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Personagens da conservação: Peter Crawshaw

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Você conhece as grandes personalidades da conservação? Ao longo dos anos, pudemos contar com alguns heróis que deram início a grandes ideias ou tiveram papéis importantes em determinados projetos de proteção ao meio ambiente. Seus princípios e histórias de vida são uma inspiração para nós, que formamos uma enorme corrente a favor da natureza.  

Vamos explorar a história desses gigantes aqui em nosso blog. A informação é nossa principal arma. Por meio dela, desejamos munir a população de conhecimento, inspirar cidadãos comuns e trazer o maior número de pessoas  para o “lado verde da força”.

 

Hoje vamos conversar sobre uma das maiores inspirações para quem trabalha com mamíferos e conservação no Brasil. Vamos falar sobre Peter Crawshaw.

Peter formou-se em Ciências Biológicas no ano de 1977 pela Unisinos (RS), onde fez estágio em um zoológico – neste estágio já tinha grande admiração pelos felinos do local. Fez mestrado e doutorado pela Universidade da Flórida. Trabalhou no IBDF, no IBAMA e aposentou em 2012, como analista ambiental do Cenap, centro especializado do ICMBio. Atualmente continua participando de projetos de conservação de felinos e mora em Passo de Torres, SC.

 

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Peter Crawshaw no programa do Jô.

 

O história por trás da história

Nascido no Sudeste de São Paulo, no município de São Vicente, Petter teve seu primeiro contato com a fauna devido às atividades de caça exercidas pelo pai e seu grupo de amigos. As caças eram diversas, variando desde catetos, queixadas e até muriquis.
Petter conta que em uma das caçadas do grupo, uma fêmea de muriqui foi morta, deixando um filhote órfão. O pai de Peter acabou levando o filhote para casa, que permaneceu com a família até uma morte prematura, possivelmente por causas alimentares.

Com 10 anos de idade, o menino passou também a caçar, mas o que mais o encantava, eram as atividades que rodeavam a prática, como acampar.

 

Trajetória

Com o tempo, toda a família foi deixando esse hábito para trás.

Em 1966 eles se mudaram para o Rio Grande do Sul, onde tiveram, por dois anos, uma vida bem rural. Após esse período mudaram-se para Porto Alegre, onde Petter cursou a faculdade.

Um pouco antes de se formar, recebeu uma carta de uma amiga que falava que George Schaller, estava indo ao Brasil e que estava procurando uma área para estudar onças-pintadas no Pantanal. George é um importante zoólogo, pioneiro no estudo em campo de várias espécies carismáticas como tigre-asiático, leão, leopardo-das-neves, gorila-das-montanhas, dentre outros. 

Peter enviou uma carta a George falando do seu interesse em trabalhar com ele. Se conheceram em Brasília, onde George fez um convite para que Petter o visitasse no Pantanal. Petter não perdeu a oportunidade e fez uma proveitosa visita de 10 dias que incluiu muito campo e estreitamento de laços. Em janeiro de 1977 foi contratado para iniciar o trabalho com Geroge. Desde 1978, mediante um convênio entre o IBDF e a Fundação Brasileira para a Conservação da Natureza (FBCN), o projeto no Pantanal contou com a participação de Peter Crawshaw.

Quando George e Peter chegaram ao Pantanal, acompanharam indiretamente a população de onças moradoras da fazenda de estudo através de rastros.

O objetivo era colocar colares de monitoramento, aparelho recente, testado até então, somente com urso-pardo e puma-americano nos Estados Unidos. Mas ainda, nunca tinham conseguido pegar as onças com armadilha, para colocar o colar.

Com isso, o projeto contratou outro pesquisador, que tinha experiência com armadilhas e eles conseguiram capturar uma fêmea de onça-pintada em uma fazenda vizinha.

Ao total, duas fêmeas de onças-pintadas e também um macho de onça-parda foram marcados entre abril de 1977 e maio de 1978.

Até que, em julho de 1978, o trabalho no local foi interrompido, quando empregados da fazenda, por ordem do administrador do local, devido a conflitos econômicos/culturais e predação de gado, matou duas onças do local de estudo que ainda não haviam sido marcadas.

Em 1980, conseguiram uma nova área de estudo de onças no Pantanal, retomando as pesquisas. Neste ano, George foi para a China estudar o panda-gigante e o biólogo americano Howard Quigley veio, ficando com Peter até 1984, quando finalizaram o estudo. Entre 1980 e 1984, sete onças foram monitoradas.

Desde 1978, através de um convênio entre o IBDF e a Fundação Brasileira para a Conservação da Natureza (FBCN), o projeto no Pantanal contou com a participação de Peter. 

Da esquerda para a direita: George Schaller, Peter Crawshaw e Ana Rafaela D’Amico, em expedição no rio Roosevelt, em 2015. Foto: Arquivo Pessoal George Schaller – Oeco

Uma lenda vida

Há mais de 30 anos Peter Crawshaw é uma referência, na verdade uma lenda, em trabalhos com onças no Brasil, 

Foi ele o responsável pela primeira foto já feita no mundo todo de uma onça-pintada em armadilha fotográfica.

 

Nenhuma descrição de foto disponível.

primeira foto já feita no mundo todo de uma onça-pintada em armadilha fotográfica.

 

Esta foto histórica marca a trajetória de uma vida dedicada à conservação de felinos.

Petter também foi o responsável por capturar a primeira onça no Parque Nacional do Iguaçu, fez os primeiros estudos na região e  criou o projeto Carnívoros do Iguaçu. Hoje ele ajuda na elaboração de um planejamento estratégico para cinco anos do Projeto Onças do Iguaçu.

 

Petter é uma referência na consolidação da pesquisa e conservação de carnívoros no Brasil! Só temos a agradecer, por todas as suas contribuições. 

Personagens da conservação: José Márcio Ayres

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Ano novo, vida nova e novos personagens da conservação para vocês!

 

Você conhece as grandes personalidades da conservação? Ao longo dos anos, pudemos contar com alguns heróis que deram início a grandes ideias ou tiveram papéis importantes em determinados projetos de proteção ao meio ambiente. Seus princípios e histórias de vida são uma inspiração para nós, que formamos uma enorme corrente a favor da natureza.  

Vamos explorar a história desses gigantes aqui em nosso blog. A informação é nossa principal arma. Por meio dela, desejamos munir a população de conhecimento, inspirar cidadãos comuns e trazer o maior número de pessoas  para o “lado verde da força”.

 

O blog de hoje é sobre José Márcio Ayres, um grande biólogo que uniu duas grandes missões em sua vida. A conservação da Floresta Amazônica e o desenvolvimento sustentável das comunidades que nela habitam.

José com o macaco Uacari nas costas. Fonte: Internet

José Márcio Ayres

 

Brasileiro, nascido em 21 de fevereiro de 1954, José Marcio se formou pela Universidade de São Paulo (USP) em 1976  em Ciências Biológicas. Realizou seu mestrado em 1981,no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) com ênfase em primatologia e se tornou doutor em Ecologia de Florestas Tropicais em 1986 pela universidade de Cambridge. 

 

Sua história com a conservação e com o desenvolvimento sustentável na Amazônia.

 

Muito mais do que dedicado somente às questões relacionadas à biologia em si, Ayres demonstrou profunda dedicação e preocupação  com o bem-estar das comunidades da Amazônia.

Fonte: Internet

Em 1996, Jose Márcio, preocupado com o desmatamento ilegal e a pesca intensiva que estavam ocorrendo na reserva ecológica de Mamirauá, na Floresta Amazônica, através de suas ações, conseguiu estabelecer, numa área de 2.600 km², uma Reserva de Desenvolvimento Sustentável – a primeira desse tipo na América do Sul.

 

Em maio de 1999, Ayres, junto com outros ambientalistas e pesquisadores, fundaram o Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (IDSM). Uma Organização Social fomentada e supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) que desenvolve há mais de 20 anos programas de pesquisa, manejo e assessoria técnica nas áreas das Reservas Mamirauá e Amanã, na região do Médio Solimões, Estado do Amazonas. 

 

Essas duas reservas juntas totalizam  5,7 milhões de hectares, se tornando a maior área florestal protegida do mundo. Por intermédio de convênios com o Governo do Estado do Amazonas, o Instituto Mamirauá apóia a gestão destas reservas.

Foto: internet

 Ayres lutou pela implementação de métodos conservacionistas que incentivassem as populações locais a permanecer em suas terras na região amazônica, em vez de procurar emprego nas metrópoles brasileiras. Defendendo uma gestão responsável dos recursos naturais da região por meio do ecoturismo e de outros programas, ele contribuiu para que os povos nativos obtivessem um meio de sustento. 

 

Uma breve mais linda história

 

O jovem José Márcio Ayres, faleceu aos 49 anos e dedicou toda a sua vida (cerca de 30 anos), ao desenvolvimento sustentável da Amazônia. 

Como forma de homenagear sua breve mas tão produtiva história, em 2008 foi inaugurado o memorial Márcio Ayres na sede da IDSM, em Tefé. Lá você encontra fotos, livros, equipamentos, a vida e a cronologia detalhadas de José Márcio Ayres. Também é possível encontrar grande parte do material que se encontra no museu disponível no site do IDSM.

 

José navegando pelos rios da Amazônia. Foto: Luiz Cláudio Marigo

 

Prêmio

O exímio trabalho desenvolvido pelo pesquisador rendeu-lhe o Prêmio Rolex de empreendedorismo. Um projeto que apoia indivíduos com projetos inovadores que visam melhorar a vida do nosso planeta, expandir conhecimento, solucionar novos desafios ou preservar o patrimônio cultural, ou social para as gerações futuras.

As verbas recebidas foram utilizadas na ampliação do projeto Mamirauá para a reserva vizinha de Amanã, criando a maior área protegida do mundo dentro de uma floresta tropical.

 

Que sua história seja honrada e continue gerando frutos por muitas  e muitas gerações! 

 

Texto por: Fernanda Sá

Gigantes de conservação: Jane Goodall

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Você conhece as grandes personalidades da conservação? Ao longo dos anos, pudemos contar com alguns heróis que deram início a grandes ideias ou tiveram papéis importantes em determinados projetos de proteção ao meio ambiente. Seus princípios e histórias de vida são uma inspiração para nós, que formamos uma enorme corrente a favor da natureza.  

Vamos explorar a história desses gigantes aqui em nosso blog. A informação é nossa principal arma. Por meio dela, desejamos munir a população de conhecimento, inspirar cidadãos comuns e trazer o maior número de pessoas  para o “lado verde da força”.

Hoje vamos falar de uma das principais primatólogas do mundo. Inspiração com profissional e como mulher. Jane Goodall.

 

20 Questions with Dr. Jane Goodall : Never Apart

Fonte: neverapart.com

 

No mundo da primatologia, com certeza ela é a grande estrela.  

Jane Goodall, a primatologista que mudou o conhecimento humano sobre os chimpanzés, com certeza é inspiração e exemplo de coragem e dedicação.

 

A garra e determinação de uma guerreira

Nascida em 3 de abril de 1934, a britânica Valerie Jane Morris-Goodall, sempre teve um sonho: Conhecer a África. Jane se matriculou em um curso de secretariado e com o dinheiro que economizou de seus empregos e, em 1960, comprou uma passagem para o Quênia.

Logo em sua chegada, Jane foi então contratada para ser secretária de um famoso paleontólogo, Louis Leakey e, por ser profundamente interessada nas pesquisas sobre os Homo sapiens que o mesmo desenvolvia, chamou atenção do pesquisador. Leakey então tomou uma importante decisão que iria mudar  não somente a vida de Jane mas os conhecimentos sobre a primatologia no mundo. 

Ainda no  mesmo ano da chegada de Jane na África, Leakey a enviou para uma expedição no Gombe Stream National Park, Tanzânia, e se tornou mentor em uma pesquisa revolucionária com chimpanzés. 

 

Fonte: nationalgeographic.org

 

Importantes descobertas sobre os chimpanzés

 

Jane se mostrou extremamente habilidosa e dedicada com sua pesquisa e, mesmo sem formação na área, fez importantes descobertas sobre os chimpanzés do Parque Nacional de Gombe:

  • Descobriu que, contrariando a ideia de que os chimpanzés eram vegetarianos, eles se alimentavam de carne;
  • Descobriu a capacidade da espécie do uso de ferramentas;
  • Descobriu que os chimpanzés podem cometer canibalismo;
  • Dentre várias outras observações sobre o comportamento e ecologia da espécie

 

Fonte: britannica.com

 

 

De uma pesquisadora sem diploma a doutora na Universidade de Cambridge

Como reconhecimento da excelente pesquisadora que era, Jane foi aceita no programa de doutorado da Universidade de Cambridge, se tornando posteriormente PhD em etologia (ciência que estuda o comportamento animal).
Claro que mesmo com todo esse primoroso esforço e trabalho, por ser jovem e ser mulher, Jane não foi bem aceita pela comunidade científica, o que lhe custou muito preconceito e descrenças.

 

Pesquisadora da National Geographic

Jane foi financiada por muitos anos  pela National Geographic e, apesar de não gostar de divulgação, em sua estadia no parque nacional de Gombe, a cientista recebeu um fotógrafo  da marca para acompanhá-la. Fotógrafo esse que veio a se tornar seu marido, mais tarde.

 

Fonte: nationalgeographic.org

 

Não somente pesquisadora, ativista ambiental 

Em 1977, Jane fundou o Jane Goodall Institute, dando continuidade à sua pesquisa sobre chimpanzés e levantando a pauta da proteção animal e conservação ambiental.

Jane também inaugurou a Roots & Shoots is Founded, uma instituição que tem como objetivo auxiliar jovens na Tanzânia a criarem soluções para os problemas ambientais enfrentados pelo país.  

Em 2004, Jane Goodall foi nomeada Mensageira da Paz pelas Nações Unidas.

 

Fonte: britannica.com

 

O que temos a dizer a você Jane? Você é pura inspiração! Continue brilhando!

Gigantes da conservação: Suzana Padua

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Você conhece as grandes personalidades da conservação? Ao longo dos anos, pudemos contar com alguns heróis que deram início a grandes ideias ou tiveram papéis importantes em determinados projetos de proteção ao meio ambiente. Seus princípios e histórias de vida são uma inspiração para nós, que formamos uma enorme corrente a favor da natureza.  

Vamos explorar a história desses gigantes aqui em nosso blog. A informação é nossa principal arma. Por meio dela, desejamos munir a população de conhecimento, inspirar cidadãos comuns e trazer o maior número de pessoas  para o “lado verde da força”.

 

Hoje vamos falar de uma mulher incrível que é referência nacional e internacional na área da Educação Ambiental: Suzana Machado Padua. 

 

Mulheres de ImPACTO - Suzana Padua - Blog do IPÊ

Foto: Blog do IPE

 

Doutora em desenvolvimento sustentável e mestra em educação ambiental, Suzana é uma das fundadora do IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas onde atualmente é presidente. 

 

A história por trás dessa grande pesquisadora 

Suzana Padua desenvolveu o seu amor pela natureza cedo. Filha de pai caçador, ficava intrigada e incomodada com as razões que o leva a exercer tal atividade. Tantos questionamentos a fizeram gostar e se importar com a natureza e com o que nós, humanos, estamos fazemos como ela. ¨ Nós, brasileiros, temos um patrimônio natural inigualável e precisamos acordar para a riqueza que herdamos antes de nos tornarmos pobres ou mesmo órfãos desse legado¨ Suzana Padua.

 A história de Suzana com a educação ambiental não foi planejada. Ao acompanhar seu marido, Claudio Padua, na coleta de seus dados de doutorado, cujo foco era o mico-leão preto,  espécie endêmica de São Paulo, Suzana acabou convivendo intensamente com a comunidade de Pontal do Paranapanema e notou uma falta de sensibilidade e valor associado à natureza pelos moradores. 

Disposta a mudar essa perspectiva, Susana iniciou um trabalho de educação ambiental com a comunidade com o objetivo de sensibilizar as pessoas e torná-las aliadas na árdua missão de conservação da rica fauna e flora local, principalmente destacando a importância de se preservar as espécies endêmicas da região.   

Esse foi o início de uma linda história de amor com a educação ambiental que não parou nunca mais. 

Quando perguntada em uma entrevista concedida para a Revista EA sobre o que é Educação Ambiental e sua importância, Suzana respondeu: ¨celebração da vida – Estamos acostumados a nos colocar no centro de todas as decisões e assim nos posicionamos como a espécie que merece destaque sobre todas as demais que habitam nosso planeta. A educação ambiental pode inspirar o respeito e essa admiração profunda pelas maravilhas que existem na natureza, inclusive em outros seres humanos que nem sempre são tão considerados por nossa sociedade como merecedores de atenção. Por isso, a educação ambiental trata do socioambiental de uma maneira indissociável, integrada, propiciando um ambiente harmônica para gente e natureza ¨.

 

Claudio e Suzana: marido e mulher em prol da natureza. Foto: Claudio Rossi

 

Carreira profissional

Suzana Padua criou e coordenou por três anos, um programa de educação ambiental no Pontal do Paranapanema (SP) e desenvolve diversas pesquisas na área de educação ambiental. Como resultado de seu trabalho, publicou diversos trabalhos no Brasil e no exterior. 

Ministra cursos para professores e profissionais de diversos campos de interesse e ajudou a construir o centro educacional do IPÊ, na qual é presidente e que hoje congrega cursos livres, Mestrado e MBA, na Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade – ESCAS. Suzana é fellow Ashoka, líder Avina e empreendedora socioambiental da Folha de São Paulo. 

 

Líder de ONG quer construir campus para semear sustentabilidade

Foto: Catraca Livre

 

Premiações

Como era de se esperar, Suzana recebeu prêmios nacionais e internacionais pelo seu excelente trabalho. Alguns deles são , o Prêmio Claudia, em 2002, Prêmio Mulheres mais Influentes do Brasil pela Forbes, Jornal do Brasil e Gazeta Mercantil, em 2005, o Prêmio Ford Motor Company de Conservação Ambiental, em 2006,  Prêmio Empreendedores Sociais da Folha de São Paulo e Fundação Schwab, em 2009.

 

Suzana, agradecemos imensamente pelos seus serviços prestados a natureza e a humanidade e que seu trabalho gere ainda mais frutos positivos!

Gigantes da conservação: David Attenborough

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Você conhece as grandes personalidades da conservação? Ao longo dos anos, pudemos contar com alguns heróis que deram início a grandes ideias ou tiveram papéis importantes em determinados projetos de proteção ao meio ambiente. Seus princípios e histórias de vida são uma inspiração para nós, que formamos uma enorme corrente a favor da natureza.  

Vamos explorar a história desses gigantes aqui em nosso blog. A informação é nossa principal arma. Por meio dela, desejamos munir a população de conhecimento, inspirar cidadãos comuns e trazer o maior número de pessoas  para o “lado verde da força”.

 

O blog de hoje com certeza vai encher de ternura os corações de muita gente que cresceu vendo os documentários desse gigante. Vamos falar sobre um ambientalista que ao 94 anos não cansa de nos surpreende. Após pouco mais de quatro horas de sua primeira postagem no Instagram, atingiu a incrível marca de um milhão de seguidores. Já sabem de que estrela estamos falando? Ninguém mais ninguém menos que David Attenborough.

 

David Attenborough

Imagem: BBC Studios/Alex Board

 

David Attenborough e a comunicação científica

David Attenborough nasceu no dia 8 de maio de 1926 na Inglaterra ainda criança adquiriu uma enorme admiração pela natureza. 

 

David Attenborough fotografado ao lado do jovem príncipe Charles e da princesa Anne

Attenborough produz programas sobre animais desde os anos 1950. Nesta foto, ele mostra uma cacatua para um jovem príncipe Charles (no meio) e sua irmã, a princesa Anne. Imagem: GETTY IMAGES

 

David foi um colecionador ávido de tudo relacionado ao meio natural em sua infância, desde fósseis a espécimes vivos.  Anos mais tarde se formou em Ciências Naturais na Universidade de Cambridge e na década de 50 começou a apresentar programas de TV sobre o reino animal, ingressando na BBC em 1952.

Em 1979 David lançou o que veio a ser um dos maiores destaques na sua carreira. Life on Earth, uma série de 13 episódios que revolucionou pela complexidade técnica e escala. A série foi um sucesso, assistida por aproximadamente 500 milhões de pessoas do mundo todo. 

Mesmo antes da existência das redes sociais, um dos episódios da série, que relata o encontro de Attenborough com um grupo de gorilas da montanha em Ruanda, viralizou, ocupando o 12º lugar em uma pesquisa de 1999 sobre os 100 melhores momentos da TV.

 

David Attenborough em seu encontro com gorilas. Imagem: John Sparks

 

Apesar de um pouco atrasado neste aspecto, em 2005, David passou a se posicionar publicamente em relação às mudanças climáticas e em 2006 produziu dois documentários para a TV sobre mudanças climáticas. 

“Desde que fiz o primeiro programa de televisão, há três vezes mais pessoas no planeta do que antes, e agora estamos percebendo o dano terrível que causamos”, disse ele à BBC.

“Cada respiração nossa, cada garfada de comida que comemos, vem do mundo natural em última instância e, se o danificarmos, prejudicamos a nós mesmos.”

 

David Attenborough em frente a uma multidão no festival Glastonbury em junho de 2019

David Attenborough é querido por jovens: no ano passado, foi recebido como uma estrela de rock durante sua aparição surpresa no festival de música Glastonbury. Imagem: GETTY IMAGES

 

O reconhecimento

Toda uma vida dedicada ao mundo natural não poderia passar despercebida. Além de ser uma inspiração para muitos ambientalistas mundo afora. David recebeu prêmios de vários governos e instituições, dezenas de títulos honorários de universidades em todo o mundo e tem seu nome em 20 espécies, incluindo um dinossauro, o Attenborosaurus conybeari (uma criatura marítima).

 

O esqueleto fossilizado de um dinossauro batizado em homenagem a David Attenborough

Esta espécie de dinossauro aquático batizadas com o nome de Attenborough. Imagem: BBC

 

David Attenborough no livro dos recordes. 

David Attenborough entrou para o livro dos recordes em 2020 ao criar uma conta no Instagram e atingir a meta de um milhão de seguidores em apenas 4h e 44 minutos.  Como esse tempo, bateu o record de David Beckham, Jennifer Aniston, Príncipe Harry e o Papa Francisco.

Em sua primeira postagem, David fez um vídeo de alerta abordando os desafios e importância de salvar o planeta afirmando ainda que “Salvar nosso planeta é agora um desafio de comunicação”.

Em pouco mais de um mês, o perfil de David já bateu 6 milhões de seguidores. Vale ressaltar que o Instagram é uma rede social que atinge majoritariamente o público jovem e que David já passou dos seus 90 anos bem vividos. 

 

Sir David Attenborough

David Attenborough em sua primeira publicação no Instagram. Imagem: BBC

 

O que temos a concluir sobre esse bom senhor? Que ele fez, faz e fará a diferença na vida de muita gente!

Obrigada David, por toda inspiração, dedicação e por nós fazer apaixonar cada vez mais pelo nosso planeta e sua exuberante natureza!

Gigantes da Conservação: Patrícia Medici

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Vamos explorar a história desses gigantes aqui em nosso blog. A informação é nossa principal arma. Por meio dela, desejamos munir a população de conhecimento, inspirar cidadãos comuns e trazer o maior número de pessoas  para o “lado verde da força”.

 

Hoje vamos falar de uma grande pesquisadora. Ela ajudou a fundar o IPE- Instituto de Pesquisas Ecológicas quando ainda era estudante e é responsável pela criação do maior banco de dados do mundo sobre as antas. Apresentamos a vocês: Patrícia Medici.

 

Foto: Liana John

 

De onde veio esse furacão em forma de mulher?

Patrícia cresceu em um sítio na zona rural de São Bernardo do Campo, no alto da Serra do Mar, cercada de natureza. Foi criada por uma mulher forte e aprendeu a dirigir com apenas 11 anos.

Foi a primeira da família a entrar na faculdade e foi uma das fundadoras do IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas, quando ainda era estudante de Engenharia Florestal na Esalq-USP.  Anos depois o IPÊ veio a se tornar uma das maiores ONGs ambientais do Brasil.

Em sua fundação, em 1992, Patrícia e demais pesquisadores, listaram os animais com os quais queriam trabalhar, objetivando tornar a organização uma referência para a conservação de espécies. Não é que a ideia deu certo?  Daquela lista surgiu o interesse de Patrícia pelas antas, espécie muito importante para a conservação e pouco estudada até o momento. 

 

Mulheres na conservação: Patrícia Medici - CicloVivo

Foto: Ciclo vivo

 

O trabalho de Patrícia com as antas: As jardineiras da floresta 

Encarando um grande desafio, Patrícia foi uma das pioneiras no estudo  do maior mamífero terrestre da América do Sul.

 “Comecei super novinha e com a responsabilidade muito grande de começar do zero, porque não havia nada sobre este bicho, nenhum outro projeto que já tivesse sido conduzido”… “Não sabíamos como capturar uma anta, que métodos usar… Enfim, tudo foi desenhado por nós desde o começo.”  Conta Patrícia.

Patrícia dedica sua vida ao estudo das Antas no Pantanal Brasileiro a mais de 30 anos. São 16 armadilhas para antas e 50 câmeras que ela checa diariamente para monitorar o comportamento dessas grandonas.

Nacionalmente vulneráveis, as antas enfrentam  diferentes desafios para a sobrevivência. Perda de habitat, caça predatória e desenvolvimento desenfreado das cidades. Patrícia trabalha incansavelmente para conhecer a espécie a fundo e pela proteção de seu habitat. 

Além de criar e dirigir a Iniciativa Nacional para a Conservação da Anta Brasileira,  Patrícia é hoje presidente de um grupo da União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN) voltado especificamente para 4 espécies de anta, que envolve 150 pessoas em 28 países.

Para salvar as antas, esta pesquisadora criou o maior banco de dados sobre a espécie do mundo.

 

Para salvar as antas, esta pesquisadora criou o maior banco de dados sobre a espécie do mundo | National Geographic

Anta sendo examinada por Patrícia e sua equipe. Foto: João Marcos Rosa

 

Prêmios 

Agraciada com os principais prêmios de conservação da biodiversidade do mundo, Patrícia Medici Patricia Medici ganhou o maior prêmio da conservação ambiental do mundo, o prestigiado Whitley Gold Awards, ou “Oscar Verde”, organizado pela Whitley Fund for Nature, do Reino Unido.

Outro prêmios que recebeu:

Colombus Zoo Commitent to Conservation

Order of the Golden Ark,

National Geographic Society Buffett Award for Leadership in Conservation.

 

Patrícia instala uma armadilha fotográfica em uma trilha provavelmente utilizada por antas. Foto: João Marcos Rosa | Nitro

 

Inspiração para diversos pesquisadores

As contribuições  de Patrícia para o estudo das antas e para a toda a ciência inspiram estudantes e pesquisadores do mundo todo. 

As ações de Patrícia são completas,  reunindo pesquisa de campo, práticas de conservação, educação ambiental, comunicação, treinamentos e capacitações. Além disso ela auxilia no desenvolvimento de planos de ações para a espécie, com a intenção de reduzir as ameaças e fomentar  políticas públicas que beneficiam sua existência e seus habitats. Os resultados deste trabalho não são somente importantes para as para as antas. Outras espécies de animais, vegetais e seres humanos em vários biomas também são cuidados, quando a protegemos.

 

Vida longa a essa pesquisadora incrível! Que ela continue espalhando sabedoria e inspiração!