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Fernanda Sá

WAITA realiza o II Workhop: Reabilitação, Monitoramento e Conservação da fauna silvestre a Greenbond embarcou nessa!

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Você é do time da conservação? Trabalha ou se interessa pela reabilitação e monitoramento de animais silvestres? Então esse recado é pra você!

A equipe do WAITA Instituto de Pesquisa e Conservação, iniciou no ano passado, uma tradição que promete perdurar por anos, devido a sua originalidade e importância para conservação: O  Workhop: Reabilitação, Monitoramento e Conservação da fauna silvestre (#RMC).

 

#RMC2019. Foto: WAITA

 

#RMC2019

Em outubro de 2019 o WAITA realizou o I Workhop: Reabilitação, Monitoramento e Conservação da fauna silvestre. O #RMC2019.

Diferente dos eventos já conhecidos, o WAITA propôs uma ideia inovadora que surpreendeu participantes e ouvintes. Além das tradicionais palestras, o evento contou com espaços de discussão riquíssimos, onde várias instituições, ao mesmo tempo,  puderam trocar experiências e vivências sobre temas que atuam. 

O objetivo do evento foi promover a integração entre as instituições, fortalecer e criar parcerias, discutir ações em prol da conservação, traçar metas, trocar conhecimentos e tudo isso de uma maneira muito leve e divertida. Objetivo este, alcançado com louvor.  

Foram 16 palestras, mais de 25 instituições, seis espaços de discussão, quase 250 participantes e muitas, muitas novas experiências e aprendizados.

 

#RMC2019. Foto: WAITA

 

#RMC2020 – 10 Anos de WAITA

O resultado do #RMC2019 foi tão positivo que a equipe do WAITA, mesmo com a pandemia ocasionada pelo COVID-19, se sentiu na obrigação de repetir a dose e, esse ano o evento contará com um toque mais que especial, comemoração dos 10 anos do WAITA. 

O II workshop de Reabilitação Monitoramento e Conservação da Fauna Silvestre, será  realizado na próxima semana nos dias 09, 10 e 11 de dezembro de 2020 (programação completa).

Na sua segunda edição, o #RMC2020 ocorrerá inteiramente ONLINE, GRATUITO e com entrega de CERTIFICADO. 

Essa foi a forma que a equipe do WAITA encontrou de democratizar o acesso ao conhecimento técnico e científico em tempos de pandemia e se consolidar como um importante fórum nacional sobre a conservação da fauna silvestre. 

O evento reunirá 18 palestras, 5 espaços de discussão de alto nível e 37 diferentes instituições do Brasil todo. 

Pesquisadores, funcionários de agências ambientais e ONGs conservacionistas, além de ministrar palestras inspiradoras, se dividirão entre 5 eixos temáticos para trocar muitas figurinhas. São eles: Espaço Reabilitação de animais silvestres, Espaço Monitoramento de animais silvestres, Espaço tráfico de animais silvestres, Espaço marketing para a conservação e educação ambiental, e Espaço Medicina veterinária no manejo, conservação e em desastres envolvendo fauna silvestres.

Além de tudo isso, esse ano o #RMC contará com concurso de desenho e de fotografia da fauna silvestre! Tem como não se inscrever? Impossível né!

Com certeza, o sucesso deste segundo encontro está garantido!

A Greenbond e o #RMC2020

 

A Greenbond foi convidada pelo WAITA para participar da produção deste evento lindo! Assumimos a produção de artes, edição de vídeos e suporte técnico em mídias sociais. O resultado está ficando incrível e promete muitas surpresas para essa edição especial.

Claro que nós não ficaríamos de fora dessa, né? Falou em conservação, falou da Greenbond. Estamos ansiosos!

Quem ainda não fez inscrição, clica aqui que ainda dá tempo! Você não perde por esperar!

Gigantes da conservação: Suzana Padua

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Você conhece as grandes personalidades da conservação? Ao longo dos anos, pudemos contar com alguns heróis que deram início a grandes ideias ou tiveram papéis importantes em determinados projetos de proteção ao meio ambiente. Seus princípios e histórias de vida são uma inspiração para nós, que formamos uma enorme corrente a favor da natureza.  

Vamos explorar a história desses gigantes aqui em nosso blog. A informação é nossa principal arma. Por meio dela, desejamos munir a população de conhecimento, inspirar cidadãos comuns e trazer o maior número de pessoas  para o “lado verde da força”.

 

Hoje vamos falar de uma mulher incrível que é referência nacional e internacional na área da Educação Ambiental: Suzana Machado Padua. 

 

Mulheres de ImPACTO - Suzana Padua - Blog do IPÊ

Foto: Blog do IPE

 

Doutora em desenvolvimento sustentável e mestra em educação ambiental, Suzana é uma das fundadora do IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas onde atualmente é presidente. 

 

A história por trás dessa grande pesquisadora 

Suzana Padua desenvolveu o seu amor pela natureza cedo. Filha de pai caçador, ficava intrigada e incomodada com as razões que o leva a exercer tal atividade. Tantos questionamentos a fizeram gostar e se importar com a natureza e com o que nós, humanos, estamos fazemos como ela. ¨ Nós, brasileiros, temos um patrimônio natural inigualável e precisamos acordar para a riqueza que herdamos antes de nos tornarmos pobres ou mesmo órfãos desse legado¨ Suzana Padua.

 A história de Suzana com a educação ambiental não foi planejada. Ao acompanhar seu marido, Claudio Padua, na coleta de seus dados de doutorado, cujo foco era o mico-leão preto,  espécie endêmica de São Paulo, Suzana acabou convivendo intensamente com a comunidade de Pontal do Paranapanema e notou uma falta de sensibilidade e valor associado à natureza pelos moradores. 

Disposta a mudar essa perspectiva, Susana iniciou um trabalho de educação ambiental com a comunidade com o objetivo de sensibilizar as pessoas e torná-las aliadas na árdua missão de conservação da rica fauna e flora local, principalmente destacando a importância de se preservar as espécies endêmicas da região.   

Esse foi o início de uma linda história de amor com a educação ambiental que não parou nunca mais. 

Quando perguntada em uma entrevista concedida para a Revista EA sobre o que é Educação Ambiental e sua importância, Suzana respondeu: ¨celebração da vida – Estamos acostumados a nos colocar no centro de todas as decisões e assim nos posicionamos como a espécie que merece destaque sobre todas as demais que habitam nosso planeta. A educação ambiental pode inspirar o respeito e essa admiração profunda pelas maravilhas que existem na natureza, inclusive em outros seres humanos que nem sempre são tão considerados por nossa sociedade como merecedores de atenção. Por isso, a educação ambiental trata do socioambiental de uma maneira indissociável, integrada, propiciando um ambiente harmônica para gente e natureza ¨.

 

Claudio e Suzana: marido e mulher em prol da natureza. Foto: Claudio Rossi

 

Carreira profissional

Suzana Padua criou e coordenou por três anos, um programa de educação ambiental no Pontal do Paranapanema (SP) e desenvolve diversas pesquisas na área de educação ambiental. Como resultado de seu trabalho, publicou diversos trabalhos no Brasil e no exterior. 

Ministra cursos para professores e profissionais de diversos campos de interesse e ajudou a construir o centro educacional do IPÊ, na qual é presidente e que hoje congrega cursos livres, Mestrado e MBA, na Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade – ESCAS. Suzana é fellow Ashoka, líder Avina e empreendedora socioambiental da Folha de São Paulo. 

 

Líder de ONG quer construir campus para semear sustentabilidade

Foto: Catraca Livre

 

Premiações

Como era de se esperar, Suzana recebeu prêmios nacionais e internacionais pelo seu excelente trabalho. Alguns deles são , o Prêmio Claudia, em 2002, Prêmio Mulheres mais Influentes do Brasil pela Forbes, Jornal do Brasil e Gazeta Mercantil, em 2005, o Prêmio Ford Motor Company de Conservação Ambiental, em 2006,  Prêmio Empreendedores Sociais da Folha de São Paulo e Fundação Schwab, em 2009.

 

Suzana, agradecemos imensamente pelos seus serviços prestados a natureza e a humanidade e que seu trabalho gere ainda mais frutos positivos!

Luan Santana irá realizar live diretamente do rio Paraguai em prol do Pantanal- Movimento o Pantanal Chama

By | Desastre Ambiental, Eventos de Conservação, Notícias | No Comments

O Pantanal enfrenta o pior cenário de todos os tempos. Com a pior seca dos últimos 47 anos, uma onda de incêndios devastou mais 4 milhões de hectares do bioma. Isso equivale a 29% de todo o Pantanal. 

Os danos ambientais e econômicos ainda são incalculáveis. Milhares de animais mortos e feridos, vegetações destruídas, propriedade invadidas pelo fogo e comunidades inteiras vivendo em situação de vulnerabilidade.

 

incêndios Pantanal

 

Movimento “O Pantanal chama”

 

Entendendo a real necessidade de apoio ao bioma,  Instituto SOS Pantanal, UniãoBR e por Luan Santana, criaram o movimento “O Pantanal chama”. Uma ação conjunta que tem como objetivo:

  • Prestar suporte emergencial à fauna afetada pelo fogo 
  • Prestar apoio à comunidades em vulnerabilidade
  • Promover a restauração de áreas degradadas através do plantio de mudas nativas. 
  • Estruturar de brigadas rurais voluntárias fixas pelo bioma, treinadas, equipadas e integradas aos bombeiros

 

Várias instituições também estão apoiando esse movimento, atuando em diferentes frentes. Você também pode fazer a sua parte!  Acesse o site: opantanalchama.sospantanal.org.br , assine, doe e compartilhe! 

 

Live Luan Santana

Extremamente comovido e disposto a mudar a realidade do Pantanal, Luan Santana resolveu fazer mais do que compartilhar mensagens em redes sociais. Além de compor uma música belíssima com uma letra impactante intitulada: “Um grito entre as cinzas”, o cantor fará, domingo agora, dia 22 de novembro, uma live diretamente do Rio Paraguai e todo recurso arrecadado através de doações será destinado ao movimento O Pantanal chama. O show terá a participação de outros artistas e será transmitido ao vivo pelos canais de Luan Santana e no canal National Geographic Brasil. 

 

O Pantanal Chama, com Luan Santana, no National Geographic | National Geographic

 

“Vou fazer a live do dia 22 de novembro lá mesmo, mostrando tudo o que está acontecendo no Pantanal. Não só porque sou sul-mato-grossense , mas porque somos brasileiros. Trata-se de uma tragédia nacional, que atinge todos os biomas que o Brasil tem. Os especialistas garantem que jamais houve uma quantidade tão grande de focos de incêndio. São focos de incêndio intermináveis, fortes e intensos. Eu tive a chance e honra de conhecer e desfrutar do Pantanal por várias vezes. É um contato tão forte com a natureza que você se sente em conexão direta com Deus”, diz Luan.

A ideia é também lançar produtos temáticos (sobre o Pantanal) para sua loja virtual, com renda revertida para a instituição ligada ao projeto. “Há um mês entrei nas minhas redes sociais para falar sobre o projeto ‘O Pantanal Chama’, alertando empresas e pedindo à população para a gente lutar agora e salvar esse paraíso”, completa.

 

 

Onde o bond entra nessa história?

A equipe da Greenbond está desempenhando um papel fundamental na interlocução, comunicação e organização deste evento e estará presente no dia da live documentando tudo pela SOS Pantanal.

 

Não perca esse movimento lindo e super importante! Dia 22 de novembro às 17h!

 

 

 

 

Dia 01 de dezembro – Dia de doar

By | Datas comemorativas | No Comments

 

O Dia de Doar é um movimento nacional com intuito de incentivar a doação no Brasil. 

 

 

A ideia da mobilização é estabelecer ligações entre pessoas e causas, provendo ações generosas e solidárias. O Brasil infelizmente é um país cuja a cultura de realizar doações é muito pouco difundida. Essa ação anual, apoiada por diversas instituições, busca modificar essa realidade.

No Brasil, o Dia de Doar começou em 2013. A partir de 2014 o Brasil passou a fazer parte do movimento global. Hoje 72 países fazem parte desse movimento.

 

 

Em 2020, o dia de doar será dia 01 de dezembro, terça-feira. Milhares de organizações de diversas partes do Brasil já estão se organizando para receber doações. Uma das maneiras dos brasileiros de demonstrar o seu apoio e sua doação nesse momento tão importante é usando a hashtag #diadedoar nas mídias sociais.

O Dia de Doar é realizado pelo Movimento por uma Cultura de Doação, uma coalização de organizações e indivíduos que buscam incentivar a participação das pessoas com as causas e organizações, por meio de doações. 

Em 2019 R$2,3 milhões de reais foram arrecadados por doações, sendo estas doações onlines e de campanhas próprias de organizações e empresas. 30 campanhas comunitária foram realizadas e 100 histórias de doação foram compartilhadas.

 

diadedoar photo

Fonte: Dia de doar.

 

Incentivar as pessoas a doar e contar sobre essas ações é importantíssimo para colaborar com a disseminação da cultura de doação no nosso país, inspirando assim outras pessoas a fazer o bem e compartilhar essa experiência tão rica.

Preparar um campanha de doação para sua instituição no dia de doar, além de contribuir para a mudança de mentalidade dos brasileiros incentivando as doações frequentes, é uma ótima alternativa de arrecadação de fundos, uma vez que em datas como essas as pessoas tendem a ficar mais sensibilizadas.

A campanha Dia de Doar disponibiliza materiais gratuitos para campanhas. Basta baixar no site

E aí? Já planejou a sua ação?

Ficha animal: Bicudo (Sporophila maximiliani)

By | Animais ameaçados de extinção, Conservação, Ecoturismo | No Comments

Já ouviu falar dos bicudos? 

São pequenos passarinhos extremamente ameaçados de extinção mas que tem despertado a atenção de uma galera da conservação. 

 

Há mais de 50 anos não eram vistas espécies de bicudo nativas no Brasil e há mais de 80 anos não eram vistas em MG — Foto: Alice Lopes/Acervo Pessoal

Bicudo Macho. Imagem: Alice Lopes.

 

Características

Também conhecido como bicudo-do-norte (SP), bicudo-preto e bicudo-verdadeiro, o bicudo (Sporophila maximiliani) é um passeriforme pequeno da família Thraupidae ( entre 14,5 e 16,5 centímetros de comprimento). 

Os machos adultos apresentam coloração preta, com uma mancha branca na parte externa das asas. As fêmeas e os filhotes apresentam coloração parda, em tons de castanho. Os jovens machos começam a adquirir a plumagem de adulto por volta dos 12 meses de idade.

Seu bico, que dá nome à espécie é bastante robusto, sendo facilmente diferenciado dos demais  sporophilas devido a sua grande proporção em relação a cabeça.

 

Confira algumas informações sobre os bicudos, aves da família de sanhaçus e saíras — Foto: Arte/TG; Ilustração/Tomas Sigrist

 

Canto

O canto dos bicudos lembra o som de uma flauta e ocorrem variações regionais e individuais. Apesar de serem praticamente inexistentes na  natureza, em cativeiro são bastante abundantes sendo muito apreciados em campeonatos de canto. 

 

Bicudo macho. Imagem: Criadouro São Miguel.

 

Hábitos

Pouquíssimo se sabe sobre seus hábitos em vida livre. Além de serem naturalmente muito raros, são considerados já extinto em várias regiões onde ocorria.

Acredita-se pelos poucos estudos que existem e basicamente por relatos populares que a espécie habita pastos alagados, veredas com arbustos, bordas de capões de mata, brejos, beiras de rios e lagos, aparentemente em locais próximos à água.

São animais territorialistas, sendo encontrados em pares que defendem seus territórios contra invasores. 

 

A ave fêmea dos bicudos se difere por apresentar tons pardos, se opondo ao preto forte dos machos — Foto: Alice Lopes/Acervo Pessoal

Bicudo fêmea. Imagem: Alice Lopes

 

Reprodução

A estação reprodutiva vai de outubro a março, podendo um casal ter até três ninhadas no período. Cada postura varia de 2 a 3 ovos e o período de incubação vai de 13 a 15 dias. 

 

Alimentação 

Sua dieta se assemelha com os demais sporophilas, sendo composta por capim-navalha (Hypolytrum pungens), navalha-de-macaco (Hypolytrum schraerianum) ou a tiririca (Cyperus rotundus). 

Distribuição geográfica 

Os bicudos, originalmente eram encontrados no Amapá, leste e sudeste do Pará, Maranhão e Rondônia e, localmente, no Nordeste e Centro-oeste do País, de Alagoas ao Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo, estendendo-se para oeste até Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso. Encontrado localmente também da Nicarágua ao Panamá e em todos os demais países amazônicos, com exceção do Suriname.

 

Municípios onde os observadores do WikiAves registraram ocorrências da espécie bicudo (Sporophila maximiliani).

 

 

Principais ameaças 

Por serem bastante apreciados por humanos os bicudos sofreram uma grande pressão de captura e hoje são já são considerados extintos em alguns estados como Rio de Janeiro e São Paulo.

Acredita-se também que os animais possam sofrer com envenenamento por agrotóxico devido a sua eventual alimentação em plantações de arroz.

 

Projetos desenvolvidos

Buscando alterar o seu crítico estado de conservação, pesquisadores de aves realizam importantes pesquisas e buscas pela espécie.

Após quase 3 anos de busca, em fevereiro de 2020, pesquisadores do WAITA Instituto de Pesquisa e Conservação encontram uma pequena população de Bicudos no leste de Minas Gerais e os vem monitorando desde então. 

Haviam mais de 80 anos que a ave não era encontrada em Minas e o reencontro trouxe esperança.

“Renova nossas energias e esperanças de vê-lo repovoando o Estado. Esse registro possibilitará diversos estudos comportamentais sobre habitat, alimentação e reprodução, que são praticamente inexistentes e serão fundamentais para subsidiar um futuro programa de reintrodução”. Alice Lopes, bióloga do WAITA.

Os bastidores do evento: #UmDiaNoParque

By | Datas comemorativas, Marketing na Conservação | No Comments

 

A algum tempo atrás postamos aqui sobre um evento incrível que acontece todos os anos em diferentes parques nacionais do Brasil, se lembram?

O Um Dia no Parque é um movimento criado para celebrar a natureza brasileira. Um momento proposto para refletir sobre a importância dos parques, unidades de conservação e reservas existentes no Brasil e, mais do que isso, um momento para enaltecer  a nossa conexão com a natureza.

Unidades de Conservação do Brasil todo se mobilizam em uma data única para comemorar esse movimento lindo e cheio de respeito.  Não acompanhou? Confere aqui rapidinho pra entender do que se trata.

 

 

Pois bem! O Um dia no Parque 2020 aconteceu no dia 18 de outubro de 2020 e foi um enorme sucesso.  Devido a pandemia do COVID-19, este ano o evento aconteceu online, mas nem por isso deixou de ser maravilhoso. Tá tudinho gravado, quem não pode ver na hora, clica aqui que ainda dá tempo.

 

 

Mais de 170 parques nacionais participaram do movimento, várias instituições,  artistas e pessoas se engajaram e apoiaram a causa gravando depoimentos lindos sobre sua conexão com a natureza. Foi realmente um dia que vai ficar na memória.

O que você pode nem imaginar é que, para isso tudo dar certo, muita água rolou nos bastidores.

 

 

A equipe da Greenbond foi convidada para ser a responsável pela estratégia de comunicação, gestão das mídias sociais e transmissões das lives do evento e topou esse grande desafio com unhas e dentes.

 

 

 

Foram dois meses intensos de muito trabalho duro desde a criação da identidade visual do Um dia do Parque 2020 até a transmissão do evento final. 

Foram inúmeras reuniões, 87 posts de Instagram e Facebook criados, mais 170 stories, 3 vídeos editados para Youtube, 10 banner e capas produzidas, 4 gestões de lives, mais de 25 uploads de vídeos, além é claro de toda a gestão da live no dia do evento.

Ufa… Muita coisa! Mas o mais importante é o resultado que conseguimos alcançar juntamente com a equipe do evento. Quando o trabalho é feito com dedicação, o resultado sempre é incrível!

 

A Greenbond agradece pela oportunidade oferecida pela organização do Um dia No Parque e pela confiança no nosso trabalho!

Que venha o Um dia Parque 2021 e que dessa vez, possamos voltar a fazer tudo do jeitinho que gostamos. No meio do mato!

 

 

Gigantes da conservação: David Attenborough

By | Aquecimento Global, Conservação, gigantes da conservação | No Comments

Você conhece as grandes personalidades da conservação? Ao longo dos anos, pudemos contar com alguns heróis que deram início a grandes ideias ou tiveram papéis importantes em determinados projetos de proteção ao meio ambiente. Seus princípios e histórias de vida são uma inspiração para nós, que formamos uma enorme corrente a favor da natureza.  

Vamos explorar a história desses gigantes aqui em nosso blog. A informação é nossa principal arma. Por meio dela, desejamos munir a população de conhecimento, inspirar cidadãos comuns e trazer o maior número de pessoas  para o “lado verde da força”.

 

O blog de hoje com certeza vai encher de ternura os corações de muita gente que cresceu vendo os documentários desse gigante. Vamos falar sobre um ambientalista que ao 94 anos não cansa de nos surpreende. Após pouco mais de quatro horas de sua primeira postagem no Instagram, atingiu a incrível marca de um milhão de seguidores. Já sabem de que estrela estamos falando? Ninguém mais ninguém menos que David Attenborough.

 

David Attenborough

Imagem: BBC Studios/Alex Board

 

David Attenborough e a comunicação científica

David Attenborough nasceu no dia 8 de maio de 1926 na Inglaterra ainda criança adquiriu uma enorme admiração pela natureza. 

 

David Attenborough fotografado ao lado do jovem príncipe Charles e da princesa Anne

Attenborough produz programas sobre animais desde os anos 1950. Nesta foto, ele mostra uma cacatua para um jovem príncipe Charles (no meio) e sua irmã, a princesa Anne. Imagem: GETTY IMAGES

 

David foi um colecionador ávido de tudo relacionado ao meio natural em sua infância, desde fósseis a espécimes vivos.  Anos mais tarde se formou em Ciências Naturais na Universidade de Cambridge e na década de 50 começou a apresentar programas de TV sobre o reino animal, ingressando na BBC em 1952.

Em 1979 David lançou o que veio a ser um dos maiores destaques na sua carreira. Life on Earth, uma série de 13 episódios que revolucionou pela complexidade técnica e escala. A série foi um sucesso, assistida por aproximadamente 500 milhões de pessoas do mundo todo. 

Mesmo antes da existência das redes sociais, um dos episódios da série, que relata o encontro de Attenborough com um grupo de gorilas da montanha em Ruanda, viralizou, ocupando o 12º lugar em uma pesquisa de 1999 sobre os 100 melhores momentos da TV.

 

David Attenborough em seu encontro com gorilas. Imagem: John Sparks

 

Apesar de um pouco atrasado neste aspecto, em 2005, David passou a se posicionar publicamente em relação às mudanças climáticas e em 2006 produziu dois documentários para a TV sobre mudanças climáticas. 

“Desde que fiz o primeiro programa de televisão, há três vezes mais pessoas no planeta do que antes, e agora estamos percebendo o dano terrível que causamos”, disse ele à BBC.

“Cada respiração nossa, cada garfada de comida que comemos, vem do mundo natural em última instância e, se o danificarmos, prejudicamos a nós mesmos.”

 

David Attenborough em frente a uma multidão no festival Glastonbury em junho de 2019

David Attenborough é querido por jovens: no ano passado, foi recebido como uma estrela de rock durante sua aparição surpresa no festival de música Glastonbury. Imagem: GETTY IMAGES

 

O reconhecimento

Toda uma vida dedicada ao mundo natural não poderia passar despercebida. Além de ser uma inspiração para muitos ambientalistas mundo afora. David recebeu prêmios de vários governos e instituições, dezenas de títulos honorários de universidades em todo o mundo e tem seu nome em 20 espécies, incluindo um dinossauro, o Attenborosaurus conybeari (uma criatura marítima).

 

O esqueleto fossilizado de um dinossauro batizado em homenagem a David Attenborough

Esta espécie de dinossauro aquático batizadas com o nome de Attenborough. Imagem: BBC

 

David Attenborough no livro dos recordes. 

David Attenborough entrou para o livro dos recordes em 2020 ao criar uma conta no Instagram e atingir a meta de um milhão de seguidores em apenas 4h e 44 minutos.  Como esse tempo, bateu o record de David Beckham, Jennifer Aniston, Príncipe Harry e o Papa Francisco.

Em sua primeira postagem, David fez um vídeo de alerta abordando os desafios e importância de salvar o planeta afirmando ainda que “Salvar nosso planeta é agora um desafio de comunicação”.

Em pouco mais de um mês, o perfil de David já bateu 6 milhões de seguidores. Vale ressaltar que o Instagram é uma rede social que atinge majoritariamente o público jovem e que David já passou dos seus 90 anos bem vividos. 

 

Sir David Attenborough

David Attenborough em sua primeira publicação no Instagram. Imagem: BBC

 

O que temos a concluir sobre esse bom senhor? Que ele fez, faz e fará a diferença na vida de muita gente!

Obrigada David, por toda inspiração, dedicação e por nós fazer apaixonar cada vez mais pelo nosso planeta e sua exuberante natureza!

Ficha animal: Lobo-guará (Chrysocyon brachyurus)

By | Animais ameaçados de extinção, Conservação | No Comments

O lobo-guará é o maior canídeo da América do Sul. Sua família inclui os cães, lobos e raposas.

Seu nome científico (Chrysocyon brachyurus) significa cachorro vermelho de cauda curta. O próprio nome popular, Guará, de origem tupi-guarani, remete ao seu tom avermelhado de pelagem.

 

Lobo-Guará

Lobo-guará. Foto: todamateria.com

 

Características

Grande parte da pelagem dos lobos-guarás é laranja-avermelhada. Suas pernas são pretas e longas, a garganta e a ponta da cauda são brancas e a crina preta. Possuem excelente olfato e audição. As orelhas bem compridas, desproporcionais ao tamanho da cabeça, amplificam os sons e ajudam a localizar as presas.

É um animal alto e esguio, com os maiores machos alcançando até um metro de altura nos ombros e máximo de 40 kg e podem viver de 12 a 15 anos.

 

Entre carros e plantações, lobo-guará luta para sobreviver no que resta do Cerrado | National Geographic

Lobo-guará. Foto: Adriano Gamarini

 

Onde ocorrem

É um animal típico do Cerrado. 

Além do Brasil, pode ser encontrado em regiões da Argentina, Bolívia, Paraguai, Peru e Uruguai.

 

Distribuição geográfica do lobo guará

Ocorrência do lobo-guará. Fonte: todamateria.com

 

Hábitos

Ao contrários de outras espécies de lobo que vivem em matilha, o lobo-guará é um animal de hábito solitário. É avistado, normalmente, em grandes campos nos fins de tardes e durante as noites.

São animais tímidos, preferindo manter distância de populações humanas, mas devido a degradação do hábitat que vivem, acabam se aproximando de centros urbanos em busca de alimentos.

 

Alimentação

O lobo-guará é um animal onívoro, podendo se alimentar tanto de plantas, quanto de animais. Suas presas variam desde roedores, tatus, aves, lagartos, cobras, artrópodes e vários frutos. Um dos principais alimentos do lobo-guará é a lobeira (Solanum lycocarpum), uma fruta é típica do Cerrado. Ao se alimentar da lobeira, o lobo-guará ajuda a dispersar as sementes da frutinha em suas fezes.

 

Lobo-Guará - Que Bicho é Esse?

lobo-guará se alimentando. Foto: Bichos curiosos

 

Reprodução

Por ser um animal solitário, os encontros entre macho e fêmeas ocorrem apenas em períodos reprodutivos, entre abril e junho. Os nascimentos dos filhotes ocorrem entre junho e setembro e a gestação dura de 56 a 67 dias.

Em cada ninhada podem nascer de um a sete filhotes, que nessa fase possuem a pelagem escura. Eles permanecem em todas escavadas pelas mãe por cerca de sete semanas. 

 

Lobo-Guará

Filhote de lobo-guará. Foto: todamateria.com

 

Ameaças

Mundialmente reconhecidos como ameaçados de extinção, os lobos vem sofrendo bastante com ações humanas.

O desmatamento é um dos principais problemas enfrentados pela espécie,  reduzindo sua área de vida e forçando-os a migrar para outros locais, principalmente em busca de alimento. 

Por estarmos expandindo cada vez mais as cidades, e invadindo o espaço natural da espécie, os lobos podem ocasionalmente predar animais domésticos (como galinhas e patos), causando uma série de conflitos com humanos, que podem levar até ao abate do indivíduo. Devido ao desconhecimento da população, acabam sendo visto como grandes e perigoso predadores. 

Pelo fato de ter uma área de vida grande (que pode chegar a mais de 100 km²) o lobo frequentemente cruza estradas, somado ao fato de que os lobos podem se alimentar de carcaças de animais na beiras das estradas, é muito comum o atropelamento desses animais.  

Atropelamento-Lobo-guara

Lobo-guará atropelado. Foto: FUNBIO

 

Os lobos-guarás são realmente animais incríveis, não são? Então vamos ajudar a preservá-los!

 

Texto por: Fernanda Sá

 

 

 

Gigantes da Conservação: Patrícia Medici

By | gigantes da conservação | No Comments

Você conhece as grandes personalidades da conservação? Ao longo dos anos, pudemos contar com alguns heróis que deram início a grandes ideias ou tiveram papéis importantes em determinados projetos de proteção ao meio ambiente. Seus princípios e histórias de vida são uma inspiração para nós, que formamos uma enorme corrente a favor da natureza.  

Vamos explorar a história desses gigantes aqui em nosso blog. A informação é nossa principal arma. Por meio dela, desejamos munir a população de conhecimento, inspirar cidadãos comuns e trazer o maior número de pessoas  para o “lado verde da força”.

 

Hoje vamos falar de uma grande pesquisadora. Ela ajudou a fundar o IPE- Instituto de Pesquisas Ecológicas quando ainda era estudante e é responsável pela criação do maior banco de dados do mundo sobre as antas. Apresentamos a vocês: Patrícia Medici.

 

Foto: Liana John

 

De onde veio esse furacão em forma de mulher?

Patrícia cresceu em um sítio na zona rural de São Bernardo do Campo, no alto da Serra do Mar, cercada de natureza. Foi criada por uma mulher forte e aprendeu a dirigir com apenas 11 anos.

Foi a primeira da família a entrar na faculdade e foi uma das fundadoras do IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas, quando ainda era estudante de Engenharia Florestal na Esalq-USP.  Anos depois o IPÊ veio a se tornar uma das maiores ONGs ambientais do Brasil.

Em sua fundação, em 1992, Patrícia e demais pesquisadores, listaram os animais com os quais queriam trabalhar, objetivando tornar a organização uma referência para a conservação de espécies. Não é que a ideia deu certo?  Daquela lista surgiu o interesse de Patrícia pelas antas, espécie muito importante para a conservação e pouco estudada até o momento. 

 

Mulheres na conservação: Patrícia Medici - CicloVivo

Foto: Ciclo vivo

 

O trabalho de Patrícia com as antas: As jardineiras da floresta 

Encarando um grande desafio, Patrícia foi uma das pioneiras no estudo  do maior mamífero terrestre da América do Sul.

 “Comecei super novinha e com a responsabilidade muito grande de começar do zero, porque não havia nada sobre este bicho, nenhum outro projeto que já tivesse sido conduzido”… “Não sabíamos como capturar uma anta, que métodos usar… Enfim, tudo foi desenhado por nós desde o começo.”  Conta Patrícia.

Patrícia dedica sua vida ao estudo das Antas no Pantanal Brasileiro a mais de 30 anos. São 16 armadilhas para antas e 50 câmeras que ela checa diariamente para monitorar o comportamento dessas grandonas.

Nacionalmente vulneráveis, as antas enfrentam  diferentes desafios para a sobrevivência. Perda de habitat, caça predatória e desenvolvimento desenfreado das cidades. Patrícia trabalha incansavelmente para conhecer a espécie a fundo e pela proteção de seu habitat. 

Além de criar e dirigir a Iniciativa Nacional para a Conservação da Anta Brasileira,  Patrícia é hoje presidente de um grupo da União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN) voltado especificamente para 4 espécies de anta, que envolve 150 pessoas em 28 países.

Para salvar as antas, esta pesquisadora criou o maior banco de dados sobre a espécie do mundo.

 

Para salvar as antas, esta pesquisadora criou o maior banco de dados sobre a espécie do mundo | National Geographic

Anta sendo examinada por Patrícia e sua equipe. Foto: João Marcos Rosa

 

Prêmios 

Agraciada com os principais prêmios de conservação da biodiversidade do mundo, Patrícia Medici Patricia Medici ganhou o maior prêmio da conservação ambiental do mundo, o prestigiado Whitley Gold Awards, ou “Oscar Verde”, organizado pela Whitley Fund for Nature, do Reino Unido.

Outro prêmios que recebeu:

Colombus Zoo Commitent to Conservation

Order of the Golden Ark,

National Geographic Society Buffett Award for Leadership in Conservation.

 

Patrícia instala uma armadilha fotográfica em uma trilha provavelmente utilizada por antas. Foto: João Marcos Rosa | Nitro

 

Inspiração para diversos pesquisadores

As contribuições  de Patrícia para o estudo das antas e para a toda a ciência inspiram estudantes e pesquisadores do mundo todo. 

As ações de Patrícia são completas,  reunindo pesquisa de campo, práticas de conservação, educação ambiental, comunicação, treinamentos e capacitações. Além disso ela auxilia no desenvolvimento de planos de ações para a espécie, com a intenção de reduzir as ameaças e fomentar  políticas públicas que beneficiam sua existência e seus habitats. Os resultados deste trabalho não são somente importantes para as para as antas. Outras espécies de animais, vegetais e seres humanos em vários biomas também são cuidados, quando a protegemos.

 

Vida longa a essa pesquisadora incrível! Que ela continue espalhando sabedoria e inspiração!

 

 

Um dia parque

By | Ecoturismo, Eventos de Conservação | No Comments

Um Dia no Parque é um movimento criado para celebrar a natureza brasileira.

Um momento proposto para refletir sobre a importância dos parques, unidades de conservação e reservas existentes no Brasil e, mais do que isso, um momento para enaltecer  a nossa conexão com a natureza.

Unidades de Conservação do Brasil todo se mobilizam em uma data única para comemorar esse movimento lindo e cheio de respeito. Ano passado, milhares de pessoas se uniram em mais de 230  unidades de conservação brasileiras.

Esse ano, devido à pandemia, o evento será online! Sabemos da saudade de todos de sentir o cheiro do mato, ver bichos,  percorrer trilhas e tomar banho nas águas frias das cachoeiras… Mas calma… Isso tudo vai passar. 

Isso quer dizer que o evento será menos especial? De maneira nenhuma! 

A organização do evento está preparando uma programação incrível para que todo mundo possa curtir e celebrar juntos a conexão com a natureza.

 

Foto: Acervo Um dia no Parque

 

O evento será no dia 18 de outubro  YouTube do #UmDiaNoParque.

Esse ano o  #UmDiaNoParque traz uma reflexão aos participantes. Qual a sua conexão com a natureza? 

Um esporte? Uma profissão? Um momento? O que torna, pra você, a natureza tão especial?

Foto: Acervo Um dia no Parque

 

A natureza está presente na vida de todos nós, mesmo que não tenhamos a percepção dessa presença. Ela nos provê alimentos, ar puro, água, matéria e muitos outros serviços ecossistêmicos impagáveis. 

Os parques nos permitem fortalecer esses laços. Eles nos permitem conectar com a natureza através de esportes, práticas ao ar livre, observação de fauna e flora, momentos de lazer e até mesmo através do trabalho.

Participar do #UmDiaNoParque é celebrar a natureza e nossas conexões.

 

 

Além de fazer parte de um momento lindo, cheio de energia boa, vamos também fortalecer as Unidades de Conservação! Isso já é motivo suficiente para você não perder, não é mesmo?