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Letícia Amado

Jaguar Parade Brasil: um case de sucesso na captação de recursos

By | Eventos de Conservação, GreenBond, Onça-pintada | No Comments

Na última sexta-feira, 29 de novembro, nós estivémos presentes no leilão beneficente da Jaguar Parade Brasil. O evento, realizado estrategicamente no Dia Internacional da Onça-pintada, finalizou com categoria o fenômeno artístico que foi um grande sucesso. 

Foto: Jaguar Parade Brasil

 

Desde agosto de 2019, a Jaguar Parade já estava movimentando a cidade de São Paulo à favor da rainha das florestas. Dividida em diferentes etapas, que iam desde a pintura das onças em público até o leilão beneficente, a maior exposição de arte urbana a céu aberto “fez barulho” e ajudou fortemente na divulgação da mensagem central: a conservação da onça-pintada. 

E como se a propagação da mensagem já não fosse suficiente, a Jaguar Parade também mostrou-se uma ferramenta poderosíssima para a captação de recursos, já que metade do valor arrecadado com o leilão das onças foi convertido para projetos atuantes na conservação da espécie. Incrível! 

 

O QUE É A JAGUAR PARADE? 

Seguindo a mesma dinâmica de eventos consagrados mundialmente, a Jaguar Parade (realizada pela Artery Brasil) atuou como um poderoso veículo de conscientização e captação. O intuito do movimento foi espalhar a mensagem de conservação da onça-pintada e seu ecossistema, por meio da arte pública, que invadiu as principais ruas e avenidas de São Paulo no segundo semestre de 2019. 

A primeira etapa aberta ao público aconteceu no shopping Market Place, entre os meses de agosto e setembro. Durante o período, qualquer pessoa podia acompanhar as pinturas das estátuas ao vivo no ateliê do shopping, além de tirar fotos, conversar com os artistas e entender um pouco mais sobre o processo criativo de cada um.

Foto: Jaguar Parade Brasil

 

A segunda fase foi marcada pela exposição das esculturas nos principais pontos da cidade de São Paulo. Começando por shoppings e parques, depois tomando as ruas e avenidas da metrópole, as onças coloriram a selva de pedra e atraíram os mais diferentes olhares entre os meses de setembro e novembro.

Foto: Jaguar Parade Brasil

 

Até então, o movimento estava focado apenas em seu objetivo primário: atrair a atenção das pessoas para a necessidade de conservação das onças-pintadas. Com uma intervenção pública de impacto gigantesco, as esculturas foram capazes de divulgar, lindamente, a mensagem proposta. 

Chegando na terceira e última fase, que foi o leilão beneficente, o evento já abre espaço para seu segundo grande objetivo: a captação de recursos. Caminhando ao lado de parceiros como o Onçafari, SOS Pantanal, Ampara Animal e Panthera Brasil, a Jaguar Parade doou 50% do capital arrecadado durante o leilão para essas instituições continuarem atuando brilhantemente na conservação da espécie. 

Foto: Jaguar Parade Brasil

 

A SINGULARIDADE DA ARTE EM PROL DA CONSERVAÇÃO 

Uma coisa não podemos negar: a ideia de juntar arte urbana com conservação ambiental é genial! Aproximar os “urbanóides” da natureza por meio de arte foi uma ideia brilhante, que não poderia ter tido um resultado diferente, senão: sucesso total. 

Foto: Jaguar Parade Brasil

 

A curiosidade, os questionamentos e grande interação dos paulistanos com as onças foi notável desde o primeiro dia de exposição. A mídia noticiou, as fotos amadoras e selfies tomaram as redes sociais, era onça pra todo lado – literalmente. 

E por fim, o leilão das esculturas coroou uma ideia genial com algo sólido e mensurável: recursos . O papel da educação ambiental é importantíssimo, claro, mas captar recursos e investi-los em ecoturismo, pesquisa científica e/ou outras ferramentas de conservação tornam os esforços para proteger o animal muito mais efetivos. Ou seja, no geral, foi um movimento de conservação completo e muito bem pensado.

Foto: Jaguar Parade Brasil

 

PARTICIPAÇÃO DA GREENBOND NO FENÔMENO DAS ONÇAS-PINTADAS 

Além de trabalhar a comunicação da parceria nas redes sociais dos nossos clientes Onçafari e SOS Pantanal, que foram duas das instituições beneficiadas, nós também tivemos participação ativa no início do projeto. 

Foto: Jaguar Parade Brasil

 

Ficamos com a responsabilidade de promover o contato entre as instituições e a Artery, além de fazer frente com parceiros como a ISA CTEEP. E, por ser uma agência de comunicação focada em iniciativas de conservação, também entramos na Jaguar Parade como certificadora dos projetos, ou seja, utilizamos nosso conhecimento técnico para selecionar as organizações que receberiam os recursos. 

Durante o período de parceria, participamos de diversos processos. Sugerimos e ajudamos na construção do evento no dia 29, conciliando com o Dia Internacional da Onça-pintada. Também articulamos a exibição das onças nos parques, além de integrar o elenco da reunião inicial com os shoppings Iguatemi. 

Foi uma grande honra fazer parte de um evento tão impactante e com tamanha importância para a conservação ambiental!

Foto: Jaguar Parade Brasil

I Workshop de Reabilitação, Monitoramento e Conservação de Fauna Silvestre

By | Conservação, Eventos de Conservação, GreenBond, Marketing na Conservação, Projetos de conservação | No Comments

Nos dias 22 e 23 no novembro, a WAITA Instituto de Pesquisa e Conservação realizou o I Workshop de Reabilitação, Monitoramento e Conservação de Fauna Silvestre. O evento contou com a presença de diferentes instituições e profissionais conservacionistas, que trocaram experiências de forma inovadora e construtiva. Com espaços abertos para estudantes e comunidade geral, a iniciativa promoveu ciência de maneira democrática e progressiva. 

Nós tivemos a honra de participar do evento, dando palestras e ouvindo os demais. Contamos nossas experiências, como GreenBond e como nossos clientes, mas também dialogamos e absorvermos diversas vivências de instituições que lutam pela conservação, assim como nós. Foram trocas muito ricas!

 

ONÇAFARI 

Comunicação é o principal pilar da GreenBond. Nós acreditamos no poder da comunicação e tentamos fazê-la de forma 360, abordando todos os pontos de contato de nossas instituições parceiras.

Por isso, vestimos a camisa do Onçafari, um dos nossos maiores parceiros, e comunicamos o incrível trabalho de reintrodução realizado por eles durante o Workshop. 

Além de ministrar a palestra “Onçafari Rewild: Reintroduzindo Onças-pintadas na natureza”, que contou detalhadamente como foi o processo de reintrodução de todas as onças que já passaram pelo Rewild: Fera e Isa (Pantanal), Vivara e Pandora (Amazônia) e Jatobazinho (Argentina), o nosso biólogo Gustavo Figueirôa também participou das mesas de debate sobre Reabilitação e Monitoramento, trocando experiências com instituições que realizam o mesmo trabalho. 

Momento de soltura da Vivara, na Amazônia. (Foto: Onçafari)

ESPAÇO DE DISCUSSÃO SOBRE REABILITAÇÃO 

A reabilitação de animais silvestres é um processo fundamental para devolvê-los à natureza de forma saudável. O espaço de discussão permitiu a troca de informações, vivências (que deram certo e também que não deram), compartilhamento de técnicas e soluções de problemas encontrados pelas instituições, com o intuito de otimizar ainda mais todo esse processo. 

No painel estiveram presentes as seguintes instituições: WAITA, Onçafari, MIB, Pró-tapir, Refauna, IPRAM, Muriquis do Caparaó, CRAX, UFOP, TamdanduASAS, Amigos do Lobo, CETAS-BH.

 

ESPAÇO DE DISCUSSÃO SOBRE MONITORAMENTO

A melhor maneira de confirmar o sucesso de reintrodução dos animais, obtendo dados dados confiáveis de comportamento é por meio do monitoramento. Então, o Espaço Monitoramento abordou as diferentes técnicas, tecnologias, metodologias e problemáticas dos monitoramentos ativos e/ou remotos, promovendo uma troca de experiências enriquecedora. 

No painel estiveram presentes as seguintes instituições: WAITA, Onçafari, MIB, Pró-tapir, Refauna, IPRAM, Muriquis do Caparaó, CRAX, UFOP, TamanduASAS, Amigos do Lobo, CETAS-BH e Centro de Conservação dos Saguis da Serra. 

 

GREENBOND 

Representando a GreenBond, o nosso especialista em marketing digital Diego Arruda ministrou uma palestra sobre o papel do marketing na conservação, focando principalmente em estratégias para captação de recursos. 

Após alguns estudos de mercado, nós percebemos que o marketing ainda não é prioridade no modelo de negócio dos projetos de conservação. Apesar de compreenderem a necessidade de investimento em comunicação, a maioria dos projetos não a faz, principalmente por questões financeiras. 

Por isso, ministramos uma palestra que ensina a importância da comunicação, principalmente para reverter esse quadro: a falta de recursos. Divulgar a causa é de extrema importância para alcançar e tocar pessoas, trazendo mais adeptos e, consequentemente, mais recursos para auxiliar na luta. 

Ao contrário do que muitos pensam, não é necessário gastar caminhões de dinheiro para fazer uma comunicação bem feita. Atualmente, principalmente por conta da internet, já é possível alcançar milhões de pessoas, provocando um impacto positivo de forma rápida e barata. E foi isso que ensinamos ao público presente no Workshop. 

ESPAÇO DE DISCUSSÃO SOBRE MARKETING 

O espaço Marketing para a conservação discutiu a utilização de estratégias e ferramentas adotadas no universo do marketing, com o objetivo de comunicar e mobilizar o maior número de pessoas à favor de uma causa em comum: salvar o planeta.

Foram abordados temas como redes sociais, sites, planejamento, execução e desenvolvimento de campanhas, captação de recurso, estratégias, dentro outros.

Para debater o tema, estiveram presentes no painel: GreenBond, Sair do Casulo, Bocaina e Instituto Vida Livre. 

 

VISÃO GERAL DO EVENTO 

No geral, o I Workshop de Reabilitação, Monitoramento e Conservação de Fauna Silvestre foi bastante enriquecedor para nós. Pudemos divulgar nosso trabalho, as causas nas quais acreditamos e o mais importante: aprender com pessoas que fazem parte da mesma luta. A troca de experiências foi fundamental, principalmente neste fim de ano, para repensar e colocar em prática alguns aprendizados para 2020. 

Agradecemos a WAITA pelo convite e os parabenizamos pela incrível iniciativa! 

Sistema B: a união entre lucro e sustentabilidade 

By | Marketing na Conservação | No Comments

Diante de um contexto sócio-ambiental cada vez mais negativo por todo o mundo, por que a maioria das empresas ainda considera apenas o lucro como um indicador de sucesso? É partindo dessa premissa que surge o conceito de “empresas B”. 

Acredite, seja de pequeno, médio ou grande porte, qualquer modelo de negócio pode substituir a máxima do “lucro acima de tudo” pelo “lucro com benefícios sócio-ambientais”. 

COMO SURGIU A IDEIA? 

Em 2009, um trio de empresários americanos reparou que a valuation (valor de uma empresa para investidores) de seu negócio não considerava a consciência social e ambiental dos fundadores. Ou seja, na teoria eles valiam tanto quanto um concorrente qualquer.

Então, Jay Coen Gilbert, Bart Houlahan e Andrew Kassoy dedicaram-se à criação de um selo de identificação para companhias que tivessem um impacto positivo, algo que permitisse que elas fossem reconhecidas e valoradas não só pelo lucro, mas por cumprirem metas sociais, ambientais e de transparência.

Com o objetivo de criar um movimento concreto, fundaram o B Lab e desenvolveram uma metodologia própria que inclui o índice Global Impact Investing Rating System (GIIRS) e um processo de avaliação composto por 160 indicadores.

 

AS EMPRESAS B 

As Empresas B aproveitam seus modelos de negócio para auxiliar no desenvolvimento de comunidades, redução da pobreza, além da busca por soluções para problemas ambientais, em especial de mudanças climáticas.

Hoje, há mais de 950 companhias – 75 delas na América Latina – em 30 países e 60 setores. No Brasil, esse conceito chegou há pouco tempo, liderado pelo Comitê para Democratização da Informática (CDI) em parceria com o Sistema B, representante do movimento na América Latina, e já possui 46 empresas com o certificado. Entre as brasileiras, se destacam a Natura e Danone

Luiz Seabra, Guilherme Leal e Pedro Passos, fundadores da Natura, recebem o certificado de Empresa B. (Foto: Projeto Draft)

 

MISSÃO E VALORES DO SISTEMA B: 

1- Resolver problemas sociais e ambientais a partir dos produtos e serviços oferecidos pelas próprias empresas; e nas práticas laborais e socioambientais, atender as comunidades, os fornecedores e os públicos de interesse;

2- Um rigoroso processo de certificação, que examina todos os aspectos da empresa e que deve atender aos padrões de desempenho mínimos, além de ter um forte compromisso com a transparência no relatar publicamente seu impacto socioambiental;

3- Também fazer as mudanças legais para proteger sua missão ou finalidade comercial e, portanto, combinar o interesse público com o privado. Isso também irá construir uma confiança com os cidadãos, clientes, colaboradores e novos investidores.

 

POR QUE AS EMPRESAS DEVEM ADERIR AO MOVIMENTO? 

Além de tornar-se um negócio oficialmente engajado com a sustentabilidade em seu ramo de atividade, promovendo um desenvolvimento sustentável da empresa e da comunidade ao redor, também existem outros benefícios igualmente atraentes, como: economia nos serviços de acesso (CRM, e-commerce etc), atração de investidores ligados à economia solidária (empreendedores sociais) e participação em campanhas publicitárias criadas pela B-Corp, o que aumenta significativamente o seu nível de conhecimento e relevância no mercado. 

 

Acesse o site oficial e conheça todos os benefícios. 

III Fórum de Marketing Relacionado à Causa

By | Marketing na Conservação, Projetos de conservação | No Comments

No último dia 24, nós estivemos presentes no III Fórum de Marketing Relacionado à Causa, que aconteceu na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), em São Paulo. O evento contou com o apoio do Instituto Ayrton Senna, Cause, Ipsos, ESPM e Visa

Dentre os convidados especiais, estavam representantes dos institutos apoiadores, pequenos empreendedores, empresários e profissionais de comunicação. Os painéis de debate, intercalados com apresentações, fomentaram argumentações bastante interessantes, com diálogos embasados, além da inclusão de inúmeros cases de sucesso. 

 

APRESENTAÇÃO 

A apresentação deu-se pela exposição de conteúdo dos principais apoiadores do evento. Cada um com o viés mais voltado à sua área de atuação, souberam colocar de forma clara e objetiva como o marketing relacionado à causa se associa à cada um deles. 

A apresentação da Cause foi bastante interessante, trazendo pontos instigantes e agregando conhecimento sobre o tema. O principal ensinamento do dia foi: causa é o ponto de intersecção entre o propósito da organização e as demandas da sociedade. Ou seja, para que o marketing de causa seja feito de forma correta, ele precisa estar estreitamente alinhado com o DNA da empresa e as necessidades da comunidade. 

A execução da proposta de causa deve sustentar-se em quatro principais pilares: convicção, coerência, consistência e criatividade. Não adianta vender uma ideia e praticar o completo oposto dentro da organização. Por isso, a necessidade de alinhamento com o seu DNA. 

 

DADOS DO MARKETING DE CAUSA 2019 

A primeira apresentação temática do evento trouxe à tona um tesouro para nós, profissionais da comunicação: dados. A Ipsos, que é uma empresa focada em pesquisa de mercado, realizou um estudo sobre marketing relacionado à causa e apresentou os resultados durante o evento. 

Em resumo, ficou estatisticamente provado que o momento é excelente para as empresas se posicionarem, encontrarem uma causa coerente com seu core business, e investirem em comunicação voltada a este tema. O público jovem, que está transformando o mercado de consumo, vai muito além de uma mera avaliação dos produtos/serviços desejados, mas avaliam a marca como um todo. 

Além do preço, os consumidores levam a credibilidade e relevância da empresa em consideração. Dentre os principais fatores que motivam adesão à uma causa, estão “estar alinhada aos valores da empresa” e “ser apoiada por uma ONG que eu confio”. Ou seja, a causa virou um um bom motivador de compra. 

 

PAINEL 1: COMO AS MARCAS PODEM ABRAÇAR CAUSAS? 

O primeiro painel foi bem interessante e trouxe a debate ótimas questões e cases de sucesso. Reunindo empreendedores e representantes de empresas envolvidas em causas, foram abordados temas como as “Empresas B”, que aplicam de forma exemplar um sistema de negócio sustentável. Além do mais, também foi discutida a dificuldade de orçamento quando lidamos com o terceiro setor, a busca pelo engajamento interno, ou seja, o o exercícios de engajar primeiro sua equipe e colaboradores, para depois ampliar essa ideia mundo afora, etc.  

Mas, dentre todos os assuntos, o que mais chamou nossa atenção foi uma das tendências de mercado: a união de empresas concorrentes à favor de uma causa. Quando pensamos em grandes empresas, que são concorrentes diretas, e constituem a mesma luta por determinada causa em sua essência, elas podem unir forças à favor dela. Quando lutamos por um mundo ou uma sociedade melhor, toda ajuda é bem-vinda. Nessas horas não existe concorrência, apenas colaboração. 

 

PAINEL 2: UMA NOVA SOCIEDADE, NOVAS OPORTUNIDADES 

O segundo painel abordou os lados positivos e negativos da transformação de consumo e das novas leituras de marca feitas pelo público. Uma das questões debatidas foi a possibilidade de falhar com o marketing de causa, parecendo uma ação oportunista.

De fato, algumas pessoas podem enxergar o anseio corporativo por ajudar uma causa como oportunismo, mas o conselho dos especialistas foi: se for a essência da sua marca, se tiver verdade, comunique! O dilema do oportunismo assombrará os mais diversos negócios, mas o importante é fazer o bem.

Se não quer falhar, lembre-se que o marketing deve servir ao impacto e não o impacto servir ao marketing. A ordem correta é: solidificar a causa no DNA da empresa e depois comunicar com transparência, com verdade, não o contrário. 

 

PAINEL 3: ENGAJANDO PARA O BEM 

O terceiro e último painel foi mais caloroso que os demais, funcionando como um verdadeiro momento para debates, mostrando opiniões divergentes e igualmente capazes de agregar ao público. 

Ativista ambiental e criadora da empresa Menos 1 Lixo, Fê Cortez trouxe um comentário bem intrigante: “As empresas não têm propósito, por isso buscam apoiar quem tem”. Segundo ela, a maioria das empresas são criadas apenas com o objetivo de lucrar, mas lucro não é um propósito. 

Apesar de permitir diversas interpretações, acreditamos que nem todas as empresas conseguem tomar ações efetivas o suficiente para causar impacto no contexto desejado. Por isso, a importância de unir o poder de alcance destas empresas com projetos do terceiro setor. Se a organização possui recursos, sejam eles financeiros ou não, e a vontade de ajudar, por que não aliar-se de forma estratégica à uma ONG? Nós, da GreenBond, acreditamos fortemente no potencial dessas uniões. 

Outro ponto bastante debatido foi a métrica de sucesso utilizada por grandes corporações. Hoje, o lucro ou aumento da fatia de mercado são as principais formas de mensurar sucesso, mas, se quisermos um universo comercial realmente sustentável, essa métrica tem que mudar! As estatísticas de impacto sócio-ambiental devem listar entre os principais resultados alcançados pela empresa anualmente. Por exemplo: em quantos % a organização conseguiu diminuir a geração de lixo, se comparado ao ano anterior? 

 

Por fim, o último painel nos relembrou de uma verdade bem (in)conveniente: o planeta não precisa de nós, somos nós que precisamos dele. Então, de que vale o lucro, as transações financeiras, taxas de retorno, investimos de capital ou qualquer outro termo econômico, se não tivermos um mundo para viver? A sustentabilidade precisa vir à frente dos outros objetivos empresariais. Tornar o ambiente interno e externo melhores são medidas imprescindíveis para o evolução do seu negócio, da sociedade e do planeta.  

 

Dia do Consumo Consciente: a mudança começa em você!

By | Educação ambiental, Meio Ambiente | No Comments

Você sabia que, além do Dia do Professor, a data 15 outubro também celebra o Dia do Consumo Consciente? Ela foi instituído pelo Ministério do Meio Ambiente, para alertar a sociedade sobre os riscos da produção e do consumo exagerados e/ou inadequados. 

 

O QUE É O CONSUMO CONSCIENTE? 

O consumo consciente é uma contribuição voluntária, cotidiana e solidária de cada cidadão, com o intuito de garantir a sustentabilidade da vida no planeta. Consiste em ampliar os impactos positivos e diminuir os negativos do consumo no meio ambiente, na economia e nas relações sociais. 

Além de reduzir o exagero, o Dia do Consumo Consciente busca alertar para o fato de que um produto ou serviço deve minimizar o uso de recursos naturais, materiais tóxicos, diminuir a emissão de poluentes e a geração de resíduos. É uma reflexão que deve atingir não apenas os consumidores, mas as empresas e fabricantes também. 

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU número 12 diz: “Assegurar padrões de produção e de consumo sustentáveis”. Entre as metas, constam a redução pela metade o desperdício de alimentos per capita mundial; o manejo ambientalmente saudável dos produtos químicos e todos os resíduos; além da redução substancial da geração de resíduos por meio da prevenção, diminuição, reciclagem e reuso; entre outros.

 

DICAS PARA SER UM CONSUMIDOR SUSTENTÁVEL

O primeiro passo é repensar sobre a real necessidade de se adquirir determinado produto. Se optar pela compra, escolha sempre os produtos originais e solicite a nota fiscal,  pois somente no comércio legal pode-se buscar igualdade nas competições de mercado.

É de suma importância verificar onde o produto foi fabricado, visto que, quanto mais próximo de nossa casa, melhor. Ao comprar um produto oriundo da economia local, estamos ajudando a fortalecer essas empresas e colaborando para o desenvolvimento da região. Verificar a origem é importante também para evitar produtos de regiões ou países com práticas sociais inadequada, e para isso, você deve pesquisar as práticas de responsabilidade social das empresas.

Privilegie produtos duráveis e evite desperdício de alimentos. Ao descartar os resíduos, é importante checar o que pode ser reutilizado e reciclado, praticando a coleta seletiva. E, para o transporte dos itens, a sugestão é evitar o uso de sacolas plásticas descartáveis e privilegiar as sacolas duráveis e retornáveis.

No ramo da construção civil, também é possível fazer escolhas sustentáveis. Decida por um local onde dê para aproveitar a luz do sol, utilize materiais de menor impactos ambientais, calcule a quantidade de material para evitar desperdício e prefira tintas não tóxicas. 

 

A mudança para um mundo mais sustentável começa por você! Então, nós da GreenBond te desafiamos a repensar alguns hábitos, fazer escolhas planejadas e conscientes. #Partiu?

FICHA ANIMAL: lobo-guará

By | Animais ameaçados de extinção, Ecoturismo, Educação ambiental, Projetos de conservação | No Comments

Parente dos lobos selvagens e dos cachorros domésticos, o lobo-guará (Chrysocyon brachyurus) é o maior canídeo da América do Sul, podendo atingir até um metro de altura e impressionantes 30 quilos! O animal é típico do Cerrado e, além de ocorrer no Brasil, também podem ser encontrados em territórios argentinos, bolivianos, paraguaios, peruanos e uruguaios. 

Extremamente esguio e considerado até mesmo elegante, o animal também é conhecido como lobo-de-crina, lobo-vermelho, aguará, aguaraçu e jaguaperi, todos nomes atrelados a sua bela pelagem laranja-avermelhada. Na natureza, vive aproximadamente 15 anos.

 

HÁBITOS 

Apesar do porte imponente e da alcunha de “lobo”, essa espécie é mais tímida, solitária e praticamente inofensiva, preferindo manter distância de populações humanas. É avistado normalmente circulando por grandes campos nos fins de tardes e durante as noites.

Logo-guará vivendo de forma solitária. (Foto: Creative Commons)

 

ALIMENTAÇÃO 

O lobo-guará usa suas presas para se alimentar de pequenos animais, como roedores, tatus e perdizes, além de frutos típicos do Cerrado, como o araticum e a lobeira (Solanum lycocarpum). 

 

REPRODUÇÃO 

A cada gestação, que dura pouco mais de dois meses, nascem em média dois filhotes. O Guará costuma dar à luz no mês de junho e, quando nascem os filhotes, a fêmea não sai da toca e é alimentada pelo macho. Os filhotinhos nascem pretos, com a ponta da cauda branca. 

Filhotes de lobo-guará vistos na Fazenda Trijunção. (Fotos: Valquiria Cabral)

 

AMEAÇAS DE EXTINÇÃO 

No Brasil, o lobo-guará aparece na lista de animais ameaçados de extinção do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), com estado de conservação vulnerável. Isso porque, segundo estudiosos, há uma grande possibilidade do animal estar extinto em 100 anos! Mas, de acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN), o animal está na red list de animais quase ameaçados de extinção. 

(Foto: Edu Fragoso/Fazenda Trijunção)

 

ONÇAFARI E SEU ESFORÇO NA CONSERVAÇÃO DO LOBO-GUARÁ 

Além de trabalhar com a conservação de onças-pintadas, o Onçafari também realiza um incrível trabalho com os lobos-guarás. Os esforços de proteção do animal acontecem na Fazenda Trijunção, no Cerrado e na Fazenda Paineiras, na Mata Atlântica. Lá, equipes especializadas monitoram e estudam esses incríveis canídeos. 

No caso da Fazenda Trijunção, os resultados do trabalho já pode ser vivenciado por meio do ecoturismo, onde é possível avistar lobos 100% selvagens, no seu habitat natural. 

Lobo flagrado na Fazenda Trijunção. (Foto: Edu Fragoso)

Por que as abelhas são tão importantes para o planeta?

By | Animais ameaçados de extinção, Educação ambiental, Meio Ambiente | No Comments

As abelhas nos oferecem muito mais do que o doce do mel, elas atuam em um importante fenômeno ecológico: a polinização. Portanto, colocá-las sob ameaça, como estamos fazendo hoje, é colocar em risco a nossa própria sobrevivência. 

Infelizmente, as abelhas estão desaparecendo do planeta – algumas espécies correm risco de extinção global! O cenário é tão grave que organizações como a ONU já alertam para os perigos de escassez de alimentos por conta da mortalidade em massa dos insetos polinizadores. E, quando pensamos no contexto nacional, a previsão é igualmente preocupante, pois prevê-se que a população de abelhas e outros polinizadores possam diminuir em 13% até 2050, segundo análise da Universidade de São Paulo! 

 

(Foto: Creative Commons)

 

PEQUENOS GRANDES AGENTES AMBIENTAIS 

Além de polinizar frutas e legumes consumidos por nós diariamente, como tomate, berinjela, café e cacau, as abelhas também contribuem fortemente na manutenção das florestas. Se elas forem extintas, a reprodução de plantas silvestres ficará comprometida, visto que mais de 90% das espécies de vegetação tropical com flores e cerca de 78% das espécies de zonas temperadas dependem da polinização desses insetos.

 

(Foto: Creative Commons)

 

QUAIS SÃO AS PRINCIPAIS AMEAÇAS ÀS ABELHAS? 

A extinção de agentes polinizadores é um dos mais graves desastres globais emergentes. A tragédia impacta diretamente a quantidade e a qualidade dos alimentos produzidos, em um mundo já desarranjado quando se trata de comida na mesa.

Desmatamento, poluição e mudanças climáticas são algumas das ameaças já conhecidas, não só para as abelhas, mas para a fauna como um todo. No entanto, você sabia que os agrotóxicos também são grandes vilões para os insetos polinizadores? O glifosato, por exemplo, pode afetar o comportamento das abelhas, alterando sua sensibilidade por açúcar e habilidade de navegação, o que prejudica sua busca por alimentos e retorno à colônia.

 

É POSSÍVEL TER VIDA HUMANA SEM OS AGENTES POLINIZADORES? 

Assim como Einstein já dizia, “Se as abelhas desaparecerem da face da Terra, a humanidade terá apenas mais quatro anos de existência. Sem abelhas não há polinização, não há reprodução da flora, sem flora não há animais, sem animais, não haverá raça humana”.

É difícil afirmar que a vida humana não existiria sem as abelhas, mas que a diminuição da espécie impactaria profundamente na existência de vida, isso com certeza. As abelhas estão totalmente inseridas no nosso dia a dia, mesmo que de forma muito sutil. Dois terços, aproximadamente, de alimentos ingeridos são produzidos pela ajuda da polinização das abelhas. 

Esses pequenos insetos são pequenos no tamanho, mas de uma importância gigante para o planeta. Sem as abelhas, o mel acabaria e junto dele os produtos agrícolas. Além do mais, também afetaria a produção de animais para consumo, que sofreria grandes perdas, já que são herbívoros. Enfim, a vida selvagem em um geral sofreria sem elas, já que a vegetação seria reduzida de modo excessivo, e assim a acabaria a existência do planeta como um todo. 

 

(Foto: Creative Commons)

O olhar da GreenBond sobre as queimadas no Pantanal

By | GreenBond, Marketing na Conservação, Meio Ambiente, Não categorizado, Notícias | No Comments

Esse foi um mês bem movimentado para nós da GreenBond. Incêndios assolaram o Pantanal, atingindo boa parte dos projetos para os quais trabalhamos e mobilizou nossa equipe intensamente para fazer o melhor trabalho de comunicação. 

Infelizmente, foi um fenômeno que tomou o Pantanal de forma muito rápida, dando pouco tempo para planejamentos e ações elaboradas. Mas, com uma boa comunicação entre as equipes alocadas em campo e os colaboradores aqui de São Paulo, conseguimos manejar as informações para atualizar o público e usá-las estrategicamente no gerenciamento de crise. 

Sinais de fogo na Fazenda Caiman. (Foto: Onçafari)

 

AS QUEIMADAS NA FAZENDA CAIMAN/ONÇAFARI

No dia 9 de setembro, começou o primeiro foco de queimada numa fazenda em Miranda, vizinha do Refúgio Ecológico Caiman, que é o principal ponto de trabalho do nosso parceiro Onçafari. O fogo atravessou o rio Aquidauana e atingiu a fazenda, já colocando toda a equipe do projeto em alerta.

Incêndio que devastou o Pantanal no mês de setembro. (Foto: Onçafari)

 

Preocupados com os bichos locais e com as estruturas que abrigam colaboradores, hóspedes e animais, a equipe tomou decisões rápidas e acertadas, colocando a segurança de todos os seres ali presentes como prioridade. 

A primeira ação foi resgatar o Jatobazinho, onça residente do recinto de reintrodução, que estava passando por um período de treinamento para voltar à natureza. O felino foi rapidamente transportado para a Fazenda Vera Lúcia, onde acontece o projeto Onças do Rio Negro. Lá ele ficou protegido  e continuou sendo monitorado. 

 

Jatobazinho, a onça resgatada no incêndio pela equipe do Onçafari. (Foto: Leonardo Gomes)

 

Após o resgate, os colaboradores do Onçafari continuaram acompanhando o aparecimento das outras onças monitoradas, contabilizando uma a uma todas que estavam saudáveis e seguras. Até o momento, já foram confirmadas 9 onças, sendo 2 filhotinhos. 

O mais importante de toda essa mobilização foi a junção de diversos profissionais para salvar o Pantanal e mais do que isso, para comunicar e atualizar a população sobre cada passo durante a tragédia.

 

TRABALHO JUNTO DO SOS PANTANAL 

Um dos nosso parceiros é o SOS Pantanal, que auxilia de diversas formas no desenvolvimento sustentável do bioma. Junto deles, conseguimos ter um panorama mais fiel dos danos causados pelo fogo e traçar estratégias adequadas ao cenário. 

De acordo com as estimativas, foram mais de 1,5 milhões de hectares consumidos pelo incêndio (mais de 2 milhões de campos de futebol). Os pesquisadores detectaram cerca de 2.400 focos de incêndios só no mês de agosto, ultrapassando de forma considerável os números do ano passado. Ou seja, o retrato de queimadas de 2019 foi realmente assustador

A primeira ação tomada pelo SOS foi colocar profissionais em campo para mapear o estrago. Com fotos, vídeos e algumas informações mais profundas, pudemos comunicar com mais clareza o ocorrido, além de compor um relatório capaz de auxiliar no planejamento de soluções. O susto já passou, mas os trabalhos para recuperar o Pantanal estão apenas começando. 

 

Profissionais analisaram todos os dados coletados para salvar o máximo de recursos possível. (Foto: Onçafari)

 

A IMPORTÂNCIA DA COMUNICAÇÃO EM MOMENTOS DELICADOS 

A GreenBond desempenhou um papel importante diante desta terrível tragédia. Comunicar o que está acontecendo com transparência, imparcialidade e clareza é imprescindível para disseminar a informação, promovendo a educação ambiental. Explorar o assunto abordando causas, consequências e medidas protetivas, estimula o senso de conservação e pode até mesmo prevenir futuras ações catastróficas. 

 

Parte da equipe alocada para trabalhar no Pantanal durante os incêndios. (Foto: Onçafari)

 

Além da comunicação, nós também auxiliamos na criação da campanha de financiamento coletivo ancorada pelo Onçafari. A arrecadação servirá para reformar o recinto de reintrodução de onças-pintadas e recuperação dos recursos hídricos, além do cuidado com a flora local. E, quanto maior o número de pessoas impactadas pela causa, maior será o investimento na regenaração do Pantanal, por isso aplicamos muito tempo e esforço na divulgação da campanha. 

 

Marketing na Conservação: passado, presente e futuro

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Os problemas ambientais são resultado da ação do homem. Logo, a solução para esses problemas também deve partir da modificação, cessão ou renovação das atividades humanas, principalmente as que prejudicam diretamente o meio ambiente. Pensando neste contexto, é quase natural a utilização de estratégias e ferramentas adotadas no universo do marketing, com o objetivo de comunicar e mobilizar o maior número de pessoas à favor de uma causa em comum: salvar o planeta. 

Falando de forma superficial, o conceito de marketing consiste no processo de planejar e executar o desenvolvimento, valor, distribuição e promoção de produtos, serviços e/ou ideias, com o intuito de criar trocas benéficas para ambos os lados. De maneira geral, ele foca na construção de relacionamentos e narrativas, que são qualidades inatas dos seres humanos. Por isso, a ideia de aplicar o marketing na conservação reuniu esforços para influenciar o comportamento dos homens na adoção de alternativas sustentáveis, que pudessem mudar aos poucos os hábitos cotidianos. 

 

OS PRIMEIROS PASSOS DO MARKETING NA CONSERVAÇÃO

 

O Conservation Marketing surge nos EUA, a partir de um despertar geral de consciência ecológica na população. O primeiro registro oficial de campanha publicitária utilizada para beneficiar o meio ambiente foi o famoso Smokey Bear, um personagem americano criado para ajudar no combate aos incêndios florestais.

Smokey Bear 

Criada em 1944, a campanha “Smokey Bear Wildfire Prevention” é a mais longa campanha publicitária de serviço público da história dos EUA, educando gerações de americanos sobre seu papel na prevenção de incêndios florestais. Como um dos personagens mais reconhecíveis do mundo, a imagem de Smokey é protegida pela lei federal dos EUA e é administrada pelo Serviço Florestal do USDA, pela National Association of State Foresters e pelo Conselho de Anúncios. Apesar do sucesso da campanha ao longo dos anos, a prevenção de incêndios florestais continua sendo uma das questões mais críticas que afetam o país. A mensagem de Smokey é tão relevante e urgente hoje, quanto era em 1944! 

Campanha do Smokey Bear lançada em 1944.

 

COMO FAZEMOS HOJE? 

 

Apesar do crescente interesse em unir marketing social com biodiversidade, quando analisamos a execução de fato, o crescimento foi bem discreto, se comparado à outras aplicações da disciplina: 

Fonte: Artigo publicado no Social Marketing Quarterly

 

Atualmente, existem muitos esforços sendo feitos, principalmente fora do Brasil, para aumentar o conhecimento científico e geração de conteúdo sobre biodiversidade. Além disso, estudiosos da área de marketing se dedicam a fazer análises, estudar comportamentos e elaborar teorias para auxiliar na união da comunicação com os objetivos conservacionistas. No entanto, é preciso reconhecer que ainda existem grandes desafios para o uso do marketing aliado à políticas sociais, especialmente no que diz respeito a junção entre hábitos humanos e vida natural. 

O maior obstáculo encontrado hoje pelos pesquisadores é no que chamamos de “recompensa”. Os benefícios da preservação nem sempre são sentidos de forma imediata pelo público, em sua grande maioria são observados a longo prazo, o que os torna menos palpáveis e persuasivos. 

Quando olhamos para o cenário brasileiro, o panorama pode ficar um pouco pior. Além dos obstáculos naturais enfrentados pelo Conservation Marketing, ainda sofremos com a falta de estrutura, investimento e recursos para lidar com a comunicação. Uma pesquisa feita pelo Nossa Causa, confirmou o que já vínhamos suspeitando há tempos: os projetos de conservação reconhecem a importância da divulgação, mas não a fazem por questões financeiras ou por não saberem aplicar as estratégias e ferramentas adequadas ao orçamento. 

 

O QUE PODEMOS ESPERAR PARA O FUTURO? 

 

A primeira grande expectativa é a profissionalização dos colaboradores e processos envolvidos na comunicação das causas, ou terceirização da produção de conteúdo. Quanto mais embasadas em pesquisas e teorias, mais planejadas e estratégicas forem as campanhas, maior é a expectativa para os resultados, tanto na arrecadação de recursos, quanto na mobilização para a conservação da biodiversidade. 

Outra tendência para um futuro próximo é a integração das ciências comportamentais com esferas políticas e empresariais, aumentando a visibilidade para áreas como economia comportamental e design thinking. Ainda não há artigos ou estudos sobre o uso dessas práticas no marketing de conservação, mas existem diversas ferramentas que podem ser utilizadas e bem aproveitadas, sem necessidade de grandes mudanças na estrutura ou orçamento dos planejamentos. 

Pensando num cenário do “mundo ideal”, onde os projetos tivessem verba o suficiente para investir no setor de marketing, ainda seria possível utilizar recursos como Inteligência Artificial, Robôs, IOT (Internet das Coisas), Machine Learning e outras diversas inovações tecnológicas capazes de otimizar todos os processos. Mesmo que ainda tenhamos muitos outros desafios a serem superados antes de atingir tamanha evolução, é importante reforçar que a conservação tem um grande “oceano azul” para ser trabalhado. Temos alguns casos de sucesso, como WWF e Greenpeace, mas existem milhares de outros esforços igualmente incríveis sendo feitos, que precisam ser otimizados e comunicados da melhor forma. 

Inteligência Artificial capaz de detectar o rosto de primatas. (Foto: Divulgação)

 

Fontes: Social Marketing Quarterly Vol. 24, Vol. 25, Elsevier Ocean & Coastal Management.

As maravilhas do ecoturismo e turismo de aventura!

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As atividades turísticas são caracterizadas pelo conhecimento do novo. É quando você descobre um novo lugar, uma nova cultura, ou apenas vive novas experiências em um ambiente que, de alguma forma, é diferente para você. Então, já que trata-se de conhecimento, por que não unir o turismo à conservação da natureza? E foi a partir desta premissa que surgiu o Ecoturismo, modalidade que envolve, dentre outros, o Turismo de Aventura.

 

O QUE É ECOTURISMO? 

Segundo a Sociedade Internacional de Ecoturismo, o turismo ecológico consiste em viagens responsáveis, realizadas em áreas naturais. Os passeios visam preservar o meio ambiente e promover o bem-estar da população local. Entre seus princípios, destacam-se a conservação do patrimônio natural e cultural aliada ao envolvimento das comunidades locais, além da consciência ambiental ensinada aos turistas. As atividades devem promover a reflexão e a integração entre homem e ambiente, com envolvimento do turista nas questões relacionadas à conservação dos recursos, educação e desenvolvimento socioeconômico do destino escolhido.

Foto: Samuel GP/Creative Commons

 

O TURISMO DE AVENTURA NO CENÁRIO ECOLÓGICO 

No Brasil, as atividades de aventura estão, muitas vezes, relacionadas ao turismo na natureza, sendo praticadas em unidades de conservação ou ambientes naturais bem preservados. Dessa forma, apresentam forte ligação com o ecoturismo, o que leva, muitas vezes, à falta de entendimento de cada particularidade.

Se no ecoturismo a essência constitui-se pela apreciação das características naturais e culturais, promovendo um desenvolvimento sustentável do local, no Turismo de Aventura dá-se preferência à atividade física e situações desafiadoras. O denominador comum entre elas é a possibilidade de serem realizadas no mesmo ambiente e a preocupação preservacionista. Teoricamente, a distinção parece clara, mas na prática, percebe-se a utilização dos dois conceitos para indicar as mesmas coisas. 

Mas, apesar das confusões, não tem como negar que a aventura é um enorme atrativo aos turistas e que, por conta dela, o ecoturismo também vem ganhando cada vez mais força no Brasil. Associar os desafios ao convívio e conhecimento da natureza é um dos grandes fatores apaixonantes neste universo. 

Segundo a ABETA (Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura), as atividades de Turismo de Aventura mais praticadas pelos brasileiros, dentro de cenários naturais, são: arvorismo, bungee jump, caminhada e caminhada de longo curso, cavalgada, cicloturismo, observação de vida selvagem, rapel, tirolesa, balonismo, paraquedismo, canoagem, flutuação, kitesurfe, mergulho, rafting, entre outros. 

Foto: Creative Commons

IMPORTÂNCIA DO ECOTURISMO E T.A. PARA A CONSERVAÇÃO

De acordo com a WWF, o ecoturismo, quando corretamente planejado e desenvolvido, pode trazer às populações locais benefícios amplos: oportunidades de diversificação e consolidação econômica, geração de empregos, conservação ambiental, valorização da cultura, conservação e/ou recuperação do património histórico, entre outros. 

É certo que os impactos são inevitáveis a partir do momento que o ser humano, mesmo que de forma discreta, intervém no habitat natural. Até por isso, ainda existe o desafio de conciliar completamente o desenvolvimento econômico com a preservação da natureza. Mas uma coisa você pode ter certeza: quem gosta da natureza e reserva um tempo para descobri-la, tende a respeitá-la.

Foto: Creative Commons

 

ABETA SUMMIT – CONGRESSO BRASILEIRO DE ECOTURISMO E TURISMO DE AVENTURA

Pensando nas melhores práticas do ecoturismo e com o objetivo de evoluir de forma sustentável essa prática no Brasil, a ABETA realiza um congresso de capacitação anualmente.
O Congresso Brasileiro de Ecoturismo e Turismo de Aventura – ABETA SUMMIT, desde 2003, é o principal evento da cadeia produtiva do turismo de natureza no Brasil. Considerado um dos mais importantes fóruns de discussões do setor, reúne nomes importantes de empresários, gestores públicos, consultores, acadêmicos, ativistas, jornalistas, guias e condutores de atividades em ambientes naturais. Oferece ao seu público uma grande variedade de palestras, oficinas de capacitação, visitas técnicas e encontros de negócios, visando produzir conhecimento para melhorar a capacidade de gestão e inovação de micros e pequenos negócios, ampliar a rede de relacionamentos do segmento e promover novas oportunidades de negócios para empresas e destinos turísticos.

Neste ano, a GreenBond teve o prazer de participar, agora em agosto, e aprender bastante com as palestras e conteúdos apresentados!