A trajetória por trás das lentes: a vida e carreira de João Paulo Krajewski e Roberta Bonaldo

Quem nunca quis ser documentarista ou cinegrafista ao assistir um documentário de vida selvagem, que atire a primeira pedra! Estar em lugares exuberantes, com a mais diversa vida ao redor, e poder registar para tudo isso, parece sonho, mas essa é a realidade de João Paulo Krajewski e sua esposa Roberta Bonaldo.

Admirados pelo trabalho dos documentaristas, a GreenBond foi atrás do casal para uma conversa sobre a vida, trajetória e os bastidores da profissão.

 

Foto: Edson Faria Junior

Amor a primeira natureza

Nascido em Campinas, João Paulo sempre foi apaixonado pela natureza. Aos quatro anos já adorava ver programas de TV e documentários sobre o mundo selvagem. “Quando me perguntavam o que eu queria ser quando crescer eu respondia ‘eu quero trabalhar com o  Jacques Cousteau’”, conta João. 

 

Foto: Roberta Bonaldo

 

A paixão e admiração pela biologia e pelo mar já eram evidentes e João ainda contava com o apoio e incentivo de seus pais: “eu falava para minha mãe que gostava de bichos e ela, professora de Geografia, falava para as colegas da Biologia, que me mandavam livros. Eu criancinha tinha aqueles livros mostrando abelhas, células haplóides, diplóides, um monte de coisa de zoologia e genética. Eu ficava viajando, era louco por isso”, relembra João.

Cada vez ficava mais fissurado por estar na natureza, ir atrás dos bichos, conhecer, assistir documentários. Aos 15/16 anos João começou a se interessar mais pela fotografia e andar para cima e para baixo com uma camerazinha. Sua forma de curtir a natureza passou a ser mais pela contemplação: “hoje minha grande paixão pela natureza, mesmo passando por calor, frio, algum incômodo, é quando eu estou parado ali curtindo; observar o mundo natural me fascina”, diz JP.

Roberta também cresceu no interior de São Paulo e seu maior contato com a natureza era no jardim da casa de seus pais. A área verde limitada não impediu Roberta de se apaixonar pela natureza, sendo sempre uma criança curiosa que adorava insetos e desenhos sobre a vida animal.

“Uma das minhas lembranças mais antigas desse encantamento com a biologia foi um desenho animado que eu assisti, que mostrava que as lagartas viravam borboletas. Eu fiquei em choque! Como assim, lagartas e borboletas eram o mesmo bicho?! Então fui no jardim da casa dos meus pais e peguei todas as lagartas que encontrei porque eu queria vê-las virando borboleta. Fiquei maravilhada com aquilo! Depois, fui ao meu guarda-roupas  e enchi uma das gavetas de folhas, já que eu vi no desenho que era o que elas comiam. Depois, coloquei as lagartas na gaveta e fiquei esperando, até o dia em que minha mãe foi guardar minhas roupas, abriu a gaveta e quase teve um treco!” conta Roberta, rindo.

 

Foto: João Paulo Krajewski

 

A vida acadêmica e os encontros

A paixão pela área ambiental levou João e Roberta a cursarem Ciências Biológicas na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), onde se conheceram. E é claro que meu espírito de Maria Fifi quis saber quando foi que eles começaram a se relacionar, então  perguntei pois não sou de pedra, né?

Eis o que João e Roberta nos contaram sobre a primeira semana de aula deles na faculdade: “Na sexta-feira chega ela, sentou do meu lado e eu pensei ‘nossa menina nova e tal, sentou do meu lado’. Já fiquei super interessado, batendo papo e fui pra casa feliz da vida. Tinha feito amizade nova, conversei a manhã inteira com ela. Chegou segunda-feira eu, de novo na Unicamp, vi a Roberta. Já fui conversar, mas cheguei lá e ela não sabia quem eu era, não se lembrava de mim.” conta João enquanto Roberta cai na risada. “Fui falar com ela, ela olhou meio assim…e perguntou ‘Te conheço?’. Fiquei ‘nossa, cara, a gente conversou sexta-feira a manhã inteira!’ esse negócio de amor à primeira vista é uma baita mentira”, completa João.

Logo em seguida, Roberta se defende: “Em minha defesa, era meu primeiro dia de aula. Eu tinha conhecido muita gente, estava atordoada, era muita informação, estava perdida…” Mas um mês depois depois desse início “traumatizante”, de acordo com JP, eles já estavam namorando, muito felizes e desde então não se separaram mais.

 

 

Quando iniciou a graduação, Roberta pensou que estudaria insetos, mas começou a mergulhar com João e se encantou pela biologia marinha. Ainda na graduação, fez pesquisa de Iniciação Científica sob orientação do Prof. Ivan Sazima sobre o comportamento alimentar do peixe borboleta listrado (Chaetodon striatus) em Ilhabela.

Formados, João e Roberta fizeram Mestrado em ecologia e comportamento de peixes marinhos em Fernando de Noronha, orientados pelo Professor Ivan Sazima. João também fez o doutorado na mesma instituição, sob orientação da Prof Fosca Leite. Já Roberta fez seu doutorado na Universidade James Cook, na Austrália. sob a orientação do Prof. David Bellwood. Sua pesquisa foi sobre como os peixes-papagaios influenciam comunidades de algas e corais em recifes coralíneos.

 

Foto: Stacey Emiliou/Roberta Bonaldo em Fernando de Noronha

 

Das telinhas das câmeras para o mundo

Uma das primeiras experiências profissionais do casal para a televisão foi durante o mestrado em Fernando de Noronha. Nessa época, uma equipe do programa Terra da Gente, da EPTV Campinas, uma afiliada da Globo, foi gravar as pesquisas feitas pelo grupo do Professor Sazima, do qual João e Roberta faziam parte. “As histórias eram incríveis, peixes que mudam de cor, um que segue o outro, peixes que viram de ponta cabeça para pedir limpeza para o outro… tínhamos histórias muito bonitas”, conta João. As imagens submarinas foram  feitas por JP e Roberta, já que possuíam conhecimento de biologia, mergulho e fotografia.

A partir daí, João viu que o sonho de fazer imagens para a TV era possível. Quando Roberta foi para a Austrália, João entrou em contato com a equipe da EPTV para gravarem um Globo Repórter no país. A associação com a EPTV foi fundamental para conseguirem realizar mais trabalhos até que, em 2009, João recebeu o convite para apresentar o Domingão Aventura, um quadro do Domingão do Faustão. As imagens mostradas no programa foram do Dragão de Komodo (Varanus komodoensis) e a aceitação foi tão grande que, logo depois, João foi contratado para produzir material e apresentar o quadro.

 

Foto: Yano Sakul/Roberta Bonaldo Instagram

 

“Desse momento em diante, foi viagem atrás de viagem, ganhando conhecimento, aprendendo… foi fantástico, uma escola sem igual”, fala JP.

Em 2015 outro momento sem igual: o primeiro trabalho com a BBC. João nos conta que seu primeiro contato com a produtora foi um um festival de filmes na Inglaterra, onde contou algumas de suas histórias em Fernando de Noronha. Depois disso, ele foi chamado para trabalhar com equipe do grande diretor Miles Barton.

“A gente foi para Fernando de Noronha para gravar uma história que depois até virou trailer da série Planeta Azul II, que é a sequência de uma moreia que salta para fora da água para caçar caranguejos. Foi a primeira vez que trabalhei com a BBC; como consultor e guia da equipe. Eles fizeram a maioria das imagens, mas acabei contribuindo com algumas também. Isso foi o sonho do sonho do sonho… Um trabalho que eu amava ver, que quando eu era moleque eu achava que era coisa de outro planeta, que eu jamais chegaria lá. (…) Eu nunca pensei que conseguiria fazer qualquer imagem assim, achava que era uma realidade distante da minha, da Inglaterra. De repente, eu estava vendo imagens minhas narradas pelo Sir David Attenborough, que para mim é a figura mais querida e impressionante da minha área, que mais me inspira no mundo”, conta João.

 

Foto: Roberta Bonaldo/Fernando de Noronha

 

Figuras importantes na jornada

Durante nossa conversa, Roberta e João citaram várias pessoas queridas e que foram peças importantes na trajetória.

Roberta nos conta que seu lado de divulgadora científica foi bastante aflorado porque seu orientador, Prof. Ivan Sazima, sempre fez questão de incentivar a publicação de materiais de divulgação científica, além dos artigos científicos. Desta forma, os resultados do trabalho realizado poderia alcançar mais pessoas. Ivan acredita que tão importante quanto publicar é divulgar a ciência. João também cita o Professor Sazima como uma peça fundamental na sua formação, já que com ele desenvolveu muitas das suas habilidades de observação de comportamento animal e história natural.

Outra figura bastante importante foi o produtor Miles Barton. Roberta conta que durante as gravações em Noronha, sempre o observava trabalhando: “no campo, o Miles agia o de um cientista, um naturalista mesmo. Ele ia com um caderninho de campo, anotava, observava, era super criterioso tanto com a parte estética quanto com a parte do conteúdo, então eu enxerguei muito do que eu fazia na atividade dele.”

João conta que, na Inglaterra, Barton levou o casal para conhecer o prédio da BBC: “Foi um sonho! Miles mostrou várias salas para nós, inclusive em que o Attenborough gravou narração de muitos filmes que tenho aqui em casa e já assisti muitas dez vezes… Os nomes e os posters de todas as produções da BBC. E Miles sempre nos fez sentir um pedaço daquilo (…). Foi uma figura que mostrou ‘João você é parte disso, a gente tem um respeito por vocês’ e foi incrível.”.

O Terra da Gente não ficou de fora das citações: “o Terra da gente mostrou que eu era capaz de fazer aquilo (gravar imagens para a televisão).”, diz João.

O casal também não economizou agradecimentos à equipe do Domingão do Faustão. João trabalhou para o Domingão Aventura durante 11 anos e Roberta durante 5 anos como pesquisadora, produtora, cinegrafista e em 2018 iniciou como apresentadora do quadro.

 

Foto: João Paulo Krajewski Instagram

 

Todas essas pessoas na trajetória de João Paulo e Roberta foram muito importantes para eles se reconhecerem como profissionais, para mostrar que eles estavam no páreo e tinham capacidade de ir longe. E foram!

 

Produções a todo vapor

Os trabalhos e as oportunidades não param de surgir na vida de João e Roberta. JP já realizou várias produções com a BBC, Netflix, Animal Planet, ……. assim como Roberta que também participou na parte de making-of, produção e checagem de conteúdo científico. 

 

Algumas das produções são: 

  • Vida em Cores com David Attenborough (2021)

A série produzida pela Humble Bee Films para a BBC e Netflix conta com três episódios em que Sir David Attenborough explora como os animais utilizam suas cores. No Brasil, a série está em exibição na Netflix. Clique aqui para assistir na Netflix. Clique aqui para assistir no site da BBC One.

 

  • Vida no Azul (2020)

Série de 12 episódios produzida pela Natural History Brazil sobre a vida marinha ao redor do mundo. Os episódios mostram as particularidades de diferentes regiões dos oceanos. Em exibição no Animal Planet. Clique aqui para a página da série.

 

Foto: Roberta Bonaldo/João Paulo Instagram

 

  • Florestas Animais (2016)

Série de cinco episódios, produzida por João Paulo Krajewski, que explora as diferenças das principais regiões de florestas tropicais do mundo. A série atualmente está disponível no canal do YouTube de João Paulo Krajewski. Clique aqui para ver os episódios.

 

  • Primatas (2020)

Série produzida pela BBC de três episódios sobre primatas. Clique aqui para ir para a página oficial da série.

 

  • Sete Mundos, Um Planeta

Narrada por Sir David Attenborough e produzida pela BBC, a série mostra a enorme diversidade de vida e as peculiaridades de cada continente. Clique aqui para o trailer da serie. Clique aqui para ir para a página da série.

 

Foto: João Paulo Krajewski

 

  • Planeta Azul II/ Blue Planet II (2018)

Série de sete episódios produzida pela BBC sobre a vida marinha. João trabalhou como consultor científico e gravou algumas imagens de caranguejos, moreias e polvos em Fernando de Noronha. Clique aqui para ver a gravação.

 

  • Grandes rios da Terra (2018)

Série da BBC sobre os rios Amazonas, Nilo e Mississipi, em exibição no Animal Planet. Clique aqui para a página da série.

 

Foto: Acervo João Paulo Krajewski

 

  • Rotadores de Noronha (2016)

O documentário mostra a vida dos golfinhos rotadores de Fernando de Noronha e o trabalho de conservação realizado pelo Projeto Golfinho Rotador. Clique aqui para assistir ao documentário.

 

Um giro pelo mundo

Para que todas essas produções fossem feitas, João e Roberta passaram por muitas cidades e países diferentes. Dos mais quentes aos mais frios, João já visitou mais de 60 países enquanto Roberta está na faixa dos 40. E olha que esse número só não aumentou devido à pandemia.

 

Acervo João Paulo Krajewski

 

Com tantas experiências e lugares diferentes, fica até difícil escolher qual o país que mais gostou e qual o momento mais emocionante, mas João logo se prestou a responder: “Têm dois países que eu acho incríveis no mundo, Brasil e Indonésia. Eu acho que são dois países mais fantásticos porque é uma questão de gosto pessoal: eu gosto de floresta tropical. O Brasil tem a Mata Atlântica e a Amazônia. A Amazônia é a floresta mais impressionante, mais imponente que existe no mundo. Os rios da Amazônia deixam qualquer coisa do mundo no chinelo, não tem comparação. Você navegar num rio da Amazônia, no meio da floresta, você se sente um nada ali. Fora a fauna que é incrível, é maravilhosa”, conta João.

“A Mata Atlântica, em termos cênicos, é a floresta mais bonita do mundo. Parece que um jardineiro passou colocando cada bromélia e orquídea em um lugar especial… e os riachos são todos verdadeiras obras de arte. Eu costumo brincar dizendo quando vejo uma coisa bonita  “nossa, isso aí é mais bonito que riacho da Mata Atlântica”, completa João.

 

Foto: João Paulo Krajewski/Amazônia durante a noite

 

“Na Indonésia você tem a junção de duas coisas incríveis que são as florestas…na verdade várias coisas, mas a floresta tropical como a nossa aqui, mas com espécies totalmente diferentes, como as aves do paraíso, calaus, orangotango… E a Indonésia tem ainda os recifes de corais mais ricos do mundo, o que para um biólogo marinho, como eu, é fascinante. Então, você tem um país como essas duas coisas, mais de 17 mil ilhas. Fora isso, têm vulcões, o que para nós é muito diferente. É fascinante!”. Conta João.

¨São tantos atrativos e espécies endêmicas… e a Indonésia fez parte também de uma história que eu sou fascinado, que é a do explorador Alfred Russell Wallace, que ficou anos na região. A Indonésia, inclusive, foi uma das grandes inspirações para a descoberta de Wallace, que chegou à mesma conclusão de Darwin, independentemente, sobre a evolução. É um país fascinante e as pessoas são incríveis. A gente sempre se diverte muito lá”, conta João.

“São países em que a gente se sente em casa de verdade: o Brasil, obviamente, e a Indonésia. A gente tem uma admiração pela cultura e pelo jeito do povo. As pessoas são muito queridas. Isso nos lugares em que a gente foi, porque como disse o João, são 17 mil ilhas e fica difícil generalizar… mas é muito legal”, acrescenta Roberta.

Roberta ainda inclui na lista de países preferidos a Noruega. Quando foi convidada para visitar a Noruega, Roberta achou que não gostaria da viagem, por ser extremamente friorenta. Mergulhar nas águas geladas seria um pesadelo, mas João insistiu pois eles iriam filmar orcas. E foi uma grande surpresa: “Eu pirei, aurora boreal, foi uma experiência fantástica. Tenho um carinho muito especial pelas viagens que eu fiz pra Noruega.”, conta Roberta.

 

Foto: João Paulo Krajewski/Aurora Boreal na Noruega

 

O casal não abre mão de admirar o Brasil e contam que, após começarem a viajar para o exterior, perceberam ainda mais o quanto o Brasil é maravilhoso e diverso. Foi comparando com o de fora, que perceberam que o que nós temos é inigualável.

 

Momentos emocionantes

Se já não é fácil escolher o país que mais gostou, imagina escolher o momento que mais os emocionou. Chamaremos este momento de “eu poderia morrer agora e morreria feliz”.

Desta vez foi a vez de Roberta responder com prontidão: “Foi uma viagem que a gente fez para as Ilhas Salomão (…) a gente ficou numa pousada que era só nós dois de hóspedes. Em outros lugares, geralmente você vai mergulhar e têm outros barcos, outros turistas. Lá não, era só a gente, então era aquela sensação de lugar inexplorado. Eu lembro que nós dois mergulhamos com câmera. A gente caiu na água e logo nos primeiros segundos de mergulho vimos tubarão, baleia piloto, peixes maravilhosa e um recife lindo… Eu lembro que em um dado momento que eu baixei a câmera e olhei para o João, que estava com a câmera baixa também, e a gente ficou assistindo a aquele espetáculo… era tão bonito que eu pensei ‘gente, se eu morrer aqui, já está bom’… era tão bonito, que experiência maravilhosa”, conta Roberta. “E essa sensação de vastidão e de isolamento… Eu já tinha visto recifes bonitos em outros lugares, mas assim, de ser só a gente mais o piloteiro, que era uma pessoa que morava nas ilhas, foi muito especial, foi muito comovente mesmo”, completa.

 

Acervo Roberta Bonaldo/Ilhas Salomão

 

João cita a primeira vez que foi a Uganda ver os gorilas-da-montanha, quando teve alguns momentos muito marcantes. Em um deles, João acordou às 5:00 da manhã e deu de cara com um grupo de gorilas nos arredores do hotel, a menos de 200m de seu quarto: “Eu fui bem devagar e fiquei de longe, olhando. Foi um momento em que eu fiquei sozinho com os gorilas, era a mesma família que eu tinha visitado, em um tour, no dia anterior, com 19 gorilas (…) o bicho é um gigante gentil super dócil, e eu vendo sozinho aquilo foi algo comovente(…). Anos depois, quando fui a Ruanda para ver os gorilas-das-montanhas novamente, vi a maior família de gorilas que se podia visitar, na época com 32 gorilas, incluindo dois gêmeos, o que é raríssimo. E o mais incrível é que ambos os gêmeos sobreviveram, o que é mais raro ainda (…) esse grupo tinha também três silverbacks, que são os grandes machos. Teve um momento em que a gente foi num riacho e ao lado dele havia um barranco íngrime… A gente não percebeu porque tava no meio da mata, mas o grupo de gorilas havia se dividido: metade tinha ficado pra trás de nós e a outra metade estava à nossa frente.  Estávamos no meio do caminho! O jeito foi nos espremermos contra o barranco para permitir a passagem dos gorilas que estavam atrás de nós. Os bichos passaram literalmente encostando na gente, uns 6, 7 gorilas, inclusive um dos machos daqueles . Eu pus a câmera contra o peito para dar espaço. Foi incrível”, conta JP.

 

Foto: João Paulo Krajewski/Gorilas em Uganda

 

Momentos emocionantes definitivamente não faltam na vida desses dois, daria para escrever um livro!

 

Perrengue chique

Pra mim, os perrengues desses dois enquadram em perrengues chique, pois acontecem enquanto eles estão fazendo trabalhos fantásticos em lugares incríveis.

João nos contou de quando estavam na Amazônia e passaram por uma tempestade de raios no meio de um rio: “Era um raio por segundo, a gente não tinha para onde ir. Navegamos em direção à pousada e uma árvore estourou do nosso lado. Uma tempestade que veio do nada, uma mega tempestade. Batia água por todo lado e raio estourando, era um por segundo, não estou exagerando”, conta João.

 

Foto: João Paulo Krajewski/Amazônia

 

“No Pantanal esse ano a gente estava filmando e um enxame de abelhas pousou do nosso lado. Foi muito tenso. Elas desceram com a rainha a uns 5 metros da gente.  A gente ficou em silêncio e saiu do local…”, diz JP.

Por sempre respeitarem os animais, o espaço deles e sempre agirem com cautela durante seus trabalhos, Roberta e João nunca tiveram grandes problemas em campo. Ainda bem, né?

 

O caminho é longo, mas a recompensa é grande

Não foi de um dia para o outro que JP e Roberta se tornaram os profissionais que são hoje; eles precisaram de muito esforço, dedicação, humildade de reconhecer que sempre precisam melhorar, coragem de ir atrás dos sonhos e muita paciência.

As amizades que fizeram pelo caminho e as pessoas que conheceram e que contribuíram de alguma forma também foram de extrema importância. O respeito pelos colegas e pelo trabalho dos outros profissionais com certeza é uma chave que abre portas para uma grande rede de compartilhamento de informação e confiança.

 

Acervo Roberta Bonaldo Instagram

 

Fazendo parte do #Bond!

Nesse ano, João Paulo e Roberta começaram a fazer parte do nosso Bond. Perguntamos a eles sobre o que estão achando de ter uma empresa especializada em comunicação e marketing dando apoio na divulgação do trabalho que realizam.

“Eu fico até me sentindo culpado por antes, porque o trabalho que eu faço é divulgar natureza, é fazer imagens. E claro, eu trabalho para documentários e isso acaba saindo na TV (…) mas eu tenho muito material guardado, com muitas histórias. Quando converso com as pessoas, elas querem saber, se encantam e aprendem… e eu percebi que muito do que eu tinha estava guardado nos meus arquivos… Eu me senti até egoísta, sabe?… E vocês (da GreenBond) falando que queriam ver, aprender, saber, ver os bichos, as histórias… aí pensei ‘puxa, fazer isso de uma maneira profissional, legal, acompanhada por gente boa, que vai colocar isso de uma maneira bonita, você está mandando uma mensagem legal para as pessoas, que é aquilo que você acredita, está deixando de ser egoísta, de prender aquilo só para você e criando uma rede de pessoas que, espero, se empolgue com isso e venha a fazer isso no futuro. Acho que hoje é um sentimento de mais do que estar na rede social ou as pessoas estarem só conhecendo meu trabalho, você de repente está criando algo maior, instigando e influenciando pessoas a seguirem um caminho parecido”, conta João.

“Hoje é fundamental a gente dividir um pouco das nossas experiências, do nosso conhecimento. É uma maneira de agradecer todo mundo. Eu trabalho para o público, seja apresentando documentários, escrevendo, fazendo imagens… E hoje na internet é, na hora que a gente publica, o mundo inteiro pode ver… e espero com isso instigar, estimular muita gente a gostar de natureza, a respeitar e conhecer um pouquinho mais da natureza”, relata João.

 

Foto: Arlaine Francisco/Roberta Bonaldo Instagram

 

Roberta ainda conta que com o apoio da GreenBond já percebeu mudanças: “O pessoal tem se engajado mais e a comunicação com as pessoas está mais frequente e direta… Então está bem legal.”, conta Roberta.

O apoio da GreenBond tem sido importante na troca de conhecimentos, no maior contato com o público e no gerenciamento de redes, principalmente quando o casal está em suas viagens. Esperamos que esta parceria seja proveitosa e duradoura!

 

Nossa admiração por João e Roberta, que já era enorme, só aumentou! Desejamos muito sucesso pra esse casal incrível e, nós aqui, aguardamos ansiosamente pelos lançamentos dos próximos trabalhos!

 

Quer conhecer mais sobre a trajetória profissional do João Paulo Krajewski e da Roberta Bonaldo?

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Texto por Anna Luisa Michetti Alves

Revisado por Fernanda Sá

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