Ótima notícia para os defensores da fauna brasileira: a espécie ararinha-azul (Cyanopsitta spixii), que estava extinta desde 2000, volta para seu bioma da caatinga! Após um acordo firmado entre o Instituto brasileiro Chico Mendes da Biodiversidade (ICMBio) e a organização não-governamental alemã Association for the Conservation of Threatend Parrots (ACTP), cerca de 50 exemplares da ave devem chegar ao Brasil, repatriadas da Alemanha.

Ararinha-azul, que estava extinta da natureza no Brasil desde 2000. (Foto: Milano/Divulgação)

 

SOBRE A ARARINHA-AZUL

Espécie rara, a ararinha-azul foi descoberta no início do século 19 pelo naturalista alemão Johann Baptist von Spix, e era encontrada exclusivamente na região da caatinga brasileira. Devido principalmente à caça e coleta ilegal, a espécie foi considerada oficialmente extinta na natureza em outubro de 2000, quando desapareceu o último exemplar. Até hoje não foi possível descobrir se a última ave morreu ou foi capturada por caçadores.

Desde que foi classificada como Criticamente em Perigo (CR) e possivelmente Extinta na Natureza (EW), as poucas aves que restaram foram usadas para reproduzir a espécie em cativeiro. Segundo o analista ambiental Hugo Vercilo, do ICMBio, existem 166 exemplares vivendo em coleções particulares. Além dos 13 no Brasil, há 147 na Alemanha, dois na Bélgica e quatro em Singapura, países que participam do Programa de Reintrodução da Ararinha-Azul.

 

CONSERVAÇÃO DAS NOVAS HABITANTES NO BRASIL

Os indivíduos, que devem chegar em novembro, serão levados ao Refúgio de Vida Silvestre da Ararinha-Azul, unidade de conservação fixada em Curaçá, na Bahia. O local já tem um histórico positivo, pois era o habitat natural da espécie antes de entrar em extinção.

Após o período de adaptação no viveiro, as ararinhas serão soltas na natureza, selando um acontecimento único e grandioso. Os responsáveis pelo  Projeto de Reintrodução da Ararinha-Azul já almejavam essa conquista há anos e, com o auxílio de parceiros no Brasil e exterior, conseguiram alcançar, beneficiando consideravelmente os interesses de preservação da nossa biodiversidade.

 

Fonte: ICMBio

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