Category

Eventos de Conservação

Um dia parque

By | Ecoturismo, Eventos de Conservação | No Comments

Um Dia no Parque é um movimento criado para celebrar a natureza brasileira.

Um momento proposto para refletir sobre a importância dos parques, unidades de conservação e reservas existentes no Brasil e, mais do que isso, um momento para enaltecer  a nossa conexão com a natureza.

Unidades de Conservação do Brasil todo se mobilizam em uma data única para comemorar esse movimento lindo e cheio de respeito. Ano passado, milhares de pessoas se uniram em mais de 230  unidades de conservação brasileiras.

Esse ano, devido à pandemia, o evento será online! Sabemos da saudade de todos de sentir o cheiro do mato, ver bichos,  percorrer trilhas e tomar banho nas águas frias das cachoeiras… Mas calma… Isso tudo vai passar. 

Isso quer dizer que o evento será menos especial? De maneira nenhuma! 

A organização do evento está preparando uma programação incrível para que todo mundo possa curtir e celebrar juntos a conexão com a natureza.

 

Foto: Acervo Um dia no Parque

 

O evento será no dia 18 de outubro  YouTube do #UmDiaNoParque.

Esse ano o  #UmDiaNoParque traz uma reflexão aos participantes. Qual a sua conexão com a natureza? 

Um esporte? Uma profissão? Um momento? O que torna, pra você, a natureza tão especial?

Foto: Acervo Um dia no Parque

 

A natureza está presente na vida de todos nós, mesmo que não tenhamos a percepção dessa presença. Ela nos provê alimentos, ar puro, água, matéria e muitos outros serviços ecossistêmicos impagáveis. 

Os parques nos permitem fortalecer esses laços. Eles nos permitem conectar com a natureza através de esportes, práticas ao ar livre, observação de fauna e flora, momentos de lazer e até mesmo através do trabalho.

Participar do #UmDiaNoParque é celebrar a natureza e nossas conexões.

 

 

Além de fazer parte de um momento lindo, cheio de energia boa, vamos também fortalecer as Unidades de Conservação! Isso já é motivo suficiente para você não perder, não é mesmo?

Dia Internacional do Tigre: a importância da próxima década

By | Animais ameaçados de extinção, Conservação, Eventos de Conservação, GreenBond, Marketing na Conservação, Meio Ambiente, Projetos de conservação | No Comments

Onde você se vê em 10 anos? Essa é uma pergunta que muitos consideram difícil e que a maioria de nós já precisou responder. Sejam lá quais forem seus planos para a próxima década, sua resposta, a minha e a de todos seres vivos começará com o mesmo primeiro passo: estar vivo. Pode parecer fácil para nós, seres humanos, estarmos vivos pela próxima década, mas, para um animal que corre alto risco de extinção, estar vivo nos próximos 10 anos pode ser um verdadeiro milagre. E hoje, 29/07/2020, no Dia Internacional do Tigre, alertamos sobre a necessidade de preservação e conservação da espécie para que as próximas décadas se tornem realidade.

 

Tigre-de-Bengala (Panthera tigris tigris) | Foto: Basotxerri

 

“Você vai ouvir o meu rugido!”

 

O tigre (Panthera tigris) faz parte da família dos Felídeos, que tem como características o focinho curto, cabeça arredondada, além de serem mamíferos carnívoros. Tendo uma distribuição variada pelo continente asiático, possuem habitats naturais como bosques, florestas úmidas e estepes geladas, o que proporcionou ao animal se desenvolver em 9 subespécies. Infelizmente, 3 delas encontram-se extintas e as outras 6 correm sério risco de extinção.


Tigre Siberiano (Panthera tigris altaica) – A maior das subespécies dos tigres possui machos chegando a 3m de comprimento e pesando cerca de 300kg. Já as fêmeas possuem 2,6m e pesam entre 100kg e 160kg. Tem pelos de coloração amarelo claro com linhas mais espaçadas, num tom mais próximo ao marrom e com cabeça e abdômen esbranquiçados.

 

Tigre-Siberiano (Panthera tigris altaica) | Foto: Chrumps

 

Tigre-do-sul-da-China (Panthera tigris amoyensis) – Contam com machos medindo aproximadamente 2,5m e pesando cerca de 150kg; e fêmeas com 2,3m e 110kg. Possuem uma coloração mais amarelada que a do tigre siberiano e conta com linhas dorsais mais próximas.

 

Tigre-do-sul-da-China (Panthera tigris amoyensis) | Foto: J. Patrick Fischer

 

Tigre-de-Bengala (Panthera tigris tigris) – O segunda maior subespécie, é uma das populações de grande felinos mais ameaçadas de extinção no planeta. Possui duas variedades de coloração, conhecidas popularmente como tigre branco e tigre dourado. Os machos medem cerca de 2,9m e pesam 220kg, já as fêmeas medem 2,5m e pesam 140kg.

 

Tigre-de-Bengala (Panthera tigris tigris) | Foto: Stephenekka

 

Tigre-da-Indochina (Panthera tigris corbetti) – Menores que os tigres-de-bengala, essa subespécie encontra-se extinta na China mas ainda possui populações na Tailândia, Mianmar, Vietnã, Camboja e em Laos. Os machos possuem 2,7m e pesam cerca de 180kg, enquanto as fêmeas têm aproximadamente 2,4m e pesam 115kg.

 

Tigre-da-Indochina (Panthera tigris corbetti) | Foto: Avda

 

Tigre-de-Sumatra (Panthera tigris sumatrae) – Sua população é a que possui a pelagem com coloração mais escura entre todas, além de possuir riscas duplicadas em tons de preto. É a menor das subespécies vivas, com os machos medindo 2,4m e pesando 120kg e as fêmeas com 2,2m e 90kg.

 

Tigre-de-Sumatra (Panthera tigris sumatrae) | Foto: Daderot

 

Tigre-Malaio (Panthera tigris jacksoni) – Esta subespécie fazia parte da classificação Tigre-da-Indochina até 2004, quando estudos do investigador Stephen J. O’Brien identificaram que os Tigres-Malaios possuíam diferenciação genética o suficiente para serem considerados uma subespécie. Seu nome científico é uma homenagem a Peter Jackson, um cineasta neozelandês que defendeu ativamente a preservação dos tigres por mais de 40 anos. Esse fato causou certo descontentamento em autoridades e instituições locais que preferiam que o nome científico honrasse seu local de origem, visto que o animal é ícone nacional da Malásia.

 

Tigre-Malaio (Panthera tigris jacksoni) | Foto: Hans Stieglitz

 

† Tigre-de-Bali (Panthera tigris balica) – Naturais de ilha de Bali, na Indonésia, foram caçados até serem extintos em 1937, pois os moradores acreditavam que eles representavam o “mal”. A subespécie era frequentemente comparada à suçuaranas e leopardos devido ao seu tamanho pequeno e ao seu peso – metade dos Tigres-Siberianos.

 

Tigre-de-Bali (Panthera tigris balicai) | Foto: Hary Atwell

 

† Tigre-de-Java (Panthera tigris sondaica) –  Extinto na década de 1970, como resultado de destruição de seu habitat natural na ilha indonésia de Java e da caça desenfreada, existem provas limitadas de sua existência. Entre elas: poucas fotos, uma impressão de sua pata descoberta em 1997, assim como pelos e fezes encontrados em 2004.

 

Tigre-de-Javai (Panthera tigris sondaica) | Foto: F. W. Bond

 

† Tigre-do-Cáspio ou Tigre-Persa (Panthera tigris virgata) – A mais ocidental das subespécies de tigres foi provavelmente extinta também na década de 1970. Muito utilizada no Coliseu de Roma, foi alvo de perseguições em diversos países, principalmente na Rússia czarista: por conta de programas de colonização, acreditava não haver mais espaço para o tigre.

 

Tigre-do-Cáspioi (Panthera tigris virgata) | Foto: Autor desconhecido

 

Maior felino do mundo, o tigre é um dos mais letais caçadores do reino animal! Seu nome vem do iraniano e significa “flecha”, por ter como principais características a agilidade, o silêncio e a atuação certeira. Possui olfato, audição e visão apuradas. Podemos destacar, inclusive, sua visão noturna, que os permite terem uma grande vantagem contra suas presas. Além do mais, possuem um corpo musculoso que o proporciona uma força capaz de abater presas de até 900kg!

 

Tigre-de-Bengala (Panthera tigris tigris) | Foto: Marvin Gerrald

 

Sua alimentação é variada, caçando de gatos selvagens a porcos, veados, antílopes, ursos e bovinos. O felino é capaz de consumir até 18kg de carne de uma única vez e 45kg por dia, o que o permite ficar alguns dias sem se alimentar. Por ser um predador silencioso, mesmo sendo bem ativo durante a manhã, prefere a noite para realizar suas caçadas, principalmente para se proteger contra os caçadores e se camuflar ainda mais no ambiente.
As patas acolchoadas com unhas retráteis os permitem rastejar silenciosamente até suas presas. Suas garras longas e encurvadas os permitem, além de subir em árvores, arrastar suas caças por grandes distâncias.

Diferentemente de outros felinos, os tigres, assim como as onças-pintadas, são ótimos nadadores e gostam de se banhar, seja para brincar e se refrescar quando filhotes; seja para caçar e cruzar lagos e rios quando adultos.
Sua língua apresenta papilas afiadas e espinhosas que rasgam peles, penas e carne ao lambê-las por várias vezes. Seus fortes rugidos podem causar calafrios e paralisar qualquer animal que os ouve, inclusive, seres humanos!
Por ser um animal solitário, é muito raro encontrar agrupamentos de tigres, com exceção das fêmeas e de seus filhotes. Porém, quando se encontram em uma caçada,  dividem suas presas, e quando em grupo, deixam que as fêmeas e os filhotes se alimentem primeiro. As listras de seu corpo funcionam como impressões digitais humanas e nenhum tigre tem listras iguais aos outros, o que os torna únicos. Fêmeas dão à luz de 1 a 5 filhotes e são as responsáveis por criar suas proles, se encontrando com os machos apenas para a reprodução. 

 

A ferocidade do animal humano

 

Presente em mitos, lendas, religiões, filmes, literaturas e outras diversas representações culturais, o tigre é um dos animais que mais desperta o interesse nos seres humanos desde os tempos antigos. Símbolo nacional de países como Índia, Bangladesh, Malásia e Coreia do Sul, mascote de diversas equipes esportivas e empresas ao redor do mundo – até mesmo de marca de cereais de café da manhã, rs – o tigre pode não ser mais uma figura presente nas vidas das gerações futuras. O felino é essencial para a manutenção de um ecossistema saudável. No entanto, a espécie tem sido vítima do mais feroz e implacável predador de nosso planeta: o ser humano.

Através dos séculos e das regiões, os tigres sofrem com a maior ameaça à sua espécie, a caça e o contrabando. Por ter a pele, as garras, dentes e os ossos muito visados para usos comerciais e medicinais em alguns países asiáticos, as populações de tigres selvagens vem diminuindo drasticamente a ponto de que, hoje, todas as subespécies de tigres correm altos riscos de extinção. Segundo estimativas da WWF e da Global Tiger Forum realizadas em 2016, com uma queda de 97% de toda a população desde o início do século XX, existem cerca de 4.000 indivíduos selvagens sobreviventes da espécie. Em locais como Bali e Java, suas respectivas subespécies encontram-se extintas graças a caça praticada de maneira implacável. Ainda assim, existem outras causas diretas e indiretas que tem contribuído para o desaparecimento dos tigres. 

A agricultura, a colonização e a expansão urbana também têm sido duras com os animais. Isso porque reduziram drasticamente para apenas 7% seus habitats naturais, o que prejudica diretamente sua sobrevivência e por consequência, sua reprodução. O desmatamento das grandes florestas asiáticas em busca de madeira ou para serem transformadas em campos agrícolas, bem como o aquecimento global também são fatores prejudiciais à preservação da espécie, pois afetam diretamente seu habitat natural.

 

Tigre-Siberiano (Panthera tigris altaica) | Foto: S. Taheri

 

Dez anos podem ser o que separam a espécie de seu fim, caso a sociedade continue em um ritmo irrefreável de destruição da natureza. Há dez anos, em 29/07/2010, na região de São Petersburgo, na Rússia, foi criado o Dia Internacional do Tigre, com o plano de que esta data servisse para reiterar a importância da conservação da espécie e da preservação da fauna e da flora que os abrigam e alimentam.

Desde então, muitas fundações e projetos têm se esforçado na implementações de medidas que visam reduzir os efeitos prejudiciais das ações humanas que afetam os tigres, suas presas e seus habitat. A WWF também tem liderado uma campanha global para tentar, até o ano de 2022 (ano do tigre), dobrar o número de tigres selvagens e garantir a proteção a longo prazo da espécie.

Nos próximos dez anos será necessário continuar lutando, juntos, com olhos de tigre, pela conservação da fauna. Devemos manter a esperança de que um dia possamos reverter a sua ameaça de extinção, proporcionando a oportunidade desse animal raro e fascinante dar novamente o primeiro e mais importante passo rumo a uma nova década, repletos de vida.

 

Texto escrito por Lucas de Araújo

As estampas selvagens invadiram a GreenBond!

By | Conservação, Educação ambiental, Eventos de Conservação, GreenBond, Marketing na Conservação, Meio Ambiente, Projetos de conservação | No Comments

Nosso último projeto mal saiu do forno e já nos enche de orgulho: a WildingTone! Inspirada na Natureza e no sistema PANTONE®, a marca apresenta a forma que traduzimos a beleza selvagem em comunicação visual. A partir desta iniciativa, esperamos dar mais alguns passos para alcançar o nosso objetivo principal: conectar as pessoas a favor da biodiversidade!

 

 

Inspiração #1: Natureza 

 

A natureza, com suas cores e formas, sempre influenciou artistas, cientistas, engenheiros e etc., na criação de suas obras. Sob um olhar mais atento de nossa equipe aos seus padrões de camuflagem, mimetismo, suas curvas e cores, a natureza também virou inspiração para designs incríveis desenvolvidos pelos profissionais da GreenBond. Surgiu então, a grande ideia: criar padrões baseados nas cores selvagens e torná-los parte do nosso dia a dia, por meio de produtos úteis e sustentáveis.

 

 

Inspiração #2: PANTONE®

 

Boa parte da nossa inspiração para a criação da marca também veio da PANTONE®, que é considerada uma verdadeira autoridade em cores! Ela é mundialmente conhecida por seus sistemas e tecnologias de ponta, desenvolvidos para processos que envolvem cores com reprodução precisa, desde as etapas de seleção e comunicação até o controle final das colorações. O nome PANTONE® é conhecido mundialmente como a linguagem padrão para a comunicação em todas as fases do processo de gerenciamento de cores. A mesma linguagem é utilizada e reconhecida pelo designer, fabricante, revendedor e consumidor, nos mais diversos setores industriais.

Durante os últimos 50 anos, a marca desenvolveu e aprimorou o conceito do seu sistema de combinação de cores. Adaptou-se para diversas indústrias, onde a reprodução fiel das cores são críticas, incluindo tecnologia digital, têxteis, plásticos, arquitetura e interiores.

 

Classic Blue 19-4052 é a cor oficial de 2020. (Foto: Instagram @pantonebr)

 

Anualmente, a PANTONE® dita a tendência de cores no mundo todo! A partir de inovações e novas combinações, a marca lança a cor oficial de cada ano, guiando criações de design e produções ao redor do globo. Essa é a verdadeira função de uma autoridade: inspirar o mundo! 

 

Cores exclusivas da WildingTone

 

De acordo com Diego Arruda, co-fundador da GreenBond e idealizador da WildingTone, as cores seguem padrões estrategicamente pensados. ”Basicamente, nosso trabalho consistiu em olhar para os padrões da natureza e catalogar essas cores com o código hexadecimal da PANTONE®, respeitando-as da forma que aparecem nos animais.” 

A criação dos códigos se baseia, primeiramente, nos 6 grupos animais existentes. Eles são divididos em: WF (peixes ou animais marinhos), WI (invertebrados), WR (répteis), WB (aves), WA (anfíbios) e WM (mamíferos). 

O segundo passo é numerar o código de acordo com a ordem de criação, ou seja, “1” para o primeiro, “2” para o segundo e assim por diante. Neste momento, já estamos indo para a 21ª criação! 

A terceira etapa é baseada no nome científico de cada animal. Serão usadas as primeiras letras de cada nome para compor o restante do código. Por exemplo, o nome científico do peixe-napoleão é Cheilinus undulatus, logo, serão usadas as letras “c” e “u” em sua classificação.

O código final do peixe-napoleão ficou: WF (por tratar-se de um peixe) + -p (indicação de patern) + 1 (por ter sido nossa primeira criação) + Cu (Cheilinus undulatus). Resultado final: WF-p1Cu. 

Por fim, adicionamos o hexadecimal da própria PANTONE®, o que indica o tom exato da coloração presente nos animais. 

 

Influenciadores

 

Por nossos designs serem divididos em grupos de animais (aves, seres marinhos, mamíferos, répteis, anfíbios e invertebrados), resolvemos escolher 6 embaixadores, cada um representando a conservação de um grupo. Cada embaixador escolheu um projeto de conservação que será apoiado com a venda dos produtos.

 

Seres Marinhos

 

Para os seres marinhos, escolhemos a Maysa Santoro, bióloga e ambientalista, que trabalha como educadora ambiental e se dedica a causas de conservação do meio ambiente em ONGs de resgate de fauna silvestre, no Brasil e na África do Sul. Ela também gera conteúdos áudio visual com a finalidade de tornar o meio ambiente visto e valorizado pelas pessoas.

 

Maysa Santoro

 

O instituto que será beneficiado será o VIVA Instituto Verde Azul. O instituto nasceu em 2014 com o desejo de ensinar as pessoas sobre a beleza, inteligência e os mistérios das baleias, golfinhos e outros animais, e atua com pesquisas científicas em Ilhabela e Abrolhos.

 

 

Biólogas apaixonadas realizam trabalhos de educação ambiental, campanhas contra a caça e exploração animal, produção de livros infantis, sempre com o objetivo de tocar o coração das pessoas para desenvolverem a consciência ambiental para um mundo melhor, mais “VERDE AZUL” para todos os seres do Planeta.

 

Foto: Rafaela Souza

 

Anfíbios

 

Para representar os anfíbios, escolhemos o Dr. Thiago Silva-Soares, ou Thiago Biotrips, um biólogo especialista em nestes seres. Doutor em zoologia pelo Museu Nacional, começou a viajar no Brasil para pesquisar a herpetofauna. Hoje, suas viagens biológicas ao redor do mundo visam conectar as pessoas à natureza de forma mais íntima e exótica.

 

Thiago Silva-Soares

 

A instituição que ele escolheu, é o seu próprio projeto de conservação, o HerpetoCapixaba. A Mata Atlântica do Estado do Espírito Santo compreende uma grande diversidade de anfíbios e répteis, mas há ainda muito o que se conhecer e desvendar acerca deles. Dentro desse cenário, o Herpeto Capixaba, projeto fundado em Outubro de 2017, busca trazer o estado da arte à herpetologia no Espírito Santo, através da pesquisa, educação e difusão científica, pilares unidos em prol do conhecimento e conservação da herpetofauna.

 

 

Invertebrados

 

Representando o grupo dos invertebrados, escolhemos os amigos Ricardo Brugnera e Guilherme Limberger, gaúchos e crescidos no interior, que descobriram juntos a paixão pelos insetos ainda como colegas na graduação em Ciências Biológicas. Atualmente, como pesquisadores, lideram o projeto Insetos do Brasil que visa a preservação e difusão de conhecimento sobre os insetos e demais invertebrados brasileiros, alcançando públicos de todo o país pelas redes sociais.

 

Ricardo e Guilherme

 

O projeto tem como principais objetivos a conservação dos insetos e popularização da entomologia, além de desmistificar fake news e quebrar preconceitos entre a sociedade, estes animais e demais invertebrados, através das redes sociais.

 

 

Répteis

 

Como embaixadora dos reptilianos, escolhemos a Daniela Sifuentes, paulista de 29 anos graduada em ciências biológicas pela UFMT. Nascida e criada em São Paulo, resolveu cursar biologia no interior do Mato Grosso. Atualmente trabalha com monitoramento e resgate de fauna silvestre, com ênfase na herpetofauna. Trabalha com educação ambiental e faz divulgação científica no Instagram.

 

 

A iniciativa escolhida por ela para apoiarmos é o Projeto Jibóia-do-ribeira. A espécie Corallus cropanii, considerada por especialistas como uma das mais raras do mundo, ocorre somente no Vale do Ribeira e ficou 64 anos sem ser vista viva.

 

 

O Projeto de Conservação da Jibóia do Ribeira foi criado em 2016, com o objetivo de unir os esforços e estreitar a relação entre os cientistas e a comunidade local. Essa parceria proporcionou o encontro de dois exemplares, e é uma ferramenta crucial para elaborar estratégias para a conservação dessa espécie tão fascinante.

 

Corallus copranii – Jibóia-do-ribeira

 

Mamíferos

 

Para os mamíferos, escolhemos a Bio Educação Digital, uma Startup criada e conduzida por Beatriz Morais, que valoriza acima de tudo o ser humano e a natureza, e principalmente sua relação com ela. Trabalhando com cursos, congressos e muito conteúdo online sobre diversas áreas da ciência, um dos compromissos mais fortes da Bio ED e de toda a equipe é a conservação da nossa fauna e flora, através de educação ambiental, divulgação científica e transformação social.

 

 

Como instituição beneficiada, foi escolhido o Instituto Pró-Tapir, um Programa de Monitoramento e Proteção dos Ungulados, mamíferos com casco que atuam principalmente na dispersão de sementes e manutenção das florestas. Para proteger essas e outras espécies, na Mata Atlântica, o Pró-Tapir realiza pesquisas em grandes áreas da biologia, como Ecologia, Genética e Saúde Ambiental, além de trabalhos voltados à educação ambiental e divulgação científica. Contribuem há 10 anos na conservação da biodiversidade e seguem plantando novas ideias!

 

 

Aves

 

Representando o grupo das aves, escolhemos Andrey Naves, youtuber e criador de aves há muitos anos. Através desta paixão, a conservação se tornou seu propósito de vida, onde atualmente, tenta levar este mundo para o maior número de pessoas possível em seu canal no Youtube e sua conta no Instagram, afim de unir forças em prol da biodiversidade.

 

Andrey Naves

 

A instituição escolhida para apoiar foi o ICFau. O Instituto para Criação e Conservação da Fauna (ICFau) é uma organização sem fins lucrativos, criado com o propósito de contribuir com geração de dados científicos, técnicas de manejo e reprodução de espécimes ameaçadas, com a intenção de aumentar seus números, para que sejam utilizadas em programas de conservação.

 

 

Busca também atuar em ações de educação ambiental, por meio da conscientização e estratégias socioambientais, com foco nas comunidades que coabitam as áreas de ocorrência das espécies trabalhadas.

 

Mutum-de-alagoas (Mitu mitu). Uma das aves mais raras e ameaçadas do mundo

 

10% dos valores arrecadados com cada linha, será revertido para os projetos selecionados pelos embaixadores.

 

Captação de recursos para conservação

 

Após muitos estudos e fontes de inspiração, nossa equipe começou o desenvolvimento das cores e padrões baseados nos mais diversos animais selvagens presentes na natureza. Os designs ganharam forma física ao estampar produtos frequentemente utilizados em nosso dia a dia, como canecas, mousepads, bonés, chinelos, máscaras de proteção, entre outros.

 

 

As redes sociais são nossas principais vitrines, ou seja, é por meio delas que exibimos os padrões criados, o resultado final já estampado nos produtos e por onde recebemos os pedidos de compras. Tudo facilmente encontrado no mesmo canal, sem burocracias e/ou complicações. A produção é toda realizada sob demanda, para evitar desperdícios de material. 

A ideia da WildingTone é reverter parte dos lucros obtidos a partir das vendas para auxiliar na proteção da biodiversidade. Os recursos serão doados aos projetos de conservação que atuam na preservação da fauna e flora brasileira. 

Para conferir todos os padrões desenvolvidos pela WildingTone, acesse nosso Instagram e Facebook. Não esqueça de fazer os seus pedidos e, assim, entrar para o #Bond da conservação!

O futuro do meio ambiente: World Economic Forum

By | Aquecimento Global, Educação ambiental, Eventos de Conservação, GreenBond, Marketing na Conservação, Meio Ambiente, Mudanças Climáticas, Notícias | No Comments

O que é?

A World Economic Forum (WEF) é uma organização sem fins lucrativos que reúne os principais líderes empresariais e políticos de todo o mundo para moldar e discutir questões urgentes enfrentadas, incluindo saúde e meio ambiente. O evento acontece no início de cada ano. A última reunião aconteceu entre os dias 21 e 24 de janeiro de 2020 em Davos, na Suíça. Nela, participaram cerca de 829 oradores públicos e foram discutidos 7 temas, segundo o próprio site da World Economic Forum.

 

Foto da World Economic Forum/Davos, Suíça

 

Discussões

Como já estava previsto, o assunto ‘meio ambiente’ prevaleceu no debate do fórum. Eventos marcantes como o discurso de Donald Trump e da ativista sueca Greta Thunberg foram destaques. O presidente dos EUA, Donald Trump, se comprometeu à proposta de plantar ‘3 trilhões de árvores’, mas não foi além. Em seu discurso, ressaltou que “Precisamos rejeitar os profetas perenes da destruição”.

Em contrapartida, Greta Thunberg manteve seu discurso de 2019, dizendo que “Plantar árvores é bom, mas não só isso”. “É preciso parar de inflamar as chamas de nossa casa”, ressaltou a jovem ativista. Citou os incêndios da floresta amazônica também.

O atual ministro da economia, Paulo Guedes, participou do painel sobre o futuro da indústria e afirmou que “Aumentar os investimentos do país, prevalecendo a qualidade de vida da população, é uma preocupação do governo”. Em um de seus discursos, disse que “As pessoas destroem a natureza em busca de alimento”. Enfatizou também a adesão de compras internacionais, abrindo o mercado para empresas internacionais interessadas em participar de licitações públicas.

Não é uma decisão política ou um planejamento de plantar árvores que resolveria todo problema ambiental do mundo. Tanto empresas quanto pessoas precisam estar conscientizadas sobre a criticidade e o senso de urgência ambiental que estamos enfrentando. Essas mudanças precisam começar pelo governo, mas é algo colaborativo também, ou seja, é preciso mudar a cultura das pessoas e empresas a favor do meio ambiente.

Temas abordados no #wef20

Os 7 temas abordados foram: além da geopolítica, futuros saudáveis, sociedade e futuro do trabalho, como salvar o planeta, melhores negócios, economias mais justas e tech for good, descritos abaixo:

Além da geopolítica: assunto muito importante, que é a colaboração global consumada, ou seja, as nações terão que mudar e estamos ‘todos juntos nisso’. Por exemplo, no Acordo de Paris, para limitar as mudanças climáticas, ou quando reverteram o esgotamento da camada de ozônio.

Futuros saudáveis: ressalta sobre gastos globais que aumentaram na área da saúde. Problemas como saúde mental e físicas foram discutidas. Apesar do salto da ciência médica, ainda possuem um sonho através da tecnologia: a medicina de precisão. Como identificamos e resolvemos os principais desafios da saúde, garantindo um acesso justo a todos?

Sociedade e futuro do trabalho: mostra a tecnologia a favor do conhecimento e das facilidades que proporcionou para a humanidade. Mas além disso, questiona sobre a Quarta Revolução Industrial e seu longo e prejudicial período de deslocamento. Podemos ver isso chegando, sabemos que teremos que refazer, então como podemos resolver isso?

Como salvar o planeta: um assunto tão delicado e urgente chega à pauta do evento. O planeta está pedindo socorro. Estamos perdendo espécies, a Terra está ficando mais quente, o gelo está derretendo, os oceanos estão subindo e se enchendo de plástico, além dos gases de efeito estufa. Por onde começar?

Melhores negócios: aborda a mudança de pensamento das empresas, no âmbito tecnológico e social, para que se tornem organizações sustentáveis e inclusivas. O que uma empresa inteligente deve fazer?

Economia mais justas: sobre o aumento na desigualdade entre as nações, além do agravante de cenário causado pelas novas tecnologias. Como remodelamos as economias para que o crescimento beneficie muitos e não apenas os poucos e, assim, garanta que o extraordinário mecanismo de desenvolvimento humano que construímos seja sustentável?

Tech for good: debate a velocidade das novas tecnologias, questiona o que é ser humano e as mudança de dilemas éticos. Como nos reunimos para concordar com as regras sobre fatores como: bebês geneticamente modificados, os robôs da guerra e os algoritmos que determinam nossas chances de vida?

Consequências para o futuro

Não é possível prever o futuro, mas podemos especular algumas situações de acordo com as ações e decisões tomadas. Não é preciso ser especialista para entender que os países buscam interesses para si mesmos. Tudo que possa impactar na economia de um país, não é bom. Algumas mudanças radicais a favor do meio ambiente, além de uma mudança cultural, exige iniciativas de empresas. Empresas e indústrias de diversos setores são, sim, causadores da destruição do meio ambiente. Mas por quê? A mudança que precisa acontecer de dentro de uma indústria química, por exemplo, gera gasto. Se não existe uma lei ou alguma decisão governamental para que essas mudanças aconteçam, não são árvores que vão resolver o problema do planeta.

Ativistas como Greta Thunberg são essenciais para chocar e, por meio da mídia, mostrar para a população a realidade que estamos enfrentando. Esperamos que no decorrer deste ano, mudanças aconteçam.

 

Greta Thunberg no fórum/Foto do site ‘The World Economic Forum’

Jaguar Parade Brasil: um case de sucesso na captação de recursos

By | Eventos de Conservação, GreenBond, Onça-pintada | No Comments

Na última sexta-feira, 29 de novembro, nós estivémos presentes no leilão beneficente da Jaguar Parade Brasil. O evento, realizado estrategicamente no Dia Internacional da Onça-pintada, finalizou com categoria o fenômeno artístico que foi um grande sucesso. 

Foto: Jaguar Parade Brasil

 

Desde agosto de 2019, a Jaguar Parade já estava movimentando a cidade de São Paulo à favor da rainha das florestas. Dividida em diferentes etapas, que iam desde a pintura das onças em público até o leilão beneficente, a maior exposição de arte urbana a céu aberto “fez barulho” e ajudou fortemente na divulgação da mensagem central: a conservação da onça-pintada. 

E como se a propagação da mensagem já não fosse suficiente, a Jaguar Parade também mostrou-se uma ferramenta poderosíssima para a captação de recursos, já que metade do valor arrecadado com o leilão das onças foi convertido para projetos atuantes na conservação da espécie. Incrível! 

 

O QUE É A JAGUAR PARADE? 

Seguindo a mesma dinâmica de eventos consagrados mundialmente, a Jaguar Parade (realizada pela Artery Brasil) atuou como um poderoso veículo de conscientização e captação. O intuito do movimento foi espalhar a mensagem de conservação da onça-pintada e seu ecossistema, por meio da arte pública, que invadiu as principais ruas e avenidas de São Paulo no segundo semestre de 2019. 

A primeira etapa aberta ao público aconteceu no shopping Market Place, entre os meses de agosto e setembro. Durante o período, qualquer pessoa podia acompanhar as pinturas das estátuas ao vivo no ateliê do shopping, além de tirar fotos, conversar com os artistas e entender um pouco mais sobre o processo criativo de cada um.

Foto: Jaguar Parade Brasil

 

A segunda fase foi marcada pela exposição das esculturas nos principais pontos da cidade de São Paulo. Começando por shoppings e parques, depois tomando as ruas e avenidas da metrópole, as onças coloriram a selva de pedra e atraíram os mais diferentes olhares entre os meses de setembro e novembro.

Foto: Jaguar Parade Brasil

 

Até então, o movimento estava focado apenas em seu objetivo primário: atrair a atenção das pessoas para a necessidade de conservação das onças-pintadas. Com uma intervenção pública de impacto gigantesco, as esculturas foram capazes de divulgar, lindamente, a mensagem proposta. 

Chegando na terceira e última fase, que foi o leilão beneficente, o evento já abre espaço para seu segundo grande objetivo: a captação de recursos. Caminhando ao lado de parceiros como o Onçafari, SOS Pantanal, Ampara Animal e Panthera Brasil, a Jaguar Parade doou 50% do capital arrecadado durante o leilão para essas instituições continuarem atuando brilhantemente na conservação da espécie. 

Foto: Jaguar Parade Brasil

 

A SINGULARIDADE DA ARTE EM PROL DA CONSERVAÇÃO 

Uma coisa não podemos negar: a ideia de juntar arte urbana com conservação ambiental é genial! Aproximar os “urbanóides” da natureza por meio de arte foi uma ideia brilhante, que não poderia ter tido um resultado diferente, senão: sucesso total. 

Foto: Jaguar Parade Brasil

 

A curiosidade, os questionamentos e grande interação dos paulistanos com as onças foi notável desde o primeiro dia de exposição. A mídia noticiou, as fotos amadoras e selfies tomaram as redes sociais, era onça pra todo lado – literalmente. 

E por fim, o leilão das esculturas coroou uma ideia genial com algo sólido e mensurável: recursos . O papel da educação ambiental é importantíssimo, claro, mas captar recursos e investi-los em ecoturismo, pesquisa científica e/ou outras ferramentas de conservação tornam os esforços para proteger o animal muito mais efetivos. Ou seja, no geral, foi um movimento de conservação completo e muito bem pensado.

Foto: Jaguar Parade Brasil

 

PARTICIPAÇÃO DA GREENBOND NO FENÔMENO DAS ONÇAS-PINTADAS 

Além de trabalhar a comunicação da parceria nas redes sociais dos nossos clientes Onçafari e SOS Pantanal, que foram duas das instituições beneficiadas, nós também tivemos participação ativa no início do projeto. 

Foto: Jaguar Parade Brasil

 

Ficamos com a responsabilidade de promover o contato entre as instituições e a Artery, além de fazer frente com parceiros como a ISA CTEEP. E, por ser uma agência de comunicação focada em iniciativas de conservação, também entramos na Jaguar Parade como certificadora dos projetos, ou seja, utilizamos nosso conhecimento técnico para selecionar as organizações que receberiam os recursos. 

Durante o período de parceria, participamos de diversos processos. Sugerimos e ajudamos na construção do evento no dia 29, conciliando com o Dia Internacional da Onça-pintada. Também articulamos a exibição das onças nos parques, além de integrar o elenco da reunião inicial com os shoppings Iguatemi. 

Foi uma grande honra fazer parte de um evento tão impactante e com tamanha importância para a conservação ambiental!

Foto: Jaguar Parade Brasil

I Workshop de Reabilitação, Monitoramento e Conservação de Fauna Silvestre

By | Conservação, Eventos de Conservação, GreenBond, Marketing na Conservação, Projetos de conservação | No Comments

Nos dias 22 e 23 no novembro, a WAITA Instituto de Pesquisa e Conservação realizou o I Workshop de Reabilitação, Monitoramento e Conservação de Fauna Silvestre. O evento contou com a presença de diferentes instituições e profissionais conservacionistas, que trocaram experiências de forma inovadora e construtiva. Com espaços abertos para estudantes e comunidade geral, a iniciativa promoveu ciência de maneira democrática e progressiva. 

Nós tivemos a honra de participar do evento, dando palestras e ouvindo os demais. Contamos nossas experiências, como GreenBond e como nossos clientes, mas também dialogamos e absorvermos diversas vivências de instituições que lutam pela conservação, assim como nós. Foram trocas muito ricas!

 

ONÇAFARI 

Comunicação é o principal pilar da GreenBond. Nós acreditamos no poder da comunicação e tentamos fazê-la de forma 360, abordando todos os pontos de contato de nossas instituições parceiras.

Por isso, vestimos a camisa do Onçafari, um dos nossos maiores parceiros, e comunicamos o incrível trabalho de reintrodução realizado por eles durante o Workshop. 

Além de ministrar a palestra “Onçafari Rewild: Reintroduzindo Onças-pintadas na natureza”, que contou detalhadamente como foi o processo de reintrodução de todas as onças que já passaram pelo Rewild: Fera e Isa (Pantanal), Vivara e Pandora (Amazônia) e Jatobazinho (Argentina), o nosso biólogo Gustavo Figueirôa também participou das mesas de debate sobre Reabilitação e Monitoramento, trocando experiências com instituições que realizam o mesmo trabalho. 

Momento de soltura da Vivara, na Amazônia. (Foto: Onçafari)

ESPAÇO DE DISCUSSÃO SOBRE REABILITAÇÃO 

A reabilitação de animais silvestres é um processo fundamental para devolvê-los à natureza de forma saudável. O espaço de discussão permitiu a troca de informações, vivências (que deram certo e também que não deram), compartilhamento de técnicas e soluções de problemas encontrados pelas instituições, com o intuito de otimizar ainda mais todo esse processo. 

No painel estiveram presentes as seguintes instituições: WAITA, Onçafari, MIB, Pró-tapir, Refauna, IPRAM, Muriquis do Caparaó, CRAX, UFOP, TamdanduASAS, Amigos do Lobo, CETAS-BH.

 

ESPAÇO DE DISCUSSÃO SOBRE MONITORAMENTO

A melhor maneira de confirmar o sucesso de reintrodução dos animais, obtendo dados dados confiáveis de comportamento é por meio do monitoramento. Então, o Espaço Monitoramento abordou as diferentes técnicas, tecnologias, metodologias e problemáticas dos monitoramentos ativos e/ou remotos, promovendo uma troca de experiências enriquecedora. 

No painel estiveram presentes as seguintes instituições: WAITA, Onçafari, MIB, Pró-tapir, Refauna, IPRAM, Muriquis do Caparaó, CRAX, UFOP, TamanduASAS, Amigos do Lobo, CETAS-BH e Centro de Conservação dos Saguis da Serra. 

 

GREENBOND 

Representando a GreenBond, o nosso especialista em marketing digital Diego Arruda ministrou uma palestra sobre o papel do marketing na conservação, focando principalmente em estratégias para captação de recursos. 

Após alguns estudos de mercado, nós percebemos que o marketing ainda não é prioridade no modelo de negócio dos projetos de conservação. Apesar de compreenderem a necessidade de investimento em comunicação, a maioria dos projetos não a faz, principalmente por questões financeiras. 

Por isso, ministramos uma palestra que ensina a importância da comunicação, principalmente para reverter esse quadro: a falta de recursos. Divulgar a causa é de extrema importância para alcançar e tocar pessoas, trazendo mais adeptos e, consequentemente, mais recursos para auxiliar na luta. 

Ao contrário do que muitos pensam, não é necessário gastar caminhões de dinheiro para fazer uma comunicação bem feita. Atualmente, principalmente por conta da internet, já é possível alcançar milhões de pessoas, provocando um impacto positivo de forma rápida e barata. E foi isso que ensinamos ao público presente no Workshop. 

ESPAÇO DE DISCUSSÃO SOBRE MARKETING 

O espaço Marketing para a conservação discutiu a utilização de estratégias e ferramentas adotadas no universo do marketing, com o objetivo de comunicar e mobilizar o maior número de pessoas à favor de uma causa em comum: salvar o planeta.

Foram abordados temas como redes sociais, sites, planejamento, execução e desenvolvimento de campanhas, captação de recurso, estratégias, dentro outros.

Para debater o tema, estiveram presentes no painel: GreenBond, Sair do Casulo, Bocaina e Instituto Vida Livre. 

 

VISÃO GERAL DO EVENTO 

No geral, o I Workshop de Reabilitação, Monitoramento e Conservação de Fauna Silvestre foi bastante enriquecedor para nós. Pudemos divulgar nosso trabalho, as causas nas quais acreditamos e o mais importante: aprender com pessoas que fazem parte da mesma luta. A troca de experiências foi fundamental, principalmente neste fim de ano, para repensar e colocar em prática alguns aprendizados para 2020. 

Agradecemos a WAITA pelo convite e os parabenizamos pela incrível iniciativa!