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Fernanda Sá

Pesquisadores levantam quantas espécies de mamíferos e aves foram salvas da extinção nos últimos 30 anos

By | Projetos de conservação | No Comments

Diversas vezes postamos aqui sobre projetos que estão lutando bravamente para a recuperação de uma espécie ameaçada de extinção. Mas será que isso é possível? Esses projetos conseguem atingir seus objetivos? As espécies realmente são salvas da extinção?

A resposta está no artigo publicado na revista Conservation Letters.

 no final do ano passado. A jornada é árdua mas, SIM, os projetos fazem a diferença!

 

A pesquisa

Um grupo de pesquisadores internacionais, liderados por cientistas da Newcastle University, do Reino Unido, se uniu para analisar os impactos que os conservacionistas têm causado sobre as espécies ameaçadas e listou quantas espécies deixaram de desaparecer por conta de suas ações nos últimos 30 anos.

O objetivo desses pesquisadores, segundo conta Rike Bolam, principal autora do estudo, foi identificar quantas extinções foram evitadas desde 1993, quando entrou em vigor a Convenção sobre Diversidade Biológica, e desde 2010, quando foram adotadas as últimas metas relativas a ela, incluindo a que tratava da prevenção de extinções. 

Os autores queriam identificar se a política realmente causou impactos sobre o número de extinções evitadas.  

Como base da pesquisa, os autores utilizaram  a Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza. Todas as espécies de mamíferos e aves classificadas como “extintas na vida selvagem”, “criticamente ameaçadas” ou “ameaçadas” foram analisadas. Segundo os autores essa escolha se deu ao grande número de dados existentes sobre esses grupos.

 

 

O resultado

Quer tentar um palpite de quantas espécies foram salvas? 

Pois, saiba você que ações de conservação evitaram entre 21 a 32 extinções de aves e 7 a 16 de mamíferos desde 1993, e entre 9 a 18 extinções de aves e 2 a 7 mamíferos desde 2010. Chocante, né? E mesmo com esses esforços todos, dez espécies de aves e cinco de mamíferos entraram em extinção nos últimos 17 anos. Mas os cientistas afirmam: Sem esses esforços essas taxas poderiam ser 2,9% a 4,2% mais altas.

 

Vamos a uma lista de quais animais desapareceram:

Espécies em que suspeita-se terem sido extintas na natureza:

  • Uma espécie de marsupial de Papua-Nova Guiné
  • Uma espécie de golfinho de água doce da China
  • Uma espécie de macaco da África
  • O caburé-de-pernambuco (Glaucidium mooreorum)
  • A arara-azul-pequena (Anodorhynchus glaucus)

Caburé-de-pernambuco (Glaucidium mooreorum). Foto: Aves de rapina Brasil

 

Espécies extintas: 

  • O morcego Pipistrellus murrayi, na Austrália
  • O pequeno roedor Melomys rubicola, na Austrália
  • Aves que viviam em ilhas como Galápagos ou Havaí, ou na América Central ou do Sul. 

 

Um minuto de silêncio para o Melomys rubicola - Uma Gota no Oceano - ONG de divulgação de direitos indigenas, mudanças climaticas, meio ambiente e muito mais

Melomys rubicola. Foto: Uma gota no oceano

 

Agora focando nos bons resultados…

O lince-ibérico (Lynx pardinus); o condor-da-califórnia (Gymnogyps californianus); o porco-pigmeu (Porcula salvania), nativo da Índia; o cavalo-de-przewalski (Equus ferus przewalskii), equino selvagem da Mongólia, que chegou a ser extinto na natureza; e o papagaio-de-porto-rico (Amazona vittata), dentre outras, tiveram o número de suas populações aumentadas.

 

The Iberian Lynx (Lynx pardinus) is considered Critically Endangered by... | Download Scientific Diagram

lince-ibérico (Lynx pardinus). Foto: Klima Naturali

 

Quais foram as táticas usadas pelos cientistas que resultaram em sucesso?

São várias e, funcionam principalmente quando combinadas, mas Rike Bolam destaca que, o controle de espécies invasoras, a proteção de áreas naturais e a conservação ex-situ, como a reprodução em cativeiro são as que mais merecem destaque.

 

Vai Brasil!

Das 32 espécies de aves cuja extinção foi provavelmente evitada cinco são endêmicas do Brasil. 

  • Choquinha-de-alagoas (Myrmotherula snowi)
  • Mutum-de-alagoas (Pauxi mitu)
  • Mutum-de-bico-vermelho (Crax blumenbachii)
  • Arara-azul-de-lear (Anodorhynchus leari
  • Ararinha-azul (Cyanopsitta spixii)- Vale ressaltar que essa ainda não pode ser vista voando livre na natureza, mas em breve teremos notícias de sua soltura.

 

Ipaam transfere para MG duas fêmeas da ave mutum ameaçadas de extinção | Amazônia | A Crítica | Amazônia - Amazonas - Manaus

Mutum-de-alagoas (Pauxi mitu). Foto: A crítica

 

Quer saber mais sobre esses trabalhos, clica aqui!

 

Ainda temos muitooo pra conquistar, mas já é um bom começo, né? Parabéns a todos os pesquisadores envolvidos em cada uma dessas vitórias e terminamos esse texto com a famosa frase clichê: Todos esforço, valeu a pena!

 

Texto por: Fernanda Sá

Retrospectiva do bond: 2020

By | GreenBond | No Comments

2020 foi sem dúvidas um ano peculiar. Enfrentamos vários desafios, reinventamos, criamos, ousamos, saímos da nossa zona de conforto. Demos abraços virtuais para comemorarmos várias coisas juntos, porém a distância. 

Mas isso quer dizer que foi um ano ruim? De maneira nenhuma. Foi um ano de muito, muito aprendizado. 

Vamos ver o que o nosso bond aprontou durante esse ano um tanto quanto diferente? Vem com a gente!

 

Começamos o ano com o pé direito

Nossa primeira saída de campo foi uma viagem incrível para a Amazônia. A convite do Instituto Mamirauá, partiu nosso querido Diego para o município de Tefé para conhecer as instalações da instituição. O objetivo foi conhecer melhor os projetos desenvolvidos por eles e  traçar estratégias de comunicação junto a equipe de lá. Nada melhor do que vivenciar essa experiência para entender a melhor maneira de agir. 

 

Visita do Diego arruda ao Instituto Mamirauá

 

Era uma vez uma pandemia

Poucos meses depois da nossa estreia fantástica em 2020… BUM… Explode uma pandemia mundial ocasionada pelo coronavírus. 

¨Todo mundo já pra casa, cuidar de vocês, dos seus e dos próximos¨.

E agora? A sorte é que já tínhamos uma carta na manga. Um programa incrível gravado antes da pandemia que só seria exibido em 2020.

Em abril de 2020, foi ao ar o episódio mais emocionante do The Wall, do Caldeirão do Huck. Mais emocionante porque lá estavam eles participando, ninguém mais, ninguém menos que nossos guerreiros Gustavo Figueiroa e Diego Rugno representando belissimamente o Onçafari.

Eles deram sorte com a parede? Com a parede não. Arrecadaram somente R$2800,00, mas fizeram muito melhor do que conseguir recurso financeiro. A equipe representou de maneira brilhante o Onçafari, a causa das onças-pintadas e cumpriram muito bem a importantíssima função de defender a conservação do Pantanal. 

O resultado pro Onçafari não poderia ser melhor. Milhares de seguidores a mais em suas redes sociais e sua mensagem replicada para milhões de telespectadores do Brasil inteiro.

 

Participação no The Wall representando o Onçafari

 

Lives

E chegou a era das lives. E como foram feitas lives em 2020, em?

Em agosto a Greenbond organizou uma live realizada entre o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e a SOS Pantanal, Instituto Tamanduá,  Instituto Arara Azul, Projeto Ariranha e a repórter Cláudia Gaigher. Foi uma live incrível e super necessária.

 

Participamos de mais de 20 lives representando diversos clientes: Onçafari, SOS Pantanal, Biofaces… Foram muitas lives!

 

Um Dia no Parque

Nossa equipe também abraçou o Projeto Um Dia No Parque, um evento com o propósito de divulgar e celebrar as áreas protegidas no Brasil e no mundo. O evento aconteceu online no dia 18 de outubro e contou com a participação de mais de 240 pessoas assistindo. 

Foram produzidos e organizados pela nossa equipe 94 posts, 4 vídeos e duas transmissões ao vivo. Foi muito lindo e você ainda pode conferir clicando aqui.

 

Projeções do evento Um dia no Parque no Cristo Redentor

 

#RMC2020

Em dezembro de 2020 o WAITA realizou o II Workhop: Reabilitação, Monitoramento e Conservação da fauna silvestre. O #RMC2020.

O objetivo do evento foi promover a integração entre as instituições, fortalecer e criar parcerias, discutir ações em prol da conservação, traçar metas, trocar conhecimentos e tudo isso de uma maneira muito leve e divertida. 

A Greenbond foi convidada pelo WAITA para participar da produção deste evento, assumimos a produção de artes, edição de vídeos e suporte técnico em mídias sociais. 

Foi um prazer participar desse evento tão importante com vocês.

 

Participação do Diego Arruda no #RMC2020

 

SOS Pantanal 

No ano de 2020 o Pantanal foi acometido pelo pior incêndio da história. Mais de 30% do bioma foi consumido pelo fogo.

Um dos clientes da Greenbond é a SOS Pantanal, que atua diretamente em ações de preservação do bioma e comunidades Pantaneiras.

Entendendo a necessidade de atuar rapidamente, a equipe da GreenBond criou uma estratégia eficaz de comunicação lançando artes, vídeos e cards com atualizações e informações simples sobre a situação do Pantanal. Com isso, a SOS Pantanal passou de 16 mil seguidores em setembro para 192 mil seguidores em novembro e ganhou uma visibilidade mundial. Vários artistas se mobilizaram pela causa e o Gustavo Figueiroa, que representou muito bem a SOS Pantanal, realizou diversas ações com essas celebridades, entre lives e expedições. 

Também foi lançada uma campanha de arrecadação de recursos para o combate, prevenção ao incêndio e apoio a comunidade que arrecadou mais de um milhão de reais.  

Um dos artistas que apoiou a causa foi o Luan Santana, culminando em uma live e em um movimento de arrecadação de fundo,  ¨O Pantanal Chama¨, transmitida diretamente do Pantanal pelos canais do Luan Santana e pela National Geographic. Você pode assistir a live clicando aqui.

Nossa equipe também participou de 3 expedições no Pantanal representando a SOS Pantanal. 

 

Incêndios no Pantanal. Foto: Gustavo Figueiroa

 

Participação em eventos

  • Participação no Espaço Marketing para a Conservação e Educação Ambiental do II Workshop: Reabilitação, Monitoramento e Conservação da Fauna Silvestre.
  • Palestra no CONAS ( Congresso Online de Animais Silvestres)
  • Palestra na semana da biologia da UFMG

 

Wildingtone

Em 2020 a Greenbond lançou também a Wildingtone. Um projeto que tem como objetivo trazer estampas com inspirações em animais para produtos do nosso dia a dia. 

 

Ao todo foram criadas 66 estampas inspiradas na vida selvagem.Ufaa! Vocês estão achando que é moleza? O ano foi atípico sim, mas nada de ficar parados.

E que esse 2020 seja uma inspiração para que a gente e todos vocês façam ainda mais bonito em 2021! 

 

Toda a nossa equipe deseja a vocês, feliz ano novo!

Ficha animal: Mico-leão-dourado

By | Animais ameaçados de extinção, Conservação | No Comments

Um pequeno primata de beleza estonteante. Com seus pelos de cor vibrante, variando de dourado a vermelho-dourado, esse bichinho já chamou atenção de muita gente! Tanta gente, que acabou quase sendo extinto. 

Conheça o mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia), o mascote da conservação da biodiversidade.

Parque para o mico-leão-dourado

Mico-Leão-Dourado (Leontopithecus rosalia). Foto: Isto É dinheiro

 

Classificação 

Reino: Animalia

Filo: Chordata

Classe: Mammalia

Ordem: Primates

Família: Callitrichidae

Gênero: Leontopithecus

Espécie:  Leontopithecus rosalia

 

Ocorrência

O mico-leão-dourado, Leontopithecus rosalia, é uma espécie endêmica da Mata Atlântica do Rio de Janeiro e Espírito Santo, sendo que atualmente se encontra extinto na região do Espírito Santo.

 

Mapa de ocorrência do mico-leão- dourado. Imagem: wikipedia

 

Características

Sem dúvidas a característica que mais se destaca nos micos-leões-dourados é a pelagem densa em tons de dourado a  vermelho-dourado. Não existe diferenciação de cor e tamanho entre machos e fêmeas. Possuem caudas compridas que permitem que se locomovam com muita destreza pela vegetação arborícola. 

O comprimento médio dos indivíduos é de 587 mm com o  peso de 500g a 700g, sendo os maiores do seu gênero.

 

Mico-Leão-Dourado (Leontopithecus rosalia). Foto: O eco

 

Quais são os hábitos da espécie?

Os mico-leão-dourado são considerados animais onívoros, ou seja, comem de tudo um pouco. Sua alimentação varia desde frutos, animais invertebrados à até pequenos vertebrados. Eles podem se alimentar de mais de 60 espécies de plantas e sabe a melhor parte? Eles eliminam as sementes dos frutos que comem inteirinhas nas fezes, sendo ótimos jardineiros de nossas florestas.  Além disso, também controlam a população de aves  Fazem ou não fazem um ótimo serviço ecossistêmico? 

 

Reprodução

O mico-leão-dourado vive cerca de oito anos e pode se reproduzir uma ou duas vezes por ano. Quando nascem os filhotes, tanto o pai quanto a mãe ajudam na criação.

 

A história do mico-leão-dourado, um dos símbolos da complexa relação entre homens e natureza | Blog da Amélia Gonzalez | G1

Mico-Leão-Dourado (Leontopithecus rosalia). Foto: G1

 

Conservação

Acreditem, a existência desses primatas a muito pouco tempo esteve por um triz. 

Quando os europeus chegaram ao Brasil, se depararam com uma fauna exuberante  e se encantaram com tanta beleza. 

O mico-leão-dourado foi um dos animais fortemente traficados pelos europeus quando eles chegaram ao Brasil. Eles ficaram tão encantados com a beleza do animal que o levaram para a Europa para o ter como animal de estimação. 

Ah, mais isso foi antes, né? Hoje em dia as pessoas já sabem que isso é errado? Ai que você se engana. Até hoje, os poucos indivíduos que ainda restam, ainda são perseguidos por traficantes para a venda para pessoas que ¨amam muito os animais¨. Amor estranho esse, é? Que priva a liberdade de um ser vivo, causando até a extinção da espécie?

A destruição da Mata Atlântica também é um grande problema enfrentado pelo mico-leão-dourado . Com a perda do seu habitat natural, hoje eles estão confinados em fragmentos de matas em apenas oito cidades do Rio de Janeiro.

A população de micos-leão-dourados chegou a se restringir a apenas 200 animais ao todo, sendo considerados  “criticamente ameaçado” de extinção

Graças aos esforços de muitos pesquisadores, que se dedicaram a salvar essa espécie da extinção, a população dos micos-leões-dourados teve um aumento considerável.  Atualmente, a espécie passou a ser classificada como “ameaçada” de extinção e estima-se que existam  menos 2,5 mil indivíduos na natureza.

Por toda a sua importância ecológica, os micos-leão-dourados tem sido utilizados como espécie determinante para a preservação da Mata Atlântica, principalmente no Estado do Rio de Janeiro.

 

Vencemos uma batalha pela conservação, mas a luta ainda é árdua. Enquanto tiverem pessoas destruindo nossa fauna, estaremos a postos!

 

Gigantes de conservação: Jane Goodall

By | gigantes da conservação | No Comments

Você conhece as grandes personalidades da conservação? Ao longo dos anos, pudemos contar com alguns heróis que deram início a grandes ideias ou tiveram papéis importantes em determinados projetos de proteção ao meio ambiente. Seus princípios e histórias de vida são uma inspiração para nós, que formamos uma enorme corrente a favor da natureza.  

Vamos explorar a história desses gigantes aqui em nosso blog. A informação é nossa principal arma. Por meio dela, desejamos munir a população de conhecimento, inspirar cidadãos comuns e trazer o maior número de pessoas  para o “lado verde da força”.

Hoje vamos falar de uma das principais primatólogas do mundo. Inspiração com profissional e como mulher. Jane Goodall.

 

20 Questions with Dr. Jane Goodall : Never Apart

Fonte: neverapart.com

 

No mundo da primatologia, com certeza ela é a grande estrela.  

Jane Goodall, a primatologista que mudou o conhecimento humano sobre os chimpanzés, com certeza é inspiração e exemplo de coragem e dedicação.

 

A garra e determinação de uma guerreira

Nascida em 3 de abril de 1934, a britânica Valerie Jane Morris-Goodall, sempre teve um sonho: Conhecer a África. Jane se matriculou em um curso de secretariado e com o dinheiro que economizou de seus empregos e, em 1960, comprou uma passagem para o Quênia.

Logo em sua chegada, Jane foi então contratada para ser secretária de um famoso paleontólogo, Louis Leakey e, por ser profundamente interessada nas pesquisas sobre os Homo sapiens que o mesmo desenvolvia, chamou atenção do pesquisador. Leakey então tomou uma importante decisão que iria mudar  não somente a vida de Jane mas os conhecimentos sobre a primatologia no mundo. 

Ainda no  mesmo ano da chegada de Jane na África, Leakey a enviou para uma expedição no Gombe Stream National Park, Tanzânia, e se tornou mentor em uma pesquisa revolucionária com chimpanzés. 

 

Fonte: nationalgeographic.org

 

Importantes descobertas sobre os chimpanzés

 

Jane se mostrou extremamente habilidosa e dedicada com sua pesquisa e, mesmo sem formação na área, fez importantes descobertas sobre os chimpanzés do Parque Nacional de Gombe:

  • Descobriu que, contrariando a ideia de que os chimpanzés eram vegetarianos, eles se alimentavam de carne;
  • Descobriu a capacidade da espécie do uso de ferramentas;
  • Descobriu que os chimpanzés podem cometer canibalismo;
  • Dentre várias outras observações sobre o comportamento e ecologia da espécie

 

Fonte: britannica.com

 

 

De uma pesquisadora sem diploma a doutora na Universidade de Cambridge

Como reconhecimento da excelente pesquisadora que era, Jane foi aceita no programa de doutorado da Universidade de Cambridge, se tornando posteriormente PhD em etologia (ciência que estuda o comportamento animal).
Claro que mesmo com todo esse primoroso esforço e trabalho, por ser jovem e ser mulher, Jane não foi bem aceita pela comunidade científica, o que lhe custou muito preconceito e descrenças.

 

Pesquisadora da National Geographic

Jane foi financiada por muitos anos  pela National Geographic e, apesar de não gostar de divulgação, em sua estadia no parque nacional de Gombe, a cientista recebeu um fotógrafo  da marca para acompanhá-la. Fotógrafo esse que veio a se tornar seu marido, mais tarde.

 

Fonte: nationalgeographic.org

 

Não somente pesquisadora, ativista ambiental 

Em 1977, Jane fundou o Jane Goodall Institute, dando continuidade à sua pesquisa sobre chimpanzés e levantando a pauta da proteção animal e conservação ambiental.

Jane também inaugurou a Roots & Shoots is Founded, uma instituição que tem como objetivo auxiliar jovens na Tanzânia a criarem soluções para os problemas ambientais enfrentados pelo país.  

Em 2004, Jane Goodall foi nomeada Mensageira da Paz pelas Nações Unidas.

 

Fonte: britannica.com

 

O que temos a dizer a você Jane? Você é pura inspiração! Continue brilhando!

WAITA realiza o II Workhop: Reabilitação, Monitoramento e Conservação da fauna silvestre a Greenbond embarcou nessa!

By | Não categorizado | No Comments

Você é do time da conservação? Trabalha ou se interessa pela reabilitação e monitoramento de animais silvestres? Então esse recado é pra você!

A equipe do WAITA Instituto de Pesquisa e Conservação, iniciou no ano passado, uma tradição que promete perdurar por anos, devido a sua originalidade e importância para conservação: O  Workhop: Reabilitação, Monitoramento e Conservação da fauna silvestre (#RMC).

 

#RMC2019. Foto: WAITA

 

#RMC2019

Em outubro de 2019 o WAITA realizou o I Workhop: Reabilitação, Monitoramento e Conservação da fauna silvestre. O #RMC2019.

Diferente dos eventos já conhecidos, o WAITA propôs uma ideia inovadora que surpreendeu participantes e ouvintes. Além das tradicionais palestras, o evento contou com espaços de discussão riquíssimos, onde várias instituições, ao mesmo tempo,  puderam trocar experiências e vivências sobre temas que atuam. 

O objetivo do evento foi promover a integração entre as instituições, fortalecer e criar parcerias, discutir ações em prol da conservação, traçar metas, trocar conhecimentos e tudo isso de uma maneira muito leve e divertida. Objetivo este, alcançado com louvor.  

Foram 16 palestras, mais de 25 instituições, seis espaços de discussão, quase 250 participantes e muitas, muitas novas experiências e aprendizados.

 

#RMC2019. Foto: WAITA

 

#RMC2020 – 10 Anos de WAITA

O resultado do #RMC2019 foi tão positivo que a equipe do WAITA, mesmo com a pandemia ocasionada pelo COVID-19, se sentiu na obrigação de repetir a dose e, esse ano o evento contará com um toque mais que especial, comemoração dos 10 anos do WAITA. 

O II workshop de Reabilitação Monitoramento e Conservação da Fauna Silvestre, será  realizado na próxima semana nos dias 09, 10 e 11 de dezembro de 2020 (programação completa).

Na sua segunda edição, o #RMC2020 ocorrerá inteiramente ONLINE, GRATUITO e com entrega de CERTIFICADO. 

Essa foi a forma que a equipe do WAITA encontrou de democratizar o acesso ao conhecimento técnico e científico em tempos de pandemia e se consolidar como um importante fórum nacional sobre a conservação da fauna silvestre. 

O evento reunirá 18 palestras, 5 espaços de discussão de alto nível e 37 diferentes instituições do Brasil todo. 

Pesquisadores, funcionários de agências ambientais e ONGs conservacionistas, além de ministrar palestras inspiradoras, se dividirão entre 5 eixos temáticos para trocar muitas figurinhas. São eles: Espaço Reabilitação de animais silvestres, Espaço Monitoramento de animais silvestres, Espaço tráfico de animais silvestres, Espaço marketing para a conservação e educação ambiental, e Espaço Medicina veterinária no manejo, conservação e em desastres envolvendo fauna silvestres.

Além de tudo isso, esse ano o #RMC contará com concurso de desenho e de fotografia da fauna silvestre! Tem como não se inscrever? Impossível né!

Com certeza, o sucesso deste segundo encontro está garantido!

A Greenbond e o #RMC2020

 

A Greenbond foi convidada pelo WAITA para participar da produção deste evento lindo! Assumimos a produção de artes, edição de vídeos e suporte técnico em mídias sociais. O resultado está ficando incrível e promete muitas surpresas para essa edição especial.

Claro que nós não ficaríamos de fora dessa, né? Falou em conservação, falou da Greenbond. Estamos ansiosos!

Quem ainda não fez inscrição, clica aqui que ainda dá tempo! Você não perde por esperar!

Gigantes da conservação: Suzana Padua

By | gigantes da conservação | No Comments

Você conhece as grandes personalidades da conservação? Ao longo dos anos, pudemos contar com alguns heróis que deram início a grandes ideias ou tiveram papéis importantes em determinados projetos de proteção ao meio ambiente. Seus princípios e histórias de vida são uma inspiração para nós, que formamos uma enorme corrente a favor da natureza.  

Vamos explorar a história desses gigantes aqui em nosso blog. A informação é nossa principal arma. Por meio dela, desejamos munir a população de conhecimento, inspirar cidadãos comuns e trazer o maior número de pessoas  para o “lado verde da força”.

 

Hoje vamos falar de uma mulher incrível que é referência nacional e internacional na área da Educação Ambiental: Suzana Machado Padua. 

 

Mulheres de ImPACTO - Suzana Padua - Blog do IPÊ

Foto: Blog do IPE

 

Doutora em desenvolvimento sustentável e mestra em educação ambiental, Suzana é uma das fundadora do IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas onde atualmente é presidente. 

 

A história por trás dessa grande pesquisadora 

Suzana Padua desenvolveu o seu amor pela natureza cedo. Filha de pai caçador, ficava intrigada e incomodada com as razões que o leva a exercer tal atividade. Tantos questionamentos a fizeram gostar e se importar com a natureza e com o que nós, humanos, estamos fazemos como ela. ¨ Nós, brasileiros, temos um patrimônio natural inigualável e precisamos acordar para a riqueza que herdamos antes de nos tornarmos pobres ou mesmo órfãos desse legado¨ Suzana Padua.

 A história de Suzana com a educação ambiental não foi planejada. Ao acompanhar seu marido, Claudio Padua, na coleta de seus dados de doutorado, cujo foco era o mico-leão preto,  espécie endêmica de São Paulo, Suzana acabou convivendo intensamente com a comunidade de Pontal do Paranapanema e notou uma falta de sensibilidade e valor associado à natureza pelos moradores. 

Disposta a mudar essa perspectiva, Susana iniciou um trabalho de educação ambiental com a comunidade com o objetivo de sensibilizar as pessoas e torná-las aliadas na árdua missão de conservação da rica fauna e flora local, principalmente destacando a importância de se preservar as espécies endêmicas da região.   

Esse foi o início de uma linda história de amor com a educação ambiental que não parou nunca mais. 

Quando perguntada em uma entrevista concedida para a Revista EA sobre o que é Educação Ambiental e sua importância, Suzana respondeu: ¨celebração da vida – Estamos acostumados a nos colocar no centro de todas as decisões e assim nos posicionamos como a espécie que merece destaque sobre todas as demais que habitam nosso planeta. A educação ambiental pode inspirar o respeito e essa admiração profunda pelas maravilhas que existem na natureza, inclusive em outros seres humanos que nem sempre são tão considerados por nossa sociedade como merecedores de atenção. Por isso, a educação ambiental trata do socioambiental de uma maneira indissociável, integrada, propiciando um ambiente harmônica para gente e natureza ¨.

 

Claudio e Suzana: marido e mulher em prol da natureza. Foto: Claudio Rossi

 

Carreira profissional

Suzana Padua criou e coordenou por três anos, um programa de educação ambiental no Pontal do Paranapanema (SP) e desenvolve diversas pesquisas na área de educação ambiental. Como resultado de seu trabalho, publicou diversos trabalhos no Brasil e no exterior. 

Ministra cursos para professores e profissionais de diversos campos de interesse e ajudou a construir o centro educacional do IPÊ, na qual é presidente e que hoje congrega cursos livres, Mestrado e MBA, na Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade – ESCAS. Suzana é fellow Ashoka, líder Avina e empreendedora socioambiental da Folha de São Paulo. 

 

Líder de ONG quer construir campus para semear sustentabilidade

Foto: Catraca Livre

 

Premiações

Como era de se esperar, Suzana recebeu prêmios nacionais e internacionais pelo seu excelente trabalho. Alguns deles são , o Prêmio Claudia, em 2002, Prêmio Mulheres mais Influentes do Brasil pela Forbes, Jornal do Brasil e Gazeta Mercantil, em 2005, o Prêmio Ford Motor Company de Conservação Ambiental, em 2006,  Prêmio Empreendedores Sociais da Folha de São Paulo e Fundação Schwab, em 2009.

 

Suzana, agradecemos imensamente pelos seus serviços prestados a natureza e a humanidade e que seu trabalho gere ainda mais frutos positivos!

Luan Santana irá realizar live diretamente do rio Paraguai em prol do Pantanal- Movimento o Pantanal Chama

By | Desastre Ambiental, Eventos de Conservação, Notícias | No Comments

O Pantanal enfrenta o pior cenário de todos os tempos. Com a pior seca dos últimos 47 anos, uma onda de incêndios devastou mais 4 milhões de hectares do bioma. Isso equivale a 29% de todo o Pantanal. 

Os danos ambientais e econômicos ainda são incalculáveis. Milhares de animais mortos e feridos, vegetações destruídas, propriedade invadidas pelo fogo e comunidades inteiras vivendo em situação de vulnerabilidade.

 

incêndios Pantanal

 

Movimento “O Pantanal chama”

 

Entendendo a real necessidade de apoio ao bioma,  Instituto SOS Pantanal, UniãoBR e por Luan Santana, criaram o movimento “O Pantanal chama”. Uma ação conjunta que tem como objetivo:

  • Prestar suporte emergencial à fauna afetada pelo fogo 
  • Prestar apoio à comunidades em vulnerabilidade
  • Promover a restauração de áreas degradadas através do plantio de mudas nativas. 
  • Estruturar de brigadas rurais voluntárias fixas pelo bioma, treinadas, equipadas e integradas aos bombeiros

 

Várias instituições também estão apoiando esse movimento, atuando em diferentes frentes. Você também pode fazer a sua parte!  Acesse o site: opantanalchama.sospantanal.org.br , assine, doe e compartilhe! 

 

Live Luan Santana

Extremamente comovido e disposto a mudar a realidade do Pantanal, Luan Santana resolveu fazer mais do que compartilhar mensagens em redes sociais. Além de compor uma música belíssima com uma letra impactante intitulada: “Um grito entre as cinzas”, o cantor fará, domingo agora, dia 22 de novembro, uma live diretamente do Rio Paraguai e todo recurso arrecadado através de doações será destinado ao movimento O Pantanal chama. O show terá a participação de outros artistas e será transmitido ao vivo pelos canais de Luan Santana e no canal National Geographic Brasil. 

 

O Pantanal Chama, com Luan Santana, no National Geographic | National Geographic

 

“Vou fazer a live do dia 22 de novembro lá mesmo, mostrando tudo o que está acontecendo no Pantanal. Não só porque sou sul-mato-grossense , mas porque somos brasileiros. Trata-se de uma tragédia nacional, que atinge todos os biomas que o Brasil tem. Os especialistas garantem que jamais houve uma quantidade tão grande de focos de incêndio. São focos de incêndio intermináveis, fortes e intensos. Eu tive a chance e honra de conhecer e desfrutar do Pantanal por várias vezes. É um contato tão forte com a natureza que você se sente em conexão direta com Deus”, diz Luan.

A ideia é também lançar produtos temáticos (sobre o Pantanal) para sua loja virtual, com renda revertida para a instituição ligada ao projeto. “Há um mês entrei nas minhas redes sociais para falar sobre o projeto ‘O Pantanal Chama’, alertando empresas e pedindo à população para a gente lutar agora e salvar esse paraíso”, completa.

 

 

Onde o bond entra nessa história?

A equipe da Greenbond está desempenhando um papel fundamental na interlocução, comunicação e organização deste evento e estará presente no dia da live documentando tudo pela SOS Pantanal.

 

Não perca esse movimento lindo e super importante! Dia 22 de novembro às 17h!

 

 

 

 

Dia 01 de dezembro – Dia de doar

By | Datas comemorativas | No Comments

 

O Dia de Doar é um movimento nacional com intuito de incentivar a doação no Brasil. 

 

 

A ideia da mobilização é estabelecer ligações entre pessoas e causas, provendo ações generosas e solidárias. O Brasil infelizmente é um país cuja a cultura de realizar doações é muito pouco difundida. Essa ação anual, apoiada por diversas instituições, busca modificar essa realidade.

No Brasil, o Dia de Doar começou em 2013. A partir de 2014 o Brasil passou a fazer parte do movimento global. Hoje 72 países fazem parte desse movimento.

 

 

Em 2020, o dia de doar será dia 01 de dezembro, terça-feira. Milhares de organizações de diversas partes do Brasil já estão se organizando para receber doações. Uma das maneiras dos brasileiros de demonstrar o seu apoio e sua doação nesse momento tão importante é usando a hashtag #diadedoar nas mídias sociais.

O Dia de Doar é realizado pelo Movimento por uma Cultura de Doação, uma coalização de organizações e indivíduos que buscam incentivar a participação das pessoas com as causas e organizações, por meio de doações. 

Em 2019 R$2,3 milhões de reais foram arrecadados por doações, sendo estas doações onlines e de campanhas próprias de organizações e empresas. 30 campanhas comunitária foram realizadas e 100 histórias de doação foram compartilhadas.

 

diadedoar photo

Fonte: Dia de doar.

 

Incentivar as pessoas a doar e contar sobre essas ações é importantíssimo para colaborar com a disseminação da cultura de doação no nosso país, inspirando assim outras pessoas a fazer o bem e compartilhar essa experiência tão rica.

Preparar um campanha de doação para sua instituição no dia de doar, além de contribuir para a mudança de mentalidade dos brasileiros incentivando as doações frequentes, é uma ótima alternativa de arrecadação de fundos, uma vez que em datas como essas as pessoas tendem a ficar mais sensibilizadas.

A campanha Dia de Doar disponibiliza materiais gratuitos para campanhas. Basta baixar no site

E aí? Já planejou a sua ação?

Ficha animal: Bicudo (Sporophila maximiliani)

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Já ouviu falar dos bicudos? 

São pequenos passarinhos extremamente ameaçados de extinção mas que tem despertado a atenção de uma galera da conservação. 

 

Há mais de 50 anos não eram vistas espécies de bicudo nativas no Brasil e há mais de 80 anos não eram vistas em MG — Foto: Alice Lopes/Acervo Pessoal

Bicudo Macho. Imagem: Alice Lopes.

 

Características

Também conhecido como bicudo-do-norte (SP), bicudo-preto e bicudo-verdadeiro, o bicudo (Sporophila maximiliani) é um passeriforme pequeno da família Thraupidae ( entre 14,5 e 16,5 centímetros de comprimento). 

Os machos adultos apresentam coloração preta, com uma mancha branca na parte externa das asas. As fêmeas e os filhotes apresentam coloração parda, em tons de castanho. Os jovens machos começam a adquirir a plumagem de adulto por volta dos 12 meses de idade.

Seu bico, que dá nome à espécie é bastante robusto, sendo facilmente diferenciado dos demais  sporophilas devido a sua grande proporção em relação a cabeça.

 

Confira algumas informações sobre os bicudos, aves da família de sanhaçus e saíras — Foto: Arte/TG; Ilustração/Tomas Sigrist

 

Canto

O canto dos bicudos lembra o som de uma flauta e ocorrem variações regionais e individuais. Apesar de serem praticamente inexistentes na  natureza, em cativeiro são bastante abundantes sendo muito apreciados em campeonatos de canto. 

 

Bicudo macho. Imagem: Criadouro São Miguel.

 

Hábitos

Pouquíssimo se sabe sobre seus hábitos em vida livre. Além de serem naturalmente muito raros, são considerados já extinto em várias regiões onde ocorria.

Acredita-se pelos poucos estudos que existem e basicamente por relatos populares que a espécie habita pastos alagados, veredas com arbustos, bordas de capões de mata, brejos, beiras de rios e lagos, aparentemente em locais próximos à água.

São animais territorialistas, sendo encontrados em pares que defendem seus territórios contra invasores. 

 

A ave fêmea dos bicudos se difere por apresentar tons pardos, se opondo ao preto forte dos machos — Foto: Alice Lopes/Acervo Pessoal

Bicudo fêmea. Imagem: Alice Lopes

 

Reprodução

A estação reprodutiva vai de outubro a março, podendo um casal ter até três ninhadas no período. Cada postura varia de 2 a 3 ovos e o período de incubação vai de 13 a 15 dias. 

 

Alimentação 

Sua dieta se assemelha com os demais sporophilas, sendo composta por capim-navalha (Hypolytrum pungens), navalha-de-macaco (Hypolytrum schraerianum) ou a tiririca (Cyperus rotundus). 

Distribuição geográfica 

Os bicudos, originalmente eram encontrados no Amapá, leste e sudeste do Pará, Maranhão e Rondônia e, localmente, no Nordeste e Centro-oeste do País, de Alagoas ao Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo, estendendo-se para oeste até Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso. Encontrado localmente também da Nicarágua ao Panamá e em todos os demais países amazônicos, com exceção do Suriname.

 

Municípios onde os observadores do WikiAves registraram ocorrências da espécie bicudo (Sporophila maximiliani).

 

 

Principais ameaças 

Por serem bastante apreciados por humanos os bicudos sofreram uma grande pressão de captura e hoje são já são considerados extintos em alguns estados como Rio de Janeiro e São Paulo.

Acredita-se também que os animais possam sofrer com envenenamento por agrotóxico devido a sua eventual alimentação em plantações de arroz.

 

Projetos desenvolvidos

Buscando alterar o seu crítico estado de conservação, pesquisadores de aves realizam importantes pesquisas e buscas pela espécie.

Após quase 3 anos de busca, em fevereiro de 2020, pesquisadores do WAITA Instituto de Pesquisa e Conservação encontram uma pequena população de Bicudos no leste de Minas Gerais e os vem monitorando desde então. 

Haviam mais de 80 anos que a ave não era encontrada em Minas e o reencontro trouxe esperança.

“Renova nossas energias e esperanças de vê-lo repovoando o Estado. Esse registro possibilitará diversos estudos comportamentais sobre habitat, alimentação e reprodução, que são praticamente inexistentes e serão fundamentais para subsidiar um futuro programa de reintrodução”. Alice Lopes, bióloga do WAITA.

Os bastidores do evento: #UmDiaNoParque

By | Datas comemorativas, Marketing na Conservação | No Comments

 

A algum tempo atrás postamos aqui sobre um evento incrível que acontece todos os anos em diferentes parques nacionais do Brasil, se lembram?

O Um Dia no Parque é um movimento criado para celebrar a natureza brasileira. Um momento proposto para refletir sobre a importância dos parques, unidades de conservação e reservas existentes no Brasil e, mais do que isso, um momento para enaltecer  a nossa conexão com a natureza.

Unidades de Conservação do Brasil todo se mobilizam em uma data única para comemorar esse movimento lindo e cheio de respeito.  Não acompanhou? Confere aqui rapidinho pra entender do que se trata.

 

 

Pois bem! O Um dia no Parque 2020 aconteceu no dia 18 de outubro de 2020 e foi um enorme sucesso.  Devido a pandemia do COVID-19, este ano o evento aconteceu online, mas nem por isso deixou de ser maravilhoso. Tá tudinho gravado, quem não pode ver na hora, clica aqui que ainda dá tempo.

 

 

Mais de 170 parques nacionais participaram do movimento, várias instituições,  artistas e pessoas se engajaram e apoiaram a causa gravando depoimentos lindos sobre sua conexão com a natureza. Foi realmente um dia que vai ficar na memória.

O que você pode nem imaginar é que, para isso tudo dar certo, muita água rolou nos bastidores.

 

 

A equipe da Greenbond foi convidada para ser a responsável pela estratégia de comunicação, gestão das mídias sociais e transmissões das lives do evento e topou esse grande desafio com unhas e dentes.

 

 

 

Foram dois meses intensos de muito trabalho duro desde a criação da identidade visual do Um dia do Parque 2020 até a transmissão do evento final. 

Foram inúmeras reuniões, 87 posts de Instagram e Facebook criados, mais 170 stories, 3 vídeos editados para Youtube, 10 banner e capas produzidas, 4 gestões de lives, mais de 25 uploads de vídeos, além é claro de toda a gestão da live no dia do evento.

Ufa… Muita coisa! Mas o mais importante é o resultado que conseguimos alcançar juntamente com a equipe do evento. Quando o trabalho é feito com dedicação, o resultado sempre é incrível!

 

A Greenbond agradece pela oportunidade oferecida pela organização do Um dia No Parque e pela confiança no nosso trabalho!

Que venha o Um dia Parque 2021 e que dessa vez, possamos voltar a fazer tudo do jeitinho que gostamos. No meio do mato!