All Posts By

Paulo Silva Junior

Resgate de animais silvestres dobra na cidade de São Paulo

By | Animais ameaçados de extinção, Conservação, Educação ambiental | No Comments

Tem aumentado o volume de animais silvestres resgatados nos ambientes das grandes cidades. Pelo menos é o que apontam os números da cidade de São Paulo nos últimos anos, influenciados por alguns fatores que ajudam a entender como viver nos centros urbanos é também se relacionar com a conservação.

Milhares de aves foram resgatas em São Paulo – Foto: Cecioka CC

Nos últimos cinco anos, a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente atendeu 29 mil animais silvestres a partir de diferentes motivos, como tráfico de animais, acidentes ou mesmo telefonemas de moradores. E o número dobrou nesse período: saltou de pouco mais de 4 mil em 2014 para 8,5 mil em 2018.

O levantamento, divulgado pela Folha de S. Paulo, aponta que o avanço dos animais no perímetro urbano se deu pelas obras de infraestrutura (principalmente o Rodoanel), o tráfico de animais pela internet e a popularização do serviço municipal de resgate de animais após o surto de febre amarela em 2017-18.

A reportagem conta a história, por exemplo, de um imenso jabuti encontrado no baú de um caminhão. Resgatado, ele foi para um centro de manejo e conservação onde vive com mais de 700 animais.

Um inspetor conta também que investigou casos em que as pessoas trocavam carros por pássaros de até R$150 mil. Há ainda a história de uma píton-burmesa de mais de dois metros que foi encontrada com mais de 200 animais na casa de um criador clandestino – trata-se de uma das cinco maiores espécies de cobras do mundo.

Enfim, exemplos que mostram que, mesmo morando nas grandes metrópoles, a atenção à conservação da fauna é permanente. Todos estão sujeitos a estar próximos de casos como os citados.

Cinema e meio ambiente: cinco documentários imperdíveis

By | Conservação, Educação ambiental, Meio Ambiente | No Comments

É tempo de Mostra Ecofalante, com mais de 100 filmes gratuitos exibidos na cidade de São Paulo até 12 de junho. É a oitava edição do evento, um dos mais importantes do calendário dos festivais de cinema no Brasil.

Tradicionalmente, a Ecofalante tem suas competições de longas e curtas latino-americanos, com uma série de estreias brasileiras. E também programas temáticos com programação internacional: Cidades, Economia, Povos e Lugares, Recursos Naturais, Saúde, Sociobiodiversidade, Trabalho. Tem também retrospectivas e homenagens, e a programação completa está no site da Mostra.

Já que estamos falando de cinema com pegada ambiental, vamos indicar cinco documentários disponíveis na internet para quem curte essa ideia de juntar a sétima arte com importantes pautas do ativismo social e ambiental ao redor do mundo:

 

– O Veneno Está na Mesa (2011) / O Veneno Está na Mesa II (2014)

 

Silvio Tendler, um dos grandes nomes do documentário político e social no Brasil, abre a cabeça para o uso de agrotóxicos no país, tanto para quem trabalha no campo quanto para quem consome os produtos agrícolas. Na segunda parte, o cineasta vai atrás de alternativas viáveis para produção de alimentos saudáveis e que respeitem a natureza. Duas aulas. No Youtube, gratuito.

 

– Ser Tão Velho Cerrado (2018)

 

Filme do diretor André D’Ellia que promove uma grande campanha em defesa do Cerrado a partir da luta de alguns moradores da Chapada dos Veadeiros que se mobilizam para salvar a natureza. Um grande tratado sobre o bioma. No Youtube (pago). No Netflix (assinatura).

 

– The Cove (2009)

Vencedor do Oscar de melhor documentário em 2010, o filme dirigido por Louie Psihoyos questiona a caça de baleias e golfinhos no Japão. Os animais são vendidos a aquários e parques marinhos, e a o documentário expõe imagens da matança. Angustiante e corajoso. Na Amazon (pago).

 

– Virunga (2014)

Indicato ao Oscar de documentários em 2015, o filme anglo-congolense de Orlando von Einsiedel mostra a luta pela conservação do Parque Nacional de Virunga, na República Democrática do Congo. O filme acompanha quatro pessoas nessa batalha contra todas as ameaças ao parque: as guerras civis, os caçadores de gorilas e a exploração de petróleo. Forte. No Netflix (assinatura).

Vai um agrotóxico aí? Robô te conta os novos pesticidas liberados no Brasil

By | Conservação, Desastre Ambiental, Educação ambiental, Meio Ambiente | No Comments

Se os agrotóxicos causam tanto impacto na vida das pessoas contaminando a água, os alimentos e o próprio ar, nada mais justo do que todos terem acesso aos novos pesticidas que são autorizados a cada dia em nosso país.

É por isso que foi criado o Robotox, um robô que publica no Twitter todas as novas liberações de agrotóxicos aprovadas pelo Governo Federal. No dia do lançamento, em 14 de maio, a conta era de 166 novos registros desde janeiro.

Perfil no Twitter monitora os agrotóxicos pelo Brasil – Foto: Reprodução

Segundo o site Por Trás do Alimento, só 5% desses produtos foram totalmente produzidos em território nacional – ou seja, não só estamos consumindo mais, como também importando mais agrotóxicos.

O robô faz postagens diárias sobre as aprovações publicadas no Diário Oficial da União. Quando não há novas liberações, ele informa o montante levado ao mercado desde o início do ano e o volume de agrotóxicos comercializados no Brasil no momento. A iniciativa é uma parceria da Agência Pública com a Repórter Brasil.

O Por Trás do Alimento também oferece uma consulta para que você saiba o número de agrotóxicos encontrado na água que sai da sua torneira, de acordo com dados do Ministério da Saúde. São Paulo, por exemplo, teve 27 agrotóxicos detectados, sendo 11 associados a doenças crônicas, como o câncer.

Os dados também mostram a diferença da nossa legislação para a referência estrangeira: nenhum agrotóxicos desses foi encontrado na água em concentração acima do limite considerado seguro no Brasil, mas 25 estão fora dos padrões seguros para a União Europeia.

E aí, vale ficar ligado, não?

Conservação em pauta: momento de atenção total às políticas ambientais

By | Meio Ambiente, Notícias | No Comments

 

O Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, anunciou que vai promover uma revisão geral das 334 unidades de conservação brasileiras e, obviamente, a medida já preocupa quem trabalha com o tema. Essas áreas, administradas pelo ICMBio (Instituto Chico Mendes de Biodiversidade), abrangem 9% do território nacional e são divididas em vários níveis de proteção e acesso.

Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles – Foto: Roque de Sá – Agência Senado

Em reportagem do jornal O Estado de São Paulo, o consultor jurídico do Instituto Socioambiental (ISA), Maurício Guetta, disse que a decisão mostra que o governo aponta para a desconstrução da política ambiental brasileira. Já o coordenador de políticas públicas do Greenpeace, Marcio Astrini, chamou de “retrocesso sem precedentes”.

Na semana passada, em encontro realizado na Universidade de São Paulo, oito ex-ministros do Meio Ambiente lançaram uma carta criticando a postura do atual governo na área do meio ambiente, reafirmando que a proteção é para o desenvolvimento do país. Eles pontuam especialmente as transferências da Agência Nacional das Águas para o Ministério do Desenvolvimento Regional e do Serviço Florestal Brasileiro para o Ministério da Agricultura; a extinção da Secretaria de Mudanças Climáticas; e as ameaças de “descriação” de áreas protegidas, de apequenamento do Conselho Nacional do Meio Ambiente e de extinção do ICMBio.

Mirante da Reserva Bicudinho-do-brejo. Foto: Hudson Garcia/ Reprodução do Facebook

Enfim, um momento de atenção para a conservação ambiental do país.