e Guilherme

 

O projeto tem como principais objetivos a conservação dos insetos e popularização da entomologia, além de desmistificar fake news e quebrar preconceitos entre a sociedade, estes animais e demais invertebrados, através das redes sociais.

 

 

Répteis

 

Como embaixadora dos reptilianos, escolhemos a Daniela Sifuentes, paulista de 29 anos graduada em ciências biológicas pela UFMT. Nascida e criada em São Paulo, resolveu cursar biologia no interior do Mato Grosso. Atualmente trabalha com monitoramento e resgate de fauna silvestre, com ênfase na herpetofauna. Trabalha com educação ambiental e faz divulgação científica no Instagram.

 

 

A iniciativa escolhida por ela para apoiarmos é o Projeto Jibóia-do-ribeira. A espécie Corallus cropanii, considerada por especialistas como uma das mais raras do mundo, ocorre somente no Vale do Ribeira e ficou 64 anos sem ser vista viva.

 

 

O Projeto de Conservação da Jibóia do Ribeira foi criado em 2016, com o objetivo de unir os esforços e estreitar a relação entre os cientistas e a comunidade local. Essa parceria proporcionou o encontro de dois exemplares, e é uma ferramenta crucial para elaborar estratégias para a conservação dessa espécie tão fascinante.

 

Corallus copranii – Jibóia-do-ribeira

 

Mamíferos

 

Para os mamíferos, escolhemos a Bio Educação Digital, uma Startup criada e conduzida por Beatriz Morais, que valoriza acima de tudo o ser humano e a natureza, e principalmente sua relação com ela. Trabalhando com cursos, congressos e muito conteúdo online sobre diversas áreas da ciência, um dos compromissos mais fortes da Bio ED e de toda a equipe é a conservação da nossa fauna e flora, através de educação ambiental, divulgação científica e transformação social.

 

 

Como instituição beneficiada, foi escolhido o Instituto Pró-Tapir, um Programa de Monitoramento e Proteção dos Ungulados, mamíferos com casco que atuam principalmente na dispersão de sementes e manutenção das florestas. Para proteger essas e outras espécies, na Mata Atlântica, o Pró-Tapir realiza pesquisas em grandes áreas da biologia, como Ecologia, Genética e Saúde Ambiental, além de trabalhos voltados à educação ambiental e divulgação científica. Contribuem há 10 anos na conservação da biodiversidade e seguem plantando novas ideias!

 

 

Aves

 

Representando o grupo das aves, escolhemos Andrey Naves, youtuber e criador de aves há muitos anos. Através desta paixão, a conservação se tornou seu propósito de vida, onde atualmente, tenta levar este mundo para o maior número de pessoas possível em seu canal no Youtube e sua conta no Instagram, afim de unir forças em prol da biodiversidade.

 

Andrey Naves

 

A instituição escolhida para apoiar foi o ICFau. O Instituto para Criação e Conservação da Fauna (ICFau) é uma organização sem fins lucrativos, criado com o propósito de contribuir com geração de dados científicos, técnicas de manejo e reprodução de espécimes ameaçadas, com a intenção de aumentar seus números, para que sejam utilizadas em programas de conservação.

 

 

Busca também atuar em ações de educação ambiental, por meio da conscientização e estratégias socioambientais, com foco nas comunidades que coabitam as áreas de ocorrência das espécies trabalhadas.

 

Mutum-de-alagoas (Mitu mitu). Uma das aves mais raras e ameaçadas do mundo

 

10% dos valores arrecadados com cada linha, será revertido para os projetos selecionados pelos embaixadores.

 

Captação de recursos para conservação

 

Após muitos estudos e fontes de inspiração, nossa equipe começou o desenvolvimento das cores e padrões baseados nos mais diversos animais selvagens presentes na natureza. Os designs ganharam forma física ao estampar produtos frequentemente utilizados em nosso dia a dia, como canecas, mousepads, bonés, chinelos, máscaras de proteção, entre outros.

 

 

As redes sociais são nossas principais vitrines, ou seja, é por meio delas que exibimos os padrões criados, o resultado final já estampado nos produtos e por onde recebemos os pedidos de compras. Tudo facilmente encontrado no mesmo canal, sem burocracias e/ou complicações. A produção é toda realizada sob demanda, para evitar desperdícios de material. 

A ideia da WildingTone é reverter parte dos lucros obtidos a partir das vendas para auxiliar na proteção da biodiversidade. Os recursos serão doados aos projetos de conservação que atuam na preservação da fauna e flora brasileira. 

Para conferir todos os padrões desenvolvidos pela WildingTone, acesse nosso Instagram e Facebook. Não esqueça de fazer os seus pedidos e, assim, entrar para o #Bond da conservação!

GreenBond: 2 anos da viagem mais intensa de nossas vidas!

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Hoje, 18 de junho, a GreenBond Conservation completa 2 anos de existência! Foram 2 anos de muitas conquistas comemoradas e desafios superados; fizemos amigos, encontramos parceiros de trabalho e construímos uma irmandade ainda maior entre nós. Hoje somos uma família!

 

📍 PONTO DE PARTIDA

Neste mesmo dia, em 2018, iniciávamos efetivamente as atividades da GreenBond. Na época, a empresa contava apenas com seus fundadores na equipe interna, o veterinário e especialista em marketing digital Diego Arruda e o biólogo Gustavo Figueirôa. Ambos possuem uma bela bagagem técnica sobre manejo de fauna, conservação e biodiversidade e, a partir daquele ano, decidiram mergulhar de cabeça no universo do marketing e comunicação. Um casamento que tinha tudo pra dar certo!

Os primeiros trabalhos contaram também com a participação e cooperação de um parceiro muito especial: o Onçafari. Eles foram nosso primeiro cliente e depositaram em nós um voto de confiança que rendeu excelentes frutos ao longo dos anos. Aprendemos e crescemos juntos, então seremos eternamente gratos à organização. 

 

📍 COMPANHEIROS DE TRAJETÓRIA

Ao longo de nosso percurso, firmamos parcerias que ficarão para toda a vida. Algumas profissionais, na labuta do dia a dia, mas todas elas também pessoais. Fizemos grandes amigos e unimos uma rede de pessoas do bem, que lutam pela conservação da biodiversidade, assim como nós. Esse é o nosso maior orgulho.

Logo no início, tivemos a imensa ajuda de nossos conselheiros, que seguem nos orientando e tornando esse sonho possível até hoje! São eles: 

  • Marco de Biasi

  • Laurent Serafini

  • Marcelo Molina

De 2018 pra cá, tivemos a honra de trabalhar ao lado de ótimas instituições ambientais:

  • Onçafari

  • Projeto Tatu-Canastra

  • SOS Pantanal

  • Biofaces

  • Instituto Mamirauá

  • Documenta Pantanal

  • Pró-carnívoros

  • Pantanal Jaguar Camp

Além dos projetos de conservação, também criamos um modelo de negócio colaborativo. Ou seja, estabelecemos parcerias essenciais com empresas e profissionais da área para que os serviços sejam executados com expertise e excelência. São eles: 

  • Nação Design

  • Artery

  • Seppia Geração de Conteúdo

  • Nindoo

  • ABETA (Associação de Ecoturismo e Turismo de Aventura)

  • Leonardo Perez

  • Vivian Martinez 

  • Instituto Waita

Com o aumento das demandas, recebemos também alguns reforços no time interno da GreenBond: os publicitários Letícia Amado e Raphael Parmezani

Agradecemos a todos os companheiros que fortalecem diariamente o nosso propósito de conservação da biodiversidade! Muito obrigado!

 

📍 DESTAQUES DA VIAGEM

Apesar de ser uma empresa relativamente nova, com pouco tempo de caminhada, já tivemos muitos cases de sucesso para comemorar! Nos dedicamos fortemente a cada vertente de trabalho da GreenBond: desde sites e mídias sociais, até a participação em eventos e até o desenvolvimento de expedições no Brasil.

Abaixo, você confere os pontos altos da nossa trajetória: 

 

Jaguar Parade Brasil

Ao lado de nossos parceiros Artery, Onçafari e SOS Pantanal, nós tivemos a oportunidade de participar da maior exposição a céu aberto do mundo: a Jaguar Parade Brasil.

A intervenção artística criada pela Artery, “fez barulho” na cidade de São Paulo, em 2019, e ajudou a divulgar uma importante mensagem central: a conservação da onça-pintada (Panthera onca). Além disso, o fenômeno artístico também mostrou-se uma ferramenta poderosíssima para a captação de recursos, uma vez que metade do valor arrecadado com o leilão das onças foi convertido para projetos atuantes na conservação da espécie (entre eles, o Onçafari e o SOS Pantanal).

Em nosso blog, contamos de forma mais detalhada essa experiência e o mais importante, divulgamos os resultados surpreendentes da ação que tomou conta das ruas paulistanas! 

 

Expedição Pantanal 2019

Em outubro de 2019, concretizamos um dos maiores projetos realizados ao lado do SOS Pantanal: a Expedição Pantanal. Foram 25 dias viajando ao lado deles. Acompanhamos a visita aos principais projetos de conservação e pontos de ecoturismo da região,  com o intuito de aproximar laços e auxiliar na promoção do desenvolvimento sustentável do Pantanal. Ao todo, foram mais de 5.000 km percorridos por terra, mais de 600 km percorridos por rios, 11 municípios, 20 empreendimentos ecoturísticos e 11 projetos de conservação visitados!

Para saber mais detalhes, acompanhe o blog do SOS Pantanal.

 

The Wall – Caldeirão do Huck

Em abril deste ano, também pudemos representar nosso parceiro Onçafari no quadro The Wall, do Caldeirão do Huck/TV Globo. O Gustavo Figueirôa, junto do Leonardo Gomes (diretor-executivo do Onçafari) se arriscaram na brincadeira com o intuito de arrecadar fundos destinados ao reparo dos danos causados pelo incêndio no Pantanal em setembro de 2019!

Além do prêmio em dinheiro, a brincadeira ainda proporcionou uma exposição de excelente resultado na mídia. A partir do programa, conseguimos aumentar consideravelmente o número de seguidores e o engajamento nas redes sociais do Onçafari, bem como realizar uma campanha de sucesso para doações neste período.

 

DeepWild 

Um dos últimos projetos que lançamos e do qual temos muito orgulho é a DeepWild. Trata-se de um software de Inteligência Artificial (IA) que analisa, identifica e organiza vídeos de vida selvagem coletados durante estudos de fauna, automatizando o processo de triagem de dados. 

A ferramenta é fruto de uma parceria entre nós – trazendo um conhecimento técnico e de mercado para a elaboração da ferramenta; a Nindoo – desenvolvendo a tecnologia de inteligência artificial em si e o Onçafarii – fornecendo os vídeos e levantando os problemas que seriam importantes de serem solucionados.

 

Wildingtone

Outro projeto recente que já está sendo um sucesso é a Wildingtone. Inspirada na natureza e no sistema Pantone, a Wildingtone apresenta uma forma de traduzir a beleza selvagem em comunicação visual.

De forma exclusiva, desenvolvemos produtos com padrões e cores baseados na vida selvagem. A venda é realizada pelas redes sociais, por enquanto, e você já pode fazer o seu pedido! Canecas, bonés, máscaras de proteção, chinelos e moleskines são alguns dos produtos já desenhados e desenvolvidos pela marca. 

 

PNUMA

No último dia 5 de junho, realizamos uma live junto do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) em parceria com o SOS Pantanal. A ideia da ação foi promover um debate sobre a biodiversidade e possíveis soluções para frear a perda da fauna e flora, em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente.

Trabalhando ao lado do SOS Pantanal, nós convidamos representantes de grandes projetos de conservação: Instituto Arara Azul, Onçafari, Projeto Tamanduá, Projeto Ariranhas e do próprio PNUMA, que trouxeram excelentes reflexões ao debate, mediado pela repórter Cláudia Gaigher. A live foi um grande sucesso e marcou o início de uma preciosa parceria com a ONU.

Neste caso, é importante ressaltar que as mídias sociais do SOS Pantanal tiveram um papel fundamental na escolha da parceria. A ONU se interessou pelo conteúdo relevante de conservação compartilhado por nós nas redes do SOS e, a partir delas, decidiu nos convidar para fazer parte desta ação.

 

📍 TURBULÊNCIAS NO MEIO DO CAMINHO

“Reinvenção” foi palavra de ordem que nos permitiu superar todos os obstáculos do caminho. Por disponibilizar soluções de marketing das mais diversas vertentes – online e offline -, nós tivemos a oportunidade de estudar, explorar e nos aprofundar em cada um dos serviços. E é exatamente essa multiplicidade que continua nos mantendo ativos e cheios de trabalho, até mesmo em tempos de pandemia. 

Recentemente, fizemos uma análise sobre o papel do marketing nesse momento imprevisível que o mundo está vivendo. Paramos, pensamos, debatemos, refletimos e chegamos a uma importante conclusão: nosso trabalho não poderia parar!

 

📍 O DESTINO FINAL

Atuar por um propósito nos faz muito mais fortes e resilientes. Nosso objetivo vai muito além das métricas analisadas por uma equipe financeira. Para nós, sucesso é sinônimo de vida. Por isso, trabalhamos diariamente sonhando com o destino final: a conservação total da biodiversidade, dos recursos naturais e o mais importante, a nossa própria sobrevivência.

Agradecemos novamente a todos que fazem dessa viagem uma realidade. 

Estamos juntos!

 

Ficha animal: Anta (Tapirus terrestris)

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A anta-brasileira ou simplesmente anta (Tapirus terrestris), também conhecida por tapir, é um mamífero da família Tapiridae e gênero Tapirus. Ocorre desde o sul da Venezuela até o norte da Argentina, em áreas abertas ou florestas próximas a cursos d’água, com abundância de palmeiras.

 

Foto: internet

 

Seus predadores são grandes felinos como a onça-pintada (Panthera onca) e a onça-parda (Puma concolor).

É o maior mamífero terrestre do Brasil e o segundo da América do Sul, com até 300 kg de peso e 242 cm de comprimento. Se diferencia das outras espécies do gênero Tapirus por possuir uma crista sagital (proeminência ao longo da linha média no topo do crânio) e uma crina. Apresenta uma probóscide (apêndice alongado que se localiza na cabeça de algumas espécies de animais), que é usada para coletar alimento. É o último animal da megafauna na Amazônia e possui uma dieta frugívora. Além disso, possui importante papel ecológico na dispersão de sementes, principalmente de palmeiras.

 

Foto de Geoff Gallice/Wikimedia commons

 

Jardineira das florestas

 

É considerada a jardineira de nossas florestas por ser uma excelente dispersora de sementes, contribuindo desta forma para a formação e manutenção da biodiversidade dos biomas brasileiros onde vive (Amazônia, Pantanal, Cerrado e Mata Atlântica).

 

Espécies

 

Atualmente, existem cinco espécies de antas conhecidas, sendo que 3 delas não ocorrem no Brasil: a anta-da-montanha (Andes), a anta-centro-americana (América Central) e a anta-malaia (Indonésia) – que estão ameaçadas de extinção, de acordo com a lista vermelha da IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza). No Brasil, existem a anta pretinha e a anta brasileira (também chamada de anta-sul-americana), que é considerada vulnerável.

 

Foto: internet

 

Reprodução

 

Tem reprodução lenta, com uma gestação que pode durar mais de 400 dias e pare apenas um filhote por vez, que pesa entre 3,2 e 5,8 kg. Podem viver até 35 anos de idade.

Um fato curioso é que a fêmea entra no cio a cada 50 a 80 dias e ele dura cerca de dois dias. O nascimento de filhotes ocorre a cada 15 meses, em cativeiro.

 

Ameaças de extinção

 

O animal consta como “vulnerável” de acordo com a IUCN. No entanto, a situação é crítica em alguns lugares pontuais, como na Argentina, nos llanos da Colômbia e da Venezuela. 

A espécie possui a maior distribuição geográfica entre os tapirídeos, ocorrendo em mais de 10 000 000 km². Mas, infelizmente, já se extinguiu em 14% de sua ocorrência original. Dados populacionais são insuficientes, mas presume-se que a anta esteja com suas populações em constante declínio.

 

Foto: site IUCN

 

A situação no Pantanal é relativamente melhor do que em outros biomas brasileiros, sendo classificada como “quase ameaçada”, dado que em breve, a anta pode estar ameaçada nos ecossistemas pantaneiros, visto o avanço das pastagens exóticas e doenças advindas de animais domésticos.

 

Projetos de conservação

 

Pesquisadora e especialista em antas Patrícia Medici criou o maior banco de dados sobre a espécie em todo o mundo! Agraciada com os principais prêmios de conservação da biodiversidade do mundo, Medici percorre o Pantanal e outros biomas brasileiros há mais de 30 anos para monitorar o comportamento do maior mamífero terrestre da América do Sul.

Patrícia está conectada ao Pantanal. Assim como essa região é o paraíso para a anta, é para pesquisadora também. “É um lugar que para mim funciona como um recarregador de baterias, um laboratório a céu aberto. Aqui somos capazes de coletar algumas pecinhas do quebra-cabeça de informações que jamais conseguiríamos coletar em outro lugar. E é a esperança de que, se todo o resto der errado, aqui temos um porto seguro para esse bicho”, diz a pesquisadora, que cresceu na Mata Atlântica e desde criança teve contato intenso com a natureza.

 

Foto de João Marcos Rosa

 

Assim como muitos desconhecem, a Anta é um animal muito importante para a flora. É essencial para a formação e manutenção da biodiversidade dos biomas em que vive! Além disso, um fato curioso é que o termo ‘anta’ não é um xingamento: estudos recentes mostraram que a espécie tem uma quantidade imensa de neurônios, confirmando que ela é um animal extremamente inteligente!