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Raphael Parmezani

Google AD Grants para projetos de conservação

By | Conservação, Educação ambiental, GreenBond, Marketing na Conservação, Meio Ambiente, Projetos de conservação | No Comments

O marketing digital é uma ferramenta poderosa para atrair novas oportunidades e fidelizar os clientes, mas trabalhar com mídias digitais pode ser muito mais difícil do que parece, não é? Temos uma notícia boa pra você! Caso tenha uma ideia ou um projeto mas está sem apoio, o Google tem um programa de incentivo para ela chamado: Google AD Grants. 

O que é e requisitos

O Google AD Grants é um programa criado para ajudar entidades sem fins lucrativos a divulgarem seus trabalhos gratuitamente na internet, visando conseguir doações e até mesmo realizar recrutamentos. Isso tudo é feito pela própria ferramenta do Google, o Google Adwords.

 

Foto: google

 

Além disso, a instituição ganha  $10 mil por mês em créditos para serem usados  no próprio Google Ads, como incentivo. Para participar, as instituições e organizações sem fins lucrativos precisam atender a uma série de critérios exigidos pelo programa, tais como:

  • Associações que operam sem fins lucrativos para benefício público;
  • A certificação de existência e regularidade da instituição junto ao Ministério da Justiça, órgãos estaduais e municipais competentes, no caso de ONGs e Organizações de Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP);
  • Entidades de Utilidade Pública Federal – UPF;
  • Organizações Sociais – OS;
  • Entidade Beneficente de Assistência Social detentora do Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social (CEBAS);
  • No caso de Associações ou Fundações, ser registrada como tal no Cartório de Registro de Pessoas Jurídica;
  • Conformidade com todas as Políticas de Publicidade do Google AdWords;
  • O reconhecimento e a aceitação das políticas adicionais do Google Grants.

O programa possui algumas regras para quem quer participar. Algumas entidades não são permitidas, como: entidades governamentais, sindicatos, hospitais, creches, universidades, partidos e instituições políticas.

Que presentão para as organizações, não é? 

Segundo o próprio Google: “Seja você experiente ou não na pesquisa por anúncios, o Google Ad Grants facilita o lançamento de campanhas, com soluções de publicidade criadas para organizações sem fins lucrativos de todos os tipos.”

Google AD Grants para projetos de conservação

Tem uma ideia ou projeto de conservação? Então é esse o apoio que você precisa! O Google investe em ideias e projetos que estão iniciando e precisam de apoio. Além do investimento, disponibiliza serviços para sua organização, podendo ser gratuito ou pago.

 

Foto: google/anúncio da Onçafari no Google

 

Os anúncios do Google ajudam a impulsionar seu projeto de conservação: eles aparecem ao lado dos resultados de pesquisa do Google quando as pessoas realizam a pesquisa, além de incluir ferramentas poderosas para ajudar você a criar, segmentar e otimizar suas campanhas. Então você sempre terá controle total sobre suas campanhas!

Vantagens

O objetivo do programa, além do incentivo, é mudar o mundo: “Vamos mudar o mundo. Mais visibilidade. Mais doações. Mais voluntários. Esse é o resultado alcançado quando você compartilha sua mensagem com pessoas que querem ajudar.”

Segundo Ping Lo, da ‘The Fred Hollows Foundation, “O Google Ad Grants nos ajudou a entrar em contato com milhares de colaboradores de todo o país e isso criou mudanças por meio da conscientização.”

Para seu projeto de conservação, você poderá entrar em contato com pessoas mais importantes, exibindo anúncios a quem está pesquisando no Google assuntos relacionados à sua especialidade. Vai permitir doações para a sua causa de conservação! E uma dica: quanto mais fácil o processo de doação, mais contribuições as pessoas farão, ok? E por último, a ferramenta permite personalizar a informação para anúncios mais inteligentes. Através do Google Analytics, é possível rastrear as conversões, para saber sobre o desempenho dos anúncios, além do usuário poder definir as palavras-chaves mais fortes para a busca.

Como participar?

Participar é fácil, basta acessar o site do Google AD Grants, ir em ‘Inscreva-se’ e acessar com a sua conta do Google. Se não tiver, pode ficar tranquilo, pois a criação da conta é rápida e fácil, podendo ser feita na mesma página. Depois, basta seguir o passo a passo e começar a usar!

Nós do #Bond utilizamos e participamos do programa em 2018. O resultado? A captação de clientes, como: SOS Pantanal, Onçafari, Instituto Mamirauá, Documenta Pantanal e Biofaces 😉

Papo de cobra: descomplicando a linguagem científica

By | Conservação, Educação ambiental, GreenBond, Marketing na Conservação, Meio Ambiente, Projetos de conservação | No Comments

O que você faria caso fosse picado por uma cobra? Sabe quais procedimentos seguir? Aqui, vamos contar um pouco da história e dos projetos do Cláudio Machado, dono do canal no Youtube Papo de cobra!

 

Quem é Cláudio?

 

Cláudio Machado é biólogo/herpetólogo (especialista em répteis e anfíbios), mestre em comunicação, informação e saúde, e doutor em medicina tropical. Atualmente, trabalha como biólogo no Instituto Vital Brazil, localizado em Niterói/RJ. O órgão, assim como o Instituto Butantan, é responsável pela produção de soro antiofídico no país, medicamento no tratamento de picadas de cobras. Além de tudo isso, Cláudio também é youtuber, um de seus projetos para divulgar a ciência para a população.

 

Foto: acervo de Cláudio Machado

 

Criou o canal no Youtube chamado ‘Papo de cobra’, que atualmente está com aproximadamente 27.700 inscritos. Nele, conversa sobre serpentes e animais peçonhentos com o objetivo de popularizar o tema, visando difundir conhecimentos e ajudar na prevenção de acidentes.

“A intenção de criar o ‘Papo de cobra’ foi ver que temos na população um grande desconhecimento em relação à prevenção de acidente ofídico. Seja da população de uma forma geral e até mesmo de profissionais de saúde.” diz o biólogo.

Sua motivação é ajudar as pessoas de forma acessível e gratuita. Como sempre estudou e trabalhou em organizações públicas, entende que essa é uma maneira de retribuir esses 30 anos de esforços para a população!

 

Foto: youtube, canal papo de cobra

 

Projetos

 

Além do seu canal no Youtube, recentemente foi autor de  um aplicativo inovador para a saúde pública, capaz de ajudar as pessoas que foram picadas por cobras localizarem um centro médico que tenha o soro antiofídico com mais rapidez.

 

Foto: Gustavo Figueiroa

 

Sobre a criação do app, explica que: “Não entendo de programação, até que um seguidor meu no Twitter, Gonçalo Franco, se dispôs a fazer esse aplicativo gratuitamente. Pegamos os dados do Ministério da Saúde, que são dados públicos. Ele criou o aplicativo com esses dados para facilitar e distribuir para a população gratuitamente. Todos que tem um celular, podem encontrar um polo de atendimento mais próximo. Na verdade, não inventamos a roda, apenas pegamos o que já existia na internet, que era a lista de polos e aplicativos de geolocalização e juntamos em um app só. Juntamos informações que estavam em vários sites, como: Instituto Butantã, Instituto Vital Brasil e do próprio Ministério da Saúde.”

 

Divulgação e patrocínios

 

Com a ideia inicial de divulgação científica para a criação de seu canal, o gargalo continua sendo a falta de financiamento e patrocínio. A falta de apoio é tão alta, que está encontrando dificuldades no lançamento de seu livro.

“Todos que fazem divulgação científica no Brasil, estão passando por essa fase. A ciência está sendo muito questionada. Nunca imaginei que ia chegar uma época que precisaríamos ir à televisão provar que a terra é redonda ou que uma vacina não causa autismo. Então estamos passando por uma fase muito complicada, tem muito para-ciência e muita fake news. Cada vez mais temos que passar por uma provação para mostrar como a ciência é importante e estamos vivendo um pouco disso. O Coronavírus está nos fazendo repensar muita coisa: temos que aprender a lavar a mão em pleno século XXI, fazendo vídeos ensinando como lavar, porque as pessoas não sabem.”

 

Planos para o futuro

 

Seu projeto para o futuro é manter o canal com vídeos semanais e manter o grupo no Twitter para responder perguntas. Além disso, quer começar a escrever e lançar livros sobre o assunto. O primeiro passo é o lançamento de sua primeira obra, que está em andamento. Já para o aplicativo, quer melhorá-lo, mas vai depender do quanto de ajuda terá.

“Faço tudo isso sozinho e nem sempre é tão fácil. Quem sabe alguém me apoia, para aumentar a divulgação. Qualquer tipo de apoio, seja viabilizando situações ou financeiramente, ajuda muito. Como por exemplo: editores, editoras de televisão, canais na internet ou qualquer pessoa que queira ajudar, é interessante. O projeto futuro é isso: ampliar essa ação e partir para os livros.”

 

Na luta contra o Coronavírus

 

Recentemente, junto com outros youtubers, começou a campanha ‘#FiqueEmCasa e Lave As Mãos #Comigo’, incentivando as pessoas a lavarem suas mãos e ficarem em casa, para evitar a proliferação e transmissão do vírus!

 

Foto: youtube, canal papo de cobra

 

Entre tantos projetos em andamento e futuros, é perceptível a intenção de sempre pensar em ajudar a população gratuitamente. Nós do #Bond apoiamos suas iniciativas e projetos! Para acompanhá-lo, siga em suas redes sociais e se inscreva no canal Papo de cobra, no youtube!

Dia Internacional da Vida Selvagem: Sustentando toda a vida na Terra

By | Animais ameaçados de extinção, Conservação, Desastre Ambiental, Educação ambiental, GreenBond, Marketing na Conservação, Meio Ambiente | No Comments

Hoje, 03 de março, é comemorado o Dia Internacional da Vida Selvagem. O dia foi criado pela ONU, em 2013, com o objetivo de celebrar a fauna e a flora, além de alertar sobre importância em conservar as espécies selvagens do mundo. O Brasil é o país com a maior biodiversidade do mundo, sendo o Pantanal um dos grandes refúgios desta vida toda.

Foto de Diego Rugno

 

 

Fragilidade da vida selvagem

 

Certamente a vida selvagem não é abundante como anos atrás. Fatores como caça ilegal, desmatamento, aquecimento global, poluição de rios e mares, entre outros, influenciam na negativamente na vida animal. Mas o que estamos fazendo para mudar esse futuro?

Estudos recentes sugerem que os prováveis índices de extinção, atualmente, sejam de 100 à 1.000 extinções por 10.000 espécies em 100 anos, o que é muito elevado. Isso leva a crer que nós estamos mesmo à beira da sexta extinção em massa.

O relatório do Planeta Vivo (Living Planet Report – LPR), divulgado no segundo semestre de 2016, aponta que, em média, a abundância das espécies de vertebrados diminuiu 58% desde 1970 e, se as atuais tendências continuarem, até 2020 esse declínio chegará a 67%. Mesmo quando as metas projetadas pelas Nações Unidas são de acabar com a perda da biodiversidade até 2020.

Foto de Diego Rugno

 

Atitudes para virar o jogo

 

Tanto atividades individuais, quanto apoiar alguma organização ou ação sustentável, são muito bem-vindas! 

Evitar o uso de materiais que demoram muito para dissipar/extinguir ou que sejam mais difíceis de reutilizar ou reciclar, é também um jeito de fazer a sua parte, como por exemplo: canudos de papel. 

Jogar lixo na rua? Jamais! Lembre-se, agora você é uma nova pessoa e quer proteger o meio ambiente e os animais! Segurar o lixo até uma lixeira não mata ninguém, não é mesmo?

Importante também conhecer sobre os animais e não matá-los, mesmo que seja um intruso em sua residência. Essa busca de conhecimento é fundamental para entender, por exemplo, que os gambás são ótimos controladores de pragas, como escorpiões, baratas, entre outros insetos.

Dirigir com cuidado nas estradas para não matar os animais é também um diferencial e uma atitude essencial.

Foto de Gustavo Figueiroa/Irara atropelada

 

Apoiar instituições, organizações ou uma pequena ação que ajuda o meio ambiente e a vida animal é simples, fácil e rápido!

Foto de Diego Rugno

 

Eventos no Brasil e no mundo

 

Nesse dia tão especial, vão acontecer alguns eventos no Brasil e no mundo todo! No próprio site oficial da Wild Life Day, é possível encontrar o mais próximo de você. No Brasil, acontecerão nos estados: Bahia, Goiás, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo.

  • Na Bahia, no ICMBio e ACTP, em Patamunté;
  • Em Goiás, no Instituto Jurumi, que fica em Brasília;
  • Em Minas Gerais, no Centro de Conservação dos saguis-da-serra, em Viçosa;
  • No Espírito Santo, no Acqua Sub, em Guarapari;
  • No Rio de Janeiro, no Parque Nacional da Tijuca, na própria capital;
  • Em São Paulo, no Parque Zoológico Municipal de Bauru, em Bauru e Zoológico de São Paulo, na capital.

Foto de Diego Rugno

 

Nós apoiamos esse tipo de evento a favor da vida selvagem e do meio ambiente. Para saber mais sobre nossos trabalhos e clientes, é só acessar nosso site!

Carnaval também combina com conservação e sustentabilidade?

By | Conservação, GreenBond, Meio Ambiente | No Comments

Achou que ficaríamos de fora no carnaval? Que nada! Aqui nós caímos na folia mas continuamos ligados na conservação! Confira dicas de bloquinhos animais, produtos biodegradáveis e outros toques para você aproveitar seu carnaval sem agredir o meio ambiente e sem se estressar.

 

Bloquinhos animais

 

  • O cordão da bicharada

‘O cordão da bicharada’ é um bloco infantil que as crianças podem participar vestidas de qualquer animal da Amazônia! Ele vai acontecer no Pará e existe desde 1975. A ideia veio do Mestre Zenóbio, que produz as fantasias das crianças. Não há data e local confirmados até o momento, mas fique de olho para não perder essa!

 

Foto: G1

 

  • Manada

O bloco ‘Manada’ vai acontecer no dia 22 de fevereiro, às 10h, na Santa Cecília, em São Paulo/SP. Ele contará com sons, assobios e rugidos de animais, além de contar com muita diversão e fantasias criativas de bichos!

 

  • Amigos da onça

O bloco ‘Amigos da onça’ acontecerá no Rio de Janeiro, dia 22 de fevereiro, às 07h, no Flamengo. Com ritmos muito animados e muita arte, o bloco promete! Contará com axé baiano, Mamonas Assassinas, o Beija-Flor e a Cobra, entre outros estilos musicais pra esquentar esse feriado.

 

Foto: Pedro Teixeira/G1

 

Lixo é no lixo!

 

Infelizmente, em eventos grandes como o carnaval por exemplo, encontrar ‘rastros’ de lixo por onde os blocos acontecem é comum. É possível sim se divertir e ser consciente! Para entender melhor a quantidade de lixo nas ruas, em 2018, no Rio, foram retirados 486 toneladas de lixo Em 2019, foram 541 toneladas de lixo, no Rio de Janeiro também. A estimativa é que São Paulo ultrapasse o Rio de Janeiro, com mais blocos de rua e público.

Levando em consideração os registros dos anos anteriores, a estimativa é que esse ano, muito lixo seja retirado das ruas também. Com a intensa chuva em SP, o destino de grande parte destes resíduos são bueiros, esgoto e rios, podendo dificultar ainda mais as enchentes que estão impactando a cidade.

De que forma podemos mudar isso? Com atitudes e cada um fazendo a sua parte. O lixo deve ser jogado no lixo!

 

Produtos biodegradáveis 

 

Glitter e fantasias não podem faltar no carnaval, não é mesmo? Saiba que o glitter é um dos maiores poluentes dos rios e mares e prejudica o meio ambiente! Mas fique tranquila, existem opções de glitter biodegradável e não é difícil de encontrar. Uma simples atitude e em conjunto, pode fazer a diferença! Além do glitter, que tal montar a sua própria fantasia com produtos recicláveis e biodegradáveis? Use a sua criatividade! Mas não se esqueça de depois do carnaval, se não for mais usar, descartar no local correto 😉

Sabemos que é legal ir à festas ou bloquinhos e usar confete, mas é preciso tomar cuidado! O confete também é um grande poluidor, mas existe uma solução. O que acha de fazer o seu próprio confete com folhas secas que caíram?

 

Foto: Referencial Verde

 

Leve seu próprio copo!

 

Levar seu próprio copo ou canudo reutilizável é uma ótima opção! É comum encontrar dezenas de materiais plásticos descartáveis em blocos, e bem mais cômodo também. Porém, é dever de cada um se esforçar para reduzir o consumo de materiais plásticos. Por isso, é legal estar sempre com o seu, para evitar produzir mais lixo! Uma ONG parceira da GreenBond vende copos reutilizáveis em uma versão especial de carnaval. Acesse o Instagram da Waita e peça o seu.

 

Foto: Waita

 

Dicas para não se estressar

 

Vamos citar algumas dicas, pois sabemos que no meio da multidão, mesmo querendo se divertir, você pode passar por alguma situação complicada:

 

  • Esteja com menos objetos possíveis em mãos, evitando a perda, roubo ou furto;
  • Use pochete ou bolsas por baixo da fantasia ou da roupa;
  • Não leve a carteira com todos seus cartões. Nesse caso, é aconselhável selecionar os itens que você vai precisar e, os demais, deixar em casa;
  • Evite tumulto. Blocos maiores podem ser mais perigosos, mas se você for, fique atento à sua volta;
  • Beba com moderação.

 

Não se esqueça de se divertir bastante nesse carnaval, mas com consciência. A GreenBond apoia esse tipo de evento, então sempre reforçamos uma forma de curtir de uma maneira mais sustentável!

Radar anti-caça salva rinocerontes na África do Sul

By | Animais ameaçados de extinção, Conservação, GreenBond, Marketing na Conservação, Meio Ambiente, Parques Nacionais | No Comments

Meerkat: Tecnologia de vigilância a favor da conservação

 

O Parque Nacional Kruger, que fica na África do Sul, o maior parque nacional do país, e um dos maiores do mundo, mostrou que é possível usar tecnologia a favor da conservação. O chamado ‘Meerkat’ (Suricato, em português) está agindo para proteger os rinocerontes da região e o melhor de tudo: movido a energia solar!

 

Código Postal Meerkat/Foto CNN

 

Esse mix de câmeras e sensores estão ajudando a proteger os rinocerontes e outros animais de caçadores furtivos. O aparelho é inteligente a ponto de conseguir distinguir entre movimento humano e animal e até inclui um sensor infravermelho, para detectar caçadores noturnos e alertar os guardas florestais sobre sua presença. Esse sistema é conhecido como “Código Postal Meerkat”, tem quase um metro e meio de altura. É capaz de acionar a equipe de segurança com muito mais rapidez, que vão até o local de helicóptero. Desde que a Meerkat foi introduzida, as atividades de caça reduziram em 95%!

 

Foto CNN/Rinocerontes no Parque Nacional Kruger

 

Um pouco sobre os rinocerontes

 

Existem 5 espécies de rinocerontes no mundo, mas na África do Sul, apenas o rinoceronte-branco (Ceratotherium-simum) e o rinoceronte-negro (Diceros-bicornis) ocorrem. Por fazer parte do “Big Five” animais do safári, é um grande atrativo para os turistas, junto com os búfalos, elefantes, leões e leopardos.

Segundo Tumelo Matjekane, da Peace Parks Foundation, uma organização que trabalha para conectar áreas de conservação no sul da África, os parques são um grande gerador de receita para a África do Sul. “Eles atraem turistas de todo o mundo. Se não formos capazes de conservar isso, essas pessoas não virão aqui e o impacto disso nos meios de subsistência, nas comunidades ao redor dos parques e em nossa economia não é mensurável”, ressaltou  Matjekane.

Atualmente, o rinoceronte-branco é considerado como quase ameaçado, ou ‘Near threatened’ (NT) e o rinoceronte-negro como criticamente em perigo, ou Critically Endangered (CR), segundo a IUCN.

 

Rinoceronte-branco – Foto de H. Zell/Wikimedia Commons

 

Rinoceronte-negro – Foto de Yathin S Krishnappa/Wikimedia Commons

 

O problema da caça

 

Infelizmente, em alguns países asiáticos, os chifres dos rinocerontes são erroneamente considerados como medicamentos alternativos para tratamento de doenças. Para acompanhar esse mercado e atender à demanda, os rinocerontes estão sendo dizimados dos locais onde eles ainda existem, criando um cenário de guerra entre caçadores e guarda-parques. 

De acordo com os Parques Nacionais da África do Sul, 421 rinocerontes foram mortos em Kruger em 2018. Uma pesquisa de 2016 descobriu que havia entre 7.000 e 8.000 rinocerontes em Kruger, mas o vasto tamanho do parque torna difícil mantê-los seguros.

Segundo Mark McGill, diretor de tecnologia dos Parques Nacionais da África do Sul: Kruger é aproximadamente do tamanho do país de Gales. É difícil encontrar uma pessoa lá fora e prendê-la.

Contudo, acreditamos que toda tecnologia que seja a favor da conservação é muito bem vinda. Tal atitude do parque é um exemplo para muitos outros no mundo, incentivando na utilização de tecnologias como estas e outras.

A porta de entrada de um projeto de conservação no mundo digital

By | Conservação, GreenBond, Marketing na Conservação, Meio Ambiente, Projetos de conservação | No Comments

Segundo a ONU, até 2018, mais da metade da população mundial já tinha acesso à internet. Sendo assim, podemos dizer que a internet deixou de ser somente um meio de pesquisa e agora, faz parte do “DNA do ser humano”. Dentro desta enorme rede mundial, é possível encontrar de tudo um pouco. Mas o que é importante saber: o consumidor da sua causa, produto ou serviço também pode estar presente.

O que o seu projeto precisa entender para entrar nesse meio?

 

O digital com uma visão empreendedora

 

Digital não é só criar uma rede social ou um site, vai muito além disso. Atualmente, é fundamental estar no meio digital, pois além de alcançar o seu target (público-alvo), é possível fazer uma captação de outro público que ainda não está engajado com a sua causa. Mas como fazer isso? Antes de mais nada, é aconselhável uma pesquisa para entender sobre o público e onde ele está, para a organização estar presente naquela rede. A criação de uma persona (modelo de público, com nome, idade e características básicas) é sempre importante para definir com quem o projeto está se comunicando.

Depois da identificação, é importante ter um site acessível e de fácil manuseio, para sempre que realizar anúncios, direcioná-lo para o site, onde haverá mais informações. Nele, é necessário que estejam todos os objetivos, missões e valores, independente se é uma venda de produto, serviço ou ideia (como é o caso da conservação). O usuário precisa entender do que se trata e porque apoiar. 

Nas redes sociais, como qualquer situação da vida, é preciso ter um planejamento. Organizar e planejar é essencial para diminuir erros. É ideal um cronograma para o mês, sempre realizado no mês anterior. Recursos como B.I (Business Intelligence) para gerar relatórios, são muito importantes para organizar o melhor horário, dia e onde realizar o seu post. Além de claro, encontrar o público mais engajado com a sua causa, para futuras ações de relacionamento ou posts específicos.

 

A importância de um site

 

Com base na experiência do usuário (UX), o site precisa estar alinhado para a melhor experiência possível. A criação de um aplicativo também é importante, dependendo do seu objetivo com determinada campanha. Mas caso não tenha, é importante que o navegador via mobile (aparelho celular) esteja com uma ótima navegação, para não prejudicar a experiência do usuário.

No site, é aconselhável que o layout esteja o mais clean (limpo) possível, com fácil acesso ao menu ou barra de busca. No final, importante sempre a implantação de um campo para envio de newsletter ou e-mail marketing. Pode não parecer, mas essa função ainda é muito eficaz e a taxa de abertura pode ser muito alta, dependendo de como for criada.

 

Case de sucesso

 

Onçafari

1º Passo – Perguntas

Na criação de um site, é importante fazer algumas perguntas, para entender os objetivos da organização. Para a Onçafari, não foi diferente:

 

Educação

1) Consigo saber já na primeira página a causa da Organização e qual sua missão? O site providencia boa informação sobre a causa?

3) Você pode aprender bastante sobre a causa no site?

4) Seria fácil, após ler o que a ONG faz, explicar o que ela faz para alguém?

 

Transparência e Transação Financeira

5) O site apresenta checkout transparente? Estou confiante que as informações financeiras são mantidas em segredo? Apresentou certificados de segurança?

7) Achei com facilidade o botão para fazer a doação?

8) O site tem alguma área em que apresenta um relatório de prestação de contas da Organização?

9) Tem alguma forma de eu acompanhar as atividades da Organização? Quais os canais que o website apresenta para esse propósito?

 

Causa de Apoio

10) A organização parece precisar do meu apoio?

11) Eu fui pedido para doar no site?

12) Tem botões de call to action para isso?

13) Há interação e facilidade de navegação?

14) Ao analisar o layout, disposição dos elementos, consigo identificar padrões de cores com funcionalidades específicas no website?

15) O site é fácil de navegar?

16) Quais as formas de entrar em contato com a Organização disponibilizadas no website?

17) O site desenvolveu uma comunidade?

18) A organização me ofereceu formas de manter o contato e ficar atualizado das atividades? Se sim, quais?

 

Empoderamento e inspiração

19) O site me incentiva a entrar em ação?

20) O site me faz sentir necessário? De que a minha ajuda pode fazer a diferença para a causa?

21) O site me providência ideias e formas para ajudar? Quais?

 

2º Passo – Sites de referência

Pesquisar e analisar sites de concorrentes ou parceiros é também uma etapa importante. Neles, é possível separar o que pode ser feito e o que não daria certo para o seu site. 

 

3º Passo – Wireframe (rascunho)

Depois de buscar algumas referências, está na hora de rascunhar! Nosso primeiro rascunho para a Onçafari foi a imagem abaixo:

 

Imagem: Greenbond

 

Desenhamos o wireframe (rascunho) da seguinte forma (exemplo):

  • Página inicial
  • Sobre nós (texto apresentação + lista subpáginas em menu lateral)

    • Nossa história
    • Objetivos e resultados
    • Onde atuamos

      • Pantanal
      • Cerrado
      • Amazônia
      • Mata Atlântica
    • Membros (segmentado em equipe de campo / conselho / executivo)

      • Perfil
      • Trabalhe com a gente (link interno)
    • Bases
    • Parceiros
    • Prêmios
    • Documentário (apresentação + trailer + making of)
    • Relatórios (lista + download de documentos em pdf) *
    • Balanço *
    • Entre em contato

 

Imagem: Nação design

 

Com isso, foi feito um estudo contemplando 3 páginas importantes do site:

 

Home

 

Imagem: Nação design

 

Espécie

 

Imagem: Nação design

 

Animal

 

Imagem: Nação design

 

Sendo assim, em uma parceria com a Nação Design, realizamos esse trabalho fantástico para a Onçafari. Caso tenha alguma causa ou sua organização precise de um apoio, estamos engajados e dispostos a ajudar! Nós podemos ser a sua porta de entrada no mundo digital 😉

Resgate de animais silvestres dobra na cidade de São Paulo

By | Animais ameaçados de extinção, Conservação, Educação ambiental | No Comments

Tem aumentado o volume de animais silvestres resgatados nos ambientes das grandes cidades. Pelo menos é o que apontam os números da cidade de São Paulo nos últimos anos, influenciados por alguns fatores que ajudam a entender como viver nos centros urbanos é também se relacionar com a conservação.

Milhares de aves foram resgatas em São Paulo – Foto: Cecioka CC

Nos últimos cinco anos, a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente atendeu 29 mil animais silvestres a partir de diferentes motivos, como tráfico de animais, acidentes ou mesmo telefonemas de moradores. E o número dobrou nesse período: saltou de pouco mais de 4 mil em 2014 para 8,5 mil em 2018.

O levantamento, divulgado pela Folha de S. Paulo, aponta que o avanço dos animais no perímetro urbano se deu pelas obras de infraestrutura (principalmente o Rodoanel), o tráfico de animais pela internet e a popularização do serviço municipal de resgate de animais após o surto de febre amarela em 2017-18.

A reportagem conta a história, por exemplo, de um imenso jabuti encontrado no baú de um caminhão. Resgatado, ele foi para um centro de manejo e conservação onde vive com mais de 700 animais.

Um inspetor conta também que investigou casos em que as pessoas trocavam carros por pássaros de até R$150 mil. Há ainda a história de uma píton-burmesa de mais de dois metros que foi encontrada com mais de 200 animais na casa de um criador clandestino – trata-se de uma das cinco maiores espécies de cobras do mundo.

Enfim, exemplos que mostram que, mesmo morando nas grandes metrópoles, a atenção à conservação da fauna é permanente. Todos estão sujeitos a estar próximos de casos como os citados.

Cinema e meio ambiente: cinco documentários imperdíveis

By | Conservação, Educação ambiental, Meio Ambiente | No Comments

É tempo de Mostra Ecofalante, com mais de 100 filmes gratuitos exibidos na cidade de São Paulo até 12 de junho. É a oitava edição do evento, um dos mais importantes do calendário dos festivais de cinema no Brasil.

Tradicionalmente, a Ecofalante tem suas competições de longas e curtas latino-americanos, com uma série de estreias brasileiras. E também programas temáticos com programação internacional: Cidades, Economia, Povos e Lugares, Recursos Naturais, Saúde, Sociobiodiversidade, Trabalho. Tem também retrospectivas e homenagens, e a programação completa está no site da Mostra.

Já que estamos falando de cinema com pegada ambiental, vamos indicar cinco documentários disponíveis na internet para quem curte essa ideia de juntar a sétima arte com importantes pautas do ativismo social e ambiental ao redor do mundo:

 

– O Veneno Está na Mesa (2011) / O Veneno Está na Mesa II (2014)

 

Silvio Tendler, um dos grandes nomes do documentário político e social no Brasil, abre a cabeça para o uso de agrotóxicos no país, tanto para quem trabalha no campo quanto para quem consome os produtos agrícolas. Na segunda parte, o cineasta vai atrás de alternativas viáveis para produção de alimentos saudáveis e que respeitem a natureza. Duas aulas. No Youtube, gratuito.

 

– Ser Tão Velho Cerrado (2018)

 

Filme do diretor André D’Ellia que promove uma grande campanha em defesa do Cerrado a partir da luta de alguns moradores da Chapada dos Veadeiros que se mobilizam para salvar a natureza. Um grande tratado sobre o bioma. No Youtube (pago). No Netflix (assinatura).

 

– The Cove (2009)

Vencedor do Oscar de melhor documentário em 2010, o filme dirigido por Louie Psihoyos questiona a caça de baleias e golfinhos no Japão. Os animais são vendidos a aquários e parques marinhos, e a o documentário expõe imagens da matança. Angustiante e corajoso. Na Amazon (pago).

 

– Virunga (2014)

Indicato ao Oscar de documentários em 2015, o filme anglo-congolense de Orlando von Einsiedel mostra a luta pela conservação do Parque Nacional de Virunga, na República Democrática do Congo. O filme acompanha quatro pessoas nessa batalha contra todas as ameaças ao parque: as guerras civis, os caçadores de gorilas e a exploração de petróleo. Forte. No Netflix (assinatura).

Vai um agrotóxico aí? Robô te conta os novos pesticidas liberados no Brasil

By | Conservação, Desastre Ambiental, Educação ambiental, Meio Ambiente | No Comments

Se os agrotóxicos causam tanto impacto na vida das pessoas contaminando a água, os alimentos e o próprio ar, nada mais justo do que todos terem acesso aos novos pesticidas que são autorizados a cada dia em nosso país.

É por isso que foi criado o Robotox, um robô que publica no Twitter todas as novas liberações de agrotóxicos aprovadas pelo Governo Federal. No dia do lançamento, em 14 de maio, a conta era de 166 novos registros desde janeiro.

Perfil no Twitter monitora os agrotóxicos pelo Brasil – Foto: Reprodução

Segundo o site Por Trás do Alimento, só 5% desses produtos foram totalmente produzidos em território nacional – ou seja, não só estamos consumindo mais, como também importando mais agrotóxicos.

O robô faz postagens diárias sobre as aprovações publicadas no Diário Oficial da União. Quando não há novas liberações, ele informa o montante levado ao mercado desde o início do ano e o volume de agrotóxicos comercializados no Brasil no momento. A iniciativa é uma parceria da Agência Pública com a Repórter Brasil.

O Por Trás do Alimento também oferece uma consulta para que você saiba o número de agrotóxicos encontrado na água que sai da sua torneira, de acordo com dados do Ministério da Saúde. São Paulo, por exemplo, teve 27 agrotóxicos detectados, sendo 11 associados a doenças crônicas, como o câncer.

Os dados também mostram a diferença da nossa legislação para a referência estrangeira: nenhum agrotóxicos desses foi encontrado na água em concentração acima do limite considerado seguro no Brasil, mas 25 estão fora dos padrões seguros para a União Europeia.

E aí, vale ficar ligado, não?

Conservação em pauta: momento de atenção total às políticas ambientais

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O Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, anunciou que vai promover uma revisão geral das 334 unidades de conservação brasileiras e, obviamente, a medida já preocupa quem trabalha com o tema. Essas áreas, administradas pelo ICMBio (Instituto Chico Mendes de Biodiversidade), abrangem 9% do território nacional e são divididas em vários níveis de proteção e acesso.

Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles – Foto: Roque de Sá – Agência Senado

Em reportagem do jornal O Estado de São Paulo, o consultor jurídico do Instituto Socioambiental (ISA), Maurício Guetta, disse que a decisão mostra que o governo aponta para a desconstrução da política ambiental brasileira. Já o coordenador de políticas públicas do Greenpeace, Marcio Astrini, chamou de “retrocesso sem precedentes”.

Na semana passada, em encontro realizado na Universidade de São Paulo, oito ex-ministros do Meio Ambiente lançaram uma carta criticando a postura do atual governo na área do meio ambiente, reafirmando que a proteção é para o desenvolvimento do país. Eles pontuam especialmente as transferências da Agência Nacional das Águas para o Ministério do Desenvolvimento Regional e do Serviço Florestal Brasileiro para o Ministério da Agricultura; a extinção da Secretaria de Mudanças Climáticas; e as ameaças de “descriação” de áreas protegidas, de apequenamento do Conselho Nacional do Meio Ambiente e de extinção do ICMBio.

Mirante da Reserva Bicudinho-do-brejo. Foto: Hudson Garcia/ Reprodução do Facebook

Enfim, um momento de atenção para a conservação ambiental do país.