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Eventos de Conservação

O futuro do meio ambiente: World Economic Forum

By | Aquecimento Global, Educação ambiental, Eventos de Conservação, GreenBond, Marketing na Conservação, Meio Ambiente, Mudanças Climáticas, Notícias | No Comments

O que é?

A World Economic Forum (WEF) é uma organização sem fins lucrativos que reúne os principais líderes empresariais e políticos de todo o mundo para moldar e discutir questões urgentes enfrentadas, incluindo saúde e meio ambiente. O evento acontece no início de cada ano. A última reunião aconteceu entre os dias 21 e 24 de janeiro de 2020 em Davos, na Suíça. Nela, participaram cerca de 829 oradores públicos e foram discutidos 7 temas, segundo o próprio site da World Economic Forum.

 

Foto da World Economic Forum/Davos, Suíça

 

Discussões

Como já estava previsto, o assunto ‘meio ambiente’ prevaleceu no debate do fórum. Eventos marcantes como o discurso de Donald Trump e da ativista sueca Greta Thunberg foram destaques. O presidente dos EUA, Donald Trump, se comprometeu à proposta de plantar ‘3 trilhões de árvores’, mas não foi além. Em seu discurso, ressaltou que “Precisamos rejeitar os profetas perenes da destruição”.

Em contrapartida, Greta Thunberg manteve seu discurso de 2019, dizendo que “Plantar árvores é bom, mas não só isso”. “É preciso parar de inflamar as chamas de nossa casa”, ressaltou a jovem ativista. Citou os incêndios da floresta amazônica também.

O atual ministro da economia, Paulo Guedes, participou do painel sobre o futuro da indústria e afirmou que “Aumentar os investimentos do país, prevalecendo a qualidade de vida da população, é uma preocupação do governo”. Em um de seus discursos, disse que “As pessoas destroem a natureza em busca de alimento”. Enfatizou também a adesão de compras internacionais, abrindo o mercado para empresas internacionais interessadas em participar de licitações públicas.

Não é uma decisão política ou um planejamento de plantar árvores que resolveria todo problema ambiental do mundo. Tanto empresas quanto pessoas precisam estar conscientizadas sobre a criticidade e o senso de urgência ambiental que estamos enfrentando. Essas mudanças precisam começar pelo governo, mas é algo colaborativo também, ou seja, é preciso mudar a cultura das pessoas e empresas a favor do meio ambiente.

Temas abordados no #wef20

Os 7 temas abordados foram: além da geopolítica, futuros saudáveis, sociedade e futuro do trabalho, como salvar o planeta, melhores negócios, economias mais justas e tech for good, descritos abaixo:

Além da geopolítica: assunto muito importante, que é a colaboração global consumada, ou seja, as nações terão que mudar e estamos ‘todos juntos nisso’. Por exemplo, no Acordo de Paris, para limitar as mudanças climáticas, ou quando reverteram o esgotamento da camada de ozônio.

Futuros saudáveis: ressalta sobre gastos globais que aumentaram na área da saúde. Problemas como saúde mental e físicas foram discutidas. Apesar do salto da ciência médica, ainda possuem um sonho através da tecnologia: a medicina de precisão. Como identificamos e resolvemos os principais desafios da saúde, garantindo um acesso justo a todos?

Sociedade e futuro do trabalho: mostra a tecnologia a favor do conhecimento e das facilidades que proporcionou para a humanidade. Mas além disso, questiona sobre a Quarta Revolução Industrial e seu longo e prejudicial período de deslocamento. Podemos ver isso chegando, sabemos que teremos que refazer, então como podemos resolver isso?

Como salvar o planeta: um assunto tão delicado e urgente chega à pauta do evento. O planeta está pedindo socorro. Estamos perdendo espécies, a Terra está ficando mais quente, o gelo está derretendo, os oceanos estão subindo e se enchendo de plástico, além dos gases de efeito estufa. Por onde começar?

Melhores negócios: aborda a mudança de pensamento das empresas, no âmbito tecnológico e social, para que se tornem organizações sustentáveis e inclusivas. O que uma empresa inteligente deve fazer?

Economia mais justas: sobre o aumento na desigualdade entre as nações, além do agravante de cenário causado pelas novas tecnologias. Como remodelamos as economias para que o crescimento beneficie muitos e não apenas os poucos e, assim, garanta que o extraordinário mecanismo de desenvolvimento humano que construímos seja sustentável?

Tech for good: debate a velocidade das novas tecnologias, questiona o que é ser humano e as mudança de dilemas éticos. Como nos reunimos para concordar com as regras sobre fatores como: bebês geneticamente modificados, os robôs da guerra e os algoritmos que determinam nossas chances de vida?

Consequências para o futuro

Não é possível prever o futuro, mas podemos especular algumas situações de acordo com as ações e decisões tomadas. Não é preciso ser especialista para entender que os países buscam interesses para si mesmos. Tudo que possa impactar na economia de um país, não é bom. Algumas mudanças radicais a favor do meio ambiente, além de uma mudança cultural, exige iniciativas de empresas. Empresas e indústrias de diversos setores são, sim, causadores da destruição do meio ambiente. Mas por quê? A mudança que precisa acontecer de dentro de uma indústria química, por exemplo, gera gasto. Se não existe uma lei ou alguma decisão governamental para que essas mudanças aconteçam, não são árvores que vão resolver o problema do planeta.

Ativistas como Greta Thunberg são essenciais para chocar e, por meio da mídia, mostrar para a população a realidade que estamos enfrentando. Esperamos que no decorrer deste ano, mudanças aconteçam.

 

Greta Thunberg no fórum/Foto do site ‘The World Economic Forum’

Jaguar Parade Brasil: um case de sucesso na captação de recursos

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Na última sexta-feira, 29 de novembro, nós estivémos presentes no leilão beneficente da Jaguar Parade Brasil. O evento, realizado estrategicamente no Dia Internacional da Onça-pintada, finalizou com categoria o fenômeno artístico que foi um grande sucesso. 

Foto: Jaguar Parade Brasil

 

Desde agosto de 2019, a Jaguar Parade já estava movimentando a cidade de São Paulo à favor da rainha das florestas. Dividida em diferentes etapas, que iam desde a pintura das onças em público até o leilão beneficente, a maior exposição de arte urbana a céu aberto “fez barulho” e ajudou fortemente na divulgação da mensagem central: a conservação da onça-pintada. 

E como se a propagação da mensagem já não fosse suficiente, a Jaguar Parade também mostrou-se uma ferramenta poderosíssima para a captação de recursos, já que metade do valor arrecadado com o leilão das onças foi convertido para projetos atuantes na conservação da espécie. Incrível! 

 

O QUE É A JAGUAR PARADE? 

Seguindo a mesma dinâmica de eventos consagrados mundialmente, a Jaguar Parade (realizada pela Artery Brasil) atuou como um poderoso veículo de conscientização e captação. O intuito do movimento foi espalhar a mensagem de conservação da onça-pintada e seu ecossistema, por meio da arte pública, que invadiu as principais ruas e avenidas de São Paulo no segundo semestre de 2019. 

A primeira etapa aberta ao público aconteceu no shopping Market Place, entre os meses de agosto e setembro. Durante o período, qualquer pessoa podia acompanhar as pinturas das estátuas ao vivo no ateliê do shopping, além de tirar fotos, conversar com os artistas e entender um pouco mais sobre o processo criativo de cada um.

Foto: Jaguar Parade Brasil

 

A segunda fase foi marcada pela exposição das esculturas nos principais pontos da cidade de São Paulo. Começando por shoppings e parques, depois tomando as ruas e avenidas da metrópole, as onças coloriram a selva de pedra e atraíram os mais diferentes olhares entre os meses de setembro e novembro.

Foto: Jaguar Parade Brasil

 

Até então, o movimento estava focado apenas em seu objetivo primário: atrair a atenção das pessoas para a necessidade de conservação das onças-pintadas. Com uma intervenção pública de impacto gigantesco, as esculturas foram capazes de divulgar, lindamente, a mensagem proposta. 

Chegando na terceira e última fase, que foi o leilão beneficente, o evento já abre espaço para seu segundo grande objetivo: a captação de recursos. Caminhando ao lado de parceiros como o Onçafari, SOS Pantanal, Ampara Animal e Panthera Brasil, a Jaguar Parade doou 50% do capital arrecadado durante o leilão para essas instituições continuarem atuando brilhantemente na conservação da espécie. 

Foto: Jaguar Parade Brasil

 

A SINGULARIDADE DA ARTE EM PROL DA CONSERVAÇÃO 

Uma coisa não podemos negar: a ideia de juntar arte urbana com conservação ambiental é genial! Aproximar os “urbanóides” da natureza por meio de arte foi uma ideia brilhante, que não poderia ter tido um resultado diferente, senão: sucesso total. 

Foto: Jaguar Parade Brasil

 

A curiosidade, os questionamentos e grande interação dos paulistanos com as onças foi notável desde o primeiro dia de exposição. A mídia noticiou, as fotos amadoras e selfies tomaram as redes sociais, era onça pra todo lado – literalmente. 

E por fim, o leilão das esculturas coroou uma ideia genial com algo sólido e mensurável: recursos . O papel da educação ambiental é importantíssimo, claro, mas captar recursos e investi-los em ecoturismo, pesquisa científica e/ou outras ferramentas de conservação tornam os esforços para proteger o animal muito mais efetivos. Ou seja, no geral, foi um movimento de conservação completo e muito bem pensado.

Foto: Jaguar Parade Brasil

 

PARTICIPAÇÃO DA GREENBOND NO FENÔMENO DAS ONÇAS-PINTADAS 

Além de trabalhar a comunicação da parceria nas redes sociais dos nossos clientes Onçafari e SOS Pantanal, que foram duas das instituições beneficiadas, nós também tivemos participação ativa no início do projeto. 

Foto: Jaguar Parade Brasil

 

Ficamos com a responsabilidade de promover o contato entre as instituições e a Artery, além de fazer frente com parceiros como a ISA CTEEP. E, por ser uma agência de comunicação focada em iniciativas de conservação, também entramos na Jaguar Parade como certificadora dos projetos, ou seja, utilizamos nosso conhecimento técnico para selecionar as organizações que receberiam os recursos. 

Durante o período de parceria, participamos de diversos processos. Sugerimos e ajudamos na construção do evento no dia 29, conciliando com o Dia Internacional da Onça-pintada. Também articulamos a exibição das onças nos parques, além de integrar o elenco da reunião inicial com os shoppings Iguatemi. 

Foi uma grande honra fazer parte de um evento tão impactante e com tamanha importância para a conservação ambiental!

Foto: Jaguar Parade Brasil

I Workshop de Reabilitação, Monitoramento e Conservação de Fauna Silvestre

By | Conservação, Eventos de Conservação, GreenBond, Marketing na Conservação, Projetos de conservação | No Comments

Nos dias 22 e 23 no novembro, a WAITA Instituto de Pesquisa e Conservação realizou o I Workshop de Reabilitação, Monitoramento e Conservação de Fauna Silvestre. O evento contou com a presença de diferentes instituições e profissionais conservacionistas, que trocaram experiências de forma inovadora e construtiva. Com espaços abertos para estudantes e comunidade geral, a iniciativa promoveu ciência de maneira democrática e progressiva. 

Nós tivemos a honra de participar do evento, dando palestras e ouvindo os demais. Contamos nossas experiências, como GreenBond e como nossos clientes, mas também dialogamos e absorvermos diversas vivências de instituições que lutam pela conservação, assim como nós. Foram trocas muito ricas!

 

ONÇAFARI 

Comunicação é o principal pilar da GreenBond. Nós acreditamos no poder da comunicação e tentamos fazê-la de forma 360, abordando todos os pontos de contato de nossas instituições parceiras.

Por isso, vestimos a camisa do Onçafari, um dos nossos maiores parceiros, e comunicamos o incrível trabalho de reintrodução realizado por eles durante o Workshop. 

Além de ministrar a palestra “Onçafari Rewild: Reintroduzindo Onças-pintadas na natureza”, que contou detalhadamente como foi o processo de reintrodução de todas as onças que já passaram pelo Rewild: Fera e Isa (Pantanal), Vivara e Pandora (Amazônia) e Jatobazinho (Argentina), o nosso biólogo Gustavo Figueirôa também participou das mesas de debate sobre Reabilitação e Monitoramento, trocando experiências com instituições que realizam o mesmo trabalho. 

Momento de soltura da Vivara, na Amazônia. (Foto: Onçafari)

ESPAÇO DE DISCUSSÃO SOBRE REABILITAÇÃO 

A reabilitação de animais silvestres é um processo fundamental para devolvê-los à natureza de forma saudável. O espaço de discussão permitiu a troca de informações, vivências (que deram certo e também que não deram), compartilhamento de técnicas e soluções de problemas encontrados pelas instituições, com o intuito de otimizar ainda mais todo esse processo. 

No painel estiveram presentes as seguintes instituições: WAITA, Onçafari, MIB, Pró-tapir, Refauna, IPRAM, Muriquis do Caparaó, CRAX, UFOP, TamdanduASAS, Amigos do Lobo, CETAS-BH.

 

ESPAÇO DE DISCUSSÃO SOBRE MONITORAMENTO

A melhor maneira de confirmar o sucesso de reintrodução dos animais, obtendo dados dados confiáveis de comportamento é por meio do monitoramento. Então, o Espaço Monitoramento abordou as diferentes técnicas, tecnologias, metodologias e problemáticas dos monitoramentos ativos e/ou remotos, promovendo uma troca de experiências enriquecedora. 

No painel estiveram presentes as seguintes instituições: WAITA, Onçafari, MIB, Pró-tapir, Refauna, IPRAM, Muriquis do Caparaó, CRAX, UFOP, TamanduASAS, Amigos do Lobo, CETAS-BH e Centro de Conservação dos Saguis da Serra. 

 

GREENBOND 

Representando a GreenBond, o nosso especialista em marketing digital Diego Arruda ministrou uma palestra sobre o papel do marketing na conservação, focando principalmente em estratégias para captação de recursos. 

Após alguns estudos de mercado, nós percebemos que o marketing ainda não é prioridade no modelo de negócio dos projetos de conservação. Apesar de compreenderem a necessidade de investimento em comunicação, a maioria dos projetos não a faz, principalmente por questões financeiras. 

Por isso, ministramos uma palestra que ensina a importância da comunicação, principalmente para reverter esse quadro: a falta de recursos. Divulgar a causa é de extrema importância para alcançar e tocar pessoas, trazendo mais adeptos e, consequentemente, mais recursos para auxiliar na luta. 

Ao contrário do que muitos pensam, não é necessário gastar caminhões de dinheiro para fazer uma comunicação bem feita. Atualmente, principalmente por conta da internet, já é possível alcançar milhões de pessoas, provocando um impacto positivo de forma rápida e barata. E foi isso que ensinamos ao público presente no Workshop. 

ESPAÇO DE DISCUSSÃO SOBRE MARKETING 

O espaço Marketing para a conservação discutiu a utilização de estratégias e ferramentas adotadas no universo do marketing, com o objetivo de comunicar e mobilizar o maior número de pessoas à favor de uma causa em comum: salvar o planeta.

Foram abordados temas como redes sociais, sites, planejamento, execução e desenvolvimento de campanhas, captação de recurso, estratégias, dentro outros.

Para debater o tema, estiveram presentes no painel: GreenBond, Sair do Casulo, Bocaina e Instituto Vida Livre. 

 

VISÃO GERAL DO EVENTO 

No geral, o I Workshop de Reabilitação, Monitoramento e Conservação de Fauna Silvestre foi bastante enriquecedor para nós. Pudemos divulgar nosso trabalho, as causas nas quais acreditamos e o mais importante: aprender com pessoas que fazem parte da mesma luta. A troca de experiências foi fundamental, principalmente neste fim de ano, para repensar e colocar em prática alguns aprendizados para 2020. 

Agradecemos a WAITA pelo convite e os parabenizamos pela incrível iniciativa!